02
Nov
2012
Fotoblog: As Maldivas debaixo d’agua
Escrito por Adriana Miller

Outro “ponto de vista” que nao podia faltar sobre as Maldivas eh na verdade um dos principais: de baixo d’agua!

Ate por que, quer voce queira, quer nao, sua viagem e suas atividades sao quase integralmente focadas no mar!

E nao eh preciso se esforcar… mesmo sentada na areia da praia, a agua eh tao clarinha e a vida marinha TAO rica, que os peixes ficam nadando bem ali na beiradinha… sem sequer se afetar pelos turistas nadando e boiando!

Apesar de nao poder mergulhar de cilindro por causa do meu “estado de graca”, saimos pra mergulhar de snorkel praticamente todos os dias, seja nas ilhas desertas e corais da regiao ou no proprio coral da nossa ilha, e era sempre o ponto alto do nosso dia!

Cada mergulho e cada cantinho dos corais era uma surpresa!

Peixes ultra coloridos, corais que formavam verdadeiros jardins sub-aquaticos e cardumes a perder de vista!

Mesmo sem mergulhar muito fundo, e praticamente sem fazer esforco (eles veem ate voce!) vimos arraias enormes, muitas tartarugas marinhas e ate mesmo uma barracuda (que foi um mega susto, pois sao uma especie perigosa!)!

Achei o maximo todos aqueles tipos e estilos tao diferentes de peixes, que misturavam cores e “estampas” tao unicas!

E claro, sem nem falar como era delicioso ficar horas a fim nadando naquela agua morninha perfeita, deixando minha panca boiar numa boa…

E entao eh bem melhor deixar as palavras pra la e encher esse post de fotos e imagens do “outro lado” das Maldivas!

P.S. Nos usamos uma camera a prova d’agua, a Kodak Easyshare meio antiga que eu pessoalmente nao gosto muito nem recomendo… As fotos nao ficaram pessimas (ate porque a claridade da agua ajuda!), mas hoje em dia o mercado tem opcoes muito melhores de cameras a prova d’agua por precos otimos, e de qualidade muito superior (mas demos bobeira e esquecemos de comprar uma camera nova, e morremos de raiva a viagem toda!)

 

Categorias: Maldivas, Viagens
13
02
Nov
2012
Ilha Meedhoo: Maldivas como ela eh…
Escrito por Adriana Miller

Por mais que uma viagem as Maldivas sejam sempre vista como “paraiso”, a verdade eh que voce acaba se sentindo meio ilhado (no pun intended) e alienado, pois no fundo sabe que aquela realidade de luxo-resorts-spa nao eh a realidade do pais.

A intencao nunca foi fazer da nossa viagem pras Maldivas uma viagem “cultural” nem “povao”, mas depois de ler sobre o pais e de passar uns dias por la, senti falta de entender melhor como as coisas funcionam.

Uma coisa que me chamou atencao por exemplo foi que em nosso hotel nao trabalhavam mulheres. Dos recepcionistas ao gerente geral, passando pelos garcons, camareiros, faxineiros, cozinheiros, os atendentes de bar, nas lojas e afins… todos homens. As unicas pouquissimas mulheres eram extrangeiras (Tailandesas e Balinesas no Spa, que por sua vez nunca eram vistas fora de la).

Entao no meio da semana eu vi um folheto na recepcao, sobre uma visita a ilha vizinha ao nosso resort, a ilha Meedhoo. O passeio era no fim da tarde e apenas 2 horas, mas achei que poderia ser interessante e uma oportunidade unica de conhecer melhor o pais.

Eu nao sabia oque esperar. Por um lado esta com receio de que o passeio pudesse se transformar no maior pega turista da historia… Como seria a vida no “lado de la”? Veriamos muita pobreza? Sujeira? Como sao organizadas as “cidades”? E a sociedade?

Na nossa ultima noite no pais fomos no fim da tarde com um guia num barquinho Dhoni (a embarcacao tipica das Maldivas) e fizemos o trajeto de 20 minutos ate Meedhoo. No caminho aprendemos que a ilha eh habitada principalmente por mulheres, criancas e idosos ja que os homens saem para trabalhar durante o dia.

A base da sociedade ainda eh a pesca e comercio, mas desde que o hotel Adaaran inaugurou no mesmo Atol, a ilha tem sido a principal fornecedora de mao de obra, e hoje em dia a grandissima maioria dos homens de Meedhoo trabalham em nosso hotel.

Logo de cara achei que a ilha era muito maior e mais bem estruturada doque eu imaginava. Mas ao mesmo tempo minuscula, habitada por menos de 2.000 pessoas.

No porto da “cidade” vimos alguns barcos sendo descarregados, com os suprimentos que seriam levados ate o (unico) supermercado da ilha, e mais alguns materiais que iriam pra (unica) escola e (unico) pronto socorro, todos vindos de Male, e em sua grande maioria importados de paises vizinhos, ja que as Maldivas nao tem producao propria, nem de industria nem agricultura.

A ilha esta organizada em meia duzia de ruas que cortam seu interior na vertical e horizontal, mas nenhuma delas tem nome – e nem as casas tem numeros! Cada casa tem um nome proprio, e assim os vizinhos ja sabem onde voce mora. Afinal a maioria das familias ocupam as mesas casas ha muitas geracoes!

O Aaron perguntou ao nosso guia se com celulares, internet, novos resorts etc, se ainda existiam pessoas que nasceram, cresceram e morreriam sem nunca sair de la. Ele ficou tao espantado, mas tao espatando com a pergunta “sem nexo”… e sua resposta foi “Claro que sim”. Na verdade a maioria esmagadora da populacao viviu (e vive) sua vida inteira sem nunca sair de Meedhoo, afinal, segundo ele, ali eles encontram tudo que precisam pra viver… entao pra que procurar outras coisas pelo mundo?!

A ilha tem cerca de 3 ou 4 mesquitas – nenhuma aberta a visitacao de nao-Muculmanos, e apenas uma aberta a mulheres.

Mas me impressionei mesmo foi de saber que a principal estrutura do vilarejo era na verdade a escola, que educava todas as criancas da ilha ate o final do segundo grau (eles seguem o sistema educacional Britanico, tendo como exames finais os A LevelsGCSEs).

A educacao eh 100% bilingue em Ingles e Dhivehi, sendo que o Ingles eh usado em todas as materias de base, e o Dhivehi apenas em materias como historia, geografia e Islamismo.

A ilha tambem tem um pronto socorro, porem nao tem medicos. Casos mais graves sao transportados para uma das ilhas do Atol vizinho, e casos muito graves tem que ser transportados para Male, onde esta o unico verdadeiro hospital do pais.

Mas ele apontou pra minha barriga e me tranquilizou, avisando que oque nao faltavam na ilha eram mulheres muito bem capacitadas pra partos!

Eles tambem tem algumas lojinhas de souvenir, que logicamente vivem das visitas curiosas dos hospedes do hotel Adaaran (como nos!), e apesar de que a moeda oficial do pais eh a Rufiyaa, o senso de moeda e cambio eh tao diferente pra eles, que qualquer outra moeda (internacional) era aceita (Euros, Libras e Dolares).

Eu gostei de ver que as ruas eram limpas, as casas confortaveis e a populacao bem cuidade e bem educada. Por sorte o Raa Atol nao foi afetado pelo Tsunami de 2004, mas ainda assim hoje em dia todas as casas tem caixas d’agua da Unicef, onde podem armazenar a agua da chuva em vez de depender exclusivamente da unica fonte de agua potavel que brota na ilha, fazendo com que a qualidade de vida deles seja mais sustentavel.

Muitos turistas optam por fazer passeios pela capital Male, enquanto passam horas esperando seus voos entre as ilhas, mas nao senti nenhuma vontade de fazer um passeio desses.

Apesar de que quase 2/3 da populacao vive na capital, Male nao deixa de ser uma cidade grande, com predios, shoppings, mercados, ruas e avenidas e muitos extrangeiros e expatriados.

Sao as outras 100 ilhas habitadas e isoladas nos Atois do pais que realmente nos contam a historia das Maldivas.

 

 

Categorias: Maldivas, Viagens
13
01
Nov
2012
As Maldivas vista de cima… (e o tal do Hidroaviao!)
Escrito por Adriana Miller

Entre os muitos sonhos, expectativas e “must haves” da viagem pras Maldivas, uma unica coisa eu fazia questao: sobrevoar o pais num hidroaviao!

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Acho que foi uma das primeirissimas imagens que vi das Maldivas, sabe-se la quanto tempo atras, e fiquei encantada com aquele mar verde esmeralda pontilhado por mimi ilhas cercadas por agua azul turquesa…

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Por outro lado, pra muita gente, esse meio de transporte ate sua ilha-hotel eh justamente um dos principais impecilhos ao planejar a viagem… seja o medo de aviao, a imagem desse bimotor minusculo, ou o mar la em baixo… sei la. Mas olha, vale a pena! E impossivel dizer que voce conheceu as Maldivas ate ve-la la de cima…

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Pelo lado pratico da coisa, atualmente as Maldivas tem apenas 2 empresas de taxi aereo, e eh o unico meio de transporte disponivel para distancias mais grandinhas (se nao me engano, existe um limite legal que regula as distancias e tempo que barcos/lanchas podem transportar passageiros/hospedes entre Male e os resorts).

Oque define qual empresa area voce ira utilizar eh seu proprio hotel, ja que algumas regioes e Atois sao servidos pela TransMaldivian (centro sul), e outras partes do pais (centro norte) sao servidos pela Maldivian Air.

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Todas as reservas e tramites sao feitos diretamente pelos resorts e os precos das passagens (que eh bem salagado, diga-se de passagem. Nos pagamos cerca de $350 dolares a mais, cada um para o voo ida e volta entre ale e o Resort) eh fixo em relacao a distancia transportada, epoca do ano etc. Entao eles nao funcionam como empresas areas normais, onde vc pode ir on line e marcar sua passagen, reservar com antecedencia para conseguir bons precos etc. Eh tudo tabelado entre os resorts e a empresa que serve aquele Atol especificamente.

Entao assim que voce reservar seu hotel, eles vao entrar em contato com voce para confirmar os horarios do seu voo de chegada e saida de Male, e assim planejar seu translado de acordo com outros hospedes chegando no mesmo dia/horario.

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(A maioria dos resorts nas Maldivas apenas aceitam reservas por um tempo minimo determinado de hospedagem – geralmente uma semana – e assim eles conseguem regular o influxo de voos e hospedes a cada dia da semana. A maioria esmagadora de resorts nao aceitam hospedagem avulsas de poucos dias, naquela de fazer das Maldivas apenas uma esticadinha de sua viagem a outro lugar, pois logisticamente nao eh viavel pra eles)

Eu tinha lido que as empresas de taxi aereo tem limites super restritos de horarios de voo e condicoes metereologicas (e ja dei a dica no post sobre como planejar uma viagem pras Maldivas), e portanto a preferencia deve sempre ser por voos diurnos, que cheguem o mais cedo possivel em Male.

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E para evitar atrasos, quando mandei minha confirmacao de voo pro resort ainda fiz questao de frisar que estava gravida e que se possivel gostaria de receber preferencia nos horarios do voo interno. Como os avioes sao minusculos e levam apenas 10 passageriros de cada vez, se voce confirmar seu voo muito em cima da hora, voce podera acabar tendo que esperar por horas a fio pelo proximo voo alocado a sua reserva (conhecemos um casal de Noruegueses que tiveram que esperar quase 7 horas no aeroporto de Male por seu voo interno!).

Por sorte, nosso voo chegou em Male antes das 10 da manha, tinhamos sido alocados no voo das 11:30 (que saiu atrasado, cerca de 13:00 hrs).

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Entao logo que passamos pela imigracao e recolhemos a bagagem, basta procurar pelo “balcao” de informacoes de seu resort no sagua de chegadas (todos os resorts tem sua propria barraquinha, nao tem como errar), dar seu nome, e um funcionario te encaminha ao lugar certo e cuida de todos os tramites.

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Voce eh encaminhado ao balcao da cia area que serve seu resort (no nosso caso Maldivian Air), onde verificam o peso de todas as suas bagagens e bolsas e emitem seu cartao de embarque.

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Aliais, isso eh importantissimo reforcar: os avioes sao pequenos mesmo, e nao teem “bagageiro”, e portanto eles levam o limite de peso das malas super a serio!

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Cada passageiro tem direito a apenas 1 unica mala despachada com peso maximo de 15 kilos e uma bolsa de mao, com peso maximo de 5 quilos. Eles levam isso super a serio (ja que impacta demais a seguranca do voo) e pesam cada sacolinha (eu estava com uma sacola do free shop de Londres na mao, que tambem foi pesado e teve que entrar no peso total do meu peso limite da bolsa de mao.

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Se sua mala passar do peso estabelecido, suas opcoes serao: ter que esperar ate eles pesarem todos os passageiros confirmador pro seu voo, para verificar o peso total da aeronave e entao deerminar quantos quilos “extras” voce podera levar. Ou entao voce pode retirar (e jogar fora) algumas coisas de sua mala ate chegar a 15 quilos, ou entao a mala nao embarca com voce, e fica la em Male esperando um voo disponivel que tenha peso sobrando (oque pode demorar dias sem sua mala).

Entao nao marque bobeira e seja o mais rigoroso possivel com sua mala! Nos passamos por um susto, ja que a mchila do Aaron estava acima dos 5 quilos permitidos (com cameras, lentes, laptop, etc. Coisas que nao poderiam ser facilmente “desfeitas”…), mas como nossas malas e minha bolsa de mao estavam super leves, eles somaram nosso peso total e nao criaram problemas. Uffa!

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Depois disso tudo, fomos levados a sala de embarque especifica de nosso resort, onde pudemos esperar o voo numa salainha com ar condicionado, agua, refrigerante, wifi gratis, revistas, etc. Esperamos quase 2 horas, mas o tempo passou voando!

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Na hora do voo, uma vez que as malas ja estejam no aviao, nos fomos levados ate nosso aviao e dai pra frente eh so aproveitar a vista!!

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(No voo da ida nos demos bobeira e nao conseguimos poltronas na janela – mas no voo da volta corremos pra ser os primeiros a embarcar! A vista compensa!)

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Realmente sobrevoar os Atois eh um sonho, e nos da um melhor entendimento sobre a geografia e a organizacao do pais, oque nao eh possivel de barco – como as ilhas nao tem altitude nenhuma, nem construcoes altas (a maioria espagadora das ilhas nem sequer tem “terra firme”… sao apenas corais mais razinhos) fica impossivel identificar oque eh oque quando se esta no mar e no mesmo nivel que as ilhas.

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A variacao das cores, os bancos de areia cercados de corais, as ilhas-vilarejo… As ilhas-Hoteis…

Nao ha experiencia igual no mundo!

Sobre a experiencia de voar num micro aviao com esse propraimente dita, nao posso enganar que estava com um certo medo.

Afinal, eh um aviao minusculo, que decola e pousa na agua… e simplesmente nao sabia oque esperar da experiencia. Meu maior receio era que o voo fosse turbulento demais, com muitos solavancos e uma decolagem e aterrissagem muito “de impacto” que pudessem ser desconfortaveis pra minha barrigona.

Mas nao! A verdade eh que os 45 minutos de voo foram tranquilissimos, e tanto a decolagem quanto a aterrissagem na agua foram super suaves – ao ponto de nem perceber que ja estavamos em “agua firme” de novo quando chegamos no resort pois estava vendo minhas fotos!

O desconforto fica por conta das poltronas pequenas, e por nao ser uma cabine pressurisada (os pilotos voam de janela aberta e sem sapatos! Aliais, eles sao conhecidos como os “Barefoot Pilots” – os pilotos descalcos!), nao tem ar condicionado e como faz calor o tempo todo, o aviao tambem fique quente (mas nada insuportavel tambem…).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categorias: Maldivas, Viagens
7
31
Oct
2012
Adaaran Select Resort & Spa – Raa Atol (Ilha Meedhupparu)
Escrito por Adriana Miller

Como disse no post anterior sobre planejamento de uma viagem as Maldivas, a escolha do hotel eh crucial e eh essa decisao que vai definir qual estilo de viagem, opcoes de atividades, qualidade de servico e principalmente custos de uma temporada por la.

Entao da pra imaginar que essa eh uma super tarefa e pode vir a ser um pouco estressante…

As opcoes sao muitas, mas se pararmos pra pensar, nem sao tantas assim, se considerarmos que o pais inteiro tem apenas cerca de 90 hoteis… fica facil ir refinando sua pesquisa e diminuindo as duvidas. Eu usei sites como TripAdvisor e Booking.com para rankear os comentarios e recomendacoes de hoteis baseado em localizacao, custos, opcoes de alimentacao e afins, e acabei reparando que comecei a ver sempre os mesmo na lista, e com as opcoes reduzidas, ficou bem mais facil fazer uma escolha acertada.

Nossa escolha final foi o Adaaran Select Resort & Spaque fica no Raa Atol, especificamente na ilha Meedhupparu, mais pro norte do pais (eu tambem li que os Atois ao norte das maldivas tem um clima mais seco e com menos incidencia de chuvas, alem de terem sido menos afetados pelo Tsunami de 2004 e portanto tem corais mais bonitos).

A rede Adaaran (que se nao me engano eh de origem Sri Lanka) possui 5 hoteis-ilhas espalhados pelas Maldivas, todos 5 estrelas de perfil Spa-boutique. Eles dao muito foco a saude e bem estar, ambientes que seguem os ensinamentos Ayurveda (que eh bem tipico do Sri Lanka) e uma integracao entre as construcoes, os hospedes e a natureza.

Os ambientes sao modernos, porem clean e “naturais” – nao espere esculturas de arte moderna, nem paineis de cristal com cromo, muito pelo contrario – muita madeira, fibras naturais, linhos brancos e areia no chao de quase todos os ambientes sociais do hotel.

E como eu esperava, o Spa Chavana era maravilhoso, e eu fiz massagens e tratamentos todos os dias de nossa hospedagem, e foram todos maravilhosos!

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Por acaso o Spa era todo comandado por terapeutas Balinesas e Tailandesas (dois tipos de massagem que ja testei e aprovei in locoaqui e aqui), num clima super calminho e delicioso, com muitas opcoes de tratamentos individuais e para casais ( o Spa usava produtos da linha Britanica Elemis ou de sua linha propria, toda feita com produtos naturais nativos das Maldivas).

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Eles nao tinham nenhum tratamento especifico para gravidez, mas ainda assim uma das terapeutas mais experientes veio me ver e conversar e preparou um pacote especifico pra mim, misturando tecnicas e produtos que fossem seguros pra gravidez que eu pudesse fazer todos os dias! Isso eh que eu considero um bom servico!

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Ja na parte da alimentacao, eu estava muito apreensiva em ficar num hotel All Inclusive, mas nao queria correr o risco dos custos de um hotel sem essa opcao – Entao o Adaaran ofereceu uma mistura ideal de pacote All Inclusive, mas com 3 restaurantes individuais a la carte.

E foi a melhor decisao da viagem! Na verdade, nos gostamos tanto da comida que acabamos nao comendo em nenhum dos restaurantes e bares avulsos, pois simplesmente nao sentimos necessidade.

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Eu nao sou muito fan do estilo “buffet” dos hoteis All Inclusive, e continuo nao sendo e preferindo restaurantes “normais”, mas como a comida era boa e muito variada, isso nao me incomodou muito nao (mas como eu detesto ter que usar aquelas pulserinhas de resort!). Na verdade foi uma boa oportunidade de conhecer outros hospedes e pegar algumas dicas de atividades e passeios.

A cada dia o buffet tinha um menu completamente diferente, e algumas noites “tematicas”, com comida tipica das Maldivas, ou Italiana, Espanhola, etc.

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As carnes eram sempre grelhadas na hora (numa grelha ou numa churrasqueira na brasa), as massas tambem eram preparadas e misturadas com os molhos na hora ao gosto do fregues, e pela manha as opcoes de cafe da manha “cozidos”, tipo ovos, omelete, panquecas etc tambem eram todos feito na hora.

E as frutas?! Ah…. as frutas… A selecao de sobremesas era sempre otima e sempre com muitas, muitas frutas frescas (geralmente tambem cortadas na hora, direto no seu prato).20121031-115224.jpg

Mas foi otimo saber que tinhamos outras opcoes, tanto ao longo do dia (o “Mass Cafe”, numa das praias, servia pratos grelhados e sanduiches a qualquer hora, porem a la carte) quanto para jantar, com opcoes privadas (ele montavam uma mesa na beira da praia pro casal e serviam pratos especificos, como churrasco, lagostas e frutos do mar, etc) e algumas noites “tematicas” no Grill Bar, que ao longo do dia servia opcoes a la carte, e a noite se transformava em restaurante Mexicano num dia, Espanhol no outro, Frances no outro, etc.

Quanto a hospedagem, nos optamos pelos Beach Bungalows, que sao os chales na areia da praia, mas eles tambem oferecem bangalos nos jardins internos (mas todos a poucos passos da praia ja que a ilha eh tao pequena) e as Water Villas que sao os quartos sobre as palafitas no mar.

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Isso pra nos nao foi sequer um dilema, ja que nunca fizemos questao de ficar sobre as aguas, e quando chegamos no hotel, chegamos a pedir um upgrade (pago), mas acabamos desistindo – nao vimos a vantagem em pagar tantas vezes mais por um quarto que nos ofereceria basicamente a mesma coisa: mesmo conforto, mesmo hotel, mesmo servico, mesma praia e mesma comida.

Mas sim, ha diferencas.

Justamente por pagar (tanto) a mais pelas Water Villas, os hospedes tem algumas regalias a mais, como um servico de mordomo (por exemplo, em vez de ter que levantar da praia pra pegar sua propria bebeida, voce pode pedir pro mordomo te servir), acesso a uma segunda piscina mais escondida no interior da ilha e um quarto restaurante a la carte, que nao eh aberto aos outros hospedes. Ah! E se voce preferir, tambem pode escolher fazer seus tratamentos do Spa em seu quarto, em vez de ir ate o Spa.

Se isso justifica a diferenca de preco…? Para algumas pessoas acredito que sim. Mas nosso quarto era tao confortavel, espacoso e bem localizado que nao sentimos necessidade de um upgrade. Preferimos entao gastar nosso orcamento aproveitando bastante as ferias, fazendo passeios, mergulhos, Spa etc.

E pra falar a verdade, nos fizemos tantas cosias legais enquanto estavamos por la, que so voltavamos pro quarto na hora de tomar banho e dormir.

Mas nao da pra negar que as palafitas tem seu apelo… so nao sei se nos dois teriamos aproveitado o suficiente, entao nao me arrependo da escolha. Mas se voce quer ter um toque a mais de exclusividade e de paparicacao, ou gosta mesmo de ficar lagartixando no sol o dia todo, entao por nao?!

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E por falar em atividades, acredito que isso seja uma coisa que quase todos os resorts oferecem, mas acho que justamente por causa desse perfil “wellness” o Adaaran era super relax e nada de programacoes mil, se essa nao for sua praia.

Mas eles tem um Diving Center (para mergulho) e um Water Centre (atividades aquaticas) ,onde podiamos nos inscrever e praticar uma infinidade de passeios e atividades.

Todas as atividades extras eram pagas a parte, mas com precos razoaveis, variando entre $20 dolares por um passeio de barco no por do sol, ate $30 a $60 pelos passeios de snorkel ou mergulho e cento e muitos dolares caso voce quisesse algugar um barco exclusivo so pra voce e ir passar o dia numa ilha deserta da vizinhanca.

Fizemos alguma “atividade” todos os dias e sempre demos sorte de nao pegar grupos grandes nos barcos e os guias sempre nos deram todo tempo do mundo pra curtir e aproveitar bastante.

O hotel tambem tem uma serie de lojinhas na recepcao central, vendendo souvenirs, joias, filtro solar, mascaras de mergulho, brinquedos etc.

Ah! E nao podia deixar de mencionar que eles tambem tinham um pronto socorro com um medico de plantao 24 horas na propria ilha – oque pra mim foi importantissimo, afinal estando gravida, todo cuidado eh pouco! (gracas a deus nao precisei do medico, mas num lugar tao ilhado como as Maldivas, eh sempre bom ter essa precaucao e tambem levar isso em consideracao na escolha do hotel).

Para reservas: AQUI

 

Categorias: Maldivas, Viagens
32
30
Oct
2012
Maldivas – Tudo que voce precisa saber sobre acomodacao, transporte, visto, custos, clima, quando e onde ir e oque fazer por la (e oque levar na mala!!)
Escrito por Adriana Miller

Planejar uma viagem pras Maldivas eh facil – mas eh dificil!

A oferta eh limitada… mas as opcoes sao muitas… os precos sao altos, mas com bastante discrepancia (diarias podem varias de cento e poucos dolareas a 5 mil dolares por noite), e afinal, quel a melhor ilha ficar, como identificar diferencas e como saber que nao vamos ficar – literalmente – ilhados numa roubada?

E isso eh crucial pro sucesso da viagem – as ilhas nao sao “cidades”, nem tem “bairros”. Cada ilha eh minuscula e inteiramente ocupada por seu hotel. Voce nao tera “saida” e muito menos outras alternativas (de cosias pra fazer, restaurantes etc) caso nao esteja satisfeito com sua escolha.

Entao meu processo pra escolher um hotel-ilha ideal pra gente foi assim:

- Acomodacao:

Recebemos varias “dicas” e recomendacoes de amigos que ja tinham visitado o pais, e claro, todo mundo sempre acha que seua escolha foi a melhor. Mas rapidinho vimos que nem sempre, oque deu certo pra outro casal, era exatamente oque queriamos fazer.

Quando se trata de acomodacao nas Maldivas, o primeirissimo item a levar em conta sao os custos e seu orcamento. Afinal, sua viagem “sera” o hotel escolhido, e eh essa escolha que define todo o resto.

Nos dois por exemplo nao faziamos questao alguma de ficar em quartos sobre a agua (nas palafitas). Eh bonito, parece ser legal e tal, mas nunca foi um fator determinante e muito menos um “sonho”. Por outro lado, conheco pessoas que nem sequer cogitariam ir pras Maldivas e nao ficar nos quartos sobre as aguas…

Entao de cara pudemos eliminar um gigantesco custo da viagem: o almejado quarto sobre as aguas faz com que qualquer viagem ao pais fique pelo menos 3 ou 4 vezes mais caro, com diarias que beiram os 1.000 dolares por casal, ate o infinito (dependendo de quao exclusivo sera seu hotel).

Mas por outro lado, fizemos questao absoluta de ficar na beirissima da praia – e portanto nao queriamos hoteis que tivesse quartos em estilo “apartamento”, nem espalhados pelo centro (“jardim”) da ilha.

Entao algumas das opcoes mais baratas tambem nao entraram na nossa lista, ja que focamos nos hoteis que oferecessem “Beach Bungalows” (Bangalo na Praia), oque geralmente eh o segundo “nivel” de quarto oferecido pela maioria dos hoteis.

- All Inclusive, ou nao All Inclusive…. Eis a questao.

O segundo fator de selecao de hoteis foi o tipo de “pacote” oferecido, e de maneira geral, as redes internacionais “ocidentais” (leia-se Hilton, W, Sheraton, Four Seasons, Conrad, etc) apenas oferecem pacotes de Cafe da Manha, ou no maximo meia pensao.

Mas quando voce comeca a pesquisar sobre os hoteis, geralmente aqueles que oferecem oba-oba de All Inclusive, tem as piores notas e feedback de servico e qualidade de comida, oque eh bem comum nesse tipo de hotel.

Eu pessoalmente tenho um certo pavor (e muito preconceito) com hoteis All Inclusive, e tenho aquela visao dos infernos das filas no buffet, servindo uma gororoba nao identificada enquanto o “animador” comanda a coreografia de lambairobica na piscina! 

Porem, ao conversar com amigos que estiveram recentemente nas Maldivas, e lendo reviews em sites como o TripAdvisor, vimos que a media de custo de uma refeicao avulsa num resort que nao seja All Inclusive pode variar entre os 100 a 200 dolares por refeicao (pro casal).

Ai basta fazer as contas: digamos uma media de $150 por refeicao, duas vezes por dia, mas uns belisquetes e bebidas aqui e acola ao longo do dia, podendo facilmente ultrapassar os $400 por dia, por 7 dias…

E tambem nao queriamos cair na cilada de ter que ficar fazendo contas e nos privando de comer e beber isso ou aquilo quando desse vontade por medo da conta no fim da viagem. (uma cerveja nos bares a la carte do nosso resort custavam $8 dolares, so pra dar uma ideia).

Entao a decisao foi achar um resort que oferecesse All Inclusive, mas com a opcao de restaurantes a la carte avulsos. Assim, pelo menos sabiamos que se a comida do All Inclusive nao fosse boa, ou muito repetitiva depois de uns dias, teriamos a opcao de pagar extra por outros restaurantes – mas sem a obrigacao de gastar X por dia, todos os dias.

Porque afinal de contas, quando vc para pra pensar, todas as desvantagens de um All Inclusive (falta de opcoes, repeticao, etc) eh um problema em qualquer hotel nas Maldivas, ja que voce sempre estara limitado aqueles 3 ou 4 restaurantes que sua ilha oferecer, e so. Voce nunca tera a oportunidade de dar um pulinho em outro lugar se enjoar ou nao gostar das ofertas da ilha…

(Os detalhes sobre o resort que ficamos sera publicado em outro post especifico)

- Transporte:

Outro item a levar em consideracao na escolha de seu hotel, eh o meio de transporte disponivel pra chegar ate la.

O pais nao tem estradas, nem ferrovias nem transporte publico – e tendo um unico aeroporto na capital Male, as distancias entre o aeroporto e seu hotel podem ser enormes.

Uma outra questao que fizemos foi ficar num hotel em que precisassemos pegar um hidroaviao!

Eu sei que eles sao assustadores pra maioria dos mortais (e olha que eu tenho PAVOR MORTAL de altura!), mas eu sabia que a experiencia de sobrevoar as Maldivas seria incomparavel! E assim como muita gente acha que ir pras Maldivas eh sinonimo de se hospedar sobre as aguas, pra mim, ir pras maldivas eh sinonimo de voar de hidroaviao, e nao cogitaria ficar num hotel em pudesse ser alcancado de barco a partir da capital!

A viagem de hidroaviao em si foi muito mais tranquila doque poderia imaginar!! E olha que alem do medo de altura, eu ainda estava um pouco apreensiva com os possiveis solavancos e turbulencias na minha barriga de quase 6 meses de gravidez!

Mas que nada… o aviao decola e voce nem se da conta… a altitude alcancada eh baixissima entao nao ha riscos de turbulencia, e o pouso eh ate mais tranquilo e calmo doque o pouso de um aviao “de verdade” ja que a agua amortece qualquer possivel solavanco.

E a verdade eh que uma vez la em cima, a vista eh tao espetacular que nossos 45 minutos de voo passaram voando!! Simplesmente nao da pra acreditar que voce esta mesmo ali…

Mas um outro aspecto importantissimo a levar em consideracao em relacao a transporte, sao os horarios dos voos que chegam e saem das Maldivas.

Eu nunca tinha parado pra pensar nisso, mas uma amiga me deu a dica e foi nossa salvacao!

Atente para o horario de seu voo de ida pra Male e faca questao de aterrisar no pais na parte da manha. Os hidroavioes so voam durante o dia, e tem horarios bem restritos na parte da tarde.

Entao oque muitas vezes acontece eh que os voos “promocionais” que saem do Oriente Medio (principalmente Dubai) e Asia chegam nas Maldivas na parte da tarde, e voce acaba tendo que passar uma noite nao planejada em Male por que os hidroavioes ja nao estao em operacao, ou o tempo virou e os voos foram cancelados etc.

O mesmo vale para os voos de volta, e de preferencia  voos que saiam das Maldivas na parte da manha, ou inicio da tarde – os hoteis tem horarios restritos de checkout e voce tem que sair de seu quarto/hotel pela manha, e consequentemente pegar um dos voos de hidroaviao no comeco do dia – oque significa que voce pode acabar passando horas e mais horas tendo que esperar do lado de fora do (precario) aeroporto de Male (uma reclamacao super comum, ja que o aeroporto eh bem pequeno e eles so te deixam entrar no saguao de embarque 2 horas antes do seu check in)

Por isso, nos escolhemos um voo da British Airways, direto entre Londres e Male, que foi um voo noturno na ida (chegamos la as 9 da manha horario local) e um voo diurno na volta (saimo de Mala as 11 da manha, e por causa do fuso horario chegamos em Londres ainda no mesmo dia).

 

 

 - Visto e entrada no pais:

 

Uma vez chegando la, eh tudo bem tranquilo, sem grandes burocracias nem exigencias: Brasileiros, Europeus e Americanos nao precisam pedir visto com antecedencia, e a entrada no pais eh cedida na hora.

Porem eh preciso ficar atento a certas exigencias. As Maldivas sao um pais com leis e regras super rigidas e guiadas pelo Islamismo, oque os torna um pouco intransigentes.

Por exemplo, eh expressamente proibido a entrada no pais com bebidas alcoolicas. Um pouco paradoxal, ja que o alcool rola solto nos hoteis, mas por uma questao de controle, eles nao permitem a entrada a bebidas e garrafas “avulsas” – entao guarde suas compras de Wiskey no free shop pra viagem de volta.

E alem disso eles tem varias placas espalhadas pelo aeroporto avisando que comportamentos e materiais que sejam contra a fe Islamica serao confiscados e os proprietarios encarceirados, e essa lista de “material” pode varias desde publicacoes consideradas “eroticas” ou anti Islam, passando por alcool e drogas…

Uma outra dica importantissima eh que passageiros vindos da America do Sul ou que passaram pela Africa ate 6 dias antes de entrar nas maldivas devem apresentar a carteirinha de vacinacao contra a febre amarela, entao quem vai chegar nas Maldivas com voos originarios no Brasil (independen de qual seu passaporte) ou deu aquela passadinha rapida pela Africa, nao esquecam sua carteirinha internacional da Anvisa!

 

 

- Clima e Quando ir:

As Maldivas nao sao o “paraiso na Terra” a toa… A Localizacao privilegiada no equador, bem no meio do Oceano Indico, protegido geograficamente pela India de um lado e o Oriente medio de outros, faz com que o pais tenha um clima relativamente estavel o ano todo, e com temperaturas SEMPRE na media dos 30 graus, sendo que a agua do mar sempre beira uma media de 25 a 28 graus (delicia!).

A melhor epoco do ano pra visitar o pais eh entre Novembro e Maio, que eh considerada a epoca seca – ou seja, suas chances de dias claros, muito sol e temperaturas altissimas sao muito mais altas.

Mas essa eh tambem a alta temporada no pais – que trazem consigo hoteis lotados, precos mais altos e os muitos Europeus que querem fugir do inverno no hemisferio norte.

As maldivas tem uma unica Moncao chuvosa por ano, de Junho a Agosto, mas que ainda assim nao se compara com outras regioes do mundo, e as temperaturas continuam altas e o sol continua presente – mas com mais possibilidades de chuvas ao longo do dia e dos dias. (mas oque faz dessa epoca a preferida de muita gente, ja que os precos sao drasticamente reduzidos, e as temperaturas nao sao tao opressivas!).

Ja Setembro, Outubro e Novembro sao epocas de entre-safra primaveril, quando as temperaturas comecam a subir, as chuvas ja sao mais raras e os turistas ainda nao voltaram em peso pras ilhas.

Nos conseguimos coincidir nossas ferias, com o final do meu segundo trimestre de gravidez com o comecinho de Outubro e foi uma escolha perfeita!

Conseguimos boas promocoes de hospedagem, os voos estavam vazios, as temperaturas altas, porem amenas, o clima seco e o sol super presente todos os dias!

- Oque fazer por la?!

Meu maior preconceito em relacao as Maldivas sempre foi essa imagem de “nao ter nada pra fazer” numa ilha deserta (aliais, o mesmo motivo que sempre me preveniu de sequer sentir vontade de conhecer as Maldivas, o Caribe, etc). Nos chegamos a marcar passagem e reservar hotel pras Maldivas ano passado, mas de ultima hora me deu uma saricutico e cancelei tudo – preferi mil vezes ir pra China doque “gastar” meu tempo pra nao fazer nada nas Maldivas.

Ah… como eu me enganei!!! E eu acho que foi justamente por isso que me encantei TANTO e me surpreendi tanto com nossa viagem!

Mas eh claro que isso vai de cada um. Se sua intencao eh puramente sentar na beira da praia com uma cerveja na mao e nao fazer mais nada a nao ser torrar no sol e ler um livro, oque nao faltam sao oportunidades de fazer isso!

Mas em compensacao, se voce pretende “aproveitar” as ferias, nao ha horas no dia suficiente pra tanta coisa legal pra fazer!

E meu outro medo era ficar numa desses resorts cheios de “animadores” e “atividades”, e funcionarios tentando te empurrar coisas pra fazer e atividades “extras” o tempo todo, sabe?!

Mas no nosso caso, escolhemos um resort que tivesse um centro de mergulho e um centro de esportes, mas sem saber muito bem oque eles ofereciam – e um Spa de primeira, claro!

Quando chegamos la, pra nossa surpresa, todos os dias tinhamos inumeras opcoes de passeios e atividades (todas opcionais e extras), que variavam entre aulas de windsurf e aluguem de jet ski, ate certificacao de mergulho, picnic nas ilhas desertas do atol, snorkel em varios corais e reefs diferentes, pesca noturna, visitas a ilhas vilarejos,  etc, etc e oque mais voce pudesse imaginar!

Acabamos fazendo passeios e atividades diferentes todos os dias, e ficou ate dificil “administrar” nossa agenda diaria!

Alem disso, na propria ilha tinhamos a opcao de quadras de tenis, quadras de Badminton, academia de primeira, Spa, diferentes praias (em diferentes lados da ilha), piscinas, bares e os prorpio coral que cercava nossa ilhasinha.

Resultado: a verdade eh que “relaxamos” muito pouco e aproveitamos muito, MUITO todos os dias, e uma semana depois, voltamos pra casa com a sensacao que ainda faltava tanta coisa pra fazer e “conhecer” nas Maldivas!

- E oque levar na mala?!?!?

Oh duvida cruel?!?! Oque levar numa viagem pras Maldivas?

Sinceramente?! As unicas cosias que voce vai precisar MESMO sao biquines/sungas/shorts e chinelo. Esse sera seu uniforme o dia todo! E leve muitos! Quantas opcoes voce tiver!

Podem esquecer e deixar em casa os sapatos altos ou fechados – alem do calor, os caminhos e “trilhas” pela sua ilha serao sempre em areia e terra batida (por exemplo, entre seu quarto e o restaurante, o spa e o bar), e mesmo nos hoteis mais chiques, ou nas partes mais sociais do seu hotel, o clima ainda eh 100% praiano e descontraido.

O memso vale pra roupas. Ate vale a pena levar uma blusinha mais quentinha, caso o vento aperte de noite (nao pegamos nenhuma noite “fresca”, e umas opcoes mais arrumadinhas pra ir jantar ou frequentar os bares do resort de noite. Mas ainda assim, oque me refiro sao vestidinhos de verao, bermudas com camisetas mais sociais e coisas do tipo. Memso minhas sandalias rasteirinhas nao sairam da mala (variei entre duas Havaianas a semana toda)

Outras coisas totalmente desnecessarias que nem sequer sairam de nossas malas?! Secador de cabelo e maquiagem!

So me lembrei que tinha levado esses itens pra la quando voltei pra casa e fui desfazer a mala…!

Ah, e claro – qualquer viagem pras Maldivas tem um limite de peso super restrito (seja sua viagem de hidroaviao ou barco) e voce nao sera permitido caso sua bagagem despacahda tenha mais de 15 quilos e sua bagagem de mao mais de 5 quilos! (e eles pesam esmo, peca por peca).

E os outros itens indispensaveis sao: MUITO filtro solar (e altissimo, tipo de 50 pra cima, mesmo que voce ja seja naturalmente moreno), pois o sol por la eh super forte, e como voce acaba ficando tempo demais na agua (porque a agua eh deliciosa demais!), nos acabamos queimando demais sem nem perceber!

E consequentemente, muito hidratante e  pos sol, pra amenizar os efeitos do dia…

E outras dicas uteis: Leve uma camera a prova d’agua com cartao de memoria e baterias extras (alem de sua camera normal, claro! Mas acredite, as Maldivas sao ainda mais bonitas debaixo d’agua doque acima da superficie – e voce vai querer registar oque vera por la!!), e seu proprio kit de snorkel e mascara.

Voce ate pode alugar ou comprar por la, mas os precos serao altissimos (custo de uma mascara de mergulho mais snorkel de plastico na lojinha do nosso hotel: 120 dolares!!) e as opcoes limitadas.

 

Categorias: Maldivas, Viagens
47
29
Oct
2012
Maldivas
Escrito por Adriana Miller

Olha, dificil comecar a escrever um post sobre as Maldivas sem imediatamente cair em um monte de cliches. Mas dificil ainda eh tentar racionalizar tudo aquilo que vimos e fizemos por la, sem imediatamente comecar a adicionar 37 adjetivos a cada frase… Entao nao posso prometer nada, e esse provavelmente sera um dos posts mais cliches e melentos que ja escrevi por aqui! Mas juro que a culpa nao eh minha! Impossível falar sobre um lugar tao superlativo como a Maldivas sem cair em certas tentacoes…

Mas se comecarmos pela basico, fica mais facil me controlar, ja que estatisticamente as Maldivas sao cheias de fatos e numeros surpreendentes, que geralmente passam despercebidos pela grande maioria dos turistas (ou admiradores) que passam por la e nao conseguem tirar os olhos da cor incrivel da agua!

Pra comecar que o pais eh unico no planeta: sua geografia eh composta apenas por ilhas, cerca de 1.192 pra ser mais exata, divididas em 26 Atois, sendo que apenas 200 delas sao habitadas.

Entao poderiamos dizer que cada “cidade”, ou ate mesmo “estado” ou “provincia” eh na verdade uma ilha individual, sem fronteiras ou contato por terra com seus vizinhos, oque por si soh ja cria toda uma dinamica social, politica e cultural interessantissima.

E oque faz das Maldivas serem tao diferentes de outros tantos paises “arquipelagos” eh que apensar de ser composta por conjuntos de ilhas, as Maldivas sao na verdade Atois – suas ilhas de origem vulcanicas nada mais sao doque aglomeracoes de corais, sem grandes “fundacoes” geologicas – portanto pouquissimas dessas quase 2 mil ilhas sequer exibem “terra firme” que pudesse acomodar humanos (e isso se torna super visivel na viagem de hidro-aviao que fizemos pra chegar ate o hotel).

Outro fator selecionador (e altamente limitador) sobre as ilhas eh a existencia ou nao de agua potavel – todas as ilhas habitadas (pela populacao local, ou hoteis) sao apenas aquelas que apresentam alguma forma de recurso natural – e geralmente oque determinou se uma “tribo” iria se fixar naquele coral ou nao, sempre foi a existencia de agua.

Hoje em dia sao cerca de 90 ilhas-hoteis, apoiadas por mais umas cento e poucas ilhas de “nativos” que sao justamente a populacao que constroi e trabalha nos resorts – e ate o boom da industria turistica no pais na decada de 70/80, as Maldivas praticamente nao tinham recursos e fonte de renda, e sua economia era interamente baseada na pesca.

A capital eh a Male, a maior e principal ilha do pais, onde estao o unico aerporto, a unica universidade, o unico hospital e a unica delegacia de policia!

Mas nao se engane imaginando uma grande metropole! Apesar de que 2/3 da populacao do pais vive em Male, a capital tem apenas cerca de 200.000 habitantes, oque comprada com outras capitais mundiais, nao passa de uma cidadezinha pequena.

E geograficamente, realmente a cidade eh pequena, ja que se concentra todinha numa ilha, que apesar de grande para padroes Maldivianos, ainda assim eh bem pequena, e eh possivel ver a cidade toda, de uma ponta a outra! Entao nao eh atoa que Male eh considerada a ilha com maior densidade populacional do mundo!

E por falar em populacao, os Maldivianos sao um povo impressionante – a taxa de alfabetizacao beira os 99% e bilingue (entre as mais altas do mundo!), ou seja, apesar da lingua oficial ser o Dhivehi (que tem uma origem nao muito conhecida, mas eh escrito da direita pra esquerda, como o Arabe, e com um alfabeto proprio, inlfuenciado pelo hindu da India e o Sinhales do Sri Lanka – seu vizinho mais proximo) a totalidade da populacao eh bilingue em Ingles, que eh a lingua oficial escolar do pais.

A etnia da populacao eh predominantemente de origem Hindi, vindos – ha muitos seculos – das costas da India e Sri lanka, mas ao contrario de seus vizinhos, a religiao nacional oficial eh o Islamismo (a India eh predominamente Hindu, e o Sri Lanka, Budista e Crista).

E por tudo isso que aprendi (e muitas outras coisas!) que voltei tao encantada pelas Maldivas, que por uma vez por todas, quebrou totalmente meu tabu e preconceito de achar que essas paises ilhas nao tem nada pra fazer nem pra oferecer culturalmente e turisticamente.

 

Categorias: Maldivas, Viagens
17
03
Oct
2012
Paraíso, ops, Maldivas ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Porque o tempo passa tão rápido quando estamos nos divertindo?!

Nem acredito que daqui a 3 dias já estaremos de volta em casa…

Essa viagem nao poderia ter sido mais perfeita! E pensar que até poucos meses atras a idéia de vir pras Maldivas, ou qualquer destino de praia pra “nao fazer nada” me soava torturante!!
Algo me diz que teremos muitos outros destinos de praia pela frente…

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Nos saímos de Londres com uma previsão de calor e umidade (ambos confirmados, mas nao insuportáveis) e tempo chuvoso – e graças a deus os metereologistas estavam enganadérrimos!

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Desde que chegamos, estamos pegando um clima perfeito e um sol de matar! (um pouco literal demais e nao teve filtro solar 80 que nos protegesse suficiente e agora ambos estamos sofrendo com queimaduras de sol…)

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E ao contrario de minha pre concepção sobre destinos de praia, oque nao tem faltado sao opções de coisas pra fazer!

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Claro que muita praia, mas estamos aproveitando pra conhecer outras ilhas do nosso Atol, muitos corais e passeios de barco.

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Apesar de nao poder mergulhar de tanque, a fauna marinha aqui é TÃO incrível que você mal precisa sair da cadeira da praia pra ver a diversidade de peixes e espécies no mar!

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Já vimos tartarugas, arraias, corais e peixes de todas as cores, formatos e tamanhos possíveis!

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E ai quando a gente “cansa” da praia, tem a piscina (com um bar muito convenientemente localizado bem no meio da piscina e com sombrinha em volta), sem perder o tem turquesa do mar de vista!

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Sem esquecer as visitas diárias ao spa (afinal estou aqui pra relaxar, certo?!)

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Fechando cada dia com um por do sol mais bonito que o anterior…

E aquela sensação que bate de que “nao acredito que esse lugar existe mesmo”, cada vez que abrimos a cortina do nosso quarto!

Categorias: Maldivas, Viagens
28
28
Sep
2012
Babymoon: a lua de mel pré bebê!
Escrito por Adriana Miller

Quando esse post for ao ar, eu estarei a caminho de uma viagem dos sonhos: uma semaninha inteira nas Maldivas!

O motivo é especial: entramos na modinha das “babymoons”, que são as viagens de Lua de mel pré-bebê!

Desde que descobri que estava gravida imediatamente comecei a formular mil e um roteiros mirabolantes de coisas e lugares que poderíamos ir pra comemorar essa fase de nossas vidas, mas o Aaron foi categórico: já viajamos tanto (e a gravidez não atrapalhou foi em nada nesse aspecto), então pra viagem valer a pena tem que ser um destino especial!

E aí entram as ilhas das Maldivas.

Na verdade o pais já estava na nossa lista de viagens a tempos – e ano passado chegamos a estar com passagem nas mãos – mas sempre foi aquele tipo de lugar que por mais que eu quisesse conhecer, eu não queria ir! Sempre imaginava que passar dias a fio numa ilha, isolada do mundo, sem nada pra fazer a não ser praia-piscina-descansar-comer seria uma verdadeira tortura-tédio!! Não conseguia me imaginar por lá…

Mas dessa vez foi diferente… Assim que o Aaron propôs o destino, imediatamente fiquei zen, imaginando uma bela praia, massagens sem ter fim, eu, ele e a pança – sem estresse nenhum nessa vida!

O timing da viagem foi planejado minuciosamente: estou no meu sexto mês de gravidez, que é a fase (2ª trimestre) mais recomendada pra esse tipo de escape – os possíveis riscos e desconfortos do 1• trimestre já passaram, mas as mazelas da fase final da gravidez ainda não começaram.

E por sorte, essa fase da minha gravidez coincidiu com uma fase mais tranquila no trabalho pra nos dois, a baixa temporada nas Maldivas (que ameniza os preços assustadores), e uma época de tempo bom na região (pós monção de inverno, e pré calorão do verão) – então não tivemos duvidas em marcar tudo com meses de antecedência, e começar a contar – ansiosamente – os segundos!

Então esperem muitas dicas e muitas fotos!

P.S. As fotos do post foram retiradas do site do hotel onde ficaremos hospedados. Ah! E minha mala! :-)

 

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