02 Nov 2012
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Fotoblog: As Maldivas debaixo d’agua

Dicas de Viagens, Maldivas

Outro “ponto de vista” que nao podia faltar sobre as Maldivas eh na verdade um dos principais: de baixo d’agua!

Ate por que, quer voce queira, quer nao, sua viagem e suas atividades sao quase integralmente focadas no mar!

E nao eh preciso se esforcar… mesmo sentada na areia da praia, a agua eh tao clarinha e a vida marinha TAO rica, que os peixes ficam nadando bem ali na beiradinha… sem sequer se afetar pelos turistas nadando e boiando!

Apesar de nao poder mergulhar de cilindro por causa do meu “estado de graca”, saimos pra mergulhar de snorkel praticamente todos os dias, seja nas ilhas desertas e corais da regiao ou no proprio coral da nossa ilha, e era sempre o ponto alto do nosso dia!

Cada mergulho e cada cantinho dos corais era uma surpresa!

Peixes ultra coloridos, corais que formavam verdadeiros jardins sub-aquaticos e cardumes a perder de vista!

Mesmo sem mergulhar muito fundo, e praticamente sem fazer esforco (eles veem ate voce!) vimos arraias enormes, muitas tartarugas marinhas e ate mesmo uma barracuda (que foi um mega susto, pois sao uma especie perigosa!)!

Achei o maximo todos aqueles tipos e estilos tao diferentes de peixes, que misturavam cores e “estampas” tao unicas!

E claro, sem nem falar como era delicioso ficar horas a fim nadando naquela agua morninha perfeita, deixando minha panca boiar numa boa…

E entao eh bem melhor deixar as palavras pra la e encher esse post de fotos e imagens do “outro lado” das Maldivas!

P.S. Nos usamos uma camera a prova d’agua, a Kodak Easyshare meio antiga que eu pessoalmente nao gosto muito nem recomendo… As fotos nao ficaram pessimas (ate porque a claridade da agua ajuda!), mas hoje em dia o mercado tem opcoes muito melhores de cameras a prova d’agua por precos otimos, e de qualidade muito superior (mas demos bobeira e esquecemos de comprar uma camera nova, e morremos de raiva a viagem toda!)

 

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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
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02 Nov 2012
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Ilha Meedhoo: Maldivas como ela eh…

Dicas de Viagens, Maldivas

Por mais que uma viagem as Maldivas sejam sempre vista como “paraiso”, a verdade eh que voce acaba se sentindo meio ilhado (no pun intended) e alienado, pois no fundo sabe que aquela realidade de luxo-resorts-spa nao eh a realidade do pais.

A intencao nunca foi fazer da nossa viagem pras Maldivas uma viagem “cultural” nem “povao”, mas depois de ler sobre o pais e de passar uns dias por la, senti falta de entender melhor como as coisas funcionam.

Uma coisa que me chamou atencao por exemplo foi que em nosso hotel nao trabalhavam mulheres. Dos recepcionistas ao gerente geral, passando pelos garcons, camareiros, faxineiros, cozinheiros, os atendentes de bar, nas lojas e afins… todos homens. As unicas pouquissimas mulheres eram extrangeiras (Tailandesas e Balinesas no Spa, que por sua vez nunca eram vistas fora de la).

Entao no meio da semana eu vi um folheto na recepcao, sobre uma visita a ilha vizinha ao nosso resort, a ilha Meedhoo. O passeio era no fim da tarde e apenas 2 horas, mas achei que poderia ser interessante e uma oportunidade unica de conhecer melhor o pais.

Eu nao sabia oque esperar. Por um lado esta com receio de que o passeio pudesse se transformar no maior pega turista da historia… Como seria a vida no “lado de la”? Veriamos muita pobreza? Sujeira? Como sao organizadas as “cidades”? E a sociedade?

Na nossa ultima noite no pais fomos no fim da tarde com um guia num barquinho Dhoni (a embarcacao tipica das Maldivas) e fizemos o trajeto de 20 minutos ate Meedhoo. No caminho aprendemos que a ilha eh habitada principalmente por mulheres, criancas e idosos ja que os homens saem para trabalhar durante o dia.

A base da sociedade ainda eh a pesca e comercio, mas desde que o hotel Adaaran inaugurou no mesmo Atol, a ilha tem sido a principal fornecedora de mao de obra, e hoje em dia a grandissima maioria dos homens de Meedhoo trabalham em nosso hotel.

Logo de cara achei que a ilha era muito maior e mais bem estruturada doque eu imaginava. Mas ao mesmo tempo minuscula, habitada por menos de 2.000 pessoas.

No porto da “cidade” vimos alguns barcos sendo descarregados, com os suprimentos que seriam levados ate o (unico) supermercado da ilha, e mais alguns materiais que iriam pra (unica) escola e (unico) pronto socorro, todos vindos de Male, e em sua grande maioria importados de paises vizinhos, ja que as Maldivas nao tem producao propria, nem de industria nem agricultura.

A ilha esta organizada em meia duzia de ruas que cortam seu interior na vertical e horizontal, mas nenhuma delas tem nome – e nem as casas tem numeros! Cada casa tem um nome proprio, e assim os vizinhos ja sabem onde voce mora. Afinal a maioria das familias ocupam as mesas casas ha muitas geracoes!

O Aaron perguntou ao nosso guia se com celulares, internet, novos resorts etc, se ainda existiam pessoas que nasceram, cresceram e morreriam sem nunca sair de la. Ele ficou tao espantado, mas tao espatando com a pergunta “sem nexo”… e sua resposta foi “Claro que sim”. Na verdade a maioria esmagadora da populacao viviu (e vive) sua vida inteira sem nunca sair de Meedhoo, afinal, segundo ele, ali eles encontram tudo que precisam pra viver… entao pra que procurar outras coisas pelo mundo?!

A ilha tem cerca de 3 ou 4 mesquitas – nenhuma aberta a visitacao de nao-Muculmanos, e apenas uma aberta a mulheres.

Mas me impressionei mesmo foi de saber que a principal estrutura do vilarejo era na verdade a escola, que educava todas as criancas da ilha ate o final do segundo grau (eles seguem o sistema educacional Britanico, tendo como exames finais os A LevelsGCSEs).

A educacao eh 100% bilingue em Ingles e Dhivehi, sendo que o Ingles eh usado em todas as materias de base, e o Dhivehi apenas em materias como historia, geografia e Islamismo.

A ilha tambem tem um pronto socorro, porem nao tem medicos. Casos mais graves sao transportados para uma das ilhas do Atol vizinho, e casos muito graves tem que ser transportados para Male, onde esta o unico verdadeiro hospital do pais.

Mas ele apontou pra minha barriga e me tranquilizou, avisando que oque nao faltavam na ilha eram mulheres muito bem capacitadas pra partos!

Eles tambem tem algumas lojinhas de souvenir, que logicamente vivem das visitas curiosas dos hospedes do hotel Adaaran (como nos!), e apesar de que a moeda oficial do pais eh a Rufiyaa, o senso de moeda e cambio eh tao diferente pra eles, que qualquer outra moeda (internacional) era aceita (Euros, Libras e Dolares).

Eu gostei de ver que as ruas eram limpas, as casas confortaveis e a populacao bem cuidade e bem educada. Por sorte o Raa Atol nao foi afetado pelo Tsunami de 2004, mas ainda assim hoje em dia todas as casas tem caixas d’agua da Unicef, onde podem armazenar a agua da chuva em vez de depender exclusivamente da unica fonte de agua potavel que brota na ilha, fazendo com que a qualidade de vida deles seja mais sustentavel.

Muitos turistas optam por fazer passeios pela capital Male, enquanto passam horas esperando seus voos entre as ilhas, mas nao senti nenhuma vontade de fazer um passeio desses.

Apesar de que quase 2/3 da populacao vive na capital, Male nao deixa de ser uma cidade grande, com predios, shoppings, mercados, ruas e avenidas e muitos extrangeiros e expatriados.

Sao as outras 100 ilhas habitadas e isoladas nos Atois do pais que realmente nos contam a historia das Maldivas.

 

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01 Nov 2012
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As Maldivas vista de cima… (e o tal do Hidroaviao!)

Dicas de Viagens, Maldivas

Entre os muitos sonhos, expectativas e “must haves” da viagem pras Maldivas, uma unica coisa eu fazia questao: sobrevoar o pais num hidroaviao!

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Acho que foi uma das primeirissimas imagens que vi das Maldivas, sabe-se la quanto tempo atras, e fiquei encantada com aquele mar verde esmeralda pontilhado por mimi ilhas cercadas por agua azul turquesa…

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Por outro lado, pra muita gente, esse meio de transporte ate sua ilha-hotel eh justamente um dos principais impecilhos ao planejar a viagem… seja o medo de aviao, a imagem desse bimotor minusculo, ou o mar la em baixo… sei la. Mas olha, vale a pena! E impossivel dizer que voce conheceu as Maldivas ate ve-la la de cima…

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Pelo lado pratico da coisa, atualmente as Maldivas tem apenas 2 empresas de taxi aereo, e eh o unico meio de transporte disponivel para distancias mais grandinhas (se nao me engano, existe um limite legal que regula as distancias e tempo que barcos/lanchas podem transportar passageiros/hospedes entre Male e os resorts).

Oque define qual empresa area voce ira utilizar eh seu proprio hotel, ja que algumas regioes e Atois sao servidos pela TransMaldivian (centro sul), e outras partes do pais (centro norte) sao servidos pela Maldivian Air.

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Todas as reservas e tramites sao feitos diretamente pelos resorts e os precos das passagens (que eh bem salagado, diga-se de passagem. Nos pagamos cerca de $350 dolares a mais, cada um para o voo ida e volta entre ale e o Resort) eh fixo em relacao a distancia transportada, epoca do ano etc. Entao eles nao funcionam como empresas areas normais, onde vc pode ir on line e marcar sua passagen, reservar com antecedencia para conseguir bons precos etc. Eh tudo tabelado entre os resorts e a empresa que serve aquele Atol especificamente.

Entao assim que voce reservar seu hotel, eles vao entrar em contato com voce para confirmar os horarios do seu voo de chegada e saida de Male, e assim planejar seu translado de acordo com outros hospedes chegando no mesmo dia/horario.

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(A maioria dos resorts nas Maldivas apenas aceitam reservas por um tempo minimo determinado de hospedagem – geralmente uma semana – e assim eles conseguem regular o influxo de voos e hospedes a cada dia da semana. A maioria esmagadora de resorts nao aceitam hospedagem avulsas de poucos dias, naquela de fazer das Maldivas apenas uma esticadinha de sua viagem a outro lugar, pois logisticamente nao eh viavel pra eles)

Eu tinha lido que as empresas de taxi aereo tem limites super restritos de horarios de voo e condicoes metereologicas (e ja dei a dica no post sobre como planejar uma viagem pras Maldivas), e portanto a preferencia deve sempre ser por voos diurnos, que cheguem o mais cedo possivel em Male.

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E para evitar atrasos, quando mandei minha confirmacao de voo pro resort ainda fiz questao de frisar que estava gravida e que se possivel gostaria de receber preferencia nos horarios do voo interno. Como os avioes sao minusculos e levam apenas 10 passageriros de cada vez, se voce confirmar seu voo muito em cima da hora, voce podera acabar tendo que esperar por horas a fio pelo proximo voo alocado a sua reserva (conhecemos um casal de Noruegueses que tiveram que esperar quase 7 horas no aeroporto de Male por seu voo interno!).

Por sorte, nosso voo chegou em Male antes das 10 da manha, tinhamos sido alocados no voo das 11:30 (que saiu atrasado, cerca de 13:00 hrs).

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Entao logo que passamos pela imigracao e recolhemos a bagagem, basta procurar pelo “balcao” de informacoes de seu resort no sagua de chegadas (todos os resorts tem sua propria barraquinha, nao tem como errar), dar seu nome, e um funcionario te encaminha ao lugar certo e cuida de todos os tramites.

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Voce eh encaminhado ao balcao da cia area que serve seu resort (no nosso caso Maldivian Air), onde verificam o peso de todas as suas bagagens e bolsas e emitem seu cartao de embarque.

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Aliais, isso eh importantissimo reforcar: os avioes sao pequenos mesmo, e nao teem “bagageiro”, e portanto eles levam o limite de peso das malas super a serio!

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Cada passageiro tem direito a apenas 1 unica mala despachada com peso maximo de 15 kilos e uma bolsa de mao, com peso maximo de 5 quilos. Eles levam isso super a serio (ja que impacta demais a seguranca do voo) e pesam cada sacolinha (eu estava com uma sacola do free shop de Londres na mao, que tambem foi pesado e teve que entrar no peso total do meu peso limite da bolsa de mao.

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Se sua mala passar do peso estabelecido, suas opcoes serao: ter que esperar ate eles pesarem todos os passageiros confirmador pro seu voo, para verificar o peso total da aeronave e entao deerminar quantos quilos “extras” voce podera levar. Ou entao voce pode retirar (e jogar fora) algumas coisas de sua mala ate chegar a 15 quilos, ou entao a mala nao embarca com voce, e fica la em Male esperando um voo disponivel que tenha peso sobrando (oque pode demorar dias sem sua mala).

Entao nao marque bobeira e seja o mais rigoroso possivel com sua mala! Nos passamos por um susto, ja que a mchila do Aaron estava acima dos 5 quilos permitidos (com cameras, lentes, laptop, etc. Coisas que nao poderiam ser facilmente “desfeitas”…), mas como nossas malas e minha bolsa de mao estavam super leves, eles somaram nosso peso total e nao criaram problemas. Uffa!

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Depois disso tudo, fomos levados a sala de embarque especifica de nosso resort, onde pudemos esperar o voo numa salainha com ar condicionado, agua, refrigerante, wifi gratis, revistas, etc. Esperamos quase 2 horas, mas o tempo passou voando!

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Na hora do voo, uma vez que as malas ja estejam no aviao, nos fomos levados ate nosso aviao e dai pra frente eh so aproveitar a vista!!

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(No voo da ida nos demos bobeira e nao conseguimos poltronas na janela – mas no voo da volta corremos pra ser os primeiros a embarcar! A vista compensa!)

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Realmente sobrevoar os Atois eh um sonho, e nos da um melhor entendimento sobre a geografia e a organizacao do pais, oque nao eh possivel de barco – como as ilhas nao tem altitude nenhuma, nem construcoes altas (a maioria espagadora das ilhas nem sequer tem “terra firme”… sao apenas corais mais razinhos) fica impossivel identificar oque eh oque quando se esta no mar e no mesmo nivel que as ilhas.

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A variacao das cores, os bancos de areia cercados de corais, as ilhas-vilarejo… As ilhas-Hoteis…

Nao ha experiencia igual no mundo!

Sobre a experiencia de voar num micro aviao com esse propraimente dita, nao posso enganar que estava com um certo medo.

Afinal, eh um aviao minusculo, que decola e pousa na agua… e simplesmente nao sabia oque esperar da experiencia. Meu maior receio era que o voo fosse turbulento demais, com muitos solavancos e uma decolagem e aterrissagem muito “de impacto” que pudessem ser desconfortaveis pra minha barrigona.

Mas nao! A verdade eh que os 45 minutos de voo foram tranquilissimos, e tanto a decolagem quanto a aterrissagem na agua foram super suaves – ao ponto de nem perceber que ja estavamos em “agua firme” de novo quando chegamos no resort pois estava vendo minhas fotos!

O desconforto fica por conta das poltronas pequenas, e por nao ser uma cabine pressurisada (os pilotos voam de janela aberta e sem sapatos! Aliais, eles sao conhecidos como os “Barefoot Pilots” – os pilotos descalcos!), nao tem ar condicionado e como faz calor o tempo todo, o aviao tambem fique quente (mas nada insuportavel tambem…).

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