17
Feb
2013
T.V. Everywhere: Namíbia – Isso é Africa!
Escrito por Adriana Miller

Esse vídeo esta atrasadíssimo (8 meses, mais precisamente), mas o ano foi tão atribulado (tantas outras postagens estão pendentes…) que só tivemos tempo de editar as imagens que fizemos na Namíbia ontem de noite.

Eu já tinha até esquecido quantos filmihos legais nós fizemos por lá e o quão incrível essa viagem foi! (e a vontade de voltar e conhecer mais um pouco desse continente incrível??!).

Então, sem mais delongas…. Isso é Africa!

O mais engraçado de rever esses vídeos é pensar que a Isabellaestava com a gente nessa viagem!

Créditos:

- Adriana: Sony HX100-v, Sony DSC-HX5V

- Aaron: Canon 5D Mark III, Canon S100

- Música: Shakira “Waka Waka” (This time for Africa)

- Edição: iMovie

 

Categorias: Namibia, T.V. EveryWhere, Viagens
34
29
Aug
2012
E nao esqueca de olhar pra cima…
Escrito por Adriana Miller

Uma das grandes surpresas da Namibia foi o céu…

Durante o dia era de um azul inacreditável, mas era a noite que tudo se transformava!

Por estar bem na linha do Tropico de Capricórnio, a Namibia tem uma posição “astronômica” privilegiada, oque significa que o periodo entre o por do sol e o “nascer” da lua é mais longo que normal, deixando o céu completamente escuro e sem obstruções.

E some a isso o fato de estarmos no meio do deserto, a centenas de quilometros de distância das luzes da cidade e num ambiente praticamente sem poluição urbana nenhuma – o resultado é o pedaço de céu considerado mais perfeito do mundo! Por cientistas e sonhadores :-)

Estima-se que numa noite “limpa”, durante os meses secos de inverno (em que a noite é mais longa que o dia – que foi a época que fomos), é possível ver cerca de 2.500 estrelas individuais e 5 planetas a olho nú – algumas delas podem estar a cerca de 160.000 anos luz da terra!!

Além de lindíssimo e hipnotizante (sem falar romântico!!), as noites na Namibia são um prato cheio para os aspirantes a astronautas, ou quem simplesmente adora uma mística astrológica.

A constelação Orion é a mais fácil de se ver a qualquer epoca do ano, já a constelação de Touro é vista de Novembro a Maio, Virgem de Março a agosto, Aquario de Agosto a Janeiro, etc, e Escorpião, a costelação mais brilhante do zodíaco, é visivel na Namibia de Maio a Novembro.

Essas fotos do post foram todas tiradas pelo Aaron – aspirante a fotografo E aspirante a astrônomo e astronauta! – usando uma técnica de “strar trails”, onde todas as noites ele passava HORAS com sua camera no tripé, timer de controlo remoto na mão, e sua lente apontando diretamente para o horizonte – e então milhares (mesmo!) de fotos eram tiradas automaticamente, em intervalos iguais, durante o periodo de algumas horas entre o por do sol e o despontar da lua.

Já de volta em casa, as fotos foram todas “empilhadas” (stacked) no photoshop pra dar esse efeito de movimento,  onde o intervalo entre cada foto mostra direitinho o movimento de rotação da terra!

(já pedi pra ele fazer um post especifico sobre essa tecnica e ele va postar lá no seu blog de fotografia de viagem – que ele não gosta muito de divulgar, mas é otimo pra quem quer tirar fotos melhores em suas viagens!)

 

Categorias: Deserto Namib, Namibia, Viagens
27
28
Aug
2012
Windhoek – Dicas da Capital
Escrito por Adriana Miller

Nos ficamos pouquissimo tempo na capital da Namibia, Windhoek, e foi uma escolha proposital.

Nao que a cidade tenha alguma coisa errada, mas entre tudo que queriamos ver e fazer espalhados pelo pais, sabiamos que na comparacao, Windhoek saia perdendo feio.

 

Mas ainda assim, devido as conexoes de voos (Nos voamos pra Windhoek, via Johannesburg, na Africa do Sul), passamos duas tardes e duas noites na cidade.

As opcoes de hotel nao sao muitas, mas eles tem varias otimas pensoes e pousadas espalhadas pela cidade, e preferimos ficar num hotel desse tipo, do que em alguma rede internacional mais business. Assim pudemos ficar nas areas residenciais da cidade, numa casinha bonitinha, com piscina, cafe da manha etc e relaxar antes e depois do tour pelo pais.

Nossa escolha foi a Uhrland Pension, que fica pertinho do centro da cidade, e vizinha de varias embaixadas e consulados.

Os donos da pousada moram la mesmo, e sao de descendencia Alema. Tudo super organizadinho, limpissimo e muito simpaticos – inicialmente tinha reservado apenas a noite da nossa chegada, so pra ver como seria. Como gostamos bastante, reservei tambem (ja la mesmo) nossa ultima noite na mesma pensao, e por agradecimento, ganhamos um upgrade na nossa ultima noite, por termos voltado!

Mas oque gostei mesmo da pensao foi que tudo la funciona na base do “Honesty code” (codigo de honestidade), ou seja, o casal aposentado que cuida da pensao e recebe turistas em sua casa parte do principio que todos seus “convidados” sao convidados em sua casa, e fica tudo na base da confianca.

O bar da piscina eh livre, o frigobar do quarto tambem. O armario onde ficam guardados as toalhes ou ate mesmo a chave da porta da entrada. Quer tomar uma cerveja na beira da piscina, ou uma taca de vinho na sala de leitura?

Basta se servir, anotar seu nome na listinha da “honestidade” e no final de sua estadia os valores finais estarao na sua conta.

Nao eh o maximo!?! Nunca tinha imaginado a Namibia sendo um lugar assim, mas como ja disse antes, foram esses pequenos detalhes que nos deixaram apaixonados pelo pais! Ficamos (bem) impressionados com o “honesty code”, e acabamos vendo o mesmo principio em varios outros lugares do pais.

E pra completar nossa escolha de localizacao bem ali do lado, o Felix, nosso guia recomendou um super restaurante: “Joe’s Bierhaus

Ele avisou que nunca ia la, porque era lugar de turista, mas garantiu que a comida era de primeirissima e a cerveja gelada! E ja que somos turistas memso, iamos AMAR a experiencia!

Gostamos TANTO que jantamos la na nossa primeira E ultima noite no pais!

O Joe’s Bierhaus eh um restaurante estilo cervejaria Alema, com tudo quanto eh tipo de cerveja disponivel (o Aaron estava no paraiso!), aquelas mesonas compridas onde todo mundo senta junto, musica e tal.

A diferenca eh que o Joe’s eh uma cervejaria tipicamente Alema, porem made in Namibia!

Oque impressiona logo de cara eh a decoracao! Sabe aquele rede de restaurantes Americana bem breguinha, que imita uma floresta? (A “Rainforest Cafe“?)

Agora imagina tipo isso, so que de verdade!

O menu vem contando toda historinha do lugar, e como o Joe, Alemao dono da cervejaria, adora fazer Safaris e eh apaixonado pela Africa e pela Namibia, e ao longo de sua vida foi colecionando pecas tipicas do artesanato local, “trofeus” de caca, e souvenirs deixados por outros viajantes.

Entao cada peca tem uma historia: da cabeca de Bufalo que foi morto por um crocodilo e ele guardou o cranio, ate mesmo o carro mini usado por dois turistas Portugueses que resolveram cruzar a Africa de carro, mas nao conseguiram passar da Angola e deram seu carro como “trofeu” ao Joe!

Muito, muito incrivel! Um clima otimo, de confraternizacao mesmo, muitos viajantes e turistas, pessoas do mundo todo indo e vindo para diferentes partes da Africa, e tudo isso regado a cerveja e muito churrasco!

Na verdade acho que o “churrasco” eh a parte mais “autentica” Namibia do local: no menu encontramos tudo quanto eh tipo de carne de caca, locais da Namibia, assados na hora, no mega fogareiro no centro do restaurante!

O Aaron foi de Zebra na primeira noite e de Gnu na ultima noite (preferiu a zebra), e para os mais aventureiros eles tambem tem pratos de “degustacao”, com churrasquinho apenas com carnes “exoticas” (todas controladas na Namibia, soh pra deixar claro), variando entre a Zebra, ao Oryx, Avestruz e crocodilo – e varias opcoes mais normais aos medrosos, com frango, bife, etc (eu sou aventureira a mesa, mas devido a minha condicao, preferi nao arriscar e fui de file mignon mesmo!).

Entaoa conteca oque acontecer, seja la quanto tempo voce for ficar em Windhoek, nao deixe de conhecer o Joe’s Bierhaus, pra ja ir entrando no clima da Namibia!

 

Categorias: Namibia, Viagens, Windhoek
11
22
Aug
2012
Namib – O Deserto das Dunas Vermelhas
Escrito por Adriana Miller

A primeira vez que prestei atencao mesmo na Namibia foi gracas a um documentario da BBC (sempre eles!), e por algum motivo fiquei fascinada pelas imagens do deserto Namib de dunas vermelhas.

Imediatamente o pais entrou pra minha “Bucket list”, quase como se fosse uma viagem impossivel, pra fazer um dia na vida (ate cheguei a falar sobre a Namibia na enquete da Bucket List dos blogueiros da Turomaquia!). Mas fiquei com aquilo na cabeca e fui aos poucos descobrindo que seria uma viagem bem mais possivel doque jamais tinha imaginado.

Todo o resto sobre o pais foram bonus (muito bem vindos e apreciados), mas minha unica exigencia eh que qualquer viagem pelo pais incluisse a regiao sul do deserto vermelho!

E assim foi – ja nos ultimos dois dias da viagem, apos explorar as dunas da Costa dos Esqueletos, cruzamos o tropico de Capricornio em direcao ao sul do continente Africano e fomos testemunhando a mudanca (ainda mais) drastica na paisagem.

As dunas de areia fofa da costa dos esqueletos foi escurencendo, pouco a pouco se misturando com a planice sem fim.

A viagem de carro foi um tedio, ate que aos pouco as dunas fixas do Namib comecaram a aparecer na beirada da estrada.

Esse deserto tem uma caracteristica muito particular, pois suas dunas sao fixas e nao se movem com o vento – o principal motivo eh que seu principal componente sao graos de ferro, que tambem eh a substancia responsavel pela cor das dunas: vermelho ferrugem.

E essa eh a melhor descricao da cor das dunas, já que elas são mesmo “feitas” de ferrugem.

O deserto Namib é uma area preservada e portanto não é possivel fazer passeios de Jeep como fizemos em Sandwich Harbour, e por isso mesmo a “Dune 45″ é a estrela!

As dunas são todas numeradas (para fins de preservação e identificacao), e a duna numero 45 é uma das mais altas e tem uma posição bem entral no meio de outras dunas, e é aberta ao publico!

Então acordamos ainda no escuro, esperamos os portões do parque abrir e dirigimos em direção a Duna 45 pra ver o sol nascer sobre o deserto!

Foi dificil escalar a duna no escuro, mas as cores do sol nascendo, refletindo nas dunas vermelhas são algo incomparavel nessa vida!

Mas a cereja do bolo foi mesmo que tivemos bolo! O dia em que subimos a Duna 45 e exploramos o deserto Namib era aniversário do Aaron, então sem ele saber eu preparei uma surpresa (comprei uns cupcakes e velinhas num mercadinho na estrada) e quando ele voltou pro carro depois de tirar fotos, nós estavamos todos epserando ele com bolinho e velinhas! E isso que eu chamos de aniversário! (Concordam que nao ha bem de consumo no mundo que se compare a um presente desses?!)

O nome do parque do deserto Namib é o parque Sossus, onde tambem fica a area de Sossusvlei, uma lago calcário completamente seco no meio das dunas vermelhas, com arvores cristalizadas ha cerca de 1000 anos atras!

Pra chegar lá é preciso seguir uma trilha especifica pelas dunas, e demoramos cerca de 2 horas de trekking entre as dunas (haja panturrilha!)até avistar o paraiso dos fotografos!

Sossusvlei!

Se não me engano, Sossusvlei tem um significado em Afrikaans que é derivado do dialeto local, e significa “pântano sem retorno”.

O solo é todo ressecado, com aquelas marcas e fissuras tipicas de deserto, e as arvores são incrivelmente secas, e muito preservadas, já que por ali não há nenhum vestigio de umidade (e consequentemente nao tem parasitas, animais, nem predatores…).

O pano de fundo perfeito pros fotografos de plantão!

Mas depois de levar quase duas horas andando na areia e escalando dunas, foi um alivio saber que na volta tinhamos a opção de pegar um jeep shuttle que em 5 minutos nos levou de volta ao estacionamento do parque…

 

Categorias: Deserto Namib, Namibia, Viagens
45
21
Aug
2012
Twyfelfontein – a Namibia pre-historica
Escrito por Adriana Miller

Nossa rapida passagem por Twyfelfontein, foi uma otima surpresa! Nao sabiamos da existencia desse lugar, e nem tao pouco que ele estaria incluido na nossa viagem!

Hoje em dia Twyfelfontein eh uma area preservada, e o motivo eh bem simples: ali estao presentes gravuras pre-historicas nas pedras!!!

Ainda existe um certo questionamento cintifico sobre o quao antigas essas gravuras realmente sao, e desde que foram descobertas, cientistas, antropologistas e paleantologistas tem tentado precisar a quantos milhares de anos as gravuras foram feitas, mas estima-se que cerca de 10.000 anos atras!!

Mas porque esse area?

Bem, Twyfelfontein significa “fonte incerta” em Afrikaans (derivado do nome Ui-Ais – “fonte saltitante”  -no dialeto de uma das tribos locais) e tem uma historia de “Oasis” no deserto que ja foi tracada ha milhares de anos de existencia.

Essa area de pedras vermelhas (chocantemente vermelhas!) formam um pequeno Canyon e planice no meio do deserto, na entrada da area da Costa dos Esqueletos e portanto acredita-se que era usado como refugio para algumas tribos nao-nomades, alem de ser considerado um local sagrado.

Entao era ali, entre a protecao das pedras, que os lideres tribais se reuniam algumas vezes por ano antes de mandar seus homens para ir cacar na savana ou enfrentar as dunas do deserto – fazendo alguns rituais de caracter religioso e pedindo protecao a seus deuses.

E sao justamente essas rituais que ficaram marcados nas pedras.

Nao se sabe exatamente como nem porque, mas eh possivel ver gravuras/pinturas dos principais animais da regiao, e principalmente muitas cenas de caca!

Foi bem interessante aprender um pouco mais sobre como era (e ainda eh!) a vida das tribos da Namibia, as tecnicas de caca, os rituais e a organizacao social deles, mas oque me impressionou mesmo foi a paisagem!!

O dia estava incrivel (como todos os dias na Namibia) com um ceu incrivelmente azul, oque fez com que o contraste com as pedras vermelhas ficassem ainda mais hipnotizante!

 

Categorias: Costa dos Esqueletos, Namibia, Viagens
0
20
Aug
2012
Sandwich Harbour – a Costa dos Esqueletos Original
Escrito por Adriana Miller

No Sul de Swakopmund existe um parque nacional (o Naukluft Park) que eh uma preservacao da costa original da Costa dos Esqueletos – sem cidades, sem salinas, e sem dunas “achatadas” e asfaltadas – essa regiao, eh conhecida como Sandwich Harbour, e foi uma dos passeios que fizemos a partir de Swakopmund - pra dar ainda mais um gostinho sobre como deve ter sido desembarcar na Namibia ha alguns seculos atras…

O passeio foi feito por fora da nosso guia num esquema meio “safari no deserto” – mas bem diferente do que fizemos em Dubai, por exemplo, pois nao foi em nenhum momento um passeio de “aventura”, e sim uma visita exploratoria do parque e com um apelo fotografico.

Pra isso fomos com um grupo em um jeep 4×4 especifico para areia, e com um guia local expert em nos mostrar as melhores paisagens da regiao!

Porque realmente eh bem diferente ler sobre a Costa dos Esqueletos, os naufragios, o deserto, etc, etc, mas na verdade estar passeando numa cidadezinha Alema e jantando em restaurante chique na beira da praia.

E claro, sem falar no visual incrivel de ver aquelas dunas gigantescas se quebrando no mar!! Quando vimos o folheto na sede do camping, eu achava que algumas fotos tinham sido tiradas em voo de balao ou de mono-motor, mas nao! Foram todas tiradas do alto das dunas na beira do Atlantico!

E justamente por ser um parque de preservacao ambiental, e com acesso restrito, tambem eh possivel ver varios animais selvagens que se adaptaram a viver entre o deserto e o mar – os mais comuns sao os Springboks, Avestruz e Chacal.

Mas meu preferido mesmo foram as focas!! (principalmente porque deixei passar a oportunidade de ver as focas na Penisula do Cabo, pois estava doente…).

Passamos a tarde toda por lá, subindo e descendo dunas, parando pra tirara fotos, seguindo pegadas de animais selvagens… até ver o sol descer maravilhoso no Atlantico no fim do dia…

P.S. Olhando essas fotos, imagina como seria sobreviver a um naufragio na costa da Namibia e se deparar com isso ai?!?! Nao eh atoa que ninguem sobrevivia…

 

Categorias: Costa dos Esqueletos, Namibia, Viagens
14
20
Aug
2012
Swakopmund
Escrito por Adriana Miller

Swakopmund eh a principal ciadade da Costa do Esqueletos da Namibia – e sem duvida alguma a mais bonita!

A cidade eh pequena, com pouco mais de 50.000 habitantes permanentes, e nas ultimas decas se transformou no balneario de luxo dos residentes de Windhoek.

Mas alem da praia (que convenhamos nao eh la essas coisas) a principal atracao de Swakopmund eh sua heranca colonial, que a cidade preserva desde sua fundacao por imigrantes Alemaes no comeco do seculo XX.

Chega ate a ser um pouco bizarro em pensar que voce esta em plena Africa, em pleno deserto, numa das areas mais conturbadas do oceano Atlantico, mas quando olha pros lados, voce jura que esta num vilarejo da Bavaria!

A cidade tem crescido bastante desde os fins dos conflitos politicos na decada de 90, com muitas novas construcoes, hoteis e casaroes de luxo, mas o centrinho historico ainda eh o principal atratico da cidade – nos tivemos poucas horas pra passear por la, oque foi mais que suficiente, e adoramos a arquitetura e o climinha “Europeu” das ruas – a parada em Swakopmund foi bem no meio da viagem e estavamos sedentos por umas horinhas “normais” no nosso dia – passear pelas ruas tranquilamente, sentar na calcada de um cafe e pedir um cha, fazer umas comprinhas nas lojas de artesanato.

Outro dos atrativos da cidade, eh que ao contrario do resto do pais, que vive praticamente de carne vermelha (e de caca), Swakopmund eh a capital Namibia dos frutos do mar, com varias otimas opcoes de bons restaurantes oferecendo desde sushi fresquissimo ate as mais variadas de peixes Atlanticos!

Nas duas noites que passamos por la, conhecmos os dois principais da cidade:

O Jetty 1905, construido na pontinha do pier antigo da cidade e que faz um estilo bem moderninho, tendo como carro chefe os sushi e sashimi e uns pratos mais “fusion” de frutos do mar.

A decoracao eh bem bonita e o pessoal se arruma mesmo pra jantar la! (menos nos, que estavamos com roupa de safari/acampamento, mas nao tivemos problemas pra entrar).

Na segunda noite, fomos no The Tug, que foi meu restaurante preferido! O Tug fica bem na beira da praia, quase na entrada do pier, e como o nome sugere foi construido tendo como estrtura um barco (Tug eh um tipo de barco), dando a impressao de barco ancorado na praia!

A decoracao e estilo eh bem mais relax que o Jetty, numa coisa quase que “tematica” – um jantar na beira do mar, dentro de um barco (quase que uma coisa assim meio “naufragio”…) comendo um peixe que foi pescado logo ali do lado…

 E apesar de que a cidade nao oferece muita coisa pra fazer turisticamente, Swakopmund eh um pono de partida perfeito pra explorar a regiao dos Esqueletos – e foi isso que fizemos!

 

Categorias: Costa dos Esqueletos, Namibia, Viagens
7
18
Aug
2012
Costa dos Esqueletos
Escrito por Adriana Miller

Depois de conhecer o Cabo da Boa Esperanca na Africa do Sul, eu fiquei na vontade de conhecer outra regiao fascinante e historica do sul da Africa: o litoral da namibia, mais conhecida como a Costa dos Esqueletos.

O nome pode parecer um pouco sombrio, mas tem toda razao de ser: os mais de 1.000 quilometros que compoem a costa da Namibia, nesse pedacinho de Atlantico bem acima da Africa do Sul e abaixo da Angola, eh uma das regioes mais traicoeiras do mundo – e bem antes dos navegadores Europeus conseguirem dar a volta na ponta sol do continente, muitos outros ja tinham perdido a vida pelo meio do caminho…

Toda essa area oeste da Namibia, assim como grande parte do pais, eh composta de por um deserto – e eh quele deserto dos filmes mesmo: com dunas gigantescas de areia fofa que vao se expalhando no horizonte.

A diferenca eh que essas dunas nao acabam onde comeca o Atlantico – elas se prolongam embaixo d’agua, e portanto, assim como o vento faz com que as dunas se movimentem e troquem de lugar na superficie, a mare e as ondas fazem o mesmo com as dunas no fundo do mar.

Ou seja, aquele cantinho que voce conseguiu ancorar seu navio um dia, pode ja nao estar ali no dia seguinte, deixando seu barco preso pra sempre.

Ou entao, voce pode achar que esta a uma distancia segura da costa… mas nao contava em dar de cara com uma duna.

Alem disso, as mudancas drasticas de temperatura no deserto, somados aos ventos violentos do Atlantico sul geram temporais e nevoeiros imprevisiveis, causando incontaveis neufragios – mesmo em decadas recentes, com toda tecnologia que barcos e navios possuem.

Entao a Costa do Esqueleto ganhou esse apelido por causa das centenas de barcos que encontrarm seu fim por la.

Alguns ainda sao visiveis (e impressionantes!), mas a grandissima maioria ja virou poh, vitimas da maresia, erosao do vento e areia e as fortes ondas do Atlantico.

Outros se encontram ha centenas de metros dentro do deserto – foram movidos juntos com as dunas ao longo das decadas.

E alem disso, a Costa do Esqueleto tem um outro lado ainda mais macabro: esqueletos de verdade.

Afinal, pensa so: voce faz parte da tripulacao de um navio que naufragou na costa da Africa. Voce, marinheuro sortudo conseguiu desbravar o nevoeiro, o temporal e as ondas e chegou em terra firme – agora me diz onde voce vai procurar refugio nessa costa com quase 200km de dunas de areia?!

Entao os pobres coitados que sobreviviam os naufragios, acabavam morrendo em terra firme, vitimas do deserto.

Nos vimos tanto um esqueloto de navio, quanto um esquelo de uma pessoa… O navio foi o maximo! Foi incrivel ver as ondas batendo nas laterais e ver como esse barco “moderno” (acho que ele naufragou na decada de 70 ou 80) ja esta tao destruido…

Ja o esqueleto humano achei macabro demais… apesar de nao ter sido o corpo de uma vitima de naufragio, e sim – provavelmente – os ossos de algum pescador da regiao (essa parte do pais tem muitos vilarejos abandonados, onde pessoas acreditavem que conseguiriam sobreviver por la, mas acabavam tendo que abandonar a regiao, deixando tumulos e cemiterios pra tras), mas foi interessantissimo ver ao vivo os “esqueletos” da Costa do Esqueleto!

Mas hoje em dia (desde principio do seculo xx) a regiao eh habitada, com algumas cidades que tem como base a pesca e salinas – as principais sao Swokapmund e Walvis Bay (proximos posts!), e ja beeeeem pro sul do pais, a costa/deserto eh de propriedade privada da joalheira Alema De Beers e completamente vetada a qualquer pessoa ou turista (nosso mapa no guia de viagem veio ate com uma area sombreada!), herdada no periodo de conquista Alema no pais – e ate hoje considerada uma das regioes com a maior producao de diamantes do mundo (a lenda eh que voce encontra diamantes ate construindo castelinho de areia nas dunas!)

 

Categorias: Costa dos Esqueletos, Namibia, Viagens
10
17
Aug
2012
Self Drive, Acomodação e Passeios na Namíbia
Escrito por Adriana Miller

A maior parte dos turistas na Namibia sao provenientes da vizinha Africa do Sul, e os motivos pra isso sao bem simples: alem da fronteira entre os dois, ao contrario da Africa do Sul, a Namibia oferece muita seguranca, boa infraestrutura turistica, mas sem perder o “exotismo” da regiao.

Aliais, acho que a primeira vez que ouvi falar na Namibia foi justamente atravez de uma amiga Sul Africana, que contou de suas ferias com a familia e como eles adoravam a liberdade de viajar e dirigir pela Namibia.

Ate ai nada. O tempo passou e me encantei com um documentario sobre o deserto Namib, a historia das Costa dos Esqueletos e afins, e so entao a Namibia entrou na minha bucket list de viagens!

Mas quando comecei a pesquisar sobre a viabilidade da viagem, me deparei com uma coisa super engracada e inesperada: 80% dos passeios e opcoes de viagens pela Nambia sao em estilo “self drive” (dirija voce mesmo). Afinal, ainda sao poucas as agencias espalhadas pelo pais, as conexoes internacionais ficam limitadas a capital Windhoek e a boa infraestrutura do pais acaba inspirando o lado aventureiro dos turistas.

Inicialmente nem cogitei a possibilidade (apesar de termos adorado a experiencia na Islandia), afinal por mais que tenha lido centenas de reviews na internet, lido e relido os roteiros de self drive de agencias do mundo todo, nao achamos que seria uma boa ideia dirigir ao deus darah num pais tao grande, desconhecido, “selvagem” e no meio da Africa (um daqueles momentos que o medo do desconhecido e os “pre” conceitos veem a tona).

Alem disso, as pouquissimas agencias locais que achei on line tinham um preco tao baixo (se contratados diretamente, e nao atravez de uma operadora Inglesa), que nao achei que valeria a pena o estresse de ter que se virar por la sozinhos.

E como queriamos uma viagem bem dinamica, cobrindo boa parte do pais num espaco relativo de tempo, ficamos com medo de nao aguentar o ritmo, oque seria bem mais facil se estivessemos acompanhados de um guia/motorista experiente.

Entao nossa escolha (super ultra recomendo!) foi a agencia Wild Dog Safaris, baseada em Windhoek na Namibia, com quem negociei tudo via e-mail e foram uma super simpatia.

A agencia tem um perfil “low cost”, oferencendo principalmente pacotes self drive, ou entao pacotes de acampamento – que foi oque escolhemos.

A oferta ate pode ser pequena, mas a demanda tambem eh! E mesmo no auge da alta temporada, os pacotes pelos quais estavamos interessados ainda nao estavam  confirmados pois nao tinham mais ninguem alem de nos dois – mas resolvemos arriscar assim mesmo… marcamos passagem e nos planejamos – e so um mes antes da viagem a agencia entrou em contato pra avisar que um outro casal tambem estava interessado e eles poderiam finalmente confirmar a viagem!

Quando planejamos e reservamos tudo, nao sabiamos que eu estaria numa “condicao” especial, oque sinceramente fez com que a viagem estilo acampamento selvagem fosse mais difcil e desconfortavel pra mim – mais ainda assim a viagem foi o maximo e aproveitamos demais os 10 dias que passamos no pais!

Nosso guia foi o Felix, um cara incrivel, 100% Namibio de origem tribal, que cresceu na periferia de Windhoek (apesar de que a Namibia nao tem regioes de pobreza, a periferia eh sempre menos desenvolvida) e que resolveu estudar turismo com bolsa do governo local e conhece seu pais como a palma da mao!

Ele foi sensacional e fez com que a viagem fosse ainda melhor! Super esperto e inteligente – alem das 4 linguas “ocidentais” que falava fluentemente (Ingles e Alemao, as oficiais da Namibia, ele ainda falava Afrikans e Frances) ele ainda sabia mais uns 3 dialetos e pode conversar tranquilamente com outros guias e locais de norte a sul do pais!

A estrutura do “pacote” foi simples porem eficiente: nos 4 (eu e Aaron mais um casal – uma menina Sul Africana com seu marido Espanhol) e o Felix cruzamos o pais numa van que ia puxando um trailer.

Nesse trailer ia toda estrutura de acampamento (uma barraca de 4 pessoas pra cada casal, mesas, cadeiras, fogareiros, etc), mais o basico de comida (batatas, macarrao, arroz, molhos, temperos, etc.

A comida fresca, iamos comprando a cada cidade que passavamos), e a cada nova parada, cada um ia dando uma ajuda no que fosse preciso – eu me encarreguei de preparar a comida quase todos os dias (mas o Felix era nosso chef especilista em churrasco e carne Namibia!), outros cuidavam das barracas, ou de lavar a louca, desempacotar e reempacotar o trailer etc.

Foi uma diversao! O dia passava voando e essa nossa rotina era um otimo break nas horas a fio de estrada desertica pelo pais.

E o self drive tem o mesmo principio, soque alem de tudo, eh voce quem dirige.

Na Namibia eles tem uns carros de self drive bem especificos, que atendem as necessidades do pais: um jeep tipo pick up com tracao nas 4 rodas, com a parte de tras toda vedada (pra proteger seus pertences dos animais selvagens) e um barraca de desmonta no teto do carro – assim alem de protegido do “ambiente” (caso vc precise parar pra acampar em qualquer canto) ainda elimina a necessidade de montar e desmontar sua barraca todos os dias.

A empresa mais popular e que mais vimos por la eh foi a “Camping Car Hire“, que eh um otima opcao pra quem quiser desbravar o pais por conta propria! (e pelo site da pra ver que eles tambem tem um agencia, que te ajuda a montar o roteiro de self drive).

Apesar do clima de “aventura” de se dirigir por conta propria num pais inexplorado como a Namibia, a verdade eh que o pais eh bem tranquilo – super seguro (vimos inclusive muitos grupos de mulheres viajando em self drive sozinhas), com estradas otimas e muito bem sinalizadas.

O unico porem eh que oque o pais tem de boas estradas e banheiros limpos, faltam hoteis – acho que por isso mesmo a principal escolha geralmente costuma ser o acampamento.

Mas as agencias de self drive podem fazer todo o trabalho burocratico de reservar campings ou hoteis pros turistas (o unico problema eh que engessa um pouco seu roteiro), e apesar de nao terem muitas opcoes, quase todos os vilarejos pelo caminho tem um camping pra char de seu (e muitos deles oferencem opcoes nao-acampamento pra quem preferir dormir num quarto com paredes e tetos).

Eu ja acampei pra caramba nessa vida, inclusive na Africa, e estava mesmo esperando condicoes bem precarias! Mas nao! (come eh bom estar errada nessas horas!)

Os campings sao verdadeiros resorts, oferecendo areas individuais de acampamento, com (quase sempre) agua encanada (numa torneirinha ou magueira), eletricidade, churrasqueira e banheiros individuais (so tivemos que dividir chuveiros tipo “vestiario” uma unica noite).

Nas areas comuns dos campings na maioria dos casos eles tem bares e restaurantes (onde o pessoal se reune de noite em volta da lareira), piscina, agencia de viagem, posto de gasolina, mercadinho e oque mais voce precisar!

Alem disso, pra quem quiser fazer safari, e nao quiser arriscar dirigir nas reservas por conta propria (eh preciso um olho muito bem treinado pra conseguir identificar os animais…), os acampamentos/hoteis, oferecem “game drives” avulsos, entao voce pode dirigir entre um lugar e outro, mas fazer um safari com guia especializado.

Entao durante a o tempo todo que estavamos viajando pela Namibia nos arrependemos de nao ter feito self drive – apesar de ter adorado a agencia, o guia e o casal que viajou com a gente! E se um dia voltarmos, com certeza sera com a liberdade de um self drive!

O unico momento que essa certeza foi posta em risco, foi ja no final da viagem quando uma das rodas do nosso trailer quebrou…

O Feliz, alem de tudo ainda era um otimo mecanico e consertou o trailer rapidinho, mas eu e o Aaron ficamos naquele momento de panico onde nos demos conta que nenhum dos dois mal sabe trocar um pneu, e como teriamos nos virado ali no meio do deserto sozinhos?!

Claro que esse nao seria um problemao pra pessoas mais “safas” que nos, ou com um carro alugado mais novinho (nosso trailer ja estava mesmo pedindo arrego), e mesmo nas estradas paralelas, elas sao bem patrulhadas por guardas florestais ou pessoal de manutencao das estradas (vimos muitos! por isso eles nao tem buraco nenhum!) entao sempre vai rolar uma ajuda…

Ate que um patrulheiro passou por nos, parou seu jeep e falou alguma coisa pro Felix – imediatamente ele gritou para todos nos voltassemos correndo pra van (estavamos espalhados pela estrada e mato tirando fotos!).

E soh depois que ja estavamos de volta na estrada ele contou que o patrulheiro pediu que ele “recolhesse” seus turistas da estrada pois um leao selvagem tinha sido visto nas redondezas naquele mesmo dia, e portanto nao era seguro que estivessemos sozinhos tirando fotos por la… (!!!)

(moral da historia: se voce for fazer self drive na Namibia, se mantenha nas estradas principais, e caso tenha algum problema com seu carro, ligue para o seguro emvez de sair sem eira nem beira pelo meio do mato!)

P.S. Na Namibia todos os carros e estradas sao na mao Inglesa, entao leve isso em consideracao antes de decidir dirigir por conta propria.

 

Categorias: Namibia, Viagens
34
16
Aug
2012
Parque Etosha
Escrito por Adriana Miller

Um dos principais motivadores da nossa viagem pra Namibia, foi sem duvida a possibilidade de fazer um outro Safari! (na verdade eu queria mesmo era ver o deserto, mas o Aaron soh pensava nas fotos do Safari!)

Desde que fizemos nosso primeiros Safaria ha uns anos na Tanzania, fomos picados pelo bichinho da “febre Africana” (nao literalmente, claro!) e desde que voltamos, ja planejavamos um segundo safaria assim que possivel (assim como agora ja estamos planejando um terceiro!)!

Entao apesar de que a Namibia nao esta exatamente no topo da lista dos melhores lugares do mundo pra se fazer um Safari (a maior parte do pais eh deserto, e os “Game Drives” e reservas estao confinados ao norte do pais), seria uma boa desculpa para combinar uma viagem mais variada e apenas uns 2 dias de Safari.

Um coisa que aprendemos na Tanzania foi que Safaris sao o maximo, mas devem ser feitos em doses homeopaticas – porque cansa!

O primeiro ponto cansativo eh que pro seu safari ser bem aproveitado, voce tem que seguir o ritmo dos animais, e isso significa acordar muito cedo e dormir tarde, passar horas dirigindo a esmo procurando o priximo animal e a proxima oportunidade, enfrentar jeeps desconfortaveis, estradas/caminhos esburacados e muita poeira (O! como tem poeira na savana!). E o segundo, eh que chega um ponto que a empolgacao diminuiu…

Lembro que no primeiro dia de Safari na Tanzania fomos a um parque bem fraquinho – mas cada girafa e zebra que viamos era aquela empolgacao, toca a tirar 379 fotos! Ja no quarto dia de Safari, as reacoes eram mais do tipo “Oque eh aquilo ali? Outra zebra?!?!?” e ninguem nem se mexia… E a nao ser que voce presencie um leao atacando alguma nimal, numa cena tipica de National Geographic, no fim do 4′ ou 5′ dia voce ja esta de saco cheio…

Entao nossa primeira decisao foi que queriamos no maximo 2 dias de safari e nos concentrar apenas nos parques que realmente valessem a pena, e deixar os Game Drives e parques particulares pra la.

E por isso mesmo nossa escolha foi o Parque Etosha, o maior e principal reserva florestal da Namibia e regiao.

Quando foi fundado com reserva florestal pelos Alemaes em 1907 (quando a Namibia ainda era “Africa Sudoeste”), o parque Etosha era o maior parque florestal do continente, e tinha como principal objetivo ser um ambiente controlado para caca de animais selvagens (na verdade a Namibia ainda eh um dos poucos paises que permite a caca como “esporte” em parques particulares, onde turistas podem fazer um Safari e abater os animais – mas isso ja esta mudando!).

Nas conturbadas decadas seguintes, o parque ja perdeu grande parte de seu territorio, e hoje em dia ocupa apenas 1/4 da area original, mas continua sendo o maior do pais!

E isso mesmo levando em consideracao que 2/3 da area “util” do parque eh coberta pela “Etosha Pan”, um lago alkalino que esta completamente seco – oferecendo uma superficie de “Salar” que parece retirada diretamente de Marte! (ou da Bolivia…).

Entre as atracoes principais do reino animal estao os “gatos” ja que a Namibia se orgulha de ter uma das maiores populacoes de Cheetas e Leopardos do mundo (tanto nos parques quanto “selvagem”).

Eles tambem se orgulham da conservacao de rinocerontes (praticamente extintos no resto do continente, mas ainda abundantes na Namibia), e claro, as gazelas “Springbok” que praticamente brotam em qualquer canto do pais, se adaptam em qualquer ambiente e sao o simbolo do pais!

Nosso dia foi super longo (como ja sabiamos que seria) e praticamente cruzamos o parque de ponta a ponta (acordamos antes do sol nascer, com o barulho do rugido de um leao!). Nos escolhemos de proposito um safari “intenso”, para que pudessemos aproveitar bastante o dia, e percorrer bastante o parque, ja que nao gosto do estilo dos safaris de parques privados onde voce volta pro hotel durante o dia, fica horas matando hora e so volta pro parque ja quase de noite.

Mas ao contrario do Ngorongoro na Tanzania (que deviso a sua geografia eh praticamente um mega zoologico de dimensoes gigantescas), o parque Etosha eh “aberto” e portanto os animais vao e vem e migram de um lado pro outro ao longo do dia, oque faz mais dificil conseguir tracar onde cada especie estara em cada parte do dia.

Entao a melhor estrategia de safaria em Etosha eh ir planejando o roteiro de acordo com os “waterholes” (que sao pequenos lagos onde os animais vao beber agua e cacar), e os guias ja sabem mais ou menos quais animais dominam certos territorios e portanto oque vamos encontrar pelo caminho.

Pra mim o ponto alto da viagem foi finalmente ver um Leopardo, o unico animal dos “big 5″ que nao vimos na Tanzania, e acabamos achando um macho solitario se preparando pra cacar uns Springboks – e ficamos hipnotizados por aquele animal!!

Os Rinocerontes tambem foram impressionantes (na Tanzania so vimos 1, mas bem de longe)! E muitos, e tao pertinho!! (alguns ate pertinho demais!)

E claro, nenhum safari esta completo sem o Rei da Selva!

Em Etosha eles sao mais dificeis de achar, pois gostam de territorios mais escondidos, mas testemunhamos um leao novinho demarcando seu territorio, rugindo pelos cantos e tmando posse de um waterhole! Incrivel!!

E no fim do dia ainda demos sorte de estar hospedados num hotel/camping que ficava na fronteira do territorio do waterhole mais popular de Etosha (o Okaukuejo, no hotel Okakeujo Rest Camp), entao pudemos sentar – seguramente – do outro lado da cerca e ficar admirando o ritual noturno dos animais…!!

Um experiencia inegualavel!

Safaris sao uma otima maneira de refletir sobre a vida, sobre a sobrevivencia pura e crua! (e como eh bom ser humano!).

 

 

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