31
May
2011
Kathmandu
Escrito por Adriana Miller

Nós nao demos sorte mesmo com Kathmandu!

Eu estava louca pra conhecer a cidade e fiz altos planejamentos de tudo que daria pra ver por la, antes e depois do Annapurna.

Entao ha meses atras quando comecamos a dar forma no planejamento, pensar quanto tempo seria necessario em cada lugar, dias, passagens, reservas e afins, eu cheguei a conclusao que em 2 dias coseguiriamos cobrir toda a parte “turistica” interessante da cidade.

Pois bem. Mas no dia em que chegamos no Nepal, tudo deu errado… nosso voo atrasou e acabamos perdendo a manha toda. Depois rolou o maior estresse com os bancos eletronicos da cidade todos fechados, nossos cartoes de saque bloqueados, etc, etc… e tudo isso coroado com um temporal de fim de tarde de fazer os Himalaias tremer!

Entao pelo menos sabiamos que no nosso ultimo dia no Nepal, teriamos mais um dia quase inteiro totalmente dedicado a Kathmandu. Se eu ja queria conhecer a cidade antes de chegar no Nepal, depois de 10 dias por la entao, a vontade soh aumentou!

Entao quando voltamos do trekking, tivemos mais um dia em Pokhara e reorganizamos nosso roteiro de maneira que pudessesmos chegar em Kathmandu o mais cedo possivel.

Estava tudo correndo as mil maravilhas,( apesar da viagem de onibus de 6 horas que comecou as 6 da manha) ate que bem na entradinha da cidade o transito parou.

Mas parou mesmo!

A confusao era TANTA, os carros, caminhoes, carrocas, vacas, cavalos, bicicletas e lambretas vinham de todas as direcoes possiveis e imaginaiveis e mal dava pra saber em qual “mao” da Estrada cada um deveria estar naquele momento.

E assim permanecemos. POR 4 HORAS!!!

Foram mais de 3 horas PARADOS sem sair um centimetro no transito. Sem saber oque estava acontecendo (isso foi no dia seguinte da morte do Bin Laden, entao a imaginacao estava fertil!) e com um calor infernal!

Eu sentia tanta, raiva, mas tanta raiva!!! Como se alguem estivesse tentando estragar minha ultima chance de ver Kathmandu de proposito! 

Entao a viagem que era pra ter acabado antes do meio dia, na verdade acabou depois das 4 da tarde…

Largamos tudo no albergue e da mesma maneira que chegamos, saimos correndo em direcao a praca Durbar, que eh a area historica no centro da cidade.

Se voce só puder conhecer um unico lugar em Kathmandu, que seja a praça Durbar! Enão foi isso que fizemos!

A praca Durbar eh onde ficam os principais templos de kathmandu, assim como o antigo Palacio Real.

A praca tem de tudo que eh mais caotico no Nepal – eh confuso, eh poluido, eh sujo, eh lotado de gente… mas ao mesmo tempo eh um lugar fascinante, com dezenas de templos, estatuas de deuses Hindus, lojas, jardins e palacios, todos com uma arquitetura maravilhosa!

Nem a chuva que comecou a cair bem quando chegamos la nao atrapalhou nosso passeio!

Fomos a cada templo, tiramos fotos de cada escultura… que aliaias sao muitas! Cada porta, cada pilastra e cada parede nos templos eh intrinsecamente detalhada e entalhada.

Na Praca Durbar de Kathmandu (outras cidades grandes no Nepal tambem tem pracas com o mesmo nome) os templos pricipais sao:

Kumari Bahal – A casa da Deusa viva, onde uma menina (de verdade!!) foi escolhida na comunidade local para representar uma Deusa, e entao ela vive ali no templo, onde fieis de todo pais vao ate o templo para adora-la.

Kastha Mandap e Maru Ganesh. O templo Kasthamandap, foi contruido no seculo 16 pelo Rei Laxmi Narsingha Malla usando o tronco de uma unica arvore e supostamente eh o templo de deu o nome a cidade de Kathmandu.

Mas a parte de Kathmandu onde realmente passamos nosso tempo foi em Thamel.

Thamel eh o centro turistao dos mochileiros e alpinistas no Nepal, e 9 entre 10 hoteis, agencias de viagem, restaurants e afins estao em Thamel.

As ruas do bairro tem aquela poluicao visual que soh a Asia sabe fazer (adoro!), com ruas sem asfalto e sem calcada… mas nao tem erro! Nao sabe onde se hospedar? Thamel! Nao sabe onde sair pra comer? Thamel! Nao sabe onde achar uma agencia pra fazer trekking ou uma lojinha pra comprar um equipamento de ultima hora? THAMEL!!

Aliais, compras em Thamel merece um capitulo a parte!

Eu sempre ouvi falar que realmente as cosias no Nepal era muito baratas, e de otima qualidade. Quantos guias, blogs e foruns eu nao li que recomendavam pegar um aviao com a roupa do corpo e comprar TUDo que voce precisa pra sua escalada pelas ruas de Thamel, mas nunca pensei que fosse tao verdade!!

A melhor parte? Tudo verdadeiro!

Fizemos uma investigacao a fundo, e ate mesmo saites especializados em montanhismo confirmam que as marcas e o governo Nepales subsidiam lojas de material esportivo no pais, justamente pra aquecer a economia e incentivar o turismo nas montanhas.

Entao por exemplo, eu comprei uma mochila nova enquanto estava la, e comprei uma mochila de 70 litros da North Face que estava de olho h seculos, e que em Londres custa cerca de 200 dolares e eu comprei por 30 dolares!! E o Aaron comprou uma calca nova de Gore-Tex da North Face (que aqui custa 200 libras) por 50 doalres! E soh nao compramos mais coisa porque realmente nao precisavamos de mais nada…

Mas se equipamento esportivo/mochileiro nao eh sua area, oque nao falta em Thamel sao outras lojinhas com tudo que se pode imaginar!

Comprei presentes de Natal pra familia toda (objetos de decoracao, chas) e muita prata! As joias de prata Nepalesas sao deslumbrantes e ridiculamente baratas! Eu me arrependi foi d enao ter comprado mais, porque os aneis, pulseiras e colares que comprei pra minha mae, irma, sogra e cunhada provavelmente nunca mais vao sair da minha gaveta…

Categorias: Kathmandu, Nepal, Viagens
13
25
May
2011
Dal Bhat – A Comida Nepalesa
Escrito por Adriana Miller

Uma das coisas uqe mais me surpreendeu no Nepal – e que ue mais gostei tambem – foi a comida!

Depois de uns dias 100% a base de curry na India, eu ja estava meio apavorda achando que ia ficar isolado no meio dos Himalaias comendo curry todos os dias!

A culinaria Nepalesa ainda tem muita influencia da India, e consequentemente, curry. Mas eles tambem sofrem bastante influencia das China (Tibet) e entao a culinaria local eh meio uma mistureba dos dois.

Mas principalmente, apesar dos visinhos peso-pesados, o Nepal eh um pais bem individual, e cheio de particularidades, entao por mais que esteja esmigalhado entre as duas principais potencias da Asia (e do mundo!) o Nepal tem uma principal influencia: Os Himalaias!

Entao sao justamente as montanhas que determinam o estilo de vida e a cultura Nepalesa, e independente de qualquer outra coisa, impacta diretamente no que eles comem.

Momo

‘O pais tem um mistura entre Hindus e Budistas, sendo que muita gente acredita mais ou menos nas duas religioes (nosso guia era engracado, qualquer templo que aparecesse pela frente, la ia ele fazer sua oferenda e dar uma rezadinha – fosse o templo Budista Nepales, budista Tibetano ou Hindu!), entao isso significa que nao eh tao impossivel achar carne, por exemplo.

Mas por outro lado, 90% do nosso tempo e nossas “experiencias gastronomicas” foram nas montanhas, oque por si so, ja faz com que tudo seja bem diferente. Entao por mais que uma familia seja budista e tenha vacas no quintal por exemplo, isso nao significa que les vao querer matar a vaquinha pro almoco. A vaca vai ajudar a arear a terra, vai dar leite, vai carregar mercadoria entre uma vila e outra e afins.

Entao oque vimos por la foi que intencionalmente ou nao, a grande maioria das pessoas eh vegetarian. As vezes rolava um frango aqui ou ali no menu, mas meio raro.

Refeição Completa!

Mas a culinaria no Nepal tem dois carros chefe: “Dal Bhat” e “Momo”.

Eu cnheco uma menina aqui em Londres que eh Nepalesa e a primeira coisa que ele me disse foi “Prove Momo!”, entao essa foi a primeira coisa que eu fiz!

Momo eh tipo um dumpling de massa de arroz, com recheio de vegetais, queijo ou frango e pode ser um dumpling ensopado (meu preferido) ou frito. Ele nada mais eh doque um mini pastelzinho, mas que vem com um molho meio apimentado, meio de curry, que eh uma delicia!!

Foi facil achar Momo nos vilarejos que passamos, mas como a comida era sempre “da terra”, acabamos desistindo do MOmo porque demorava muito pra preparar (elas iam moer o arroz pra fazer a farinha, misturar a massa, colher os vegetais pro recheio, preparer os temperos, cozinhar etc… Zzzzzz….).

E alem disso, precisavamos de sustancia pra andar 8 horas por dia ladeira acima e ladeira abaixo, entao comiamos sempre o memso que o guia e o carregador pedissem: Dal Bhat!

A maneira mais facil de descrever o Dal Bhat eh falar que Dal Bhat esta para o Nepal, como o arroz com feijao esta pro Brasil e a batata cozida esta pra Portugal.

Eh o basico da culinaria, eh a comida que todo mundo tem acesso, cresce o ano todo, eh barato e enche barriga.

Mas pra completer, o Dal Bhat realmente eh como arroz e feijao!

Dal = Lentilha, Bhat = Arroz.

Entao os nepaleses comem todos os dias, 365 dias por ano, arroz com lentilhas. 

Dal Bhat

E a maneira como eles preparam eh igualzinha ao feijao preto Brasileiro, cheio de temperos, alho e cebola refogada, e cozido na panela de pressao!

Logo na nossa primeira noite, quando eu senti aquele cheirinho “de feijao” no ar e ouvi o barulho da panela de pressao foi um déjà vu muito bizarro…

E o gosto tambem eh muito parecido! Delicia!

Molho de Pimenta verde

Eu comi Dal Bhat TODOS OS DIAS com o guia, de chagar ao ponto de ja virar piadinha, e eles ficavam falando que eu ja podia pedir minha nacionalidade Nepalesa no fim da viagem. Ja o Aaron nao conseguia entender porque eu gostei tanto daquela comida sem grace… eh soh arroz e lentilhas e feijao… Ele ficava falando que eu ia VIRAR uma lentilha de tanto comer Dal Bhat!

Mas nao adianta, nesses lugares assim, se vc quer comer bem e evitar ziqueziras estomacais, tem que comer oque os locais comem e ponto final!

O Aaron nao aguentou o ritmo de comer arroz e lentilha 2 vezes por dia, por 10 dias e sempre que a Tea House tinham opcoes diferentes, ele pedia alguma coisa nova, entao acabamos comendo pizza, batata frita, pasta etc. Resultado? Nenhum desses pratos estava bom, e no fim da viagem o Aaron se sentiu meio mal… Sabe-se la quando que a Tiazinha desceu pra civilizacao pra comprar aquele pacote de macarrao, certo?!

Entao quando me perguntam quantos quilos emagreci nessa viagem, a resposta eh: nenhum!

Parada pro almoço!

Eh verdade que gastamos muitas calorias todos os dias, mas tambem comemos super bem, e ninguem aguenta o ritmo fazendo dieta nem comendo que nem passarinho. Nossa alimentacao foi mesmo pra repor energia, entao cada refeicao era um pratao de peao, e apesar de pagarmos uma media de 1 dolar por refeicao, quando mais voce come, mas elas te servem! Enquanto vc nao dizer “chega” elas continuam servindo “refill” e seu prato nunca fica vazio.

 

Categorias: Annapurna, Kathmandu, Nepal, Viagens
13
20
May
2011
Se apaixonando pelo Nepal
Escrito por Adriana Miller

Logo que chegamos em Kathmandu, definitivamente nao foi amor a primeira vista!

O voo vindo de Delhi atrasou mais de 2 horas por causa de mau tempo em Kathmandu, e o aeroporto da capital do Nepal parece que ficou parado no tempo em 1937. Foi um choque cultural sair do aeroporto novissimo, moderno e super bem organizado de Nova Delhi, passar cerca de 1,5 hora no aviao e pousar em Kathmandu!

Pra comecar que o aeroporto eh minusculo, alguns dos sinais e informacoes sao pedacos de papel escritos a mao e colados nas paredes, e os turistas ficam meio zuretas tentando entender oque fazer e pra onde ir…

Eu tinha pesquisado sobre o visto Nepales, e sabia que nem eu nem o Aaron precisavamos de pedir visto com antecedencia, mas mesmo assim imprimi os formularios do visto, separei as fotos 3×4 e deixamos tudo prontinho e preenchido (eu tinha lido num forum qualquer de mochileiros que levar tudo prontinho economizaria uns 40 minutos de burocracias na fronteira – e era verdade).

Mas ai, assim que saimos do aviao, qual foi a primeira coisa que eu lembrei? Lembrei que esqueci de levar toda papelada do visto pro Nepal!!!!

Nao foi o fim do mundo, mas tivemos que disputar espaco com outras dezenas de turistas pra usar a bancadinha com os formularios, e pagar uma pequena fortuna pra tirar uma foto 3×4 com o “fotografo” do aeroporto (que cobrava seu preco em dolares, mas soh aceitava pagamento em Rupees Nepaleses, que por sua vez significou que tivemos que ir trocar dinheiro na casa de cambio do aeroporto, e pagamos mais uma pequena fortuna em taxas e comissoes e uma taxa de cambio que foi uma verdadeira roubalheira!).

Mas logo que saimos do portao de desembarque eu vi a plaquinha com meu nome nos esperando (a agencia que nos acompanhou na trilha pelo Hilamalia foi nos buscar), e foi mais um deus-nos-acuda de gente querendo oferecer taxis, oferecer ajuda pra carregar as mochilas, oferencendo hoteis, oferencendo pacotes de viagem… uma verdadeira visao do inferno! E claro, golpe numero 1 em viagens – se vc deixa alguem te “ajudar” por um segundo que seja (no caso, um carinha “segurou” a alca da mochila enquanto o Aaron colocava nossas coisas na mala do carro) eles vao cobrar uma gorjeta! O problema nao eh pagar pelo servico prestado, e sim a imposicao do pagamento por um servico nao solicitado (e nesse caso duvidosamente prestado)! Entao o Aaron resolveu abrir a carteira pra pegar umas notas de Rupees Nepaleses, e pronto, uns outros 3 caras pularam no nosso carro pra pedir gorjeta tambem, metendo a ao pela janela, e logico, quem vai querer 100 Rupees Nepaleses (cerca de 1 dolar) quando a mesma carteira tem notas de Euro e Libras?! (mas isso ja eh uma ooooooutra discussao que vivo tendo com meu dignissimo esposo que cisma em viajar carregando sua carteira “chamativa” e cara, cheia de cartao e diferentes “dinheiros”. Mas enfim, deixa pra la!).

Mas tudo bem.

Seguimos diretamente pra fazer check in no nosso albergue, o Kathmandu Madhubam Guest House (que recomendo DEMAIS!!!!) e de la fomos pro escritorio da nossa agencia fechar os acertos finas da viagem.

Nossa trilha nos Hilamaias foir organizada pela agencia Alpine Adventure Club, que eh uma agencia 100% local. Foi meio que um tiro no escuro fechar a viagem com eles, ja que nao tive nenhuma referencia pessoal, e foi tudo decidido a base de e-mails.

Mas como contei antes, eu pesquisei demais as opcoes de rotas e trilhas e qual seria a melhor opcao pra nossa viagem. E uma das coisas que eu li bastante sobre o Nepal, foi da importancia de prestigiar as agencias e guias locais.

O governo do Nepal leva super a serio a industria do Turismo, assim como a preservacao ambiental de seu principal bem e gerecao de renda: as montanhas (e isso soh foi comprovado ainda mais depois que comecamos a trilha pelos vilarejos), e tudo por la eh super bem regulado e inspecionado, mas sobretudo porque o turismo eh a unica opcao que a maioria esmagadora da populacao tem de ter uma vida um pouco melhor.

Opcoes nao faltam de agencias baseadas na Europa, EUA e do mundo todo que organizam expedicoes nos Himalaias, que muitas vezes sao mais bem organizadas e oferecem uma infra estrutura melhor; mas por outro lado, eles utilizam guias estrangeiros, carregam material de acampamento e afins, oque significa que a populacao local nao se beneficia nem lucra com esse movimento de turistas.

Entao entrei em contato com varias agencias locais em Kathmandu (e inclusive, muito gente que vai pra la com tempo e uns dias sobrando, deixa pra fechar a agencia e opcoes de trilha soh depois de ja estar em Kathmandu), mas a Alpine Adeventure Club foi a que mais me cativou.

Todos os e-mails foram trocados diretamente com o Sr. Binod Thapa, que eh o dono da agencia, e que depois nos contou que tinha mais de 20 anos de experiencia como carregador, sherpa, guia e inspetor, antes de decidir abrir sua propria agencia.

Ele entendeu perfeitamente meus requerimentos, nossa limitacao de tempo, e o fato de que queriamos ter belas paisagens pra tirar muitas fotos!

Ele fez varias sugestoes, e ofereceu organizar um pacote personalizado soh pra nos dois, por apenas 50 dolares de acrescimo (nao queriamos ficar presos a um grupo, queriamos poder andar no nosso proprio ritmo e ter certo poder de decisao no roteiro). Entao tivemos um roteiro soh nosso, sem estar presos a nenhum grupo, e com um guia e um carregador particular.

O Binod cuidou de toda papelada de autorizacao de trilha e afins por nos, e ainda nos instruiu sobre onde comer em Kathmandu, onde alugar nosso saco de dormir, e onde comprar algumas das coisas que estavam faltando.

No dia seguinte, quando fomos na rodoviaria pegar nosso onibus em direcao a Pokhara, ele estava lah, pra garantir que estava tudo certinho!

Mas infelizmente, depois que ja estava tudo resolvido com a agencia, caiu um temporal digno de Himalaias!!

Nao soh atrapalhou nossos planos de conhecer um pouco da cidade, como ainda foi um problemao pra conseguir achar um caixa eletronico que funcionasse! (quando comeca a chover assim, varias partes da cidade ficam seu energia eletrica, entao os bancos travam automaticamente!).

Entao passamos boa parte do tempo no albergue, dormindo, comendo e conversando com o dono do Madhurbam Guest House (que eu nao lembro o nome!), outro Nepales incrivelmente simpatico e prestativo, enquanto tentavamos nos atualizar na internet (gratiz no albergue!) e descobrir oque estava acontecendo no mundo e comendo maravilhosamente bem (pecam o Dal Fry e Momo Vegetariano!! O MELHOR que comemos no Nepal – e olha que comemos MUITO bem no Nepal)

Mas assim que a chuva acalmou, saimos pra passear pela regiao de Thamel (que eh o bairro dos mochileiros de Kathamandu), e a sensacao de que, apesar dos pesares, tinhamos nos apaixonado pelo Nepal e pelos Nepaleses nao parou de crescer ate o final da viagem!

E foi paixao assim de graca mesmo.

Apesar do caos de cidade mal planejada, apesar da poluicao visual (e do ar tambem!), tuk-tuks insandecidos nas ruelas sem calcada, o Nepal eh um lugar que por definicao transmite paz.

As pessoas sao tranquilas, voce se sente bem, bemvindo e querido por todos o tempo todo. A cada lojinha, cada restaurante, cada alojamento, a sensacao era sempre de que eramos hospedes de honra, convidados da familia que eles faziam questao absoluta de tratar bem. Questao de honra mesmo! E de karma!

E como tudo que eh do bem, atrai mais coisas do bem, o Nepal tem esse ar de ciclo vicioso, onde as pessoas se sentem bem pois sao bem tratadas, e por sua vez voce quer ajudar e tratar bem os locais, e o ciclo recomeca!

Nao da pra explicar oque que o Nepal tem, mas eh um lugar de energia sem igual, e ja estamos (mesmo!) planejando uma outra viagem pra la ano que vem!

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