27 May 2009
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Suleymaniye e Historia Turca

Dicas de Viagens, Instanbul, Turquia

Nosso domingo comecou taaarde… Apesar da lista interminavel de cosias pra fazer durante o dia em istanbul, nos subestimamos o cansaco das 2 horas de fuso horario (ou seja, sabado acordamos as 6 da matina no horario de Londres), somado a 10 horas andando sem parar, mais o papo animado jogados nos almofadoes da calcada bebendo cha ateh a 1 da manha (HAJA cafeina no cha turco! Cruzes!).

Nossa missao era ir direto pro Grand Bazaar, e ter um dia tranquilo de comprinhas “exoticas”, talvez um ou outro museu ou mesquita, ou oque aparecesse pela frente.

Poreem… chegamos no portao do Grand Bazaar e demos com a porta na cara! NADA abre aos domingos em Istanbul!!! Entao reavaliamos noss planos do fim de semana, e resolvemos enfim dar uma olhada nos horarios de abertura das outras atracoes, e acabamos descobrindo que algumas das cosias que tinhamos planejado pra domingo estavam fechadas, e outras coisas que tinhamos planejado pra segunda, tambem estariam fechadas!

Entao meio que comecamos a andar sem rumo e demos de cara com o lindo predio da Universidade de Istanbul! Que tem uma mesquita bem em frente, e chegamos lah bem na hora da chamada para preces. Foi bem legal ver os homens todos largando seus afazeres no meio da rua, e seguindo em massa pra dentro da mesquita, lavando seus pes, maos e bocas antes de se dirigirem para o interior da mesquita.

De lah fomos andando ateh a Mesquita Suleymaniye Camii, que eh uma das maiores mesquitas da cidade, e foi encomendado pelo Sultao Suleyman I ao arquiteto Sinan, pois ele queria uma mesquita que fosse tao imponente quanto a Aya Sofya. O interior da Mesquita estava praticamente todo fechado para restauracoes, entao soh pudemos ver um pequeno pedaco, mas eh uma mesquita famosa por ser incrivelmente clara, e bem iluminada, toda pintada de branco, e coberta de azulejos Iznik em azul claro.

Nessa mesquita, pela primeira vez soh pude entrar com a cabeca coberta, e como nao tinha nenhum lenco comigo nesse dia, tive que “alugar” um lenco na porta.

Em volta do mesquita tem uma ruazinha cheia de bares e restaurantes, que era conhecida como a “rua dos vicios” pois aqui era o mercado de rua onde eram comercializados produtos como alcool e opio.

Parte dessa mesquita eh o Hamam, o banho turco, que foi construida a pedido de Roxelana, uma das “Favoritas” do Sultao Suleymaniye, e construida pelo memso arquiteto Sinan. Ha uns anos atras o Hamam foi reformado, e hoje em dia, alem de ser considerado um dos banhos turcos mais antigos e bonitos, eh tambem o mais turistico, pois permite que homens e mulheres compartilhem o memso ambiente. Aproveitamos que estavamos ali e fizemos nossa reserva pro fim do dia.

O resto da tarde ficamos batendo perna pela cidade, e resolvemos entrar no Museu Arqueologico, que fica bem do lado do Palacio Topkapi, e nao davamos nada por ele, mas que acabou sendo uma das melhores surpresas de Istanbul!

Nesse ponto os Turcos foram muito espertos, e souberam muito bem preservar sua historia e seus monumentos. O museu foi fundado no final do seculo 19 (1881 s enao me engano) por um historiador Turco que se deu conta que os “exploradores” Europeus que vinham visitar a regiao acabavam levando consigo pecas muito valiaosas (Alou British Museum!), oqu ena epoca era considerado normal, mas que ele nao concordava. Entao Osman Hamid resolveu fundar o museu e criou leis de protecao ao patrimonio historico da Turquia.

O mais impressionante desse museu eh a quantidade de pecas antiquerrimas e super bem conservadas. Nos acabamos nos acostumando a associar estatuas antigas (tipo, bem antigas besmo, pra cima dos 3 mil anos) a ruinas, como se ve na Italia e principalmente na Grecia, mas aqui, tudo estava impressionantemente bem conservados, e algumas pecas intactas, como se tivessem sido esculpidas ontem!

Sao corredores e mais corredores, saloes e mais saloes repletos de pecas raras, partes da historia da Turquia e de todo impreio Ottomano e Bizanino, alem de reliquias deixadas pelos Romanos e trazides pelos Arabes.

Ficamos lah dentro por horas e mais horas, dando gracas a deus que nossa programacao “normal” tinha furado, e tivemos a oportunidade de ver tudo aquilo de perto!

E quando saimos de lah, fomos direto para nosso banho turco! (que depois vai virar um outro post, pois precisa de mais detalhes!)

 

Adriana Miller
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26 May 2009
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Sultanahmed

Dicas de Viagens, Instanbul, Turquia

Sultanahmed eh o bairro antigo de Istanbul, e onde estao as principais atracoes turisticas da cidade. Como dei a dica no post ai em baixo, ficamos hospedados em Sultanahmed e foi a melhor coisa que fizemos. Estavamos pertinho de tudo, e fizemos tudo a peh – era soh seguir o mapa, ou alguma das dezenas de placas turisticas nas ruas que te ensinam o caminho.

Nosso primeiro dia fomos direto ao principal!

Na mesma praca, no alto da colina de Sultanahmed estao as mesquitas Hagia Sophia e a Mesquita Azul.

O tempo estava espetacular, com um ceu azul turqueza, e uma temperatura agradavel, que nao fazia nem calor nem frio…

Comecamos o tour pela Mesquita Azul, que na verdade nao eh azul. Seu nome oficial eh Sultanahmed Camii, que significa “Mesquita do Sultao Ahmed”, e foi apelidada de Mesquita aazul devido aos azulejos internos, decorados em azul. A mesquita foi contruida entre 1603 a 1617 e oque o Sultao queria era justamente ofuscar a beleza da Hagia Sophia, que fica na mesma praca, exatamente do outro lado da rua.

O conselho que recebemos foi de evitar os horarios das preces muculmanas, pois a mesquita ainda fuinciona como templo religioso, e nao apenas um museu. Porem, apesar de ainda ser uma mesquita funcional, nao precisei cobrir a cabeca, apenas os ombros e pescoco (jah estava usando uma blusa de manga e um lenco). Ah! E ninguem pode entrar usando sapatos.

O interior da Mesquita eh lindo, sem palavras! A decoracao em azulejos tipicos Turcos dao um toque azul, mas sem perder o charme e a delicadeza dos desenhos, as letras de alfabeto Arabe e as flores coloridas. O chao, totalmente acarpetado, com um carpeta vermelho inenso e super macio, e a iluminacao “luz de velas” criou um ambiente magico.

Apesar das ordas de turistas tentando tirar o maximo de fotos possivel antes da prixima chamada para preces comecasse (oi!) deixou o ambiente um pouco lotado, mas mesmo assim, reparei que nos fundos da mesquita, no especao separado as mulheres, eles ainda estavam lah. Rodeadas de livros do Corao, cobertas por seus lencos, e ajoelhadas em direcao a Mecca. Fiquei ali um tempao, olhando pra aquelas mulheres e tentando entender a vida diferente que temos – nem melhor nem pior, apenas diferente. Ateh que um senhor chegou, todas levantaram e o seguiram pra fora da Mesquita. Seria ele um pai? Um marido? Um guia?

Aproveitamos pra dar um voltinha no jardim da Mesquita, que estava parcialmente fechdo, mas acabamos caindo de gaiato na carona de um grupo guiado, e fomos andando por um dos tuneis que levam ao jardim (que era uma das entradas antigas da mesquita) e descobrimos porque as estradas das mesquitas tem umas correntes estranhas: apenas o Sultao poderia passar pelo meio das correntes, ereto; todos os demais, passavam pelas laterais, e assim era obrigados e abaixar suas cabecas em venerencia ao Sultao!

Do outro lado da praca esta a Igreja da Sabedoria Sagrada (Holly Wisdom), tambem conhecida como Hagia Sophia, ou Aya Sofya – e que nao significa “Santa Sofia” como algumas pessoas pensam.

O edificio que vemos hoje foi contruida em 537 d.c. a mandato do Imperador Romano Justinus, e era a maior Igreja crista do mundo. Porem em 1453, quase 100 anos depois, A Igreja e a religiao cairam, junto com Constantinopla, e o Sultao Mehmet, o Conquistador conseguiu derrubar os muros da cidade e transformou a Igreja em Mesquita. E entao, foi proclamado museu em 1934.

Por fora, a Aya Sofya nao eh tao bonita quanto sua rival, Mesquita azul. Por ser uma construcao tao antiga, ao chegar perto vemos que a estrutura feita de pedras, e um pouco caindo aos pedacos deixa um pouco a desejar, se comprada com o impacto visual que tem ao ser vista de longe.

Porem, eh no interior do museu que a coisa realmente muda de figura! As cupulas, decoradas com mais de 30 milhoes de mosaicos dourados, contam a historia de Jesus e seus apostolos, numa cupula com mais de 30 metros de diametro, e amparada por cerca de 40 arcos e colunas laterais. Se uma estrutura dessas eh impressionante para nos, meros turistas, imagina o impacto que uma Igreja desse porte nao tinha na populacao do ano 537??! Se alguem duvidasse que existia um Deus, bastava entrar na Aya Sofya para que passasem a crer.

Quase 1000 anos depois, quando a Igreja foi transformada em Mesquita, o Sultao e seu arquiteto (o famoso Sinan, que esta por todas as partes) pintaram por cima de todos os mosaicos, cobrindo as imagens cristas e simbolos da Cruz. Dizem que Sinan passou toda sua vida profissional desenhando e tentando contruir mesquitas que fossem semelhantes a Aya Sofya, mas a cupula construida com tijolos de uma lama especial da ilha de Rhodes (na Grecia) nunca conseguir ser equiparada.

Quando a mesquita foi transformada em Museu em 1934, os arquetetos e restauradores descobriram parta da estrutura das Igrejas que foram contruidas anteriormente no memso lugar, e conseguiram recuperar parcialmente os mosaicos cristaos, que hoje em dia convivem lao a lado com os simbolos Muculmanos.

Para finalizar o dia, fomos ao Palacio Topkapi, que a primeira vista nos pareceu bem sem graca em comparacao as duas mesquitas maravilhosas que tinhamos acabado de ver. mas apesar de um pouco “vazio”, eh um dos palacios com mais historias pra contar do mundo.

O Topkapi foi contruido em 1453 pelo Sultao Mehmet, logo depois da conquista de Constantinopla, e foi a casa de alguns outros Sultaos que governaram a Turquia: Selim, que morreu afogado na banheira depois de beber muito champagne. Ibraim, o Louco, que enlouqueceu dentro do palacio, depois de passar muitos anos trancado nas gaiolas de ouro com medo de seus rivais, e Roxelana, uma das esposas “favoritas” de Suleyman, o Magnifico – que eh ateh hoje considerada uma das mulheres mais influentes da historia da Turquia.

Porem, a parte mais legal do palacio nao eh exatamente o palacio em si, e sim o Harem. A parte do palacio reservada as esposas e comcubinas dos Sultaos.

Para entrar no Harem, tivemos que pagar uma taxa a mais, que valeu muito a pena!

Eu li bastante sobre o Harem antes de irmos pra lah, e ao contrario do imaginario ocidental de promiscuidade e “bordel” que imaginamos os Harens, eles eram na verdade uma escola de meninas. Logicamente, there’s no such thing as a free lunch, e ao longo doas anos as pupilas eram “apresentadas” ao sultao.

Num momento “Sim querida, acho essa coisa de Harem um absurdo! Quem precisa de mais de uma, quando jah tenho voce? O Sultao e Huf Hefner nao estao com nada! – Isso mesmo! E ai dele se discordar!

Cada sultao poderia ter ateh 4 esposas “oficiais” e quantas concubinas quisesse. A “media” era de 200 mulheres morando ali ao memso tempo. mas na verdade o Harem era ocupado por cerca de 1000 pessoas, incluindo as esposas, as comcunbinas, seus filhos e os Eunucos (Brancos e pretos) que cuidavam das mulheres e eram os serventes do Harem.

As candidatas a Concubinas chegavam ao palacio entre as idades de 5 a 12 anos, e deveriam ser bonitas, inteligentes e prendadas, e seguiam uma hierarquia dentro do Harem. A esposa principal era a “chefa” e controlava tudo e todas (imagina o tipo de intriga que nao deveria rolar no meio dessa mulhereada toda??!?!). Depois vinham as esposas e as favoritas – que nao necessariamente eram “oficiais” do sultao – e as comcubinas que tinham tido filhos – separado entre filhos homens (possiveis herdeiros) e filhas mulheres. Algumas delas eram consideradas escravas, e faziam parte da equipe de serventes do palacio. Quando o Sultao morresse, todas as concubinas poderiam ser consideradas livres, porem as que tinham filhos homens tinham que pernanecer no palacio com seus herdeiros, e as que tinham filhas mulheres eram re-casadas com outros homens da “relaleza”.

Toda a historia do palacio eh super interessante, e eh possivel entrar em cada uma das areas do palacio, nos quartos e apartamentos, os banheiros e as “gaiolas” onde os herdeiros eram guardados (um dos Sultoes, que foi o unico sobrevivente de 19 irmaos assasinados, ordenou que todos os seus filhos homens fossem “protegidos” por grades de ouro em suas janelas, e que ficasse ali, prisioneiros ateh que chegassem na idade de assumir cargos reais. Logicamente a maioria deles ficava louco e acabavam morrendo jovens).

Dos jardins do palacio se tem a vista maravilhosa do Estreito de Bosforo, que separa a Europa da Asia, e o Mar Mediterraneo do Mar Negro, e cabamos decidindo de nao fazer o tal do passeio de barco pelo Bosforo – nao conheco uma unica pessoa que tenha gostado do passeio!

A Europa na Esquerda, ea Asia na Direita

Para finalizar o dia (exaustous!) fomos jantar num restaurante de culinaria Ottomana (muito parecida com a Grega) no terraco de um predio, com vistas maravilhosas das Mesquitas, e um merecida e relaxada noite regada a cha de maca nas almofadas na calcada do hotel!

 

 

Adriana Miller
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26 May 2009
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Istanbul

Dicas de Viagens, Instanbul, Turquia

Qualquer pessoa que goste de historia da mesma maneira que eu gosto (ADORO) sabe a importancia que Istanbul tem na historia da humanidade, e disputa com Roma e Atenas o podio das cidades ocidentais mais interessantes e de historia mais conturbada da regiao.

A cidade que hoje eh Istanbul, jah foi Bizantiun, capital do imperio Bizantino, e depois Constantinopla, quando foi conquistada pelo imprador Romano Constantinus, e no seculo 15 foi finalmente invadida pelos muculmanos, e entao virando Islam-Bol, ou Istanbul – a cidade do Islam.

A cidade (e pais) eh dividida entre dois continentes – Europa e Asia – e corredor de passagem de dois grandes mares: Mediterraneo e Negro (estreito de Bosforo), e jah assistiu batalhas como a conquista de Alexandre, o Grande, virou a “Roma do leste” pelas maos de Constantinus; foi aqui que Aquiles lutou contra os Troianos; onde os Ottomanos comandaram seu imperio, e que foi invadida e convertida pelos muculmanos comandados pelo Sultao Mehmed, o Conquistador em Maio de 1453.

Como nosso voo chegava super tarde sexta feira, decidimos pedir um trasfer do hotel. Sai um pouco mais caro, mas eh um preco que vale a pena ao aterrisar tarde numa cidade desconhecida que tenha “mah fama” – todos nos aconselharam a ter muito cuidado com os Turcos, negociar bem os precos, conferir troco, nao dar bobeira com a bolsa, maquinas fotograficas e tal. Boa parte dos conselhos foram bem exagerados, mas nao custa nada prevenir, certo? Ainda mais saindo do aeroporto a 1 da manha!

Nosso motorista parecia ser bem gente boa, tentando se comunicar nas 5 palavras que falava em Ingles, e foi nos levando dando voltas e mais voltas pela cidade, para vermos os pontos turisticos – se fosse um taxi comum, estariamos morrendo de raiva de sermos enrolados e “dando uma voltinha”, mas com o motorista do hotel, estava tudo otimo!

Uma coisa uqe me surpreendeu em Istanbul foi que nao existe pobreza. Tudo bem que nao viajamos pelo interior do pais, e basicamente nao saimos da area turistica da cidade, mas mesmo no caminho entre o aeroporto e a cidade, nao vimos nenhuma area que tivesse cara de “periferia”, ou uma area mais perigosa. E apesar de tudo que nos falaram sobre os Turcos, me senti extremamente segura o tempo todo. Logicamente, tem que ficar esperta com bolsas e tal, e como qualquer cidade grande do mundo nao dah pra dar bobeira, mas andamos com maquina fotografica pra tudo quanto eh canto, andamos pela rua de noite, nos embrenhamos por ruelas mal ilumindas, e em nenhum momento me senti em perigo. Nao vi criancas na rua, e nem sequer pedintes… e o unico mendigo que vi na rua, quando jogou um papel no chao, uma mulher que andava atras dele (bem vestida), parou, catou seu papel no chao e jogou na lata de lixo.

Fiquei muito bem impressionada, mesmo! Nao sei porque, mas imaginava um lugar diferente, talvez por imaginar que seria um pouco como Marrocos, e provavelmente por causa do estereotipo que os Turcos tem pela Europa, de perigosos e imigrantes ilegais, principalmente na Europa central.

mas muito pelo contrario, descobrimos uma cidade milenar, cheia de historia pra contar, mas ao memso tempo jovem e cheia de vida, colorida e tolerante.

Mas mesmo assim, alguns cuidados foram tomados, pois por mais que eu tenha adorado a cidade, e quebrado varios de meus estereotipos e preconceitos, a cultura e religiao eh muito diferente da nossa, e por mais cabeca aberta que eles sejam em relacao ao turismo ocidental, temos que respeitar seus costumes e culturas, oque inclui:

– Roupas: Na Turquia nem todas as mulheres usam vem cobrindo os cabelos ou rosto, mas mesmo assim, todas andam muito cobertas, e nao eh pemitido a entrada em mesquitas e templos para mulheres com ombros, colo e pernas a mostra, ou homens de bermuda. E nao soh pelo respeito a religiao, mas por seu proprio bem! Os Turcos sao descarados e bem “machos latinos” nesse aspecto, e seja voce de que religiao for, sozinha ou acompanhada, a cada passo recebera uma cantada, ouvira um fiu-fiu na rua ou uma piadinha de gosto duvidoso. Tanto homens quanto mulher encaram as mulheres ocidentais sem piedade (por motivos diferentes, obviamente!), e basta um micro decote para virar a atracao do restaurante/bar/mercado, etc. Eu vi umas meninas bem “assanhadinhas” de short curto ou blusa decotada, e dava ateh pena coitadas… E o Aaron, que eh o homem mais pacato e seguro do universo volta e meia saia bufando e pensando alto que queria “quebrar a cara do idiota” (convenhamos que vindo dele chega a ser comico!) pois os homens sao mesmo descarados!

– Bebida alcoolicas: No geral, Muculmanos nao bebem, mas os Turcos sao tolerantes com quem queira beber. Nem todos os bares servem cerveja, vinho, ou qualquer outra coisa, e alguns servem soh depois de uma certa hora; mas de qualquer maneira, nao chegamos a ver turistas bebados nem anda do genero (e ficamos numa area cheia de albergues, e barzinhos).

– Negociacao: negocie, negocie, negocie. Nuca, jamais pague o preco que eles pecam, em nada! O Aaron fica pra morrer, pois ele odeia essa coisas, mas eu me divirto! Sou cara de pau, bato boca com vendedor, e soh compro pelo preco que quero. mas os vendedores Turcos tem toda uma tecnica bem convicente – e presenciamos a mesma tecnica varias vezes, e situacaoes e lojas diferentes!

Nos ficamos hospedados no Hotel Agan, que eh tipo uma pensao/albergue. Super recomendo, para quem nao tem frescuras de hotel. Os quartos sao bem simples, mas limpos, com tv a cabo, frigobar e banheiro (o banheiro deixou a desejar, mas nada a perfeito, certo?), alem de um cafe da manha legalzinho e tipico Turco e um restaurante com almofadas na varanda que era uma delicia!

Mas a melhor parte foi mesmo a localizacao! O Hotel fica a menos de 5 minutos de todas as principais atracoes turisticas em Istanbul, no centrao da cidade antiga, Sultanahmet e passamos o feriado inteiro andando a peh pra cima e pra baixo, sem precisar de pegar taxi ou tram uma unica vez! Ah! E eles organizaram nosso transfer de chegada e saida pro aeroporto por um preco bem bom, e pra quem vai pra Turquia com mais tempo pra passear, eles tem uma mini agencia de viagem na recepcao do hotel que pode organixar uma infinidade de passeios bem legais pelo pais todo! De viagens mochileiras de onibus noturno, a passeios romanticos de balao por Capadoccia!

Saindo de Londres, existem varias opcoes de voos diretos pra Istanbul, incluindo algumas opcoes low cost, como a EasyJet. Acabamos achando uma super promocao da Expedia meses e meses atras que incluia hotel e voo da British Airways, no fim de semana do feriado, que acabou saindo mais barato que o voo da EasyJet! Entao eh bom ficar de olho nas promocoes, e logicamente, planejar com muito tempo de antecedencia!

Tiramos muitas, MUITAS fotos (eu quase 500, e o Aaron quase 700!!) e jah estao AQUI.

 

Adriana Miller
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