Stanfords – A maior livraria de viagens do mundo
Pra quem gosta de viajar, e principalmente pra quem gosta de ler sobre viagens e planejar viagens com muitos livros, mapas e atlas, Londres tem um endereco perfeito!

A livraria Stanfords, na vizinhanca de Convent Garden eh a maior livraria do mundo, inteiramente dedicada a viagens! A loja foi fundada em 1853 e existe no mesmo predio desde 1901, sempre inteiramente dedicada a exploracao mundial!

Sao prateleiras e mais prateleiras com livros, mapas, atlas, globos e acessorios pra deleite dos viciados em viajar (e planejar). E nao tem como ficar perdido, porque a Stanfords eh bem organizadinha.

Alem de toda selecao de guias de viagem organizados por pais, continente e cidades mil, a loja tambem tem varias secoes dedicadas a atividades para fazer durante a viagem (Quer um guia especifico sobre como viajar de bicicleta pelo Camboja? Ou um guia com os melhores restaurantes da Franca? Ou um livro interamente dedicado a trilhas nas montanhas do Nepal? Ou como velejar pelo Caribe?), ou simplesmente com motivos extras para viajar ate um lugar qualquer (o melhor da arte mundial, o melhor da moda mundial, culinaria especificas de cada canto do mundo, vida noturna, fotografia, cinema, teatro, etc, etc, etc

Isso sem falar nas areas dedicadas a criancas e familias (que vao de guias sobre como viajar com criancas de todas as idades, ate guias infantis!), acessorios de viagem (adaptadores de tomadas, mochilas, eletronicos multi-volt, compasso, etc) e mapas, mapas e mais mapas! (vontade de decorar a casa toda com mapas e globos!)

12-14 Long Acre
Covent Garden
WC2E 9LP
S.A.L.: Planejamento de Custos/Despesas em viagens
Ha umas semanas atras a Mi e a Lucia me mandaram e-mails pedindo dicas de como se planejar financeiramente pra viagens. Segundo a Mi, dicas sob o ponto de vista viajante-profissional-ex economista-planejadora obsessiva compulsiva.
Entao esses sao os truques financeiros que funcionam pra mim, que aplico ao longo do ano, todos os anos e que me permitem otimizar meu orcamento pra sempre poder encaixar minhas muitas viagens – sem ir a falencia, nem abrir mao de fazer outras coisas na vida.
Esta longe de ser uma formula magica, e cada caso eh um caso; mas vai por mim! Basta um pouco de planejamento curto-medio-longo prazo (ou seja: o tempo todo!) e voila!
Uma das coisas que eu mais gosto em relacao a uma viagem, eh justamente planeja-la.
Sei que muita gente prefere e se sente mais confortavel ao lidar com agencias de turismo. Voce vai lah, diz oque quer fazer, suas preferencias, quanto quer gastar e pronto. Alguem pensa em tudo por voce e te vende um pacote prontinho e completo.

Isso pra mim significa abrir mao de um dos meus passatempos preferidos! Ler, pesquisar, brincar com datas, voos, procurar hoteis, organizar o roteiro, etc, etc, etc. E eu nao to brincando quando digo que jah tenho viagens pensadas/planejadas pros proximos 3 anos!
Alem disso, uma outra grande vantagem de planejar uma viagem independente, com bastante antecedencia, eh poder planejar e espalhar os custos.
Viajar eh sempre mais caro que a vida normal, voce acaba fazendo coisas e gastando com outras tantas que nao fazem parte de seu orcamento do dia a dia, e muita gente deixa de sequer cogitar a idea de planejar uma viagem, justamente por achar que nao tem dinheiro pra esse tipo de coisa.
Entao planejamento financeiro eh essencial nao soh pra tornar sua viagem possivel, mas tambem pra evitar que as experiencias e boas lembrancas da sua viagem se transformem em arrependimento e dividas na volta pra casa!
Bem, pra comecar, eu “categorizo” minhas viagens em dois grupos: as viagens curtinhas-rapidinhas que sao mais frequentes; e as viagens longas, que geralmente sao pra lugares mais distantes e consequentemente serao mais caras.
E por isso tambem prefiro viajar mais vezes, por periodos de tempo mais curtos (tipo 3 dias aqui, 4 dias ali…) evitando acumular de uma vez soh varias diarias seguidas em hoteis, mais 3 refeicoes por dia, por varios dias, etc, etc.

As viagens curtas sao mais frequentes, e geralmente tento fazer quase que uma por mes. Para que isso seja viavel, esse custo faz parte do meu orcamento mensal. Ou seja, todo mes, quando eu recebo meu salario, eu jah sei que todo-santo-mes eu tenho que pagar o aluguel, uma parte pra poupanca, conta de luz, eletricidade, celular, academia, supermercado e viagem (entre outras).
Entao isso pra mim jah eh um custo “amortizado”, que jah nem considero como parte do meu salario liquido. Assim nao caio na tentacao de gastar esse orcamento comprando qualquer outra coisa. Se por acaso, sobrar dinheiro desse “bolo” no fim do mes (se a viagem foi mais barata que o normal, por exemplo), fico no lucro, e aproveito pra “investir” nos custos da proxima viagem!
Esse custo mensal foi calculado tendo em base: custo de uma passagem aerea futura (a pasagem da viagem daquele mes jah foi paga ha alguns meses atras – sempre!), diaria de hotel/albergue, comida, e alguns extras (trem ate o aeroporto, museus, transportes e afins durante a viagem).

Entao eu jah sei, mais ou menos quanto posso/quero gastar na passagem aerea de uma viagem futura (e passo meses pesquisando datas, cias aereas e possiveis precos, versus o custo-beneficio de conhecer tal lugar), estabeleco limites no custo da diaria de hoteis (por isso sempre acabamos ficando em albergues ou pensoes bem baratinhas), e qual nosso custo medio com alimentacao e transporte.
Mas o custo “base” eh sempre a passagem aerea, mesmo comprando de cias low cost. Entao tento comprar as passagens com pelo menos 4 ou 6 meses de antecedencia (jah tenho planos ate Dezembro desse ano, por exemplo, e jah estou de olho nas opcoes de viagens para Janeiro, Fevereiro e Marco de 2011!), e se por acaso sobrou uma grana nao esperada num mes qualquer, aproveito pra jah comprar logo varias passagens ao mesmo tempo (diminuindo os gastos com taxas de cartao, por exemplo, muitas vezes cobradas no sites de viagem low cost), e assim me “livro” do custo, oque causarah mais “sobras” de dinheiros em meses seguintes (oque eh sempre otimo!).
Porem quando a viagem eh mais longa, a passagem aerea consequentemente mais cara, e os gastos de hotel + comida + transporte + aleatorios tambem sao maiores (pois serao mais dias fora de casa) o planejamento precisa ser ainda melhor, e de preferencia com ainda mais antecedencia!

Pra comecar que a grande maioria das vezes decidimos qual destino e data de nossa viagem baseado em custo.
Sempre tenho minha lista top 10 de lugares que quero conhecer (na verdade eh mais um top 67, mas tudo bem…), e entao vou brincando com as possibilidades de um destino X ou Y ou Z dependendo se naquela epoca eh alta temporada em determinado lugar, se esta rolando promocao em algum site/cia aerea, etc. Entao as vezes decidimos viajar pra determinado lugar, puramente porque a passagem estava irresistivelmente barata! (como foi o caso de Dubai em Fevereiro desse ano. Nao estava nos planos pra 2010, mas nao consegui deixar uma passagem de 200 Libras passar despercebida…).
Entao a passagem eh comprada com meses e meses de antecedencia, e esse custo jah desaparece de meu caminho.
Porem se for uma passagem bem mais cara que o normal (passagem pro Brasil, por exemplo! Sempre mais cara que pra qualquer outro lugar do mundo! Incrivel!), jah sei que ao longo do ano tenho que separar um “fundo” diferente que vai patrocinar esse gasto extra (muitas vezes gastos provenientes das “sobras” do orcamento mensal que falei a cima; ou por exemplo adiar (ou cancelar) a compra de alguma outra coisa (Bolsa? Roupa? Camera fotografica? Jantar fora no fim de semana?) que faria parte do mes gasto liquido daquele mes. Ou simplesmente jah saber que X% da minha poupanca na verdade serah destinada a viagem X – como esta sendo o caso da nossa viagem a Tanzania/Kilimanjaro esse ano, que estamos juntando e separando uma poupanca especial pra esse gasto ultra-extraordinario ha 2 anos).
Entao dai pra frente vou tentando “espacar” os custos da viagem o maximo possivel – oque NAO significa pagar nada com crediario, parcelado ou afins, que sao artificios que apenas adiam o gasto com um dinheiro que voce ainda nem sequer tem (que geralmente eh o que gera dividas).
Ou seja, X meses de antecedencia, reservo os hoteis. Mais um gasto futuro que saiu do meu caminho.
No mes Y, reservo passagens de viagens internas (como voos domesticos, viagem de trem, onibus ou afins).
E sempre que possivel, ao longo dos meses X, Y, Z, W, etc vou separando uma grana extra (por menor que seja essa quantidade, no final de alguns meses, sempre dah uma ajuda nos gastos finais da viagem) que vai cobrir os gastos aleatorios durante a viagem: Comida? Taxi? Souvenir? Show/Teatro/Musical? Muambas?
Em relacao aos gastos durante a viagem propriamente dita, eu sempre, SEMPRE opto por usar meu carto de debito, que eh internacional, meu banco nao me combra nenhum taxa extra para saques no exterior (soh no Brasil, que sempre me combram! Parece implicancia!) e sempre cobram a cotacao oficial do Euro/Dolar/Dirham/Bhat/etc. Assim jah sei quanto tenho pra gastar durante aquela viagem e nao gasto nada “por conta”.
Mas se esse nao eh o seu caso (se seu cartao de debito nao for internacional, ou se seu banco te cobra taxas exorbitantes), entao use esse “fundo extra” pra ir comprando moeda estrangeira, por exemplo (sempre prestando atencao na cotacao e flutuacao do cambio).
Uma observacao extra eh evitar cair no erro de sair comprando dolar adoidado, se sua viagem NAO for pros EUA. Tudo bem que comprar dolar no Brasil eh bem mais facil doque qualquer outra moeda, mas eh sempre bom ter em mente que vc vai pagar comissao, taxas, cambio, etc pra comprar dolar, jah perdendo uma certa quantia nesse processo. Depois, meses depois quando sua viagem finalmente chegar, voce terah que fazer todo esse processo novamente (e consequentemente perder mais dinheiro) pra trocar seus dolares por Libra/Euro/Dolar/Dirham/Bhat ou oque for – Ou seja, seu saldo final, em Reais sera mais baixo doque o planejado, e voce vai perder dinheiro desnecessario no Limbo das cotacoes de cambio…!
(E nao. Dolar NAO eh aceito como moeda comum na Europa. Seus dolares nao serao aceitos em lojas, nem restaurantes, nem pelo motorista do taxi)
Uma alternativa realtivamente mais “moderna” eh aproveitar os cartoes de credito/debito pre-pagos, tipo o Visa Travel Money. Eu pessoalmente nunca usei (pois meu banco normal me oferece as mesmas vantagens), mas funciona mais ou menos assim: Voce deposita uma quantia X na “conta” de seu cartao – que pode ser usado como credito, mas na verdade vc nao recebe credito por ele, entao tem que jah ter a quantia em maos) – esse cartao sera aceito internacionalmente, em qualquer estabelecimento que aceite sua bandeira (Seja ela Visa/ Mastercard), assim como voce tambem podera sacar dinheiro, sem pagar nada a mais em qualquer caixa eletronico do mundo (mais uma vez, sem pagar taxas exorbitantes a cada saque).
Ao longo e no final da sua viagem, voce poderah sempre checar seu saldo on line, qual a cotacao cobrada por cada moeda (local) sacada, e qual seu balanco final em Reais.
Alem disso, leve um quantia (relativamente pequena) de moeda local para ser usada imediatamente depois que vc chegar a seu destino (por exemplo, pra pagar taxi/Onibus/Trem ate o aeroporto) como reserva, caso vc nao econtre um caixa eletronico ou evitar ter que pagar comissoes absurdas cobradas nos cambistas de aeroportos.
…E para todo o resto, existe Mastercard!
Como nem sempre eh possivel viajar jah com todos os gastos da viagem pagos e quitados, use seu cartao de credito pra cobrir outros gastos eventuais; mas se por acaso voce for fazer isso, garanta que seu cartao esta “limpo”, sem dividas, parcelamentos e afins pendentes, que podem afetar seu limite (num caso de emergencia, por exemplo), ou se transformar numa bola de neve de dividas na sua volta pra casa!
E pra terminar, planeje tambem suas financas pra volta das ferias – como vc vai organizar seu orcamento nos meses seguintes pra combrir os gastos no cartao de credito, por exemplo?
Os gastos pos-viagem vao afetar seu orcamento futuro para as proximas viagens?
Aeroporto Gatwick – Como chegar e free shop
O Aeroporto Gatwick eh meu preferido de Londres – nao eh o maior, nem o mais moderno nem o mais bem abastecido; Mas eh o mais democratico!
O Gatwick fica no sul de Londres, mas oque nao faltam sao opcoes pra chegar ateh lah: Onibus chegando/indo pra varias partes da Inglaterra e centro de Londres, pelas empresas National Express e EasyBus oferecendo um servico praticamente 24/7.

Ou de trem, atravez do Gatwick Express, que eh a linha rapida que conecta o aeroporto a estacao de Victoria em cerca de 20 minutos. E ainda um infinidade de opcoes de trens regionais “normais” ligando o Gatwick a dezenas de outras cidades e outras estacoes de trem no centro de Londres.
A grande vantagem sobre seus concorrentes (Luton e Stansted) eh que a estacao de trem de Luton nao fica dentro do aeroporto, entao vc ainda tem que enfrentar mais uma conexao e uma mini viagem de onibus ateh finalmente chegar no terminal. E o Stansted soh tem servicos de trem do Stansted Express, que eh um monopolio e carissimo (e com servicos nao confiaveis!).

Com o Gatwick tudo eh bem mais tranquilo. A estacao eh dentro do aeroporto, e basta subir as escadas rolantes e voila. Direto no balcao de check in!

A viagem de trem express dura cerca de 30 minutos, de trem normal demora cerca de 40 minutos ateh London Bridge (+10 ate Waterloo, + 10 ateh Saint Pancras, etc), e o onibus cerca de 1 hora ateh Victoria.

Outra coisa que eu gosto do Gatwick eh que nao eh um aeroporto apenas de voo low cost (como Luton e Stansted) mas tambem nao eh exclusivo das cias tradicionais (como o Heathrow) – Quase todas as cias (sejam os voos caros ou baratos) tem opcoes de voos saindo ou chegando pelo Gatwick, pois realmente eh o aeroporto mais conveniente pra vem vem pra Londres.

Alem disso, Gatwick tem servicos regulares de trem e onibus que o conecta com outros aeroportos, como onibus regulares entre Gatwick e Heathrow e trem entre Gatwick e Luton, ajudando os turistas cacadores de pechincha (e emocao, porque fazer conexao trocando de aeroporto nao eh pros mais fracos!) a otimizar seu tempo e dinheiro.
E claro, quando vc jah estao lah no aeroporto, os voos saem de 2 terminais diferentes, o South Terminal e o North Terminal (terminal Norte e Sul), conectados por um mono-rail.
Minha ultima viagem pelo Gatwick foi via Terminal South (de onde saem a maioria dos voos internacionais nao-Europeus, e as cias aereas convencionais), que tem o maior Free shop dos dois, com uma inifidade de lojas, bares e restaurantes.

Como jah disse em outros posts sobre aeroportos e free shop, aqui as barbadas estao apenas no free shop de IDA, e nao funciona como no Brasil onde vc pode se acabar de comprar muamba assim que pousar. E portanto aproveite os decontos tax free e compre suas encomendas no voo da ida.


Comecando pelo Duty Free mesmo, que se esteeeende ateh o fundao do aeroporto, com balcoes e opcoes com quase todas as marcas de perfumes, maquiagem, cosmeticos, bebidas, relogios, bolsas, brinquedos, chocolates e afins.


E pra alegria dos(as) Brasileiros(as) o free shop do Gatwick South tem ateh Victoria’s Secret, que eh uma marca que nao existe por aqui, e eh exclusiva ao Duty Free (e por algum motivo que nao consigo entender, sempre aparece nas minhas listas de encomendas quando vou ao Brasil!)

Alem das marcas disponiveis no Duty Free, na area tax free do aeroporto ainda existem outras opcoes como uma Harrods sem impostos, uma Dixon’s Travel (perfeito pra comprar eletronicos com desconto), Boots (com dezenas de produtos em versao mini pra viagem), alem de algumas lojas de roupas (All Saints, Accessorize, Next), Livros e revistas de toda Europa e ate mesmo um spa da Clarins, pra te ajudar a relaxar entre uma conexao e outra…



Entao sempre que viajo via Gatwick, tento chegar com bastante antecedencia, pra poder aproveitar o aeroporto ao maximo!
Convent Garden
Convent Garden é um bairro Londrino, espremido entre o Soho, West End, Strand e Holborn e hoje em dia é simbolo de Opera, compras, bons restaurantes e entretenimento ao ar livre.

Historicamente, a area fazia parte dos jardins da Westminster Abbey, onde ficava a horta, o jardin e o convento – e quando o Rei Henry VIII confiscou a area em 1540 pra dar de presente ao Earl de Bedford, a area foi transformada num mercado e ficou eternamente cnhecida como o “Jardin do Convento”.

Hoje em dia a area conhecida como Piazza virou um mini shopping, com uma inifinidade de lojas ocupando os arcos que um dia fizeram parte do mercado de flores e frutas, e muitas opções de bares, restaurantes e cafés.

Nos dias de tempo bom (= sem chuva!) a praça em volta do mercado fica lo-ta-da de gente sentada nas mesinhas, nas calçadas, assistindo ao street performers e people watching.

As opções de cosias pra fazer e ver por ali são infinitas, mas prepare-se pois a area esta sempre lotada de gente, e se voce não estiver no clima de turistar, a paciencia acaba rapidinho (principalmente se for fim de semana e estiver fazendo sol!).


A dica é nem sequer usar a estação de metro de Convent Garden e sim usar a opção de Leicester Square, que fica a cerca de 300 metros de distancia, mas muito mais tranquila (e a estação é bem maior tambem…).
E quem quiser comer em algum dos restaurantes mais arrumadinhos da area, lembren-se de fazer reserva (ou entao eh soh sentar num dos muitos cafes ao redor da praca)! Minha dica pra comer bem na area sao o Belgo’s e o Massala Zone. Se a intencao eh emendar numa balada – The Langley!
Mias informações: http://www.coventgarden.uk.com/
Agora acabou mesmo!
Essa semana finalmente recebi a noticia que estava esperando ha meses: PASSEI na minha ultima materia do mestrado!
Essa historia toda jah estava virando uma saga, com toda confusao de ter confundido uma data de entrega de projeto em Abril do ano passado, depois o suplicio que foi minha dissertacao, depois me reinscrever na ultima material eletiva em Outubro e ter a mesma materia cancelada depois de uns dias por falta de alunos interessados…
Ai finalmente em Janeiro desse ano recomecei as aulas, voltando a Universidade de Westminster uma vez por semana pra assistir minha ultima material eletiva do mestrado. E dessa vez nao tinha opcao! Eu TINHA que passar!
Pois bem, fiz minha parte. Fui a (quase) todas as aulas, estudei muitas noites e fins de semana, e me apliquei na pesquisa para meus dois projetos e business case finais.
Porem depois que entreguei o ultimo essay e fiquei ansiosamente esperando minhas notas sairem (pra poder comemorar o fim!), notei que estava demorando mais que o normal. Geralmente as notas provisorias saem 1 ou 2 semanas depois da entrega do projeto, e as notas finais umas 3 semanas depois.
Meu ultimo trabalho foi entregue no final de Abril, e no inico de Junho, nada tinha sido publicado ainda…
Entao um belo dia resolve ligar pra secretaria pra saber oque estava acontecendo…
Adivinha?! GREVE!!!
Quase cai da cadeira!
Depois de amargar 5 anos de UERJ, com greves de professors e/ou funcionarios anuais (e muitas vezes semestrais), achei que finalmente, ja que pela primeira vez na vida estava estudando numa universidade particular (e muito bem paga por sinal, onde ate entao tudo funcionava perfeitamente!), nunca mais teria que me preocupar com esse tipo de problema.
Mas nao. Doce ilusao.
Pela primeira vez na historia da Universidade de Westminster, o sindicato dos professores resolveu iniciar uma “industrial action” (porque strike – greve literal – eh coisa de Frances preguicoso!) como protesto pela reducao ao quadro de funcionarios da Universidade!
Mer’mao!!!! Como assim?!??!
Mas nao me restava nada a fazer a nao ser reclamar e esperar.
Entao esperei… 4 longos meses, sem saber oque estava acontecendo, entrando na intranet da universidade quase todas as semanas em busca de noticias. E com o tempo meio que esqueci disso.
Soh que neh, troquei de emprego, e aqui eles verificam todo seu passado, cada data, cada nota, cada cargo ou empresa que vc jah trabalhou, cada curso que voce jah fez (como parte de um background checking que todas as empresas fazem, entao nem pensar em mentir no CV!!) e quando foram verificar minhas notas e certificados com a Westminster, a secretaria se negou a dar qualquer informacao pra empresa!
Ai ferrou! Recebi um e-mail avisando que eles estavam com um problema no meu background checking e minhas qualificacoes nao poderiam ser verificadas (Bateu pavor! Essas coisas aqui dao ateh processo e demissao por justa causa!), entao tive que entrar em contato com a universidade diretamente pra pedir um comprovante de estudos… e voila! Minhas notas estavam prontas e finalmente passei!!!
Mas por causa dessa confusao toda, a formatura foi adiada ateh Novembro e soh devo receber meu diploma final lah pro fim do ano!
Mas agora finalmente posso dizer: sala de aula nunca mais!!!!
(Ou ateh que se prove o contrario!)
Dicas de hoteis em Madrid
Algumas das perguntas mais frequentes que recebo são pedidos de dicas de hoteis em Londres e Madrid. Afinal, são duas cidades que eu conheço bem, e o natural seria que eu conhecesse varios, pudesse dar altas dicas e tals.
Mas a realidade é bem diferente, pois como são cidades onde sempre fui/sou moradora, tinha meu proprio apartamento e não conhecia hoteis.
Pois isso mudou bastante em relação a Madrid. É verdade que quando morei lá, entre 2004 e 2005 não conhecia hotel nenhum, mas desde que me mudei pra Londres tive a grande sorte de continuar viajando muito frequentemente pra Madrid a trabalho (e a passeio!), e com isso finalmente tive a chance de conhecer alguns hoteis por lá.
Então aqui ficam minhas dicas; Todos são bem localizados turisticamente, não esquecendo que Madrid é um cidade “geograficamente” bem pequena, e ao se hospedar num desses hoteis voce não precisa pegar onibus, taxi, metro pra nada!
E além disso, como minhas ultimas viagens pra Madrid foram todas a trabalho, acabei ficando em otimos hoteis (quando viajo a passeio sempre acabo ficando em opções bem baratinhas e albergues), então as dicas estão classificadas em: barato (albergue), medio (3 estrelas) e luxo (5 estrelas), pra agradar a Gregos e Troianos!
- BARATO – Cat’s Hostal
Ha uns anos atras fui passar um fim de semana com minhas amigas em Madrid e decidimos ficar num albergue que já conhecia, o Cat’s Hostal, pois já tinha ido nas festas do bar algumas vezes – e depois acabei descobrindo que realmente o Cat‘s é um dos albergues mais famosos e populares da cidade.

O Albergue fica escondidinho na rua Cañizares, uma transversal da Calle Atocha e bem no centro da região dos bares de tapas, pintxos e baladas da area de Huertas.

Por dentro a decoração é impressionante, e parece que vc entrou numa palacio Marroquino! Com patio interno enorme, vitrais coloridos e uma fonte bem no meio!


Os quartos são bem basicos, porem limpos – com opções de banheiro no quarto ou no corredor, e quartos privados ou tipo dormitorio (eu estava viajando com 7 amigas, então ficamos todas juntas no mesmo dormitorio, oque foi o maximo!), com beliche e armarios individuais com cadeado.
- MEDIO – Hotel Villa Real
O hotel Villa Real, onde fiquei hospedade varias vezes em 2008/2009, tem uma localização excelente, na Plaza de las Cortes, exatamente entre o Museo del Prado e a Puerta del Sol (5 minutos de cada um!), porém afastado o suficiente da area turistona (Sol e Gran Via) onde a qualidade dos hoteis não é tão boa e os preços são altissimos.
O Villa Real é classificado como 5 estrelas, porém já esta um pouco passado, precisando de uma reforma e atualizada, e por isso acho que seus preços são bem mais baixos que outros 4 e 5 estrelas da area, oque acaba sendo uma boa pedida pra quem quer uma opção boa, porém sem ir a falencia no centro de Madrid!
- LUXO – Westin Palace
O 5 estrelas Westin Palace ocupa toda a esquina oposta ao Palacio de las Comunicaciones na avenida Paseo del Prado, e tem uma arquitetura tão impressionante e imponente quanto os outros predios da redondeza. E coincidentemente tambem esta na mesma Plaza de las Cortes que o Villa Real acima.


Além da arquitetura maravilhosa e decoração ultra detalhada, o hotel ainda tem alguns dos melhores restaurantes de Madrid, como o Asia Gallery que é considerado o melhor asiatico da cidade, o La Rotonda (nome dado a cupula de vidro desenaho no centro do salão) onde é servido o café da manha, e o El Bar (que por acaso vi na Vogue España de Agosto como o melhor bar do verão Madrileño!).
E depois de um dia inteiro de passeios pela cidade, o Palace ainda tem um serviço de room service… SPA! (na viagem a trabalho não rolou um spa room service, mas existe coisa mais maravilhosa e perua?!)
Vai passar o dia em Londres? Oque fazer com suas malas?
Passar apenas 1 dia em Londres é quase um desperdicio… A cidade tem tanta coisa, mais TANTA coisa a oferecer, que com certeza voce vai se arrepender de não ter dedicado mais tempo por aqui.
Mas as vezes não tem como evitar, ou simplesmente sugiu uma oportunidade tentadora de esticar uma viagem ou uma conexão pra conhecer a cidade rapidinho.
Mas ai fica a duvida: oque fazer com sua mala?

Antigamente (pré atentados terroristas) quaquer aeroporto ou estação de trem tinha uns lockers onde bastava voce colocar uma moedinha e pronto, suas cosias ficavam guardadas e seguras. Porém a medida que as regras de segurança foram mudando, além das latas de lixo (reparem que não existem latas de lixo em nenhuma estação de metro ou trem de Londres) os guarda-volumes tambem desapareceram…

Mas na verdade essa possibilidade ainda existe, mas as regras mudaram.
Hoje em dia, é um empresa privada, a Excess Baggage que tem o controle de todos os guarda volumes da cidade.
As regras são sempre as mesmas: custa 8 Libras por cada 24 horas e por cada peça de bagagem, e depois custa 4 libras pra cada 24 horas (ou fração) adicional.

Suas malas passarão por um raio x de segurança e etiquedas de identificação serão impressas pra seu controle, evitando qualquer confusão ou problema com seus pertences. Eu já usei o serviço deles algumas vezes e nunca tive problema algum.

Geralmente os pontos do Excess Baggage ficam nos terminais e chegada dos aeroportos e nas principais estações de trem de Londres, mas para mais informações veja esse link AQUI que dá todas as cordenadas de como achar os guarda volumes espalhados por Londres.
Palacio de Buckingham – Abertura de verão
O Palacio de Buckingham é provavelmente o principal simbolo de nobreza e realeza mundial – é a residencia da Rainha Elisabeth II e Philip, o Duque de Edinburgo, além de ser a sede oficial do governo Britanico (poder executivo).

É verdade que existem familias reais, rainhas, reis, principes e princesas e varios outros paises do mundo, mas hoje em dia, mesmo com todos os seus escandalos e polemicas, nada nem ninguem é tão soberano quanto a familia Real Britanica.

E consequentemente o Palacio de Buckingham simboliza tudo isso e é uma das principais atrações turistas de Londres – milhares de pessoas se juntam nos portøes tentando tirar fotos dos soldadinhos, da torca da guarda e da fachada imponente do Palacio.

Infelizmente o Palacio de Buckingham não é aberto a visitação… com a excessão das 8 semanas por ano, durante o verão que a Rainha e o Duque vão passar suas ferias anuais na Escocia.

Em 2010 a temporada do Summer Oppening esta acontecendo entre 27 de Julho e 1 de Outubro, os tickets são limitados e a concorrencia é grande, ha anos planejava tentar ir e sempre deixava pra depois, esquecia e acabava não conseguindo ingresso nenhum (principalmente para fins de semana!), mas esse ano fomos!


O Palacio de Buckingham abre as portas dos Estate Rooms para os visitantes, que são as partes “publicas” do Palacio, ou seja, são as areas e salões construidas para “entreter”, e são os salões onde os grandes banquetes, visitas de chefes de Estado e diplomatas, nomeações a Cavalheiros e afins acontecem.
Então, como era de se estarar, o palacio é uma opulência sem igual por dentro! Logicamente – e infelizmente – não é permitido tirar fotos lá dentro (aliais o esquema de segurança pra entrar é de deixar qualquer aeroporto morrendo de inveja!) e tentei achar algumas fotos do interior do palacio na internet, pra dar uma ideia de como são as coisas por dentro. (Fonte das fotos)
São salões e mais salões cobertos de obras de arte, colecões de moveis, porcelanas, tapecarias etc, idealizados pelo arquiteto John Nash a pedido do Rei George III. Mas o mais legal mesmo é ver como é a estrutura do palacio por tras da fachada conhecida por todos.
Além disso, parte do passeio é o acesso livre ao jardim particular da Rainha, na parte de tras, que durante o verão abriga um cafe e uma gift shop temporaria pra atender os turistas, e ao longo do ano é usada pela familia real, e serve como pano de fundo pra algumas das festas e recepções mais exclusivas da Inglaterra e do mundo!



Uma outra cosia muito legal que vimos por lá é uma exposição sobre como é o dia a dia e o trabalho (duro!) da Rainha, o “Queen’s year”, que mostra mes a mes, estação por estação, as obrigações “reais” que vem sido repeditas ano pós ano desde que Elisabeth II subiu ao trono, em 1953 e que na grande maioria são tradições iniciadas a centenas de anos atras por seus ancestrais.
Foi bem legal ver o quanto ela trabalha, e que apesar de politicamente não ser muito ativa (devido ao sistema politico em vigor no Reino Unido) seus deveres diplomaticos são incriveis e as estatisticas extremamente impressionantes – como por exemplo, a Rainha tem que entreter, em varias ocasiões oficiais, cerca de 70.000 visitantes por ano, e em casa uma dessas festas ela tem a obrigação de apertar a mão e desejar bom dia/boa tarde/boa noite para cada um de seus convidados!
Para mais informações sobre a Monaqrquia Britanica e visitas aos Palacios Reais, veja AQUI.
Hamleys
A Hamleys é mais uma loja em Londres que vale a viagem!

Seja voce criança ou não, a loja, que é a maior loja de brinquedos do mundo, e é uma atração turistica a parte, recebendo cerca de 5 milhões de visitantes por ano (muito mais que varias cidades juntas!)!

A Hamleys foi fundada em 1760, e sua antiga sede ficava em Holborn, porem a loja original foi destruida num incendio e então a Hamleys foi transferida para a seu endereço atual na Regent Street e em 1938 a Rainha Mary concedeu um Royal Warrant a loja, que significa que eles tem o selo oficial de fornecedores de brinquedos e mercadorias a familia Real! E o selo foi renovado varias vezes e é valido até hoje!

A loja ocupa os 7 andares da loja bem no meio da Regent Street com cerca de 5.000 m2 com todos os jogos brinquedos e bonecas que qualquer pessoa jamais possa imaginar que existam!


Cada um dos andares tem sua especialidade, (porque se não seria impossivel achar qualquer coisa por lá) e o mais legal é ver como os funcionarios se divertem lá dentro! Sempre que vou lá fico pensando em como deve ser legal trabalhar na Hamleys, passar o dia todo jogando, batendo papo e se divertindo…

Além disso é o paraiso dos souvenires made in UK e a coleção de itens com a bandeira Union Jack se espalham por todos os andares e departamentos da loja!

Nos ultimos anos a Hamleys tem se espalhado por outros paises e cidades, mas a flagship de Regent Street continua no livro dos records como a maior loja de brinquedo do mundo!
Hamleys
188-196 Regent Street
London, UK W1B 5BT
Alugando carro na Inglaterra (e UK): tudo que voce precisa saber
Eu já escrevi posta sobre como viajar de trem, de onibus e de barco pela Inglaterra e Europa, e sempre considerei alugar carro por aqui uma das piores opções de viagem – as ruas são do lado errado, o volante e a marcha ficam do lado errado e as leis e regras de transito são diferentes. Isso sem falar que a grande maioria das cidades são milenares, com ruas e ruelas que não foram construidas para carros, oque torna tudo ainda mais complicado, estacionamento é caro, dificil de achar e tal.
Mas as vezes não dá pra evitar, e algumas viagens e passeios só são viaveis (ou se tornam muito melhores) quando feitos de carro. Além de que viajar de carro dá a liberdade de um slow travel, de parar onde voce quiser, de passar mais ou menos tempo em cada atração turistica e descobrir mais cantos escondidos.

Um bom exemplo foi nossa viagem pela região The Borders na Escocia, que seria impraticavel se estivessemos viajando de trem ou onibus. Pra completar estavamos viajando com o sogro que é americano e gosta de dirigir pra tudo que é canto!
Antes de sequer cogitar essa possibilidade, saiba que a idade limite pra alugar carro no Reino Unido é de 25 anos, e apesar de que a carteira de motorista internacional não seja obrigatoria, ela ajuda, caso voce tenha algum problema; Caso voce não tenha, nem pretenda ter a carteira internacional (porque o Detran é um pesadelo), basta andar com seu passaporte com voce no carro o tempo todo (sua carteira de motorista não-Europeia só é valida acompanhada pelo passaporte).

E não me canso de repetir: esteja psicologicamente preparado pra fazer tudo ao contrario… dirigir é um ato bem instintivo, e enquanto estiver dirigindo por aqui terá que lutar contra seus instintos cada segundo do dia! Claro que quem vem morar aqui e acaba comprando um carro se acostuma facil, mas no caso de um carro alugado numa viagem rapida, o ato de dirigir por aqui é cansativo!

Em nossa viagem pela Escocia por exemplo, o sogro não conseguiu encarar o carro, e depois de um quase acidente na saida da locadora, foi sua esposa que dirigiu o tempo todo! E ela nao parava de repetir pra si mesma “pela esqueda, pela esquerda”, pois entramos na contra-mão diversas vezes! Na hora foi engraçado e demos altas risadas de nossos sustos, mas potencialmente poderia ter virado um acidente.
Mas vamos ao que interessa:
- Onde alugar e locadoras:
Todos os aeroportos e muitas das estações de trem principais da cidade tem balcões de locadoras onde voce pode alugar um carro automaticamente. Porem nesse caso sempre acaba saindo ridiculamente mais caro.
A melhor opção, além do preço, é sempre deixar seu carro reservado e escolhido on line, e assim voce conseguirá otimos descontos e não corre o risco de não ter carros disponiveis ou não ter o carro que voce quer/precisa.

Minha recomendação de site é o Travel Supermarket, onde voce pode selecionar a data, cidade, bairro, tipo de carro etc, e o site faz uma busca em todas as locadoras do pais tentando achar as melhores barganhas. E assim voce pode comprar os preços oferecidos versus os adicionais: ar condicionado, seguro, numero de portas, tamanho do bagageiro, etc, etc.
Escolha a melhor opção que se encaixe na sua situação e a reserva já é toda feita on line mesmo.
Outros links para locadoras que operam no Reino Unido:
Entre varias outras….
- Dirigir do lado “errado”:
Mais uma vez repito – esteja preparado(a) mentalmente pra adpação; não é o fim do mundo e todo mundo consegue, mas não dá pra negar que é dificil sim!

Quando o trajeto é numa auto estrada com 2 ou mais pistas a coisa fica mais relaxada pois os carros não estao vindo na direção contraria colados no seu lado direito, mas mesmo assim é bom prestar atenção em regrinhas basicas como a pista de alta velocidade é a pista de dentro, que nesse caso é a pista da direita.

Já em estradas menores e periferais os carros vão estar coladinhos e o grande erro dos motoristas não Britanicos é tentar compensar demais no lado esquerdo da rua, oque sempre acaba em mini acidentes com os pneus do lado esquerdo esbarrando no meio fio (foi isso que aconteceu com o sogro, e tiveram que de cara acionar o seguro e trocar de carro).

Pra facilitar sua vida, de preferencia a carros com marcha automatica, pois assim vc nao precisa ficar tentando entender como passar marcha com a mão esquerda e no sentido contrario – a marcha aqui funciona igualzinho, porém ao contrario! Como se fosse um espelho da marcha “normal”.
Mas não se preocupe – os pedais funcionam exatamente iguais!
- Seguro:
Sempre, sempre pague pela opção de seguro! Dirigir num pais ou cidade diferente já tras seus riscos normais, e quando tudo é tão diferente os pequenos acidentes são ainda mais provaveis. E de preferencia opte por seguro total e nacional, pois sao grandes as chances de voce estar no meio do nada quando alguma cosia acontecer com seu carro alugado!
- GPS e seguindo placas:
Pra quem gosta de alugar carro o GPS foi a melhor invenção do mundo! As marcas mais comuns por aqui são Garmin e Ton Ton, mas acho que mesmo se voce tiver um no seu carro em casa, dá pra baixar os mapas do Reino Unido e usar seu GPS por aqui.

Mas se por acaso vc quiser dirigir “a moda antiga”, com mapas na mão as placas funcionam mais ou menos como no Brasil (e bem diferente de outros paises na Europa e/ou EUA) e portanto vc tem que ir procurando no mapa qual a proxima cidade na direção que voce quer ir e assim ir seguindo o caminho até seu destino final.


Em momento algum as placas vao mostrar se voce esta indo na direção norte, sul, leste ou oeste da rodovia X. Esse processo pra mim foi facil de entender, mas estar num carro com 3 Americanos foi complicado pois eles sempre se sentiam perdidos, por nao saber se estavam indo na “direção” certa da estrada.
- Roundabouts / Rotatórias:
As rotatorias estão em tudo quando é canto nas estradas Britanicas e sempre que duas ou mais estradas se cruzam, em vez de ter viadutos, cruzamentos e sinal de transito, eles usam as rotatorias.

A regra é simples: entre na rotatoria sempre pelo lado esquerdo e caso sua saida seja logo a primeira a esquerda, permaneca no lado esquerdo. Caso contrario, se sua saida for a 2ª ou 3ª ou 4ª etc permaneça na faixa de dentro (direita), vá rodando a rotatoria atá sua saida aparecer e ai sim voce pode passar pro lado de fora, na pista da esquerda e pegar sua saida.


- Posto de gasolina e areas de serviço:
Pra quem esta acostumado a dirigir nas grandes cidades Brasileiras ou alugar carro nas ferias nos EUA, as areas de serviço são bastante frequentes. Seja pra parar e esticar um pouco as pernas, comer, ir ao banheiro, reabastecer o tanque do carro.

Já aqui a coisa é bem diferente.
As areas de serviço existem claro, mas são bem mais espalhadas e distantes umas das outras, e raramente estão bem na beira da estrada. Geralmente as placas de aviso para areas de serviço na verdade te levam pra uma cidadezinha nos arredores daquela autoestrada e lá vc encontra postos de gasolina, hoteis, cafe, restaurante, etc.

E caso voce esteja dirigindo nas estradas menorzinhas, aproveite a oportunidade pra parar onde der vontade! As cidades e vilarejos estão muito proximos uns dos outros e se por acaso voce passar na porta de um Inn, Bed & Breakfast ou Pub com uma pinta simpatica, pare por lá!
- Ponto de recolha e retorno:
Como falei acima a maioria das cidades grandes do Reino Unido não são muito apropriadas para carro, então a melhor opção é sempre recolher seu carro nos arredores da cidade (no aeroportos por exemplo, em vez de recolher na estação de trem central).

Algumas cidades, como Londres por exemplo, cobram taxas altissimas pra quem quiser dirigir em sua area central (a Congestion Charge de Londres atualmente custa 10 Libras por dia, e se por acaso vc não pagar, a taxa sobe pra 50 Libras por dia), mas muitas ciades oferecem a opção “Park & ride“, que são parques de estacionamento nos arredores da cidade onde voce pode estacionar seu carro e de lá mesmo pegar um onibus que te leva direto ao centro da cidade – evitando ter que lidar com o transito no centro da cidade, onde achar estacionamento, pagar congestion charge, etc.
- Estacionamento:
Mas se mesmo assim voce for corajoso(a) e resolver entrar com seu carro alugado no centro das grandes cidades, saiba com antecedencia onde estao os pontos de estacionamento, pois como a grande maioria das ruas foram criadas muito antes da existencia dos carros, estacionar na rua/calçada é praticamente impossivel, correndo serio risco de ter seu carro rebocado (eles usam uns tratores de reboque que literalmente levantam o carro como se fosse um brinquedo e levam embora!).
Para achar areas de estacionamento na cidade mais proxima, cliquei AQUI ou AQUI.

E não esqueca que estacionamento é sempre pago, mas não temos frentistas nem flanelinhas, então não esqueça de passar na maquina “Pay & Display” para pagar seu ticket (de acordo com quanto tempo vc vai ficar naquele lugar, ou quanto tempo é permitido ficar por ali).
E como o proprio nome já diz, pague e mostre, então não esqueça de deixar seu ticket visivel no parabrisa do carro.







