19
Apr
2013
Chá da Tarde: Cocomaya
Escrito por Adriana Miller

Nao é segredo pra ninguém que lê esse blog, que “chá da tarde” é um dos meus programas preferidos em Londres – e é sempre uma delicia conhecer novos lugares que fogem dos óbvios (e muitas vezes formais demais) hotéis.

Entao depois de tanto ouvir a Marina falar do Cocomaya, finalmente marcamos um chá com as amigas Brasileiras pra conhecer a filial de Knightsbridge!

O lugar é bem pequenininho e intimista, com uma decoração meio “casa da avó” (se sua avó for super style!), e ja na entrada voce fica cega com os pães, docinhos e Cupcakes!!!

E foi um dos melhores chás que tomei!!


Todos os sanduíches super diferentes (e mais interessantes que os “pão-de-forma” tradicional) e os bolinhos… Ah! Os bolinhos!!

O brownie de chocolate, bolo de limão siciliana com semente de papoula, banana com nozes… E os mini merengues, mini torta de limão e mini trata de chocolate branco!!!

Ainda bem que com aquele grupo a gente fala mais que come, se nao tinha saído briga!

Uma pergunta que sempre recebo é: e se eu nao gostar de chá?
Nao tem problema!! Voce pode pedir café, chocolate quente, suco ou oque quiser – como deu pra ver, o chá propriamente dito é apenas um pretexto!!

O Cocomaya fica bem pertinho da Harrods e Harvey Nichols, entao é uma boa opção pós compras!
(E perfeito pra quem quer experiênciar um chá Inglês bem charmoso, mas nao quer trazer terno e gravata na mala!!)

Para mais endereços, clique AQUI (são 4 filiais em Londres – nós fomos na de Brompton Road)

 

Categorias: Cha da tarde, Conhecendo Londres, Inglaterra, Viagens
13
18
Apr
2013
Highclere Castle: O palácio de Downton Abbey
Escrito por Adriana Miller

A mais de um ano atras eu li uma notinha na Time Out e fiquei de orelha em pé: falava sobre o Highclere Castle, residência do Conde e Contessa de Carnavon e o palácio onde são gravados os episódios de Downton Abbey.

E aí fiquei intrigada: o conde e a condessa abrem o castelo para visitações algumas poucas vezes por ano (apenas quando a família sai de férias) então não é um castelo turistico normal, como tantos outros nos arredores de Londres.

Então comecei a ficar de olho no site, volta e meia entrava pra ver se novas datas tinham sido incluidas – finalmente em Outubro de 2012 foram divulgadas as datas de abertura do castelo para o primeiro semestre de 2013, e finalmente consegui um ingresso!

Então lá fomos nós de trem em direção a Newbury, cerca de 1 hora de trem de Londres, e assim que você entra nos jardins a vista é inconfundível: Donwton Abbey!!

O castelo nem é tão antigo assim (em proporções Europeias), e apesar de que a propriedade pertence a familía ha mais de 300 anos, o atual palácio foi construido em 1.842, desenhado pelo arquiteto Sir Charles Barry, o mesmo que arquiteto responsável pelo Parlamento Inglês! E olhe bem, as similaridades realmente são nítidas na arquitetura e estilo dos dois prédios!

O castelo fica no centro de um “estate” impressionante, com vários jardins, capelas e gazibos espalhados pelo espaço.

E dentro do castelo é ainda mais impressionante – o tour segue alas “comuns” do palácio (e não os cômodos utilizados pela família), mas é sempre impressionante ver uma casa tão antiga se misturando com peças da vida moderna, de uma família como outra qualquer, como porta retratos da familia esquiando nos Alpes, ao lado da apresentação da escola, ao lado de um jantar com a Rainha e em baixo de uma pintura a óleo de 500 anos!

O tour interno consegue mesclar bem a história da família real e seus ancestrais com a história de Downton Abbey, com muitas fotos dos bastidores e making off do seriado, e indicando quais episódios aparecem em episódios específicos, ou quais personagens ocupam determinados quartos etc.

Mas fascinante mesmo é a história da família Carnavon – com alas específicas dedicadas a Lady Almina (a 5ª condessa de Carnavon) e uma exposição de peças egípias (O Conde de Carnavon fez parte da expedição de Howard Carter, o arqueologista que descobriu a tumba de Tutankhamun no Egito!!

Então fiquem de olho: o castelo geralmente abre suas portas em épocas de férias escolares e feriados aqui na Inglaterra, e a cada seis meses eles divulgam novas datas e a venda de ingressos é feita diretamente no site do palácio.

Para chegar lá, basta pegar um trem para Newbury, saindo da estação Paddington em Londres e demora cerca de 50 minutos. Em Newbury é preciso pegar um taxi (uns 10 minutos) da estação até o palácio (e peça o telefone do seu taxista, pois na hora de voltar pra casa o castelo não tem ponto de taxi).

 

Categorias: Castelos e Palacios, Day Trip, Highclere Castle, Viagens, Viagens pelo UK
10
18
Apr
2013
Balthazar: um bistrô Francês tipicamente Nova Iorquino (agora em Londres!)
Escrito por Adriana Miller

Pode apostar: 9 em cada 10 listas de “melhores restaurantes” de Manhattan – principalmente entre blogs – apontam o Balthazar como sendo uma das melhores opções em Nova Iorque.

Eu nunca fui na versão Nova Iorquina, entao sempre rola aquela duvida sobre o que é pura modinha, ou oque realmente é bom.

Mas essa duvida acabou quando uma amiga Nova Iorquina (que mora aqui em Londres) me mandou um email avisando que seu restaurante preferido de NY estava prestes a abrir uma filial em Londres, e a gente pre-ci-sa-va urgente ja reservar uma mesa!

Ela recomendou um Brunch, entao tivemos que esperar umas semanas a mais além do previsto pra conseguir uma mesa num fim de semana e entao sábado passado finalmente conhecemos o Balthazar.

O menu Londrino é igual ao de NY, e na porta ao lado tambem tem uma padaria de dar água na boca – seguindo aquele estilo de um bistrô Parisiense tipicamente Novaiorquino!

A nossa intenção era mesmo comer Brunch (opções maravilhosas de ovos, panquecas, waffles e muitos pães!), mas o menu estava apetitoso demais e acabamos almoçando de verdade!

Entre nos 4, as escolhas variaram entre ostras, mexilhões, massa e hambúrguer – pra nao deixar faltar nenhuma opção!

E apesar de termos dispensado o Brunch, nao conseguimos resistir aos drinks do menu de café da manha (que eles chamam de “hangover drinks” – ou “bebidas pra ressaca”!) e fomos de Bloody Mary e mimosas!

Uma pena que nao sobrou espaço pra sobremesa – uma outra amiga recomendou o suflê de chocolate como sendo de outro mundo! (Mas afinal de contas é sempre bom ter uma boa desculpa pra voltar!!).

A filial Londrina fica bem ali em Covent Garden e do lado da Royal Opera House, deixando a área ainda mais imperdível e é facílimo de achar – mas nao arrisque aparecer por lá sem reserva (principalmente em fins de semana!).

Balthazar

4-6 Russell St WC2B 5HZ

Tel: 020 3301 1155

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Pub & Restaurantes, Viagens
6
07
Apr
2013
Colorado ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

E ja esta chegando ao fim nossa primeira viagem em familia!

Passamos duas semanas e meia aqui no Colorado visitando a familia e os amigos do Aaron e trazendo a Isabella em sua primeiríssima viagem internacional!

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A viagem de avião foi ótima (tomara que a volta pra casa hoje a noite seja tão boa quanto!!) e ela se comportou super bem!!

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Ela teve a quem puxar e nao se incomodou com o vôo nem o fuso horário de 7 horas entre Londres e Denver!

Ela conheceu muita gente nova pela primeira vez, incluindo uma de suas 3 Bisavós, sua “prima” Crosby e a Tia Chris!

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Tambem revemos muitos amigos e aproveitamos pra tambem conhecer vários novos bebes que foram nascendo nos últimos anos e meses.

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E ka que estávamos na área, aproveitamos pra tirar proveito daquilo que o Colorado tem de melhor: as montanhas!!

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Subimos a serra com um grupo de amigos e fomos esquiar – passamos por 3 resorts diferentes (A-Basin, Keystone e Vail), e foi divertido DE-MAIS!!

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E ja que a sogra estava na área e doida pra passar o maior tempo possível com a Bella, tambem aproveitamos pra sair pra jantar varias vezes, fomos a vários bares, visitamos amigos e assistimos alguns filmes no cinema!

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E agora um pouquinho de overdose de Isabella:

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E claro, o que seria uma viagem ao EUA sem um certo exagero consumista?!

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O clima, como é de se esperar de uma região tão montanhosa, foi um carrossel de emoções! Hahaha
Pegamos muito sol, muita neve, muito calor e chuva!!

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Todos os detalhes e dicas da viagem virão em outros posts!
(Eu sei que fiquei ausente aqui no blog por uns dias, mas o Instagram continuou bombando!! Segue lá!! @DriMiller)

Categorias: Colorado, USA, Viagens
16
25
Mar
2013
Guia Londres: O mais completo guia em lingua Portuguesa da capital Inglesa!
Escrito por Adriana Miller

Atenção! Atenção!!

É com muito orgulho que finalmente publico essa novidade aqui no blog: o “Guia Londres” com o selo Dri Everywhere de qualidade! :-)

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Afinal, já são quase 8 anos morando – e amando! – Londres, com mais de 400 posts publicados. Então você pode ter certeza: se esta procurando informações sobre Londres, elas estarão aqui!

Mas aí ao longo dos anos muitas informações foram se perdendo num emaranhado de posts e categorias, e volta e meia recebia algumas perguntas e pensava com meus botões ” já fiz um post sobre isso” – mas na hora de responder, muitas vezes nem eu mesma conseguia achar tal post.

Então estava mais que na hora de colocar ordem na casa e cria uma página exclusiva e dedicada a Londres – com novas categorias, sub categorias e mais organização!

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O GUIA esta dividido entre Roteiros, Transporte, Aeroportos, Hospedagem, Atrações Turísticas, Museus e Galerias, Musicais e Teatro, Eventos, Pubs e Restaurantes, Bares e Baladas, Chá da Tarde, Spas e Salões de Beleza, Compras, Bairros, Mercados e Feiras, Parques e Jardins, Dicas Úteis e várias outras!

E cada uma dessas áreas esta subdividida em várias outras categorias – então se você estiver procurando um restaurante Indiano, ou uma manicure, ou onde comprar eletrônicos: está tudo lá, tintin por tintin!

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E o melhor?! Ainda tenho muitos outros posts prontinhos pra sair do forno, deixando o guia cada dia mais completo!

Então agora é com vocês: Sugestões, críticas, perguntas…?!

O que esta faltando? O que mais gostariam de ver e saber sobre Londres?

A página do Guia será interativa, com atualizações constantes, com novos posts e novas categorias sendo adicionadas a cada dia, e sempre com a certeza de que absolutamente tudo que foi postado por aqui foi testado e aprovado por mim! Um selo de qualidade que quem lê e conhece o blog confia!

Mas a maior novidade mesmo ainda está por vir!!

Em breve será lançado o Guia Londres na versão impressa e e-book!

Com muitas dicas práticas inéditas e um formato perfeito pra quem esta de malas prontas pra vir a Londres!!

Vocês sabem que eu adoro um guia de viagem e não embarco sem um livro a tiracolo – então criar meu próprio guia esta tendo um gostinho todo especial, e muito carinho, com todas as dicas indispensáveis pra quem quer conhecer Londres como a palma da sua mão!! E tudo isso com dicas e comentários que só quem mora aqui a tantos anos sabe!

E esse é justamente o diferencial: não é um guia traduzido, nem adaptado e muito menos genérico!

Aguardem e aproveitem!!

 

Categorias: Blog, Conhecendo Londres, Dicas Uteis, Inglaterra, Viagens
58
25
Mar
2013
Chá de bebê virtual: #TiasEverywhere
Escrito por Adriana Miller

Ha uns meses atrás, enquanto ainda estava grávida, eu recebi alguns e-mails de leitoras que gostariam de “agradecer” a ajuda que tiveram pelo blog, enviando alguns presentinhos pra Isabella.

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Na época fiquei super sem graça – como faz pra aceitar presentes tão generosos de pessoas que você não conhece? Fiquei extremamente lisonjeada de ver que esse humilde blog alcança tanta gente no mundo todo – então agradeci a todas, mas não precisava.

Mal sabia eu que um movimento estava prestes a se desencadear nas caixas de comentários! Lideradas pela Tereza Stella (@terezastella) várias leitoras começaram a se comunicar entre si, trocar e-mails e comentários e conseguiram me convencer!

Criamos um grupo de e-mail com todas as participantes, ganhamos logotipo e tudo mais e eu dei dois endereços comerciais pras meninas (um no Brasil e um na Inglaterra).

E o susto quando uns dias depois começaram a chegar caixas e mais caixas de presentes vindos de todas as partes do mundo?!

Foi tamanha surpresa e felicidade que eu jamais conseguiria agradecer o carinho que eu, o Aaron e a Isabella recebemos!!

Trocamos muitos, muitos e-mails, e foi uma delícia conhecer um pouco mais de cada um(a), de onde são, o que fazem, como descobriram o blog e ha quanto tempo! Cada cartinha e cartão incríveis que eu recebi!

Então o combinado foi que eu abriria todos os presentes de uma vez só, depois que a Isabella já tivesse nascido, pra poder tirar muitas fotos, filmar tudo e conseguir de alguma maneira agradecer, pelo menos um pouquinho, o carinho que recebemos – e claro, já contar com a participação especial da #BabyEverywhere!

A interação e carinho entre as meninas foi tanto que acabou surgindo outra #tag, as “Tias Everywhere”, porque elas estão mesmo no mundo todo!!

Ganhamos muitas roupinhas lindas, conjunto de berço bordado e fraldinhas com o “Baby Everywhere”, muitos brinquedos e bichinhos, sapatinhos, livros e DVDs!!

Adorei que muitos presentes tinham um significado especial – uma feira de artesanato de alguma cidade do Brasil, uma bordadeira especial, o desenho de um pretzel típico Alemão, uma almofadinha com oração, um body da França, Melissa, Havaianas e muitos livrinhos em Português, com historinhas de personagens típicos Brasileiros (AMO a turma da Mônica! Tanto que minha irmã acabou se chamando Mônica por minha causa!), histórias do folclore, os DVDs da Galinha Pintadinha, musica Brasileira pra crianças, etc, etc, etc

Tanta coisa que vocês nem podem imaginar!!

As cartinhas e cartões estão todas guardadas numa caixa especial no quarto da Bella – um dia ela vai poder ler e reler todas as cartas e conhecer um pouco mais sobre todas as Tias que ela tem Everywhere!!

Então mais uma vez, muito, muito obrigada por todo carinho – do fundo do nosso coração!

DriBella

Adriana & Isabella

 

Categorias: Baby Everywhere, Blog, Gravidez, Isabella
24
24
Mar
2013
Nice: Comptoir du Marche
Escrito por Adriana Miller

Como contei no post sobre Nice, nós fomos num restaurante muito bom na Vieux Nice (cidade antiga de Nice) numa de nossas noites na cidade – foi tão bom, que mereceu um post especial!

O Comptoir de Marché fica escondidinho numa rua da cidade antiga, que se não estivéssemos seguindo um amigo “local” teria sido difícil de encontrar – e talvez isso faça mesmo que o restaurante tenha um gostinho mais de “achado”!

O restaurante é, logicamente, de culinária Francesa, mas não tem nada a ver com aquele estilo frescurite-máxima-porção-minima típica da culinária Francesa. A especialidade deles é a comida caseira tradicional da região sul da Provence, com uma mistura de comida da avó, num estilo meio caipira, mas cheia de flair Francês.

Eles não tem um menu fixo, já que cada dia o menu é diferente, de acordo com a época do ano e os ingredientes disponíveis. E a medida que a noite vai passando e os ingredientes vão acabando, os pratos vnao sendo cortados do quadro negro onde as opções do dia são expostos.

Então a garçonete traz o quadro negro na sua mesa e vai explicando prato a prato os especiais da noite.

Além disso o restaurante em si é uma delicia! Bem pequeno e aconchegante, com uma decoração toda “vintage”, sendo que muitas das peças expostas são originais da estrutura da casa, que (se entendi bem) foi um frigorífico nos anos 50.

De lá, aproveitamos a localização central pra dar uma esticadinha num dos bares do Marche des Fleurs!

 

Categorias: França, Nice, Viagens
3
22
Mar
2013
Cote D’Azur: St Tropez
Escrito por Adriana Miller

Sem a menor sombra de dúvidas, Saint Tropez foi o ponto alto da viagem pra Côte D’Azur, e praticamente o motivo que nos levou até lá!

E nem preciso dizer que definitivamente não fomos pra lá pra fazer turismo cultural!

Então chegamos na cidade de barco e apesar de termos dado uma passadinha pra conhecer o porto antigo da cidade (Vieux Port), seguimos direto pra praia Pampelonne – onde nosso barco ficou ancorado enquanto almoçamos na Nikki Beach e depois curtimos a praia no Club 55.

Mas antes de falar sobre os Beach Clubs de St Tropez, vale a pena mencionar que a dinâmica da cidade é bem diferente de Cannes e Nice, por exemplo, já que St Tropez não tem uma “orla”, ou seja, a cidade não beira a praia (a praia esta a 6 km de distãncia da cidade antiga), o que faz com que conciliar um dia na praia com uns passeios pela cidade sejam bem difíceis.

As estradas que conectam as duas partes da cidade são estreitas e ultra congestionadas. Então o pessoal que vai pra St Tropez pra ficar uns dias acaba tendo que escolher o foco: praia ou turismo.

Já que vai pra lá só pra passar o dia, acaba tendo que escolher um ou outro – quem chega de barco vai direto pra praia e os beach clubs. Quem vem em tours, ônibus ou carro acaba ficando apenas pelo centro histórico.

Então quando chegamos, um bote da Nikki Beach veio nos buscar na nossa lancha e nos encaminharam direto pra nossa mesa – bem ao lado da piscina, embaixo da pérgula porque o sol estava de matar!

Nikki Beach foi exatamente como imagineu, e correspondeu exatamente as nossas expectativas – um clima delicioso, entre as poltronas, lounges e parasóis todos branquissimos, as pérgulas floridas e um serviço impecável.

Ok, que rola um certo esnobismo generalizado, mas nem tem como evitar – é muita grana circulando e muita gente querendo aparecer,ver e ser visto.

Um detalhe que vale a pena mencionar é que Nikki Beach não fica na beira da praia, e portanto não tem acesso direto ao mar.

Você pode alugar as cadeiras assim mesmo e ficar pegando sol por lá. Em vez do mar, rola um piscina, com um barzinho do lado e um DJ animando o ambiente.

A comida também estava ótima e aproveitamos pra provar a torta típica de St Tropez, a (deliciosa!) “tarte tropézienne”.

Para o resto da tarde preferimos aproveitar pra curtir a praia e conhecer outro club, então fomos para o Club 55, onde se pode alugar cadeiras para o dia todo, ou parte do dia.

Uma dica imprescindível, em todas as praias da Côte D’Azur, mas principalmente em St Tropez é fazer reserva nos clubs com bastante antecedência, principalmente quem for no auge do verão, como foi o nosso caso.

Em último caso, St Tropez também tem um seção da praia que é pública, e foi sem dúvida a melhor de todas as cidades pelas quais passamos. Pra começar que lá a areia é areia de verdade, então você consegue ficar confortável, mesmo se só tiver uma canga pra sentar.

Mas aí o problema é outro – como a praia não beira a cidade, estando na praia pública você acaba ficando sem opções se quiser comer ou beber alguma coisa – já que os únicos bares de restaurantes na praia sao os beach clubs…

Quando o sol começou a descer, voltamos pra nossa lancha e fomos em direção as ilhas Lérins, assistir o sol se por!

 

Categorias: França, St Tropez, Viagens
10
21
Mar
2013
Navegando na Cote D’Azur: Aluguel de barcos
Escrito por Adriana Miller

Que viajar pela Côte D’Azur é uma delícia e sonho turístico de muita gente, isso ninguém duvida. Já planejar uma viagem pela região passa a não ser tão fácil quando começamos a nos dar conta da logística da coisa.

Afinal, olhando no mapa da região, as cidades são todas bem pertinho umas das outras, relativamente pequenas e de visitação rápida. Então a tentação é sempre a mesma: tentar concentrar o maior número de cidadezinhas possíveis num espaço curto de tempo.

Porém, algumas das cidades mais cobiçadas se tornaram o que são, justamente por serem de difícil acesso, mantendo assim um nível de exclusividade e evitando a lotação do turismo de massa.

Um exemplo clássico é Saint Tropez e algumas das ilhas da Côte D’Azur.

Se você não estiver hospedada lá na cidade, chegar e sair de lá significa alugar carro e passar horas no trânsito, ou ter que enfrentar baldeações de trem mais conexões de ônibus entre Nice/Cannes e outras cidades vizinhas e afins – comprometendo boa pate do seu dia.

Outra opção inclui alguns dos ferries disponíveis na região, como por exemplo o serviços regulares (durante o verão apenas) da Trans Côte D’Azur. Aí o problema passa a ser o tempo disponível em cada lugar, já que esses ferries tem mais a função de transporte entre ponto A e B do que tours turisticos.

A solução? Alugue seu próprio barco!

As opções são infinitas, mas o problema é sempre o mesmo: preço!

Afinal a Côte D’Azur não é exatamente conhecida por ser uma pechincha, e a maioria do público alvo que aluga barcos esta a procura de iates com muitas dezenas de pés – o que não era exatamente nosso objetivo!

Então depois de muita pesquisa, e indicação de alguns amigos que conhecem bem a região, achamos a “Locarama“, baseada em Cannes e que também oferecem a opção de aluguel de barcos por períodos curtos ou aluguel diário.

Então escolhemos qual o barco queríamos para o dia, qual roteiro queríamos fazer, se queríamos um “motorista” Skipper ou não (se você tem licença para dirigir barcos, o skipper não é obrigatório), quando queríamos sair e quando voltar.

Nosso Skipper, Bruno, era uma figura e entrou totalmente no clima da despedida de solteira! Sabia exatamente onde parar ao longo do caminho, e os melhores lugares pra tirar fotos!

Todas as conversas foram por e-mail (eles falam Inglês super bem), pagamos o depósito on line, e no dia acertamos as contas e pagamos o resto, direto no escritório deles no porto de Cannes.

Não vou dizer que alugar uma lancha o dia todo foi a parte mais barata da viagem, porque obviamente não foi, mas como estavámos com um grupo grande (7 meninas) e era uma viagem especial (uma despedida de solteira), quando colocamos o custo das outras opções na ponta do lápis, a diferença não ficou tão escandalosa, então decidimos que essa realmente seria nossa melhor opção!

Então o roteiro que fizemos foi saindo de Cannes (como estvámos hospedadas em Nice seria fácil – e mais rápido – chegar ao porto de Cannes pela manhã do que fazer o mesmo trajeto de barco e desperdiçar horas preciosas do nosso dia), e por recomendação do nosso skipper fomos direto pra Saint Tropez, pra aproveitar a maré, e fazendo algumas paradas pelo caminho para ir refrescando!

Foi uma delícia!!

Tínhamos reserva pra almoçar em St Tropez, mas como sabíamos que íamos passar bastante tempo no barco também, aproveitamos as barraquinhas de frutas e as lojinhas de Cannes pra abastecer o barco com frutas, agua, sucos e champagne e vinho (local da Provênce, bien sur!).

E olha, chegar em Saint Tropez de barco é uma experiência indescritível por si só!

Como tínhamos reserva pra almoçar no Nikki Beach, nosso skipper ligou pra lá ainda no barco, e o restaurante mandou um barquinho pra nos buscar na nossa lancha e nos levar direto pra praia – e a mesma cosia na volta!

Mas por outro lado, é engraçado como não importa o quão legal (ou grande, ou caro, ou imponente) seja seu barco, na Côte D’Azur sempre vai ter alguém com um barco maior, mais poderoso, mais cheio de acessórios! Que lugar incrível!

Na volta, paramos nas ilhas “Illes de Lérin” para ver o sol descendo e curtir mais um mergulho – que é outra parte paradisíaca da região pouquíssimo explorada, já que só se chega lá de barco (e se não me engano não é possível se hospedar por lá, a não ser em barcos).

E nem precisa dizer que essa foi a melhor parte da viagem, né? Valeu cada centavo e cada sacolejada que levamos do Mediterrâneo! Com certeza absoluta a melhor maneira de explorar a Côte D’Azur!

 

 

Categorias: Cannes, França, Nice, St Tropez, Viagens
5
19
Mar
2013
Cote D’Azur: Nice
Escrito por Adriana Miller

Nice foi a cidade base durante o fim de semana que passei na Côte D’Azur, mas como todas já conhecíamos a cidade de outras viagens, acabamos não passando muito tempo por lá, e aproveitamos pra conhecer melhor outras cidades da região.

Mas ainda assim, entre uma manhã aqui, uma noite ali, acabamos andando bastante pela cidade, e como estávamos hospedadas na casa de uns amigos, eles sabiam exatamente onde nos levar.

Então, entre algumas das cosias que fizemos por lá, essas são as dicas que eu acho que valem a pena serem destacadas:

Promenada des Anglais: Essa é a “orla” de Nice – uma praia que se prolonga por quilômetros e mais quilômetros, rodeada de prédios imponentes, com o Mediterrâneo de um lado e os Alpes de outro.

Não perca o “Le Negresco” um dos prédios mais tradicionais da cidade, construído em 1913. Não satisfeito em ser o maior hotel da cidade, e praticamente um símbolo de Nice, ele ainda tem traços de arquitetura histórica, como a estrutura de aço no teto do salão principal, construída por Gustaf Eiffel!

Bem enfrente ao hotel Negresco estão os Beach Clubs Neptune (clássico e mais sóbrio) e o Hi Beach (mais jovem e trendy).

 

Beach Clubs: Nós ficamos no “Hi Beach”, que fica bem em frente ao hotel Negresco, e praticamente no meio da praia de Nice.

Apesar de que a praia de Nice não estar entre as melhores da Côte D’Azur, nós adoramos passar uma tarde no Hi Beach – acho que justamente porque foi lá!

Infelizmente Nice já não tem o glamour de Cannes nem a modinha de St Tropez – e pra piorar, a “areia” de pedrinhas não ajuda em nada!

Então o Hi Beach foi um oásis! Um decoração linda em azul e branco, bem clean, mas super aconchegante ao mesmo tempo.

Lá você pode alugar as cadeiras de praia e também cabanas com cadeiras e mesas, ou então apenas mesas no bar/restaurante.

Nós ficamos algumas horas nas chaise da praia pra curtir o sol e dar uns mergulhos, mas depois nos mudamos pra uma das cabanas pra almoçar.

Que aliais, merece ser mencionado, porque o Hi Beach tem um ótimo menu de praia, com muito frutos do mar, saladas incríveis e uma boa seleção de sushis!

Nice também tem areas de praia Publica, assim como Cannes, mas do que nunca achei que pagar por um beach club imprescindível!

Se a area das praias no Mediterrâneo já não são lá essas coisas, em Nice então, é pior ainda – a praia não tem areia mesmo, sendo pura pedra. Então pelo menos nas areas particulares ficamos mais confortáveis, sentados nas chaises e com passadeiras que protegem seus pés no caminha da agua!

Mas por outro lado, as areas abertas e publicas são maiores e mais bem sinalizadas do que em Cannes por exemplo, então pra quem não estiver na cidade pra fazer praia exclusivamente, de repente a praia publica é uma boa pedida.

 

Place Masséna & Fontaine du Soleil: Essa praça, que é a maior de Nice pode parecer bem moderna hoje em dia, mas ela data de 1832, quando a região de Nice ainda estava sob o poder do Rei da Sardinia-Piemonte, que queria expandir a cidade entre o mar, a cidade antiga medieval e o River Paillon.

Alguns séculos depois, em 2007 a praça foi restaurada ao que vemos hoje, com seu piso preto e branco e as esculturas esdrúxulas de Jaume Plensa.

Seja lá quais forem suas intenções turísticas em Nice, é praticamente impossível não passar pela Place Masséna, que é praticamente o coração da cidade!

 

Vieux Nice:Ao Leste da Place Masséna se expande a cidade antiga de Nice, com seu emaranhado de ruelas, praças e igrejas. O plano “urbano” da cidade antiga (ou a falta dele) deve-se ao crescimento da cidade nos pés da colina do castelo, que no século 13 e 14 foi crescendo pra fora das muralhas do castelo e se transformando na “cidade baixa” (Ville Basse).

Com o crescimento continuo da região, aos poucos a cidade foi se expandindo ainda mais, desenvolvendo uma nova area nos séculos 17 e 18, a cidade alta (Haute Ville), criando a necessidade de novos mercados, praças e igrejas que vemos até hoje.

Confesso que essa foi a parte que menos exploramos nessa viagem – o clima foi total verão-badalação e deixamos os passeios turísticos mais culturais pra lá. Mas fomos no centrinho histórico algumas vezes pra comer e sair, que depois dou mais dicas.

 

Marché aux fleurs:Seguindo mais a fundo na cidade antiga, chegamos na Place Gautier e o Cours Saleyva, também conhecido como Mercado das Flores.

Durante o dia essa pracinha (ao longo do Cours Saleyva) é super simpática, com lojinhas, cafés com suas mesinhas nas calçadas e familias passeando entre os jardins floridos.

Mas é a noite que a area se transforma! Ali estão os barzinhos mais animados da cidade, e as calçadas ficam absolutamente tomadas pelas mesinhas dos bares, restaurantes, bandas e muita gente passeando – é um lugar pra ver e ser visto!

Comemos numa restaurante típico Provençal por lá, que é tão bom que vai ganhar um post exclusivo!

 

Brunch (ou… Pettit Dejouner): E por falar em Marché aux Fleurs durante o dia, um dos meus programas preferidos foi tomar um brunch na pracinha no domingo de manha!

Eu AMO café da manhã (e brunch nada mais é que uma versão mais incrementada da minha refeição preferida!) – e ai somamos o café e a Patisserie Francesa, com frutas e sucos no vernao no sul da Europa e não tem pra mais ninguém!

Escolhemos o Le Pain Quitidien, que é uma rede de restaurantes/patisseries Belga (com filiais no mundo todo, incluindo Londres e São Paulo!) pois as mesinhas do lado de fora estavam irresistíveis!

Um programa perfeito pré-praia!

 

As dicas práticas:

Transporte: Nice tem um aeroporto relativamente grande, que serve toda região da Côte D’Azur, com voos frequentes vindos de várias partes da Europa. Saindo de Londres, tanto a British Airways quanto a EasyJet tem voos diretos pra Nice.

Chegando e saindo: Chegar no centro de Nice a partir do aeroporto é super fácil e bem barato – com um serviço especial de ônibus que sai do aerporto e cruza toda a Promenade des Anglais, oque é quase certeza absoluta de passar perto de seu hotel. Outra opção são os táxis, relativamente baratos (principalmente quando em grupo) já que as distâncias em Nice snao bem curtas.

Pra quem vem de outras regiões da França de trem, a estação de trem de Nice também é super central, bem no meio da cidade nova, ali pelos lados da Place Messéna. E é apartir dessa estação também que se pode pergar trens para explorar a região, com serviços diretos para Mônaco e Cannes, por exemplo.

Hospedagem: Dessa vez nós ficamos hospedadas no apartamento de uns amigos, bem ali atrás do Palais de la Mediterranée, que é uma localização perfeita, e acabou sendo a situação idal pra uma viagem em grupo.

Mas da ultima vez que estive na cidade, com outra amiga, nós ficamos hospedadas no Le Meridien, que é outra localização excelente, na esquina da Promenade des Anglais e a praça Jardin Albert 1er (que é o caminho para a Place Masséna e a cidade antiga).

O hotel está precisando de uma reforma urgente, mas ainda assim não desaponta, sendo uma opção muito boa tanto pra quem vai pra Nice pra curtir praia e explorar a região (já que fica tão pertinho da estação de trem), quanto pra quem quer ficar na cidade e turistar de verdade (já que esta a poucos metros da praia, da cidade antiga, da cidade nova e comércio, etc).

 

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Categorias: França, Nice, Viagens
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