25
Mar
2014
Paris: Le Grand Colbert
Escrito por Adriana Miller

Nessa ultima viagem a Paris eu fiquei hospedad na regiao da Opera Garnier (otima por sinal, depois falo mais sobre o hotel que fiquei e os arredores), e no domingo a noite, quando o resto do pessoal do trabalho chegou em Paris, pedimos pro concierge do hotel nos indicar um bom “bistro” ali por perto.

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Podia ate ser super turistico e “caricato”, nao nos importamos, mas queriamos algum lugar bem “Parisiense” – decoracao fofa, comida tipica e boa, e que nao fosse muito longe do hotel (o clima esta uma delicia e preferimos andar).

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A dica entao foi o bistro “Le Grand Colbert“, bem ali pertinho, e que foi a sugestao perfeita para nosso “desejo” de uma noite Parisiense.

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Por dentro ele parece mesmo que parou no tempo, com a decoracao interior que parece nao ter sido modificada em nada, desde que abriu suas portas pela primeira vez na decada de 30 – o chao de azulejo, os lustres enormes, os vitrais e o enorme bar de madeira macica.

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No menu, opcoes tao tipicamente Francesas que chegam a beirar um cliche gastronomico – entao pra entrar no clima eu pedi sopa de cebola gratinada de entrada e carne com batatas fritas (steak et frites) de prato principal. Sobremesa? Creme brulee, claro!

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Eu postei uma foto de la ainda enquanto estavamos jantando e uma leitora comentou no INstagram que esse eh o restaurante que aparece no filme “Something’s gotta Give” com a Diane Keaton e Jack Nicholson (que infelizmente eu nao assisti) e realmente comecei a notar que eles tinham varias referencias sobre o filme espalhados nos cantos…

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Entao, para os fans do filme, um motivo a mais pra visitar o Le Grand Colbert!

Le Grand Colbert

2 Rue Vivienne, 75002 Paris, France

+33 1 42 86 87 88

O restaurante eh bastante lotado nos fins de semana, e portanto eh imperativo fazer reserva com antecedencia (principalmente pra jantar), mas ele nao aceitam reservas por e-mail nem pela internet, apenas por telefone. Eu achei que o nivel de Ingles era bem bom, mas se voce nao se garante no Frances nem no Ingles, peca pro concierge ou recepcao do seu hotel em Paris reservar pra voce!

Categorias: França, Paris, Restaurantes & Cafes, Viagens
12
20
Mar
2014
Paris: La Defense
Escrito por Adriana Miller

Sempre que eu vou a Paris, aproveito para tentar conhecer um pouco mais as diferentes regioes e bairros da cidade.

Paris

As vezes eh uma revisita a alguma bairro preferido, ou exploro os arredores de onde estou hospedada, ou se por acaso estiver trabalhando am algum bairro diferente.

Entao nessa ultima viagem tive uma reuniao no bairro futurista La Defense. Eu ja tinha passado por la outra vezes, em outras reunioes com essa mesma empresa, mas dessa vez aproveitei que tive tempo livre no domingo e fui ate la simplesmente para passear.20140320-153206.jpg

Minha principal comparacao seria que a La Defense esta para Paris, como Canary Wharf esta para Londres – sao bairros modernos e planejados, com foco muito mais pro business do que pro turistico, mas que aos poucos foram tomando conta da paisagem da cidade, foram crescendo e criando “personalidade”!

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A construcao e desenvolvimento da La Defense comecou nos anos 50, tendo como principal objetico desenvolver o lado noroeste da cidade, aproveitando as avenidas e ruas que completam os axis que conectam diferentes “arrondissements” da cidade com o Arco do Triunfo.

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A Avenida de la Defense se estica em linha reta, perfeitamente projetada, para espelhar o historico Arco do Triunfo, e entao nao eh surpresa que seu principal atrativo 0 e simbolo – eh o “Grand Arche”, uma construcao moderna e enorme, em formato de arco retangular que se encaixa perfeitamente nos angulos do Arco do Triunfo.

Esteja voce de um lado ou do outro da cidade, eh impossivel ignorar a simetria perfeita entre as duas areas, que nada mais eh do que um detalhe que une esses dois lados tao opostos de Paris.

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Uma visita a La Defense vale a pena nem que seja soh por isso, para ver essa imagem futuristica de uma Paris moderna – com a vista da Paris “tradicional” perfeitamente encaixada a distancia.

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Uma vez la, pouco mais temos pra conhecer ou visitar do que a praca central (onde esta o Arco, e de onde se tem a vista do centro historico da cidade la do outro lado da avenida), ja que a La Defense eh cercada de predios espelhados e torres empresariais de arquitetura moderna.

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Mas ao redor da praca, existem 3 shoppings, com muitas opcoes de restaurantes e lojas (praticamente as mesmas que voce encontraria no centro de Paris), que sao uma boa opcao para quem quiser explorar as araras sem ter que enfrentar multidoes de turistas, araras baguncadas e estoques desfalcados…

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A La Defense tambem eh uma boa opcao de hospedagem para quem for a Paris nos fins de semana – como o bairro so fica cheio de segunda a sexta (pois tem um perfil praticamente 100% business), quase todos os hoteis de redes internacionais tem filiais por la, porem ficam quase sempre vazios nos ins de semana, e portanto oferecendo muitas otimas promocoes e precos.

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Pra chegar la eh super facil – a mesma linha de metro 1que conecta o Louvre (Estacoes Rue de Rivoli e Concorde) ao Arco do Triunfo, segue ate o final da linha para La Defense, sendo que o ponto final da linha eh a estacao bem embaixo do Arco. A viagem de metro entre os dois pontos da cidade nao demora mais que 15/20 minutos, e eh muito facil!

Categorias: França, Paris, Roteiros & Passeios, Viagens
12
04
Mar
2014
Paris ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Essa semana estive uns dias em Paris a trabalho, e já que tinha que estar lá cedinho na segunda-feira, aproveitei pra ir no domingo de manha e ter um dia livre por lá!

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A viagem foi meio enrolada, e entre vários cancelamentos e remarcações em cima da hora, acabou não dando pra emendar o fim de semana com a familia toda… Mas consegui aproveitar assim mesmo!

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No domingo, quando cheguei, dei bastante sorte com o clima – apesar de que esse inverno não tem sido muito frio, a chuva esta impiedosa e com muitas áreas no Sul da Inglaterra e Norte da França se do inundadas, a Paris tem sido particularmente chuvosa ultimamente…

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Mas São Pedro deve ter adivinhado que eu só tinha um diazinho livre, e tão peguei um dia lindo e ensolarado!

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Aproveitei pra rever a cidade sem rumo, e explorar áreas que ainda não conhecia muito bem…

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E como sempre, comi e bebi bem demais!
Ainda bem que em Paris não paro de andar nem um segundo, por muitas horas a fio, porque a ingestão de calorias sempre é descomunal!

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Na segunda-feira ainda consegui dar uma escapadinha no fim do dia e passear mais um pouco – bem a tempo do temporal quem pegou pelo caminho…

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Mas que em compensação gerou paisagens e fotos incríveis!!!

(Que me acompanha no Instagram ou Facebook sofreram um certo flood, mas faz parte!)

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Mas é sempre uma pena ter que gastar tanto tempo em Paris trabalhando :-)

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E meu tempo por lá sempre acaba rápido demais!

Categorias: França, Paris, Viagens
28
27
Feb
2014
Teatro The Old Vic (e seus túneis!)
Escrito por Adriana Miller

Quem passar pela estação de trem Waterloo em Londres é impossível não reparar no teatro “The Old Vic” – a casa ocupa um quarteirão inteiro, bem na esquina de duas das principais ruas da região: a Waterloo Road e a The Cut.

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Ele ocupa esse espaço desde 1818, quando abriu as portas pela primeira vez, com o principal propósito de exibir pecas baseadas nas obras de Shakespeare, já que o “Shakespeare Globe” na época ainda não tinha sido reformado e retomado seus espetáculos (na verdade isso so aconteceu quase 200 anos depois, em 1997!).

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Ao longo de suas existência, o The Old Vic teve diferentes nomes, esteve sob inúmeras direções, e também foi parcialmente destruído pela Blitz durante a Segunda Guerra Mundial, finalmente recebendo seu atual nome e recuperando seu prestigio na década de 70.

O The Old Vic se destaca principalmente por uma característica: ao contrario das outras centenas de casas de espetáculos em Londres, ele nunca foi ocupado por musicais nem pecas de “massa”, mantendo sua reputação na area de artes literárias e teatro tradicional, sempre com espetáculos de altíssima qualidade e aclame critico.

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Outro destaque do Old Vic é seu papel nas artes cênicas Britânica, sendo um dos principais palcos de formação teatral para todos os tipos de artistas, de atores a produtores, roteiristas, cinegrafistas e todas as diversas áreas envolvidas numa produção teatral, e muito frequentemente eles oferecem cursos ou abrem concursos que “descobrem” novos talentos em Londres e em todo Reino Unido.

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Em 2003 o ator Kevin Spacey “adotou” o teatro e ate hoje ocupa o cargo de Diretor Artístico, o que sempre atrai bastante atenção da mídia, colocando o Old Vic ainda mais em evidencia, e por sua vez atraindo mais nomes de peso a seus palcos, e conferindo mais qualidade e melhor reputação a suas obras.

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E nem adianta tentar dar “dicas” de pecas, pois a cada temporada (mais ou menos a cada 6 meses) o The Old Vic apresenta uma nova produção – mantendo seus salões sempre cheios e o críticos de teatro sempre favoráveis!

E além do teatro propriamente dito, a fundação The Old Vic também comanda os “tuneis” Old Vic Tunnels, que eh o espaço escondido em baixo dos trilhos da ferrovia de Waterloo, com centenas de galerias, tuneis e galpões que se expandem em mais uma infinidade de ações culturais.

A maioria deles é fechado a eventos privados, atraindo grandes nomes como uma exposição de Banksky e festas fundraising comandadas por Bill Clinton a Gwyneth Paltrow, desfiles da London Fashion Week e restaurantes pop up de chefs estrelados.

Porem um dos tuneis esta sempre aberto a visitação, e eh um espaço único em Londres, cedendo suas paredes livremente para artistas de ruas, onde podem pintar e grafitar livremente e legalmente.

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O túnel fica meio escondidinho entre Waterloo e o London Eye, e do lado de fora pode ate parecer um pouco assustar para os turistas desavisados – mas vale a pena se desviar um pouquinho do caminho e passar pelo túnel.

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E sempre que passo por lá vejo uma “atração” diferente – além de que as pinturas mudam praticamente todos os dias, sempre vemos muitas gravações e sessões fotográficas (de vídeo clipes e sessões fotográficas de altíssima produção, a infinitas sessões de “look do dia”), além de que os próprios artistas são um caso a parte! Acho fascinante suas pinturas e métodos, e “assistir” um dos painéis sendo elaborado!

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Teatro / Musicais, Viagens
3
24
Feb
2014
Dicas práticas para viajar com bebê (e ainda em processo de aprendizado!)
Escrito por Adriana Miller

Nos últimos anos pré-Isabella, nada me irritava mais do que comentários do tipo “aproveita mesmo, porque depois que os filhos vierem essa vida de viajar toda hora vai acabar…!”.

Ok que não da pra negar que a vida muda, mas daí a achar que a vida acaba depois que temos filhos nunca foi minha praça. E no quesito viagens, se eu sempre viajei com meus pais desde bebê, por que não faria o mesmo quando tivesse meus filhos?!

Os benefícios e delícias de se viajar em família são inúmeros (e o que não falta por ai hoje em dia são blogs sobre viagem com crianças e em família exemplificando isso!), mas também nunca me iludi e sempre soube que teríamos que fazer algumas mudanças e adaptações no nosso estilo de viajar para acomodar as necessidades de uma nova pessoinha!

E na verdade quando digo “viajar”, não necessariamente significa entrar num avião e ficar semanas a fio longe de casa… muitas das “dicas” a baixo são na verdade muito mais utilizadas no nosso dia a dia em Londres, e fins de semana passeando por ai, do que necessariamente “estar de ferias”.

Bons costumes e uma boa rotina no dia a dia da criança podem ser replicados em qualquer lugar do mundo, e sempre facilitam a vida dos pais, sem prejudicar a criança, e eh isso que importa!

Então logo que descobrimos a existência de um terceiro tripulante a bordo que já começamos a nos empolgar a mostrar o mundo pra nossa família, e nunca me passou pela cabeça que isso significaria o fim das viagens!

Com isso em mente, já nos planejamos para que de certa maneira pudéssemos criar um bebê que adore viajar como nós, e que ela viesse apenas para somar, e não atrapalhar. Tanto eu quanto o Aaron já somos pessoas naturalmente tranquilonas, e nunca me imaginei sendo uma mãe neurótica nem cheia de frescuras e medos – no dia a dia, e muito menos mundo afora.

Então esse post nada mais é do que alguns tópicos e pequenos detalhes que fizemos com a Isabella desde seus primeiros dias de vida, já pensando em como facilitar nossa vida lá na frente, quando começássemos a viajar com ela.

Muitas dessas “dicas” foram resultado de assistir amigas e conhecidas no dia a dia da “vida real”,  lidando com seus filhos, muito antes da Isabella nascer ou quando ela era bem pequena, e situações que me fizeram refletir comigo mesma e decidir: “Nunca quero ser assim”!

Não quero dizer que determinado comportamento seja certo e o outro errado, apenas foram detalhes e situações que eu sabia que não dariam certo pra mim.

Mas sei que nem sempre o que da certo (ou errado) pra uma família vai funcionar com outra criança, outra mãe ou outro pai… Então cada um tem que saber reconhecer o que pode ou não ser usado, separar o joio do trigo e não necessariamente fazer alguma coisa só porque todo mundo faz (ou não faz) ou porque leu num livro ou num blog.

Esse post esta no rascunho a muito tempo, mas fiquei na duvida se publicava ou não… geralmente não gosto desses posts “mommy blog” ditando regras, que dão a impressão de “olha como meu bebe e minha família são perfeitos e se você fizer diferente, será tudo errado”, sabe?

Mas ao mesmo tempo essas são as perguntas pais-e-filhos mais frequentes aqui no blog e no Instagram, que já respondi em outros comentários e posts, então achei mais pratico colocar tudo junto num lugar so.

Mas reforço que não estou ditando regras, nem profecias sobre o que é certo ou errado, e muito menos o que faz de alguém uma boa mãe ou não – são apenas as dicas que usamos em nosso dia a dia e em viagens, e que realmente fazem nossa vida tão mais fácil e leve!

 

- Alimentação:

Eu me preparei pra amamentar por o maior tempo possível. Afinal nada é mais prático do que amamentar um bebê – já esta tudo esterilizado, na temperatura certa, embalagem certa e prontinho para ser servido em qualquer lugar do mundo! Mas também nunca tive a pretensão de amamentar exclusivamente por anos a fio (afinal isso é uma escolha individual de cada mãe/bebê), então desde que introduzimos mamadeiras e fórmula na dieta da Isabella, eu ja tinha algumas ideias em mente.

Pesquisei bastante e escolhi mamadeiras que não demandassem muito tempo/esforço para serem limpas, esterilizadas e afins. Muitas pecinhas, tubinhos e mecanismos de promessas impossíveis?! Tô fora!

O mercado está cheio de mamadeiras que prometem mundos e fundos (imitar a sucção do peito, evitar cólicas, etc), mas depois de pesquisar bem e de conversar com um pediatra e as Health Visitors do NHS, cheguei a conclusão que nada poderia garantir promessa nenhuma… Então me decidi pelas mamadeiras da MAM, que são apenas 3 peças pra desmontar/lavar – e o principal – auto esterilizáveis (bastam 3 minutinhos no microondas com um pouquinho de agua e pronto! Nunca nem comprei aquelas esterilizadoras super trambolhão!).

Se já é chato ter que lavar mamadeiras nas férias, imagina ter que carregar um esterilizador?!

Estoque de papinhas e leite no cruzeiro pelo Caribe

O segundo detalhe foi: leite artificial, sempre na temperatura ambiente!

Nunca acostumamos a Isabella a tomar leite morno, desde o primeiro dia de leite em pó! Isso significa que a qualquer momento do dia ou da noite, seja lá onde estivermos, se ela estiver com fome, sua mamadeira estará pronta em questão de segundos!

(Isso foi uma dica de uma amiga aqui em Londres, enquanto tentava lidar com seu filho de uns 3 anos dando um verdadeiro escândalo porque o leite não estava morno… na época a Isabella ainda só amamentava, e ao ver a situação dela, fiquei com a “dica” na cabeça, e deu super certo pra gente!)

Não ter que carregar garrafa térmica com agua morna, ou ficar catando um lugar pra esquentar mamadeira ou agua pra preparar leite. Nunca tive que pedir pra comissaria de voo ou garçon de restaurante esquentar agua/leite pra Isabella, e isso facilita TANTO no dia a dia!

Depois que ela passou a comer papinhas e comida normal, uma outra “técnica/filosofia” muito popular aqui na Inglaterra e que deu muito certo com a Isabella eh o “Baby Led Weaning”, que basicamente dita que o bebe deve – na medida do possivel – sempre comer sozinho, e comer comida “normal”, e não apenas papinhas insossas, sem sabor nem texturas.

Não fui nem sou muito xiita em relação a isso não, e o fato de que a creche da Isabella usa a mesma filosofia também ajuda bastante.

Seção de leites e papinhas na farmácia do aeroporto em Londres

Além de todas as vantagens didáticas da “teoria” (pois estimula o senso de independência da criança, estimula o gosto por comida “de verdade” e não apenas um paladar infantil, estimula um ambiente de refeições em família e dá a criança um senso de “participação” em vez de sempre comer algo diferente, num horário e momento separado dos pais ou irmãos mais velhos), a verdade é que no dia a dia, e principalmente quando estamos fora de casa, também tem sido uma mão na roda.

Quando digo que não sou xiita, é porque na rapidez e praticidade do dia a dia, de segunda a sexta, eu também faço papinhas especiais pra ela, e durante a semana ela geralmente janta mais cedo que a gente mesmo, mas em compensação isso também significa que sempre que comemos fora ou viajamos não preciso ficar neurótica sobre como levar comida, onde esquentar comida, se os legumes são orgânicos, se agua foi benzida ou sei lá mais o que, e sempre da pra achar alguma coisa no cardápio que ela vai gostar e vai comer numa boa (mesmo sem dentes!).

Siiiiiim, faz uma sujeirada, mas nada que uma muda extra de roupa e uns lencinhos umedecidos na bolsa não resolvam!

Curtir as refeições em família e ver a Isabella comendo bem provando novos sabores compensa a bagunça!

Outra coisa que facilita bastante é que hoje em dia existem papinhas de bebê de ótima qualidade e variedade e fáceis de encontrar no mundo todo.

Papinha orgânica na Bósnia

Concordo que em viagens longas não é bom que a criança só como comidas artificiais várias vezes por dia, por muitos dias a fio, mas não vejo mal nenhum fazer um revezamento entre comida “de verdade” e comidas prontas.

Então geralmente o café da manhã dela é no hotel/apartamento (sempre que possivel tenho dado preferência a ficar hospedada em apartamentos ou flats com cozinha e tals), com frutas, cereais e iogurte, na hora do almoço dou alguma papinha pronta com alguma fruta (mas se formos comer em algum lugar que dê pra pedir alguma coisa pra ela, melhor ainda), e a noite tento dar mais alguma papinha feita em casa, ou sopa de legumes em algum restaurante e algumas variações do mesmo tema.

A Isabella não é muito de fazer lanchinhos não, e se ficar com fome entre as refeições, o que ela gosta mesmo é de leite (que é fácil, pois como ela não toma leite quente/morno, é facílimo preparar o leite dela a qualquer momento).

 

- Dormir:

Tivemos bastante sorte de ter um bebê que dorme super bem (e por MUITAS horas seguidas a noite) desde bem novinha, mas sempre evitamos criar um ambiente onde tudo no mundo tem que parar só porque ela esta dormindo.

Claro que ha limites, e é óbvio que um bebê de meses não tem a mesma disposição que um adulto (nem essa nunca foi a intenção), mas aos poucos fomos acostumando ela a dormir em qualquer lugar – no carrinho enquanto passeamos a tarde, ou no canguru pelos corredores de um museu ou aeroporto ou no bebe conforto no banco de trás do carro.

Ela tem uma rotina super regradinha (isso não adianta lutar contra! Toda criança precisa de uma estrutura), mas desde que mantemos esses horários e costumes, ela fica numa boa, seja onde for.

Na medida do possivel, sempre tentei criar um ambiente de “sonecas” que fosse confortável e aconchegante, mas que nao dependesse do quarto escuro, a musica X, a temperatura Y, que acaba deixando maes e criancas escravas de um custume dificil de quebrar.

(essa foi outra dica resultante de um trauma de ver uma outra amiga aqui em Londres que não podia fazer NADA fora de casa entre 12:00 e 15:00 porque se o filho não dormisse no seu berço, ouvindo a musica tal, com o bichinho Y, no escurinho, etc ele dava altos escândalos. Ele não ficava com ninguém, não se adaptou na creche etc por causa disso)

Outro “truque” que deu super certo com a Isabella é a base do carrinho que compramos pra ela (o Bugaboo Bee), que se chama “Cocoon”. Nada mais é que uma base macia e maleável e que faz as vezes de um Moisés pra recém nascidos. Só que esse “Cocoon” parece um mini saco de dormir, e é suuuuper aconchegante!! Então desde os primeiros dias de vida usamos esse “Cocoon” como a base de sua cestinha moisés que ficava no meu quarto nas primeira semanas, depois se mudou com ela para seu berço no seu quarto, e ia com ela onde for!

O “Cocoon” dentro do berço do hotel em Vail

Já serviu de base pra caminha na casa das avós nos EUA e no Brasil, serviu de cama improvisada no lounge do aeroporto, também fez as vezes de lençol/forro nos berços de hotéis de Vail a Búzios, e na cama do quarto de hóspedes na casa de amigos durante uma festa.

Hoje em dia, depois que ela ficou muito grande para o Cocoon, ela dorme num “baby grow”, que eh outro tipo de saco de dormir quentinho e confortável, próprio pra crianças mais velhas.

Ou seja, ela dorme numa boa, em qualquer lugar, porque pra ela, ela esta dormindo sempre no mesmo lugar! Tem a mesma textura, cheiro, maciez, etc

 

 - Banho

Essa dica eh simples e fácil!

Em casa a Isabella sempre tomou banho em sua banheirinha de bebe usando um daqueles “reclinadores” (que deixa a mãe com as duas mãos livres e sem medo de deixar o bebe escorregar, e por sua vez o bebe fica bem mais confortável!), mas ao mesmo tempo nunca passou pela minha cabeça levar aquele trambolhão pra lugar nenhum!

Hora do banho no hotel em Búzios

Então o que fizemos foi comprar uma daquelas piscininhas infláveis de bebe – são super baratinhas, leves e fácil de carregar na mala, e fáceis de encher e esvaziar.

Levamos em quase todas as nossas viagens, sem ocupar nenhum espaço na mala, mas mantendo ela confortável (e facilitando nossa vida na hora do banho).

É só encher com agua do chuveiro e voila!

Hoje em dia, depois que ela ficou muito grande pra banheirinha, passei a dar banho nas banheiras de hotel ou no chuveiro mesmo (quando não tem banheira), usando um copo de plástico ou canequinha pra faciliar!

- “Mãos livres”: Canguru, wraps e mochilas

Imediatamente depois que a Isabella nasceu, eu fui adepta dos cangurus e wraps.

Na verdade, tentei alguns wraps mais elaborados (acho liiiiindo aqueles bebes todos enroladinhos com as mães), mas a Isabella NUNCA se adaptou a nenhum deles (altos berreiros!) - mas em compensação ela adorava o Baby Bjorn (marca do nosso canguru), então eu fazia tudo com ela pertinho de mim! E de quebra, ainda ficava com as mãos livres!

Prestes a embarcar pro Brasil com o canguru

Eu saia de casa sem fralda extra, mas nunca saia de casa sem o canguru a mão!

Se ela estava com dificuldade pra pegar no sono: canguru. Se estava irritada ou manhosa: canguru. Acordou bem na hora que comecei a almoçar: canguru. Etc, Etc, Etc.

E claro, na hora de viajar, estar com as mãos livres é a melhor coisa que existe! Afinal seja qual for seu meio de transporte, você terá que carregar mala, passagens, passar por lugares apertados, montar e desmontar o carrinho e afins.

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Depois que ela ficou gorducha demais pro canguru, fizemos o upgrade para uma mochilinha, dessas próprias de carregar crianças.

Pra começar que ela A-DO-RA ver o mundo lá de cima, fica olho no olho com a gente e o resto das pessoas em volta, sem deixar de ficar confortável.

Na mochilinha a caminho dos EUA

O modelo que escolhemos foi a Little Life, pois é bem versátil, mas sem ser um trambolhão (não queria nenhuma daquelas mochilas de trilha nem acampamento não, sabe? Queria algo mais portátil e menos horrenda!).

Quando esta fechada e sem a Isabella dentro, essa mochila tem cara de mochila “normal”, e ainda tem um compartimento extra onde colocamos as coisas dela (que iriam na bolsa de fralda), como mudas de roupa, fraldas extras, mamadeiras, brinquedos , etc (mas tem que ter cuidado pra não exagerar porque isso tudo estará nas suas costas também!), e quando abre, ela tem uma cadeirinha acolchoada, apoio pros pés, almofadinha pro rosto (se bem que não acho que ela fique muito confortável pra dormir bem não, então sempre tenho um “plano B” pra hora da soneca mais longa do dia).

Eu sei que existem alguns modelos de canguru que “duram” mais tempo, e podem ser usados com bebes/crianças mais pesadas, mas ainda assim preferimos usar a mochila, pois achei que tanto a Isabella quanto eu ou o Aaron (quem estiver carregando ela) ficaríamos mais confortável, pois assim como uma mochila de acampamento, a Little Life tem um suporte de alumínio nas costas, apoio pro quadril, etc facilitando o nosso uso por períodos longos. Além de poder ser usada por crianças ate uns 20 quilos (ou uns 3 anos, depende da criança).

 

- Carrinho 

Entre as famílias viajantes, existe muito debate sobre qual o melhor carrinho escolher.

Antes do bebe nascer, todo mundo quer o mais potente, mais vistoso, mas cheio de perecotecos e fashion. Ai logo depois que bebe nasce a realidade bate a porta, e acabamos nos dando conta que o modelo X é muito pesado, o Y não cabe na mala do carro nem passa na escada rolante do shopping, ou que desmontar a marca Z na porta do avião (ou no estacionamento no shopping, antes de entrar no taxi, ou seja onde for)é muito difícil, etc, etc.

Então quem não conhece famílias que tem 2, 3 ou mais carrinhos encostados em casa? Haja dinheiro desperdiçado pra isso tudo heim?! E haja espaço de sobra nos micro apartamentos de hoje dia pra guardar isso tudo!

Pelas ruas de Les Baux, na Provence Francesa

Isso foi uma coisa que pensamos muito antes de decidir qual carrinho comprar, e queríamos um modelo resistente e confortável, porem compacto, de peca única, que fosse fácil de abrir e fechar e que fosse versátil, podendo ser usado de recém nascido ate uns 3 anos. Acabamos escolhendo o Bugaboo Bee e sem duvida alguma foi a melhor decisão feita no mundo paralelo do enxoval de bebe! (varias outras dicas, opiniões e duvidas sobre o Bugaboo nesse tópico aqui no fórum).

Dormindo no Bugaboo numa conexão em Nova Iorque

Ha quem defenda os carrinhos “guarda chuva” a ferro e fogo, e realmente deve ser bem mais fácil lidar com um carrinho desse estilo em comparação com modelos mais monstrengos (tipo Stokke, Silver Cross, alguns Quinny, etc), mas no nosso caso (por todos os motivos que nos levaram a escolher o Bugaboo Bee desde o inicio) não tenho a menor necessidade de um carrinho “pra viagem”.

Mas meu principal motivo por não gostar dos modelos gurda chuva eh o conforto pra criança. Afinal, se eu quero passar o dia todo batendo perna por ai, o mínimo que posso fazer pela minha filha é garantir que ela estará confortável e vai conseguir dormir numa boa, e tals, e a maioria dos guarda-chuva não oferecem isso.

Pois acho que trambolho por trambolho, eles também são, e no fim das contas são os pais carregando e empurrando o carrinho o dia todo de qualquer maneira.

Pelas ruas de San Juan, Puerto Rico

O meu carrinho (Bugaboo Bee) é bem compacto e prático (e fecha em uma peça só, que acho essencial), mas super confortável pra Isabella e isso que acho importante em viagens (porque ela consegue dormir tranquilamente durante horas no carrinho, enquanto passeamos com tranquilidade).

Talvez quando ela for maiorzinha, tipo uns 2 ou 3 anos pode ser que eu mude de ideia, mas o que vejo acontecendo com mães amigas é que elas compram um carrinho guarda chuva achando que vai ser mais pratico, só que nessa idade as crianças querem andar no chão e explorar as coisas e lugares (principalmente em viagens), então a mãe/pai acaba passando o dia todo carregando o trambolho do carrinho, e na hora que a criança cansa e quer voltar pro carrinho, não conseguem descansar nem dormir direito porque o carrinho não é confortável suficiente…

Bem, pode ser que ao longo do próximo ano eu mude de ideia, mas acho que a vantagem do carrinho que escolhi eh justamente essa, e não tenho planos de ter que comprar outro carrinho (nem tenho vontade, nem teria lugar pra guardar).

Carrinho sobrecarregado de tralhas no aeroporto

Viajamos com a Isabella pra tudo quanto é canto levando nosso carrinho normal mesmo e nunca tivemos problema (nem no dia a dia da viagem, nem na hora de embarcar, nem nada disso).

E afinal, não ha maior prova de fogo pra portabilidade e durabilidade de um carrinho do que nosso dia a dia em Londres!

Claro que ha modelos E modelos de carrinho guarda-chuva, e alguns atá bastante confortáveis, mas ai por outro lado eles perdem as vantagens de serem leves e compactos… (alguns modelos McLaren por exemplo, são mais pesados e maiores – quando fechados – do que o Bugaboo Bee, por exemplo).

 

- Germes e esterelização

Atenção mães com fobia de germes e sujeiras: melhor fechar seu browser agora mesmo!

Taí uma frescura que não tenho de jeito nenhum! Acho que criança tem mais é que se sujar, colocar tudo na boca, rolar no chão! Como já diria minha avo, criança precisa de “vitamina S” pra crescer (“S”  de sujeira!).

Claro que tudo tem seu limite, e lencinhos umedecidos e álcool em gel estão ai pra isso, e prefiro deixar ela ficar rolando por ai enquanto eu vou atrás dela limpando suas mãos o tempo todo, do que não deixar ela brincar livremente ou explorar os lugares so por medo de “estar sujo”.

Rolando pelo chão do aeroporto em Houston, Texas

Rolando pelo chão do aeroporto em Houston, Texas

Outra mania que nunca tive com a Isabella é a esterelizacao de tudo que ela encosta.

Segui as recomendações do pediatra nas primeiras semanas de vida, mas já com uns 2/3 meses ele nos “liberou” e imediatamente parei de me preocupar com isso. Afinal essa eh a idade que os bebes começam a colocar tudo na boca de qualquer maneira, então de que adianta fica esterelizando todas as mamadeiras se seu bebe esta mordendo e chupando  a alça do carrinho ou do canguru?!

"Chão gostoso!" (sou dessas que primeiro tira a foto e depois sai correndo gritando não!)

“Chão gostoso!” (sou dessas que primeiro tira a foto e depois sai correndo gritando não!)

Além disso o próprio ato de tirar as coisas de dentro do esterelizador já dês-esterilisa tudo, a não ser que você mantenha os armários de sua cozinha e as prateleiras da sua casa sempre embalados a vácuo! Ninguém consegue criar crianças numa bolha o tempo todo (e nem deveria…!).

Lá em casa acho que facilita bastante o fato de termos uma maquina de lavar louca, que por lavar tudo com agua super quente, já meio que da uma esterilizada, mas quando viajamos, eu apenas levo detergente de louca e a escovinha de mamadeira e lavo tudo muito bem com agua quente, e voila!

Kit “lava mamadeira” de viagens

Então já me perguntaram como eu fiz pra esterilizar mamadeiras no cruzeiro, no hotel tal, no avião… Oi?

Mas ainda assim, para famílias menos “relax”, hoje em dia existem produtos (em liquido, tabletes, etc) portáteis que podem ser usados pra esterilizar os equipamentos de bebes sem necessidade de carregar esterilizador pra tudo quanto eh canto.

(continua sendo um estorvo na vida ma mae&pai da crianca ne? Afinal onde voce vai deixar a mamadeira de molho durante um voo?)

Ou simplesmente comprar marcas auto esterilizaveis e mais praticas (como mencionei as mamadeiras da MAM ai em cima)

(esse foi outro “trauma” ao vivo depois que assisti – horrorizada – uma amiga que esterilizava cada mamadeira, cada gota de agua, cada bico, cada chupeta mil vezes por dia, segundos antes de serem tocados por seu filho, que na épocajá tinha uns 6 meses. O menino tava lá, lambendo o sofá e mordendo o dedo de todo mundo, mas assim que ela tinha que dar uma mamadeira pra ele, lá ia ela esterilizar e ferver tudo freneticamente, enquanto a criança berrava de fome)

 

Enfim, como o proprio titulo do post indica, esse eh um process eterno de aprendizado, e cada nova fase da Isabella traz novos desafios e novas adaptacoes, a cada ano mais novidades surgem no mercado, e nunca ninguem tera todas as respostas e dicas infaliveis sobre como criar cirancas.

Entao pode ser que daqui a uns meses eu mude de ideia sobre todos os pontos acima, ou quem sabe, resolva fazer tudo completamente diferente com um proximo filho – mas ate hoje estamos satisfeitos com as escolhas e decisoes que tomamos ao longo do primeiro ano de vida da Isabella, e temos uma dinamica familiar muito facil de ser administrada, e acho que isso eh que eh o moral da historia! :-)

 

Categorias: Baby Everywhere, Dicas (Praticas!) de Viagem, Viagens, Viajando com crianças
73
23
Feb
2014
Vinopolis
Escrito por Adriana Miller

OK que a Inglaterra não é exatamente conhecida por sua produção de vinho, e nem sequer pensamos em “degustação de vinhos” quando pensamos em Londres, mas esse fim de semana o Aaron me surpreendeu com um presente muito legal de aniversario!

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Veja bem, uma das minhas “resoluções” de aniversario de meus 30 e poucos anos era aprender mais sobre vinhos… Sou dessas pessoas que geralmente escolhem pelo preço (de preferência o mais barato) e pelo paladar, mas não entendo nada sobre tipos de uva, colheitas, e qual tipo de vinho combina com qual tipo de comida, mas sempre quis entender melhor essa “arte”.

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E nos últimos anos sempre aproveitamos algumas viagens pra visitar vinculas e aprender mais sobre todo o processo #AchoChique e sempre que vamos a algum restaurante mais bacana ficamos naquela de “não seria legal saber qual o melhor vinho escolher?!”

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Então demos o primeiro pontapé nessa jornada!

A surpresa foi um evento tipo “Vinhos para principiantes” no Vinopolis, em Londres, que foi divertidíssimo!

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A Vinopolis é um caso a parte, e cheguei a conclusão que eles estão para vinhos como Londres esta para o mundo: um lugar incrível que reúne o melhor do mundo todo!

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Se você quer visitar um lugar multi-cultural onde possa ver um pouquinho de cada canto do mundo reunidos, venha para Londres. Se você quer conhecer um pouquinho mais sobre todos os vinhos do mundo, vá para o Vinopolis!

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Sem falar que o espaço é o máximo: eles ocupam um mega galpão na vizinhança do Borough Market, se espalhando por inúmeros vãos dos trilhos de trem de London Bridge – criando aquele clima de “adega” incrível, com seus tuneis de pedras e tijolinhos com pé direito altíssimo!

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E além da loja GIGA de vinhos e bebidas em geral e restaurantes, eles também oferecem cursos e eventos “Vinopolis”, onde eh possivel ir aprendendo e degustando um pouquinho mais sobre vinhos (e eles também fazem um evento parecido sobre Wiskey Escoces!).

Pra quem já entende bem de vinhos, eh bem capaz de torcerem o nariz, e confesso que não sabíamos muito o que esperar, mas acabou sendo a introdução perfeita ao mundo dos vinhos, pois cada um escolhe seu ritmo e suas preferências.

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Funciona assim: o grupo entra num auditório onde um instrutor explica o evento e da alguns macetes básicos sobre como escolher vinho, como provar e o que procurar em cada tipo de uva/vinho.

Depois você recebe um cartão de chip que te da direito a suas degustações, e quando entramos no galpão, o espaço e os tuneis são separados por tipo de vinho, de uva, solo, altitude, clima e temperatura e todos os fatores que afetam o sabor e aroma de um bom vinho, e ai você vai lendo as descrições e escolhendo o que quer provar/degustar de cada vez.

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Achei o máximo, pois pudemos focar individualmente no que queríamos “aprimorar” – eu queria entender melhor sobre os diferentes tipos de uva, e queria explorar diferentes tipos de vinho tinto (que de regra geral não sou muito chegada, prefiro os brancos).

Foi muito divertido, e mais fácil de entender e comparar os tipos de uva e vinhos do que quando visitamos vinícolas especificas – A Cada evento eles tem cerca de 150 diferentes tipos de vinhos sendo degustados de todas as regiões do mundo, tudo explicadinho.

Além disso eles também tem um bar de tapas, um Champagne bar e uma area dedicada a Whiskey e destilados, que também podem ser degustados.

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Foi um evento bem divertido a dois, mas seria incrível também com um grupo de amigos ou uma família maior (mas todos os participantes tem que ter mais que 18 anos), e daria pra ser estendido a noite toda!

Quem quiser aproveitar o momento e já aplicar alguns ensinamentos, eles também fazem uns pacotes “Wine and Dine” que incluem jantar em um dos restaurantes da area (nos fomos no El Mercato) e ai você janta e já pode escolher um vinho na carta (que são fornecidos direto pelas adegas do Vinopolis).

Na é exatamente uma coisa “típica” a se fazer em Londres, mas achei uma ótima opção de um evento diferente e divertido!

Vinopolis

1 Bank End, SE1 9BU

 

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Pub & Restaurantes, Viagens
6
20
Feb
2014
Roast – Borough Market
Escrito por Adriana Miller

Um dos programas mais legais pra quem visita Londres no fim de semana, são seus muitos mercados: eles variam de joias vintage e pecas de antiquários, a flores, quinquilharias e comida orgânica – tem pra todos os gostos!

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Mas todos tem em comum aquele elementos de “Londres como ela é”, com uma mistura incrível de pessoas e culturas.

Mas eh sempre legal combinar um dos mercados com alguma outra “experiência” – como por exemplo um pic nic no parque depois do Broadway Market, ou um almoço ou drinks no Kensignton Roof Gardens depois do Portobello Road Market e um Brunch ou assado de domingo no Roast, o restaurante dentro do Borough Market.

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Bem, na verdade o que não faltam são coisas a fazer por perto do Borough Market (o Queen’s Walk, Torre de Londres, Tower Bridge, Tate Modern, The Shard, Sheakerspere Globe, etc… uma das regiões mais fascinantes da cidade!) mas um brunch (sextas e sábados, quando o mercado esta funcionando) ou um almoço de domingo (mesmo sem as barraquinhas e burburinho do mercado) é uma opção perfeita de um programaço pela região!

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O Roast é o único restaurante dentro do mercado, ocupando toda area do “Flowers Halls”, no topo da estrutura, e tem como especialidade as carnes assadas, e o típico “Sunday Roast” Inglês.

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Aliais, não sei se já falei do “Assado de domingo” por aqui, mas esse é um costume que os Ingleses levam super a serio! Todo Pub que se preze serve Fish’n’Chips na sexta feira e “Sunday Roast” aos domingos, e é o que a maioria das famílias comem também.

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Os ingredientes do restaurante são todos fornecidos pelos produtores do mercado, garantia de tudo sempre fresquinho e de altíssima qualidade, e garantindo os melhores cortes de carnes Inglesas e Escocesas para os assados.

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Aos domingos eles só servem isso – o menu é único e a fila eh grande (TEM que reservar!), e é uma experiência super British! Começando pelos aperitivos made in UK (Bloody Mary, Gin & Tonic, Pimm’s), as entradas e as diferentes carnes assadas – todas acompanhadas por legumes e Yorkshire Pudding, uma massa “folheada” salgada típica do norte da Inglaterra que é servida com todos os assados. E claro, as sobremesas também super tradicionais do UK: Apple Crumble, Sticky Toffee Puddin, Eton Mess, etc

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Perfeito pra acabar com aquela ideia de que se come muito mal na Inglaterra, e que só se come bem em restaurantes internacionais!

Nos dias que estiver rolando mercado, o Roast fica extra especial, pois suas janelas tem a “vista” do mercado rolando lá em baixo – mas se engana quem acha que a area morre nos outros dias – o Borough Market é cercado por um emaranhado de ruelas com lojinhas, pubs e restaurantes – inclusive com aquela instalação dos guarda-chuva coloridos que eu postei no Instagram no outro dia!

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Roast

The Floral Hall, Borough Market,

Stoney St,  SE1 1TL

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Mercados, Pub & Restaurantes, Viagens
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19
Feb
2014
The Shard – O prédio mais alto da Europa!
Escrito por Adriana Miller

Finalmente esse fim de semana conheci por dentro o predio The Shard, um dos ultimos feitos arquitetonicos na paisagem Londrina e tambem o mais alto predio da Europa – um momento que esperei por nada menos que 6 anos!

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Na verdade nao eh a primeira vez que falo do Shard aqui no Blog: o primeiro post, em 2011, mostrou o progresso da construcao, que na epoca estava mais ou menos na metade, e ja causava uma certa polemica se iria ficar pronto a tempo das Olimpiadas ou nao (ficou!).

Eu trabalhei muitos anos naquela regiao de Londres, e a construcao do Shard fez parte da minha paisagem por bastante tempo! Na verdade acompanhei de perto a “desconstrucao” do antigo (e feioso) predio, e a subida, andar por andar, do imponente Shard.

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Alem de dominar a paisagem da cidade de longe, o Shard representa um nova atracao turistica imperdivel – alem de seus muitos andares de escritorios, residencias, hoteis (uma das unicas filiais Shangri-la na Europa), restaurantes (abriu um Aqua novinho la dentro!) e shopping, os andares 69 a 72 sao reservados a uma plataforma de observacao aberta a turistas e visitantes, de onde se pode ver a cidade in-tei-ra!

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Demos uma sorte incrivel de termos reservados nossos ingressos num dos rarissimos dias de sol desse inverno, e de la de cima conseguimos ver, com clareza, desde as Thames River Barriers ate o estadio de Wembley, com se fossem ali do lado!

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E por estar tao no alto (Londres nao eh um cidade de muitos arranha ceus), eh uma otima pedida pra dar uma boa nocao de espaco e distancias na cidade, mostrando bem as curvas do Tamisa, o posicionamento dos parques, os trilhos dos trens e as principais atracoes.

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Na pratica, a visitacao requer certo planejamento, ja que esta quase sempre esta muito lotado la em cima (os ingressos sao limitados e com hora marcada), mas por outro lado, acho complicado planejar esse tipo de coisa em Londres com muita antecedencia pois eh impossivel prever como estara o clima – e se por acaso voce der azar de pegar um dia muito chuvoso ou nebuloso, a vista fica reduzida a nada (mesmo dilema do London Eye, por exemplo!).

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Mas por outro lado, se voce deixar pra decidir na hora, eh bem capaz de nao conseguir mais ingressos, ou pelo menos nao para o horario desejado, e acabar perdendo a viagem e a oportunidade…

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Subir na plataforma de observacao, ou “The View from The Shard” nao eh um programa barato, e se comprado com antecedencia (ingressos on line recebem um desconto) custa 25 Libras (se comprar na hora, custa 29 Libras), e eh necessario obedecer certas regras: todos os visitantes passam por uma area de seguranca e detector de metais tipo um aeroporto, e nao sao permitidor tripes fotograficos, nem cadeiras de rodas e nem carrinhos de bebe (entao atencao pra quem estiver visitando com criancas pequenas – levem um canguru, mochilas, ou bracos fortes preparados pra carregar seus filhos o tempo todo!).

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La em cima existem duas plataformas, uma fechada e climatizada, outra semi aberta, mas ambas oferecem uma vista de 360 graus da cidade, alem de uma lojinha souvenirs e um cafe, banheiros, etc.

Categorias: Atrações Turisticas, Conhecendo Londres, Inglaterra, Viagens
15
17
Feb
2014
Benihana London
Escrito por Adriana Miller

Ha umas semanas atras aproveitamos que a minha sogra estava em Londres pra dar uma escapada a noite sem a Isabella, e como a intencao nao era necessariamente sair pra um jantar muito elaborado, escolhemos o Benihana!

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Esse restaurante na verdade nao eh nenhuma novidade, e a rede ja se espalhou pelo mundo todo, inclusive com uma unidade em Sao Paulo, mas eh perfeito pra uma noite “ludica”!

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As mesas sao coletivas, e achei que seria perfeito pra ir em amigos, tipo um grupo grande mesmo, pois cada mesa (que varia de 8 a 12 pessoas) sao na verdade balcoes com uma “chapa” no meio – e ai cada mesa tem seu chef que prepara tudo na hora e vai servindo aos poucos.

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Mas claro, com bastante estardalhaco e bagunca no processo!

20140217-204843.jpgGostei da experiencia ate porque estava doida pra conhecer, mas achei o sistema um pouco “amarrado”: eles eh que determinam qual horario cada mesa se “senta”, entao as reservas sao alocadas em blocos, e ainda assim leva um tempinho ate que todos os pedidos da mesa sejam feitos, passados por “chef” etc etc, ate coecar o “show” e finalmente sermos servidos. Ou seja, entre o horario de nssa reserva e finalmente comercarmos a comer levou quase 1 hora! Alem de nao ser exatamente o tipo de lugar onde voce pode acabar de comer, curtir sua sobremesa com calma, pedir mais uma bebeida e tals, pois logo depois que a mesa termina a refeicao, eles ja comecam a preparar tudo pra mesa seguinte.

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Nos divertimos e foi bem interessante, mas acho que teria curtido mais se tivesse ido com um grupo de amigos.

Em Londres já são 3 endereços, um em Chelsea, na City e outro em Piccadilly.

http://www.benihana.co.uk/

 

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Pub & Restaurantes
2
11
Feb
2014
Chamonix: Restaurantes, Hotel, bares e Aprés Ski
Escrito por Adriana Miller

Para fechar a serie de dicas de viagem para Chamonix, aqui estao minhas dicas de restaurantes e bares e o hotel/flat onde nos hospedamos!

- Hotel: Pierre & Vacance Le Riviere

Esse hotel foi um achado! Uma construção novinha exatamente na beira do rio, no lado sul de Chamonix (Chamonix Sud) bem no centro da cidade!

O preco ótimo, e o quarto, um studio que cabem confortavelmente 4 adultos e de quebra uma cozinha bem equipada (ultimamente tenho preferido hoteis nesse estilo, pois eh bem mais pratico com crianca pequena).

Na verdade eles estao mais pra apartamento de temporada do que apart hotel, apesar de oferecerem alguns servicos extras de hotel, como cafe da manha, aluguel de equipamento de esqui, venda de Ski Pass (para os telefericos) e uma mini agencia de viagens que ajuda a organizar passeios de raquete de neve com guia e o que mais voce precisar.

Um outro servico legal que eles oferecem eh o concirege de supermercado (nos nao usamos, mas deve ser uma boa pra quem for ficar masi tempo) – eh soh confirmar com antecedencia o que voce quer que eles comprem pra abastecer a cozinha de seu flat e eles se encarregam de tudo, e assim o apartamento ja estara prontinho te esperando na hora do check in! (so disponivel na alta temporada de inverno).

Mas pra quem nao quiser ou nao precisar (nos passamos apenas 3 dias e 3 noites, entao foi desnecessario), tem um mercadinho Spar a menos de um quarteirao de distancia!

O nosso flat era bem pequeno (reservamos um Studio bem antes de saber que a mae do Aaron estaria conosco, entao ficou apertado, mas ainda assim tinhamos 4 camas e um bercinho extra pra Isabella), mas eles tambem tem apartamentos de 1 ou 2 quartos para grupos ou familias maiores.

Mas o melhor mesmo era a vista do nosso Studio!!

 Por estar bem na beirinha do rio, no lado sul do centro de Chamonix, tinhamos a vista privilegiada do centro da cidade, com as montanhas e slopes ao fundo!

 

Restaurantes:

- La Caleche

Nosso primeiro jantar na cidade foi um clichesão: mas com tantos leitores e amigos nos recomendando o mesmo lugar, nao podiamos deixar passar!

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O La Caleche fica bem no meio da rua principal de Chamonix, numa casinha “Alpina” que domina o quarteirao. De cara voce se sente sendo transportado para um universo paralelo invernal-Alpino-Natalino por causa de sua decoracao de chalet vintage super fofo (e ultra kirtch!).

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No menu, as principais atracoes sao os fondues e racletes e as carnes curadas e embutidos, entao nem pensamos muito e fomos com tudo no fondue de queijo para 3 pessoas (e meia pessoainha!)!

Ate entao eu achava que o melhor fondue do mundo estava em Genebra, mas o La Caleche se superou: o queijo era saboroso na medida certa, sem ser muito forte nem potente (por tem quns que nao consigo nem sentir o cheio de tao pesados que sao!) e muito cremoso e puxa-puxa! A gente tinha que ficar enrolando o pao varias vezes pra nao sair escorrendo queijo derretido pela mesa toda! #salivando

De acompanhamento vieram paes, batatas cozinhas (inteiras, com casca e tudo e foram per-fei-tas com o quiejo!) e embutidos, numa combinacao perfeita de texturas e sabores.

Ate a Isabella se deliciou e aprovou!

Aliais, eles foram super simpaticos e atenciosos com ela, e quando fiz a reserva (tem que reservar!) avisei que seriamos 3 adultos e um bebe, e nossa mesa ja estava nos esperando com um cadeirao pra ela, copo, prato e talheres de plastico, pra ela poder participar do jantar!

E mesmo quem nao quiser comer fondue (bem, na verdade o que nao faltam sao opcoes no cardapio!) vale a pena conhecer o La Caleche nem que seja so por curiosidade – um dos donos originais do restaurante foi campeao de esqui na equipe Olimpica de inverno da Franca, e colecionava artigos vintage de montanhismo e esqui, que hoje decoram cada centimetro de parede e teto do restaurante (nos brincamos a o La Caleche esta para os Alpes como o Joe’s Beerhaus esta para a savana Africana!).

- L’Atmosphere

Outro restaurante que muitos amigos recomendaram, e mais uma vez nao decepcionou foi o L’Atmosphere – uma culinaria Alpina um pouco mais elaborada e sofisticada, que rendeu uma estrela Michelin ao local (o unico de Chamonix).

Tambem super bem localizado (praticamente em frete ao La Caleche), o restaurante se estende numa varanda que “flutua” por cima do rio (e que tambem eh a area mais requisitada do restaurante!).

Mas o que mais impressionou mesmo foram os precos: super dignos e justos, principalmente para padrao Franca + Alpes no inverno!

Alem do menu a la carte, eles tambem tem duas opcoes de “formule” por dia (tipo um menu do dia) que custam 28 e 32 Euros por pessoa e incluem entrada, prato principal e sobremesa – a comida estava incrivel, e como fomos so nos dois acabamos nos empolgando e gastamos mais com bebidas do que o jantar todo!

- Rue Aiguille du Midi

Para almoçar, acabamos voltando todos os dias para a Rue Anguille du Midi, uma das transversais do centro da cidade, que eh cheia de restaurantes simpaticos e baratinhos, um do lado do outro, com opcoes de sanduiches, omeleteles, saladas, pizzas, alem de uma padaria, uma pastelaria e um mini mercadinho, e ficava exatamente na rua que separava nosso hotel do centro da cidade, entao a localizacao foi perfeita!

 

- Bares e Aprés Ski

A vida noturna de Chamonix foi uma grandíssima decepção nessa viagem!

A cidade é super família/casal, com excelentes opcoes de restaurantes, mas péssima para casais jovens ou grupos de amigos(as) solteiros(as)!

Apesar de ter vários bares espalhados na ruazinha principal da cidade, além de alguns outros bares e cafés espalhados pelas pistas de esqui (que vendem bebidas alcoólicas e fazem umas festinhas ao longo do dia na alta temporada), a cidade morre cedo e as ruas ficam desertas!

Logo na nossa primeira noite, colocamos a Isabella pra dormir depois do jantar e fomos direto pra rua principal da cidade, demos uma voltinha e de cara achamos tudo muito vazio, mas achamos um bar razoável (no bar “Irish Cofee”), entramos e fizemos nosso pedido. Assim que nos serviu, a garçonete avisou que aquela era a ultima rodada da noite, pois eles fechavam as 9:30 (?!?!?!).

OI?!

Então descobrimos que o único bar aprés ski que ficava aberto ate mais tarde (meia noite) era o pub “Le Pub”, que obviamente estava lotado e animadíssimo, então conseguimos salvar a noite (e na noite seguimos já fomos direto pra lá!) e nos divertimos bastante, mas não deixou de ser uma decepção em comparação com cidades como Kitzbuehl ou a fama de festeira dos resorts da Áustria (que realmente levam a fama de terem as pistas mais animadas da Europa)!

E isso porque estávamos por lá num fim de semana no auge da alta temporada!

Então achei Chamonix uma ótima opção pra quem quer fazer turismo e ter uma boa experiência “Alpina” (com ou sem esqui), e principalmente para famílias ou casais no esquema romance-lareira-dormir cedo.

Mas definitivamente não recomendaria para grupos de amigos nem pra ninguém mais que queira uma experiência mais completa antes e depois das pistas!

 

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