10
Apr
2012
Xi’An: a Historia milenar da China do seculo XXI
Escrito por Adriana Miller

Depois de nos encatarmos por Hong Kong, Macau e finalmente cair de amores por Xangai, eu tinha criado uma imagem super romantica da China, onde tudo eh lindo, moderno e funciona super bem. As ruas sao limpas, as pessoas sao sempre simpaticas e educadas, e os menus sempre tem traducao em Ingles!

Ate que… chegamos em Xi’An!

Apesar de sua localizacao geografica la no centrao da China, Xi’An esta longe de ser o fim do mundo: essa “cidade pequena do interior” de apenas 7 milhoes de habitantes entrou no mapa turistico em 1974 quando um fazendeiro descobriu a localizacao secreta do mausoleu do Imperador Qin e apresentou para o mundo os Guerreiros de Terracota – e desde entao, ano apos ano Xi’An eh inundada por turistas – que de passagem – veem ver as estatuas com seus proprios olhos.

O encanto de Xi’An nao acaba por ai, mas nao eh a toa que a grandissima maioria dos turistas que incluem a cidade em seus roteiros o fazem apenas de passagem mesmo, seja em um torturoso bate e volta desde de Pequim, ou usando alguns dos muitos pacotes de viagem que incluem uma visita rapida aos Guerreiros e ocupam o resto do dia visitando restaurantes, lojas de Jade e cha e dancas tipicas pega-turista.

Quando comecei a pesquisar sobre a cidade, sabia que nao teriamos muito oque fazer por la, e a intencao sempre foi realmente fazer uma pit stop estrategico entre Xangai e Pequim. E nao me conformava com as opcoes de passeios para ver os Guerreiros, e o tanto de “tapa buraco” que tais excursoes ofereciam. Depois de desembarcar na cidade, nao tive como conter a sensacao de que a verdadeira intencao provavelmente eh pra “esconder” a cidade de Xi’An!

Mas oque tem de errado com Xi’An? Na verdade nada.

A primeira cosia que nao tem como nao reparar – e se assustar – eh a poluicao.

Mas e nao estou falando da poluicao que vemos em Sao Paulo ou Londres nao – a poluicao eh tao palpavel (e cheiravel!) que quando desembarcamos do aviao nos pensamos que o Aeroporto estava pegando fogo!

Nuvenzinhas de fumaca, um cheiro de queimado esquisito… mas como ninguem parecia assustado, nao ouvimos alermes e nem vimos bombeiros, pegamos nssas bagagens e seguimos em frente.

Na estrada a caminho da cidade a mesma coisa… Nosso taxista nao falava uma unica palavra em Ingles entao nao tinhamos como perguntar de onde vinha aquela fumaca fedida… Mas ficamos debatendo que com certeza a cidade deveria estar passando por alguma fase de incendios ou algo parecido.

Ate que no hotel perguntamos pro recepcionista e ele confirmou: eh a poluicao mesmo! E aparentemente demos sorte de ter pego uns dias de tempo bom!

No dia seguinte, quando fomos visitar os Guerreiros de Terracota pudemos ver o desastre ecologico a luz do dia – a previsao era de ceu claro e ceu azul, mas a cidade estava inteira envolta numa fumaca de poluicao.

A guia que nos acompanhou aos Guerreiros mais uma vez confirmou que Xi’An eh sempre assim, e realmente demos sorte de pegar uns dias de “tempo bom” por la (afinal, dava pra ver o “sol”!!)!

Depois de algumas horas nos acostumamos com o cheiro e a sensacao de “fumaca”, mas nao da pra imaginar oque seria morar numa cidade industrial da China como Xi’An!

Outra coisa que me chamou a atencao em Xian foi o fato de finalmente ver uma China mais… Chinesa – assim mesmo, com todo preconceito que muitas vezes a palavra traz.

Muita, muita gente nas ruas. O tempo TO-DO!

Placas em Ingles praticamente inexistentes, muito engarrafamento (a cena cruzando a rua no meio dos carros no video da China foi la em Xian, depois de mais de 10 minutos plantados na calcada, decidimos arriscar!), ausencia total de organizacao. Sei la, aquela senscao claustrofobica de tudo-ao-mesmo-tempo-agora!

Mas ao mesmo tempo nao queriamos simplesmente nos enfiar num onibus de turismo, dar uma passadinha nos Guerreiros (que ficam bem fora da cidade, a cerca de umas 2 horas) e passar o resto do dia caindo em armadilhas turisticas – queriamos explorar Xian! Por bem ou por mal…

Entao depois de passar a manha toda nos Guerreiros, voltamos pra Xian e resolvemos sair pra desbravar a cidade!

Ficamos hospedados bem no centrao, dentro da muralha, numa localizacao otima! (proximo post falo do hotel com calma)

Nao tivemos problema algum em andar ao Deus dara pelas ruas de Xian, e a verdade eh que numa cidade tao “Chinesa” ficamos foi espantados como ninguem nos dava bola alguma… Depois das experiencias que tivemos em paises como Egito, India, Macau e Bali, achei que logo numa cidade tao desprovida de turistas nos dois seriamos a sensacao de Xian…! Que nada!

Ninguem nem olhava pra gente, passamos a tarde toda completamente invisiveis, sem sermos incomodados, sem nos sentirmos inseguros nem nada! Uma maravilha!

Almocamos, jantamos e pedimos informacoes na base da mimica e sempre aparecia alguem disposto a ajudar com uma ou outra palavra em Ingles. Andamos pra cima e pra baixo com cameras no pescoco sem chamar atencao e achei super facil andar pelas ruas organizadas da cidade.

E conseguimos fazer tudo que queriamos!

Apesar de que hoje em dia Xi’An eh famosa por ser a cidade base para visitar os Guerreiros de Terracota, a cidade na verdade tem uma historia milenar, onde durante muitos seculos foi a cidade base e capital da Dinastia Qin, a primeira Dinastia e Imperador realmente Chines e que dai pra frente moldou a historia da China que conhecemos ate hoje!

E o legado da Dinastia Qin nao esta apenas nas estaturas dos soldados de barro nao!

Foi tambem o Imperador Qin que encomendou a construcao da Muralha da China (cenas dos proximos capitulos!) e transformou Xian numa das principais cidades do Oriente.

Hoje em dia pouca coisa sobrou da epoca Imperial, as oque ainda esta por la, eh realmente impressionante!

A principal atracao da cidade eh sua muralha medieval. Nao, nao eh nenhuma parte da’quela Muralha, mas digamos que foi um bom ensaio!

Xian tem a maior e mais bem conservada muralha medieval da China, cercando todo centro da cidade, com mais de 10 metros de altura e uns 5 metros de expessura!

Na falta de parques, os Xianenses tiram bom proveito de sua muralha – passeios, festas, comemoracoes (quando estivemos la a cidade estava se preprarando para as comemoracoes do Ano Novo Chines) e a atividade principal sao as bicicletas!

A muralha eh tao larga, e sao tantos quilometros de extencao continua, que eh possivel alugar uma bicicleta la em cima e dar uma volta completa na cidade!

(e nas fotos da muralha da pra ver ainda melhor os efeitos da poluicao! Nao parece que eh nevoeiro?! So que supostamente esse dia estava fazendo um lindo dia de Sol…)

Outro atrativo imperdivel sao as duas torres no centro da cidade antiga – a Torre do Sino e a Torre do Tambor.

Hoje em dia elas estao ilhadas no centro de Xi’an, cercadas por poluicao e transito por todos os lados – mas quando foram construidas em 1300 e poucos (construidas durante a dinastica Ming) eram o coracao da cidade, tendo funcoes bem especificas e distintas: A Torre do Sino aunciava o comeco do dia ao nascer do sol, e a Torre do Tambor anunciava o fim do dia, no por do sol.

Ambas estao abertas a visitacao, oque eh uma otima oportunidade de ver os predios e sua arquitetura por dentro, com algumas pecas e moveis historicas em exposicao e toda decoracao minuciosa tipica da China medieval.

Ao longo do dia tambem eh possivel assistir o ensaio do coral de criancas da cidade (apenas em dias e horarios especificos, mas demos sorte de ver um delas!) que eh uma boa amostra da musica e danca Tang tipica da cidade (e que todas as agencias de turismo vao tentar te convencer que vale a pena pagar uma pequena fortuna pra ir num jantar “tipico” e assistir a danca Tang).

Assim como quase todo mundo que passa por Xi’An, nos tambem estivemos de passagem – e realmente seria dificil convencer alguem a ficar mais tempo por la doque o necessario!

Mas achei uma experiencia bem “autentica” ter tido algumas horas a mais pra explorar Xian por conta propria, sem rumo e sem ter que ficar seguindo guias tentando “esconder” a cidade!

 

Postado em: China Viagens Xian
20
28
Mar
2012
T.V. Everywhere: China!!
Escrito por Adriana Miller

Geralmente eu deixo pra postar os vídeos já no final das postagens sobre a viagem, mas como ainda falta bastante coisa pra conseguir terminar de contar sobre a China e estava ansiosa pra editar e postar esse vídeo, lá vai!

Então ele fica aqui com se fosse um “cenas dos próximos capítulos” com um monte de coisa que ainda vem por aí sobre Xi’An e Pequim!

E espero que dê pra perceber o quanto a gente se divertiu fazendo esses vídeos – e como nos divertimos ainda mais na viagem!

E modéstia a parte, a trilha sonora ficou perfeita, não?

 

Créditos:

Edição: iMovie

Cameras: Canon S100 (Aaron), Sony DSC-HX5V (Adriana)

Postado em: China Pequim T.V. EveryWhere Viagens Xangai Xian
52
27
Mar
2012
Os Guerreiros de Terracota
Escrito por Adriana Miller

A quase 1 ano atrás, quando começamos a planejar a viagem a China, tínhamos dois lugares que não podiam faltar na nossa lista: a muralha da China e os Guerreiros de Terracota.

E acho que essa é a mesma listinha de todo mundo que planeja uma viagem a China, e realmente não tem como negar que realmente são dois dos principais atrativos do turismo na China – sim, a China tem muito mais a oferecer, mas eles são icônicos, únicos e milenares!

A grande dificuldade foi conseguir encaixar Xi’An (a cidade “base” dos Guerreiros) no nosso roteiro, pois eu sempre tive a impressão de que Xi’An ficava nos arredores de Pequim e poderíamos facilmente fazer um bate e volta a partir da capital, visitar os Guerreiros e votar pra casa.

Mas não. Xi’An fica completamente fora de mão, bem no centrão norte da China, e a pela menos 14 horas de trem de Xangai e umas 10 horas de trem de Pequim. Então nosso bate e volta foi rapidamente descartado.

Então dá-lhe remarcar datas de hotéis, pesquisar voos e trens, e encaixar um dia por fora do nosso roteiro inicial pra conseguir incluir a atração que foi um dos principais motivos que nos levou a China.

Inicialmente tínhamos planejado pegar um trem noturno de Xangai a Xi’An, e depois de muita pesquisa e paciência consegui desvendar o mistério das viagens de trem pela China: passagens não são vendidas on line, apenas direto na estação e só entram a venda 10 dias antes da viagem, e a preferência sempre será dos Chineses – estrangeiros só podem comprar passagens de primeira classe ou as passagens que “sobrarem”. Então a opção escolhida pela grandíssima maioria dos estrangeiros é comprar passagens de trem via agências, que literalmente manda um ChinIes pra fila por você. O preço sai um pouco mais caro, mas como não teríamos tempo de sobra, e não estaríamos na China com tempo hábil pra esperar na fila 10 dias antes, recorremos a agência “China Trip Advisor” (lidei o tempo todo com o Alex Ren & Yongmei Chen – ótimos, recomendo!).

Eu estava animadíssima de viajar de trem na China (principalmente depois da nossa viagem de trem noturno no Egito, que foi o máximo!), mas não foi dessa vez. Dez dias antes da data que seria nossa viagem entre Xangai e Xi’An (estávamos em Bali a caminho pra Cingapura) o Alex me mandou um e-mail avisando que as pasagens já estavam esgotadas e eles nem chegaram a abrir passagens para estrangeiros…

Fiquei decepcionada, mas rapidinho achei umas passagens baratinhas de ultima hora da China Eastern entre Xangai e Xi’An (já falei sobre as cias aéreas de baixo custo da Asia aqui), adicionamos uma noite de hotel e pronto! Tudo resolvido!

Mas voltando aos Guerreiros de Terracota, organizamos uma guia + motorista diretamente com o nosso hotel, na noite que chegamos em Xi’An (depois adiciono os detalhes, nos próximos posts), pois apesar de Xian sera a base, o sitio arqueológico onde os Guerreiros foram encontrados e estão expostos fica a cerca de 1 ou 2 horas de distância do centro de Xian.

Visitar o Exercito de Terracota foi uma das experiências mais emocionantes da vida! Tudo é muito maior e muito ais impressionante do que jamais imaginei!

As estátuas que compõem o Exercito estão atualmente expostas em galpões, que foram construídos literalmente em cima das cavernas onde eles foram encontrados, por acaso em 1974 por um fazendeiro da região.

E a história por trás é fascinante! Segundo a nossa guia, estima-se que existem mais de 300.000 estátuas ainda enterradas, e hoje em dia apenas cerca de 6.000 estátuas desenterradas e expostas – algumas já reconstruidas e restauradas, e outras tantas ainda em cacos pelo chão.

Os arqueólogos e historiadores trabalham nos galpões 7 dias por semana, e cada Guerrilheiro demora cerca de 6 meses para ser restaurado e fica pronto para ser exposto!

O mais impressionante é que os Guerreiros são uma parte pequena do que ainda está por vir!

Eles são apenas uma parte da coleção de peças construídas pela Imperador Qin Shi Huang (que foi o primeiro Imperador da China Unificada, expulsou os bárbaros da Mongólia e deu início as Dinastias Chinesas que dominaram a Ásia pelos 1000 anos seguintes) na construção de seu mausoléu.

Me lembrou demais o esquema das pirâmides e sarcófagos Egípcios, e o Imperador Qin (se fala “Tchin”) queria garantir seu poder, fortuna e segurança durante sua vida eterna.

Então durante várias décadas de sua vida ele ordenou que cada soldado de seu exercito tivesse uma estátua de terracota moldada a sua imagem – e portanto cada um dos (estimaods) 600.000 soldados de terracota são absolutamente únicos e individuais.

As feicões são diferentes, o cabelo é diferente, a altura, o peso (alguns são bem magrinhos, outros mais gordinhos e barrigudos), alguns são bem jovens, outros mais velhos e com rugas. Até a dobra das roupas e os fios de cabelo!!

Alguns estão de pé, outros ajoelhados ou fazendo sua pose de guerra. E todos estão vestindo seu uniforme de acordo com seu escalão no exercito do Imperador Qin, e foram até mesmo organizados dentro das cavernas de acordo com sua hierarquia de combate.

O Exército de Terracota também conta com todo material de apoio, afinal nunca se sabe quando a próxima guerra do além vai começar, então o Imperador também mandou construir armas, carruagens, cavalos, tendas de acampamento, cozinha, enfermaria e tudo que se pode imaginar!

E o Exército (a única parte do Mausoléu já escavada e descoberta) foi enterrado e posicionado ao redor do sarcófago do imperador, que segundo as leis do Feng Shui fica no alto de uma montanha, voltado para a agua, cercando todo o perímetro que protegeria o Imperador durante possíveis distúrbios em seu sono eterno, obedecendo a hierarquia e formações de guerra.

Por enquanto apenas 4 seções do exército foram escavadas, devido a seu estado de deterioração – originalmente as estátuas eram todas coloridas, pintadas com pigmentos naturais, fazendo com que cada guerrilheiro fosse o mais real possível. Mas depois de mais de 2.000 anos protegidos sob a terra, instantes após sua escavação, as cores oxidaram e todos perderam suas características originais.

Portanto o governo Chinês não autorizou que mais nenhuma parte do mausoléu fosse aberta, até que exista uma tecnologia que possa preservar as cores naturais das estátuas.

E o mais legal?! Não só ainda faltam milhares de estátuas a serem descobertas, os arqueólogos ainda nem sequer abriram o sarcófago do Imperador, que hoje em dia eles já sabem exatamente onde fica, e já conseguiram identificar as muitas cavidades subterrâneas e tesouros escondidos lá dentro (além de que o Imperador deixou tudo documentadinho sobre oque ele estava levando na mala pra a vida eterna, então tanto o governo quanto historiadores já sabem que oque esta por vir será revolucionário!).

Mas estima-se que o governo Chinês não vai autorizar a abertura do Sarcófago por muitas outras dácadas, enquanto ainda estão tentando desenvolver algum tipo de tecnologia que permitirá a escavação sem danificar nem deteriorar os tesouros enterrados lá em baixo!

Minha única esperança é que essa tal de tecnologia surja logo, preferívelmente nos próximos 40 a 50 anos (será que ainda consigo viajar com 80 anos…?!) para que posso ver o sarcófago com meus próprios olhos!

 

 

Postado em: China Viagens Xian
33
26
Mar
2012
Rocky Mountain National Park
Escrito por Adriana Miller

Na manhã de sábado antes do casamento que fomos em Estes Park o noivo organizou um programa anti-nervosismo: juntou seus padrinhos e amigos mais próximos e organizou um passeio e snowshoeing pelas trilhas (soterradas de neve) do Parque Nacional Rocky Mountain!

Eu não sabia exatamente oque esperar, mas quando ele nos convidou pra ir junto, eu sabia que provavelmente iria adorar! Então fizemos nossas malas preparados com roupas de neve e ski, e o pessoal do Mary’s Lodge nos ajudou a pesquisar sobre as trilhas e alugar os snowshoes!

Mas oque é snowshoeing?! É um esporte de inverno onde se usa um sapato especial, específico para caminha e fazer trilhas na neve.

Sabe quando nos desenhos animados os personagens amarram uma raquete de tênis nos pés e saem andando na neve? Então, é exatamente isso!

Só que na vida real não usamos raquetes, e sim os tais dos sapatos de neve, que são estruturas de plástico com “garras” na sola, que aumentam a tracção no gelo e por difundirem seu peso numa area maior que seu pé, eles diminuem a pressão feita na neve fofa, e assim impedem que você afunde até os joelhos (ou queixo, dependendo do quão profunda esteja a neve!) #AulaDeFísica

 

A maioria dos parques nacionais nos EUA fecham – totalmente ou parcialmente, depende do parque – durante o inverno, mas o parque Rocky Mountains, por ser no meio do Colorado e ter um perfil bem específico de esportes de inverno, fica aberto o ano todo, mas é importante saber onde você vai dentro do parque, se manter nas trilhas assenhaladas e manter todas as regras gerais de segurança.

E no inverno todos esses cuidados ficam ainda mais importantes, pois se você se perder, terá que lidar não só com os (muitos) animais selvagens dos parques, mas também com a neve de metros de altura e temperaturas (muito) abaixo de neve.

Nós não tivemos muito tempo de explorar o parque a fundo, afinal foram apenas algumas horas, mas o lugar realmente é lindo!

E fomos seguindo as instruções da trilha até chegar na entrada do Bear Lake Trail, que é uma das trilhas que ficam abertas durante o inverno (pois todos os lagos do caminho congelam 100% e portanto são super seguros) e que é perfeita para praticar snowshoeing!

E como foi divertido! E pra quem não sabe, ou tem medo de esquiar, o snowshoeing são outros 500, pois vocês apenas anda o tempo todo na neve.

Não tem que controlar velocidade, nem curvas nem inclinação enquanto se equilibra nos esquis. Tudo bem que os primeiros passos são meio de “pato” porque você tem que se acostumar a andar sem entrelaçar os sapatos, mas depois que você pega o jeito, fica facílimo e você nem percebe!

E porque a sola da plataforma tem umas garras, você se sente sempre seguro na neve, sem levar escorregões nem aquele sensação de que você vai cair a qualquer momento, mesmo em subidas e decidas.

 

E claro, pra mim, o que valeu mesmo foram as fotos e a paisagem!

Que lugar lindo!

Uma coisa assim meio Narnia com paisagem de cartão de Natal! Os pinheiros são altíssimos, todos cobertos de neve, e a neve super fofinha e profunda!

Confesso que fiquei meio com medo de cruzar os lagos, mas foi frescura mesmo – o difícil foi enfrentar o vento violento que batia assim que começávamos a caminhar nas planices (os lagos congelados), pois sem as arvores nos protegendo, o vento encanado do alto da montanha vinha carregado de neve em (quela neve sequíssima do Colorado, tão diferente de Londres!) que não só se infiltrava em todos os buraquinhos da roupa, mas ainda vinha arranhando a pele sem dó!

Apesar do super frio que pegamos, como estávamos nos exercitando o tempo todo não sentimos frio (na verdade morri de calor, mas tinha que manter o cachecol enrolado no rosto por causa do vento e da neve cortante), mas é super importante não só usar snowshoes apropriados pra neve que você vai pegar (e de acordo com sua altura e peso – afinal as leis da física não mentem, e você não quer ficar atolado na neve, quer?!), e com roupas especificas para neve e muito vento.

Eu adorei a experiência e agora queremos achar alguma lugar aqui pela Europa pra fazer snowshoeing no próximo inverno!

 

Postado em: Colorado USA Viagens
12
25
Mar
2012
Estes Park, Colorado
Escrito por Adriana Miller

Depois de nossa passagem relâmpago por Denver, subimos as montanhas do Colorado até a cidadezinha de Estes Park, que é a cidade base do Parque Nacional das Rocky Mountain, ao noroeste de Denver, e a cidade foi nossa bases durante os dias que passamos por lá.

Estes Park é daquelas cidades de montanha super fofas, mas ao contrario doque muita gente pensa, nem todas as montanhas no Colorado são “esquiáveis”, e Estes Park fica justamente na área da cordilheira de montanhas do Colorado que não existem estações de esqui, oque faz com que a cidade seja desconhecida de muita gente que passa pelo estado.

Então Estes Park acabou se consagrando por suas outras atrações, principalmente por ser a base de um dos principais Parques Nacionais dos EUA (e os Americanos adoram seus parques nacionais…!) e finalmente entrou no mapa turístico quando o seu imponente e histórico Stanley Hotel serviu de pano de fundo para o filme “The Shining“, dirigido por Stanley Kubrick e estrelado por Jack Nicholson.

Nós almoçamos no restaurante “Cascades” num dos dias que passamos por lá com o pais e uns amigos do Aaron, que é um dos restaurantes considerados uma verdadeira instituições histórica do Colorado – e eles exibem com muito orgulho as fotos de todos os clientes ilustres que o hotel e o restaurante receberam ao longo das dácadas.

A especialidade do hotel no entanto são seus drinks, principalmente as muitas variações do Bloody Mary – quem quiser arriscar, o best seller é o “Lord Dunraven’s Bakon Bloody Mary”, que inclui ingredientes como vodka com infusão de bacon, bacon caramelado entre outros ingredientes mais tradicionais de um bloody mary!

Quase todos na mesa foram direto na especialidade e garantiram ser o melhor bloody mary dos EUA!

O Stanley Hotel faz parte da rede de hoteis “Historic Hotels of America” e muito antes do filme (que é uma adaptação do livro de Stephen King), ele já era cercado de lendas e histórias de terror – e eles aproveitam bem essa fama como só os Americanos sabem fazer!

Então quer quiser testar sua coragem e nervos de aço, o hotel organiza varios tipos de tours que contam um pouco mais da historia da cidade, do hotel e do filme.

Mas a cidade de Estes Park, apesar de minúscula, oferece muito mais que o Stenley Hotel, e uma voltinha pelo centro da cidade é imperdível, tanto no inverno quanto no verão!

Como nós fomos no inverno, demos sorte de ver a cidade com o charme extra da neve – afinal toda cidade de montanha que se preze, sempre fica mais fofa com bastante neve!

A Main Street de Estes não é a típica cidadezinha de montanha (cmo por exemplo Keystone, que tem bem aquele climinha de cidade Alpina), mas as lojas mantem suas fachadas vintage do auge da cidade, na decada de 30, e é simplesmente muito fofa!

Uma das lojas mais tipicas é a “Taffy Shop”, uma lojinha de balas de 1935 que se mantem até hoje como uma intituição na cidade!

E esse centrinho também serve de base para os turistas que passam por lá a caminho das inúmeras opções de esportes disponíveis no Rocky Mountain, então oque não faltam são lojas de material esportivo e de caça, além de cafés, restaurantes e lojas de souvenirs (tem uma lojinha de enfeites de natal que é uma coisa!).

Por fim, a dica do hotel que ficamos (e onde foi o casamento), o Mary’s Lake Lodge, que fica na beirada de um dos muitos lagos ao redor da cidade, e é fofissimo!

O hotel tem vários chalets de montanha que são os quartos (além de alguns quartos tipo apartamento na casa principal do hotel), todos com quarto e uma salainha, com direito a banheira de jacuzzi, lareira no quarto e um hot tub na varanda!

O restaurante do hotel também serve uma comida espetacular (muitos assados e carnes de “caça”), e um bar que volta e meia tem musica ao vivo.

E pra quem estiver a caminho do parque nacional, eles podem ajudar a organizar aluguel de equipamento, mapas e passeios no parque.

 

 

Postado em: Colorado USA Viagens
9
25
Mar
2012
Passagem relampago por Denver e um casamento!
Escrito por Adriana Miller

No final de Fevereiro eu e o Aaron voamos para Denver (Colorado) nos EUA numa viagem relampago para o casamento de uma amigo. O casamento foi marcado (pelos noivos) meio que de ultima hora, mas mesmo com outros planos de viagem na mesma epoca foi um daquelas convites que não pudemos recusar – afinal o noivo é amigo do Aaron de decadas, foi um dos nossos padrinhos de casamento, já veio nos visitar em Londres várias vezes e bem, é um ótimo amigo que não deu pra dizer não.20120325-131030.jpg

Em Denver a viagem foi mesmo relâmpago – o Aaron conseguiu conciliar uma viagem a trabalho nos mesmo dias e ficamos hospedados com a mãe e irmã dele, com quem passamos grande parte da tarde e manha que tivemos na cidade antes de subir as montanhas!

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Mas enquanto o Aaron foi trabalhar, eu e minha sogra aproveitamos pra passear pelo bairro dela (uma area super, super fofa da cidade!), fizemos umas comprinhas e manicure – super dondocas! :-)

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E antes de começar nossa road trip rumo as montanhas do Colorado, ainda fui almoçar com o pessoal do escritório do Aaron que fui conhecendo ao longo dos anos (e de que eu conheci na época que trabalhei pra mesma empresa).

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(Esse post era pra ter sido um posto da série “Ao Vivo”, mas como já esta mais de 3 semanas atrasado… antes tarde do que nunca!)

O casamento foi num Lodge no meio das montanhas, onde todos os hospedes ficaram hospedados e a cerimônia foi numa capela bem intimista e pequena, cercada de neve e colinas por todos os lados! (TÃO romantica!).

E a festa foi num dos salões do Mary’s Lake Lodge, em Estes Park, e foi super legal rever alguns dos amigos do Aaron – alguns deles eu não via desde o nosso casamento, e alguns outros eu não via desde que fui ao Colorado pelaultima vez, mais de 5 anos atras!

 

 

 

 

Postado em: Colorado USA Viagens
7
23
Mar
2012
Chegando em Xangai de Air Asia: Aeroporto Hangzhou
Escrito por Adriana Miller

Como eu já contei aqui e aqui, nossa viagem pela Ásia foi toda feita com voos internos Air Asia, que é uma das principais empresas aereas de low cost da Asia – escolha essa feita principalmente por causa da diferença brutal de preços, oque não quer dizer que muitas vezes o preço baixo traz certas inconveniências.

E assim como acontece nos voos low cost na Europa, a maioria dos aeroportos usados pela Air Asia também são fora das cidades para onde voa, geralmente escolhendo aeroportos em cidades vizinhas ou de apoio, permitindo assim que seus custo de pouso e manutenção sejam mais baixos, e consequentemente suas passagens mais baratas.

E em Xangai não foi diferente. O Aeroporto principal da cidade é o “Shanghai Pudong International”, que fica no lado Pudong da cidade, e a cerca de 20 minutos de distância do Bund.

Porem a Air Asia, em seus voos marcados para “Xangai” na verdade voa para uma cidade vizinha, Hangzhou.

Essa é uma pegadinha muito comum nos voos de baixo custo ao redor do mundo, e é sempre bom ficar de olho qual o aeroporto mesmo que você vai pousar, e se o barato vai acabar saindo caro.

No nosso caso, sabíamos que o voo nos levaria para outra cidade vizinha, mas ainda assim o custo-beneficio valeu a pena, então decidimos enfrentar pra ver no que dava.

Então eu fiz o dever de casa direitinho – já sabia que se na Europa muitas vezes esses aeroportos de apoio são uma dor de cabeça, imagina na China?! Mas achei boas informações no site da Air Asia sobre um ônibus que eles mesmos organizam, e depois achei bons feedbacks e comparações de transporte no Trip Advisor (você também pode fretar um taxi ou ir de trem, mas confirmo que tanto o custo quanto a comodidade do ônibus da Air Asia ganham).

Então decidimos usar o ônibus da Air Asia mesmo já que parecia ser tão simples e fácil: o ônibus só funciona nos dias que tem voo Air Asia pra Hangzhou, e você compra sua passagem e resolve todo o resto já direto lá, no terminal de chegadas.

Os comentários eram sempre os mesmo: é confuso, mas quando você chega lá, é super simples.

E foi. Foi confuso porque as informações da Air Asia são meio genéricas demais… o onibus sai mais ou menos 1 hora depois que o voo pousa (tenso!) e não podíamos reservar nem comprar on line com antecedência.

Então na minha cabeça o cenário era mais ou menos assim: o voo atrasa, depois passamos horas na fila de um aeroporto confuso com tudo em Chines no meio do nada na China, ou então o onibus lota e não conseguimos comprar nossa passagem e ficamos ilhados em Hangzhou pra sempre!

E lembrando que esse voo foi nossa primeira entrada oficial na China continental, então ainda não sabíamos mesmo oque esperar, e nossas cabeças eram um povoado de preconceitos e historias do primo-do-tio-do-vizinho-do-conhecido!

Mas olha, nada melhor doque estar tão errada numa hora dessas!

O Aeroporto de Hangzhou é enorme, lindo, novíssimo e moderno. o voo pousou sem nenhum percalço, passamos pela imigração super rápido e fomos extremamente bem atendidos, e rapidamente chegamos no saguão bem iluminado e sinalizado de recolhimento de bagagens enquanto fazia meus check ins (?!) usando o wifi gratis do aeroporto!

Mas só quando saímos no terminal de chegadas é que entendi porque é “dificil, porem facil” – por ser um aeroporto satelite, Hangzhou simplesmente não tem nada!

Então foi facil identificar o balcão de venda do onibus da Air Asia e uma mini lojinha vendendo balas, biscoitos e coisas esquisitas.

Tinha um monte de turista amontoados em volta do balcão, sem fila nem nada – então fui me aproximando, apontei pra placa do onibus, fiz sinal de “2″ com os dedos e pronto. Tickets na mão!

Mas o onibus atrasou um pouco, oque gerou um pouco de tensão… mas dava pra ver que algumas pessoas iam no balcão perguntar alguma coisa (em Chines), a menina olhava no relogio e olhava pela janela. Então imaginei que o onibus deveria estar apenas atrasado mesmo, sem grandes complicações.

E assim que os ônibus chegaram (sim, foram vários, então ninguém ficou sem “carona” pra Xangai) fomos guiados até eles, embarcamos tranqüilamente e passamos as proximas 2 horas (com um pouco de transito…) admirando a paisagem ultra-urbana e as estradas per-fei-tas que nos levaram em direção a Xangai.

A viagem foi otima e tranquila, mas quando chegamos em Xangai nos demos conta que não sabiamos onde saltar… o onibus faz uma serie de paradas em diferentes estações de trem e onibus e não conseguimos nos situar no mapa a tempo de saber onde seria melhor saltar… trocamos uma ideias com um casal de Australianos que conhecemos no aeroporto, mas eles tambem estavam perdidos, ntão resolvemos descer na parada seguinte e arriscar…

Foi meio tenso, e aqui fica minha dica final: SEMPRE carregue todas as informações (nome, endereço, instruções, etc) de seu hotel em Chines, e sempre tenha um bloquinho com caneta a mao, onde vocês podem escrever numeros e ir negociando preços.

Acabamos acertando um preço (que sabíamos que era um roubo, mas chega uma hora que cansa!) com um dos motoristas, e rapidinho chegamos no nosso hotel!

E daí pra frente tudo foi uma maravilha e amamos Xangai!

O próximo voo para nosso próximo destino (Xi’An) saiu de Shanghai Pudong, oque foi – obviamente – incrivelmente mais facil e simples!

 

Postado em: China Viagens Xangai
5
22
Mar
2012
Shangai World Trade Center: a vista mais alta de Xangai!
Escrito por Adriana Miller

Foi lá que passamos nossa ultima noite na cidade e foi a maneira perfeita de fechar nossa passagem por Xangai com chave de ouro!

É verdade é a seguinte, numa cidade como Xangai, oque não faltam são plataformas de observação altíssimas, bares nas alturas e prédios entre os mais altos do mundo – todos oferecendo vistas incríveis, de diferentes ângulos da cidade.

O diferencial do World Trade Centre é ser – por enquanto, já que o Shanghai Tower vai inaugurar em 2014 – o predio mais alto de Xangai, e ter sua plataforma de observação a praticamente 100 andares de altura (97 e 94 andares pra ser mais preciso), no lado Pudong da cidade.

E por ser tão mais alto que tudo ao ser redor, ele oferece uma vista sem igual de alguns dos principais ícones da cidade: A Torre da Pérola Oriental, a Torre Jim Mao (onde esta o famoso Grand Hyat Shanghai), e claro, uma vista completissima do Bund.

O World Trade Centre é o predio que fica no fundo da “vista” de Pudong, que parece ter uma “alça” bem no topo – e é justamente nessa alça que fica a plataforma de observação, com direito a vista panorâmica e chão – aterrorizante – de vidro a 97 andares de altitude!

Um prato cheio para fotos noturnas, e nós planejamos a visita propositalmente pra ser já nos últimos horários do dia, e poder ficar por lá até fechar!

E para os fãs de fotografia, duas dicas: a entrada de tripés é liberada lá em cima (essencial para boas fotos noturnas e geralmente proibidas por questões de segurança), mas por algum motivo que não consegui achar explicação (mas que deve ter a ver como ecologia…) é que TODAS as luzes dos prédios de Pudong e Bund apagam pontualmente as 10 da noite!

E claro, uma vista daquelas sem os prédios iluminados não é nada (aprendemos isso the hard way, logo na nosso primeira noite na cidade).

Então apesar de ser mais uma dessas cidades que não dormem nunca, Xangai fica acordada no escuro, sem sua linda fachada de prédios iluminados…

 

Postado em: China Viagens Xangai
10
22
Mar
2012
Casa de Chás Huxinting
Escrito por Adriana Miller

Um dos programas que mais recomendo para visitantes em Londres é experimentar um tradicional Cha da Tarde – e independente de você gostar ou não de de beber chá, é uma daquelas experiências praticamente antropológica sobre a cultura local.

Então ao planejar uma viagem a um outro pais que tem leva tão a serio suas cerimônias de chá, eu sabia que tinha que achar um lugar bem legal pra testar a versão Chinesa de um Cha da Tarde.

A resposta que recebi de várias pessoas foi unânime: A antiqüíssima e tradicionalissima casa de chás Huxinting, que fica bem no coração da cidade antiga de Xangai, vizinha do Jardim YuYuan.

A Casa Huxinting foi construida lá pelos inicios do seculo 18, primeiro como um ponto de encontro para os comerciantes que circulavam pela cidade antiga de Xangai, mas com o passar dos anos, e a medida que os revolucionarios começaram a se preparar para a revolução Taiping, a casa virou ponto de contro para discutir ideias e filosofias – que não coincidentemente é um dos principais pontos de equilibrio da cerimônia de chá Chines.

Depois a casa ainda serviu como alojamento para os oficiais do alto escalão Britânico durante a Guerra do Opio, e acabou abandonada por muitas outras decadas.

Quando eu comecei a ler sobre a Huxinting eu imaginei que ia ser aquela coisa cheia de turista, fila na porta e tal. Mas que nada!

Pra começar que mal reparamos a plaquinha em Ingles na porta, e depois de subir a escada estreitinha, praticamente conseguimos ouvir o disco arranhando na vitrola no momento em que todos os chineses deram pausa no seu chá para nos olharem curiosos…

Fiquei surpresa e feliz de encontrar um salão cheio de chineses bebendo os mais variados tipos de chá – mas fiquei ainda mais feliz quando vi que eles tinham um menu em Ingles!

Mas a verdade é a tradução em Ingles não faz muita diferença, já que por lá tudo é tão literal, que apenas o fato de estarem em um alfabeto legivel não fez com que as opções fossem compreensíveis!

Então deixmaos o medo pra lá e escolhemos nossas opções de chá no escuro – sem a menor ideia do que iriam nos servir!

Por sorte demos sorte, e os chás que escolhemos estavam bem gostosinhos, acopanhados de “aperitivos” dos mais esquisitos possiveis, que variaram entre ovos de codorna a balas de gengibre e mini dumplings!

E foi tão interessante aprender um pouco mais sobre as cerimônias de chá Chines, que apesar de não terem “inventado” a arte de tomar chá, foram um dos grandes percursores das cerimônas que involvem tomar chá ao redor do mundo.

Alguns pontos interessantes:

- Na China, beber chá na compania de alguem, é um sinal de respeito, e existe toda uma hierarquia que estabelece quem serve quem. A regra geral é que os mais novos sempre devem servir os mais velhos, e pessoas de nivel social mais baixo devem servir os mais ricos.

- Porém o gesto de servir chá também é um grande sinal de desculpas; então quando alguém quer se desculpar por algum problema, o primeiro passo sempre deve ser servir chá – independente do nivel social ou idade.

- Casamento: um dos maiores acontecimentos na história de uma familia Chinesa é o casamento de um membro familiar, e é durante a cerimônia do chá que a familia completa do noivo é oficialmente apresentada a familia completa da noiva.

- Apesar de que os conjuntos de xícara & bule de chá Chines são lindos (eu não resisti…) na verdade cada tipo de chá demanda um tipo diferente de bule e caneca, que são selecionados para permitir um tipo (e tempo) especifico de infusão, de acordo com o sabor e intencidade da erva usada.

- Apesar de todo papel social que os chás tem na sociedade Chinesa, a grande maioria dos tipos de ervas tem na verdade funções medicinais, então cada tipo de chá deve ser bebido apenas em determinadas situação e determinados sintomas. Portanto o mais comum, servido em qualquer lojinha ou após as refeições é o chá de jasmin – bem leve, cheiroso e relaxante!

 

 

Postado em: China Viagens Xangai
8
21
Mar
2012
Jardim YuYuan e a cidade antiga de Xangai
Escrito por Adriana Miller

O Jardim YuYuan (que significa “Jardim da felicidade” em Chines) eh a principal atracao no centro da cidade antiga de Xangai.

Construido em 1559 por ordens do governador de Xangai sob a dinastia Ming, com intencao de servir como palacio de verao para a aposentadoria de seu pai, um dos principais e preferidos ministros do Imperador Ming da epoca.

O Jardim eh uma galeria de lagos, riachos, pontes, galerias e palacios, todos construidos no estilo Suzhou Chines e ocupa cerca de 2 hectares de terra bem no coracao da cidade.

Sua construcao seguiu os mandamentos da filosofia Feng Shui Chinesa, respeitando e incluindo os elementos de terra, montanhas, agua e ar, e dividido em 6 areas e palacios principais, que vao se perdendo num labirindo de portas e passagens – um mundo a parte da cidade ultra cosmopolita que cerca o jardim hoje em dia!

Entre os muitos “jardins orientais” que ja visitei em outros paises e cidades (inclusive nas outras cidades Chinesas) o Yuyuan foi oque mais me impressionou – o mais bem conservado, bonito e autentico. E acho que o fato de que acabamos visitando o jardim num dia em que o tempo estava pessimo, o vento frio e o ceu cinza deu uma clima extra aos palacios, com aquele nevoreiro que cria um certo ar de misterio…

Mas depois de termos passado tanto tempo passeando pelas partes modernas de Xangai (aqui e aqui), sair do Jardim Yuyuan bem no centro da cidade antiga e dar de cara com as decoracoes e pre-comemoracoes do ano novo Chines foi uma otima surpresa!

Toda a area que cerca o “templo Deus” de Xangai se chama Shànghăi Gùchéng, que existe desde o seculo 11 e eh a cidade original de Xangai.

O centro da cidade, assim como em quase todas as outras cidades medievais ao longo do mundo, se concentrava nos arredores do templo, criando um vilarejo quase redondo, oque facilitou a construcao de uma muralha protetora, que nos meados de 1500 (mais ou menos quando o Jardim YuYuan foi construido) chegou a ter 5 quilometros de circunferencia e – diz a lenda – mais de 5 metros de altura.

Infelizmente o muralha ja nao existe, e a “barreira” entre a cidade antiga e nova eh garantida pelas muitas avenidas que cortam Xangai.

O layout milenar da cidade antiga eh praticamente ainda o mesmo, mesmo ja tendo passado por tantas guerras e revolucoes: as principais foram sem duvida a guerra do Opio que devastou a regiao na seculo 19, e ao perder parte da cidade para as concessoes coloniais internacionais, a Cidade Antiga (Gùchéng) acabou virando o esconderijo e “gueto” dos Chineses que ainda moravam nesse lado da cidade.

Logo depois veio a revolucao Taiping que quebrou um pouco da dominacao ocidental na cidade e permitiu que Chineses voltassem a morar fora das muralhas da cidade antiga.

E por fim veio a segunda guerra mundial, que tambem nao poupou bombardeios e destruicao.

Mas a reconstrucao que foi feita ja no seculo 20, foi muito bem feita, mantendo as caracteristicas da arquitetura original, respeitando as ruelas, as pracas e templos centrais, e todos laguinhos e canais que vao se entrelacando eplas ruas.

Entao hoje em dia a Cidade Antiga ja nao eh exatamente uma “cidade” e pouquissimas pessoas ainda moram por la – mas hoje em dia essa parte da cidade abriga o melhor mercado de rua de Xangai, e o paraiso das quinquilharias e souvenirs!

Foi por la que aproveitamos pra comprar lembrancinhas e presentes (e meu enfeite de natal!) e nos aventuramos nas barraquinhas de rua tambem!

Aliais, eu fui pra China determinada a vencer qualquer barreira de pre-conceito que eu tivesse em relacao ao pais, e principalmente em relacao a comida! Queria mesmo comer na rua, entrar em restaurantes fora das areas turisticas, e comer – praticamente – de olhos fechados!

E o mercadinho de Gùchéng realmente foi o primeiro grande passo! A posso confirmar que  a experiencia foi otima e enriqueceu demais nossa experiencia na China!

A cidade antiga foi o antidoto perfeito pra quebrar aquela imagem de uma China certinha, artificialmente construida e com os olhos no futuro!

 

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Postado em: China Viagens Xangai
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