19 Sep 2017
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Disneyland Paris com bebês e crianças pequenas

Dicas de Viagens, Disneylandia Paris, Europa, França, Viajando com crianças

Se você não é um Disney-maniaco, provavelmente sempre acaba postergando uma viagem para Disney para “quando tiver filhos”, ou então faz parte daquele grupo de pessoas que acha que depois que tiver filhos, viajar para a Disney será sua única opção de viagem.

Eu pessoalmente não faco parte nem de um time nem do outro – não sou Disney-maníaca, e pra falar a verdade, Disney sempre esteve no fundo da minha lista de prioridades de viagem, mesmo depois do nascimento dos filhos.

E eu penso assim justamente por achar que na verdade a Disney é um lugar “difícil” de se fazer com crianças pequenas… Mas calma que eu me explico!

Por um lado é “fácil”: eh um lugar feito para famílias, tudo é muito bem preparado para crianças, ninguém vai te olhar torto se um bebê chorar, se a fralda explodir ou se rolar uma birra daquelas de se jogar no chão.

Mas por outro lado, um bebê de colo, ou um criança novinha ainda não consegue “aproveitar” a Disney, no sentido de que não poderá entrar em muitos brinquedos, a rotina é puxada, as esperas são grandes, e é bem difícil manter uma rotina quando você esta refém de filas, fast-pass, shows e afins.

Então só levamos a Isabella na Euro Disney quando ela tinha 3 anos e meio, e ela aproveitou bastante, mas ainda assim, não foi 100%. Mas na época, decidimos fazer essa viagem justamente por saber que com a chegada do Oliver, e a diferença de idade entre eles, teríamos que esperar uns bons anos para incluir a Disney nas nossas listas de viagem de novo, então fomos assim mesmo.

Mas ai se passou um ano, achamos uma promoção imperdível do Eurostar, e fomos! Mesmo sabendo que seria difícil para o Oliver. E então todos as minhas suspeitas se confirmaram.

Sim, Disney com criança é uma delicia, é magico, é um universo paralelo delicioso. Mas com um bebê de colo, eu achei que a viagem ficou amarrada demais, e sinceramente o Oliver não curtiu. Mesmo.

Eu sei que é um assunto polemico – não estou tentando dizer que ele não curtiu a Disney e que teria curtido muito mais uma escalada no Vietnam, não é isso!

Acho que o meu ponto é que na verdade, crianças tem mesmo um limite do quanto conseguem “curtir” uma viagem, o que nada mais é do que o fato de que eles tem uma experiencia diferente com os pais, um convívio diferente, etc, etc. As vantagens de viajar com criancas sao inumeras, independente do destino escolhido. Entao no caso de um bebe de 1 ano, “curtir” ou nao curtir a viagem fo exatamente igual ao que teria sido em qualquer outro lugar do mundo.

Então, mesmo depois de já ter dado a volta ao mundo viajando com bebês e crianças, posso dizer com convicção que sim, Disney com bebe foi difícil – principalmente porque acabamos criando aquela ilusão de que eles vão adorar, mas na verdade, ficam indiferentes.

E sim, ficamos a mercê de horários, “aproveitar” o máximo possível, chegar cedo, sair tarde; aí tem as filas, os fast-pass, etc, etc, que tiram sua liberdade de querer fazer o que quer, na hora que quer. Eu as vezes brinco que sou a generala da rotina, e não bagunço a rotina da Isabella e do Oliver durante as viagens de jeito nenhum (flexibilidade sim, bagunça não), mas na Disney simplesmente não dava sempre para parar tudo só porque o Oliver tinha que dormir, ou comer, ou trocar a fralda. As vezes o fast-pass era bem na hora da soneca, as vezes precisava trocar a fralda no meio da fila de um brinquedo e não tínhamos acesso as coisas dele… Se estivessemos em Toquio ou na Bosnia, teriamos muito mais autonomia e flexibilidade pra adptar a viagem as necessidades do bebe.

Mas enfim, poderia ficar aqui horas listando as dificuldades que tivemos na Disney que não aconteceriam em outros lugares do mundo – mas a realidade é que no fim das contas, nos viramos, nos adaptamos, e no geral, foi uma viagem super gostosa!

Quer dizer entao que nao gostamos da Disney? Nao, pelo contrario! Adoramos! Foi magico e MUITO divertido!

Então se você tem filhos pequenos (diria, menores de uns 5 ou 6 anos, e principalmente bebê de colo), não deixe de viajar o mundo com eles. Mas se você resolver levar seu bebê à Disney, essas são minhas dicas para conseguir aproveitar ao máximo!

 

Hotel

Ano passado ficamos num hotel bem legal, que gostamos demais. Mas dessa vez acabamos ficando no hotel Cheyenne da Disney, e foi uma experiencia ótima!

E pra mim, as principais vantagens foram: estar MUUUUITO perto dos parques e ter acesso as “horas mágicas”, quando podemos entrar nos parques da Disney antes de todo mundo.

Principalmente com bebê pequeno, estar perto do hotel é uma ótima garantia – num caso de emergência (febre repentina, dor de barriga em geral, se tiver esquecido alguma coisa no hotel, etc, etc), em 10 minutos estávamos de volta. Gracas a Deus não tivemos emergências durante a viagem, mas já ouvi varias historias do tipo e você não tem como ter acesso rápido ao seu hotel e suas coisas (farmacinha, roupa extra, etc) qualquer imprevisto pode virar um pequeno desastre!

E a coisa mais legal foram mesmo as “horas magicas”. Na Disney Paris, os parques abrem as 10 da manha – mas os hospedes dos hoteis Disney podem entrar a partir das 8:00.

Nao sao todos os brinquedos que ja estao funcionando, e no caso da Disney Paris, a maioria dos brinquedos abertos assim tao cedo estao na Fantasyland (parte das princesas, conto de fadas etc, para criancinhas mais novas) – o que foi otimo pra gente!

Conseguimos ir nos brinquedos que a Isabella queria ir, sem pegar fila nem ter que nos preocupar em pegar fast-pass etc, e o parque fica bem mais tranquilo.

E por outro lado, tambem conseguimos ir no brinquedos de “gente grande” (montanha russa e afins), tambem sem filas, entao eles nao tiveram que esperar muito tempo sem fazer nada enquanto os pais se divertiam.

A realidade eh que nao conseguimos chegar as 8:00 todos os dias, porque estavamos sempre exaustos do dia/noite anterior, mas ainda assim entramos no parque todos os dias antes do resto do publico, e eh um super beneficio oferecido pelos hoteis!

Nos ficamos hospedados no Hotel Cheyenne.

 

Baby Switch & Single Rider

Mas como conseguimos ir nos brinquedos de adultos com duas criancas pequenas?!?! Quem ficava com as criancas enquanto fomos na montanha russa??

Recebi muuuuuitas perguntas desse tipo durante a viagem toda vez que filmava alguma coisa do tipo nas filas da Space Mointain, Temples of Peril etc, e a resposta eh simples: “Baby Switch”!!

Baby Switch, ou Baby Swap, nada mais eh do que a “troca” entre os adultos do grupo.

Ou seja, cada adulto vai no brinquedo de uma vez, enquanto o outro fica com as criancas.

Entao a gente entrava na fila (ou pegava fast pass, ou entrava na fila de single rider, etc), ia no brinquedo normalmente (sozinho), e na saida era so pedir o cartao de “baby switch” para um dos funcionarios. Ai, eh so repassar esse cartaozinho para o adulto que ficou do lado de fora, e podiamos entrar pela saida (ou pela entrada de deficientes, ou pela entrada de fast pass – cada brinquedo de informar por onde tem que entrar com o baby switch), direto, sem fila nem nada.

Todos os brinquedos na Disney Paris tem esse esquema, e nao tem limite de idade para as criancas – quaquer brinquedo em que uma das criancas no seu grupo nao possa entrar por qualquer motivo, eles te dao um cartao de baby switch se voce pedir um.

E mesmo nos brinquedos em que a Isabella ja podia entrar, mas que por exemplo, o Oliver nao podia, ou um de nos tivesse ficado do lado de fora com ele para dar comida, trocar fralda, dormir etc, ainda assim pediamos o baby switch normalmente e nos davam um cartao de baby switch para duas pessoas – entao a Isabella se dava bem que ia de novo com um de nos!

Funcionou MUITO bem, e aproveitamos muito! Tanto para os brinquedos so de adultos, ou entao nos brinquedos onde o Ollie nao podia ir.

 

Passar mais de 1 dia/noite

Uma outra dica que eu acho que é mais relevante no caso da Disney Paris, é a importância de passar pelo menos 1 noite por la, mas de preferencia mais de uma noite.

Existe um conceito generalizado de que a Disney Paris é pequena, que basta um bate e volta de Paris etc. Isso já foi verdade, la trás, quando a Euro Disney foi inaugurada ha 25 anos atras.

Hoje em dia sao 2 parques, os parques cresceram e expandiram, alem de todas as atividades extras, show, paradas, refeicao com personagens, etc, etc

Da pra ir so rapidinho, passar algumas horas e depois voltar pra Paris? Da, claro que da.

Voce vai sair de la achando que nao valeu a pena, e nao aproveitou direito? Sim, com certeza!

Nao vou falar que o parque é enorme não, e muito menos se compara com o complexo Disney na Florida, mas principalmente se você estiver com crianças pequenas (que po si so ja muda o ritmo da viagem), acho que passar pelo menos 1 noite eh imprescindível.

Por que é inevitável perder tempo nas filas, é inevitável perder tempo com as sonecas, as refeiçoes, o cansaço das crianças, etc.

Em 2016 ficamos 2 dias e 2 noites, e dessa vez ficamos 3 dias inteiros e 4 noites, e foi a medida perfeita! Nao fizemos tuuuuuuudo nao – ainda faltou coisa, e fizemos algumas coisas que ano passado com 2 dias nao conseguimos fazer; mas foi a medida certa – com 1 crianca de 4 anos e um bebe de 1 ano – para curtir a experiencia Disney como um todo!

 

Crianças com menos de 3 anos não pagam

Bem, a vantagem numero 1 de viajar pra Disney com criancas pequenas eh que menores de 3 anos nao pagam!

Afinal ele nao aproveitam quase nada, entao pelo menos voce nao precisa pagar ingresso do parque pra eles! E se voce se hospedar nos hoteis da Disney, menores de 3 anos tambem nao pagam a estadia.

 

Alimentacao

A alimentacao eh uma das principais diferencas entre a Disney Paris e os parques da Florida: os Europeus valorizam demais comida de qualidade, parar e relaxar na hora de comer, e nao viver a base de lanches.

Na correria entre um brinquedo e outro, um fast passa aqui e outro la do outro lado etc, meu marido (que eh Americano) ate comentou “poxa, podiam ter uma barraquinhas de cachorro quente e tal, alguma coisa pra comer rapido”. E realmente, nao tem!

Todas areas do parque tem restaurantes de comida “de verdade” e algumas lanchonetes, mas realmente nada que te permita comer na pressa nem na correria – que eh uma das minhas memorias das minhas visitas a Orlando.

Alem disso, na Disney Paris existe todo uma cultura de restaurantes, cada secao do parque tem seu estilo de culinaria, menus especiais,  e tals e todos, sem excessao, tem otimas opcoes para criancas!

Para o Oliver, eu levei papinhas prontas, frutas etc, pois sabia que nao conseguiria manter os horarios de refeicoes dele nos parques, mas ainda assim, em todos os restaurantes que fomos, eu dava um pouco da nossa comida pra ele, sem problemas!

(Quer saber como lido com a questão da alimentação durante nossas viagens? Veja aqui)

 

Troca de fraldas

Eu nao sei se isso eh um problema em comum ao parques da Disney em Orlando (ainda nao voltei depois adulta e de ter filhos), mas achei que a Euro Disney nao eh 100% preparada para bebes e criancas que ainda nao foram desfraldadas.

Os banheiros sao bem longes uns dos outros, e muitas vezes, o fraldario ficava dentro do banheiro feminino. Entao se o Aaron estivesse com o Oliver (enquanto eu estava com a Isabella em algum brinquedo por exemplo), e precisasse trocar a fralda dele, ele tinha que fazer no improviso, no carrinho ou num “canto”, ou entao atravessar o parque e achar algum outro banheiro com opcoes de fraldarios e banheiros de “familia”.

Realmente nao faz parte do meu mundo achar que homem/pai nao troca fralda dos proprios filhos!

 

Carrinho (e aluguel na Disney)

Outra cosia que foi essencial pra gente, tanto ano passado quanto agora, foi ter um carrinho de bebe a mao.

Ano passado a Isabella ja nao usava muito carrinho no dia a dia, mas levamos um assim mesmo e foi muito, muito util!

Entao dessa vez ja sabiamos o que esperar da experiencia, e mesmo com 4 anos e meio, o dia na Disney eh puxado e ela ficaria exausta e nao ia aguentar o ritmo.

O problema eh que ja nao temos mais carrinho pra ela. Temos apenas um carrinho compacto para o Oliver e nada mais. Entao chegamos a cogitar alugar um carrinho la na Disney, mas como por acaso fomos a Legoland umas semanas antes, fizemos o teste de levar uma mochila para revezar com o uso do carrinho para o Oliver.

E foi otimo e deu super certo!

Entao sempre que o Ollie estivesse acordado e felizinho, colocavamos ele na mochila, e assim a Bella podia sentar um pouco no carrinho, descansar, ou simplesmente chegar mais perto entre o ponto A e B.

Em todos os outros momentos ela acabava pedindo colo, ou pra subir em nossos ombros etc. Entao achei indispensavel, mesmo para criancas um pouco maiores, ter um carrinho a mao. Se o Oliver fosse um pouquinho maior e ja nao coubesse mais na mochila, teriamos alugado um outro carrinho com certeza! Foi indispensavel!

Nossa mochila:

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Outras opcoes:

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Nosso carrinho:

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(Minha resenha do carrinho aqui)

Nao acompanhou os vlogs da viagem a Disney Paris? Entao assista aqui:

 

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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26 Jul 2017
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O fim da licença Maternidade… Mais uma vez!

Baby Everywhere, Dicas de Maternindade, Oliver, Pessoal, Trabalho, Vida na Inglaterra, Vida no Exterior

Umas semanas atras encerrei mais um periodo na minha vida: depois de 10 meses, acabou minha licenca maternidade, e voltei a trabalhar.

Uns anos atras, eu escrevi alguns posts sobre como funciona a licenca maternidade no Reino Unido, e como foi a minha experiencia de voltar a trabalhar depois que a Isabella nasceu.

E 4 anos depois, aqui estou eu novamente!

Desde que comecei a escever sobre maternidade e minhas experiencias aqui na Inglaterra, esse tem sido um dos temas mais procurados aqui no blog – e nos ultimos meses, desde que o Oliver nasceu, isso so se intensificou!

Mas eu mesmo fui reler meus posts antigos sobre isso, e me surpreendi com o quao pouco minha posicao e sentimentos em relacao a isso mudaram.

E principalmente agora, mae de duas criancas, me sinto ainda mais segura do caminho escolhido e de como estamos criando nossa familia!

Dessa segunda vez confesso que as decisoes foram mais faceis de serem tomadas: os medos e insegurancas ja nao sao os mesmos, e acima de tudo, eu ja sabia do bem incrivel que voltar a trabalhar faria pra mim mesma. E nunca, nunca se esquecam: mae feliz = bebe feliz! Independente de qual escolha tal mae tenha feito em relacao a sua propria carreira.

Dessa vez, as duvidas e insegurancas foram mais nem relacao a  questoes praticas: horarios e creche/escolas, viagens a trabalho, custos a mais e como conjugar isso tudo. Enquanto que da primeira vez, era tudo mais sentimental, filosofico mesmo.

Sera que a maternidade me mudaria tanto assim mesmo? Sera que me transformaria em uma pessoa assim tao diferente da Adriana que sempre fui? Dos sonhos e aspiracoes que sempre tive?

Nao. Absolutamente nao. A maternidade apenas foi a realizacao de mais um sonho, mais uma etapa na vida, e mais uma adaptacao.

Na verdade, ter tido a Isabella, passado varios meses cuidando dela, depois voltado a trabalhar por alguns anos, ter tido o Oliver e ter passado varios meses em casa cuidando dele, reforcaram o que sempre achei da maternidade: ser mae em periodo integral eh uma carreira, uma profissao como outra qualquer. Algumas mulheres nasceram pra isso. Outras nao.

Algumas mulheres nasceram para serem medicas. Outras advogadas. Outras designers. Outras dentistas. Outras, mae.

E nao precisa ser polemico, nem rolar bafafa. Nao eh isso que quero dizer!

Eu nasci pra ser mae! Mas nao quer dizer que eu queria ser “apenas” a mae da Isabella e do Oliver – e tao pouco digo isso em tom pejorativo! Ser “soh” mae eh muitas vezes muito mais dificil do que qualquer profissao do mundo! E pior: sem reconhecimento social e financeiro.

Nenhum curso te prepara para ser mae. Nenhum livro tem todas as respostas. E nem mesmo ter tido outros filhos vai te dar respostas e solucoes! Eh um misterio da humanidade, e a unica solucao eh aprendendo na marra, dando a cara a tapa. Um filho atras do outro.

Mas pra mim, ser “eu mesma” sempre foi igualmente importante. Claro que a Adriana de 2017 eh diferente da Adriana de 2013 (quando a Isabella nasceu), que por sua vez eh muito diferente da Adriana pre-2012 (pre maternidade)!

Mas eu nunca quis escolher – pra mim nunca foi “ou um ou outro”! Entao adicionei o fator “mae” na equacao da minha vida, mas ela aida inclui “marido”, “familia”, “amigos”, “viajar”, “hobbies”, etc

A gente nao passa a vida toda aprendendo a se adaptar? A crescer, desenvolver e ir se adaptando aos poucos?

Da escola pra faculdade. Da casa dos pais pra morar sozinho. Casamento. Carreira. Filhos. Filhos crescidos fora de casa. Aposentadoria, etc, etc, etc

Entao pronto. Porque tanta polemica?

Eu lembro do choque que foi ter que estudar pro vestibular: Nao posso mais dormir a tarde toda e assistir Sessao da Tarde?! Tenho que estudar e fazer cursinho?! E ai depois que entrei na faculdade: O que?! Tenho que fazer estagio? Estudar de manha, trabalhar a tarde toda, e ainda fazer materias eletivas a noite? Estudar fim de semana?! E que horas eu vou pra praia com os amigos?! E depois me formei, comecei a trabalhar “de verdade” e pagar contas, mudei de pais varias vezes (tem choque maior que esse?!), fui morar sozinha, depois fui morar com o namorado, depois casei, fiz mestrado, bla bla bla…

E a cada nova etapa fui me adaptando. Algumas fases melhores, outras piores. As vezes olhava para as “vidas” anteriores e sentia saudades… Mas a fase seguinte no jogo da vida sempre touxe alguma coisa melhor, mais exitante! Uma Adriana melhor e mais completa do que a anterior.

E me tornar mae, foi exatamente igual!

Entao porque tudo tem uma conotacao tao negativa, ne? “Ter filhos eh cansativo”, “viajar com criancas da trabalho”, “nao ter ajuda todos os dias eh muito dificil”…

Ah gente!! Vamos reclamar menos!

E nao eh que ter filhos nao seja cansativo… mas bom mesmo era dormir depois da aula e assistir Sessao da Tarde comendo goiabada com requeijao na cama dos meus pais! O que nao quer dizer que eu quero voltar a ter essa vida!

Entao as vezes eu queria poder ficar no escritorio sem pressa pra voltar pra casa – mas ao mesmo tempo, por mais cansada que esteja, nao tem nada melhor na vida do que ser recebida em casa por sorrisos banguelas, gritinhos de “mamae chegou!!” e todas as suas variacoes!

No outro dia eu e o Aaron estavamos conversando sobre isso, como por mais cansativo que essa fase de filhos pequenos seja, esses sao os melhores e mais felizes anos de nossas vidas, e sao esses dias (e noites) que um dia vamos relembrar com saudades e lagrimas nos olhos, assistindo nossos filhos crescendo e ganhando o mundo e vivendo suas vidas sem depender da gente…

 

Mas voltando a volta a labuta propriamente dita…

O prazo e periodo para o retorno nao foi exatamente estrategico nao. Entrei de licenca ano passado sabendo que poderia ficar fora ate 13 meses sem problemas, e ia decidir aos poucos. Mas depois de fazer alguns dias de “KIT days” (que aqui no UK permite que a mae possa trabalhar alguns dias sem comprometer os beneficios da licenca), estar de volta no escritorio, conversar com meus colegas, reunioes sobre potenciais projetos e oportunidades, etc, aquilo me fez TAO bem, que resolvi ja me programar pra voltar mais cedo.

Alem disso, como trabalho com projetos de consultoria, volta e meia fico uns periodos sem “trabalhar”, entao achei que isso poderia acontecer, entao era melhor voltar antes mesmo e ter tempo de ir me re-adaptando.

Mas fiz muito bom proveito dos meus dias KITs, fiz otimos contatos e logo no primeiro dia de volta, fui alocada a um projeto muito legal, com uma equipe super legal e estou amando cada segundo – apesar de que sim, eh cansativo, ainda estamos nos adaptando com a nova rotina, e morro de saudades dos meus bebes todos os dias!

 

Mas apesar dos pesares, acho que o principal eh mesmo o fato de que tive a opcao e o provilegio da escolha, de sequer ter essa opcao.

O mundo paralelo da maternidade ja tem julgamento e palpites nao requisitados demais – e nao podemos esquecer que a maioria esmagadora das mulheres do mundo simplesmente nao tem essa opcao. Muitas adorariam poder parar de trabalhar e se dedicar aos filhos, mas nao podem, pois precisam trabalhar por questoes financeiras e sociais. Enquanto outras, adorariam poder voltar a trabalhar e estudar, desenvolver suas carreiras, mas nao conseguem – pelas circunstancias, os muitos preconceitos e machismos que as maes-trabalhadoras enfrentam no mercado de trabalho, ou ate mesmo por preconceitos sociais e religiosas.

Entao que tal? Da proxima vez que der aquela vontade avassaladora de “ensinar” outra mulher ou homem a como educar e criar seus filhos, pense duas vezes sobre o quanto voce nao sabe nem entende a realidade daquela familia – e logo, nao eh da sua conta! :-)

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24 Jul 2017
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Harry Potter & The Cursed Child: A peca de teatro em Londres!

Dicas de Londres, Dicas de Viagens, Europa, Londres com Criancas, Teatro / Musicais

Para os fans de Harry Potter, Londres – e o Reino Unido como um todo – por si so ja sinonimo do filme, afinal a historia eh tao “Britanica”, e tantos cenarios do filme se passam por aqui!

Enta quando JK Rowling anunciou ha uns anos atras que estava escrevendo o oitavo livro da serie, que ele viraria uma peca de teatro em Londres, a cidade ja ficou em rebolico!

O resutado, como ja era se esperar em Londres, foi que os ingressos da peca esgotaram em questao de segundos, para todos os 365 dias disponiveis que forom colocados a venda!

E desde entao essa tem sido a rotina dos fans de Harry Potter, dia apos dia, mes apos mes: entrar no site, verificar que todas as datas continuam esgotadas, e desistir…

O Palace Theatre, onde a peca eh encenada em Londres recomenda dois sites oficiais: Nimax e AGT Tickets. Em ambos os sites eh possivel comprar ingressos para a parte 1 e 2, juntas ou individualmente, em dias separados.

Mas ambos os sites oficiais tem o mesmo problema: sessoes sempre lotadas e ingressos esgotados…

A producao da peca nao divulga sites “nao oficiais”, mas aqui na Inglaterra existem dois sites bem conhecidos que fazem as vezes de “cambistas virtuais”, onde eh possivel recomprar ingressos de alguem que queira revender, e sao: StubHub e o Viagogo.

Ambos os sites sao confiaveis e muito conhecidos por aqui (otima dica pra quem quer tentar achar ingressos para shows ou jogos de futebol esgotados por exemplo), mas nao deixa de ser um servico de “cambista”, ne? Se por acaso der algum problema, voce nao tem nenhum meio oficial para reclamar.

Ou seja, voce sempre vai achar ingressos disponiveis, desde que esteja disposto a pagar varias vezes o preco oficial.

Entao por exemplo, quando minha irma veio a Londres uns meses atras, queriamos muito ver a peca, mas os valores das datas disponiveis beiravam o absurdo, entao deixamos pra la e fomos passar o dia em Oxford (700£ cada uma, por ingressos que sao vendidos por 30£?!?! Obrigada, mas nao obrigada!).

Mas entao, umas semanas atras, quando estavamos conversando sobre o que fazer para comemorar nosso aniversario de casamento, resolvemos dar uma olhada nas datas disponiveis para assistir Harry Potter, e como sabia que a peca esta sempre super esgotada, fui direto para o StubHub. Os precos sao meio absurdos (mais as taxas de servico do site, mais o frete, etc), mas como queriamos muito assistir a peca, e seria uma boa comemoracao do aniversario de casamento, resolvemos gastar mais mesmo.

Mas por azar (sorte!), eu nao estava conseguindo completar a compra pelo PayPal, e quando ja estava quase desistindo de tudo, resolvi entrar no site oficial da peca, e acabei vendo que eles tinham soltado varios novos ingressos para as semanas seguintes!

Alguns dias so tinha 1 ingresso disponivel, outros dias so tinham ingressos sentados separados, e em duas tentativas diferentes, alguem completou a compra mais rapido que eu, e os ingressos desapareceram e esgotaram em questao de segundos!!

Mas conseguimos! Nao foi no dia que queriamos originalmente, mas foi no fim de semana anterior, entao ja foi otimo!

Entao comprei nossos ingressos no site oficial, Nimax,  e oque uma colega de trabalho me falou depois, foi que eles vao liberando novas levas de ingressos toda semana, entao tem que ficar sempre de olho! Nos demos sorte de ter conseguido ingressos oficiais relativamente em cima da hora (3 semanas antes), e eu ja vi que hoje de manha tinham varios ingressos disponiveis para proximo mes! #corre

Alem disso, toda semana eles liberam 40 ingressos a precos promocionais, que sao os “The Friday Forty” – sao 40 ingressos espalhados ao longo da semana seguinte, em sessoes, dias e horarios aleatorios (entao nao pode ser muito exigente em relacao a sua disponibilidade. O que cair na rede eh peixe!), vendidos a modicos 40 Libras (20 libras cada sessao), disponiveis apenas nesse site aqui.

Essa pagina eh uma contagem regressiva, e pontualmente a 13:00 toda sexta feira, o contador vira uma pagina de venda on line! As primeiras 40 pessoas a serem rapidas no gatilho, levam a barganha! Se voce perdeu pra essa semana, eh so voltar sexta que vem!

Outra dica, eh ficar na fila da “devolucao de ingressos” no dia da peca. A entrada fica na lateral do teatro, bem ao lado da bilheteria mesmo, e se voce tiver tempo e paciencia, eh uma opcao!

Como a compra dos ingressos nao eh reembolsavel, e o Palace Theater nao se responsabiliza por compras nos sites de cambistas, eles dao a opcao de revenda imediata – entao se voce comprou seu ingresso da peca e acabou nao conseguindo ir, pode tentar revender la na porta. Logo, se voce nao consegui comprar on line e quer tentar a sorte no dia da peca, nao custa nada ficar la fila pra ver se vai dar sorte!

 

Mas vamos a peca propriamente dita!

Nao, obviamente nao vou dar nenhum #spoiler nem estragar a surpresa pra ninguem! Aliais, achei bem legal que o teatro todo estava decorado com a hashtag #KeepTheSecret, para lembrar que todos deveriamos “guardar segredo” sobre o enredo da peca! (me lembrou bastante a peca da Agatha Christie).

Na verdade nem eh tao segredo assim ne? Ja que voce tambem pode ler o livro da peca, mas na verdade o livro “Harry Potter e a crianca amaldicoada” nao eh um livro de historica como os outros, e sim o script da peca – entao realmente nao me admira o tanto de fans da franquia HP que nao gostaram do oitavo livro! Pois ele nao foi feito para ser um livro, e sim uma producao teatral!

E a JK Rowling foi bem especifica em relacao a producao da peca – e justamente para evitar que a “magia” e os detalhes dos livros e dos filmes se percam pelo fator “ao vivo” de um teatro, a producao acabou sendo lancada em 2 partes, e assim, nenhum detalhe foi poupado!

Como eu comentei la em cima, voce pode comprar os ingressos para a parte 1 e 2 separadamente, se nao quiser encarar uma maratona, mas vai por mim que o melhor eh ja comprar tudo de uma vez so e assistir tudo de um vez so!

No total, a peca comecou a 1 da tarde, e so saimos de la as 9:30 da noite! Mas sao “apenas” umas 6 horas e pouco de peca, pois cada uma das duas partes tem um recesso de 20 minutos, e entre a parte 1 e a parte 2, tem um intervalo de umas 2 horas, que da pra sair do teatro, comer ou passear por Soho, etc.

Entao sim, sao quase 7 horas de peca, mas que passam VOANDO!

Alem da historia em si ser muito boa, a producao eh literalmente, MAGICA! Serio, nos dois ficmaos igual crianca de boca aberta nao acreditando nos efeitos especiais que eles conseguiram criar no palco, bem na nossa cara, e mesmo assim ficamos chocados nos entreolhando, tipo, “como conseguiram fazer isso…?!?!?”!

Enfim, foi um dia incrivel, e que passou voando! So ficamos ainda mais fans da franquia Harry Potter!

 

Outras sugestoes de pecas e musicais em Londres

 

Como comprar ingressos para teatro e musicais em Londres

Como comprar ingresso pra Shows, Musicais e Teatro em Londres?

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Planejando uma viagem para Londres?

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E não perca as dicas de Pubs e Restaurantes, o Calendário de Eventos para saber o que rola de mais interessante ao longo do ano e todas as demais dicas úteis para curtir Londres como um Londrino!

 

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