18 May 2015
8 comentários

Cruzeiros com Crianças – Anthem of the Seas

Baby Everywhere, Cruzeiro, Cruzeiros, Estilos de Viagem, Viajando com crianças

A experiencia no Anthem of the Seas foi um pouco um dilema… como viajei a trabalho pelo blog, o Aaron e a Isabella não foram comigo, mas ainda assim oi impossível desvincular o quanto eles teriam se divertido também se estivessem la comigo!

Um dos motivos que eu acho que gostei tanto da experiencia no meu primeiro cruzeiro, foi justamente por ter achado uma viagem tão fácil de se fazer com bebe pequeno. Tudo é tão confortável, tão cômodo, sem perrengues.

Então aproveitei a vantagem de estar no Anthem of the Seas como “imprensa” pra poder entender bem como funciona o esquema de cruzeiros com crianças e viagens em famílias e com crianças pequenas a bordo dos navios da Royal Caribbean, pois entre as marcas e bandeiras de cruzeiros, eles são os que mais investem nesse aspecto de ser bem “familiar” e acomodar todas as idades.

Eu já escrevi um post bem compreensivo sobre minha experiencia de cruzeiro com a Isabella a bordo, mostrando um pouco sobre algumas das duvidas que eu tinha antes de embarcar pela primeira vez. Mas ainda assim sempre ficam duvidas e cada mãe/bebe/família tem situações diferentes que por sua vez tem duvidas diferentes.

Então passei algumas horas com o gerente do “Adventure Club” do Navio, e ele foi me explicando um pouco mais sobre as diferenças e vantagens de viajar de Royal Caribbean com crianças.

E realmente o Adventure Club é o máximo, e o tempo todo eu só pensava em “nossa, a Bella ia amar isso”, “Olha que legal! Pena que a Isabella não esta aqui também!”. Principalmente em certas comodidades que os navios da Royal oferecem que nós não tivemos em nossa primeira experiencia.

Porque sim, foi super divertido e fácil fazer um cruzeiro com a Isabella (na época com 6 meses), mas tivemos algumas limitações, justamente por ela ser tão bebezinha ainda. Demos sorte de termos viajado com minha sogra então ela foi uma super ajuda pra gente poder curtir o lado “adulto” do navio, mas acabei de descobrindo que na Royal isso não seria necessário!

 

– Kids club e berçário

Pra começar que os navios da Royal Caribbean oferecem entretenimento para todos os passageiros a bordo. Todos mesmo, a partir de 6 meses de idade (que é a idade mínima para crianças viajarem de navio)!

O cruzeiro que fizemos pelo Caribe (da Carnival) também tinha um clubinho para crianças, mas era pago a parte e só permitia crianças a partir de 3 anos, então não pudemos usufruir.

A Royal Caribbean oferece, em todos os seus navios, o programa “Royal Babies”, com berçário para bebes entre 6 e 18 meses.

Nesse berçário cada bebe é cuidado com atenção 1 a 1, sempre com a mesma pessoa responsável, para que ao longo da viagem o bebe se acostume com o ambiente e a pessoa que vai cuidar dele(a).

Eles cuidam de tudo: alimentação, esterelizacao, fraldas, sonecas, atividades. E eles tem até instalações especiais para armazenar leite materno, caso a criança esteja sendo amamentada pela mãe e a mãe quiser deixar leite materno. Ou então, melhor ainda, nos horários das mamadas a mãe pode ir ate o berçário e usar a salinha de amamentação para alimentar seu bebe, e depois voltar para suas atividades no navio!

Se a criança já come sólidos, eles preparam tudo la mesmo, trituram ou amassam os alimentos (fica a cargo dos pais decidirem a textura que eles preferem que a criança seja alimentada) que são preparados todos os dias pelos chefs dos restaurantes do navio.

E apesar de que o berçário e o kids club fica aberto  dia todo ate de noite (mas eles cobram uma taxa extra depois das 10 da noite), eles também oferecem esse serviço de berçário noturno, ou então babysitters individuais, que podem ficar no seu quarto (que seria minha preferencia, pois assim a Bella poderia ter a rotina da noite bem certinho, dormir na sua cama normalmente enquanto uma baba fica com ela na cabine). Cada babysitter pode cuidar de ate 3 crianças no mesmo quarto, então vale a pena pra quem tem vários filhos ou crianças viajando juntas também!

(isso foi uma cosia que senti muita falta em nosso cruzeiro, e acabamos dependendo demais de minha sogra pra ficar com a Isabella no quarto a noite).

Outra facilidade sensacional que eles oferecem eh o “Babies 2 Go”, que é um serviço que você pode comprar e reservar (com antecedência) com tudo que seu bebe pode precisar a bordo, pra poupar o trabalho (e peso!) de ter que levar itens como fraldas, lencinhos, leite artificial, papinhas orgânicas, pomadas etc.

Gente, eu levei TANTA tralha pro nosso cruzeiro, justamente pois sabia que nas lojas do navio não vendem fraldas, leite etc. e não queria perder tempo nas paradas em cada ilha e perder tempo catando supermercado, farmácia e afins. Imagina não ter essa trabalheira toda?! Chegar na sua cabine e o kit do seu bebe já estar te esperando?!

Já para crianças maiorzinhas, entre 1 ano e meio e 3 anos, o kids club fica num área separada dos bebes, com atividades e brinquedos específicos para a afixa etária.

Mas assim como no bercario, enquanto seu filho estiver por la, eles cuidam de tudo: alimentação, sonecas, fralda, e o que mais for preciso – inclusive tem uma equipe dedicada para crianças com necessidades especiais e deficiências, pra incluir todo mundo mesmo!

Cruzeiros com Crianças

A partir dos 3 anos, as crianças são agrupadas em turminhas de atividades e ai eh que fica divertido mesmo! Alem das brinquedos e atividades de “playground” normais, eles também organizam aulas de dança, de musica, aulas de culinária, de pintura, excursões pelo navio, esportes e festas temáticas!

E as atividades continuam ate os programas de adolescentes, com jogos, vídeo games, sessões de karaoke e cinema, festa matine e mais um monte de coisas!

 

Atividades e comunicação:

Como estamos na fase da Isabella começar a falar, mas ainda ter muitas dificuldades de se comunicar perfeitamente nas duas línguas (Português e Inglês), eu queria saber como funciona essa questão da linguagem e comunicação no kids club do navio.

Eu por exemplo fui uma criança super tímida e fiquei só imaginando que eu NUNCA ia querer passar o dia sozinha num kids club onde ninguém falasse minha língua!

Então um dos coordenadores me explicou todas as “técnicas” usadas para comunicação por meios lúdicos, alem da linguagem, e que – na medida do possível – eles sempre tentam ter varias opções de línguas disponíveis trabalhando no navio e no kids club.

Então para as línguas mais comuns (incluindo Português) geralmente eles sempre tem algum coordenador ou cuidador que consegue se comunicar com a criança e explicar as atividades, alem de que eles são super bem treinados e geralmente falam varias línguas, e sabem o básico de mais umas tantas! (O gerente do Kids CLub do Anthem é Canadense e ate me deu uns exemplos de palavras-chave que ele sabe falar em Português, caso tivesse que se comunicar com minha filha, por exemplo! Bem interessante! E tranquilizante!).

 

– Segurança:

Quando eu postei sobre meu primeiro cruzeiro, recebi muitas perguntas sobre segurança das crianças, enjoo e afins, e realmente esse era meu maior medo.

A Bella ficou numa boa o cruzeiro todo, e o único dia que eu tive um mini-pânico foi justamente por entrar numa paranoia de “e se acontecer alguma cosia e eu estou aqui em cima e ela esta la em baixo?!”, sabe? (ela estava dormindo tranquilamente no quarto com minha sogra, mas sei la né? Quem explica essas paranoias de mãe?!)

Bem, como em todos os navios, crianças e bebes tem um procedimento de segurança especial, e realmente eles não brincam com isso!

Bebes e crianças recebem colete salva vidas especiais, famílias tem prioridade de evacuação, e todas as crianças são identificadas por pulseirinhas coloridas o tempo todo – então mesmo se você perder alguma criança de vista, ela(e) sera facilmente identificado por algum funcionário, que o(a) trara de volta.

No Anthem of the Seas, com todo aparato tecnológico disponível, as crianças são “linkadas” a seus pais através das WOW bands (ou a pulseirinha equivalente de bebes). Então em caso de emergência, os funcionários poderão identificar seus filhos (caso eles estejam em alguma atividade sem você, por exemplo) e traze-los ate você, seja la onde você estiver.

E caso você prefira, no caso de crianças menores de 3 anos, ou que não possam de comunicar efetivamente (por exemplo, por causa da língua), os pais tem a opção de levar um pager, e caso haja alguma emergência ou problema, o kids club consegue se comunicar com os pais imediatamente (mesmo se você estiver numa atividade fora do navio).

Achei isso simplesmente o máximo! Por que foi uma das primeiras cosias que perguntei! Afinal, num navio TAO grande, e se acontecer alguma coisa?

Outra coisa que reparei dessa vez foi que como eu fiquei num quarto com varanda (da outra vez era apenas uma janela), todas as portas tem fecho de segurança (bem alto!) para evitar que crianças consigam abrir a porta da varanda sozinha!

Eu sei que sempre que eu menciono o fato de preferir quartos com varanda quando viajo com a Isabella, sempre aparece alguém que morre de medo do filho cair da vranda (?!), então fique tranquilo que em cruzeiro isso não aocntece!

 

– Alimentação:

Durante os períodos que a criança estiver no kids club, eles cuidam de toda alimentação, sem problemas nem custos adicionais; E como comentei acima, para bebes e crianças mais novas você pode encomendar os serviços de fralda, papinhas, leite e afins, e assim evitar ter que levar tudo de casa.

Mas e nos outros horários?

Essa foi uma pergunta que me fizeram bastante aqui no blog depois de nosso cruzeiro com a Isabella.

Bem, na época ela tinha acabado de fazer 6 meses, então ainda não estava 100% nos sólidos. Eu levei uma tonelada e meia de papinhas e leite, e durante nossas refeições dava alguma sopa de legumes (o caldo, por exemplo), ou pedia pratos como purê de espinafre, purê de batata e tals que fosse fácil de dar pra ela, alem de fazer papinhas de frutas todos os dias.

Mas via muitas famílias com crianças um pouco maiorzinhas alimentando seus bebes sem problema algum, e realmente seria difícil não achar alguma cosia que agradasse ate a criança mais chata pra comer (vulgo: Isabella hoje em dia!).

Mas como eu sei que a maior dúvida geralmente é em relação à crianças naquela idade nem-lá-nem-cá, quando já comem sólidos, mas ainda tem muitas restrições alimentares, não mastigam direito e tal – então fui investigar: e sim, nos restaurantes principais do navio (no buffet Windjammer e nos restaurantes onde servem os jantares incluídos no cruzeiro), eles não só possuem menus especiais para crianças, como eles também podem acomodar qualquer tipo de restrição alimentar, como por exemplo, legumes no vapor sem sal, que depois podem ser triturados numa papinha, ou até mesmo alergias alimentares.

Claro que não vai ser aquela coisa recém colhida por fadas mágicas e regadas a lágrimas de unicórnios e determinadas por você – eles só podem oferecer o que tiverem a disposição no cardápio do dia, então querendo ou não, e por mais acolhedores que os funcionários sejam, você esta viajando, numa pais diferente e seu filho irá comer coisas diferentes das que vocês comem em casa. Algumas opções serão melhores, outras piores – e todos vão sobreviver. #SeLiberteDoFeijãoTodoDia

 

– Atividades fora do Kids Club:

Claro que ter um kids club pra despachar as crianças e ter umas horinhas de paz é uma mão na roda, mas até mesmo o coordenador do kids club admitiu que muitos pais abusam do serviço e praticamente nem veem os filhos a viagem toda – então o serviço é limitado (em numero de horas) por família.

Mas as atividades infantis não se limitam ao kids club não, muito pelo contrário! As cosias mais divertidas estão justamente do lado de fora!

A primeira coisa que eu notei foram as piscinas: não só o Anthem of the Seas tem uma piscina separada para crianças (com chafariz, ondinhas, escorregas, e super rasinha e com chão acolchoado e anti derrapante), como também tem uma piscininha para bebês e crianças com fraldas.

Isso na verdade foi minha principal frustração no cruzeiro que fizemos no Caribe: não poder levar a Bella na piscina, pois eles não permitiam crianças com fraldas (que eu entendo totalmente, por uma questão de higiene – mas eles não ofereciam uma alternativa, o que foi bem frustante naquele calorão!). E na época chegaram a me falar que geralmente apenas os cruzeiros da Disney permitiam crianças de fraldas – mas a Royal Caribbean, apesar de não permitir fraldas na piscina “normal”, oferecem uma piscina exclusiva para crianças pequenas e com fralda!

E como comentei no meu outro post sobre cruzeiros com crianças, realmente quanto mais velhos eles forem, mais eles vão aproveitar DEMAIS um cruzeiro!

Mas mesmo para crianças novinhas, as opções são incríveis! Até o pulo de paraquedas indoor pode ser feito por crianças a partir de 3 anos!! Nem acreditei quando o instrutor me mostrou um mini macacão e mini capacete!!! Imagina a Bella naquela roupinha voando?!

Os musicais também tem sessões de matinée a tarde para crianças (no Anthem estava passando o musical do Rei Leão na matinee!), além das salas de jogos, video games, carrinhos de bate bate e afins!

 

– Adicionais: 

O navio fornece berço, sem custo adicional, para qualquer criança que necessite de um – basta solicitar o seu durante a reserva, ou antes do embarque. É sempre melhor reservar com antecedência, já que o número de crianças em certos roteiros á bem grande, e os berços são limitados.

Outra pergunta que me fizeram foi em relação a carrinhos – nós levamos o nosso Bugaboo pra Isabella, mas nem todos os carrinhos são práticos para viagem – mas isso não é uma cosia que o navio forneça, então você tem que levar o seu (eles até tem alguns lá no kids club, mas não são para serem usados pelos hospedes).

 

Mais uma vez essa viagem reforçou minha certeza de que cruzeiros são viagens perfeitas pra famílias e crianças pequenas, e apesar de ter curtido bastante as atividades de “gente grande” (bares, restaurantes maravilhosos, shows, nights, etc), eu morri de saudade da Isabella o tempo todo, sempre pensando no quanto ela teria adorado aquilo tudo!

E como estamos planejando outro cruzeiro para o ano que vem, faço questão de ser um cruzeiro com vários dias em alto mar, justamente pra gente ter bastante tempo de curtir demais o navio com a Bella!

Adriana Miller
Siga me!

Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
Adriana Miller
Siga me!
Adriana Miller
8 comentários
19 Aug 2013
54 comentários

Cruzeiros: O passo a passo da sua viagem (antes e durante)

Barbados, Bridgetown, Cruzeiro no Caribe, Cruzeiros, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Viagens, Ilhas Virgens Americanas, Philipsburg, Porto Rico, San Juan, St Kitts & Nevis, St Lucia, St Maarten, St Thomas

Antes de embarcar para nossa viagem pelo Caribe, muitos amigos e leitores me perguntaram o que tinha mudado. Não é novidade que sempre fui meio anti-cruzeiros, e realmente era um tipo de viagem que nunca tinha despertado meu interesse.

Então já vou começar esse post falando que adorei a experiência!

Por um lado, a viagem reforçou e confirmou todos os meus preconceitos sobre esse tipo de viagem. Todos os estereótipos e pré-conceitos que tinha se tornaram realidade, e eu detestei todos eles – como sabia que não ia curtir.

Mas ao mesmo tempo me surpreendi com o quanto eu gostei da experiência, me diverti de verdade e aprendi a apreciar esse estilo de viagem (porque pra quem realmente gosta de cruzeiros, isso é todo um estilo de vida!) – e com certeza absoluta faremos outros em breve!

Como nunca tínhamos feito cruzeiros antes, foi todo um processo de aprendizado, entender o passo a passo do planejamento e como funciona a vida em alto mar. Demos muita sorte de que minha sogra foi com a gente (e nos convenceu que seria legal), pois foi ótimo passar por esse processo com alguém que já fez vários, com diferentes empresas e diferentes partes do mundo – o resultado está nos parágrafos abaixo!

– Escolhendo seu cruzeiro:

Cada empresa e marca de cruzeiros tem um perfil específico – os cruzeiros mais de “massa” são mais homogêneos, mas ainda assim, cada empresa tem sua “marca registrada” e estilo, que muitas vezes se reflete no preço final, nas amenidades oferecidas, o perfil de seus hóspedes, o tipo de entretenimento a bordo etc.

Então é importante pesquisar e conversar com quem já foi na hora de escolher o seu. Muitos dos roteiros são idênticos (ou seja, passam pelos mesmos portos), as são esses detalhes que podem fazer toda a diferença. Afinal, por mais que as paradas e destinos sejam os mesmo, um casal aposentado que embarca num cruzeiro de perfil “família jovem” pode não curtir a programação oferecida, ou a quantidade de crianças correndo de um lugar pro outro.

Ou o casal em lua de mel e procura de romance e agitação que embarca no cruzeiro da terceira idade.

No nosso caso e com o roteiro que queríamos fazer, optamos pela “Carnival”: bons preços, navios novos e espaçosos, com um perfil mais “jovem” e para “famílias”.

Por um lado essa escolha foi um dos motivos pelos quais eu não gostei de certas coisas (não é porque sou “jovem” e tenho uma filha pequena, que vou necessariamente curtir a aula de Salsa na beira da piscina!), mas por outro lado nos deu um conforto a mais de saber que ninguém iria torcer o nariz se a Isabella começasse a chorar no meio do jantar, os funcionários e infra estrutura super bem preparados para lidar com crianças, e de maneira geral, tudo muito fácil, mesmo com um bebê de 6 meses a tiracolo.

Outra empresa que tem um perfil muito parecido é a “Royal Caribean”, enquanto que o “Princess Cruises” e “Celebrity Cruises” tem um perfil mais maduro e adulto.

– Roteiros:

Uma das características de um cruzeiro, que foi o que finalmente me convenceu a embarcar em um, foi o fato de poder conhecer tanta coisa diferente em pouco tempo (afinal, foram 6 países em 10 dias, sem passar nenhum perrengue).

Então queríamos um roteiro que incluísse portos de paradas interessantes e diversificados, mas que principalmente não ficasse muito tempo em alto mar (eu enjoo fácil e tava morrendo de medo!).

Durante a pesquisa de opções (que são MUITAS), uma coisa que me chamou a atenção foi que os cruzeiros no Caribe saídos de portos nos EUA passavam muito tempo em alto mar, e ofereciam menos paradas ao longo do tempo.

Já outros portos de partida, saindo já de algumas das ilhas, ofereciam roteiros melhores, mais diversificados e com portos mais interessantes.

Então escolhemos o cruzeiro pelo Caribe do Sul (ou West Indies), saindo de Porto Rico, que já nos deixaria bem na cara do gol!

Nosso roteiro saía de San Juan, Porto Rico, e de lá passou por: Ilhas Virgens Americanas, Barbados, St Lucia, St Kitts e St Maarten, com apenas 1 dia em alto mar.

– Cabines:

Uma vez decidido o roteiro, o primeiro passo é escolher o tipo de cabine. E a verdade é que é essa escolha que vai determinar o custo de sua viagem.

Quase todas as empresas oferecem cabines “internas”, que são bem pequenas, sem janelas e geralmente as camas são beliches, e os diferentes tipos de quartos/cabines vão variando até super suítes compostas com vários quartos e varandas conjugados.

Como fomos com minha sogra, e a intenção era justamente ter a ajuda dela pra cuidar da Isabella, decidimos por uma suíte com quartos conectados, pois assim cada um teria seu quarto, banheiro e privacidade, mas ao mesmo tempo estaríamos “juntos” o que facilitaria nos momentos de ‘babysitting” (Eu fiz questão absoluta de ter janelas, mas não liguei a mínima se teríamos varanda ou não).

Me surpreendi com o conforto e tamanho dos quartos – não necessariamente luxuosos, mas modernos, confortáveis e bastante espaço. Tínhamos uma cama de casal e mais uma área de “sala”, com sofá cama, mesinha, uma penteadeira/escrivaninha, armários (e mais TV, frigobar, secador de cabelos, etc). O banheiro era bem pequeno, mas com muitas estantes e espaço pra organizar nossas coisas, e deu pro gasto. E ainda deu espaço, confortavelmente, para um berço pra Isabella.

– Restaurantes e alimentação:

Esse era outro medo que eu tinha em relação a cruzeiros pois não sou muito chegada em “all inclusive” em estilo buffet.

Geralmente os cruzeiros te dão algumas opções de horários em que o jantar será servido, e você pode escolher se quer jantar cedo ou tarde. Uma vez feita sua escolha, eles vão te alocar uma mesa, que muitas vezes será sempre dividida com outras pessoas (geralmente sempre as mesmas pessoas, que pode ser tudo bem, ou uma grande furada).

Mas uma outra opção dada, mas não muito divulgada, é a possibilidade de comer a qualquer hora (“Your Time Dining”), que foi a nossa escolha e foi ótimo!

Então estávamos numa restaurante separado, que funcionava como um restaurante qualquer: você chega na porta quando quiser, dá seu nome/cabine/numero de pessoas e eles te sentam onde estiver disponível.

Algumas vezes pegamos fila para esperar por nossa mesa, mas os restaurantes são tão grandes, que raramente demorava mais de 10 ou 15 minutos. E assim também não tivemos que dividir mesa com mais ninguém!

Tanto o café da manhã quanto o jantar, são servidos nos restaurantes principais e “formais” do navio, com menu a la carte que variava todos os dias, e uma comida muito, MUITO boa!

Porém os restaurantes não abriam no horário de almoço, que apenas era servido no buffet do deck ou nas lanchonetes espalhadas pelo navio.

Então o buffet do deck funciona o dia todo, com algumas seções servindo comida 24hrs, mas para minha surpresa, mais uma vez a comida foi muito boa, e sem aquele jeitão de “buffet”.

Ou seja, você que se serve e tal, mas podia escolher diferentes áreas do buffet, que mais parecia a praça de alimentação de um shopping, do que um bufezão! Tinha a bancada dos sanduiches feitos na hora, a lojinha da pizza, a seção de comida Mexicana, a parte dos assados, das saladas, das sobremesas e assim vai. Almoçamos várias vezes no Buffet e cada dia comi algo diferente, sem nunca ter tido aquela impressão de restaurante a quilo, sabe? Que você enche o prato de cosias aleatórias e nunca sabe exatamente o que comeu?

E além disso tudo, nosso navio também oferecia um outro restaurante mais exclusivo (e pago a parte), acessível apenas com reservas (tipo steak house, também excelente, e acabamos jantando lá duas noites!).

Então toda essa parte de alimentação e bares foi com certeza a parte que surpreendeu, pois realmente eu tinha uma imagem muito ruim, mas comemos muitíssimo bem todos os dias.

– Embarque e desembarque:

Outro medo que eu tinha em relação a cruzeiros, e mas uma vez, me surpreendi com a organização do processo.

Eu imaginava aquele caos, onde quase 3 mil pessoas tentam embarcar ao mesmo tempo, confusão de malas, documentação etc.

A preparação para o embarque começa bem antes, e é importantíssimo seguir as instruções.

Primeiro, é preciso fazer um “check in” on line uns dias antes do embarque – como entramos e saimos de diferentes países todos os dias durante o cruzeiro, temos que submeter uma série de informações legais antes do embarque, pois é esse “manifesto” que será enviado a imigração de cada porto antes de nossa chegada.

Um vez que esse passo esteja completo, temos que imprimir, ainda em casa, nosso cartão de embarque e as etiquetas das bagagens “despachadas”, que de acordo com seu check in, já veem com as informações sobre você, sua cabine e afins.

Então, quando chegamos no cais do porto de San Juan, antes mesmo de entrar na fila do embarque, fomos recepcionados por funcionários do Carnival, que verificavam nossas etiquetas de bagagem, cartão de embarque, e já levavam nossas malas direto pra segurança e de lá, pro navio (adorei não ter que ficar carregando aquele bando de tralha pra cima e pra baixo).

O processo de check in é simples, já que quase tudo já foi feito on line, mas eles verificam toda documentação e cada passageiro (inclusive crianças e bebês) recebem um cartão de identificação, que é seu “pau pra toda obra” durante o cruzeiro: serve pra abrir a porta do quarto, faz as vezes de passaporte pra entrar e sair de cada ilha, documento de identidade pra comprar bebidas alcoólicas e o único “dinheiro” aceito abordo.

Assim que embarcamos e fomos direto pro nosso quarto, nossas malas já estavam na porta nos esperando, certinhas e sem nenhum problema!

 

Na hora do desembarque o processo é mais ou menos parecido.

Cada deck do navio é alocado um horário de desembarque, mas que você pode facilmente trocar (basta pedir na área de informação ao cliente), e é isso que vai determinar como e quanto você sai do navio.

Então na nossa última noite a bordo fomos avisados dos procedimentos de desembarque, e de acordo com seu “código” você tem um horário certinho pra sair do navio.

As malas são novamente identificadas e marcadas com o seu código, e basta deixa-las na porta de sua cabina na noite anterior ao desembarque que eles cuidam de tudo (mas não esqueça de separar as roupas e coisas que você precisa para sua última noite no navio e a manhã do desembarque!).

Na hora do desembarque, eles avisam no auto falante os “código” que já podem sair do navio, passamos pela imigração/alfândega e recolhemos nossas malas na área de acordo com nosso código. Confesso que achei ate o último segundo que não daria certo, e que seria confuso, que iam perder ou furtar nossas malas…

Mas nunca fiquei tão feliz de estar errada!

Nós reservamos um traslado para o aeroporto, direto com o navio, e assim que saímos do porto, já tinha alguém nos esperando, e encaminhando todo mundo (e nossas malas) aos ônibus – foi tudo super rápido e tranquilo e não tivemos que esperar quase nada!

 

Já o embarque e desembarque do dia a dia, em cada porto, foi muito, muito tranquilo!

Como tínhamos um cartão de identificação do próprio navio, que faz as vezes de passaporte, bastava apresentar seu cartão na entrada e saída, passar por um detector de metais e pronto. Sem filas, sem confusão, nem nada.

Todos os portos em que paramos, foi possivel desembarcar diretamente em terra firme, então você entra e sai do navio a que horas e quantas vezes quiser ao longo do dia, sem problemas.

Então várias vezes aconteceu de fazermos um passeio pela manhã, voltar pra almoçar no navio com a Isabella e minha sogra, depois sair de novo pra dar uma voltinha com elas, voltar pra Isabella dormir, e depois sair de novo pra comprar alguma cosia rápida nas lojas do cais do porto. Super simples!

Só é preciso ficar atento aos horários de embarque no fim do dia, pois eles são super rígidos, e como teem que fazer o balanço de quem entrou e saiu do navio ao longo do dia, o embarque fecha, pontualmente, 30 mins antes do horário de zarpar. Quem não estiver a bordo, fica em terra firme e bye bye cruzeiro.

– Excursões e passeios:

Depois de decidir seu roteiro e sua cabine, e confirmar a reserva de seu cruzeiro, começamos a ser bombardeados com informações sobre as excursões e passeios oferecidos pelo navio.

A princípio não gostei muito de nenhuma das opções, e achamos melhor não pre-reservar nada, e passear e conhecer cada ilha por conta própria.

Ainda tínhamos o complicador de estar com a Isabella, e vários passeios que gostaríamos de fazer não aceitavam crianças da idade dela, e não sabíamos direito como ia funcionar o dia a dia com a mão do Aaron cuidando da Bella.

Além disso, a verdade é não sou mesmo muito chegada em excursões amarradas, e sabia que conseguiríamos nos virar numa boa por conta própria.

Então embarcamos sem nada planejado, e já na manhã seguinte chegamos em St Thomas, nas Ilhas Virgens e ficamos perdidos!

Por um lado foi bom, pois estava chovendo, e o porto de Charlotte Amalie é nada do centrinho da cidade, então realmente nos viramos numa boa, mas ao mesmo tempo achei a dinâmica de desembarcar e tentar “negociar” seu próprio passeio muuuuuito confuso!

Sair do navio é facílimo, mas uma vez no cais do porto, por conta própria, é um mundarél de taxistas, ônibus, agências, ambulantes, vendedores e afins assediando turistas e tentando te convencer a fazer isso ou aquilo.

Mesmo me considerando uma turista safa, achei confuso e até mesmo intimidador tentar fazer os passeios por conta própria – a não ser que seja uma coisa muito simples e pré planejada, como por exemplo, pegar um taxi para ir até a praia X e ponto final (que fizemos algumas vezes e foi tranquilo).

Então logo depois de nossa primeira tentativa, já voltamos pro navio e reservamos os passeios mais “complexos” que queríamos fazer (que depois conto com mais detalhes nos posts sobre cada ilha), e deixamos pra fazer por conta própria apenas as ilhas que queríamos apenas ir até a praia e nada mais.

Portanto, ajuda bastante fazer uma pré pesquisa sobre as ilhas e o que tem de interessante em cada uma delas.

– Entretenimento a bordo:

A pergunta que mais me fizeram quando voltamos da viagem foi: “e mais não rola muita farofa não?!”

SIIIIIIMMMM!!! Muita farofa! E acho que parte disso é culpa do perfil do cruzeiro que escolhemos: uma empresa relativamente barata, em um navio/roteiro com perfil jovem e com muitas famílias. Além disso, por termos escolhido um roteiro que sai de portos não-EUA, a cultura Latina era super dominante, em vez de ter um perfil mais internacional dos cruzeiros que saem da Flórida, por exemplo.

Então era um tal de aula de Salsa e “Lambairóbica” na beira da piscina, garçons dançando Macarena no jantar, fotógrafos tirando fotos de “Glamour Studios” das adolescentes, competição de Karaoke e mais uma infinidade de breguices…

Mas por outro lado, também  tinha um casino super legal (proibido para menores de idade), um teatro enorme com peças e musicais quase todas as noites, um comedy club bem divertido, e vários bares, para atender a todos os gostos.

Então, apesar dos pesares, pra quem gosta desse estilo de entretenimento, esse navio foi um prato cheio. Mas se dançar Salsa e fazer e fileira da Conga, bebericando seu cocktail verde com canudo colorido não faz sua praia, é bem fácil evitar tudo isso…

– Evitando a muvuca:

Ou seja, o navio é tão grande, e as opções de coisas a fazer a bordo (e em terra) são tantas, que foi facílimo evitar as muvucas e farofadas.

Por exemplo, todas as noites rolavam uma festas “Latinas” no deck da piscina, concursos de Karaoke, e festinhas adolescentes na “disco” do navio – mas ao mesmo tempo, também tinham um Sports bar, um Champagne Bar, o Casino, o Steak House e o comedy club que eram super mais tranquilos e sem nada de muvuca.

9515983409_154abd5d83

Durante o dia, também era possivel ir ao Spa (delícia!) ou na piscina dos fundos do deck (sem musica nem “animação”, ou uma área chamada “Serenity”, com um pool bar, musicas mais “normais” e que não permitiam a entrada de crianças.

Então logo no segundo dia a bordo aprendemos rapidinho de como fazer do navio um espaço “nosso”, evitando certas áreas ou entretenimento que não fazem nosso estilo, e tirando proveito de outros que nos agradavam mais.

No fundo, achei que fazer cruzeiro é um programa super democrático e eclético – eles conseguem agradar a Gregos e Troianos, ao mesmo tempo que cada um fica na sua.

– Extras (Spa, bebidas, compras, internet):

Uma outra grande vantagem de viajar em um cruzeiro é que já vem com tudo incluído, então você não corre grandes riscos de passar susto na viagem, já que seus principais gastos (transporte, acomodação e refeições) já estão incluídos.

Porém, o navio que embarcamos (Carnival Valor) não é 100% all inclusive (algumas marcas são, mas a maioria também é cheia de extras), então é preciso estar ciente e preparado para eventuais gastos.

O principal custo extra são bebidas – no pacotão das refeições só estão incluídos: agua, café, ice tea e limonada. Todos os resto – alcoólico ou não – são pagos a parte.

Mas uma vez a bordo, existem outros tanto “pacotes” disponíveis (e alguns baratinhos) que passam a incluir alguns extras, como por exemplo, um pacotão para refrigerantes e sucos, um outro pacote que inclui vinhos nas refeições (que nós fizemos e adoramos) ou até mesmo para cocktails e cervejas.

As bebidas não são superfaturadas não, e pagamos preços na média de bares e restaurantes nos EUA, por exemplo (logo, mais barato que restaurantes e bares em Londres), e ainda rolam algumas promoções de happy hour, bebida “do dia” e tal.

A internet é um capítulo a parte, pois além de bem cara (49 dólares por 25 minutos!), é uma porcaria! Logicamente que não resisti a tentação e precisei me contectar alguns dias, mas gastei 80% de meus minutos tentando subir fotos no Instagram! Hahahah

O Spa também é pago a parte, mas os hospedes tem total acesso a academia, saunas, e jacuzzi – mas qualquer serviço de massagens, manicure ou cabeleireiro é pago a parte.

E por fim, as excursões que mencionei aí em cima.

A maioria dos passeios são bem salgados, mas os preços variam bastante dependendo do que você quer fazer e qual a duração do passeio (por exemplo, fazer mergulho com tanque sai mais caro que um city tour de 2 horas), e sem dúvidas alguma sai muito mais em conta explorar as ilhas por conta própria do que as excursões do navio.

Porém, qualquer coisa que você queria fazer que vá além de “ir a praia”, nós achamos meio complexo e tenso de ser organizado por conta própria, então demos o braço a torcer e fizemos excursões!

Ah! E por fim, não esqueça que na sua conta final eles vão incluir a taxa de serviço (gorjetas), que sai por cerca de 10% de sua conta total – então cuidado pra não tomar um susto! (mas se você preferir também pode pre-pagar sua gorjeta antes mesmo de embarcar)

Então no dia a dia não é necessário deixar gorjeta pra nada nem ninguém, e no final eles já cobram um percentual justo pra todo mundo – mas não custa nada dar um extra pra alguém que tenha sido extra simpático e tal. Nós deixamos gorjeta extra pro camareiro do nosso quarto, que era um senhor Filipino super fofo e simpático que gostou tanto da Isabella que já vinha correndo dar bom dia pra ela no corredor, e aprendeu os horários de dormir dela e arrumava nosso quarto de acordo pra não atrapalhar a rotina!

– Como se vestir em um cruzeiro:

Ah… outra grande dúvida!

Mas, mais uma vez, um detalhe que varia de acordo com o perfil do cruzeiro e roteiro que você decidir fazer.

No geral, poderia dizer que o dress code dos navios são incrivelmente diferentes durante o dia ou a noite:

Durante o dia tudo é super casual e despojado: biquines, saídas de praia, bermudas, camisetas e chinelos.

Já durante a noite a coisa muda, e todo mundo se arruma mesmo!

Claro que sempre tem aquele cara que aparece no restaurante formal pra jantar de bermudão de praia, ou aquela moçoila que usa salto alto na beira da piscina, mas de forma geral, não teve mistério.

O nosso cruzeiro especificamente não era super formal, então me vesti como me vestiria para sair pra jantar em restaurantes e bares bacanas aqui em Londres: as vezes estava de vestido e salto alto, outras vezes de calça e uma camisa mais arrumadinha, sempre caprichando nos acessórios, por exemplo.

E para os homens, o Aaron levou algumas camisas e calças sociais, mas não usou seu terno nem gravata nenhuma noite (mas vimos alguns homens jantando de terno e gravata todas as noites, então vai do gosto e estilo de cada um).

Ao longo do cruzeiro, tivemos 2 noites “formais” (que outras marcas chamam de “jantar do Capitão” e suas variações), e apenas separei as opções de vestido mais arrumadinhos para essas noites – mas sem grandes variações do mesmo tema.

Mas por outro lado,  vimos homens de smoking e mulheres e vestido longo cravejados em paetês – e sempre tem aquele carinha que ainda assim aparece no jantar formal de bermudão e camisa do time de futebol!

Mas quer saber? Apesar de ser um ambiente mais formal e arrumadinho, um cruzeiro ainda é um ambiente de férias, em alto mar e no Caribe – então se você não esta a fim de usar terno nas férias, não precisa se preocupar!

– Vida em alto mar (enjoos, medos, emergências etc):

Bem, aqui esta o meu maior medo de todos!!

Eu evito viajar de barco com todas as minhas forças, pois sou daquelas pessoas que enjoa só de ver um barco ancorado e balançando de um lado pro outro… Então eu sempre associei cruzeiro com passar as férias inteiras passando mal!!

Então fui preparada: levei uma quantidade de Dramim que poderia dopar uma cidade inteira, e já estava preparada pra passar super mal e dormir praticamente todos os dias o dia todo (porque Dramim cura meu enjoo mas deixa dopada que é uma beleza!)!

Mas pra minha surpresa, não passei mal nenhum dia! Nem um micro enjouzinho nem mal estar!

Mas confesso que as vezes eu sentia o barco mexer sim!! Muito pouco, e acho que parte disso era pura paranóia minha, mas pegamos um mar movimentado, o que aparentemente é bem raro no Caribe, pois vimos muita gente comentando que também sentiam o barco mexer, coisa que nunca tinham sentido antes.

O motivo pelo qual eu acho que rolou um certo exagero e paranoia de minha parte foi porque eu só percebi isso na nossa segunda noite a bordo, na noite/dia que passamos em alto mar e eu tive alguns momentos de mini pânico onde eu achava que sentia o navio mexer e imediatamente começava a mapear todas as saídas de emergência na minha cabeça e qual seria e melhor estratégia pra ir buscar a Isabella no quarto com a avó antes de correr pro bote salva vidas (tudo ao som da trilha sonora do “Titanic” dentro da minha cabeça!!)! HAHAHHAHA

(sim, já tinham rolado algumas taças de vinho quando esse mini pânico bateu e o Aaron morre de rir até hoje! Então não sei se o “balançê” foi causado pelo mar do Caribe ou pelo Chardonay da Califórnia!)

Todos os outros dias passamos ancorados nos portos (aí é que não dá pra sentir nada mesmo!), e as noites sempre eram em mar, entre uma ilha e outra, mas sem grandes sacolejos e nada de mal estar – então esse medo eu já ultrapassei e já to pronta pra outra!

Adriana Miller
Siga me!

Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
Adriana Miller
Siga me!

 

Adriana Miller
54 comentários