09 Apr 2014
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Esqui e Aprés Ski – fazendo a mala dentro e fora das pistas

Bardonecchia, Chamonix, Dicas (Praticas!) de Viagem, Fazendo as Malas, Viagens

Apesar de já ter falado sobre o que usar e como se vestir para esquiar aqui nesse post, sempre é bom relembrar. E depois das viagens de esqui que fiz esse inverno muitas meninas me pediram dicas sobre o que levar na mala para usar dentro e fora das pistas.

 – Roupas para esquiar ou fazer snowboard:

Não vou reinventar a roda, e esse meu post está bem completo – mas fiz uma check list com tudo que considero indispensável ter a mão para conseguir esquiar confortavelmente.

Botas de esqui ou snowboard, que provavelmente serão alugadas, então na própria loja te dará tamanhos variados de acordo com o tamanho do seu pé, a grossura da sua meia e seu nível de esqui (já que a bota esta diretamente ajustada aos esquís propriamente ditos).

Calca e casaco de material impermeável e corta vento: Tanto a calca quanto o casaco serão leves, permitindo liberdade de movimentos e te protegendo da neve/agua e vento lá em cima na montanha (as jaquetas e calcas de esquí não são necessariamente quentes, o importante mesmo eh a proteção anti agua mesmo)

Roupas térmicas de base: meias, de preferência bem grossas e de cano alto, para proteger seus pés e canelas da bota (a mais desconfortável que você vai vestir na vida!), ceroulas ou leggings (de material próprio ara esquentar suas pernas, mas ao mesmo tempo nao reter umidade na pele); camisetas (regatas e de manga comprida) que sejam próprias para esportes e que nao retenham suor (nada pior do que a sensação de que você esta suando e molhada por baixo daqueles casacos todos), e por fim eu gosto de usar um colete de fleece, pois esquente meu tronco, mas sem limitar os movimentos do braço.

Acessórios: luvas grossas e impermeáveis (para proteger a pele de sua mão na neve (neve “rala” que é uma beleza!) e que não fiquem molhadas), gorro ou tapa orelhas, cachecol ou protetor de pescoço (gosto daquelas “golas” de fleece, que não correm o risco de desenrolar no meio da pista (pode ate ser perigoso!) e sao quentinhas mas nao ficam “molhadas” a medida que seu pescoço for suando); óculos de sol ou óculos de esquí (o óculos de esquí eh bom para proteger os olhos e rosto quando chove ou esta nevando e ventando muito, mas a verdade eh que prefiro e “enxergo” melhor usando oculos de sol mesmo. Mas quando uso oculos de sol, sempre uso mina faixa “tapa orelha” poise la deixa as hastes do oculos bem presas atrás da orelha, para nao correr o risco de perder os oculos!). E por fim, um capacete (principalmente se voce ja eh mais avançado/corajoso ou se a condição da neve nao estiver muito boa).

A principal dica é realmente ficar de olho nos materiais da roupa e do equipamento que voce vai usar.

Por um lado o clima é frio, você vai pegar bastante vento no alto da montanha, e de uma hora para outra o tempo pode virar completamente de sol-para chuva-para neve e uma incontável variação de combinações de clima, te deixando de morrendo de calor no sol (nao esqueça que voce estará fazendo atividade física intensa o tempo todo, entao vai sentir bastante calor “por dentro” da roupa sim!), para congelado e ensopado (de neve ou chuva) em questões de segundos!

Quando estava em Bardonecchia esse ano eu postei uma foto no Instagram com tudo que estava levando comigo pras montanhas, e muita gente se assustou com a quantidade de cacarecos, e se eu ia esquiar de bolsa ou mochila.

A pesar de que mochilas sao uma opcao (para quem ja leva mais jeito nas pistas (que nao eh meu caso!), as roupas de esquí sao lotadas de bolsos e compartimentos secretos, justamente para isso – afinal voce vai ficar o dia todo por la, fazendo mil atividades e tem que estar preparado para imprevistos tambem.

Entao geralmente as calcas tem pelo menos 2 ou 4 bolsos, as jaquetas 4 ou 6 (quanto mais profissa a jaqueta, mais esconderijos elas tem!), e fora os acessorios, como gorro, coletes etc, entao eh soh ir espalhando suas coisas pelos bolsos sem preocupacao!

ATENÇÃO:  Essa lista de roupas/materiais vale tanto para mulheres, quanto para homens!

– O que vestir fora das pistas de esquí (para jantar, apres ski, etc).

Bem, o principal a ressaltar aquí eh que por mais que voce va para um resort super badalado nos Alpes, o clima eh sempre muito informal – a maioria das festas e apres ski começam direto nas pistas, e raramente as pessoas voltam pro hotel/casa para se arrumar e emperequetar antes de sair de novo.

Entao o “look” mais comum incluem calcas de esquí/snowboarding, botas de esquí (mas quase todo mundo leva uma outro par de “bota de neve”, porque as botas de esquí realmente sao muuuuuito desconfortáveis!), e tudo meio colorido/esportista…

Mas eh importante ter uma boa opcao de calcado que possa ser usado com sua roupa de esquí justamente quando voce nao estiver esquiando – pode ser simplesmente uma bota bem quentinha de solado anti-derrapante, ou aqueles sapatos/botas de trilha, por exemplo. Porque mesmo se seu hotel for ski-in/ski-out, ainda assim voce vai querer ter uma opcao confortável para usar no fim do dia.

E nas situacoes onde voce vai apenas passear pela estacao/cidade, ou voltou pro hotel antes de sair para jantar por exemplo, ou ate mesmo para quem quiser uma balada mais animada, tudo eh muito, muito informal – entao podem deixar as plumas e paetes e salto alto em casa.

Nos pés é importantíssimo sempre ter uma bota que além de quente, seja confortável e anti derrapante, pois quase todas as ruas/calcadas e caminhos por onde você vai passar estarão cobertos de neve e gelo.

E de preferência botas/sapatos de marcas e materiais que sejam proprios para ese tipo de clima e situação, pois a neve (na verdade o químico que colocam na neve para ela derreter e não virar gelo) tem um efeito destruidor em couros e sapatos mais delicados (tipo camurça, couro sem tratamento, etc).

E de resto calcas compridas (que podem ser jeans, ou sarja, ou camurca, couro, ou qual material voce prefira), blusas e pullovers quentinhos, um bom casacão (que pode ser um sobretudo mais pesadao, uma jaqueta de couro, um trench coat, ou a sua propia jaqueta de ski, se voce nao quiser carregar muita coisa na mala), e claro, acessorios (luvas, corros, cachecol).

Me pediram para usar as fotos que postei em Chamonix como exemplo – pois consegui ficar arrumadinha pras fotos (#quemnunca) mas sem passar frio!

Foi apenas uma questão de usar os materiais certos e as camadas certas!

Então nesses días em Chamonix eu estava usando (de “dentro” para fora da roupa):

*Minha meia de esquí (super grossa de lã merino e ate acima dos joelhos)

*Calca jeans (eu pessoalmente não gosto de usar meia calca por baixo de jeans – acho que o mínimo de proteção e “aquecimento” que eles vão oferecer nao compensa o nivel de desconforto, mas eh uma opcao bem pessoal. Eu O-deio, mas tem gente que nao sai de casa sem!)

*Minha bota inseparável da Ugg (acho ate que vou comprar outras cores, pois essa bota realmente é imbatível pro frio! Mas também tenho algumas botas da Timberland que sao otimas!)

(Na parte de cima do corpo)

*Regata de algodão

*Blusa térmica (manga comprida e gola alta)

*Pullover de lã de gola alta

*Colete de fleece (o mesmo que mencionei acima que gosto de usar para esquiar. Eh uma ótima dica para dar uma esquentada no corpo mas sem ficar com a roupa muito amontoada)

*Sobretudo de la (esse sobretudo é super grosso e pesado, com um forro potente, mas o corte eh impecável, então não parece ser tão grandão quanto é!)

*Gorro (usei esse de pelinho pois quería ficar com a cabeça e orelhas quentes, mas não consigo usar gorros de lã por muito tempo seguido – me dão uma coceira pinicada horrível na testa!)

*Luvas (hoje em dia nao consigo mais usar luvas que nao tenho ponteira de dedo de touch screen para usar meu celular e a câmera fotográfica sem ter que tirar as luvas!)

Ou seja, no total eu estava usando 5 camadas de roupa, mas sem ficar parecendo um bonecão do posto! :-)

E o melhor é que a medida que entravamos em lojas ou restaurantes, eu ia tirando as camadas pouco a pouco, de acordo com a temperatura e aquecimento de cada lugar, para nunca ficar desconfortável!

Já em Bardonecchia, na Itália ha umas semanas atrás, apesar da neve e temperaturas abaixo de zero a noite, durante o dia nos resorts o sol estava bem forte, levando as temperaturas na casa dos 10/15 graus, então já não precisamos de tantas camadas e materiais grossos.

Então foi bem mais fácil de planejar o que vestir foras das pistas, usando roupas mais “normais”:

*Blusa térmica de manga comprida

*Pullover de cashmere

*Jaqueta de couro

*Cachecol

*Calça jeans

*Bota (não dá pra ver na foto, mas estava usando minha bota da Timberland, sem forro, mas de ótimo couro e solado de borracha)

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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08 Apr 2014
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Bardonecchia – fora das pistas!

Bardonecchia, Italia, Viagens, Viagens pela Italia

Apesar de ter a-do-ra-do o esqui em Bardonecchia, a verdade é que as pistas foram apenas um pretexto que nos levou até lá, e a cidade tem muito mais a oferecer além da neve.

Pra começar que por ser na Itália, comemos e bebemos muitíssimo bem, e por não ser uma estação de esqui ultra-mega turística, os preços eram ótimos, o que não da pra negar que ajudou bastante o nosso clima de “vamos experimentar de tudo” pela cidade e pistas!

Hospedagem:

Como cometei no post anterior, nossa melhor aposta do fim de semana foi o Hotel Rive, onde nos hospedamos. O serviço foi surpreendentemente ótimo, o que sempre vale a recomendação (fizemos a reserva pelo Booking.com, mas de ultima hora duas meninas não puderam ir, e outra teve que mudar a passagem, e íamos acabar pagando por quartos a mais, mas quando explicamos a situação para a gerente do hotel, na mesma hora ela se ofereceu pra ajudar, e ligar pro Booking para pedir um cancelamento sem custo, e nos mudou para 1 quarto maior onde cabíamos todas juntas. E no dia seguinte quando outra amiga chegou, ela nos deu outro quarto de novo, mas so cobrou pela ocupação única!).

Mas o principal ponto a favor do Hotel Rive é a localização imbatível no centrão de Campo Smith, a principal area de ski de Bardonecchia.

O hotel é ski-in ski-out (então você pode entrar e sair já esquiando, sem ter que carregar seu equipamento), tem armazém de botas e skis com secadores/aquecedores, além de ofereces descontos na muitas lojinhas e cursos de esqui do complexo.

No subsolo eles também tem um spa completíssimo, que apesar de não fazer parte do hotel, os hospedes tem acesso livre e desconto nos tratamentos.

 – Apres Ski, bares e baladas:

Não da pra negar que a melhor parte de qualquer viagem pras montanhas é o “apres ski” (nome Francês para os “happy hour” que acontecem nas pistas e bares espalhados nas estações de esqui), então esse foi um dos requisitos decisivos na escolha de nosso destino.

Apesar de que Bardonecchia é super fora do circuito fashionable das estações dos Alpes, a cidade tem um perfil bem interessante, pois atrai muita gente jovem da região de Turim e Milão, que sobem as montanhas nos fins de semana para esquiar e badalar.

Então isso significa que os fins de semana bombam por lá, com vários eventos e festas as sextas e sábados.

O destino mais falado da cidade eh o “Cipo’s”, um barzinho tipo chalé bem na base do teleférico de Campo Smith (e exatamente em frente ao nosso hotel! A gente tropeçava e já estava no Cipo’s!).

Durante o dia eles estão sempre movimentados, pois muita gente aproveita pra para por lá pra almoçar/lanchar/tomar café entre a descida da pista e a (re)subida no teleférico.

E eles também tem aquelas cadeirinhas “de praia” do lado de fora, bem de frente pra descida da pista, e é uma delicia pegar um solzinho no meio da neve!

Almoçamos lá todos os dias! O raviolli da casa e as bruschetas são incríveis!

Já a noite, a impressão que tivemos é que a cidade toda estava lá! Sexta feira rolou um showzinho de rock bem animado ate altas horas (a verdade é que nós só aguentamos até umas 2 da manhã, mas ainda tinha gente chegando quando fomos embora!).

No sábado a noite o Cipo’s também estava lotado e a musica animada, e quanto deu lá pra umas 2 da manha, todo mundo começou a migrar em direção ao “I Due Merli”, a balada de Bardinecchia, exatamente em frente ao Cipo’s (e no mesmo prédio/complexo que o nosso hotel!).

Dançamos muuuuuito, DJ arrasando nos hits/ pop/brega (hahahah)! Fomos praticamente as ultimas a ir embora, quase 5 da manha e ainda rolou uma galera tentando nos recrutar pra um after party, mas como no dia seguinte tínhamos mais esqui pra enfrentar, voltamos pro hotel mesmo!

Na pista Mezelet, eles também tem um bar/apres ski equivalente, o “Waikiki”, mas que só fomos durante o dia, então não sei o quão animado fica a noite.

Mas almoçamos lá um dia e eles fazem um “Tartiflete” de cair dura de tão bom!

– Restaurantes:

Impossível ir pra qualquer cidade na Itália e não comer bem, neh?!

Bardonecchia fica na região do Piedmonte no norte da Itália, então a culinária era bem especifica, com muitas opcoes típicas (o prato “regional” mais conhecido é a polenta, tanto com molho “ragú” (bolonhesa) quanto com queijo derretido – ambos incríveis!).

Durante o dia sempre acabamos comendo na saída das pistas mesmo (Cipo’s em Campo Smith, e Waikiki em Mezelet), mas a noite aproveitamos pra conhecer outros restaurantes da cidade.

O “Laghetto” fica bem pertinho do Hotel Rive, com uma comida bem típica Italiana, num estilo bem família (= porcões gigantes de comida muito boa!), com um preço inacreditável (tipo 5€ por um prato de massa que serve duas pessoas!), então não tivemos problemas em recuperar as calorias gastas esquiando!

Outra opção é o “I Cusini”, eleito pelo Tripadvisor não só o melhor de Bardonecchia, mas também um dos melhores da região Piedmontese, então não queríamos deixar de provar!

Ele fica mais afastado do hotel, bem no centrinho de Bardonecchia (perto da estação de trem e do comércio), mas como não queríamos ter que dirigir ate la, fomos andando mesmo e foi super fácil (e ate que bem rápido apesar da neve que nos pegou pelo caminho!).

Outra opção que deve ser o máximo eh jantar no “Chesal 1805″, que fica bem no alto da pista Mezelet!

Nos so paramos por la pra um cafezinho rapido entre as pistas, mas o lugar eh incrivel e tem uma vista lindissima!

E quando estavamos la eu reparei que eles tem varios “pacotes” para jantar la em cima, que incluiu subir a montanha num snowmobile com lanternas e ate mesmo esquiar no escuro na descida (para os mais coreajosos e profissas!).

Entao acho que seria uma otima opcao pra quem quiser fazer alguma coisa diferente e mais romantica/especial!

Lojas e compras:

Nessa area Bardonecchia fica devendo aos outros grandes resorts Europeus!

Apesar de que no complexo de Campo Smith onde ficamos hospedadas tinha de tudo um pouco, eles nao tinha lojinhas, farmacias e essas cosias que volta e meia podemos precisar.

Entao se voce nao tem sua propria roupa de esqui, tambem nao tem onde comprar nada la na hora (algumas lojinhas de aluguel de esqui vendiam uns acessorios, mas nada muito completo).

A unica opcao de comercio na cidade fica no centro de Bardonecchia, perto da estacao de trem.

La fica a rua principal da cidade, onde eh possivel achar farmacias, lojas de roupas de esqui e “normais”, supermercado etc – mas todas me pareciam bem pequenas (nada parecido com o festere consumista que eh Chamonix ou Kitzbhuel, por exemplo), e como so fomos pra la ja a noite, ja estava tudo fechado…

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07 Apr 2014
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Bardonecchia – Esqui na Italia

Bardonecchia, Italia, Viagens, Viagens pela Italia

Desde que eu fui esquiar pela primeira vez ha uns anos atras, eu fiquei totalmente viciada – nao so porque o esporte eh o maximo, mas porque eh uma viagem deliciosa de se fazer!

Os resorts/cidades sempre tem um clima delicioso, paisagens lindas, e uma otima energia, que mistura aquela coisa boa de muita gente se exercitanto, respirando ar puro das montanhas e de quebra comendo e bebendo muito bem e se divertindo demais. Nao tem erro!

Entao no final do ano passado quando um amiga ficou noiva e me pediu pra ajudar a organizar sua despedida de solteira, na mesma hora pensamos: porque nao juntamos um grupo de amigas e vamos esquiar todas juntas?!

A decisao foi unanime! Independente do seu nivel de esqui e aptidao atletica, as estacoes de esqui sempre agradam a todos os gostos e sempre sao uma diversao garantida!

Na Europa as opcoes de estacoes de esqui sao enormes, mas queriamos algum lugar que fosse facilmente acessivel (sem transfers complicados nem horas de trens e baldeacoes mil, ja que o tempo era limitado e o grupo viajaria em horarios diferentes), que fosse bem democratica aos diferentes niveis de esqui do grupo (algumas meninas esquiavam SUPER bem, enquanto outras eram mais iniciantes/intermediarias, e outra que nunca tinha esquiado na vida), que oferecesse um boa qualidade de neve mesmo ja no final da temporada (ja que fomos em Marco), que nao fosse muito caro (sempre um problemao nesse tipo de viagem), e principalmente, que fosse um lugar muito animado fora das pistas de esqui!

Resultado: Bardonecchia, na regiao de Piedmonte no Noroeste da Italia (fronteira com a Franca)!

– Transfer

A facilidade de acesso de Bardonecchia foi um dos fatores decisivos na viagem!

O resort esta a cerca de 1 hora do aeroporto de Turin, sendo facilmente acessivel por transfers, trem ou carro.

A partir de Londres, eh possivel chegar a Torino com voos diretos com a British Airways, Ryanair e Air Italia.

Chegando em Torino, a opcao mais barata para chegar ate Bardonecchia sem duvidas eh o trem, com passagens que custam 7€ a partir da estacao “Torino Porta Nuova” diretamente ate a estacao central de Bardonecchia! (a viagem demora cerca de 1 hora a 1 hora e meia, dependendo do trem).

Essa foi nossa opcao na ida, mas confesso que nos enrolamos demais pra chagr na estacao de trem, entao acabamos demorando demais! Mas ainda assim, foi facil e rapido, e a viagem muito agradavel, cruzando as montanhas no norte da Italia!

Na volta, como o grupo estava mais completo, resolvemos alugar um carro (reservamos pela internet, e uma das meninas que chegou depois recolheu o carro na locadora no aeroporto e foi dirigindo, entao o carro ja estava la na hora da volta), e foi incrivelmente facil!

Porta a porta demoramos menos de 1 hora, e a estrada sempre excelente!

– Pistas/Bairros

Bardonecchia tem um centrinho da cidade, bem do lado da estacao de trem e o posto de informacao turistica, mas para quem vai pra la esquiar, o que vale a pena mesmo eh escolher uma das pistas e se acomodar por la!

No total sao 4 “regioes” e pistas de esqui:

Jafferau eh a montanha mais alta, onde se cruza a fronteira com a Franca e que sediou parte das Olimpiadas de inverno de 2006 – e portanto tambem eh onde estao as pistas mais altas e mais dificeis.

Campo Smith foi a nossa escolha!

Por ali a hospedagem eh abundante, e tudo eh muito facil e acessivel – a “aterrisagem” das pistas de esqui me lembraram um pouco a “praia” de A-Basin no Colorado, com aquela expansao enorme de gelo e neve, onde tudo acontece, mas com mais infraestrutura: hoteis, spas, aulas de ski, restaurantes, bares, lojinhas, cafes, etc.

O carro acabou ficando na garagem o tempo todo e faziamos tudo a pe (e quase tudo de esquis nos pes tambem!).

Esquiar nao eh uma coisa facil (nao so pelo esporte em si, mas principalmente por causa de toda logistica envolvida!), entao eh imprencidivel que tudo ao seu redor seja o mais simples e agradavel possivel, e nisso Campo Smith foi absolutamente perfeito!!

(o principal motivo por termos optado por nao esquiar em Chamonix umas semanas atras – e nao ter gostado muito da cidade como um todo, como comentei aqui).

A estacao Colomion-Les Arnauds nao chegamos a conhecer, mas fomos um dia a Melezet e tambem gostamos bastante!

As pistas em Melezet sao mais altas que Campo Smith, mas nao muito mais dificeis, entao eh otima para principiantes, que querem ter uma experiencia mais “la em cima”, com aquela vista incrivel e tals, mas sem se arriscar nas pistas mais dificeis.

Aliais, isso vale a pena mencionar sobre Bardonecchia: apesar da cidade ter sediado parte das Olimpiadas de inverno de 2006 e ter boas opcoes de pistas “dificeis” para esquiadores e snowboarders mais profissionais, o resort, como um todo, eh super facil, tendo mais de 50% de suas pistas no nivel iniciante ou intermediario facil, com pistas beeeeem largas (nada pior que achar que voce nao vai conseguir virar os esquis a tempo de cair precipicio abaixo ou de cara nas arvores!) e com inclinacoes intercaladas (mentira: pior doque achar que voce vai se estabacar nas arvores, so mesmo o medo de altura e nao conseguir enxergar o que esta “embaixo” da pista!).

Entao foi um otimo resort pra me aventurar mais nas pistas e manobras, optando por slopes mais longos e mais altos, mas com a seguranca de que nao ia me apavorar pelo meio do caminho, e achei isso importantissimo (o principal impecilho pra quem esta aprendendo a esquiar eh esse medo do combo velocidade-altura-quedas!).

– Hospedagem

Nos ficamos hospedadas no Hotel Rive, que faz parte do complexo olimpico de Campo Smith (quem sem duvidas eh o “coracao” de Bardonecchia!), com hospedagem simples, porem muito completa e confortavel – e o principal: ski in, ski out, que significa que estavamos na cara da pista de esqui e podiamos entrar e sair do hotel ja de botas e esquis nos pes (ter que carregar os esquis e bastoes e ao mesmo tempo andar com aquela bota horrivel eh uma tortura!! Entao hoteis que oferecem acesso direto as pistas e telefericos sempre sao uma otima!).

O cafe da manha era completissimo, o hotel nos dava desconto em varios outros estebelecimentos do complexo (desconto no alguel de equipamento, desconto nas aulas de esqui, desconto no spa, etc), os quartos espacosos e confortaveis e os funcionarios super simpaticos, sempre dando altas dicas!

– Aulas e quipamento

Nos aproveitamos que estavamos por la mesmo e tiramos vantagem da facilidade da localizacao e dos descontos do hotel e nem pensamos muito: marcamos nossas aulas na “Spazio Neve” (com a instrutora Clara, uma coroa enxuterrima super engracada e simpatica!) e alugamos nossas botas/esquis no lojinha exatamente na porta ao lado (que tambem dava desconto de 15% a hospedes do Hotel Rive).

Como estavamos com um grupo grande e quase todas queriamos fazer aula, reservamos uma aula particular, que acabou saindo mais barata do que participar em grupo. A nossa instrutora, Clara era o maximo, e acabamos passando horas com ela na montanha no primeiro dia, e ainda pegamos mais umas horas de aula no dia seguinte!

Apesar de sermos um grupo com niveis bem diferentes de esqui, ela ia dando “aulas” e dicas e tecnicas especialmente para as necessidades de cada uma, melhorando a tecnica das meninas que ja esquiavam bem, e ao mesmo tempo ensinando e corrigindo as mais iniciantes/intermediarias. Valeu demais a pena!

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