09
Apr
2014
Esqui e Aprés Ski – fazendo a mala dentro e fora das pistas
Escrito por Adriana Miller

Apesar de já ter falado sobre o que usar e como se vestir para esquiar aqui nesse post, sempre é bom relembrar. E depois das viagens de esqui que fiz esse inverno muitas meninas me pediram dicas sobre o que levar na mala para usar dentro e fora das pistas.

 - Roupas para esquiar ou fazer snowboard:

Não vou reinventar a roda, e esse meu post está bem completo – mas fiz uma check list com tudo que considero indispensável ter a mão para conseguir esquiar confortavelmente.

- Botas de esqui ou snowboard, que provavelmente serão alugadas, então na própria loja te dará tamanhos variados de acordo com o tamanho do seu pé, a grossura da sua meia e seu nível de esqui (já que a bota esta diretamente ajustada aos esquís propriamente ditos).

- Calca e casaco de material impermeável e corta vento: Tanto a calca quanto o casaco serão leves, permitindo liberdade de movimentos e te protegendo da neve/agua e vento lá em cima na montanha (as jaquetas e calcas de esquí não são necessariamente quentes, o importante mesmo eh a proteção anti agua mesmo)

- Roupas térmicas de base: meias, de preferência bem grossas e de cano alto, para proteger seus pés e canelas da bota (a mais desconfortável que você vai vestir na vida!), ceroulas ou leggings (de material próprio ara esquentar suas pernas, mas ao mesmo tempo nao reter umidade na pele); camisetas (regatas e de manga comprida) que sejam próprias para esportes e que nao retenham suor (nada pior do que a sensação de que você esta suando e molhada por baixo daqueles casacos todos), e por fim eu gosto de usar um colete de fleece, pois esquente meu tronco, mas sem limitar os movimentos do braço.

- Acessórios: luvas grossas e impermeáveis (para proteger a pele de sua mão na neve (neve “rala” que é uma beleza!) e que não fiquem molhadas), gorro ou tapa orelhas, cachecol ou protetor de pescoço (gosto daquelas “golas” de fleece, que não correm o risco de desenrolar no meio da pista (pode ate ser perigoso!) e sao quentinhas mas nao ficam “molhadas” a medida que seu pescoço for suando); óculos de sol ou óculos de esquí (o óculos de esquí eh bom para proteger os olhos e rosto quando chove ou esta nevando e ventando muito, mas a verdade eh que prefiro e “enxergo” melhor usando oculos de sol mesmo. Mas quando uso oculos de sol, sempre uso mina faixa “tapa orelha” poise la deixa as hastes do oculos bem presas atrás da orelha, para nao correr o risco de perder os oculos!). E por fim, um capacete (principalmente se voce ja eh mais avançado/corajoso ou se a condição da neve nao estiver muito boa).

A principal dica é realmente ficar de olho nos materiais da roupa e do equipamento que voce vai usar.

Por um lado o clima é frio, você vai pegar bastante vento no alto da montanha, e de uma hora para outra o tempo pode virar completamente de sol-para chuva-para neve e uma incontável variação de combinações de clima, te deixando de morrendo de calor no sol (nao esqueça que voce estará fazendo atividade física intensa o tempo todo, entao vai sentir bastante calor “por dentro” da roupa sim!), para congelado e ensopado (de neve ou chuva) em questões de segundos!

Quando estava em Bardonecchia esse ano eu postei uma foto no Instagram com tudo que estava levando comigo pras montanhas, e muita gente se assustou com a quantidade de cacarecos, e se eu ia esquiar de bolsa ou mochila.

A pesar de que mochilas sao uma opcao (para quem ja leva mais jeito nas pistas (que nao eh meu caso!), as roupas de esquí sao lotadas de bolsos e compartimentos secretos, justamente para isso – afinal voce vai ficar o dia todo por la, fazendo mil atividades e tem que estar preparado para imprevistos tambem.

Entao geralmente as calcas tem pelo menos 2 ou 4 bolsos, as jaquetas 4 ou 6 (quanto mais profissa a jaqueta, mais esconderijos elas tem!), e fora os acessorios, como gorro, coletes etc, entao eh soh ir espalhando suas coisas pelos bolsos sem preocupacao!

ATENÇÃO:  Essa lista de roupas/materiais vale tanto para mulheres, quanto para homens!

- O que vestir fora das pistas de esquí (para jantar, apres ski, etc).

Bem, o principal a ressaltar aquí eh que por mais que voce va para um resort super badalado nos Alpes, o clima eh sempre muito informal – a maioria das festas e apres ski começam direto nas pistas, e raramente as pessoas voltam pro hotel/casa para se arrumar e emperequetar antes de sair de novo.

Entao o “look” mais comum incluem calcas de esquí/snowboarding, botas de esquí (mas quase todo mundo leva uma outro par de “bota de neve”, porque as botas de esquí realmente sao muuuuuito desconfortáveis!), e tudo meio colorido/esportista…

Mas eh importante ter uma boa opcao de calcado que possa ser usado com sua roupa de esquí justamente quando voce nao estiver esquiando – pode ser simplesmente uma bota bem quentinha de solado anti-derrapante, ou aqueles sapatos/botas de trilha, por exemplo. Porque mesmo se seu hotel for ski-in/ski-out, ainda assim voce vai querer ter uma opcao confortável para usar no fim do dia.

E nas situacoes onde voce vai apenas passear pela estacao/cidade, ou voltou pro hotel antes de sair para jantar por exemplo, ou ate mesmo para quem quiser uma balada mais animada, tudo eh muito, muito informal – entao podem deixar as plumas e paetes e salto alto em casa.

Nos pés é importantíssimo sempre ter uma bota que além de quente, seja confortável e anti derrapante, pois quase todas as ruas/calcadas e caminhos por onde você vai passar estarão cobertos de neve e gelo.

E de preferência botas/sapatos de marcas e materiais que sejam proprios para ese tipo de clima e situação, pois a neve (na verdade o químico que colocam na neve para ela derreter e não virar gelo) tem um efeito destruidor em couros e sapatos mais delicados (tipo camurça, couro sem tratamento, etc).

E de resto calcas compridas (que podem ser jeans, ou sarja, ou camurca, couro, ou qual material voce prefira), blusas e pullovers quentinhos, um bom casacão (que pode ser um sobretudo mais pesadao, uma jaqueta de couro, um trench coat, ou a sua propia jaqueta de ski, se voce nao quiser carregar muita coisa na mala), e claro, acessorios (luvas, corros, cachecol).

Me pediram para usar as fotos que postei em Chamonix como exemplo – pois consegui ficar arrumadinha pras fotos (#quemnunca) mas sem passar frio!

Foi apenas uma questão de usar os materiais certos e as camadas certas!

Então nesses días em Chamonix eu estava usando (de “dentro” para fora da roupa):

*Minha meia de esquí (super grossa de lã merino e ate acima dos joelhos)

*Calca jeans (eu pessoalmente não gosto de usar meia calca por baixo de jeans – acho que o mínimo de proteção e “aquecimento” que eles vão oferecer nao compensa o nivel de desconforto, mas eh uma opcao bem pessoal. Eu O-deio, mas tem gente que nao sai de casa sem!)

*Minha bota inseparável da Ugg (acho ate que vou comprar outras cores, pois essa bota realmente é imbatível pro frio! Mas também tenho algumas botas da Timberland que sao otimas!)

(Na parte de cima do corpo)

*Regata de algodão

*Blusa térmica (manga comprida e gola alta)

*Pullover de lã de gola alta

*Colete de fleece (o mesmo que mencionei acima que gosto de usar para esquiar. Eh uma ótima dica para dar uma esquentada no corpo mas sem ficar com a roupa muito amontoada)

*Sobretudo de la (esse sobretudo é super grosso e pesado, com um forro potente, mas o corte eh impecável, então não parece ser tão grandão quanto é!)

*Gorro (usei esse de pelinho pois quería ficar com a cabeça e orelhas quentes, mas não consigo usar gorros de lã por muito tempo seguido – me dão uma coceira pinicada horrível na testa!)

*Luvas (hoje em dia nao consigo mais usar luvas que nao tenho ponteira de dedo de touch screen para usar meu celular e a câmera fotográfica sem ter que tirar as luvas!)

Ou seja, no total eu estava usando 5 camadas de roupa, mas sem ficar parecendo um bonecão do posto! :-)

E o melhor é que a medida que entravamos em lojas ou restaurantes, eu ia tirando as camadas pouco a pouco, de acordo com a temperatura e aquecimento de cada lugar, para nunca ficar desconfortável!

Já em Bardonecchia, na Itália ha umas semanas atrás, apesar da neve e temperaturas abaixo de zero a noite, durante o dia nos resorts o sol estava bem forte, levando as temperaturas na casa dos 10/15 graus, então já não precisamos de tantas camadas e materiais grossos.

Então foi bem mais fácil de planejar o que vestir foras das pistas, usando roupas mais “normais”:

*Blusa térmica de manga comprida

*Pullover de cashmere

*Jaqueta de couro

*Cachecol

*Calça jeans

*Bota (não dá pra ver na foto, mas estava usando minha bota da Timberland, sem forro, mas de ótimo couro e solado de borracha)

 

Categorias: Bardonecchia, Chamonix, Dicas (Praticas!) de Viagem, Fazendo as Malas, Viagens
6
08
Apr
2014
Bardonecchia – fora das pistas!
Escrito por Adriana Miller

Apesar de ter a-do-ra-do o esqui em Bardonecchia, a verdade é que as pistas foram apenas um pretexto que nos levou até lá, e a cidade tem muito mais a oferecer além da neve.

Pra começar que por ser na Itália, comemos e bebemos muitíssimo bem, e por não ser uma estação de esqui ultra-mega turística, os preços eram ótimos, o que não da pra negar que ajudou bastante o nosso clima de “vamos experimentar de tudo” pela cidade e pistas!

- Hospedagem:

Como cometei no post anterior, nossa melhor aposta do fim de semana foi o Hotel Rive, onde nos hospedamos. O serviço foi surpreendentemente ótimo, o que sempre vale a recomendação (fizemos a reserva pelo Booking.com, mas de ultima hora duas meninas não puderam ir, e outra teve que mudar a passagem, e íamos acabar pagando por quartos a mais, mas quando explicamos a situação para a gerente do hotel, na mesma hora ela se ofereceu pra ajudar, e ligar pro Booking para pedir um cancelamento sem custo, e nos mudou para 1 quarto maior onde cabíamos todas juntas. E no dia seguinte quando outra amiga chegou, ela nos deu outro quarto de novo, mas so cobrou pela ocupação única!).

Mas o principal ponto a favor do Hotel Rive é a localização imbatível no centrão de Campo Smith, a principal area de ski de Bardonecchia.

O hotel é ski-in ski-out (então você pode entrar e sair já esquiando, sem ter que carregar seu equipamento), tem armazém de botas e skis com secadores/aquecedores, além de ofereces descontos na muitas lojinhas e cursos de esqui do complexo.

No subsolo eles também tem um spa completíssimo, que apesar de não fazer parte do hotel, os hospedes tem acesso livre e desconto nos tratamentos.

 - Apres Ski, bares e baladas:

Não da pra negar que a melhor parte de qualquer viagem pras montanhas é o “apres ski” (nome Francês para os “happy hour” que acontecem nas pistas e bares espalhados nas estações de esqui), então esse foi um dos requisitos decisivos na escolha de nosso destino.

Apesar de que Bardonecchia é super fora do circuito fashionable das estações dos Alpes, a cidade tem um perfil bem interessante, pois atrai muita gente jovem da região de Turim e Milão, que sobem as montanhas nos fins de semana para esquiar e badalar.

Então isso significa que os fins de semana bombam por lá, com vários eventos e festas as sextas e sábados.

O destino mais falado da cidade eh o “Cipo’s”, um barzinho tipo chalé bem na base do teleférico de Campo Smith (e exatamente em frente ao nosso hotel! A gente tropeçava e já estava no Cipo’s!).

Durante o dia eles estão sempre movimentados, pois muita gente aproveita pra para por lá pra almoçar/lanchar/tomar café entre a descida da pista e a (re)subida no teleférico.

E eles também tem aquelas cadeirinhas “de praia” do lado de fora, bem de frente pra descida da pista, e é uma delicia pegar um solzinho no meio da neve!

Almoçamos lá todos os dias! O raviolli da casa e as bruschetas são incríveis!

Já a noite, a impressão que tivemos é que a cidade toda estava lá! Sexta feira rolou um showzinho de rock bem animado ate altas horas (a verdade é que nós só aguentamos até umas 2 da manhã, mas ainda tinha gente chegando quando fomos embora!).

No sábado a noite o Cipo’s também estava lotado e a musica animada, e quanto deu lá pra umas 2 da manha, todo mundo começou a migrar em direção ao “I Due Merli”, a balada de Bardinecchia, exatamente em frente ao Cipo’s (e no mesmo prédio/complexo que o nosso hotel!).

Dançamos muuuuuito, DJ arrasando nos hits/ pop/brega (hahahah)! Fomos praticamente as ultimas a ir embora, quase 5 da manha e ainda rolou uma galera tentando nos recrutar pra um after party, mas como no dia seguinte tínhamos mais esqui pra enfrentar, voltamos pro hotel mesmo!

Na pista Mezelet, eles também tem um bar/apres ski equivalente, o “Waikiki”, mas que só fomos durante o dia, então não sei o quão animado fica a noite.

Mas almoçamos lá um dia e eles fazem um “Tartiflete” de cair dura de tão bom!

- Restaurantes:

Impossível ir pra qualquer cidade na Itália e não comer bem, neh?!

Bardonecchia fica na região do Piedmonte no norte da Itália, então a culinária era bem especifica, com muitas opcoes típicas (o prato “regional” mais conhecido é a polenta, tanto com molho “ragú” (bolonhesa) quanto com queijo derretido – ambos incríveis!).

Durante o dia sempre acabamos comendo na saída das pistas mesmo (Cipo’s em Campo Smith, e Waikiki em Mezelet), mas a noite aproveitamos pra conhecer outros restaurantes da cidade.

O “Laghetto” fica bem pertinho do Hotel Rive, com uma comida bem típica Italiana, num estilo bem família (= porcões gigantes de comida muito boa!), com um preço inacreditável (tipo 5€ por um prato de massa que serve duas pessoas!), então não tivemos problemas em recuperar as calorias gastas esquiando!

Outra opção é o “I Cusini”, eleito pelo Tripadvisor não só o melhor de Bardonecchia, mas também um dos melhores da região Piedmontese, então não queríamos deixar de provar!

Ele fica mais afastado do hotel, bem no centrinho de Bardonecchia (perto da estação de trem e do comércio), mas como não queríamos ter que dirigir ate la, fomos andando mesmo e foi super fácil (e ate que bem rápido apesar da neve que nos pegou pelo caminho!).

Outra opção que deve ser o máximo eh jantar no “Chesal 1805″, que fica bem no alto da pista Mezelet!

Nos so paramos por la pra um cafezinho rapido entre as pistas, mas o lugar eh incrivel e tem uma vista lindissima!

E quando estavamos la eu reparei que eles tem varios “pacotes” para jantar la em cima, que incluiu subir a montanha num snowmobile com lanternas e ate mesmo esquiar no escuro na descida (para os mais coreajosos e profissas!).

Entao acho que seria uma otima opcao pra quem quiser fazer alguma coisa diferente e mais romantica/especial!

- Lojas e compras:

Nessa area Bardonecchia fica devendo aos outros grandes resorts Europeus!

Apesar de que no complexo de Campo Smith onde ficamos hospedadas tinha de tudo um pouco, eles nao tinha lojinhas, farmacias e essas cosias que volta e meia podemos precisar.

Entao se voce nao tem sua propria roupa de esqui, tambem nao tem onde comprar nada la na hora (algumas lojinhas de aluguel de esqui vendiam uns acessorios, mas nada muito completo).

A unica opcao de comercio na cidade fica no centro de Bardonecchia, perto da estacao de trem.

La fica a rua principal da cidade, onde eh possivel achar farmacias, lojas de roupas de esqui e “normais”, supermercado etc – mas todas me pareciam bem pequenas (nada parecido com o festere consumista que eh Chamonix ou Kitzbhuel, por exemplo), e como so fomos pra la ja a noite, ja estava tudo fechado…

 

Categorias: Bardonecchia, Italia, Viagens, Viagens pela Italia
0
07
Apr
2014
Bardonecchia – Esqui na Italia
Escrito por Adriana Miller

Desde que eu fui esquiar pela primeira vez ha uns anos atras, eu fiquei totalmente viciada – nao so porque o esporte eh o maximo, mas porque eh uma viagem deliciosa de se fazer!

Os resorts/cidades sempre tem um clima delicioso, paisagens lindas, e uma otima energia, que mistura aquela coisa boa de muita gente se exercitanto, respirando ar puro das montanhas e de quebra comendo e bebendo muito bem e se divertindo demais. Nao tem erro!

Entao no final do ano passado quando um amiga ficou noiva e me pediu pra ajudar a organizar sua despedida de solteira, na mesma hora pensamos: porque nao juntamos um grupo de amigas e vamos esquiar todas juntas?!

A decisao foi unanime! Independente do seu nivel de esqui e aptidao atletica, as estacoes de esqui sempre agradam a todos os gostos e sempre sao uma diversao garantida!

Na Europa as opcoes de estacoes de esqui sao enormes, mas queriamos algum lugar que fosse facilmente acessivel (sem transfers complicados nem horas de trens e baldeacoes mil, ja que o tempo era limitado e o grupo viajaria em horarios diferentes), que fosse bem democratica aos diferentes niveis de esqui do grupo (algumas meninas esquiavam SUPER bem, enquanto outras eram mais iniciantes/intermediarias, e outra que nunca tinha esquiado na vida), que oferecesse um boa qualidade de neve mesmo ja no final da temporada (ja que fomos em Marco), que nao fosse muito caro (sempre um problemao nesse tipo de viagem), e principalmente, que fosse um lugar muito animado fora das pistas de esqui!

Resultado: Bardonecchia, na regiao de Piedmonte no Noroeste da Italia (fronteira com a Franca)!

- Transfer

A facilidade de acesso de Bardonecchia foi um dos fatores decisivos na viagem!

O resort esta a cerca de 1 hora do aeroporto de Turin, sendo facilmente acessivel por transfers, trem ou carro.

A partir de Londres, eh possivel chegar a Torino com voos diretos com a British Airways, Ryanair e Air Italia.

Chegando em Torino, a opcao mais barata para chegar ate Bardonecchia sem duvidas eh o trem, com passagens que custam 7€ a partir da estacao “Torino Porta Nuova” diretamente ate a estacao central de Bardonecchia! (a viagem demora cerca de 1 hora a 1 hora e meia, dependendo do trem).

Essa foi nossa opcao na ida, mas confesso que nos enrolamos demais pra chagr na estacao de trem, entao acabamos demorando demais! Mas ainda assim, foi facil e rapido, e a viagem muito agradavel, cruzando as montanhas no norte da Italia!

Na volta, como o grupo estava mais completo, resolvemos alugar um carro (reservamos pela internet, e uma das meninas que chegou depois recolheu o carro na locadora no aeroporto e foi dirigindo, entao o carro ja estava la na hora da volta), e foi incrivelmente facil!

Porta a porta demoramos menos de 1 hora, e a estrada sempre excelente!

- Pistas/Bairros

Bardonecchia tem um centrinho da cidade, bem do lado da estacao de trem e o posto de informacao turistica, mas para quem vai pra la esquiar, o que vale a pena mesmo eh escolher uma das pistas e se acomodar por la!

No total sao 4 “regioes” e pistas de esqui:

Jafferau eh a montanha mais alta, onde se cruza a fronteira com a Franca e que sediou parte das Olimpiadas de inverno de 2006 – e portanto tambem eh onde estao as pistas mais altas e mais dificeis.

Campo Smith foi a nossa escolha!

Por ali a hospedagem eh abundante, e tudo eh muito facil e acessivel – a “aterrisagem” das pistas de esqui me lembraram um pouco a “praia” de A-Basin no Colorado, com aquela expansao enorme de gelo e neve, onde tudo acontece, mas com mais infraestrutura: hoteis, spas, aulas de ski, restaurantes, bares, lojinhas, cafes, etc.

O carro acabou ficando na garagem o tempo todo e faziamos tudo a pe (e quase tudo de esquis nos pes tambem!).

Esquiar nao eh uma coisa facil (nao so pelo esporte em si, mas principalmente por causa de toda logistica envolvida!), entao eh imprencidivel que tudo ao seu redor seja o mais simples e agradavel possivel, e nisso Campo Smith foi absolutamente perfeito!!

(o principal motivo por termos optado por nao esquiar em Chamonix umas semanas atras - e nao ter gostado muito da cidade como um todo, como comentei aqui).

A estacao Colomion-Les Arnauds nao chegamos a conhecer, mas fomos um dia a Melezet e tambem gostamos bastante!

As pistas em Melezet sao mais altas que Campo Smith, mas nao muito mais dificeis, entao eh otima para principiantes, que querem ter uma experiencia mais “la em cima”, com aquela vista incrivel e tals, mas sem se arriscar nas pistas mais dificeis.

Aliais, isso vale a pena mencionar sobre Bardonecchia: apesar da cidade ter sediado parte das Olimpiadas de inverno de 2006 e ter boas opcoes de pistas “dificeis” para esquiadores e snowboarders mais profissionais, o resort, como um todo, eh super facil, tendo mais de 50% de suas pistas no nivel iniciante ou intermediario facil, com pistas beeeeem largas (nada pior que achar que voce nao vai conseguir virar os esquis a tempo de cair precipicio abaixo ou de cara nas arvores!) e com inclinacoes intercaladas (mentira: pior doque achar que voce vai se estabacar nas arvores, so mesmo o medo de altura e nao conseguir enxergar o que esta “embaixo” da pista!).

Entao foi um otimo resort pra me aventurar mais nas pistas e manobras, optando por slopes mais longos e mais altos, mas com a seguranca de que nao ia me apavorar pelo meio do caminho, e achei isso importantissimo (o principal impecilho pra quem esta aprendendo a esquiar eh esse medo do combo velocidade-altura-quedas!).

- Hospedagem

Nos ficamos hospedadas no Hotel Rive, que faz parte do complexo olimpico de Campo Smith (quem sem duvidas eh o “coracao” de Bardonecchia!), com hospedagem simples, porem muito completa e confortavel – e o principal: ski in, ski out, que significa que estavamos na cara da pista de esqui e podiamos entrar e sair do hotel ja de botas e esquis nos pes (ter que carregar os esquis e bastoes e ao mesmo tempo andar com aquela bota horrivel eh uma tortura!! Entao hoteis que oferecem acesso direto as pistas e telefericos sempre sao uma otima!).

O cafe da manha era completissimo, o hotel nos dava desconto em varios outros estebelecimentos do complexo (desconto no alguel de equipamento, desconto nas aulas de esqui, desconto no spa, etc), os quartos espacosos e confortaveis e os funcionarios super simpaticos, sempre dando altas dicas!

- Aulas e quipamento

Nos aproveitamos que estavamos por la mesmo e tiramos vantagem da facilidade da localizacao e dos descontos do hotel e nem pensamos muito: marcamos nossas aulas na “Spazio Neve” (com a instrutora Clara, uma coroa enxuterrima super engracada e simpatica!) e alugamos nossas botas/esquis no lojinha exatamente na porta ao lado (que tambem dava desconto de 15% a hospedes do Hotel Rive).

Como estavamos com um grupo grande e quase todas queriamos fazer aula, reservamos uma aula particular, que acabou saindo mais barata do que participar em grupo. A nossa instrutora, Clara era o maximo, e acabamos passando horas com ela na montanha no primeiro dia, e ainda pegamos mais umas horas de aula no dia seguinte!

Apesar de sermos um grupo com niveis bem diferentes de esqui, ela ia dando “aulas” e dicas e tecnicas especialmente para as necessidades de cada uma, melhorando a tecnica das meninas que ja esquiavam bem, e ao mesmo tempo ensinando e corrigindo as mais iniciantes/intermediarias. Valeu demais a pena!

 

Categorias: Bardonecchia, Italia, Viagens, Viagens pela Italia
16
08
Feb
2014
Dicas de viagem: Chamonix Mont Blanc
Escrito por Adriana Miller

Nos últimos anos aprendi a gostar de um novo esporte: o esqui e esportes na neve em geral, e desde então, tentamos encaixar pelo menos uma viagem para as montanhas por temporada!

Dessa vez a viagem foi para Chamonix Mont Blanc, nos Alpes Franceses, e nossa escolha foi simples: queriamos esquiar, ou fazer algum outro esporte (como snowshoweing que fizemos no Colorado, ou as trilhas que fizemos na Suica) mas não sabíamos se isso seria possivel com a Isabella a tiracolo…

Então pelo menos Chamonix seria uma boa opção de viagem caso ficassemos só na cidade, pois é um resort bem grandinho, e com muitas opções de atrações e atividades mesmo pra quem não quer fazer nada e só turistar!

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O centro da cidade é um gracinha, com predios bem típicos “Alpinos” e muitas construções históricas, já que Chamonix foi uma das primeiras cidades “fundadas” nos Alpes Franceses, servindo de base para o Mont Blanc.

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Mas ao mesmo tempo me surpreendi como o centrinho é grande e bem equipado, com muitas opções de hoteis, restaurantes e lanchonetes, e uma inifnidade de lojas para todos os gostos!

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A maioria das lojas, pelo menos nessa temporada de inverno, sao marcas “esportistas” que vendam equipamento e roupas para esportes de inverno, mas ainda assim o leque de opções é bem ecletico, variando de Quechua e Super Dry (duas marcas baratinhas de roupas de frio/montanha) a NorthFace e Patagonia (outras duas marcas mais “profissionais” de equipamento de alpinismo e esporte) até lojas como Chanel e Moncler (que vendem roupas, acessórios e equipamentos de luxo).

A minha dica especial eh a farmácia “Farmacie du Mont Blanc”, bem no centro da cidade (quase esquina com o posto de informações turísticas, não tem como errar!) que além de enorme é super, super bem estocada com todas as marcas de beleza e cosméticos Franceses que podemos imaginar (e voces sabem que eu sou chegada numa farmacia Francesa!).

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A medida que a cidade foi crescendo outras areas foram se desenvolvendo, o que inclusive são ótimas opções de hospedagem, como é o caso de Chamonix-Sud, que é a região do centrinho da cidade que fica no lado sul do rio (que foi onde nos hospedamos e adoramos! Além de oferecer ótimas vistas da cidade!), com varias outras opcoes de hospedagem, lojas de aluguel de equipamento, restaurantes e bares, a poucos passos da rua principal da cidade.

Fora do centro, a região de Chamonix tem duas outras grandes atrações: o L’Aiguille du Midi e o Mer de Glace.

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O L’Aiguille du Midi é um bondinho (se não me engano o mais alto da Europa) que sobe entre os picos que cercam o Mont Blanc, de onde eh possivel ter uma vista incrível de todo o vale (Chamonix e suas cidades de “apoio”) e os Alpes Franceses/Italianos/Suíços que cercam a região.

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O bondinho, visto de longe é bem assustador, mas uma vez la dentro achei bem tranquilo e rápido – só é preciso ficar atento a pressão nos ouvidos (tipo super elevador de um prédio muito alto, muito rápido!), e uma vez lá em cima, por causa da altitude, o ar é bem rarefeito e muita gente sente tonteira e/ou dor de cabeça (incrível como a gente fica sem fôlego subindo e descendo as escadas!).

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E realmente a vista lá de cima eh única! Você se sente cara a cara com o Mont Blanc e fica com aquela sensação de “topo do mundo”, sabe?

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Adorei o passeio apesar dos -9 graus que estavam fazendo lá em cima e da falta de ar!

Outra opção de passeio – que não fizemos – é o Mer de Glace, ou o “mar de vidro”, que é (era) a maior geleria da Europa, posicionada num dos vales dos Alpes e que dava a impressão de ser um lago eternamente congelado, e já foi uma das principais atrações da região.

Infelizmente a geleira ja perdeu mais de 70% de seu tamanho riginal devido ao aquecimento global, e estima-se que em breve vai desaparecer… mas ainda é possivel visitar algumas “cavernas” de gelo e ver a geleira de perto.

Para chegar ate lá (que fica no arredores de Chamonix) é possível pegar um trenzinho turístico que faz a rota, ou caminhar (ou fazer snowshoe no inverno) nas trilhas que vão até lá (que foi o que fizemos, mas acabamos nao conseguindo ver nada porque o tempo virou!).

 

- Chamonix na prática:

- Chamonix fica numa posição privilegiada nos alpes, sendo facilmente acessível atravez de Genebra na Suiça, Torino na Italia ou Lyon na França. Genebra é o aeroporto internacional mais fácil e com mais voos para toda europa e mundo, e fica apenas a cerca de 1 hora de distância do centro da cidade.

- O translado entre o aeroporto de Genebra e o centro de Chamonix pode ser feito de trem (mas a maioria das opções requerem uma baldeação na estacao central de Genebra), de micro ônibus ou vans, ou de carro.

As vans shuttle são a opção mais comum e fácil – você pode deixar sua reserva já confirmada on line com antecedência (muito recomendado durante a alta temporada de esqui! Nós tentamos usar esse método na Austria e não encontramos nada disponível) ou ir direto no balcão do aeroporto reservar a sua, e custa cerca de 30 Euros por trajeto (60 Euros ida e volta).

No nosso caso, nós optamos por alugar um carro (da Budget, que pesquisei atravez do travelsupermerket.co.uk) pois como éramos 3 adultos, o preço valia mais a pena (pagamos 100 Euros pelo aluguel de 3 dias, incluindo pneus de inverno e seguro completo, versus 180€ que teríamos que pagar de van para 3 adultos), além de nos dar liberdade de ir e vir em qualquer horário preferido (no dia de voltar pro aeroporto amanhecemos debaixo de uma nevasca, então resolvemos voltar pra Genebra mais cedo, por precaução nas estradas cheia de neve, mas num shuttle teríamos que esperar o horário reservado, arriscando perder o voo).

O problema de alugar um carro na Suíça no inverno é justamente essa questão do frio/neve, pois a qualquer momento pode surgir uma nevasca que deixam as estradas um caos (apesar de que os Suíços são super eficientes com isso, e rapidinho as pistas estavam cobertas de sal e produtos anti-gelo), e mesmo com os pneus de inverno (que são obrigatórios nessa epoca do ano por lá), é necessário muita experiência para dirigir na neve e no gelo.

Ainda assim preferimos essa opcão, pois o Aaron morou no Colorado durante muitos anos, e tem experiência de sobra em dirigir na neve e no gelo.

- Ski pass: Os “Ski Pass” te dão direito a usar as gôndolas, bondinhos e teleféricos que sobem as montanhas e dão acesso as pistas de esqui, e podem ser compradas por dia, por fim de semana, ou para uma semana inteira, e estão a venda em qualquer uma das gôndolas espalhadas pela cidade (ou on line se você quiser evitar as filas).

- Pistas: Eu achei o esquema de esqui em Chamonix MUITO ruim (mas isso fica pra outro post), pois as pistas ficam muito espalhadas e afastadas da cidade (um dos principais motivos pelo qual decidimos não esquiar), mas realmente as opções sao muitas, para todos os níveis e habilidades nas pistas, e qualquer hotel terá mapinhas das pistas disponivel para os hospedes e poderão recomendar as melhores opções para seu caso. Para os iniciantes e/ou não muito audaciosos, as pistas La Flegere e La Tour concentram as melhores pistas “verdes” (nivel iniciante/fácil) e as pistas de treino, que são ótimas pra quem estiver se iniciando no esporte.

- Equipamento: Você pode deixar pra alugar ou comprar o que precisar para esquiar por lá mesmo. Como disse acima, as opções de lojas oferecendo equipamento é enorme e não achei os preços inflacionados não (entramos em várias delas e os preços eram os mesmos praticados em Londres, por exemplo), e mesmo que você não queira investir em roupas de esqui/neve que vai usar poucas vezes na vida, é recomendável comprar pelo menos algumas pecas básicas, como por exemplo luvas, meias, e roupas de baixo térmicas (para mais dicas sobre como se vestir na neve e para esquiar, nesse post AQUI). De resto, tudo pode ser alugado! Esquis, botas, óculos, capacete ou gorro, calça & casaco de esqui etc. O aluguel só das botas+Skis (eles sempre tem que ser alugados juntos, pois um precisa ser regulado com o outro) custa cerca de 30 Euros por dia. Se você precisar alugar o equipamento completo (Bota + Skis, + roupas, capacete, óculos, luvas etc) o “pacotão” custa cerca de 100 Europs por dia.

Tanto em Kitzbuehl, na Austria, quanto em agora em Chamonix, nós alugamos nossos equipamentos (menos as roupas, que temos tudo) na InterSport, que é uma rede de lojas de venda & aluguel espalhada por todos os principais resorts da Europa.

E apesar da oferta ser abundante (até mesmo alguns hoteis oferecem aluguel de equipamento completo), gosto da InterSport pois a variedade de marcas/modelos/niveis de habilidade são bem maiores, então mesmo na alta temporada, você não corre o risco de não ter alguma coisa do seu tamanho ou pro seu nivel de habilidade.

Categorias: Chamonix, França, Viagens
25
15
Oct
2013
O que visitar em Liechtenstein – Vaduz, Triesenberg e Malbun
Escrito por Adriana Miller

Uma das grandes vantagens de cruzar com Liechtentein por suas andancas eh que voce podera “conhecer mais um pais” em apenas algumas horas do seu dia.

Mas por outro lado, se estiver disposto a dedicar mais que algumas poucos horas, a grande vantagem eh que voce conseguira conhecer praticamente o pais todo em pouquissimo tempo!

Pra fazer esse roteiro eh imprencindivel estar de carro, pois o transporte interno de Liechtenstein eh bem limitado, e sem pressa! :-)

Nos comecamos nosso roteiro por Vaduz, a capital do pais e a cidade mais visitada pelos turistas.

A cidade eh bem pequena, compativel com o pais, e o centro se limita a uma rua principal, que reune todo comercio, restaurantes, museus e edificios do governo.

Entao eh por la que qualquer visita ao pais deve comecar.

A rua Stadtle Strasse eh uma rua para pedestres e delimita todo o “centro” da cidade – se voce andar sem parar, do inicio ao fim da rua vai levar cerca de 15 minutos no maximo!

Mas va com calma!

Nos paramos pra almocar no restaurante “Engel Ratskeller”, logo na entradinha da cidade, e bem basico – eles servem de um tudo (mas fomos de wienerschnitzel tradiconal com vinho da casa feito nos arredores de Vaduz) e a comida eh otima, perfeita pra hora do almoco.

A rua Stadtle tambem eh o endereco dos museus do pais e em questao de quarteiroes voce vai passar pelo museu de Art de Liechtenstein, o museu do esqui, o museu de selos postais e o museu nacional.

O mais intressante de todos eles eh o museu do selo, que por mais bobinho que isso possa soar aos nao colecionadores de selo, eh o museu que conta a historia da tradicao e historia da “arte” de fabricar selos pelo qual Liechtenstein eh tao famoso.

Eu pessoalmente nao coleciono selos, mas nao resisti em comprar algumas edicoes historicas como souvenir, pois cada um deles realmente eh uma obra de arte!

E foi interessante tambem entender o porque do pais ser tao conhecido nessa “industria”, devido a sua tradicao (eles foram um dos primeiros paises do mundo a colar selos de papel em envelopes), alem de sempre escolherem temas polemicos para estampar seus selos (inclusive durante as guerras mundias e durante a dominacao Austro-Hungara na regiao) e serem um dos menores sistemas postais do mundo (tao pequeno que na verdade hoje em dia eles pegam carona na infra estrutura Suica).

E por falar nisso, ja quase no final da rua fica o posto de informacoes turisticas, com sua lojinha de souvenir de selos e carimbos – e como Liechtenstein hoje em dia nao tem mais fronteira imigratoria com seus vizinhos, voce pode pedir que eles carimbem seu passaporte, so pra constar sua visita! (nao resisti e carimbei o meu e da Isabella!).

A rua acaba na praca  Peter-Kaiser-Platz onde fica o Landtag, o parlamento do pais, um predio ultra moderno (que parece ser feito de palito de sorvete!) que divide o espaco com a sede do governo, o Regierungsgebäude (e seus lindos brazoes e mosaicos!).

Ali do lado fica tambem a Catedral de Vaduz, a igreja catolica de Sao Florin, ou St. Florinskirche.

Mas o ponto alto da cidade (literalmente e figurativamente!) eh o castelo, Schloss Vaduz, que eh a residencia oficial do principe de Liechtenstein Hans-Adam II e a familia real.

O castelo nao eh aberto a visitacao, mas nem precisa – o bonito mesmo eh ver ele de longe, dramaticamente pendurado nos rochedos, exatamente acima da cidade!

Os melhores angulos sao os vistos no lado oeste da cidade, onde da pra ver bem como o castelo foi construido ta na beiradinha da montanha, avistando todo o vale do rio Reno, e eh nesse angulo tambem que de quebra ainda temos os picos nevados dos Alpes como pano de fundo!

O dificil eh se contar em tirar poucas fotos da cena de conto de fadas!

E ja que fomos ali pro lados oeste da cidade, proveitamos pra ver tambem a “casa vermelha”, ou Rot Haus, um edificio do seculo 15 que ja fez parte de um monasterio, mas que hoje eh a sede de uma das principais viniculas do pais.

Entao depois de passar o dia explorando Vaduz com toda calma do mundo, seguimos em direcao a grande surpresa da viagem, a cidadezinha Triesenberg!

Acabamos indo pra la pois o chalet que lugamos pra passar a noite ficava na cidade, e como Triesenberg fica a miseros 10 minutos de Vaduz, nao tem como nao visitar!

Consegue ser ainda menor que Vaduz, e se resume a meia duzia de casinhas (daquelas Alpinas bem fofinhas) ao redor da igreja e subindo a montanha nas curvas da estrada.

Mas apesar de estar apenas 10 minutos de distancia de Vaduz, Triesenbegr esta num ponto mais alto da montanha, oferecendo vistas espetaculares do vale do rio Reno e dos Alpes – e acho que fui justamente isso que nos encantou de cara!

Chegamos la no finzinho da tarde, pois iamos nos hospedar na cidade, mas o plano era apenas pegar a chave do challet, nos arrumar bem rapidinho e voltar pra jantar em Vaduz, mas assim que viramos a primeira curva na pracinha da cidade ja percebemos de cara que a cidade eh muito mais bonitinha e pitoresca que a capital, com suas casinhas alpinas cobertas de neve, a igreja no meio da pracinha e as vistas de-cair-o-queixo das montanhas!

A atracao principal sem duvidas eh a igreja de Sao Jose (St Joseph) que domina a paisagem com sua cupula de “cebola” (que parece ser uma cosia assim meio Russa, mas nao eh nao) e que resume todas as atracoes “turisticas” da cidade.

Triesenberg nao eh o tipo de lugar pra “bater ponto” turistico, e sim um otimo lugar pra parar, relaxar e curtir. E foi exatamente isso que fizemos!

Cancelamos nossa reserva de jantar em Vaduz e ficamos por la mesmo, babando na vista do restaurante Guflina, um chalezinho simpatico das mesmas proprietarias que alugaram nosso chalet, e que serve paes e pastelaria de babar (ainda mais que a vista de suas janelonas!).

Durante o dia eles funcionam como cafe/padaria (voltamos pra tomar cafe da manha por la tambem!), mas a noite servem apenas pizza e vinhos da regiao. Queriamos muito ter jantado algo mais “tradicional” (Liechtenstein, assim como seus vizinhos Suicos, sao famosos pelo fondue), mas a pizza estava bem gostosa e o vinho nacional tambem muito bom!

No dia seguinte, depois de passear mais um pouco por Triesenberg, seguimos a estrada ate o topo da montanha, na cidade (ainda menor!) Malbun, a unica estacao de esqui do pais (e a uns 15 minutos de distancia de Triesenberg).

Para nossa surpresa a estacao de esqui ja estava operante, os lifts subindo e descendo a montanha e as criancinhas de esqui montanha abaixo!

Uma pena nao termos nos programado melhor para aproveitar a deixa e passar umas horinhas nas pistas, mas sem equipamento/roupas a mao nem ninguem pra ficar com a Isabella, ainda nao foi dessa vez que esquiamos em Liechtenstein!

Mas realmente foi uma surpresa ver que a neve chegou mais cedo que o normal esse ano e ainda no comeco de outubro ja era possivel esquiar por la.

E como disso no outro post sobre o pais, Malbun eh uma otima opcao pra quem nao tem muita intimidade com a neve, mas mas que aprender com calma, sem as pistas vertiginosas dos Alpes Suicos, Franceses e Austriacos e com precos mais camaradas.

Malbun se resume a uma unica rua, que conecta o estacionamento ao lift e as pistas de esqui, e todos os hoteis e restaurantes da cidade fica por ali.

As opcoes nao sao muitas nao, e nao sei o quao lotados/disputados eles ficam no auge da temporada de esqui, mas por la eh tudo tao pertinho que deve vale a pena alugar um chalet em Triesenberg e subir a montanha todos os dias pra esquiar (e tambem existe uma linha de onibus que conecta as duas cidades, mas nao sei o quao frequente eles sao).

No verao (e primavera e outono) toda essa regiao pode ser explorada a pe ou de bicicleta, pelas centenas de trilhas espalhadas pelo pais, um de seus principais atrativos, e realmente vimos muita, muita gente caminhando pelos bosques, estradas e campos, e imagino que deve ser o maximo fazer um roteiro desses por la!

 

Categorias: Liechtenstein, Viagens
8
20
May
2013
Vail: The Ritz Hotel & Residences
Escrito por Adriana Miller

Para nossa estadia em Vail queríamos algo especial – então aproveitamos o final da temporada de ski no Colorado e conseguimos achar a hospedagem perfeita: ótima localização (no coração de Lionhead Village), ultra confortável e o principal – comodidade, com um apartamento que juntasse a praticidade de um flat com o conforto de um hotel.

E portanto nossa escolha foi o The Ritz Carlton Hotel & Residences!

Quando fizemos a reserva nossa intenção era esquiar em Vail, portanto queríamos uma hospedagem que fosse confortável pra minha sogra ficar com a Bella, então reservamos um apartamento duplo na parte “residência” do The Ritz, pois assim poderíamos ficar junto com a mãe do Aaron, mas sem ter que “dividir” o quarto, o que seria muito mais confortável pra ela durante o dia com a Isabella.

Além disso teríamos um area comum e uma cozinha (como foi nossa primeira experiência em hotel com a Isabella, queríamos alguma coisa com cozinha).

E como acabamos não esquiando em Vail dessa vez, nossa escolha de hospedagem foi ainda mais perfeita, pois pudemos curtir bastante o apartamento e o hotel, e com direito a todo conforto e luxo!

Nosso apartamento tinha dois quartos (ambos suítes), mais uma salinha de TV separada da sala principal e um terceiro banheiro (e portanto acomodaria confortavelmente 6 adultos).

A cozinha super equipada, que abre pra sala de jantar e estar – também equipadas – perfeito pra quem for passar bastante tempo em Vail ou for pra cidade com um grupo de amigos ou família!

O apartamento abrir para uma varandinha com a vista das montanhas no térreo do hotel, e é nos andares de cima que fica o resto do hotel: com academia, restaurantes, um bar, uma área para churrasco e piscinas aquecidas!

O hotel é novíssimo, recentemente construído na nova área de Lionshead, a poucos passos da subida do ski lift e pertinho da Village (com lojinhas, mercados, coffee shops, restaurantes e etc).

Mas pra quem quiser explorar a cidade e região, o The Ritzdisponibiliza aos hospedes um serviço (cortesia) de translado, te levando e buscando onde quiser (nós utilizamos o serviço pra ir jantar no Flame e voltar do nosso passeio em Vail Village), oque é ótimo, pois tira a necessidade de alugar carro ou ter que ficar dependendo de taxis ou dos ônibus que fazem o transporte entre as duas cidades!

The Ritz-Carlton Vail

728 West Lionshead Circle,Vail, Colorado

 

Categorias: Colorado, USA
2
19
May
2013
Flame Steak House: Four Seasons Vail
Escrito por Adriana Miller

Logo na nossa primeira noite em Vail, fomos convidados pelo Four Seasons pra conhecer o principal restaurante do resort, o Flame Steak house, que foi totalmente remodelado recentemente e não é atoa que encabeça as listas de melhores restaurantes da cidade!

O Four Seasons de Vail fica super bem localizado, bem no meio entre Lionhead e Vail Village, com ótimos acessos as duas cidades – e vistas fenomenais para as montanhas.

Então como o Flame está no terceiro andar do hotel, suas janelas de pé direito altíssimo oferecem vistas incríveis da região.

Nós fomos muito bem recebidos e nossa experiência foi sensacional – o RP do hotel (que acabamos descobrindo ser um super amigo do melhor amigo do Aaron! Mundo muito pequeno!) nos apresentou a cada prato e os cuidados e histórias por tras de cada um deles.

O que eu mais gostei foi que o menu do restaurante é bem moderno, de altíssimo nível, mas ao mesmo tempo bem “acessível”, contanto a historinha de como cada prato foi bolado.

E eles fogem dessa coisa tradicional de restaurante de carnes Americano, com muitas opções criativas (amei o mini hot dog de carne de Alce e os mini Tacos de peixe!).

Mas como era de se esperar, as atrações principais são mesmo as carnes, principalmente as carnes premium envelhecidas (eu fui de Kobe Beef!) e os cortes no osso -  que foi a escolha do Aaron!

O corte que ele escolheu, o “Long Bone Tomahawk” foi servido pelo próprio chef, que é especialista em desossar a carne – o que imediatamente vira um espetáculo-churrasco, com a comida sendo preparada do seu lado num super butcher block trazido até a mesa!

Outro destaque do Flame é a equipe de pastries chef e o time de sobremesas, com um menu especial só para o “pós refeição”! Mas o difícil mesmo é conseguir guardar um espacinho pra sobremesa (nós não conseguimos!)!

Flame Restaurant & Fireside Lounge

Four Seasons Resort Vail

One Vail Road, Vail, CO 81657

 

Categorias: Colorado, USA
1
18
May
2013
Vail: Lionhead & Vail Village
Escrito por Adriana Miller

Pra terminar nossa temporada de esqui no Colorado, depois de A-Basin e Keystone, fomos pra Vail!

Vail é mais distante de Denver (mas não tanto quanto Aspen!) do que algumas de suas estações de esqui vizinhas, e acho que isso acabou transformando a cidade num destino mais de “férias” e de temporada, enquanto outros resorts nos arredores de Denver são mais “de passagem” – o que faz com que Vail tenha um clima muito diferente das demais!

Além disso, Vail é mais antiga (para padrões Americanos), o que dá a cidade um ar mais autêntico – e super bonito, diga-se de passagem!

Não sei o que é a causa e o que é o efeito, mas isso tudo junto fez com que Vail se tornasse uma Ski Resort mais exclusivo e luxuoso, e junto com Aspen, colocam o Colorado no topo da lista de melhores resorts de esqui do mundo!

Mas Vail propriamente dita se limita as ruazinhas de “Vail Village”. Mas com o crescimento da cidade e a propagação de hoteis, a cidadezinha vizinha, “Lionhead Village”, acabou virando uma extensão da cidade, e acabam que as duas são sempre mencionadas como simplesmente “Vail”.

Lionhead Village é bem menor e mais moderna – a impressão que tive é que esse vilarejo foi construido tipo ontem, com muitos hotéis ainda em construção e outros tantos tinindo de novo (nós tb ficamos hospedados por lá!).

Mas ainda assim tem um “centrinho” bem fofo, com uma pracinha, muitas lojas e restaurantes, lojas de aluguel de equipamento de esqui e uma gôndola e lifts que te levam pro topo da montanha (então não é preciso andar nem pegar o shuttle até a base de Vail).

Mas batas caminhar 10/15 minutos na estradinha que conecta as duas cidades que chegamos em Vail Village.

A maior parte da cidade é fechada apenas para pedestres, o que ajuda demais na hora de passear, começando pela West Meadow Drive, e seguindo por East Meadow Drive e daí pra todas as ruas da cidade.

Mas o parte mais bonitinha e típica da cidade está ao norte do riacho “Gore Creek”, onde estão as ruas com casinhas em estilo Alpino, muitas lojas e restaurantes.

Nós demos azar (ou sorte?!) que eu machuquei meu joelho em Keystone, então acabamos não esquiando em Vail, o que nos deu bastante tempo pra curtir e conhecer a cidade!

Na Gore Creek Drive paramos pra almoçar no restaurante Pepi’s, que fica dentro do hotel Hotel Gasthof Gramshammer, que esta longe de encabeçar as listas de restaurantes mais chiques da cidade, mas com certeza é um dos mais antigos, típicos e tradicionais!

Outra parte da cidade que vale a pena conhecer é a Bridge Street que vai da gôndola “Vista Bahn” até a ponte coberta, que é quase que um símbolo de Vail.

Uma coisa que eu achei super legal em Vail e Lionshead é que por ser um lugar montanhoso e a cidade estar espalhada em diferentes “níveis” da base da montanha, os vilarejos são super acessíveis, com escada rolante, elevadores e rampas em várias ruas que sobrem/descem das ruas principais!

(as dicas de hotel e restaurante virão nos próximos posts!!)

 

Categorias: Colorado, USA
3
17
May
2013
Keystone: Ski e hospedagem nos arredores de Denver
Escrito por Adriana Miller

Depois de nossa festa na “praia” em A-Basin, ainda passamos mais um dia esquiando em Keystone, outro resort de esqui ali pertinho de Denver.

E como comentei no post de A-Basin, Keystone é super pertinho de Denver, então é lá que o pessoal local costuma esquiar mais durante a temporada, pois podem ir e voltar no mesmo dia, ou passar um fim de semana rapidinho.

E ao contrário de A-Basin, Keystone é uma cidadezinha super fofa, com um centrinho “Alpino-fake” cheio de barzinhos, hoteis, restaurantes etc. E na verdade, Keystone acaba funcionando como base pra hospedagem de várias outras pistas de esqui ali pela região, que não teem uma estrutura maior.

E foi lá que ficamos hospedados por algumas noites também, num chalé que alugamos com um grupo de amigos na entrada de Keystone.

E essa é a dica ultra-local: nós alugamos esse chalé através do SummitCove que é uma empresa que o Aaron e os amigos sempre usam na temporada de esqui, e alugam casas, chalets e time shares ao longo do ano direto dos proprietários, oque acaba saindo bem mais barato que ficar em hotel ou casa de temporada.

Por exemplo, nós ficamos num chalé de um condomínio bem fofinho (com estacionamento e supermercado do outro lado da rua, piscina aquecida e hot tub e vistas espetaculares das montanhas!), com 3 quartos (mais um “cantinho” na sala e que dormem – confortavelmente – 10 pesoas), cozinha, lareira e 3 banheiros por menos de US$200 por dia (pela casa toda! Ou seja, se alugado por um grupo de 10, sai por 20 dolares por noite cada um!)!

Tudo bem que já pegamos o final da temporada de esqui (no auge de Janeiro/Fevereiro sai mais caro), mas como na região de Keystone a temporada de esqui vai até Maio, ainda deu pra aproveitar demais(fomos no início de Abril)!

O bom de ter ficado em uma casa foi também que acabou sendo mais confortável pra Isabella (que ficou por lá com minha sogra enquanto esquiávamos durante o dia), e como fomos com um grupo de amigos, era uma delícia chegar em casa e ascender a lareira, fazer  uns drinks, preparar o jantar, bater papo, jogar uns joguinhos e tal!

E claro, esquiamos!!

Keystone é considerado uma das melhores regiões pra iniciantes e pra quem quer aprender a esquiar, pois tem muitas pistas verdes e todas são bem largas e com um misto de areas planas e/ou pouco inclinadas.

A mais famosa é a pista “Schoolmarm”, que são 4 milhas de pista iniciante!

A inclinação média é a mesma que a pista de treino (“bunny slope”), só que por ser tão longa, você não fica naquele ritmo de sobe-e-desce na gôndola que sempre enche o saco de quem esta aprendendo!

Mas esse também é o problema, pois a pista é muito longa, e pra quem não tem prática, os músculos cansam rápido!

E sabe oque eu gosto mesmo de esquiar? A vista!!

Como eu não sei esquiar direito e desço a montanha super devagarzinho, tenho toooodo tempo do mundo pra ir curtindo a vista, paro pra tirar fotos, vídeos, etc…

E a cidadezinha de Keystone também é super fofa!

O engraçado é que eu já conhecia Keystone, pois foi um dos primeiros lugares onde fomos passear na primeira vez que fui a Denver com o Aaron (estávamos namorando a poucos meses!) – mas fomos no auge do verão, e realmente o lugar se transforma no inverno!

Almoçamos no mesmo lugar onde comemos a 7 anos atrás, no bar/pub “Kickapoo Tavern“, e no dia seguinte almoçamos aproveitando o sol pós-pista na varanda do bar “9280” (eles tem uns aquecedores externos nas varandas dos restaurantes).

E você também pode alugar/comprar todo seu equipamento de esqui lá mesmo, assim como os passes das gôndolas (ski lift pass) – nós tínhamos nossas roupas, capacetes e tal, mas alugamos as botas e esquis na loja “Door 2 Door Ski & Snowboard Rental“.

E funciona no mesmo esquema que nos Alpes: você preenche um questionário com algumas informações (tipo peso, altura, experiência em esqui ou snowboard etc) e eles te ajudam com o tipo de bota e esqui ideal pra você. Depois medem tudo, testam e ajustam perfeitamente (botas e esquis.snowboards não é o tipo de coisa que dá pra pegar emprestado, a não ser que vocie saiba fazer todos esses ajustes…).

O aluguel de equipamento (assim como o ski pass) foi mais caro em Keystone do que A-Basin, mas ainda assim mais barato do que Vail e Aspen!

E lá mesmo na loja você pode também organizar aulas de esqui, caso queria/precise de uma ajuda profissional (altamente recomendado!!). Não é preciso reservar com antecedência, mas como as aulas começam de manhã bem cedinho, é melhor marcar seu lugar uns dias antes pela internet (no site do resort tem todas as informações e preços atualizados para a temporada corrente), só pra não ficar aquela correria antes da sua aula!

Durante a viagem, eu postei muitas fotos “ao vivo” direto do Colorado, e muitos leitores me perguntaram se foi difícil aprender e tal, e pra falar a verdade não foi.

Ainda tenho que praticar demaaaaais antes de me considerar “boa” nos esquis (minha primeira vez foi nos Alpes com o Aaron como instrutor!), mas realmente “ficar de pé” não é difícil se você tiver um bom condicionamento e já praticar alguns esportes (patinar no gelo, por exemplo, ajuda bastante no equilíbrio sobre gelo!), mas realmente aperfeiçoar a técnica é bem difícil!

Mas pra mim o mais complicado mesmo é driblar o medo de altura! Porque por mais que eu consiga me equilibrar nos esquis numa boa, saiba parar, virar, desacelerar etc, é o medo do penhasco que me apavora!!

Então se deus quiser ano que vem teremos mais uma temporada de esqui pra continuar treinando bastante!

 

Categorias: Colorado, USA
7
23
Apr
2013
A-Basin: A “praia” da neve!
Escrito por Adriana Miller

Pro pessoal que mora no Colorado, ir pras montanhas tem o mesmo significado que a praia tem para os Cariocas.

Então quando uns amigos do Aaron nos convidaram pra uma festa na “praia” eu fiquei curiosíssima!

A-Basin (Arapahoe Basin) é uma estação de esqui minúscula, bem pertinho de Denver (cerca de 1,5 horas de carro), então super popular com o pessoal local, que vão muito pra lá passar o dia esquiando e voltam pra casa no fim do dia.

E é mais ou menos isso mesmo, já que A-Basin não tem muita coisa além das pistas – não faz parte de um “vilarejo” nem cidadezinha fofa tao típica das estações de esqui. Por lá você vê apenas as pistas, as gôndolas, uma barzinho e pronto.

Então porque A-Basin faz tanto sucesso? A “Praia”!

As pistas de esqui ficam posicionadas num vale, e acabam todas mais ou menos no mesmo local, na base da montanha, criando um espaço plano e enorme – coberto de neve.

As pistas de esqui vão se estendendo até o estacionamento, então o pessoal já desce de esquis direto pra essa area plana, e vão se aglomenrando.

E como no Colorado o tempo esta sempre bom e ensolarado, é uma delicia descer a montanha e descansar as pernas sentados no sol – e assim se espalhou a fama da praia!

Então nossa festinha foi assim mesmo – uns amigos madrugaram pra chegar lá bem cedo e guardar um bom lugar na praia, bem na boca das pistas (o pessoal disputa o centímetro quadrado da praia a tapa!), muitas cadeiras de praia – com direito a cooler cheio de bebidas, churrasqueira e afins.

Móóór farofa, mas gente que divertido!!

E tá todo mundo lá naquele mesmo clima, dividindo os barris de cerveja, guardando os skis e snowboards dos outros e crianças brincando juntas (A-Basis tem uma escolinha de esqui bem famosa, então muita gente que mora no Colorado levam os filhos pequenos  – podem começar a aprender a esquiar com 3 anos! – pra aprender a esquiar por lá!

Muitas festas de aniversário, grupos de amigos, festas a fantasia, etc. Um clima sensacional!

Eu adorei a experiência!!

Quando fomos esquiar nos Alpes, uma das minhas partes preferidas da experiência foi justamente o Aprés-Ski, que não é tãããão comum nos EUA, então a “praia” de A-Basin foi como um aprés-ski que dura o dia todo!

É só subir a montanha, descer esquiando direto pra praia, comer um pouco, beber um pouco… depois voltar pro lift e recomeçar tudo de novo!

(E olha, ótima opção pra quem quer aprender a esquiar mas sem enfrentar as pistas lotadas – e caras – dos resorta tradicionais do Colorado!)

 

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Categorias: Colorado, USA, Viagens
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