03
Jun
2014
Four Seasons Hotel Gresham Palace Budapest
Escrito por Adriana Miller

Se tem uma coisa que eu realmente noto que mudou em minhas viagens nos últimos anos, sem duvida alguma são as opções de hotéis. Por um lado, sem duvida alguma é a idade. Aos 23/24 anos quando comecei a escrever esse blog, qualquer viagem era viagem, mesmo que embarcasse sem a menor ideia de onde iria dormir. Critérios como “limpeza” e “conforto” eram absolutamente supérfluos, quando na verdade o que me interessava mesmo era o combo preço (baixo) e localização (boa). Então já me meti em altos muquifos pelo mundo afora, e não me arrependo de nenhum!

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Por outro lado, não dá para negar que viajar a trabalho abre portas a todo um novo mundo de mordomias que até uns anos atrás eu não valorizava, mas depois que você começa a perceber a diferença no conforto, no nível de serviço e em todos os detalhes oferecidos por hotéis superiores, não da para negar que nosso nível de exigência muda, e ai finalmente passei a dar valor a pequenos extras, que são apenas isso – extras e supérfluos – mas que fazem uma diferença enorme! Um de meus principais motivos para sempre ter acho que não valia a pena pagar muito pela hospedagem era aquele clássico de que “quase não vou ficar no hotel mesmo” – mas com a Isabella isso mudou, e acabamos passando bem mais tempo no hotel e dependendo mais de sua infraestrutura por causa dela.

E por fim vem as “desculpas” – se estou viajando com o Aaron e a Isabella, queremos um lugar confortável, com bom serviço e luxo por causa dela. Se estou sem ela, é porque quero aproveitar a “liberdade” e poder curtir os extras um pouco mais (seja uma cama super macia, seja o spa ou um bar badalado no hotel).

Então ao planejar uma viagem com minha irmã e uma amiga, queríamos ficar hospedadas com conforto, boa localização, e sem dúvida alguma, luxo! Afinal, era uma ocasião especial estarmos em Budapeste juntas e como só nos vemos 1 ou 2 vezes por ano hoje em dia, então passar perrengue estava fora de cogitação!

O Four Seasons é um hotel dos sonhos, em qualquer lugar do mundo, mas o de Budapeste é especial! Então quando a equipe de RP nos convidou a conhecer o hotel, nem tive que pensar duas vezes.

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Primeiro porque ele faz parte da historia e da paisagem da cidade – o Gresham Palace foi construido em 1827 como um complexo de apartamentos de luxo, mas cerca de 1 século depois foi inteiramente abandonado durante as guerras. Apenas em 1991, com a queda do socialismo, o prédio foi comprado com uma rede hoteleira, e após a aquisição do Four Seasons, o Gresham Palace ficou 9 anos sendo reformado, para garantir que sua arquitetura original Neo-Classica seria preservada.

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E em segundo – e principal – lugar é sua localização. Nem da para discutir que o Four Seasons é o hotel mais bem localizado de Budapeste – você abre a porta (ou a janela do quarto) e da de cara com a Ponte das Correntes, o principal símbolo da cidade, o que nos deixou a poucos metros de distancia de Buda, mas também de outras das principais atrações do lado Peste, como o Parlamento Húngaro a 3 quarteirões de um lado, e a Andrassy Ut a poucos quarteirões do outro lado.

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E eles se superaram na atenção aos detalhes: da cesta de frutas nos esperando no quarto, as sugestões de restaurantes do concierge, e ate mesmo uma coisa bem bobinha, mas tão legal (e que nunca vi nenhum outro hotel fazer – seja 5 estrelas ou não: na véspera do nosso check out, a camareira deixou saquinhos de plástico no banheiro juntos com as miniaturas de amenidades (da L’Occitane!) já prontas para serem levadas para casa no avião.

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Posso dizer o quanto achei isso legal?! Porque convenhamos, todo mundo adora levar as miniaturas dos hotéis para casa (eu AMO!), e tem capricho maior do que ser simpático ao ponto de dizer, ainda que indiretamente: “nos sabemos que nossas miniaturas são muito boas, então toma. Leva para casa, e coloca nesse saquinho, para não confiscarem no aeroporto!”.

Ahhhhh! Achei muito fofo!

E foi um festival de simpatia e detalhes, que nos fazem sentir especiais o tempo todo – outra coisa que eu adorei foi poder reservar nosso pacote nas termas Széchenyi direto com eles, e de quebra ainda nos deram um “kit spa”, com toalha e roupão de banho do Four Seasons, além de chinelinho, touca de banho e miniaturas L’Occitane, dentro de uma bolsinha de tecido que acabamos carregando pela cidade toda no domingo!

Com certeza deu um toque especial a mais no nosso fim de semana – não foi a primeira e definitivamente não será a ultima vez num Four Seasons pelo mundo!

 P.S: Política de parceria: todo conteúdo desse blog reflete a minha opinião e experiência pessoal. A rede Four Seasons de hotéis construiu uma política de muita cordialidade e parcerias com blogueiros mundo a fora, porem minha hospedagem em Budapeste não foi cortesia e esse post não foi pago.

 

Categorias: Budapeste, Hungria, Viagens
7
14
Apr
2014
Varsóvia, Polônia – as dicas rápidas da cidade!
Escrito por Adriana Miller

Não da nem pra fingir que a viagem que fiz com umas amigas semana passada pra Polônia foi muito cultural, porque né? Não foi!

Fomos passar o fim de semana em Varsóvia com 6 amigas e comemorar a despedida de solteira da Tati!

Mas ainda assim conseguimos passear bastante e curtir a cidade, demos muita sorte com o clima e pegamos días incríveis de sol e temperaturas amenas, que sem duvida alguma conseguiram deixar a Polônia ainda mais bonita!

Eu comparei bastante essa viagem com a Cracovia, que foi 100% diferente em tudo! NA época pegamos días frios, escuros e chuvosos, que so aumentaram o tom sombrio e histórico de nossa visita.

Dessa vez, cercada de amigas e com o sol brilhando, vi um outro lado da Polônia: um cultura muito colorida, um povo alegre e fanfarrao, comida deliciosa e vodka… ham-ham (com onomatopeia de hipigarro!), que deixa para lá!

Nossa hospedagem não poderia ter sido melhor, no incrível Hotel Bristol (que eh tao bonito, histórico e incrível que merece um post soh para ele!) e que fica exatamente ao lado do palácio Presidencial (Palac Presydencki), na avenida Krakawskie Prdzedmiescie (que eh a principal da cidade, e que corta Varsovia de ponta a ponta, e tambem conhecida como “Caminho Real”).

Quando andamos 5 minutos para direita, ja demos de cara com a cidade antiga e sua espacosa praca Zamkowy, que o sol colaborou ainda mais para deixa-la fotogénica, com suas casinhas coloridas rodeando a praca e as torres das igrejas ao fundo, contrastando com o tijolo vermelho do Palacio Real que ocupa um lado inteiro da praca.

A verdade eh que a praca Zamkowy eh bem parecida com Cracovia, mas ela eh apenas a entrada para o resto da cidade antiga.

O triste eh saber que essa praca linda e tao cheia de historia eh apenas uma reconstrucao (por mais fidedigna ao original que seja) que reproduz a Varsovia que ali existía por centenas de anos, ate a década de 1930, quando a Polonia (e consequentemente sua capital Varsovia) se encontraram no meio do camino entre Nazistas e Sovieticos, servindo de campo para alguns dos feitos mais crueis e sangrentos da humanidade, e tendo pasado os 30 anos seguintes sendo refens desse sistema.

Mas em Varsovia eu sentí que ese “peso” da historia tem um impacto menor no clima da cidade, e o turista acaba se distraindo com varias outras coisas por la!

Mas continuamos nosso passeio pela cidade antiga nos perdendo por um emaranhados de ruelas medievais (cheias de lojinhas, sorveterias – o sorvete típico da Polonia eh uma delicia, tem um cremoso diferente do que estamos acostumados! – e “milk bars”, os restaurantes/cantinas populares da Polonia, onde a maioria da populacao comia sua única refeicao do dia durante os anos de guerra e opressao.

Muitos desses “milk bars” fecharam as portas com a queda do comunismo, mas agora outros tantos estao re-abrindo, como uma opcao mais “autentica” de comida Polonesa, e outros tantos estao virando barzinhos e restaurante mais alto escalao.

Ate que de repente, chegamos! A praca Starego Miasta, o coracao de Varsovia!

A praca tem aquele ar de conto de fadas que so as cidades do leste europeu ou do interior da Bavaria tem (Praga eh outra cidade que eh bem parecida e tem uma praca central incrivel).

As casinhas coloridas, artistas de ruas, bares e cafes com as mesinhas no sol…

E foi entao que resolvemos dar uma pausa no dia e para um pouco para curtir a cidade – escolhemos um restaurante no lado ensolarado da praca, pedimos uns cafes e uma garrafa de vinho branco no gelo e perdemos completmente a hora vendo a Polonia pasar!

Um tempinho depois seguimos em direcao as muralhas da cidade, que ainda cercam boa parte da cidade antiga, e que ainda possui um dos portoes de entrada originais, delimitando a Varsovia “original”.

Mas quando seguimos a direcao oposta, passando de volta por nosso hotel, voltamos para a grande avenida Krakawskie Prdzedmiescie (conhecida como “Passeio Real”)aquela que corta a cidade quase toda, que mencionei ai em cima), e que eh considerada uma das mais longas ruas da Europa.

Ali eh onde tudo acontece: muitas opcoes de hoteis, restaurante, cafes, supermercados e lojas mil – de lojinhas de artesanato local a lojas de fast fashion internacional e uma loja da mecca Polonesa de Maquiagem “Inglot”!

Mas o caminho real tem outras atracoes tambem, como a Universidade de Varsovia (um predio lindissimo!) e o Centro de Ciencia “Nicolau Copernico” (outro Polones ilustre, pai da astrofisica moderna, que foi o primeiro cientista a colocar o sol como o centro do sistema solar – ate entao a Igreja Catolica considerava a Terra como centro do universo).

E tambem a Igreja de Santa Cruz (entre varias outras – muitas – igrejas), que aliais eh uma coisa que tambem ja tinha reparado na Cracovia, e como os Polacos sao Catolicos fervorosos, e as homenagens a seus ilustres estao por todos os lados, principalmente o finado Papa Joao Paulo II.

A Igreja de Santa Cruz, bem no meio da avenida Krakawskie Prdzedmiescie chama a atencao por ser o “mausoleu” do coracao de Frederico Chopin – outro Polones ilustre que esta homenageado por toda cidade. Apesar do nome Frances (heranca do pai imigrante Frances) e da carreira desenvolvida em Paris no seculo 19, Chopin nasceu e cresceu – e aprendeu a tocar piano e compar musicas – na Polonia, nos arredores de Varsovia.

Ja quase no final da rua Krakawskie Prdzedmiescie esta o parque e o palacio Łazienkowski, uma das principais atracoes de Varsovia, mas que nao chegamos a tempo de ve-lo por dentro… (nao vale a pena tentar andar a avenida toda…. perdemos tempo demais nesse “passeio” e perdemos o palacio!).

Outra atracao que vale a pena visitar em Varsovia eh o Palacio da Ciencia, uma construcao heranca da era Sovietica na Polonia, e um dos “Arranha Céus de Estalin“, construido tambem pelos Russos na decada de 50 seguindo a identidade e arquitetura das “7 irmas” na capital Moscou.

 

- Comida

Bem, nao da pra negar, e se come muito bem na Polonia!

Nao que seja uma comida muito diferente, exotica nem sofisticada, mas eh aquela comida “de casa”, sempre bem feita e bem temperada, sabe?

Como quase todos os paises do centro-norte Europeu, a base de sua culinaria eh a batata e tuberculos em geral, legumes e carnes, principalmente de porco e pato.

O carro chefe da culinaria Polca eh o Pierogi, um misto de risole/pastel com um raviolli gigante. Os recheios e molhos sao variados, podendo ser vegetarianos, de carne de porco, de vitelo, de pato (meus dois preferidos), e podem ser cozidos ou assados.

E outro prato tipico que provei e A-MEI eh a sopa Zurek, servida dentro de um broa de milho!

E as bebidas?!

Bem, todo e qualquer drink feito com vodka “nacional” pode ser considerado uma bebida tipica da Polonia! Os bares e supermercados tem incontaveis prateleiras de opcoes de marcas, intensidade, sabores, filtragens…

De vodka eles entendem!

- Compras

Polonia nao eh exatamente um pais que nos vem a cabeca quando pensamos em “compras na Europa”, mas vale a pena dar uma passadinha nas lojas, pois como eles nao usam Euro ainda (a moeda nacional eh o Zloty), os precos la sao otimos e bem mais baratos que no Oeste Europeu.

Uma marca que vale a pena ficar de olho eh a “Inglot” que eu mencionei acima, uma gigante do mercado de maquiagens profissional e 100% Polonesa, que aos poucos esta ganhando o resto da Europa e do mundo.

Outra dica pra quem gosta de comprar coisas mais “tipicas” em suas viagems (meu caso!) sao as porcelanas Polonesas.

Eu fui apresentada a essas belezuras pela minha sogra que eh uma verdadeira colecionadora e tem pecas incriveis, colecionadas ao longo dos anos participando de feiras de antiguidades e em suas viagens – entao quando vi a variedade de pinturas e estamparias nas lojas da cidade antiga, nao resisti e tambem comecei minha colecao!

- Baladas e gandaia

Bem, deixei o melhor para o final, ne?! Afinal esse foi o principal motivo que nos levou ate Varsovia!

A Polonia, e todo leste Europeu, tem fama de baladeiros (se a fama eh boa ou ruim depende da opiniao) e arrasta multidoes de Britanicos e Europeus em busca de suas festas e baladas, sendo praticamente a sede nao-oficial das despedidas de solteiros(as) da Europa!

Em Varsovia so tinhamos uma noite pra sair de verdade, entao nao pestanejamos e seguimos todas dicas e fomos direto para a regiao da rua Mazowiecka onde os bares e night clubs estao a cada porta.

Praticamente um rua inteira so de aopcoes de baladas e barzinhos, todos animadissimos ate altas horas.

Tinham nos recomendado a Opera, Platinum, Paparazzi ou Enclawa, e acabamos optando pela ultima – onde ficamos ate quase 6 da manha!

 

Categorias: Polonia, Varsóvia, Viagens
10
13
Jun
2012
Chernobyl: Homem X Natureza
Escrito por Adriana Miller

Uma amiga comentou no outro dia, que o mais divertido de viajar é ver o mundo, a vida e a historia acontecendo. Não só todas aquelas coisas que acontceram a milhares de anos atras e que lemos nos livros de história, mas sim oque esta acontecendo agora, ou oque acabou de acontecer. Afinal, viajar é ver com seus proprios olhos, onde a vida e a história acontecem.

E foi por isso que depois de muito debater e muito pesquisar, decidimos visitar Chernobyl na Ucrânia, como parte de nosso passeio.

Pode parecer meio macrabo para muitos, e oque ouvimos de piadinha sobre voltar da viagem com 3 bracos ou brilhando no escuro nao foi brincadeira! Mas assim como nossa visita a Auschwitz uns anos atras, eu acho importante conhecer de perto esses lugares que mudaram o curso da historia mundial – nao so aquela historia de Reis e Descobridores de seculos atras, mas sim aqueles coisas que se passaram a pouco tempo atras que tiveram um impacto direto na minha, na sua e nossa vida – e a seculos por vir, geracoes e mais geracoes vao ouvir falar desse dia e desses lugares, e da historia que nos estamos vivenciando agora.

Tudo bem que Chernobyl nao eh exatamente uma coisa que aconteceu ontem, mas ne, com a data de 1986, garanto que a grande maioria dos leitores por aqui cresceram ouvindo falar sobre esse acidente nuclear.

Os fatos basicos por si so ja sao impressionantes – mas tudo aquilo que lemos e ouvimos, meio que misturados a propaganda socialista, meio que no fim da Guerra Fria e a queda do Comunismo, fica dificil entender oque realmente se passou.

Mas estar la, ao vivo, vendo o Reator 4 a poucos metros de distancia e um contador de Geiger na mao foi realmente uma experiencia que me marcou pra vida! (nao no sentido literal da palavra, claro!)

A usina nuclear de Chernobyl fica nos arredores de Kiev, no norte da Ucrania, quase na fronteira com a Belarus. Sua cidade base era a pequena Pripyat, cidade modelo inteiramente contruida com o intuito de servir de base para a usina.

Pripyat foi o foco principal da visita, e onde passamos a maior parte do nosso tempo. E motivo eh bem simples: Pripyat hoje em dia eh uma cidade fantasma, 100% evacuada e abandonada por sua polulacao – parte da cidade foi destruida e enterrada pela exercido Russo, e oque sobrou, ficou a merce da natureza e do tempo, lacrada por quase 3 decadas – praticamente uma Angkor Wat do mundo moderno!

No dia 26 de Abril de 1986 pela manha, o corpo de bombeiros de Pripyat recebeu uma chamada de explosao e incendio no Reator 4 da Usina de Chernobyl. Esses bombeiros eram considerados os melhores da regiao, e chegaram ao local em 3 minutos recorde, controlando o incendio e cobrindo o buraco da explosao com concreto.

A explosao foi relativamente simples, nenhum funcionario da usina se machucou, e em questao de horas, o problema parecia estar sobre controle perante a populacao local – e o governo Sovietico estava disposto a manter a situacao assim, encoberta.

Porem, no momento que o reator explodiu a as cameras da usina foram abertas, as particulas nucleares entraram em rebulico e rapidamente se espalharam pela regiao, contaminando o ar, o solo, a agua e qualquer superficie na redondeza.

O problema eh que particulas radiotivas nao tem peso, nem cheiro, nem cor – e portanto a populacao local seguiu com a vida normalmente, sem saber que cada segundo que passava extrapolavam os limites saudaveis de exposicao a radicao.

Mas a nuvem contaminada se expalhou rapido, se espalhando por quase todo leste europeu ate atingir a Escandinavia – e so entao o governo Sovietico foi forcado a tomar acoes para remediar a situacao.

O primeiro passo: evacuar a zona de maior risco – os trabalhadores do Reator e a populacao de Pripyat.

E eh ai que a historia se torna tocante. Pripyat era uma cidade modelo, inteiramente construida (em 1970) pela Uniao Sovietica para ser o “espelho” de um mundo perfeito, onde tudo funcionava de acordo com os mandamentos da doutrina socialista, e a populacao era feliz e bem cuidada.

Os predios e casas eram modernas e confortaveis – a biblioteca era de ponta, com centenas de milhares de livros nas mais variadas linguas e a tecnologia disponivel a populacao era inexistente em outros estados da Uniao.

As escolas foram formadas para desenvolver os futuros lideres e cientistas da Uniao. Os ginasio esportivo, geraria os melhores atletas jamais vistos, e segundo nosso guia – pasmem! – a cidade tinha ate um restaurante! O apice do luxo, numa sociedade onde todos tem acesso apenas ao que eh fornecido (igualmente) pelo governo em suas lojas de distribuicao. Eles tinham ate mesmo um parque de diversao! (olha so o nivel do conforto! Ter o direito a se divertir!).

A cidade e sua felizarda populacao eram constantemente personagens e cenario de propagandas politicas onde a Russia tentava mostrar ao mundo Socialista que sim, o modelo proposto funcionava, e muito bem.

Pois bem. No dia 29 de Abril de 1986, apenas 3 dias depois da explosao do reator, o alarme da cidade soou, o exercido Sovietico invadiu a cidade, e seus cerca de 50.000 habitantes foram evacuados numa missao de guerra em cerca de (miseras!) 3 horas!

Nos andamos pela rota utilizada para a evacuacao da cidade, e todo material posteriormente abandonado pelo exercito (afinal, tudo ultilizado na operacao foi contaminado, e portanto deixado no “cemiterio” de Chernobyl) e o impacto que teve na populacao.

Nao eh permitido entrar em nenhum dos predios (aos poucos, eles estao se desmoronando), mas tudo foi deixado exatamente como estava.

Criancas foram retiradas da escola no meio da licao. Familias deixaram a comida no prato. Trabalhadores deixaram suas tarefas pela metade.

E isso foi aquele lembrete de que por tras de todo desastre, de todo fato historico, existem vidas – perdidas e afetadas para sempre. Imagina o desespero que deve ser ter que abandonar sua vida sem nenhum aviso, sem a chance de olhar pra tras nem poder levar consigo nenhuma memoria.

O parque de diversao abandonado e agora caindo aos pedacos – a evacuacao aconteceu dias antes da inauguracao da roda gigante, a atracao mais esperada pela populacao.

A serra eletrica do marceneiro que nao foi guardada de volta na oficina.

O colegio com a licao pela metade no quadro negro.

E o mais impressionante de todos, a creche que abrigava as criancas dos trabalhadores da Usina, uma das poucas casas que nao foram destruidas do bairro (os predios permanecem, mas muitas das casas foram demolidas para evitar contaminacao).

Talvez seja o impacto de imaginar a cena caotica e de panico envolvendo criancas tao pequenas, longe de seus pais sendo evacuadas pelo exercito… E do outro lado da cidade, pais sendo evacuados sem saber o paradeiro de suas criancas.

O sapatinho que ficou pelo chao. A boneca esquecida. Os bercos vazios. Os livros e jogos pisoteados…

A populacao foi obrigada a deixar suas casas e todos os seus pertences para tras, e foram transferidos para campos de refugiados em Belarus, sem ter direito a nem mesmo a roupa do corpo – afinal elas tambem estavam contaminadas.

Mas muito pouco se sabe sobre essa populacao de “sobreviventes”, e ate mesmo o numero de vitimas eh incerto.

Tecnicamente, ninguem morreu nem se machucou na explosao inicial, e alguns dos dados oficias Sovieticos da epoca apenas reconhecem 31 mortes – todos os bombeiros que acudiram a explosao morreram cerca de 1 semana depois (a descricao do guia foi que eles cozinharam de dentro pra fora, devido a exposicao exagerada a radiacao), assim como os trabalhadores da Usina que estavam na area imediata.

Mas os dados recolhidos entre 1986 e 2000 mostram numeros muito diferentes, incluindo dados de incidencias altissimas de cancer de tireoide, deformacao de fetos e recem nascidos, e a populacao das outras cidades vizinhas, que em alguns casos demoraram anos para serem relocadas para regioes seguras.

A devastacao economica tambem nao pode ser esquecida, e muita gente atribiu a Catastrofe de Chernobyl como uma das principais causas da queda da URSS 4 anos depois, tamanho foi o impacto politico, social e economico na Uniao, que incliu um embargo a todo e qualquer produto plantado, colhido e produzido em todo Leste Europeu, levando ao colapso economico de paises inteiros (muitos deles ainda vivem na pobreza ate hoje – a Ucrania inclusive).

A regiao ficou vedada por mais de duas decadas e so voltou a ser aberta ao publico nao-cientifico e de manutencao nos ultimos anos - e esse abandono se ve em cada esquina.

Alem daquela sensacao de estar andando no set do The Walking Dead completamente abandonado, eh incrivel ver como rapidamente a natureza reclama seu espaco e pouco a pouco foi tomando conta do lugar.

Quando visitamos lugares como Roma, Egito ou Angkor Wat, saimos impressionados de como construcoes sobrevivem o teste do tempo, ainda estando de pe milenios depois – ja em Chernobyl a sensacao eh justamente o contrario – como a sociedade moderna eh fragil perante a natureza, e como tao facilmente as coisas podem dar errado!

Afinal se pensarmos bem, sao menos de 3 decadas – um nada historicamente falando!

Eu lembrei muito de Angkor Wat enquanto estava em Chernobyl, e o fato de que as construcoes no Camboja, em pedra macica, sobreviveram ao tempo, e quase mil anos depois, ainda estao la, em meio a natureza, com galhos e troncos decorando as paredes e colunas.

Ja Chernobyl, pouquissimas geracoes terao o privilegio de ver de perto antes que tudo seja destruido pela natureza, que ano apos ano, inverno apos inverno, vai destruindo e se infiltrando no chao de concreto e nas paredes de tijolo construidos na decada de 1970.

Como visitar Chernobyl na Pratica:

Nossa visita, que para muitos de nossos amigos e conhecidos foi classificado como “loucura” soh foi decidida depois de muita pesquisa e a certeza de nossa seguranca.

Afinal, piadinhas a parte, eu queria me certificar que o passeio seria seguro e nao sofreriamos nenhuma sequela nem consequencia devido a exposicao a material radioativo.

E o resultado da pesquisa foi positivo: a regiao de Chenobyl esta longe de ser o lugar mais saudavel do planeta, e entrar na area restringida eh cercado de regras e restricoes, mas para meros visitantes como nos, tomando certos cuidados, e passando apenas algumas horas por la, teria o mesmo efeito da exposicao radioativa de um voo transatlantico – como faco muitos desses por ano e ainda nao cresci um terceiro braco, me senti segura (menos que um Raio-X no dentista).

As regras a seguir durante o passeio sao tao simples como: nao comer nem beber nada la dentro (eles transportam agua e comida diariamente para cozinhas especiais – nos almocamos junto com os funcionarios de manutencao da usina), nao tocar em absolutamente nada sem a permicao do guia. Nao caminhar fora das trilhas permitidas, nao pisar em pocas d’agua nem lama, nem pisar nas plantas de musgo que crescem no chao (que sao extremamente radioativas e contaminadas).

Todos nos passamos por uma inspecao na entrada e na saida da area de protecao, e se por acaso algum de seus pertences estivessem contaminados, essa peca sera destruida imediatamente (nosso guia disse que o mais comum eh ver turistas voltando pra casa sem sapato, por pisarem em locais proibidos).

Outro detalhe importantissimo eh que as visitas turisticas sao apenas feitas por pouquissimas agencias autorizadas e com guias treinados (que tambem seguem regras serissimas de rotas e expedientes e check up de saude) e autorizadas pelo Governo da Ucrania e da Agencia Europeia de Seguranca Nuclear.

Sua requisicao de visita deve ser feira com no minimo 11 dias uteis de antecedencia, e pedidos com menos tempo que isso sao imediatamente recusados.

Seu formulario eh encaminhado da agencia pro governo, eles analizam sua ficha e enviam a autorizacao diretamente pra agencia – nos soh ficamos sabendo que tinhamos sido aceitos 3 dias antes da viagem!

A fiscalizacao eh rigida, seu passaporte deve ser carregado e presentado o tempo todo em varios check points, onde os guardas verificam se cada um de nos tinha mesmo recebido permissao do governo para estar ali dentro (um carinha Espanhol do nosso grupo foi barrado – e atrasou nosso passeio em quase 2 horas! – porque preencheu a ficha com o nr da Carteira de Identidade, mas apareceu por la com o passaporte; que foi imeditamente recusado e foi enviado de volta a Kiev).

Nosso tramite e visita guiada foi todo feito pelo Yuri, da agencia  UkranianWeb, que foi super prestativo, esclareceu todas as nossas duvidas e falava um Ingles perfeito!

E como valeu a pena essa trabalheira toda, viu! Visitar um lugar como Chernobyl eh dessas experiencias e licoes de vida que te mudam pra sempre!

 

 

Categorias: Chernobyl, Ucrania, Viagens
57
26
May
2012
Kiev: a capital mundial das Igrejas Ortodoxas
Escrito por Adriana Miller

Como disse no post anterior, esse “titulo” foi eu que inventei mesmo – sem nenhum censo nem pesquisa teologa-arqutetonica como embasamento. Mas acho dificil achar outra cidade que tenha tantas catedrais Ortodoxas (Patriarcado Russo) por metro quadrado como Kiev!

E nao importa como voce vai tentar organizar seu passeio pela cidade, pode ter certeza que qualquer roteiro em Kiev terah as Igrejas como atracao principal.

Mas tambem pudera – Só Catedrais sao 5, sem contar o maior monastério Ortodoxo do mundo, que so la dentro sao mais 9 Igrejas.

Para onde voce olhe, la estao elas… enormes, coloridas e com suas cupulas douradas reluzindo no sol. Um contraste inconfundivel numa cidade tao cinza!

Seus formatos e suas cores sao magneticas para qualquer camera fotografica, entao nosso fim de semana em Kiev se rezumiu a basicamente isso, rodar a cidade em busca dos melhores angulos de cada uma de suas catedrais – sempre admirando a devocao dos Ucranianos, que encabecam a lista de povos mais devotos e religiosos da Europa!

A qualquer hora do dia ou da noite, as Igrejas estavam sempre cheias de peregrinos e devotos, de todas as idades, sexos e classe sociais. As mulheres sempre de cabeca coberta (mas com as pernas super de fora!) e todos trazem suas flores para oferendas. Eh um ritual contagiante!

A Igreja de Santo Andre (Андрiївська церква em Ucraniano), nao eh a maior nem a mais imponente da cidade, mas sua localizacao, no topo da colina Andriyivska no bairro boemio Podil, lhe da um destaque sem igual.

Suas cores em tons de azul e verde, com detalhes em dourado combinam perfeitamente com o verde jardim a sua volta e o azul do ceu, ja que voce sempre vai olhar a Igreja de baixo pra cima!

A localizacao da Igreja foi escolhida a dedo pelo Principe Vsevolod I, no local onde supostamente o Apostolo Andre ergueu uma cruz e declarou que a cidade deveria virar Crista – mas principalmente, num ponto que se sobresairia na paisagem da cidade.

O problema eh que esse local tao minuciosamente escolhido tem uma pessima fundacao, e a igreja esta aos poucos afundando e rachando. Entao no momento ela esta passando por uma grande reforma de restauracao e reconstrucao de sua fundacao, e todo bairro Podil esta interditado por causa disso.

Ja a Catedral de Santa Sofia eh um dos principais icones da cidade, e junto com o Monasterio das Cavernas foi reconhecido como Patrimonio da Humanidade pela Unesco.

Diz a lenda que a Catedral recebeu esse nome em homenagem a Hagia Sofia de Istambul e eh dedicada a “sabedoria sagrada” e nao a Santa Sofia, assim como a versao Turca.

As contruções foram iniciadas em 1011 sob o reinado de Vladmir, O Grande e portanto tomou um banho de loja  na ultima década em preparação a comemoração de seus 1000 anos em 2011!

A Catedral tambem tem, alem da Igreja principal, um Campanario e a torre do Sino e uma estrutura separa que hospeda o museu “Sofia de Kiev” – tudo isso em arquitetura Bizantina, com 5 naves internas e 13 cupulas externas, em tons de verde e branco.

Dividindo a mesma praca, bem ali do outro lado da rua esta a Catedral de Sao Miguel, ou Mykhailivsky.

As duas se complementam perfeitamente, criando uma praca que eh o coracao turistico e religioso (e fotografico!) de Kiev.

A Catedral ainda eh um Monasterio em atividade, e foi construida cerca de 100 depois da Sofia, em 1108 aob o governo do principe Sviatopolk II Iziaslavych que quiz construir uma Igreja em homenagem a seu santo patrono, o arcanjo Miguel, que era considerado o patrono de guerreiros e vencedores, em homenagem a vitoria de Sviatopolk II na batalha contra os barbaros Hungaros.

As cupulas douradas eram de ouro macico, e foram inteiramente destruidas e roubadas quando pais foi invadido pelo exercito Mongol no seculo 13 – que desfez o monasterio que estava baseado ali e fez com que a Catedral ficasse abandonada por varios outros seculos.

Mas a Igreja foi reconstruida no seculo 15 e passou a abrigar quase 300 monges, e passou a ser a principal Catedral da cidade – entre o seculo 15 e a revolucao Russa de 1917, eram os monges da Sao Miguel que craivam as joias da realeza e os aneis Reais dos monarcas Ucranios. Acreditava-se que os aneis manufaturados e abencoados pelos monges tinham poderes anti-bruxaria e protegeriam os Reis de doencas e morte subita, ja que o Monasterio Sao Miguel foi um dos poucos lugares na Ucrania a nao serem afetados pela peste negra na Europa.

Mas ainda assim, nenhum Monasterio tem a importancia e imponencia do Monasterio das Cavernas, o Pechersk Lavra.

Esse Monasterio eh considerado o centro da religiao Ortodoxa do Leste (Russa), como se fosse uma especia de Vaticano Ortodoxo., alem de tambem ser a residecia oficial do Volodymyr Sabodan, o “cabeca” da Igreja Ortodoxa (o “Papa” Ortodoxo).

Entao todos os anos sao centenas de milhares de peregrinos que viagem todo o continente para visitar e prestar suas homenagens e pagar suas promessas no Pechersk Lavra.

A estrutura do Monasterio eh gigantesca, incluindo nao so a Igreja principal, a Catedral Dormition e as cavernas subterraneas e mais outras 8 igrejas espalhadas pela area cercada pela muralha do monasterio.

E lá dentro é que a gente se dá conta da fé dos Ortodoxos.

Quando comecei a planejar a viagem eu tive bastante cuidado em pesquisar as datas, pra justamente não coincidir com nenhum feriado religioso (fomos no nosso feriado da Pascoa, mas a Pasco Ortodoxa é sempre na semana seguinte), e mesmo assim acabamos deixando pra ir lá no Domingo e ficamos impressionados com a quantidade de gente peregrinando e rezando nas igrejas.

No horario das missas, em cada uma das igrejas, a quantidade de pessoas era tanta, que os patios em frente a cada Igreja tambem ficava lotado, e os Padres saiam da Igreja pra estendar a bençao ao pessoal que não conseguiu lugar lá dentro!

E isso sem mencionar que o interior das Igrejas Ortodoxas tendem a ser enormes, pois elas tem uma arquitetura bem diferentes das Igrejas Ocidentais que estamos acostumados.

E claro, vale a pena falar do interior das Igrejas!

Geralmente não é possível tirar fotos dentro de Igrejas Ortodoxas, e Kiev não foi exceção (oque foi uma pena, pois todas são lindíssimas!)

Mas por sorte, logo que entramos em Pechersk Lavra, enquanto tentavamos fugir da multidão na saida das missas, entramos numa das igrejas menorzinhas e secundária, e por sorte, pudemos comprar o “passe” para fotografia que nos permitia fotografar lá dentro! E não tinha mais ninguém!

Logicamente, em segundos sacamos nossas câmeras e começamos a registrar os detalhes incríveis!

O nivel de detalhe dentro das Igrejas e Catedrais Ortodoxas é incomparável – na primeira viagem que fiz pra Moscou, fizemos o Tour do Kremlin (e ano passado também fizemos um tour parecido nas Igrejas da Romênia) onde aprendi sobre a arquitetura e organização hierárquica das igrejas Ortodoxas.

Pra começar que elas não tem aquela divisão de nave e altar que estamos acostumados – o interior das Igrejas é um grande vão aberto, sem cadeiras, sem coxia etc.

Todos ficam de pé como iguais, e lá na frente esta o Abside, uma espécie de Altar, que fecha toda a frente da Igreja, e geralmente os padres e os rituais são feitos por tras dessa barreira.

Mas oque impressiona mesmo são as pinturas em cada milímetro quadrado das paredes. E o motivo é simples – na idade média o proletariado não tinha direito a alfabetização, e portanto não sabiam ler a Bíblia.

Portanto a unica maneira da população aprender os ensinamentos da Igreja era atraves de imagens e pinturas, contadas nas paredes das Igrejas. Então cada igreja conta sua história, mas todas tem em comum as imagens que decoram a porta de saida da igreja, onde sempre mostram imagens do paraiso e inferno – aquele ultimo lembrete dos beneficios de seguir as doutrinas que voce acabou de aprender ou não.

Por fim, a ultima grande Catedral que visitamos a São Vladimir, que fica no Oeste da cidade, e se destaca por suas cores espalhafatosas – amarelo ovo nas paredes, com cúpulas azul celeste e muitas estrelas douradas.

Essa é a igreja mais recente de Kiev, mas tem um diferencial – foi construída pela população.

Em 1800 e poucos, o Patriarcado de Moscou sugeriu a construção de uma igreja pra comemorar os 900 anos do nascimento de Vladimir, O Grande, um Principe Ucrâniano que virou Santo ortodoxo após sua morte.

A população ficou comovida, e fiéis ortodoxos de todo mundo enviaram suas contribuições para financiar a construção da Igreja, e cerca de 30 anos depois a Igreja abriu suas portas pela primeira vez.

 

Categorias: Kiev, Ucrania, Viagens
41
25
May
2012
Ucrânia – a joia escondida do Leste Europeu
Escrito por Adriana Miller

Uns dias antes de embarcarmos na nossa viagem pra Ucrania, na Pascoa (comeco de Abril 2012) estavamos jantando com um casal de amigos e gerealmente a pergunta que todos nos fazem sempre eh: “qual a proxima viagem?!”.

A resposta, “Ucrania”, veio misturada com expressoes de confusao e espanto. Onde? Quem? Porque???

Eu estou longe de considerar a Ucrania um doa paises mais “exoticos” que ja fui, mas poucos destinos causaram tanta comocao e surpresa entre nossos grupos de amigos – mas a verdade eh que Kiev estava na minha lista ha anos, mas a oportunidade certa nunca chegava.

Eh uma pena que o pais seja tao pouco explorado pelo resto do mundo, sendo uns dos lugares de mais importancia e imponencia no Leste Europeu e entre as regioes da antiga URSS.

Kiev eh a capital do pais, e era a cidade braco direito de Moscow durante o periodo Sovietico – e essa historia recente esta presente em todas as esquinas.

Mas pra mim, Kiev sempre teve uma unica imagem: a capital mundial das Igrejas Ortodoxas!

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Esse “titulo” (obviamente inventado por mim e sem nenhuma legitimacao), eh 100% condizente a quantidade incrivel de igrejas Russas Ortodoxas espalhadas pela cidade. Nenuma delas eh tao imponente quanto a Sao Basilico em Moscou, por exemplo, mas enquanto varias outras cidades do Leste Europeu tem uma Catedral Ortodoxa pra chamar de sua (por exemplo em Tallin, em Helsinque, Sofia e Bucareste, para citar algumas), mas nenhuma delas eh tao colorida e espalhafatosa quantos as igrejas de Kiev.

A cidade foi destruida por guerras e conflitos, e em termos gerais, eh uma cidade feia e sem vida – ainda com muitas cicatrizes deixadas pelo regime Socialista e a pobreza da Cortina de Ferro da regiao. Mas sao as Igrejas de Kiev que espalham cor e fe por todas as esquinas.

A vista da cidade eh salpicada por cupulas douradas e colunas de todas as cores – aliais, em belo estilo tipico (e estereotipico) do Leste Europeu – eles nao poupam nas cores: nos predios, nas flores, nas igrejas, nas roupas e nos cabelos.

Eita povo colorido! Se toda essa misturada se encaixa nos padroes de beleza que estamos acostumados ou nao, ai isso ja eh outra historia, mas o exagero arquitetonico e fashion da cidade e de seus cidadaos, definitivamente compensa pelo clima frio e cinzendo e os predios feios da heranca Socialista.

Mas se prepare pra ouvir falar muito sobre a Ucrania num futuro bem proximo!

Apesar de ainda ser um dos paises mais isolados do continente Europeu, pouco a pouco eles estao se abrindo para o mundo, e o primeiro grande passo eh sediar a EuroCopa de 2012 em parceria com a Polonia, que vai comecar agora em Junio. Segundo os locais, Kiev sera a “proxima Praga”!

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Um plano ambicioso, mas para isso a cidade esta se modernizando, dando aquela faxinada geral, e acima de tudo se preprando para abrir suas portas para o resto da Europa.

Mas viajar pra la ainda nao eh dos destinos mais faceis, e por isso mesmo nao entra no roteiro de muita gente, e demorou tanto anos pra sair da minha listinha de viagens.

Pouquissimos voos e cias aereas conectam a Ucrania (principalmente Kiev, a capital) com outras cidades Europeias, e atualmente a unica cia de Low cost que voa para o pais eh a Wizz Air, e ainda assim com dias e horarios muito restritos, oque sempre nos fez “deixar pra depois”.

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Saindo de Londres, a melhor opcao de voo pra chegar em Kiev eh a British Airways, que tem alguns voos para a capital Ucraniana algumas vezes por semana, e que por acaso casaram direitinho na nossa disponibilidade do feriado prolongado da Pascoa.

Europeus, Brasileiros e Americanos nao precisam de visto para entrar na Ucrania, mas o pais nao faz parte da Comunidade Europeia, e portanto tem suas proprias regras de imigracao e controle de fronteira.

Mas ainda assim o voo eh longo (3 horas e meia, oque eh um voo bem longo para padroes Europeus) e com 2 horas de fuso horario, oque “come” bastante tempo de qualquer viagem.

As opcoes de hospedagem tambem nao sao das melhores – tanto no segmento de hoteis de luxo e internacionais, quando no segmento de albergues, as opcoes nao sao muito abundantes, e de maneira geral, os precos sao bem caros para oque se recebe em troca.

Nos preferimos alugar um apartamento do Best Kiev Apartments, recomendado pelo nosso guia, que foi uma otima opcao de preco e localizacao, mas que por outro lado deixou a desejar numa cidade com tao pouco infraestrutura turistica.

Digo isso porque Kiev eh o tipo de lugar onde quase ninguem fala Ingles, onde nao existe ponto de informacao turistica, e tudo que vemos pelas ruas eh escrito em Cyrilico e nem adianta tentar pedir informacoes na rua pois ninguem fala Ingles. Entao o fato de estarmos num apartamento, e nao num hotel com recepcao, concierge e tal, atrapalhou nossa “desenvoltura” na cidade.

Entao nossos pontos de apoio acabaram sendo os hoteis Radisson Blu, que ficava no nosso quarteirao (onde os recepcionistas foram super gentis e prestativos, mesmo nao sendo hospedes) e o hotel Hyatt que fica na praca da Catedra Santa Sofia, onde devido a sua localizacao super privilegiada (e com vistas lindas) nos batemos ponto no bar da cobertura quase todas as noites! Entao ambos sao otimas opcoes de hospedagem na cidade, e se pudesse voltar a tras, teria ficado num desses hoteis – mas pra quem nao quer gastar muito, os apartamenos alugados sao otimas opcoes!

Uma dica que ja dei sobre varios paises e continua sendo super valida na Ucrania eh a atencao com a lingua – O Ucraniano (que eu ignorantemente vou generalizar e dizer que eh uma variante do Russo) eh a unica lingua de fato falada e entendida na Ucrania, mesmo na capital Kiev. Entao eh sempre bom ter cuidado com enderecos e nomes, pois oque aparecer no seu guia de viagem nao vai ser o mesmo que no mapa que vao te dar na recepcao.

Sempre tenha enderecos e instrucoes anotadas direitinho em Cirilico para evitar apuros, e nunca saia de casa sem o cartaozinho que explica exatamente pra voce vc quer chegar/voltar.

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A moeda na Ucrania eh a “Hryvnia”, e eh uma moeda que soh circula no pais. Eles nao aceitam dolar nem Euros, mas a moeda nao pode ser comprada no exterior.

Entao chegue na Ucrania com uma reserva em Dolares ou Euros, e aproveite a casa de cambio minuscula no saguao do aeroporto pra fazer o cambio e ja sair do aeroporto com algumas Hryvnias na mao, so pra garantir.

Mas foi facil achar caixa eletronico que aceitem cartoes internacionais e outras caixas de cambio ao redor da cidade, entao nao tivemos problemas com dinheiro.

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mas eh sempre bom ter uma boa quantia de Hryvnias em dinheiro vivo, ja que muitos lugares nao aceitam cartao de credito nem debito.

Na epoca que viajamos a Hryvnia esta mais ou menos 1 pra cada 8 dolares.

 

E claro, ja que voce esta por la, aproveite pra comer um Frango a Kiev (em Kiev!!) e a deliciosa e tradicionalissima sopa Borshch!

 

Categorias: Kiev, Ucrania, Viagens
32
18
Jul
2011
Top 10 coisas a fazer em Moscou
Escrito por Adriana Miller

Por mais que eu tenha reclamado bastante da Russia aqui no blog e no Twitter, não dá pra ignorar o fascínio daquele país de proporções multi-continental!

Moscou principalmente, oque tem de dificil, tem de encantadora, e era impossível não andar pelas ruas da cidade pensando com meus botões de como era sortuda de não só ter tido o privilégio de estar ali, mas de já ter voltado uma segunda vez!

Então eu aproveitei o tempo primaveril ótimo que estava fazendo (na primeira viagem pegamos um tempo horrível!) pra rever algumas partes da cidade, e tambem aproveitei o horário de verão de Junho, com seus dias longuíssimos, pra conseguir ver bastante coisa que não deu tempo (cof cof, coragem!) de fazer na nossa primeira viagem.

Entao mesmo com tempo limitado na cidade, esses são meus top 10 de Moscou, que podem ser encaixados numa viagem de 2 ou 3 dias ou esticados entre varios dias na cidade:

- Catedral de São Basílico

É o simbolo da cidade, e quizás do país, e pra mim essa catedral simboliza tudo que significa “Russia” na minha cabeça. Outras igrejas Ortodoxas tentaram seguir o mesmo modelo, mas nenhuma chega aos pés da São Basílico…. e dizem até que o Kzar mandou cegar o arquiteto, para que ele nunca mais pudesse reproduzir a beleza da catedral em nenhum outro lugar do mundo!

É uma visão magnetica, e por mais que você tente, é impossível não voltar seus olhos (e lente fotográfica) constantemente pras suas cupulas coloridas!

Eu eu sempre fico com vantade de comer bala e ler a historia de João e Maria!

- Kremlin

O Kremlin é a sede do governo Russo ha mais de 2.000 anos  e conhecido como Kremlin desde 1156 e é o centro da política do país.

A Palavra Kremlin, que significa “fortaleza”, representada exatamente oque esse lugar é: uma fortaleza que reune dentro de suas muralhas, igrejas, palacios, praças, jardins, prédios administrativos, fortes, tesouros, armas etc.

Não importa por onde você andar em Moscou, pode ter certeza de que o Kremlin sempre vai estar no meio do seu caminho!

- Praça Vermelha

A Praça Vermelha pode ser considerada por muitos como uma atração “retundante”, mas não é. Você só se da conta como a praça é enorme quando chega lá no meio, e é de lá que você tera as melhores vistas da Catedral e das muralhas do Kremlin.

É ali tambem que estão os predios vermelhos do Museu Nacional, o mausoléu de Lenin e o GUM.

- GUM

GUM é a maior construção na Praça Vermelha, e é um antigo mercado centenário, que depois foi transformado em loja de departamento/armazém de distribuição de bens “essenciais” socialistas, e que na ultima década foi completamente transformado em shopping de luxo.

Deu pra perceber uma grande “evolução” do GUM desde minha última viagem a Moscou em 2007 até agora, e como as lojas e corredores estão mais organizados, e a sensação é de um shopping mesmo, que fluí melhor.

Infelizmente a Russia não é um pais muito favoravel a compras, e tudo por lá é muito, muito caro! Mesmo com a vantagem do cambio da Libra pra o Ruble as coisas por lá ainda eram uma media de 50% mais caras que em Londres!

- Teatro Bolshoy

O Teatro Bolshoy, que significa “Grande Teatro” é a sede da compania de dança e balett mais antiga e tradicional do mundo.

O prédio foi construído no seculo 18 justamente para sediar as performances da compania de dança e também os workshops de figurinos e fantasias usadas pelo corpo de dança.

Em 2005 o teatro foi fechado para uma super obra de renovação, com previsão para reabertura em 2009. A valta de verba e corrupção atrasou a obra em mais de 2 anos, e a nova previsão é de que o Bolshoy de Moscou reabrirá suas portas com uma super performance no dia 2 de Outubro de 2011 – os ingressos já estão esgotados desde que o teatro fechou!

Na minha primeira viagem a Moscou, em 2007, o edifício do Bolshoy estava completamente coberto por tapumes, mas agora já dá pra ver que realmente ele esta quase pronto pra reabrir suas portas!

- Catedral Cristo Salvador:

Outra grande catedral Ortodoxa em Moscou, do lado oposto do Kremlin, e na beira do rio Moskva. Não é tão oponente, nem chega nem aos pés de sua vizinha São Basílico, mas ainda assim, sua estrutura branca e suas cúpulas douradas não deixam de serem lindas e impressionantes.

A Catedral original foi construida em 1812, em homenagem a derrota de Napoleão Bonaparte, que tentou invadir a Rússia e foi derrotado pelo inverno impiedoso.

Porém, em 1931 , depois da revolução Russa e da morte do Lenin, os Soviets mandaram demoliar a Igreja, para que pudessem construir em seu lugar (afinal é um lugar de honra, bem ao lado do Kremlin, e na beirada do Rio) um monumento socialista, que teria uma estatua gigantesca de Lenin no topo.

Por “sorte”, a construção nunca chegou a sair do papel, por falta de fundos e porque logo depois a Russia entrou mais uma vez em guerra, na Segunda Guerra Mundial – mas infelizmente, a Catedral original já tinha sido destruída com dinamite.

Entao em 1990, após a queda da URSS, e numa tentativa de reconstrução do país, a igreja começou a ser reconstruída, usando como modelo a versão original, e usando muito do material e arte que foram recuperados antes da demoliçao da decada de 30. O legal da história da reconstrução é que a obra foi quase integralmente patrocinada com doações da população local, que logicamente não gostavam dessa historia de destruir monumentos religiosos e historicos em prol do socialismo.

- Convento Novodevichy

O convento da “nova virgem” é considerado um dos monast´rios mais bem preservados da Russia, e tem esse nome de “novo”, porque sua estrutura atual no sul de Moscou foi construido no seculo 17, para substituir o convento que antes ficava dentro do Kremlin (o convernto original foi fundando em 1514).

O convento também é conhecido como “mini Kremlin”, pois ao ser relocado para (oque na época era) fora do centro de Moscou, ele manteve sua estrutura original de “fortaleza” com uma muralha protetora e varias estruturas internas que compoem o lugar: varias igrejas, alojamento, cemiterio, museu, etc.

Ainda hoje é possivel ver as muitas freiras e noviças que ainda moram no monastério, e o interior da muralha é tão bonito que os jardins são recheados de pintores e estudantes de arte tentando capturar as cores e curvas dos domos coloridos das igrejas.

Durante o auge imperial da Russia no seculo 18, freiras e noviças de varias nações eslavas eram transferidas para o Novodevicky (principalmente Ucranianas e Bielorussas), que era reconhecido por seu prestígio teológico.

O convento então foi fechado e quase destruído pelos soviets em 1922, assim como quase todas as estruturas e instituições religiosas da Russia, servindo como museu e escola para meninas até ser reaberto após a queda do capitalismo no pais.


- Metro de Moscow

Bem, eu já escrevi um post inteirinho sobre ele AQUI, mas obviamente não poderia deixr de ser uma das Top 10 atrações da cidade!

- Universidade de Moscow & Arranha Céus do Stalin

É impossivel andar por Moscou e não avistar um dos predios que compõem as “Sete Irmãs” da arquitetura Estalinista!

Os predios, conhecidos como Arranha Céus de Estalin foram construídos entre 1947 e 1953, misturando estilos Gótico e Barroco Russo, e usando a mesma tecnoligia que os Americanos estavam começando a empregar em seus arranha-céus.

 

Os prédios foram desenhados e viabilizados pessoalmente por Estalin, mas muito pouco se sabe sobre qua era sua real intenção.

Decumentação histórica diz que depois de ganhar a guerra, Estalin (e depois seu sucessor, o Ucraniano Nikita Khrushchev) sabia que uma dia a Russia se tornaria numa grande potencia, visitantes internacionais visitaraim Moscou e a cidade não tinha nenhum arranha céu, entao ele resolveu mudar isso.

Estima-se que quase todos foram construídos com a intençao de sediarem diferentes facções do governo, e o primeiro prédio a ser construído foi o predio da Universiade Estatal de Moscou.

Um segundo predio é a sede do Ministério de Relações Exteriores da Russa – mas todos os 5 demais predios hoje em dia viraram predios de apartamento de luxo ou hoteis de redes internacionais (entre eles um Radsson e um Hilton).

O predio da Universidade de Moscou é definitivamente impressionante e gigantesco, e apesar de ser meio contra mão conseguir chegar até lá, vale o sacrifício!

- Rua Arbat

A rua Arbata é uma rua peatonal no centro de Moscou (também pertinho do Kremlin) que data do século 15, e portanto é (auto) proclamada a rua mais antiga da capital Russa.

A rua ainda tem muitas das fachadas originais dos predios historicos do seculo 18, quando a rua era considerada o endereço de mais prestigio e mais cara da Russia, abrigando muitas familias aristocratas e ricos em geral – que substituiram os artesãos que criaram a rua originalmente.

A rua tem um seria de mini-atrações e tal, mas o mais interessante mesmo são seus artistas de rua e a sucessão de cafés, lanchonetes e restaurantes ao longo de seu quilometro, servindo a todos os tipos de bolsos e apetites (tem até churrascaria Brasileira!)

 

 

Categorias: Moscou, Russia, Viagens
32
17
Jul
2011
Metrô de Moscou: quando a viagem vale a viagem!
Escrito por Adriana Miller

Moscou é uma cidade que tem 15 milhões de habitants tentando conviver no mesmo espaço. Esses 15 milhões de habitantes também possuem carros enormes com tração nas 4 rodas que aguentem os meses de inverno rigoroso. Junte a isso alguns milhões de motoristas esquentadinhos, ruas milenares, policiais que fazem vista grossa para as fileiras de carro em estacionamento triplo nas esquinas do centro da cidade e casas com uma numeração de arrancar os cabelos (as casas e prédios em Moscou sao assim: “Rua Tal, nr 7/4”, “Rua Fulano, nr 8/12”, mas que não necessariamente seguem uma seguencia matemática logica, e o prédio sete-doze-avos pode ser vizinho do prédio numero 6, sem o menor problema…).

Então o trânsito de Moscou é dos piores que já vi na vida! A qualquer hora, qualquer lugar… o transito simplesmente pára e não ha nada que você possa fazer.

Por isso a maneira mais fácil e prática de andar na cidade é andar de metrô (e econômica já que um ticket de metro em Moscou custa cerca de 50 centavos de dólar!)!

O problema é justamente que andar de metrô em Moscou nao é nada fácil para turistas não fluentes em Russo!!!

As estações do centro da cidade e áreas mais turisticas, até que teem a versão “Ingles” dos nomes das estações em baixo dos nomes em Russo (mas não nas plataformas, vagões ou dentro das estações), mas mesmo assim a pronúncia é bem diferente e ninguém consegue entender onde você quer ir…

Então depois de umas tentativas frustradas de pegar taxi pela cidade, eu resolvi que era melhor aprender a me virar no metrô, doque perder metade do meu dia parada no transito com um taxista que ia me levar pro lugar errado assim mesmo!

- Mapa

A primeira dica é bem óbvia: tenha uma cópia do mapa do metro – mas MUITO cuidado com as versões turisticas que vão te dar no hotel ou nos guias de viagem. Compre uma versão em Russo, e pergunte pro seu hotel qual o nome da estação de metrô em RUSSO.

O mapa de linhas não é complicado de enteder, todas são identificadas por cores e nímeros diferentes (oque facilita bastante), e sabendo qual a cor da linha que você precisa pegar, tudo comeca a fazer sentido.

- Direção da linha

Assim como em muitas outras capitáis Europeias (Londres inclusive) as linhas de metro se dividem e bifurcam em diferentes pontos de seu trajeto, então é importantíssimo saber qual a direção da linha que você quer pegar. Aqui em Londres por exemplo, as estações te dão uma indicação da “direção” que a linha esta indo, tipo “Sudoeste”, “Norte”, “Leste”; mas em Moscou, assim como Paris e Madrid, as plataformas e os trens indicam qual a a estação final daquela linha – então SEMPRE saiba qual o nome da sua estação final, mesmo que você não pretenda ir até o fim da linha.

- Mas como memorizar o nome das linhas e estações?

Como eu disse, alguns mapas trazem o nome em “Ingles” das estações, mas isso não te ajuda muito durante o percurso.

Pra mim, a técnica que deu certo era memorizar as 3 ou 4 primeiras letras ou “símbolos” do nome da estação, e transformar isso em alguma coisa que faça sentido pra voce.

Entao na minha cabeça, a estação Маяковская (Mayakovskaya) era na verdade “MARKO” (Маяковская). E antes de chegar lá eu sabia que tinha que ficar de olho na estacao Тверская e Театральная (a mesma técnica usada pra memorizar nomes de ruas).

- Pra não se perder, nem se desesperar achando que está perdido…

Eu fiquei morrendo de medo de perder a estação, ou não conseguir acompanhar em qual estação estava, se estava perto ou longe…. Algumas linhas tem uma gravação que te avisa qual a próxima estação, mas eu não conseguia entender nada mesmo (acho que avisava a próxima estação né… sei lá…), então por isso também ficava difícil acompanhar os movimentos das estações pelo mapinha dentro dos vagões.

Então a única maneira que conseguia ficar tranquila era me plantar na porta do vagão. Não sentava nunca!

Ficava paradinha na porta, e assim que chegava numa estação nova, eu colocava a cabeça pra fora e tentava entender o nome da estação onde estava – gravava as 3 ou 4 primeiras letras e depois tentava achá-las no meu mapinha em Russo.

Isso me ajudou a entender por exemplo que depois de ir e voltar na mesma linha 3 vezes achando que estava perdida, eu me dei conta que na verdade a estação onde que queria descer pra trocar de linha, estava fechada pra obras (que depois descobri que era isso mesmo), e os trens simplesmente não estavam parando nela.

Fiquei meio desesperada achando que tinha me perdido feio, mas depois de trocar de linha mais umas 2 vezes, me achei e consegui chegar onde queria.

- Os nome das estações e baldiações

Isso pra mim foi o mais difícil de entender!!! E só me dei conta desse detalhe depois de ir e voltar 5 vezes na mesma direção procurando pela estação  Парк культуры (“Park Kultury” – que estava fechada para obras) e acabar passando na mesma estação, por outra linha que…. tinha um nome diferente!!!

Entao os engenheiros Russos devem ter pensado: Como podemos complicar ainda mais a vida dos turistas, já que esse joguinho de hieroglifos Cirílicos não esta complicado suficiente…!?! Já sei! Vamos dar nomes diferentes pra mesma estaçãoo, dependendo de qual linha você pegue!

Oh céus…

Então principalmente nas estações “centrais” onde varias linhas se encontram e fazem baldiação, em vez de manter sempre o mesmo nome (tipo “London Bridge” – todas as linhas que passam pela estaçãoo de London Bridge tem um ponto que se chama “London Bridge”!), cada linha chama aquele ponto de maneira diferente, então você acha que esta indo pro mesmo lugar, mas não consegue achar aquela estação no seu mapa… ou então acha que estea indo pra um lugar diferente, mas na verdade está no mesmo lugar!

Que raiva viu! Fiz umas trocas de linha e umas baldiações desnecessarias, pois saía de hotel procurando a estacao “X”, sem saber que poderia descer na estacao “Y” ou “Z”, pois são todas as mesmas. Um bom exemplo é a estação Ploshchad Revolyutsii (Площадь Революции) da Praça Vermelha, que também pode se chamar Borovitskaya (Боровицкая) ou Arbatsko-Pokrovskaya (Арбатско-Покровская) ou Alexandrovsky Sad (Александровский сад) depende de onde você vem/vai….

 

Mas nada isso importa, pois a principal atracao do metrô de Moscou é justamente o Metrô!

Moscou tem uma dos metrôs mais antigos do mundo, e que consequentemente tem também algumas das estações de metrô mais lindas do mundo!

Na verdade em muitas delas você nem acredita que está numa estação de metrô, dividindo espaço com a massa trabalhadora da sociedade Russa (ou seria a população “diferenciada” de Moscou?!), e sim entrando numa festa de gala em algum salão nobre de hotel 5 estrelas ou residencia Real ao redor do mundo!

Os trens, apesar de espacosos são bem velinhos e precisando de um upgrade, mas as estações são de arrepiar!

Então aproveitei minhas idas e vindas perdida no metro de Moscou, pra descer em estações estratégicas, onde eu pudesse ver de perto algumas dessas obras de arte!

Então esse é meu top 5 das estações mais bonitas de Moscou! E com perrengue ou sem perrengue, essas estações valem a viagem!

1 – Komsomolskaya

A estação Комсомольская é sem duvida alguma a mais bonita e impressionante de Moscou, e não foi a toa que assim que eu sai do vagão do metro, a plataforma estava lotada de turistas e guias, fotografando e babando enquanto algumas centanas de Russos e Russas iam e voltavam de seus afazeres.

Ao andar de uma plataforma pra outra, a sensação é que na verdade você deveria estar usando um vestido longo digno de um tapete vermelho, enquanto alguma personalidade Real te espera numa fila de cumprimentos…

Mas verdade essa estação esta bem embaixo de umas das praças mais movimentadas do centro da cidade, a Praça Komsomolskaya!

 

2 – Novoslobodskaya

A segunda estação da lista é a Новослободская se destaca das demais por causa de seus 32 painéis de vidro colorido, iluminados por trás.

Na epoca de sua construção a Russia ainda não tinha a “Tecnologia” de produziar vitráis, então cada peçinha de seus painés foi feito na Letônia e transportado até Moscou.

Além disso, cada um dos vitrais tem um desenho único e o fundo das estações tem mosaicos com imagens de políticos e Russos ilustres.

 

3 – Kiyevskaya

A estação Киевская foi construida em homenagem a cidade Ucrâniana Kiev, logo depois da morte de Joseph Stalin, por encomenda de seus sucessor Nikita Khruschev, com a intenção de sollidificar a importância da entrada da Ucrânia na URSS para a criação da união, e claro, o fato de que ele era Ucrâniano de Kieve também ajudou…

Oque chama atenção nessa estação são os painéis em alto relevo que servem de moldura para mosaicos detalhadíssimos!

 

4 – Prospekt Mira

Já a estação Проспект Мира foi decorada tendo o jardim Botânico de Moscou como inspiração, e apesar de ser meio fora do circuito turista, vale a viagem.

Seu destaque são as colunas de mármore branco, esculpidas no formato de flores e plantas, com relevo e detalhes em bronze.

E não esqueça de olhar pra cima! O teto todo desenhado e em relevo é lindo!

5 – Mayakovskaya

A ultima da lista, mas não menos bonita e impressionante, é a estação Маяковская, que ao contrario de outras estação na cidade que são mais detalhadas e rebuscadas, a Mayakovskaya foi toda construida no estilo Art Deco e considerada o melhor exemplo de arquitetura  Stalinista prá-guerra.

Os arcos perfeitamento alinhados e o reflexo das luzes no chão de marmore são impressionantes!

 

E isso sem falar nas outras tantas estações (são cerca de 150 no total) que são considerada mais “simples” mas ainda assim teem detalhes como candelabos de cristal, tetos de pé direito altissímo e totalmente decorado, mosaicos, e pinturas.

Então cada vez que eu colocava a cabeça pra fora do trem, pra tentar entender qual estaçnao estava, era sempre uma supresa maravilhosa!

 

 

 

 

Categorias: Moscou, Russia, Viagens
26
15
Jul
2011
Porque quando na Russia, nenhum caminho te leva a lugar nenhum…
Escrito por Adriana Miller

Uma das grandes vantagens de voltar a cidades que você já conhece é justamente a sensaçãoo do “conhecido”. As vezes é uma segunda chance de rever um lugar que de repente você não gostou tanto da primeira vez. Ou rever um lugar que voce adorou, e poder dividir isso com uma pessoa querida. Ou simplesmtente voltar e rever e redescobrir um lugar incrivel que você adora e se sente em casa!

A minha primeira viagem pra Russia não foi das melhores. Foi a primeira viagem “exótica” que eu e o Aaron fizemos juntos, e desde o comeco tudo foi uma dificuldade, principalmente por ele ser Americano. O visto foi doloroso. Achar boas informações e dicas foi doloroso. Decidir hospedagem, preços, etc.

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Quando chegamos em Moscou foi um mico após o outro, tudo dando errado. Começando pela dura que o Aaron levou na imigraçóo (que virou piadinha interna entre nos dois: quando a guardinha da imigração gritou na cara dele “ARE YOU AMERICAN?!?!” ele respondeu timidamente e morrendo de medo: “… si…” Em ESPANHOL!!! Eu não consegui segurar a gargalhada! Porque cargas d’agua ele respondeu em espanhol quando alguem perguntou se ele era Americano, na Russia?!); por quase pegar o trem errado no aeroporto sem sinalização em Ingles (que virou outra piadinha interna entre nos dois: Eu “Vamos entrar nesse trem mesmo, qual a pior coisa que pode acontecer?”; Ele “Hello! A pior coisa é ir parar na Siberia!”), e as quatro horas embaixo de neve que levamos pra achar nosso hotel, o hotel caindo aos pedacos e afins.

Entao os 4 dias que passamos em Moscou foi uma sucessão de tragicomedias: meu secador de cabelo queimou logo na primeira manhã e na carona levou toda fiação daquele lado do hotel. Uma tempestade de neve em pleno April nos deixou isolado no suburbio de Moscou. Não conseguíamos descobrir onde atravessar as ruas. Não conseguíamos ler as estações do metro. Levamos varias broncas em Russo por tirar fotos de coisas e predios proibidos (que logicamente não sabiamos), até a garconete do hotel que me deu bronca por ter pedido sorvete de sobremesa e já era muito tarde (ela se recusou a me servir sorvete de sobremesa!).

A viagem foi divertida e tal, e nos garantiu uma fonte inesgotável de piadinhas internas ate hoje, mas foi uma viagem dificil!

Então quando surgiu a oportunidade de voltar pra Russia a trabalho, apesar do receio, eu me animei com a possibilidade de rever a cidade com outros olhos, e dar uma segunda chance aquele lugar tão bonito e fascinante.

Algumas das dificuldades foram as mesmas (que me segue no Twitter – segue aê! – acompanhou as sagas da última viagem!), e vi que muitas das coisas que deram “errado” na primeira viagem não foram por azar nem inexperiencia da época não. Realmente a Russia é um dos lugares mais difíceis de viajar independentemente do mundo!

Então agora com a experiencia do repeteco, cheguei a algumas conclusães que acho que facilitam a vida de quem tiver coragem de ir pra Russia desacompanhado (sem agencias ou guias). Algumas dicas são puramente filosóficas, enquanto outras são mais praticas:

- Visto:

Tirar visto pra Russia é dificil. É complicado e é caro. Me mandaram varios links sobre Brasileiros não precisarem de visto, bla bla bla. Pra mim não deu certo. Pra comçar que pelo que outras pessoas comentaram aqui no Blog, acho que essa regra só funciona para Brasileiros que morem no Brasil e que viagem para a Russia saindo do Brasil. Todos os outros, visto neles!

Viajando com passaporte Europeu (e ainda por cima a trabalho e já tendo um outro visto no nome de solteira!) foi um saco tirar meu visto, e custou uma pequena fortuna. Eu tentei usar meu passaporte Brasileiro como plano B e parecia que eu estava falando a lingua dos elfos…ninguem na agencia que minha empresa usa ja tinha ouvido falar em regra nenhuma que isenta Brasileiros de visto, nem na Embaixada da Russia em Londres.

Por coincidencia minha empresa usou a mesma agencia que eu usei pra tirar o visto da India, e mais uma vez super recomendo a TLCS pra quem estiver na Inglaterra.

- Do aeroporto pra cidade:

Eu voei BA de Heathrow para Domodedovo, que foi o mesmo aeroporto da outra viagem – dessa vez, nem pensei duas vezes: quando (re)vi a confusão que é aquele terminal de chegadas, fui direto no balcão de taxi, antes mesmo de sair da area de recolher bagagem e reservei um taxi que me levou a meu hotel. A corrida custou 2.000 Rubles (mais ou menos 50 dólres), que me economizou o estresse, mas me custou quase 3 horas no transito!

- Taxi:

Taxi em Moscou é relativamente barato. Isso se você der sorte de econtrar um taxista honesto, um taxista que consiga se comunicar com você e que consiga achar seu endereço.

Como eu já sabia disso, então fui direto no concierge do hotel e pedir pra eles organizarem um taxi pra mim, logo na manhã da minha primeira reunião com fornecdor. Falei em Ingles, mostrei o endereço, paguei na conta do hotel e a menina me entendeu perfeitamente e explicou tudo em Russo pro motorista.

Ele rodou, rodou, rodou, e me largou no endereço errado, no meio da uma obra no suburbio de Moscou. Foram uns momentos de pânico (o Twitter foi meu companheiro!) sem saber onde estava, sem saber onde ir, sem conseguir me comunicar com ninguem! Até que um senhor do predio em frente veio me ajudar e ligou pro escritorio do seu próprio celular e explicou quem eu era e onde estava. Uns minutos depois alguém veio me buscar na esquina da obra…

No dia seguinte, dei bronca na recepção, e exigi que eles organizassem um outro taxi, que dessa vez me levasse pro lugar certo. Mais uma vez, um outro taxista, impossibilitado de se comunicar (e vice versa) me largou de novo no lugar errado – mas dessa vez por ter sido num endereço mais central, eu consegui explicar onde estava pra secretaria do banco e mais uma vez vieram me buscar no meio da rua!

Entao o moral da historia é que nunca, em hipotese alguma saia de casa sem ter seu endereço, nome do hotel e afins escrito em RUSSO! Ninguem vai enteder um nome escrito em Ingles… e mesmo num hotel de rede internacional, mostrar pro motorista de taxi, ou uma pessoa na rua, ou um guarda na esquina o nome “Marriott” eh a mesma coisa que mostrar pra um taxista Brasileiro no ponto da central do Brasil uma placa em Russo…

- Na duvida, fale Português!

No segundo dia que um taxista me levou pro lugar errado, eu resolvi que iria voltar pro hotel a pé. Sabia que estava central, o sol estava brilhando no céu, e ainda tinha muitas horas de claridade pra aproveitar.

Por azar (que virou mais um drama do Twitter) a area central de Moscou estava toda fechada por causa de um show, então eu não conseguia voltar por meu hotel de jeito nenhum, pois todos os acessos que eu conhecia estavam fechados!

Foram 3 horas e 4 tentativas de caminhos dierentes que me fizeram andar em circulos sem parar e não conseguia me comunicar com NINGUÉM nas ruas pra me ajudar.

No desespero eu comecei a falar português com um guarda na ponte de acesso da Praça Vermelha, e por incrivel que pareça ele entendeu melhor meu “sotaque” da pronúncia do nome da rua em Português doque quando eu estava tentando me comunicar em Ingles!

Mas mesmo tetntando aprender uma palavra ou outra, nome das ruas e tal, não adianta, e a comunicação é toda na mímica mesmo. Eles não entendem nada do que tentamos dizer, e quando entendem, eu não conseguia entender as respostas e explicações!

- Andando e atravessando as ruas:

Apesar dos pesares, Moscou é uma cidade relativamente feacil de navegar. As avenidas são largas e bem visiveis (fico tensa em me “aventurar” demais nas ruas de uma cidade cheia de ruelas e becos… fico com medo de não lembrar o caminho de volta!), além de ser uma cidade bem marcante, com predios e monumentos memoráveis – então da pra andar a vontade mesmo sem saber ler nenhuma placa e ainda assim não se perder (ou se perder, mas se achar rapidinho!).

O problema é que justamente por ter avenidas tão largas e movimentadas, é impossivel atravessar as ruas! Na verdade a maioria das ruas principais nem sequer tem sinal de transito ou faixa de pedestre.

Entao a unica solucao é sempre usar as passagens subterraneas. Algumas são proprias pra atravessar a rua, outras são através das estações de metro.

Lembro que na nossa primeira viagem nos ficamos com medo de entrar na passagem subterranea e saimos correndo avenia a dentro pra conseguir cruzar a rua, mas apesar do aspecto escuro, sujo e perigoso, na verdade essas passagens sao tranquilonas e a maneira mais fácil de chegar do ponto B ao ponto A.

Claro que como eu não conseguia ler placa nenhuma, eu me perdia entre as mil opções de saídas e subidas, e acabava sempre subindo pelo lado errado… mas não tem problema, é só dar meia volta e tentar de novo!

- Mapas, ruas e estações:

Um dos principais erros cometidos na primeira viagem foi ter tudo em Ingles. Mapas, nomes de estações de metro, nomes de ruas. Eu sabia tudo tin tin por tintin, mas quando chegamos lá, me dei conta que na Russia, essa versão “Ingles” das coisas não existem.

Então dessa vez fiz questão de ter tudo em Russo, com alfabeto Cirilico.

Mas e como entender/ lembrar dos nomes?!?!

Minha técnica: memoria por associação – eu tentava gravar as 3 ou 4 primeiras letras da palavra (nome da rua, da estação etc) e associar com alguma coisa que fisesse sentido pra mim – tipo, a estação do metro do escritorio era Шоссе Энтузиастов, que se pronuncia em Ingles Shosse Entuziastov, mas na minha cabeça era ” dáblíu ô-tchê“.

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Uma outra “técnica” de viagem que aprendi com meu pai ha anos foi: A) sempre andar com cara de que você sabe oque estava fazendo e sabe onde esta indo (nunca ficar com cara de turista perdida na rua!) e B) evitar o máximo possivel dar pinta de turista perdido e abrir o mapa no meio da rua!

Então nesse ponto Moscow é facílimo de navegar, pois as avenidas são largas e os caminhos “retos”; nao é o tipo de cidade que voce precisa pegar a 3ª esquerda, depois a 2ª a direita, depois cruza a ponte, vira no retorno, sobe de novo, anda mais 3 quarteiroes, etc, etc, sabe?

Então eu estudava o mapa antes de sair do hotel, sabia que era sair do escritorio, virar a direita e seguir uma linha reta toda vida até o parque. E memorizava que tinha que andar pela rua Козловский (que na minha cabeça era “Kô-3 ao contrario”) e depois virar na Моховая улица (para meus neuônios: Môxobar-Y). Se rolasse um desespero era só abrir o mapa que estava na bolsa, mas no geral, essa técnica é infalivel em Moscou!

- Custos e dinheiro:

Não tem como negar – Moscou realmente é uma das cidades mais caras da Europa. O engraçado que os custos básicos da viagem (tipo ticket de metro) são até bem baratinhas, mas TODO o resto é impossivelmente caro – mesmo pra quem mora em Londres como eu!

A moeda é o Rubbles, que na época estava na media de 40 Rubbles para 1 dólar (EUA).

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O engraçado é que eu não consigo entender o motivo das cosias serem tão caras, pois não é um país onde os imposts sejam abusivos (como os impostos na Escandinávia, ou valor agregado no Brasil), então não sei porque os custos são tão desproporcionais.

Qualquer sanduíchezinho na hora do almoço custava preço de ouro, e mesmo em lojas (sim…. Zara…) a mesma peça de roupa que em Londres custaria o equivalente a 50 dólares, em Moscou custava quase 100 dolares!!!

Eu mencionei que taxis são relativamente baratos, pois a proporção do preço final versus a distância percorrida (fora o transito!) não é tão berrante quanto o preço dos taxis em Londres, mas ão é exatamente baratinho….

Então prepare seu orçamento e segure a carteira!

 

 

Categorias: Moscou, Russia, Viagens
48
22
Jun
2011
Moscou ao vivo! (em fotos)
Escrito por Adriana Miller

O dia não começou exatamente com o pe direito não…

Com 3 horas de diferença entre a Rússia e Londres, não consegui dormir antes das 2 da manha e tive que acordar mais ou menos as 4 pra chegar a tempo da primeira reunião do dia.

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Mas antes de começar no batente, o taxista ainda fez o favor de me deixar no lugar errado, que lógico, NÃO era o endereço que eu dei pro concierge do hotel!
Como o motorista não falava Inglês, e bem, meu Russo não existe, ele me largou lá mesmo… E como eh impossível ler placas de rua por aqui, só me dei conta do erro quando me vi no meio de um canteiro de obras no subúrbio de Moscou, cercada de peões que igualmente não falavam inglês. Foi uma sessão de mímicas, falando b.e.m. devagarinho tentando uma comunicação… Ate que o guardinha do prédio ao lado veio me ajudar, ligou pro número do escritório, explicou onde eu estava (ainda na base da mímica!) e uma menina do escritório veio me buscar no meio da rua!!

Seria cômico, se não tivesse sido meio assustador!

Então precisei mitigues cafeína pra agüentar o tranco o dia todo!!

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Uma manha de reuniões e uma tarde de conferências!

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Mas na volta pra casa, ainda traumatizada com o taxista da manha, resolvi voltar pro hotel de metro.

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Mas como estava numa região nada turística e completamente fora do centro de Moscou, não tinha nenhuma palavra em alfabeto romano!

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Eu tava crente que era ticket de metro mas era jornal e revista de fofoca!!

Então entrei na fila, fiz mais um pouco de mímica, peguei a linha/direção errada duas vezes e finalmente cheguei no hotel a tempo da ultima conferência do dia!

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Assim que acabou, fui pra rua!!

Meu hotel fica bem do lado do Teatro Bolshoy, então estava a poucos metros da Praça Vermelha!

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E chegar lá perto não tem igual!!

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Eh tão lindo que nem parece verdade! Não parece uma casinha feita de bala da história do João e Maria?!

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Depois fui passear no GUM, uma loja de distribuição de bens comunistas transformada em shopping de ultra luxo!

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Então aproveitei pra jantar lá mesmo, e fui de Emporio Armani Café!

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Não eh porque estou viajando sozinha que não posso me divertir! Afinal eu sou uma ótima compania pra mim mesma! Eu me adoro e me acho super divertida! :-)

E no caminho de volta pra casa dei de cara com essa imagem!!

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Um arco-íris bem no meio da Praça Vermelha!!!!

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Assim, de graça perfeitamente no meio da Catedral de São Basílio e o Kremlin!!

E depois de perder o fôlego e tirara varias dezenas de fotos, me virei pro outro lado na praça e dei de cara com esse por do sol incrível!

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E ai me dei conta que as vezes a vida eh boa demais pra ser verdade…

Voltei pro hotel me sentindo nas nuvens, e to pronta pra outro dia amanha!

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Categorias: Moscou, Perrengues, Russia, Viagens
65
14
Mar
2011
Bled
Escrito por Adriana Miller

Bled é o principal ponto turistico da Eslovenia e seu principal cartão postal.

E é facil entender porque: a cidade fica aos pés dos Alpes, com vistas para os picos Stol e Triglav a sua volta, e um lago de agua glaciar impossivelmente cristaliana no meio. E pra completar, no meio desse lago tem uma ilha, onde uma igreja foi prontamente construida. Parece um cenario impossivel? Então adicione um castelo medieval construido tão na beirada do penhasco que mal dá pra acreditar que ele estai ali, intacto e desafiando as leis da fisica ha tantos seculos.

A descrição parece ser um lugar irrieal, mas só quando voce chega lá é que entende, porque esse cidadezinha consegue, sozinha, atrair mais turistas para esse mini pais doque muita cidade peso pesado pelo mundo.

Mas nós demos azar, muito azar na nossa viagem a Bled. Sabado, enquanto passeavamos em Ljubljana o sol estava azulzinho, e o dia uma delicia. E quando acordamos no domingo o ceu estava um pouco nublado, mas que foi abrindo pouco a pouco a medida que subiamos os Alpes, até que finalmente chegamos a Bled com um sol a pino e ceu azul! E logo de cara vimos que realmente a cidade era tudo aquilo e mais um pouco!

Mas estava muito mais frio, então resolvemos parar pra tomar um café e acordar, enquanto nos preparavamos pra enfrentar a neve não planejada. Foi questao de 20 minutos, mas assim que voltamos pro lago, o sol já tinha ido embora e dado lugar pra um super nuvel preta!

Como eu fiquei de mau humor! Porque? Porque resolvemos parar pelo caminho (a ideia não foi minha, dai o mau humor!)??

E não vou falar falar que a cidade fica bonita de qualquer jeito, porque seria mentira. Bled é linda, mas com o ceu limpo e azul a cidade é inacreditavelmente linda, quase irreal… e muito doque faz com que essa cidade seja tão magica, é facilmente escondido pelas nuvens – já não víamos os Alpes a nossa volta, a agua do lago trocou seu verde esmeralda por tons de cinza, e a ilha no meio do lago ficou parcialmente escondida pela neblina…

Mas isso faz parte de viajar (principalmente viagens na baixa temporada e no inverno) e nunca dá pra prevenir oque vamos realmente conhecer, independente do quanto voce tenha planejado, ou de quantas fotos já tenha visto do lugar.

Mas por outro lado, o cenario estava perfeito!

A neblina encobrindo a ilha no meio do lago, o castelo com um ceu quase preto ao fundo, e o chao branquinho de neve…

Tão cenográfico quanto a paisagem ceu-azul do cartão postal, e nao menos magico e impressionante!

Bled fica a cerca de 2 horas de Ljubljana, e é super simples chegar até lá. A maneira mais facil é ir de onibus (a cidade tem uma estacão de trem, mas fica longe do lago e do centro da cidade), que saem a cada hora, na estação central de onibus de Ljubljana (em frente a estação de trem).

Voce pode comprar seu ticket no guiche da estação (recomendavel pra alta temporada – no auge do inverno e no auge do verão) ou direto com o motorista, e custa 14 Euros ida e volta.

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Categorias: Eslovenia, Viagens
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