13
Mar
2013
A pé em Londres: um lugar chamado Notting Hill… (e os cenários do filme!)
Escrito por Adriana Miller

Quando a gente pensa em bairros de Londres, um dos primeiros nomes que vem a cabeça é Notting Hill – eu sei que é clichê, e já perdi a conta de quantos e-mails recebi de leitores de malas prontas pra Londres e que sonhavam em morar no Bairro.

O filme homônimo com a Julia Roberts definitivamente fez do bairro um dos mais famosos do mundo, mas Notting Hill vai muito além do Hugh Grant, e sem dúvida é um dos bairros mais charmosos da cidade!

Duas atrações são clássicas do bairro – a feira de antiguidade semanal “Portobello Market” e o carnaval caribenho que acontece todos os anos em Agosto “Notting Hill Carnival” – mas Noting Hill tem muito mais a oferecer!

Quem estiver em Londres num sabado de manhão não pode deixar de ir no Portobello Market – mesmo que você não goste de antiguidades e seja averso a multidão. O mercado é uma daquelas experiências tipicamente Londrinas, alem de servir como uma ótima desculpa pra fazer um tour pelo bairro.

Começando pela Portobello Road, logo ali depois da saída do metrô Notting Hill Gate – aliais, aproveita que vocie esta ali e passa da “Recipease“, uma loja de produtos de cozinha e culinária do Jamie Oliver, que é uma delicia! Além de vários ingredientes deliciosos, acessorios pra cozinha de babar e um café bem gostosinho na Sobreloja (perfeito para um Brunch pré mercado – mas tem que reservar!!), eles ainda dão várias aulas de culinária – é só escolher seu estilo culinário preferido e marcar seu horário.

Seguindo pela Pembridge Road, você vai passar por várias lojas de souvenir e roupas… “diferentes” (lembra um pouco as lojas de Camden Market), e é por ali que estão também as casinhas coloridas típicas do bairro, e nas ruas paralelas não deixe de espiar as ruas residenciais e suas casas Victorianas lindas.

Quando você chegar na Portobello Road, não tem erro – os turistas se multiplicam, e se for dia de mercado então…!

Logo logo as barraquinhas começam a aparecer, e sabado é o dia que é garantia de ver todas as lojas da rua aberta!

Algumas lojas que valem a pena conhecer são a “Alice” e a “Print and Map Shop”, que é minha preferida! (uma galeira inteira só de mapas – antigos e atuais!).

O mercado se estende por toda a rua, mas depois do cruzamento com a Westbourne Grove o mercado fica mais com cara de feira, com comidas, frutas e tal. Então você pode seguir seu passeio por lá mesmo e já aproveitar pra comer alguma coisa por lá, ou então trocar de ambiente e seguir pela Westbourne Grove, que apesar de já não ter mercado, tem algumas das lojas mais legais de Londres, com muitas multimarcas e designers conteporâneos, como “All Saints of Spitafields”, Maje, Sandro, The Kooples e afins.

Já a Notting Hill Bookshop (aquela do filme!) fica fora desse circuito, na 13 Blenheim Crescent (W11 2EE) – para os fãns do filme, vale a pena estender o passeio até lá.

E falando em filme, porque não conhecer outros cenários famosos do bairro?

Logo na saída do metrô de Notting Hill fica o Cinema Coronet, que é o prédio redondo do outro lado da rua – foi ali que Hugh Grant assistiu o filme em que Julia Roberts era a atriz principal.

E sabe as ruazinhas paralelas que mencionei ali em cima? Foi numa dessas ruas (no Rosmead Gardens) que a irmã de Hugh morava, e ele levou a Julia Roberts pra jantar com eles.

E já o personagem do Hugh Grant morava num flat ali na Westbourne Grove, em meio as várias lojas da rua.

 

 

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33
23
Feb
2013
Albert Embankment – O lado de lá do Southbank
Escrito por Adriana Miller

Eu já falei e repeti mil vez por aqui o quanto gosto da região do Southbank e da Queen’s Walk na beirada sul do rio Tâmisa – é uma area meio “orla”, só pra pedestres além de linda e super cultural!

Mas confesso que as vezes a area fica um pouco demais… muito lotada, impossivel de andar e caminhar em paz por lá – mas isos não chega a ser um problema, pois qundo a Queen’s Walk esta abarrotada demais, eu simplesmente dou meia volta e sigo na direção oposta.

E foi justamente o que aconteceu dia desses. O dia estava lindo e ensolarado, e coincidiu justamente com a semana de ferias escolares aqui na Inglaterra. Resultado: impossível andar pelo Southbank!

Então segui meu passeio com a Isabella no carrinho pelo Albert Embankment, e ai me dei conta de que nunca falei dessa area aqui no blog!

Albertenbankment

Mas não tem mistério: se considerarmos o London Eye como ponto de partida, o Queen’s Walk é a parte que segue para o lado leste de Londres, e o Albert Enbankment é o lado que segue para Oeste – ainda na mesma calçada, ainda inteiramente para pedestres e com vistas maravilhosas do Parlamento!

A vantagem é que além de mais tranquila, é um ótimo passeio pra conhecer um lado pouco explorado de Londres.

Logo no começo do passeio você vai ver no lado esquerdo o Lambeth Palace, que é o palácio oficial residencial do Arquebispo de Canterbury (título máximo da Igreja Anglicana, só ficando a baixo da Rainha), e logo depois a ponte Lambeth.

Outra atração da area é o prédio sede do M16, a sociedade secreta Inglesa (a mesma do James Bond), que fica ali quase chegando na ponte Vauxaul.

Mais um pouco a frente, do outro lado do rio fica o museu Tate Britain, da mesma “rede” e curadoria do seu irmão famoso Tate Modern, mas inteiramente dedicado a arte classica Britânica.

Quem estiver com tempo e disposição, essa caminhada termina lá na Battersea Power Station e no Battersea Park.

E ao cruzar a Ponte Chelsea pro lado norte, são mais poucos minutos de caminhada até Sloane Square e a famosa Kings Road.

Claro que em termos de “atrações”, o Albert Embankment não se comprar com seu lado “oposto”, mas sabe o que eu mais gosto de lá? O ar “nao-turistico” da area…

É uma delicia parar pra tomar um café ou um chá nos barcos-restaurantes ancorados no Tâmisa (e todos com uma vista de babar!), que quase sempre estão vazios e com mesas disponíveis, ou alguns dos food-trucks espalhados pelo “calçadão”, que são ótimas opções pra almoço ou um lanche rápido (com comida muito boa), e isso tudo no coração de Londres, mas com a sensação de que estamos a anos luz de distância da confusão turística da cidade!

Mesmo quem não pretende (ou não tem tempo) pra fazer essa caminhada completa, super vale a pena esticar a caminhada pelo Queen’s Walk por mais alguns minutos só pra descansar num dos cafés e curtir a vista (que na parte da tarde é onde se tem o melhor ângulo do sol para fotos do Parlamento no pôr do sol!).

 

 

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9
21
Feb
2013
Saint James Park
Escrito por Adriana Miller

Quando a gente pensa em parques de Londres, geralmente o Hyde Park é o primeiro nome a ser mencionado, mas não ha parque mais central na cidade do que o St James Park.

O parque não é muito grande, mas é o mais antigo dos 8 parques Reais de Londres, e ele conecta a Praça do Parlamento, a Horse Guards Parade, ao Palacio de Buckingham, The Mall e a Praça Trafalgar – por todos os seus lados.

No centro do parque esta um laguinho, que é também uma area de proteção ambiental com várias espécies de patos, cisnes, pelicanos, e claro, esquilos!

No verão o parque vira praticamente uma praia, com cada centímetro de grama ocupado por Londrinos e turistas e é possivel até alugar cadeiras “de praia” pra curtir um solzinho.

Mas muito se engana quem acha que o parque morre no inverno… Ok, que com a grama molhada e gelada fica mais dificil fazer piqueniques por lá, mas o jardim é super bem cuidado o ano todo, ficando bem verdinho e cheio de flores, mesmo quando as folhas das arvores se vão.

E claro, não podia deixar de mencionar as vistas e oportunidades de fotos!

Mais ou menos ali no meio do parque, tem uma ponte que cruza o laguinho, e de lá se tem uma ótima vista do Palacio de Buckingham de um lado, e do Big Ben e o London Eye de outro!

 

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14
27
Jan
2013
Picadilly Circus
Escrito por Adriana Miller

Londres é uma cidade de muitos “ícones” turísticos, mas poucos lugares na cidade tem o poder de te fazer sentir “em Londres” do que Piccadilly Circus!

Aliais, seria um desperdício qualquer viagem por Londres que nao inclua pelo menos uma passadinha no coração da cidade.

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Mesmo que essa passadinha seja bem rápida – afinal Piccadilly Circus nao passa de uma pracinha cercada de luzes de néon e turistas por todos os lados.

Ali fica o coração do “West End” Londrino, e por isso mesmo muita gente compara essa praça com a Broadway Nova Iorquina (é aqui, e por toda área de Piccadilly que ficam a grande maioria dos teatros da cidade, na região também conhecida como “Theatreland”).

Mas tem tambem quem prefira comparar a área com a “Times Square”, já que ambas as praças sao rodeadas por painéis luminosos por todos os lados.

Invariavelmente Piccadilly vai entrar no seu roteiro por Londres, pois dali pode-se partir pra região de Regent Street e Oxford Street de um lado, Leicester Square e Covent Garden de outro, e Trafalgar Square de outro.

Para compras, duas dicas sao a Boots de Piccadilly, bem no meio da praça (embaixo dos painéis luminosos) que é uma das maiores e mais recheadas da cidade, e a loja “Lilly White”, que é um prato cheio pra quem quer comprar material desportivos com desconto e muita variedade (tênis, camisas de times, tacos de Golf e oque mais você imaginar).

E ali perto estão também os teatros em cartaz com “The 39 Steps“, “O Fantasma da Opera” e “Os Miseráveis“.

 

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14
24
Jan
2013
Leicester Square: a praça dos cinemas e do tapete vermelho
Escrito por Adriana Miller

Ontem de noite eu assisti um
Documentário sobre o filme “Les Miserables” onde mostravam o tapete vermelho e a Premier do filme, que por ser uma produção Britânica (e nao hollywood-iana) aconteceu primeiro aqui em Londres, antes do resto do mundo.

E isso me fez pensar de que nunca falei em mais detalhes da Leicester Square aqui no blog – que sejam filmes Britânicos, Americanos ou internacionais, sempre é palco de im dos principais “tapetes vermelhos” do mundo, e qualquer filme que se preze, tem sua Premier em Londres – e sempre na Leicester Square.

A olhos nus a praça é até bem sem graça.
Nao passa de uma praça, sem grandes coisas no meio, mas cercada de cinemas por todos os lados!

Sao vários mesmo – do moderno Multiplex “Vue” aos mais tradicionais “Odeon” e “Empire”.
No dia a dia eles funcionam como cinemas comuns mesmo, mas em
dia de estréia de filme, se transformam.

Mas é principalmente a Leicester Square que se transforma – sua pracinha sem graça recebe cercas, milhares de fans, jornalistas e paparazzi, e claro, o mítico tapete vermelho.

As estréias acontecem o tempo todo em Londres, e existem até sites especializados que divulgam todo o calendário de Premiers do mês/ano, então porque nao checar se você nao terá oportunidade de ver ser ídolo de perto enquanto estiver em Londres?!

 

 

 

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5
23
Jan
2013
Londres: Journey Planner – Como ir do ponto A ao ponto B e entendendo os endereços da cidade
Escrito por Adriana Miller

Uma das respostas mais comuns aqui no blog, mas mais difíceis (e chatinhas) de responder são as do tipo “Como vou do endereço X ao endereço Y?”. Porque? Oras, porque é impossível conhecer como a palma da minha mão uma cidade enorme como Londres, com tantas ruas e ruelas sem muita ordem urbana.

E eu já dei outras vezes a dica do Journey Planner, que seja para moradores, Londrinos e visitantes uma ferramenta indispensável – eu nunca saio de casa sem antes conferir qual a melhor maneira de chegar no lugar X, e em Londres a melhor maneira é sempre consultar o Journey Planner.

Journey-Planner

Voce pode procurar por exemplo pela estação de trem, metro ou ônibus, o pelo endereço do hotel ou do restaurante onde voce quer ir.

O sistema calcula exatamente as melhores rotas pra chegar até lá, te avisa de possíveis interrupções nas linhas de metro, ou ruas fechadas por obras (que afetam os onibus) e te dá algumas opções. Aí é só voce decidir qual roteiro prefere fazer levando em consideração o tempo de deslocamento, ou quantas vezes terá que trocar de linha ou de meio de transporte etc.

Screen-shot-2011-03-31-at-22.26.17

E quando voce clica no mapinha, tem uma outra ferramenta chamada “Wizard” que é interativa e mostra todo trajeto sugerido, onde trocar de linha, por onde andar, etc. Não tem mesmo como se perder pela cidade!

 Screen-shot-2011-03-31-at-22.27.04

Outra dica de ouro é sempre ficar de olho no código postal dos endereços que voce estiver procurando – em todo o país, é esse códico de letras-números que te dará a localização exata do endereço que voce estiver procurando.

Ao contrario do que vemos em outros países, o código postal é único e super específico, geralmente apontando exatamente pra uma determinada casa ou edifício. Então por xemplo, se você procurar um endereço qualquer usando apenas o nome da rua (no Google Maps, por exemplo) irá encontrar várias ruas com o mesmo nome, e o mapa te dará a localização genérica daquele endereço.

Já com o código postal, você é direcionado exatamente onde precisa ir.

Vamos usar por exemplo o Hotel Ritz, cujo endereço é: 150 Piccadilly, London W1J 9B

Se eu procurar a Piccadilly Stree no Google Maps, esse é o resultado:

Screen shot 2013-01-21 at 16.05.26

Não esta errado, mas o mapa me direcionou pra o meio da rua, numa “média” mesmo, qoeu provavelmente significa que eu usaria o meio de transporte errado, sairia na estação errada, e demoraria uito mais pra chegar no meu destino (imagina se você estivesse procurando seu hotel e carregando malas?!).

Mas se eu procurar pelo “Post Code” W1J 9B, que é específico do predio do Ritz (e mais nenhum outro endereço no pais), o mapa me mostra isso:

Screen shot 2013-01-21 at 16.09.21

Que é exatamente onde quero ir! (por isso sempre incluo enderecos com “post code” quando dou dica de lugares, atrações, restaurantes< etc aqui no blog).

Então ao usar o Journey Planner, a melhor maneira de chegar do ponto A ao ponto B é usando o código postal do endereço.

Screen shot 2013-01-21 at 16.14.23

Uma outra dica é pra quem usa Smartphones e pretende ficar conectado usando um SIM card (ou os pontos de wifi disponiveis por Londres) durante sua estadia em Londres: a App “City Mapper London”, que funciona igualzinho ao Journey Planner (que infelizmente não tem uma app oficial).

Citymapper

Você pode procurar por roteiros específicos, e selecionar qual meio de transporte prefere (Metrô, ônibus, barco, Taxi ou bicicleta), com toda explicação de como chegar a determinado lugar, quanto tempo demora de acordo com o meio de transporte etc.

E jea no meio do caminho, caso voce ainda tenha alguma duvida, basta seguir o mapa!

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12
17
Aug
2011
A Cidade de Londres: The Square Mile
Escrito por Adriana Miller

Quando a gente pensa em Londres, logo uma das primeiras coisas que nos veem a cabeça são: o Big Ben, o Palacio de Buckingham, London Eye, e vários outros pontos de interesse.

Mas na verdade nenhum desses lugares fica de fato na Cidade de Londres!

A area metropolitana da Londres moderna é composta de cerca de 32 bairros e condados, e alguns deles com autonomia e autoridade de cidade independente.

E um desses pequenos boroughs é justamente a cidade de Londres.

Conhecida como “The City” ou “Square Mile” (Milha quadrada) pois é na verdade uam cidade minuscula, com diametro de pouco mais de 1 milha quadrada (cerca de 2,90 Kmª), essa area no centro de Londres é na verdade a cidade original que criou a Londres que conheçemos hoje em dia.

A cidade Londinium foi construida pelos Romanos mais ou menos em 47 a.c. numa area onde os Romanos acharam que a maré do Tâmisa era mais favoravel as suas rotas comercias através do rio. E foram também os Romanos que construiram a primeira muralha de Londres, que ainda é visivel em algumas partes – que seculos depois serviu como base para a construção da Torre de Londres.

Mas Londres só virou uma cidade oficialmente mais de 10 seculos depois, quando William, O Conquistador venceu a batalha de Hastings e voltou a Londres – ele então construiu a primeira Torre de Londres como proteção aos pouquissimos Londrinos que permaneciam sob domínio Inglês. enquanto o resto do pais estava em guerra contra os Saxões.

A História da cidade é antiquissima e o legal é que apesar da modernidade de hoje em dia, a mistura de estilos, as muitas guerras e incendios, muitos dos marcos originais dessa cidade com mais de 2 mil anos de história ainda podem ser vistos, como parte da muralha romana, ou a a cruz que simboliza o ponto de encontro do primeiro Parlamento, que até hoje pode ser visto em frente a igreja de Saint Paul’s.

Mas foi depois do incendio de 1666, quando a cidade foi quase que inteiramente destruída que o governo resolveu criar um plano urbano pra reconstruçnao da cidade, incluindo saneamento, praças, ruas e avenidas – e muitas delas ainda existem, exatamente como foram projetadas no seculo 17 até hoje.

Nos seculos seguintes a cidade de Londres permaneceu sendo reconhecida como o centro financeiro e comercial do pais, sediando o Banco da Inglaterra, varios edificios politicos e regulatórios, e medida que o resto da cidade (ou no caso, os outros boroughs) iam crescendo e ocupando outros papeis na sociedade Inglesa (cultural, politica, artistica, etc) esse papel de centro financeiro cresceu ainda mais, e assim permaneceu até hoje.

Hoje em dia muita gente conhece essa area de Londres como “Bank” (nome de uma das principais estacão de metrô que atendem a essa area, e que fica exatamente em frente a sede do Banco Central da Inglaterra).

Não é exatamente uma area turistica, mas tem muita coisa legal pra ver, tursticamente falando, tanto no aspecto histórico, e mais que nunca, por sua arquitetura super moderna.

Um bom ponto de partida é o monumento ao grande incendio de 1666, o Monument.

Uma torre de marmore enorme bem na “entrada” da London Bridge, de onde se tem uma otima vista da cidade toda (a vista lá de cima é bem melhor doque a do London Eye por exemplo, pois além de mais alta, você consegue ver o Eye!).

Depois vem o centro financeiro da cidade (e do país!) em Bank, onde fica o Banco Central da Inglaterra, o Bank of England (que dá o nome a estação de metro) que é um predio lindo e imponente, onde corta a “City” se bifurca numa infinidade de predios de escritorios e bancos e afins.

E qualquer passagem pela City não pode ignorar o lado moderno da área, e muitos deles se tornaram tão icônicos da cidade quando os monumentos mais históricos, como é o caso do Gherkin, que é o apelido do predio St Mary Axe, um predio comercial que tem um formato de bala e apelidado pelos Ingleses de “pepino” (Gherkin), que tem um formato tão característico e único que acabou virando simbolo da cidade.

 Um outro predio que tem uma arquitetura polêmica e muito caracteristica é o predio sede do Banco Lloyds. Adorado por muitos e odiado por outros tantos, esse predio também é conhecido como o “predio do lado do avesso”, pois todas as suas estruturas basicas estão do lado de fora, em vez de estarem escondidos dentro das paredes.

Então é possivel ver as tubulações, os elevadores, cabos eletricos entre varias outras coisas, completamente ao léu. Além de ter muito, muito vidro e janelas. Sua arquitetura única já fez com que o predio fosse usado como locação para inumeros filmes, entre eles Mamma Mia, A Armadilha, Spy Game, entre outros.

 

 

 

 

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14
14
Jul
2011
Little Venice
Escrito por Adriana Miller

Londres tem cerca de 7 milhões de habitants. Isso sem contar os outros 3 milhões que trabalham e se locomovem pelo centro de Londres todos os dias.

Seja você um Londrino da gema ou tenha adotado a cidade como sua casa, todos temos uma característica em comum: a pressa!

Londrino está sempre apressado, sempre atrasado, sempre estressado. Lembro quando escrevi sobre o metro e disse que uma das regras de outro da convivência em Londres é nunca, jamais empacar na frente da catraca do metro, ou parar do lado errado da escada rolante?! E não estava exagerando, viu!

Entao é por isso que sempre me surpreendo como uma cidade tão grande e tão louca pode ter cantinhos pacatos escondidos da correria da cidade.

São lugares onde você dobra a esquina e parece ter sido teletransportado pra outra cidade, em outro país!

E Little Venice, no bairro Maida Vale é exatamente assim!

A “Pequena Veneza” de Londres é pequena mesmo – são apenas 2 canais que se juntam e fazem um laguinho no meio…. E se voce me perguntar sinceramente, acho que Little Venice esta mais pra Little Amsterdam que Veneza…!

E esse cantinho de Londres é isso mesmo que o nome diz: um pedaço do bairro que se parece com Veneza (e/ou Amsterdam), com direito a canais, laguinhos, pontes, casas-barco, jardins e restaurantes charmosos.

Se estiver sol então… o lugar se transforma!

É uma area pra passear com calma, sem pressa, parar pra tomar um café, brunch ou almoçar na beira do rio (não é o Tâmisa, e sim o Regents Canal).

E apesar de tão pequeno, dá mesmo pra pasar horas e horas por lá, pulando de café-barco em café-barco, tirando fotos das casa-barco, e quem tiver a fim de fazer um programa mais turistico, uma das grandes atrações da area são os “Bus Boat”, um “onibus de rio” (mas que não tem nada a ver com os “River Boat” do Tamisa, pois esses do Regent’s Canal são particulares) que cruzam os canais da cidade e em 45 minutos te levam de Little Venice ao centrão do burburinho de Camden Town!

Entao é o programa perfeito para um domingo de sol em Londres: começar o dia com um brunch em Little Venice e de lá seguir de barco para a feirinha de Camdem. Uma única cidade, dois mundos completamente diferentes!

São os dois extremos da cidade, e dois dos bairros mais contrastantes da cidade, que mais uma vez provam que em Londres tem espaço pra todo mundo ser quem quer ser!

Minha recomendação em Little Venice eh o The Waterways, um restaurante que fica na beirada do canal e serve uma comida Italiana otima!

Eles sempre aparecem no topo das listas de restaurantes da-moda-do-verao (mas funcionam e estão abertos o ano todo, claro) e são favoritos das celebridades locais (supostamente a Sienna Miller mora na area e esta sempre por lá!).

É sempre bom fazer reserva, mas num domingo de sol, basta aparecer por lá, pedir sua Pimm’s no bar e se juntar a multidao de Londrinos cool e trendy na varanda até uma mesa vagar…

 

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26
14
Jul
2011
Exhibition Road: a rua da cultura em Knightsbridge
Escrito por Adriana Miller

A “Rua das Exposições” em Londres é conhecida como o “coração cultural” da cidade, concentrando em uma única rua alguns dos maiores e melhores museus e galerias da Europa.

A rua ganhou esse nome em 1851, quando seu vizinho Hyde Park sediou um festival cultural (The Great Exibition) em seus jardins.

Atualmente a rua esta em obras, sob um projeto de revitalização e modernização que tem como principal objetivo transformá-la em uma rua exclusiva para pedestres, criando mais um espaço para exposições e festivais culturais ao ar livre e artistas de rua. A obra esta planejada para terminar – obviamente – em 2012, bem a tempo dos Jogos Olimpicos de Londres.

A rua começa bem na saída do metro de South Kensignton, exatamente entre o Natural History Museum (Museu de Historia Natural) e o Victoria & Albert Museum e conecta o bairro ao Hyde park e os “fundos” do Royal Albert Hall, numa regiao conhecida como “Albertopolis”, em homenagem ao marido da Rainha Victoria, Principe Albert, que foi um dos maiores e principais curadores e mecena da arte no Reino Unido, e inclui instituições privilegiadas na area da arte e cultura como o Science Museum, Imperial College, Goethe Institut e a Royal Geographical Society (que todos os anos expoe o ótimo “Travel Photographer of the Year”, que eu obviamente adoro!).

Em sua vizinhança tambem estão o Royal College of Art, Royal College of Music e o Albert Memorial, na entrada do Hyde Park.

Essa rua meio escondidinha sumariza uma das coisas que eu mais gosto em Londres: como qualquer canto pode juntar tanta cultura por metro quadrado, e ter uma histria tão fascinante e que apesar de ter causado um grande impacto no mundo, não necessariamente pode ser encontrado nos livros de história!

E a Exibition Road não poderia ser diferente. Quando ela foi criada como porta de acesso a Great Exibition em 1850, seus criadores não imaginavam que durante os 5 meses da feira de arte no Hyde Park (uma das primeiras do tipo no mundo), eles conseguiram atrair mais de 14.000 expositores, com cerca de 100 mil peças expostas e receberam nada mais, nada menos que 6 milhões de visitas!

Essa exposição é muitas vezes considerada o “marco” que deu inicio ao fenomeno turístico que Londres é hoje em dia. E foi justamente por causa do sucesso da exposição que a rua foi mantida até hoje como parte urbanística de Londres, e a sociedade Inglesa passou a investir mais e mais em cultura e arte!

 

 

 

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9
27
Jun
2011
Sloane Square
Escrito por Adriana Miller

O bairro Sloane Square fica espremidinho entre suas vizinhas posh e fashionistas Chelsea, Knightsbridge e Belgravia, e muitas vezes ate da pra esquecer que aquela pracinha eh na verdade um bairro de verdade.

A praca leva o nome de seu antigo dono, o lord Hans Sloane, que era dono de toda regiao, antes de ser incorporada como parte de Londres.

A praca comeca (ou termina!) entre a ponta leste da popular Kings Road e a Sloane Street que conecta o bairro a Knightsbridge e sao recheadas de lojas, cafes, restaurantes, pubs, spas e lojinhas.

Uma de seuas principais atracoes eh a loja de departamento Peter Jones, que eh o “primo rico” do grupo John Lewis – otima opcao pra quem quer fazer compras em Londres sem as multidoes de turistas por perto!

Para um programa de fim de semana, a recomendacao eh uma peca no Royal Court Theatre que fica bem de frente pra praca e logo depois (ou antes!) um jantar na Chelsea Brasserie bem do lado.

Ou entao umas pints no pub Chelsea Potter na Kings Road pra fechar a tarde!

Mas deixando toda aura posh de lado, o bairro eh uma delicia de passear com suas ruas arborizadas e casinhas de tijolo em estilo “Pont Street Dutch” super fotogenicas!

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