25
Sep
2013
Ilhas Virgens Americanas – St Thomas
Escrito por Adriana Miller

A primeira parada no nosso cruzeiro pelo Caribe foi nas Ilhas Virgens Americanas – mas de cara o dia foi um fiasco!

Pra começar esta chovendo, muito! Mas nem percebemos isso até chegar no deck de saída do navio… Então de cara nossos planos de tentar fazer uns passeios independentes, conhecer umas praias e subir no bondinho da ilha já foram por agua abaixo.

E foi justamente essa primeira experiência que nos mostrou que muitas vezes valia mais a pena participar de algumas das excursões do navio do que tentar se organizar da hora, gastar tempo negociando com os taxistas e afins…

Mas a nossa sorte foi que minha sogra (que viajou com a gente) já conhecia bem a ilha, então também sabia o que fazer em caso de chuva – e nas ilhas do Caribe a resposta é sempre a mesma: Compras!

Nosso navio parou no porto Charlotte Amalie na ilha St Thomas das Ilhas Virgens, que é considerado um paraíso fiscal e a melhor ilha para compras do Caribe. (e que assim como Porto Rico, também faz parte dos EUA)

E até porque o grande problema dessas paradas de navio é que nunca vai dar tempo de fazer tudo né? Então a chuva no primeiro dia foi uma boa lição, e assim ficou mais fácil focar no que queríamos fazer por lá e aprender que apesar de serem ilhas pequenas, você ter o dia todo por lá e tal, a verdade é que a principal lição da experiência foi: escolha uma atividade por dia, conheça as ilhas por onde você for parar e defina suas prioridades de coisas a fazer e atividades entre as ilhas (nas que tiverem melhores praia, escolha uma praia e vá direto pra lá. Onde compras for a atração, foque nisso. Ou as atividades de mergulho, e afins – vou falando mais de cada uma das ilhas e atividades que escolhemos a medida que for contando sobre cada destino).

Então como as Ilhas Virgens é O lugar para compras, foi isso que fizemos!

Logo no cais do porto você sai do navio e cai direto num mini shopping! Nem dá tempo de respirar (sendo a ilha mais Americana da região, não poderíamos esperar outra coisa, né?).

Muitas lojinhas de souvenirs, cosméticos, perfumes, bebidas e principalmente joias por todos os lados!

Mas não nos impressionamos demais com as lojas de lá não, e minha sogra já sabia que as melhores lojas estariam no centrinho da ilha, em Charlotte Amalie, a uns 10 minutos (de taxi) do porto.

As opções de loja de outlet em Charlotte Amalie são inúmeras, e além dos descontos normais de outlet, ainda são todas tax free!

Entre as opções que agradam os turistas Brasileiros estão principalmente as lojas de roupa e acessórios, como a Tommy Hillfiger, Coach, Footlocker (para roupas e equipamentos esportivos), as muitas lojas de joias (incluindo uma Tiffany’s com altos descontos, assim como a Gucci, Bulgari e Dior acessórios), as lojas de relógios (principalmente os relógios masculinos estavam cerca de 30% mais baratos que os preços praticados na Europa) e lojas de eletrônicos (ainda bem que fomos bem equipados com todas as nossas câmeras e afins, se não teria sido difícil resistir a algumas ofertas!).

Confesso que foi difícil conseguir enxergar St Thomas além do temporal lamacento que pegamos e os letreiros de “Sale” nas lojas, mas o centrinho tem seu charme, com casinhas coloniais e algumas atrações históricas, como o Fort Christian, construido pelos Holandeses no século 17 e hoje é um museu – mas principalmente marca a entrada da cidade e o começo da “Main Street”.

(e bem ali do lado também rola uma outra area de compras, tipo uma feirinha, vendendo muito souveniers e artesanatos)

E foi basicamente isso que fizemos entre um temporal e outro, e por fim resolvemos que seria melhor voltar por navio e aproveitar o resto do dia por lá mesmo.

Para fazer qualquer outra coisa que vá muito além das proximidades da Charlotte Amalie a melhor opção é optar pelas excursões organizadas pelo navio – como por exemplo para conhecer a ilha vizinha St Croix ou as praias da costa leste da ilha, já que no fim do dia, as únicas estradas de acesso de volta pro porto ficam paradas com engarrafamentos (e você corre o risco de perder a partida do navio!)

St Thomas também tem um lado bonito, com belas praias e tal, mas esta LONGE de ser a mais bonita da região, e não foi o lugar onde teria valido a pena ir só pra curtir praia – então minha recomendação é: se você quer fazer compras durante sua viagem, St Thomas terá os melhores preços (mas St Maarten teve as melhores lojas), então dedique seu tempo a isso – e deixe pra aproveitar as belezas naturais do Caribe nas outras ilhas.

Na prática:

- As diferentes ilhas que compõem as Ilhas Virgens são territórios independentes dos Estados Unidos da América, e portanto para visita-las é necessário um visto válido para os EUA (assim como em Porto Rico).

- A língua oficial é o Inglês, mas sendo um lugar turístico como é, é facílimo achar pessoas na rua e funcionários de lojas falando em Espanhol ou até mesmo Português (aliais, várias lojas tem plaquinhas “Falamos Português” nas portas! Será que os Brasileiros gastam muito?!)

- A moeda oficial também é o Dollar Americano, com as mesmas notas e mesmo valor corrente que o praticado nos EUA continental.

- Como eu comentei no post sobre o cruzeiro, fique atento aos limites de valores e quantidades para compras em território Americano e a volta ao navio. Cigarros, charutos e bebidas alcoólicas deverão ser declaradas e armazenadas no porão do navio até o final da viagem, e cigarros Cubanos são proibidos a bordo (nosso navio era Americano, e assim sendo, participavam do embargo!).

- Apesar de ser tax free, quem se extrapolar nas compras (em valores e quantidades) terá que declarar os gastos na alfandega na desembarcação do navio, e caso seja necessário, pagar taxas de importação.

 

Categorias: Cruzeiro no Caribe, Ilhas Virgens Americanas, St Thomas, Viagens
2
23
Aug
2013
San Juan de Puerto Rico
Escrito por Adriana Miller

Logo no primeiro dia em Puerto Rico, acordamos cedo e fomos direto pra cidade antiga, a Vieja San Juan, com sua paisagem dramática e centrinho colonial.

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Primeira Parada? O mítico Castillo de San Cristóbal, uma fortaleza Espanhola no alto da cidade, de “frente” para a Europa e com vistas fenomenais de San Juan.

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Construída em 1634, e incrivelmente bem conservada (já foi restaurada algumas vezes, mas continua com uma cara de antiguinha e autentica, sabe?) é um labirinto de túneis, calabouços, celas, poços e áreas de armazenamento de pólvora que foi uma construção praticamente impenetrável por muito séculos.

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O forte é todo aberto a visitação, e é possivel explorar as passagens secretas e calabouços por conta própria, o que é super interessante!

Mas hoje em dia seu principal atrativo é mesmo sua vista!

De lá de cima é possivel ter uma ideia da expansão da cidade antiga, avistar os cruzeiros ancorados no porto, e a cidade “nova” se expandindo a perdeeeer de vista.

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Desde suas muitas torres de observação é possivel avistar o faról do forte de San Felipe del Moro, na outra ponta da cidade, e dá pra entender bem porque a cidade (e toda a ilha!) era tão bem guardada!

De lá continuamos nosso passeio seguindo o roteiro sugerido pela própria prefeitura, que identifica as calçadas e paralelepípedos da cidade em azul pelas ruas históricas.

(Ah! E seguindo o roteiro da prefeitura, também é possível usar os “Trolleys” que são tipo uns bondinhos que circulam pela cidade antiga e são de graça – é só procrar pelo ponto específico)

Começamos pela Plaza de Colón, e de lá seguimos pela Calle Tetuan (que é uma ótima área pra dar uma refrescada do calor úmido Caribenho em um dos vários barzinhos e restaurantes super bonitinhos!) e fomos subindo em direção a Calle Fortaleza e Calle San Franciso, onde estão a maioria das casinhas coloridas coloniais da cidade.

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Fomos andando sem pressa, entrando nas lojinhas (rola um certo paraíso fiscal em San Juan e a cidade é cheia de lojas outlet de marcas Americanas como Coach, Tommy Hilfiger e Ralph Lauren, por exemplo) e galerias de arte (muita opção legal de lojas de peças de decoração, peças de design e arte) e souvenirs (Porto Rico também é famoso por seus chapéus tipo Panamá).

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Mas é a partir da Plaza de Armas que as ruas e casinhas realmente ficam coloridas e fotogênicas!

Quando chegamos na praça da Catedral de San Juan Bautista, paramos pra almoçar no restaurante do Hotel El Convento, que nos foi recomendado como um dos melhores da cidade (e aparentemente foi onde a JLo e Marc Antony fizeram a festa de seu casamento – que foi celebrado na Catedral, do outro lado da rua!).

A Catedral é enorme e imponente, mas ao mesmo tempo, bem simples e sem grandes adornos…

(e ali na mesma praça fica o “Museo del Niño” um museu que conta a história de San Juan para crianças. Mas como a isabella é tão pequenininha, dispensamos)

De lá descemos as ruas em direção a “La Muralla”, que é tipo um calçadão que circunda a muralha da cidade antiga e onde fica o portão de entrada de “honra” da cidade – era por ali que o Rei da Espanha – e outros dignitários merecedores de tamanha honra – entrava na cidade.

É possível seguir o caminho da muralha até chegar na Fortaleza San Felipe del Moro, mas como o sol estava fortíssimo, optamos pelo caminho da sombra, que cruza a Plaza de la Beneficencia, passando pelos principais museus da cidade, até a entrada do Campo del Moro – que leva até a fortaleza e seu farol.

Essa fortaleza é bem menor e menos interessante do que o Castillo de San Cristóbal, mas sua atração principal, o farol é realmente impressionante e enorme!

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E a vista da cidade do lado de lá e tão bonita quanto do outro lado, e só assim nos demos conta de como a cidade é grande!

 

Categorias: Cruzeiro no Caribe, Porto Rico, San Juan, Viagens
7
22
Aug
2013
Porto Rico
Escrito por Adriana Miller

O pontapé inicial da nossa viagem pelo Caribe foi em Puerto Rico.

Como comentei no post sobre o Cruzeiro, optamos por um roteiro que partisse de portos fora dos EUA, pois achamos que as ilhas eram mais interessantes e reduzia o período em alto mar.

E pra falar a verdade, esse foi o principal motivo que escolhemos Porto Rico – mas como não poderíamos arriscar voos atrasados, perder conexões ou qualquer outra coisa que nos fizesse perder o navio, decidimos chegar lá com 2 dias de antecedência, e quem sabe, curtir a cidade.

Confesso que rolava um pré-conceito: uma coisa meio subúrbios de Nova Iorque, com J.Lo e Ricky Martin na mistura e não sabíamos muito mais sobre a região nem o que esperar.

E tem coisa melhor do que quando você viaja pra algum lugar sem expectativas e de cara AMA e se surpreende?! Eu acho incrível!

E San Juan, a capital de Porto Rico foi exatamente isso: a maior surpresa da viagem! E que sorte que ficamos com medo do voo com conexão e decidimos ficar uns dias a mais na cidade!

Fora apenas 2 dias e 2 noites, mas conseguimos conhecer bem e curtir bastante a cidade – focamos nas áreas turísticas e andamos muito a pé!

Pra quem não sabe, Porto Rico (junto com as Ilhas Virgens, nossa próxima parada!) faz parte dos EUA (então atenção ao visto!), e apesar de não ser um “estado” dos Estados Unidos, é uma Região Autônoma (tipo Hong Kong na China), seus cidadãos são Americanos, e usam a mesma moeda, seguem as mesmas leis e tudo mais.

E foi justamente isso que mais me marcou na cidade: um mistura bem interessante dos EUA com a Latinidade Caribenha.

Na verdade me lembrou DEMAIS Miami – entre muitos Walgreens, Starbucks e Wendy’s rola aquela mistura de espanhol com Inglês nas ruas, um clima social mais relax e menos forçado.

Sem falar naquele clima DE-liçia de cidade praiana!

E aliais, foi aí que San Juan me lembrou mesmo Miami: as praias intermináveis de areia branca e mar azul, ponteadas por prédios e hotéis moderníssimos e luxuosos, e muita, muita arquitetura Art Deco!

Muito legal mesmo essa mistura, e até comentei com o Aaron que depois de ter gostado tanto de San Juan, até deu vontade de voltar a Miami – porque todas as coisas que me fizeram gostar de Puerto Rico foram justamente as mesmas que me fizeram não gostar de Miami quando morei lá por uns meses no ano 2000!

Como sempre, em todas as nossas viagens, fomos embora com vontade de ter ficado mais tempo e com aquela promessa de “um dia voltaremos com calma!” (essa listinha consegue ser maior do que a lista de lugares a conhecer!)

Porto Rico na prática:

- Como comentei ai em cima, por fazer parte dos EUA, para entrar em Puerto Rico é necessário um visto dos EUA válido (e para isentos do visto, é necessário o ESTA em dia), e a imigração foi tão dura (se não mais) quanto em qualquer outro aeroporto dos EUA!

- A chegada – e saída -  no aeroporto de San Juan foi tranquilíssima, o aeroporto é moderno e bem organizado, e bem servido de “taxis de turismo”, que são super SUVs especialistas em levar os turistas de um lado pro outro.

- Mas para quem chega já em cima da hora pra embarcar num cruzeiro, vale a pena reservar o transfer do seu navio, pra evitar confusões e atrasos.

- Nós ficamos hospedados em Condado, o bairro “Ipanema” de San Juan, cheio de hotéis de todas as estrelas possíveis e muitas pousadas. Nós ficamos no “El Canário Boutique Hotel“, super bem localizado (a uma quadra da praia, do lado de um Starbucks e Walgreens, e na meiuca dos bares e restaurantes!), e apesar de bem fofo e confortável, os quartos foram decepcionantes (apesar de termos reservado o “Premium Double Room”, o quarto era bem pequeno, e ficou menor ainda com o berço da Isabella – que eles forneceram).

- A moeda é o dolar Americano, mas no geral achei os preços mais baixos (e os impostos são menores também), então muita gente aproveita a chegada ou saída dos cruzeiros pra se acabar nas compras “tipicas” dos EUA, mas com preços mais camaradas.

 

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Categorias: Porto Rico, San Juan, Viagens
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