25 Jul 2011
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Vintage London: onde encontrar brechós, vintage e antiguidades

Compras, Dicas de Londres

Pra quem gosta de um garimpo vintage e gosta de roupas, moveis e objetos cheios de historia pra contar, Londres é um prato cheio!

Volta e meia alguem me pede dicas de brechós e afins pela cidade, mas na verdade eu sou uma negação pra essas coisas! Não tenho o menor talento nem paciencia para antiguidades nem peças vintage, mas admiro demais quem tem, e sei que Londres é um paraíso pra isso!

Então juntei umas dicas e endereços mais legais e conhecidos, mas sem esquecer que Londres tem lojinhas desse tipo em tudo quanto é bairro! Basta ter paciencia…

Bem, pra começar, brechós!

A indicação mais obvia é o Leste de Londres, nos arredores de Brick Lane e Shoreditch, que é reduto dos moderninhos indies da cidade.

– Absolut Vintage:

A maior loja/brechó vintage de Londres é a Absolut Vintage, escondida numa das ruas entre a Commercial Road e o mercadinho de Brick Lane.

Mas se prepare, porque a loja é um supermercado de peças vintage! Todos os tamanhos, todas as cores, todas as marcas.

É uma loja um tanto quanto caótica, com todas as paredes cobertas de peças e quinquilharias e prateleiras e araras abarrotadas.

Mas eles são organizados, e fica tudo organizadinho por cor e tamanho. Mas exige talento viu… Chegue com tempo e muita paciencia até achar quela peça unica que mereça um novo dono…

Endereço: 15 Hanbury Street, London. E1 6QR

E eles acabaram de abrir uma nova filial no Soho: 79 Berwick Street, London. W1F 8TL

http://www.absolutevintage.co.uk

– Blondie:

A Blondie também faz parte do grupo “Absolut Vintage” e fica na Commercial Road, já pros lados do Spitafields Market e tem umas peças mais “arrumadas” – boa opção pra quem estiver procurando roupa de festa ou umas peças mais espalhafatosas. Fique de olho nos móveis/vitrine dentro da loja, onde ficam guardado as peças de designers, como bolsas Gucci e Dior vintage, sapatos Chanel e Ferragmo e afins.

Bem menor e mais organizada doque a loja-mãe (ficam quase na mesma esquina), então tem uma speças mais selecionadas e mais fáceis de achar.

Endereço: Unit 2, 114-118 Commercial Street, E1 6NF

http://www.blondievintage.co.uk/

– Vintage Rokit

A Rokit é outra loja enorme, bem no coração de Brick Lane e tem araras super recheadas, e é um pouco menor, porém mais organizada que a Absolut.

Eles deram uma cara mais de “loja”, com etiquetas e “departamentos”, que reduz um pouco aquela sensaçnao de confusão. Oque denuncia que não é uma loja normal, é o fato de que cada peça é unica.

Mas tem a parte dos oculos (grau e sol), bijouterias, sapatos, acessorios, e um lado inteiro dedicado a peças masculinas.

Tem um clima muito mais de “boutique” doque brechó.

101 Brick Lane
London
E1 6SE

http://www.rokit.co.uk/

E elas também tem lojas em Convent Garden e Camden Town.

 

Mas pra quem gosta meeeesmo de brechós que quer ir atrás de lojinhas menores, com peças mais selecionadas e sem o clima de atacadão, ali mesmo nas redondezas de Brick Lane tem mais um monte de opções (a Cheshire Street, uma das perpendivulares de Brick Lane tem praticamente uma do lado da outra!):

– Beyond Retro

http://www.beyondretro.com/

110-112 Cheshire Street, E2 6EJ

– Vintage Store

http://www.thevintagestorelondon.co.uk/

182 Brick Lane, E1 6SA

– The Shop

3 Cheshire Street, London E26ED

– House of Vintage:

4 Cheshire Street, London E2 6EH

http://houseofvintagelondon.blogspot.com/

– Vintage Basement:

7 Cheshire Street – London – E2 6ED

http://www.vintagebasement.co.uk/

 

Mas se oque você gosta mesmo não são roupas vintage e sim peças  e moveis antique para decorar sua casa, LOndres tem dois endereços imperdiveis:

O primeiro e mais turistico é o mercado de Portobello Road, em Notting Hill que acontece todos os sabados. Mas como quase tudo que vira modinha e ponto turistico, o mercado é lotado de gente e preços inflacionados. Ainda assim as melhores lojas vintage, de antiguidades e brechós da cidade estão por ali, mas é preciso uma dose extra de “talento” para achar alguma coisa boa entre a multidão de turistas.

– Alice’s Antiques

86 Portobello Road, Notting Hill, W11 2QD

E o grande segredo mesmo, conhecido dos entendedores, mas escondido dos turistas é o Bermondsey Market, que fica nas redondesas de Tower Bridge.

O mercado funciona todas as sexta-feira de manhã e atrai colecionadores do país todo que vem atrás de barganhas e achados historicos, e faz a festa dos decorados e DYIers.

Mas durante a semana, a redondeza é lotada de lojas de moveis e objetos de decoração vintage e de antiguidades que valem a pena serem visitados:

– Tower Bridge Antique:

http://www.towerbridgeantiques.co.uk/

Eu já trabelhei ali pertinho e aloja recebe mercadorias praticamente todos os dias, e sem falar que sempre tem uma equipe de televisão na porta gravando algum programa de decoração e reforma…

Endereço: 71 Tanner Street SE1 3PL

 

E não posso esquecer claro do mercado de Camden, que acontece todos os domingos e é outro bairro cheio de lojas diferentes e muitos brechós!

 

 

 

 

 

Planejando sua viagem para Londres?

Alem de todas as dicas para aproveitar o maximo de Londres que voce encontra aqui no Blog, planeje tambem sua viagem com servicos e recomendacoes testadas e aprovadas:

E nao perca as dicas de Pubs e Restaurantes, o Calendario de Eventos para saber o que rola de mais interessante ao longo do ano e todas as demais dicas uteis para curtir Londres como um Londrino!

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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Adriana Miller
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13 Jul 2011
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É dando que se recebe

Dia a dia, Vida na Inglaterra, Vida no Exterior

Ontem eu participei de um evento super legal aqui em Londres, organizado pela ONG EBP e ELBA com o programa “Head to Head”. Então passei minha manhã toda fazendo trabalho voluntário numa escola pública para meninas de origem “étnica” no Leste Londrino.

O Leste de Londres, tem umas areas super legais e trendy, mas é tambem considerado uma das areas menos “Inglesas” e mais barra pesada da cidade. É ali que se concentram comunidade de imigrantes (muitas vezes ilegais) e quase sempre que lemos em jornais sobre violência e guerra de gangs, provavelmente o problema aconteceu no lado leste da cidade. É ali tambem que tem o maior índice de desemprego do país (na casa dos 15%) e a maior concentração de famílias vivendo de benefícios do governo.

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As pessoas até brincam que se largarem um turista em plena Commercial Road (uma das principais avenidas da região), você ia jurar que estava em Dhaka (capital de Bangladesh) e não Londres… Homens de turbante e mulheres de burca é uma cena mais comum por ali doque em muitas regiões do Oriente Médio, por exemplo.

Na verdade essa é uma região que em sua grande maioria é bem “familia”, mas o problema mora justamente por eles serem fechados em suas comunidades, limitanto seu acesso a educação, empregos e oportunidades melhores, oque consequentemente faz com que essa região de Londres esteja entre as mais pobres do pais. Eu fiquei até meio chocada de ler os relatórios e os fatos que a ONG mandou, pois é dificil de acreditar que numa cidade como Londres exista tanta gente vivendo em condições sub-humanas.

Então eu tentei me envolver em programas onde au poderia realmente usar minhas experiências pessoais e profissionais pra ajudar alguém, e me inscrevi no programa de “mentoring” da escola “Mulberry”, que é uma escola secundária pública que atende apenas meninas no bairro de Whitechapel.

Eu fiquei imaginando que ia chegar num CIEP caindo aos pedaços, e me surpreendi de encontrar uma escola moderníssima, limpíssima e com todos os aparatos tecnológicos possiveis.

Logo de manhã cedinho tivemos a primeira reunião com o diretor da ONG e o Reitor da escola que nos deu uma breve explicação sobre o perfil das meninas que íamos conhecer, e o porque desse programa, e porque a ajuda é tão importante.

Quando eu falei do meu voluntariado no Twitter, me perguntaram oque seriam “meninas étnicas”, e o único motivo pelo qual eu fiz essa distinção, é porque infelzimente, em paises de “1ª mundo” como a Inglaterra, geralmente a pobreza e a falta de oportunidade são exclusivas das minorias raciais.

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Portanto essa escola atende apenas meninas de descendência Bengali, Paquistanesas, Afegãns e Indianas – não por seleção, mas porque a escola fica – fisicamente –inserida no coração da maior comunidade Bangladeshi e Paquistanesa de Londres, em Whitechapel. Tanto que o uniforme da escola (na Inglaterra, ao contrario de outros paises Europeus ou EUA, as escolas públicas usam uniforme) foi adaptado para atender a cultura das alunas, e hoje em dia nada mais é que uma burca, ou túnica com lenço cobrindo a cabeça (o uniforme “normal” de uma escola Inglesa típica é um terninho, tipo Harry Potter).

E foi justamente por isso que quis fazer parte dessa ONG e me voluntariar nesse programa – as alunas da escola Mulberry fazem parte de uma comunidade e uma cultura onde mulher não tem vez. A idade média das meninas que conheci era de 15 anos, e todas tinham responsabilidade dupla de cuidar da casa, dos irmãos mais novos, cozinhar, lavar, passar. E ainda por cima, muitas delas já eram casadas! Eu me surpreendi inclusive de ver que apesar de todas serem nascidas e criadas em Londres e terem frequentado escolas Inglesas a vida toda, elas vivem numa comunidade tão fechada, que nem sequer consideram Inglês como sua língua materna, e muitas delas inclusive tinham sotaque fortíssimo. Então essas meninas não só vivem numa das regiões mais “marginalizadas” da cidade, como ainda por cima fazem parte de uma comunidade onde elas não tem “modelos” femininos que as possam ajudar, instruir, conversar – oque muitas vezes significa que elas não terao oportunidade de ter uma vida melhor doque a vida de suas mães, avós, tias, etc.

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O meu papel no programa foi em ajudar as meninas da série 10 (equivalente ao 2º ano do 2º grau no Brasil) a escreverem currículos e se prepararem para entrevistas de trabalho e estágio (o curriculo escolar na Inglaterra é bem diferente do Brasileiro e Portugues, e a escolaridade obrigatória só vai até o ano 11, então muitos alunos fazem cursos profissionalizantes ou estágios no último ano de escola), alám de dar a elas uma oportunidade de conversar com mulheres (tambem tinham alguns homens no programa, e todos são bem vindos a ajudar) fora de sua comunidade, que possam responder perguntas que não fazem parte de seu “mundo”.

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Muitas delas queriam saber, por exemplo, como era Canary Wharf e oque acontecia mesmo dentro de um banco, e se a gente via dinheiro o dia todo!

Podem parecer perguntas bem bobinhas, mas elas sao meninas no auge da curiosidade da vida, vivendo numa cidade fervilhante como Londres e mal sao permitidas de sair de casa!

Então além de um bate papo informal, eu dei dicas de como organizar um CV (quando não se tem experiencia nenhuma), como se comportar numa entrevista e o tipo de pergunta e resposta que elas deveria estar preparadas pra responder.

Foi incrível ver que algumas meninas super, super inteligentes, com notas A e A+ em todas as materias que acham que não podem fazer faculdade porque são mulheres!

Uma delas queria ser decoradora de interiores, e me perguntou se meus pais tinham sido contra minha escolha de carreira (oque me deu a enteder que os pais dela não apoiam a idea dela de ter um emprego); e uma outra menina que estava me contando do quanto ela gostava das aulas de mídia, de editar filmes e musica, pintar posters de filmes, desenhar etc, quando eu perguntei/sugeri que ela deveria estudar propaganda e marketing, ela simplesmente ficou me olhando como se eu estivesse falando Grego com ela!

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Foram varias horas de conversa com meninas super simpáticas e educadas, e muito bate papo e dicas sobre não ter medo de conversar olhando nos olhos de alguém (todas se comportavam incrivelmente submissas, principalmente com os voluntários homens), de sorrir e sobre ter vontade de aprender mais sobre o mundo e outras oportunidades em suas vidas.

E pra mim foi uma lição de vida também, um momento de reflexão onde mais uma vez me dei conta de como eu sou sortuda nessa vida, de dar graças a Deus por ter pais e uma família maravilhosa que sempre me apoiou nos meus sonhos e ambições, que souberam me instruir e me prepararam pra vida no mundo real.

Me dei conta de como existe gente diferente no mundo, e mesmo num bairro tão pertinho, por onde eu ja passei tantas vezes achando graça das lojinhas de burcas, existe uma realidade tão diferente da minha e tanta gente que não teve as mesmas oportunidades que eu.

Recebi essa foto tirada pelo diretor do programa, junto com uma notinha de agradecimento.

E quem sabe daqui a muitos anos uma dessas meninas vai se tornar uma mulher feliz e bem sucedida, dentro ou fora de sua comunidade, e vai lembrar que um dia, quando ela tinha 15 anos, ela conversou com uma moça Brasileira que deu algumas horas de seu dia pra conversar, dar conselhor e dicas, que podem, quem sabe, um dia ajudar a transformar sua vida!

 

 

 

 

 

Adriana Miller
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15 Mar 2011
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Columbia Market

Dicas de Londres, Dicas de Viagens, Inglaterra, Mercados

Quando rolou o #chatdeviagem e me perguntaram qual seriam as atrações principais de Londres, uma das minhas opções foram os mercados.

São muitos, cada um tem suas caracteristicas especiais, mas todos são imperdiveis! Os mais famosos são o Borough Market (comidas), o Portobello Market (antiguidades) e o Camden (de tudo um pouco e muita gente “estranha”).

Mas um outro mercado que eu adoro (e que entrou na minha lista de “atrações”) é o Columbia Market, que é um mercado de flores, no lado leste da cidade, na area de Hackney.

O Columbia market só funciona aos Domingos, e a rua onde ele acontece (Columbia Road) é toda rodeada de casinhas Victorianas bonitinhas que hoje em dia são lojas de deoração, boutiques e cafés simpaticos.

O bom é que lá no Columbia, voce até esquece que o inverno em Londres pode ser tão cinzento, pq tudo é sempre tão florido!

Otima opção pra um brunch de domingo (principalmente se estiver sol!) em qualquer epoca do ano!

 

Adriana Miller
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