01
Aug
2014
Kyoto na prática: a introdução
Escrito por Adriana Miller

Já vou logo avisando: nenhuma viagem ao Japão esta completa sem uma passadinha em Kyoto!

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Eu A-MEI Tóquio, espero poder voltar outras vezes em minha vida, e sei que as vezes eu soei injusta em meus comentários sobre essa mega metrópole (pois todos os posts de Tóquio foram escritos no final da viagem, depois de conhecer Kyoto, então por comparação, acho que muitas das experiências me pareceram diminuídas pela comparação entre as duas cidades).

Mas não adianta: é em Kyoto, a antiga e milenar capital do pais, que esta o Japao “dos sonhos”: os jardinhs imaculados, os templos imponentes, as casinhas de madeira, e as Gueixas delicadas.

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Pra completar a experiencia, chegamos numa das melhores epocas do ano para se visitar o pais, em plena primavera, com toda exuberancia das Sakuras, as cerejeiras em flor, dando uma ainda maior sensacao de magica, e de exotico ate.

Mas por outro lado, a cidade Kyoto de 2014 nao é exatamente como eu imaginei nao!

Pra comecar que a cidade eh E-NORME!! Seu centro eh uma metrópole bem caótica, com ruas muvucadas e prédios altos, e a primeira vista nao da pra imaginar tudo de encantador que a cidade esconde!

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Todos os mapas e planejamentos de roteiro que fizemos foram por agua abaixo logo no primeiro dia na cidade, quando nos demos conta de como os mapas sao fora de escala, como o transito eh caotico, e como tudo eh tao espalhado e longe.

Navegar pela cidade foi relativamente simples, mas nao foi facil. Ao contrario de Toquio, Quioto nao tem sistema de metro, mas em compensacao tem um sistem de onibus muito completo, e de facil acesso e uso para turistas.

Como ja comentei em outro post, todos os dias nos compravamos um passe diario, que dava acesso a usar quanto onibus, quantas vezes quisessemos por dia, que foi super pratico e barato (o passe diario custa a mesma coisa que uma viagem de ida e volta, e de quebra voce nao precisa ter o troco exato-certissimo exigido pela maquininha dos onibus!).

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Junto com os passes diarios, pegamos tambem o mapa das linhas de onibus, super util e essencial pra andar pela cidade – foi nossa biblia!!

Os onibus de Quioto sao todos de 1 andar so, com entrada pela traseira, e todos tem uma area central reservada para cadeirantes, idosos e pais com bebe de colo, entao nao foi dificil viajar com a Isabella e seu carrinho, e sempre tinhamos um espacinho pra “estacionar” ela sem problemas.

Dificil mesmo foi mante-la entretida e de bom humor nas loooooongas viagens de onibus e no transito da cidade (as distancias entre um ponto a outro e de um templo a outro eram-  facil, facil - entre 40 minutos e 1 hora!! Fiqui passada como tudo era muito longe). Mas em compensacao o que nao faltavam era outros turistas ou Japoneses bem humorados e dispostos a fazer caretas, gracinhas e origamis para nos ajudar a mante-la entretida nas viagens!

O unico problema que tivemos em Kyoto foi o hotel. Nao sei se foi azar nosso, se a cidade estava mais lotada que o normal, ou se foi por causa da alta temporada das Sakuras, mas mesmo com meses de antecedencia, todos os hoteis da cidade estavam lotados! (e eu ja contei ne, como hoje em dia acho essencial ficar em bons hoteis quando viajamos com a Isabella para paises mais “diferentes” de casa).

So sobraram os extremos: os albergues tipo “pod” (onde voce nao tem nem um quarto, apenas uma “gaveta” com uma cama na parede!) ou as suites presidenciai$$ dos hoteis 5 estrelas!

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Por sorte, consegui achar um ultimo quarto em um dos hoteis da rede APA (super conhecida no Japao, e praticamente em cada esquina!), que a principio atendia a todas as nossas necessidades.

Meus requisitos para hospedagem em Kyoto seguiu todas as dicas que recebi de amigos que conheciam a cidade, e foram certeirissimas:

- Sempre se hospedar pertinho da estacao de trem, que eh o “centro” turistico da cidade. A estacao eh praticamente um shopping, com tudo! Muitas lojinhas, farmacias, mercados, restaurantes (asiaticos e redes ocidentais), e alem de , claro, ser nosso ponto de chegada e partida (podiamos ir andando, sem precisar de taxis ou onibus pra chegar no hotel) e em frente ao ponto central de onibus (oque facilita DEMAIS os passeios pela cidade).

Alem disso eu queria que fosse um hotel de uma boa rede, que tivesse restaurantes, etc.

Entao acabamos nos hospedando no hotel APA Horikawa-Dori, que atendia a todos os requisitos acima, mas no fundo, no fundo eu sabia que seria roubada, logo uns dias depois quando recebi um e-mail do hotel avisando que eu nao poderia utilizar o berco, pois nao cabia no quarto…

Eu ja fiquei em varios outros hoteis com quarto pequenos e apertadinhos antes, mas sabia que se um quarto estava sendo classificado como “pequeno” para padroes Japoneses, era porque a coisa ia ser feia! (eles tem outros quartos maiores tambem, mas quando fomos os unicos disponiveis eram os “pequenos”).

E nao deu outra! Seria comico se nao fosse tao tragico! Resultado: as malas nao cabiam no quarto, a cama encostava nas 4 paredes (entao nem deu pra usar o bercinho pra viagem que levamos), e a cama de casal era tao minuscula que nao coube meus 1,75m de altura + 1,80m do Aaron mais uma bebe no meio!

Resultado: eu dormi na cama com a Isabella e o Aaron acabou dormindo no chao do corredor (bloqueando a porta do banheiro!!). HAHAHAHAHA! TREVAS!!!

Quem gostou mesmo foi a Isabella, que ficava animadona pulando na cama, comia na cama e “dormia” comigo (mas alem de demorar horas pra pegar no sono pq ficava muito exitada com a situacao, ainda ficava se remexendo a noite todo e me “expulsando” do espaco!

Demos muitas gargalhadas e boas memorais em familia, mas foram 3 noites de muito perrengue!

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No total nos passamos 3 dias e 3 noites em Quioto, que foi de bom tamanho. Deu pra ver quase tudo que queriamos (logo no primeiro dia nos demos conta de que nao ia dar pra fazer tudo pq a cidade tem muita coisa e eh muito grande!), num ritmo bom, porem numa correria constante de onibus/taxis e horarios de abertura dos templos.

Mas nao teve problema. A cidade tem cerca de 300 templos, mas nunca foi nossa intencao chegar nem perto de fazer tudo isso! Ate porque, sejamos sinceros, tirando os maiores e principais (provavelmente uns 5 ou 7 templos), todos os outros sao muito parecidos, e rapidinho a gente enjoa de ver um templo atras do outro!

Nos proximos dias vou postar sobre os templos e regioes de Kyoto que visitamos em nossa passagem pela cidade, e no final de tudo organizo um roteiro certinho, assim como fiz para Toquio.

 

Categorias: Japão, Kyoto, Viagens
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31
Jul
2014
Trem bala no Japão – viajando entre Toquio e Kyoto
Escrito por Adriana Miller

Quando planejamos a viagem para o Japão, sabíamos que uma das “experiências” que queríamos ter no pais era viajar de trem bala!

Os Shinkansen, como são conhecidos por lá, da companhia Japan Rail (a mesma do JR Pass), cruzam o pais de cima a baixo, conectando as ilhas que compõem o pais e reduzindo distancias e encurtando viagens. Além de claro, toda aquela nerdice da engenharia moderna que não da pra resistir!

Quando estivemos no China, também tentamos viajar de trem bala, mas como as distancias do pais são monumentais (e as burocracias idem), acabou não dando certo (mas adoro viajar de trem pela Europa, e ate mesmo no Egito ou Marrocos!), então viajar de trem bala entre Tokyo e Kyoto era essencial no nosso planejamento!

Até por uma questão de pratica e economia: como compramos o JR Pass (que já expliquei como funciona nesse post aqui), podíamos andar em qualquer trem da rede sem custo adicional (fazer viagens avulsas nos trens bala sao bem caros), e de trem bala a distancia entre as duas cidades eh de apenas 2 horas, saindo do centro de Tokyo e chegando no coração de Kyoto (de onibus sao quase 8 horas, e de avião, apesar do voo ser curto, os aeroportos ficam a cerca de 1 hora de distancia de cada cidade, mais o tempo de check in, desembarque, etc).

A experiência como um todo foi bem parecida com qualquer outra viagem de trem: nao eh preciso chegar na estacao com muita antecedência, pois nao eh preciso fazer check in, e você é responsável por seu embarque, achar seu assento, carregar suas bagagens etc, etc o tempo todo.

Uma coisa que vale muito a pena fazer (e tambem de graca para quem tem o JR Pass) eh reservar seu assento – tecnicamente, estando com o JR Pass na mao, voce pode entrar em qualquer trem, a qualquer hora (bom pra quem prefere nao planejar nada). Mas em compensacao, so podera viajar nos vagoes “sem reserva”, que – quase sempre – estao lotados. Ou seja, potencial para transformar uma viagem super bacana e confortavel num perrengue de busao!

Fazer a reserva tambem eh facil, e ela pode ser solicitada em qualquer posto de atendimento da rede JR (Japan Rail), facilmente identificadas em qualquer estacao JR (de metro e de trem).

Basta apresentar seu passe, escolher qual trem/horario voce quer, e se tem preferencia por algum assento (eu sempre peco poltronas viradas pra frente – se nao passo mal viajando de costas – e como estavamos com a Isabella, tambem pedi para reservar as poltronas da primeira fileira do trem, para ter mais espaco para nossas pernas, pra ela e nossas tralhas.

Preferimos chegar na estacao com antecedencia, pois as estacoes em Tokyo sao GIGA, sempre meio confusas a primeira vista (mas depois vc aprende rapido!) e estavamos com muitas malas. Entao chegamos na plataforma com confortaveis 15 minutos de antecedencia, o que foi otimo!

Eh so procurar a marquinha de seu vagao certinho (sao indicados com marcas no chao ou placas ao longo da plataforma), e pronto, esperar o trem chegar!

Uma vez ja dentro do trem, eh aquele esquema de malas: cada um por si!

Uma vantagem de viajar de trem eh nao ter que se preocupar com franquia de bagagem, numero de itens, peso, liquidos e afins… mas em compensacao, voce eh responsavel por carregar tudo sozinho no embarque e desembarque, e pior, achar espaco pra tudo isso dentro dos vagoes apertadinhos.

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Todos os vagoes tem bagageiros, mas sao poucas prateleiras, bem apertadinhas, logo na entrada de cada vagao. Ou seja, quem chegar primeiro consegue guardar as malas numa boa, mas quem chegar por utlimos, ja era!

Poreeeeem, como prova da eficiencia Japonesa, quem vai viajar pelo pais com mais calma e mais tempo entre as cidades, pode reservar os servicos de concierge de malas oferecidos por algumas estacoes e aeroportos. Ou seja, uma empresa vai no seu hotel, pega suas malas e as leva diretamente para o aeroporto ou estacao de trem. O mesmo vale para a chegada no pais – voce desembarca, deixa suas malas no balcao de atendimento deles, e umas horinhas depois, suas malas estao te esperando no hotel de sua escolha.

Para nos esse servico nao seu certo, pois o servico tem que ser reservado com antecedencia, e em alguns casos as malas tambem devem ser enviadas com 1 ou 2 dias de antecedencia, e como nossa viagem ja foi rapidinha mesmo, e nem tinhamos tanta coisa assim, nao valeria a pena.

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Dentro do trem, a viagem de 2 horas entre Tokyo e Kyoto passou voando! (ou na velocidade de um trem bala?! Hehehe Nao resisti a piadinha!)

As poltronas sao super confortaveis e espacosas, com informacoes sobre seu vagao e sobre o trem em Ingles e Japones em todas elas, alem de um vagao bar e um servico de “trem-moca” vendendo bebidas, comidinhas e afins pelos corredores.

Entre os vagoes eles tambem tem banheiros (na versao ocidental – com privada – ou asiatica – buraco no chao) e trocadores de bebe, todos limpos e confortaveis.

Foi o tipo de viagem que voce curte tanto, que na verdade queria que durasse horas sabe?! Foi uma experiencia super legal, alem de nos ter dado a oportunidade de ver mais um pouco do interior do Japao, js que nossa viagem ficou limitada apenas a Toquio e Kyoto (e arredores) mesmo.

Mas, cerca de 2 horas depois chegamos na monumental estacao de trem de Kyoto!! (mas isso fica pra outro post!)

 

Categorias: Japão, Kyoto, Toquio, Viagens
12
30
Jul
2014
Santorini: Onde comer em Oia
Escrito por Adriana Miller

Eu tenho uma mania muito chata: tudo que vira aquela modinha/febre sem explicação, eu pego implicância na hora! Seja a peca de roupa super na moda, ou o sapato que todo mundo tem, ou o cabelo que todo mundo copia. Não quero nem ver de perto!

Então quando comecei a ler sobre Santorini, imediatamente peguei birra pois TO-DOS os blogs Brasileiros indicam apenas dois únicos restaurantes! Cheguei a achar que só existia o Ambrosia e o 1800 em toda ilha, ou que eles seriam os únicos restaurantes com boa comida + vista bonita da caldeira.

Mas de uma coisa eu sabia: não iria a nenhum deles, e estava determinada a descobrir alguma coisa nova em Santorini!

Pois bem, para minha felicidade, eu estava certa, e o que não faltam em Oia são opções de bons restaurantes, com comida sensacional e vistas incríveis!

E aliais, digo mais: foi impossível comer mal (e sem vista!) em Oia! Mesmo quando paramos rapidinho num café qualquer só pra comer um sanduíche rápido, ou uma salada simples, tudo sempre foi ma-ra-vi-lho-so!

E qualquer birosquinha escondida tinha um terraço, ou uma varandona com mesinhas que se debruçavam pelos penhascos de Oia com vistas de cair o queixo.

Então fiz questão de anotar os nomes de todos os lugares onde comemos, só pra ser do contra, e não entrar na lista dos blogs copy/paste que recomendam sempre os mesmo lugares! #GarotaEnxaqueca

- Feredini:

Sem duvida alguma nosso restaurante preferido em Oía! Comida Grega/Mediterrânea de primeira, super autentica, mas sofisticada, com todos os ingredientes locais.

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E claro: vistas incríveis para a caldeira!

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Batemos altos papos com a dona, que estava lá acertando os últimos detalhes de sábado a noite, e nos disse que o restaurante (que abriu as portas esse verão) esta fazendo tanto sucesso que ela esta até pensando em mante-lo aberto durante o ano, fora da temporada (quanto quase todos os outros da ilha fecham). Então pra quem for pra Santorini fora do período Maio/Setembro, vale a pena dar uma olhadinha e ver se eles estão mesmo abertos!

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Nossas escolhas foram: tarrine de favas Gregas com molho de VinSanto (o vinho tradicional da ilha) de entrada, e eu fui de peixe branco do dia, assado com vegetais. O Aaron foi de vitelo, também com molho VinSanto e pure de beterraba. E de sobremesa, brownie de pistachio com molho de butterscotch e sorvete de caramelo salgado (salted caramel).

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- Lotza Café:

O “castelo” é uma das areas mais disputadas da ilha, pois é de lá que se avista o tão famoso por do sol da Ilha. Só que a caminhada é longa, o sol é forte e depois de um tempinho tudo que você mais quer é sentar numa sombrinha e beber alguma coisa gelada…

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E aí que entra o Lotza Café, uma taverna tradicional Grega, cuja porta de entrada esta convenientemente localizada bem ao lado da ultimo degrau na subida (na volta) do castelo.

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A entradinha engana, mas lá no fundo esta uma enorme varanda, também com a vista do mar e da caldeira, e com um ventinho gostoso que ajuda na recuperação do calor! A comida lá é mais simples, mas pra não errar, basta pedir a “salada da casa” (Grega, claro!), um Sluvaki de frango (espetinho de frango) e molho tzaziki (aquele molho feito a base de iogurte grego). As massas e sanduiches tambem sao uma boa pedida!

- Skiza Cafe:

Outra ótima opção pra almoço ou lanche, mas principalmente para café da manhã ou brunch! Eles tem uma pastelaria propria, com muitas opcoes de bolos, pães, sanduiches feitos na hora e sucos de fruta fresca. Na hora do almoço, as saladas e pizzas também sao otimos!

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E adivinhem?! Uma vista pro mar de cair o queixo!

 

 

Categorias: Grecia, Santorini, Viagens
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29
Jul
2014
Atenas: Hotel Intercontinental Atheneum
Escrito por Adriana Miller

Eu ja dei a dica de roteiro em Atenas, e de um restaurante com a vista da Acropoles, entao como muita gente pediu a dica do hotel onde me hospedei, aqui esta: Intercontinental Atheneum.

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Pra falar a verdade, o Intercontinental nao foi minha primeira opcao – eu ja conhecia o Hilton Atenas alem de ser quase do lado do escritorio da minha empresa na cidade. Mas nessa epoca do ano a Grecia fica lotada, e achar bons hoteis eh sempre dificil.

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Mas gostei bastante do Interncontinental, e recomendo!

A localizacao era um pouco mais afastada do centro turistico da cidade (nao dava pra fazer nada a pe), mas em compensacao eles tem uma van que pega e leva os hospedes aos principais pontos da cidade a cada 10 minutos (muito pratico!), alem de ter todos os servicos de primeira esperado num hotel internacional.

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Os quartos eram espacosos, modernos e recem reformados, muitos deles com a vista da Acropoles; alem de um otimo spa, piscina e um restaurante e bar na cobertura do predio com uma vista linda da cidade e do Partenon!

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No terreo do hotel ainda rola um mini shopping com muitas lojinhas legais (e muitas delas com tax free!), alem de outros restaurantes e bares (o hall do hotel eh enorme e bem bonito!).

Mas o principal foi o preco, que achei justissimo para um hotel desse porte e qualidade, em plena alta temporada na Grecia (150€ por noite num quarto duplo!)!

Intercontinental Atheneum

Avenida Vassilissis Sofias 46, Atenas

Categorias: Atenas, Grecia, Viagens
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28
Jul
2014
Atenas: Restaurante Dionysos
Escrito por Adriana Miller

Na minha ultima viagem a Atenas, passei apenas dois dias na cidade, uma viagem super rápida a trabalho (que aproveitei pra dar uma escapadinha ate a Acrópoles!), mas como passei uma noite na cidade e estava um clima bem gostoso de começo de verão (temperatura agradável, com ventinho mais fresquinho a noite – antes da Grécia virar o inferno na terra de Julho e Agosto), quis aproveitar a noite e sair pra jantar em algum lugar legal.

Algumas leitoras deram a dica do Dionysos no Instagram, e quando o concierge do hotel recomendou o mesmo restaurante, não tive duvidas alguma! Seo podia ser certeira!

Ah! Meus únicos pre requisitos eram: comida Grega/Mediterranea e uma bela de uma vista! Meu hotel (o Intercontinental Atheneum) tem um restaurante/bar na cobertura com uma vista linda da Acropoles, mas estavam fechados naquele dia, então acabei procurando outro lugar pra jantar.

O restaurante Dionysos ficam bem aos pes da Acropoles, praticamente do lado do museu e da entrada do Partenon e da Promenade, entao nao tem como errar. Apesar de ter iso no comeco da alta temporada, como era dia da semana e fui jantar relativamente cedo (estou acostumada com os horarios Ingleses, e na Grecia se come muito tarde!), o restaurante ainda estava vazio quando cheguei, o que foi otimo, pois pude escolher uma mesa com uma vista privilegiada!

Mas mesmo assim o concierge do hotel fez uma reserva pra mim, e não deu outra, logo depois que cheguei, o restaurante começou a lotar (e quando fui embora, tinha ate fila na porta). Então uma reserva sempre cai bem!

Não da pra negar que o restaurante eh suuuper turístico, não tem nada de “tabernas autenticas Gregas” nem eh um lugar “onde os locais comem”, muito pelo contrario – e não da pra negar que a estrela do cardápio eh sem duvidas a vista!

Mas ainda assim me surpreendi com a comida, muito bem servida e saborosa, e acompanhada por vinho branco Grego!

Então chegue lá de barriga vazia e bateria da câmera carregada!

Dionysos

Address: 43 Robertou Galli, Atenas
Phone:+30 21 0923 3182
Categorias: Atenas, Grecia, Viagens
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24
Jul
2014
Santorini: Aspa Villas Hotel
Escrito por Adriana Miller

Como eu contei no post sobre nossa viagem a Santorini, o planejamento da viagem foi bem simples, pois nao tinha a menor duvida de que queria ficar em Oia – ou nada feito.

Entao o ponto principal foi escolher bem o nosso hotel - localizacao, conforto, comodidade, e claro precos.

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Nao ha sombra de duvidas que qualquer viagem a Santorini eh cara, e quando suas opcoes estao limitadas a Oia (que eh a parte mais bonita e bacana da ilha), os precos tendem a se elevar ainda mais. Mas pra falar a verdade, existem MUITAS opcoes bem baratinhas, basta que seus pre-requisitos sejam mais relax.

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Mas esse nao foi meu caso: eu tinha uma ideia muito especifica sobre o que precisava ter num hotel em Santorini: O principal, claro, era a localizacao. Nao so estar em Oia, mas bem pertinho do centro do vilarejo, e de preferencia perto da rua/estrada principal, para evitar as escadarias vertiginosas com uma bebe (e seu carrinho, tralhas e afins) a tira colo.

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O segundo ponto era uma belissima vista – e nisso incluia a vista pro mar e vista para a cidade (sim, ao mesmo tempo), com uma varandona (so janela nao servia!).

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Por um motivo bem simples: nossa nova “tecnica” pra viajar com a Isabella agora nos meses de verao na Europa, inclui apenas ficar hospedado em hoteis que tenham quartos com varanda; assim podemos colocar ela pra dormir numa boa, no seu horario certinho e rotina regradinha, mas sem limitar os nossos horarios e “vida noturna”.

Ou seja, assim que ela dorme, nos vamos pra varanda, abrimos uma garrafa de vinho, uns petiscos, e ficamos namorando e batendo altos papos admirando a vista – sem ter que ficarmos trancados no quarto do hotel, no escuro e vendo TV sem som pra ela nao acordar #realidade #ViajandoComCriancasDaDepressao

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Essa tecnica tem dado super certo e estamos adorando (tambem fizemos isso em Bodrum na Turquia e foi otimo)!!! Vai ser dificil quando voltar a fazer frio por aqui!

E por fim, piscina. Primeiro porque crianca adora piscina, e sabiamos que apesar de estar numa ilha Grega, nao iriamos a praia. Mas com o calorao de Junho, precisavamos de uma piscina pra refrescar ao longo do dia.

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A verdade verdadeira eh que meu sonho era ficar num hotel que – alem de todos os requisitos acima – tambem tivesse uma piscina de borda infinita. Mas encontrei dois grandes problemas em minha busca: primiro que a maioria dos hoteis que oferecem esse tipo de piscina custam uma pequena fortuna (coisa de 1000 Euros por dia, no minimo, na alta temporada), e os poucos hoteis pagaveis com esse tipo de piscina nao aceitavam criancas, por questoes de seguranca (se pensarmos bem, boarda infinita numa cidade-penhasco como Santorini realmente nao eh seguro).

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Entao tive que aceitar que borda infinita em Santorini so mesmo numa futura viagem – sem a Isabella!

Pois bem, quando achei o hotel Aspa Villa quase nao acreditei!

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Bem na entradinha da vila de Oia, mas ainda na estrada principal (= sem escadrias!), construcao tradicional de Santorini com quartos estilo “caverna” (sao os hoteis mais charmosos!), piscina, e super varandona de frente pro mar e de quebra com a vista linda de Oia (ja que estavamos bem na ponta de entrada da cidade) com as casinhas brancas e uma igrejinha de telhado azul!

Para completar, os quartos ainda sao “estudios”, e portanto todos tem um mini cozinha (otimo com criancas!)!

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Reservei um dos estudios “caverna tradicional” e logo no dia seguinte a dona do hotel, a Nikoleta me mandou um e-mail avisando que como estariamos com uma crianca, ela tinha dado um upgrade na nossa reserva para um estudio um pouco maior!

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Para nossa surpresa, ficamos num estudio de 2 quartos (entao a Isabella teve um quartinho so pra ela), um banheiro reformado novissimo, uma cozinha (bem simples, mas deu pro gasto!), com aquela varandona  exatamente como sempre sonhei!!

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Um ponto negativo eh que o hotel nao tem cozinha, logo nao servem cafe da manha, nem refeicoes; mas em compensacao tinha um mini-mercado a cerca de 30 metros de distancia que vendia de tudo – alem de termos comprado nosso cafe da manha la (para comer na nossa varanda todas as manhas, claro), ainda compramos quantidades vergonhosas de azeitonas temperadas, vinhos produzidos na ilha, saladas gregas, e uma inifidade de delicias! E claro, como estavamos a 5 minutos do centro de Oia, o que nao faltaram foram otimos restaurantes bem pertinho.

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A piscina era pequena, que eh normal em Santorini, e apesar de nao ter a borda inifnita que sempre quis, supriu nossa necessidade, brincamos bastante com a Isabella, e nos refrescou nos momentos de desespero sob o sol Grego! (Ah, e tambem tem uma jacuzzi/hot tub no andar de cima, que acabamos nao usando).

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O hotel Aspa Villas nao esta entre os top hoteis de luxo da ilha, nao mesmo, mas foi essencial para que nossa experiencia em Santorini tivesse sido TAO boa! Pois foi exatamente como sempre sonhei que seria!

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E pra completar nosso caso de amor com o hotel, ainda descobrimos que o melhor por do sol da ilha, na verdade, estava a poucos degraus de nosso quarto, no patio do hotel (entre o Aspa Villas e o Nikko Villas), que alem de nao ter as massas de turistas se acotovelando, ainda tem a vista perfeita do sol se pondo no mar de um lado e o centinho de Oia do outro! Sensacional!

 

Categorias: Grecia, Santorini, Viagens
24
18
Jul
2014
Grecia: Santorini
Escrito por Adriana Miller

Vamos fazer um exercício. Feche os olhos e pense na palavra “Grécia”.

Qual a primeira cosia que vem na sua cabeça? Iogurte? Salada? Deuses? Ruínas e Templos?

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Pra mim sempre foram casinhas brancas e igrejas de telhado azul! Me lembro da primeiríssima vez que fui a Grécia, na ilha Korfu (ha 10 anos atrás!!! #TôVelha) e como a primeira vista me senti tão decepcionada… Cadê as casas branquinhas? Cadê as ruas de mármore branco?!

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Foi um certo “choque” descobrir que na verdade nem todas as ilhas na Grécia são assim. E ai eu entendi: esse paraíso que habita os estereótipos da Grécia mundo a fora tem um nome, e se chama Santorini!

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Olha, não me perguntem por que então nunca tinha ido a Santorini! Acho que um misto de distancia, dificuldade de voos, tempo, dinheiro e o imaginário de que seria um viagem cara demais de se fazer (o que não deixa de ser verdade, mas existem variações para todos os bolsos!). Então todos os anos quando começava a planejar minha listinha de desejos de viagem Santorini entrava e saia da lista mil vezes. Os voos não encaixavam com os feriados, os preços estavam altos demais, ou então preferíamos conhecer algum lugar novo. Seja lá o que foi, Santorini sempre acabou ficando pra depois!

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Mas esse ano decidi que essa seria minha meta!! Entre varias outras coisas e lugares, ao planejar viagens e ferias para esse ano, decidimos que queríamos revisitar alguns lugares, explorar melhor certas regiões de países que já conhecíamos e coisas do tipo, em vez de só pensar no “novo” e “inédito”. Além disso, agora com a Isabella maiorzinha, queríamos fazer algumas mini-ferias mais relaxantes, que fossem divertidas pra ela também (leia-se tempo bom pra ela andar livremente, piscina, parquinhos e afins).

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E finalmente chegou o dia! Marcamos um fim de semana prolongado, que serviu de pretexto para comemorar o aniversario do Aaron e dia dos pais na Europa e lá fomos nos, passar 3 dias (e 3 noites) em Santorini!

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Na verdade nosso planejamento foi bem simples: Iríamos para Oia – uma das “cidades” da ilha – e ponto final.

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Ok, ok, Santorini como um todo é linda, tem muita coisa para oferecer e tals, mas não estava interessada. A parte realmente bonita, as fotos de cartão postal, as ruas lindas e as igrejinhas de telhado azul estão todas lá. O resto é bônus.

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Existem varias outras cidadezinhas em Santorini, cada uma com seu perfil: Thira (Fira) a capital (e onde esta o aeroporto) tem um perfil mais “baderna” e mochileiro – as hospedagens são mais baratas, as ruas são lotadas de opcoes de fast food e os bares e night clubs disputam porta a porta. Mas por outro lado, é uma região bem central que faz com que explorar o resto da ilha seja bem fácil (ótima pedida pra quem realmente quiser conhecer Santorini como a palma da mão).

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Tem também Imeriglovi, o vilarejo entre Thira e Oia, um pouco mais secundário e tranquilo. Uma opção mais família, que oferece hospedagem mais em conta, mas ao mesmo tempo afastado da fama de festeira da capital.

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Tem também Perissa, ótima opção pra quem só pensa em praia (ja que no resto da Ilha, o acesso a praias é bem difícil).

Entre muitas outras…

E claro Oia.

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Sabe todas as fotos que você já viu de Santorini? Foram feitas em Oia. Sabe o por do sol tão famoso da Ilha? Pois, é, também em Oia. Ou seja, não importa onde vc vai se hospedar, mas seus passeios serão em Oia.

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Enfim. A verdade é que acho que deve ser difícil não amar a ilha, mas para ter aquela experiência dos sonhos mesmo – pra mim – só em Oia. (sou chata assim mesmo!)

E tem outra. Como seria uma viagem relativamente curta (apenas 3 dias – inteiros – por la), queríamos relaxar e estávamos com a Isabella a tira colo (com 17 meses na época), a ambição da viagem era simples: não fazer nada! Então para isso a localização era chave!

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Passeio nas viniculas? Não obrigada. Passeio de barco no por do sol. Não obrigada. Alugar carro pra pular de praia em praia (que na verdade nenhuma delas é bonita) ou ficar andando na garupa de mulas pra subir e descer do porto? Ah…. obrigada, mas não obrigada!

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Me perguntaram no Instagram se era tranquilo de viajar pra Santorni com crianças, já que muitas vezes o feedback é negativo (e a ilha tem mesmo essa imagem de ser mais “casal” mesmo). E minha resposta foi: depende.

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Mas depende de que? De você e suas expectativas. Seu estilo, o estilo (e idade) de seus filhos e afins.

Afinal, qualquer lugar do mundo pode ser “friendly” com crianças, se os pais assim o quiserem, certo?

Alguns pontos a levar em consideração:

- Jantar a luz de velas durante o por do sol: o costume e horário de jantar na Grécia é tarde, tipo as 9 da noite, e durante esse período do verão o sol só se põe lá pras 9:30/10 da noite – então já sabíamos muito bem que esse programa não seria possivel pra gente, pois a Isabella tem uma rotina mais regrada (e cedo) no dia a dia na Inglaterra e não queríamos bagunçar tudo so por causa de uma viagem de 3 dias. Então todas as noites jantamos mais cedo (para ela nos acompanhar sem estar cansada e irritada), e ainda voltávamos pro hotel a tempo de assistir o por do sol na nossa varandinha curtindo um bom vinho e azeitonas Gregas! E ao contrario do que imaginávamos, todos os restaurantes foram super simpáticos e receptivos com ela (e as varias outras famílias que vimos por la), e por jantar mais cedo, nao tivemos problemas com reservas, mesmo em plena alta temporada!

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- Hotel: Uma dos pontos principais do planejamento da viagem na minha opiniao (gostei TANTO do nosso hotel que vou fazer um post separado!). Infelizmente, muitos dos hoteis mais “trendy” e “boutique” de Oia nao aceitavam crianças (e alguns por uma questão de segurança mesmo, ja que a ilha eh muito rochosa e cheia de precipícios), mas ao mesmo tempo nao queriamos nos limitar a um hotel que se resumisse ao quarto. Entao catei, catei, catei ate achar um hotel bacana que ficasse a poucos passos (e degraus! Como tem degraus nesse lugar!) do centrinho de Oia (nada de ter que pegar carro, onibus ou taxi pra cima e pra baixo por la), e com uma varandona de frente pro mar e com a vista da cidade.

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Assim, todas as noites colocavamos a Isabella pra dormir (com a rotina certinha e horario regradinho dela), e imediatamente iamos pra nossa varanda assistir o por do sol, abrindo uma garrafa de vinho e com uns petiscos 100% Grego, enquanto namoravamos, batiamos altos papos filosoficos, e claro, muitas fotos da paisagem!

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- Passeios: Vejamos bem. Nao é que eu ache que eh impossível fazer passeios mais aventureiros em Santorini com crianças pequenas, não mesmo. Apenas não era o tipo de coisa que estava afim de fazer. O sol e calor de Junho na Grécia fariam com que passeios nas viniculas fossem torturantes pra ela, os passeios de barco seriam muito caóticos com um bebe que ja anda e as praias simplesmente não me pareceram bonitas, interessantes nem atrativas o suficiente pra me convencer que seria uma boa ideia ir ate la (com ou sem a Isabella). Então outro ponto essencial na escolha do hotel – piscina! Ponto que pra mim foi crucial junto com a localização; e foi ótimo poder dar uma passadinha na piscina do hotel no meio da tarde, quando o calor apertava, se refrescar, tirar uma soneca, e depois voltar pro fim de tarde/jantar na ruazinha principal).

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Ou seja, se você tem alguma coisa imprescindível, daquelas que “se não puder fazer isso prefiro não ir”, e essa tal coisa não seja muito amigável para famílias (como alguns dos exemplos acima), então não vá. (ou vá sem as crianças).

Então afinal, o que fizemos nesses dias por la? (outra pergunta que recebi no Instagram: O que tem pra fazer em Santorini?)

Bem, como comentei, nossa experiência foi limitada a Oia, e durante os 3 dias que ficamos por lá, tivemos muitas coisas pra ver e fazer!

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Pra começar que a cidade eh um desbunde de tao linda! Uma paisagem que você olha, olha e não cre que aquilo tudo realmente é de verdade! Nao precisa de filtro do Instagram e muito menos de photoshop!

A ruazinha principal corta todo centrinho da cidade e eh ponteada de bares, cafes, lojinhas, restaurantes e afins.

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A partir dessa ruazinha principal, existe mais um emaranhado de ruelas e vielas onde desbravamos as paisagens mais incríveis da ilha: as Igrejas escondidas, os portões das casas dos locais, as tabernas que se debruçavam no mar.

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Só pra dar uma ideia, apesar de ser uma cidadezinha mínima, levamos 2 dias pra conseguir chegar na ponta da cidade (onde fica o “castelo”, o famoso ponto para assistir o por do sol), pois nesse entra e sai de ruelas, para pra beber alguma coisa num cafe, entra na lojinha, tira foto aqui, tira foto acolá, etc, etc, passavamos hooooras do nosso dia, então mesmo depois de ter passeado e batido perna o dia todo pela cidade na sexta feira (quando chegamos na ilha), só no sábado é que fomos ate a ponta ver o moinho de vento e as ruinas do castelo.

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Mas isso também, claro, considerando que pressa não fez parte de nosso vocabulário: parávamos pra almoçar e nos deliciar (com a comida E a vista) por hoooooras sem pressa, quando o calor apertava no meio da tarde, voltamos pro hotel pra brincar na piscina com a Isabella, tiramos um gazilhao de fotografias e coisas do tipo.

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E nem da pra montar um “roteiro” ou lista de coisas que “tem que fazer”, porque Oia por si só, já é isso tudo. Mas os pontos – turisticamente – imperdíveis são as igrejas ortodoxas, as ruelas de escadas pintadas de branco, o castelo (ruínas apenas) que eh o point de assistir o por do sol e o moinho de vento (bem em frente ao castelo).

Algumas dicas:

O por do sol famoso, realmente eh o do “castelo”, na pontinha da ilha. Mas para conseguir uma boa vista (na verdade pra conseguir um lugar e se quer chegar ate la perto) eh preciso chegar SUPER cedo. E esperar. E esperar, e esperar. O Aaron foi ate la na primeira noite, pra “investigar” se era isso tudo mesmo e tirar umas fotos. E realmente as fotos ficaram incríveis – mas o feedback foi que a confusão, lotação e espera (pra guardar seu lugar) não valeram a pena. Então não voltamos mais.

Mas se você não estiver hospedado em Oia, ou for passar apenas 1 dia/noite na ilha e for sua unica chance de ver o por do sol, então não perca a oportunidade!

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Mas pra falar a verdade o por do sol que mais gostei mesmo – o mais fotogênico, mais bonito, tranquilo e afins – foi no pátio do nosso hotel (na verdade na ruelinha entre a Aspa Villas – nosso hotel – e o Nikko Villas, o hotel vizinho), onde conseguimos ver perfeitamente a “ponta” e a geografia da ilha, e de bônus, vemos o sol se por num lado da caldeira, e ao mesmo tempo o centrinho da cidade e a igreja ortodoxa de cupula azul bem ao lado. Não tem nem como descrever!

Entao se muvuca nao for sua praia, e voce quiser umas fotos mais originais do por do sol de Santorini, lá eh seu lugar!

 

Santorini na Pratica:

- A ilha tem duas formas de entrada: por barco ou avião.

Por via marítima (seja durante um cruzeiro ou de ferry vindo de Atenas ou das outras ilhas) eh como a maioria das pessoas chegam por lá, mas não é exatamente a forma mais rápida.

Existem varios tipos de ferry e catamaras ligando a ilha a outras ilhas ou Atenas, mas em sua maioria, apesar de mais baratas, demoram muitas horas, entao eh necessario dedicar um dia de viagem so pra isso. Ótimo pra quem vai passar bastante tempo na Grecia, mas não tão boa ideia assim pra quem tem pouco tempo (ou quer fazer várias ilhas/cidades na mesma viagem).

Porém Santorini tem um aeroporto internacional, nos arredores de Thira (Fira), a capital da ilha, com inúmeros voos ao longo do dia vindos de Atenas (cerca de 40 minutos de voo) e de outras ilhas (durante a alta temporada), e alguns voos diretos vindos das principais capitais Européias durante o verão (na ida fizemos Londres – Atenas – Santorini num voo Aegean Airlines, e na volta pegamos um voo direto Santorini – Londres com a British Airways).

 

Categorias: Grecia, Santorini, Viagens
36
14
Jul
2014
Atenas: roteiro de 1 (ou 2) dias
Escrito por Adriana Miller

Esse ano esta sendo o ano das re-visitas a lugares queridos, e logo depois de ter voltado a Budapeste, na Hungria, surgiu uma oportunidade de voltar a Grecia, e re-visitar Atenas a trabalho.

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A viagem foi super corrida e de ultima hora, então não deu muito tempo de fazer planos nem esticadinhas, mas ainda assim consegui aproveitar um pouquinho da cidade e rever algumas áreas favoritas.

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Mas posso ser sincera? Atenas não esta entre minhas favoritas não. A cidade é suja, caindo aos pedaços, perigosa e com a crise atual (e 6 anos depois de minha ultima viagem pra lá) as coisas estão ainda piores.

Mas olha, pode me convidar pra ir a Atenas a qualquer momento, e NUNCA vou recusar – mesmo com todos os seus defeitos, é o tipo de lugar pra voltar e re-voltar pra sempre! O que é meio paradoxo, né? Já que as coisas interessantes da cidade não mudam a uns 3 mil anos… mas o que Atenas tem de caótico, também tem de incrível e insubstituivel, e impossível não embarcar numa viagem auto-filosofica, questionando seu lugar no mundo, perante TANTA historia, cultura e herança pra humanidade!

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Então, enquanto estava por lá, e dei uma escapadinha no fim do dia pra turistar, rolou um certo debate no Instagram, muita gente dizendo que não tinha vontade de ir, outros que não tinham vontade de voltar, e mais uns tantos mortos de amor.

E me fez constatar outra coisa: na maioria das vezes, Atenas é uma cidade de passagem! Seja a caminho de uma de suas muitas ilhas, ou na parada de um navio, e a maioria das pessoas que passa por lá, realmente não dedica mais que 1 ou 2 dias a cidade.

Mas seus problemas acabaram! Por que com 1 ou 2 dias já da pra explorar bem a cidade, e ver tudo que ha de interessante!

E foi justamente isso que eu fiz – e como já conhecia a cidade, já sabia onde ir, e o que queria ver, e principalmente, ja sabia que tudo de interessante fica ali pertinho, um monumento ao lado do outro, e da pra fazer tudo a pé, sem o menor problema!

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As fotos as vezes enganam, mas a região histórica de Atenas eh super “concentrada” – o Pártenon, no alto da Acrópoles, fica numa colina que domina a paisagem da cidade, e todo o resto fica a sua volta: a Agora Antiga, o Templo de Zeus, A Porta de Adriano, e o novo museu da Acrópoles, etc.

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Então, para facilitar a organização do dia, vá para a Acrópole e suba ate o Partenon logo no começo do dia.

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Se você for durante os meses quente de primavera e verão, isso é ainda mais importante, pois o clima lá em cima é cruel! Pra começar que a subida eh super íngreme, com pouquíssimas arvores, e lá em cima eh um descampado!

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Quando faz sol e calor, o clima eh impiedoso, mas em compensação, se estiver frio/vento/chuva, a situação fica ainda mais complicada!

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Mas como a Acrópole é a atração principal da cidade, comece por lá, e todo o resto fica mais fácil.

A Acropoles de Atenas é uma citadela, habitada desde o seculo 6 a.c., e devido a sua localizacao geografica, sendo a colina central da cidade de Atenas (com boa visao de toda cidade e outras colinas, assim como o mar) foi eleita para a construcao do Partenon.

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A entrada eh atravez de outro templo, o Propylaea, que era o portao de entrada principal da Acropoles.

Infelizmente, o partenon foi parcialmente destruida pela guerra contra Veneza no seculo 17, quando serviu como armazem de polvora e armas, sendo vitima de varias explosoes que foram aos poucos destruindo a construcao.

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O pouco que sobrou, acabou sendo “resgatado” por exploradores de varias outras nacionalidades (Os “Marmores Elgin” em exposicao no British Museum em Londres, sao a colecao mais completa e mais polemica entre as pecas salvas do Partenon).

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Outro templo impressionante no alto da Acropolis eh o Erechtheion, dedicado a deusa Atenas e ao Deus Poseidon, com suas calunas-estatuas impressionantes (e em otimo estado, consederando todas as guerras que ja passaram, e seus 3 mil anos de existencia!).

Alem disso, tanto a subida, quanto a descida da Acropoles eh um museu a ceu aberto por si so, com mais uma incontavel colecao de ruinas de outros templos, teatros e vestigios da cidade que um dia existiu por la.

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Um dos mais impressionantes eh o Teatro de Dionisius, que alem de enorme, ainda esta super bem conservado, e ocupa uma posicao privilegiada na colina da Acropoles – deve ter sido o maximo poder assistir um Drama Grego sentado em suas escadas/arquibancadas, com a vista do vale de Atenas de um lado e o mar Mediterraneo de outro!

Alem da colina da Acropoles, tem tambem a regiao do parque em volta, conhecida como Promenade e considerado o maior museu ao ceu aberto do mundo – sao quase 3 quilometros de trilhas entre ruinas, templos e Igrejas Ortodoxas centenarias, que ocupam mais umas boas horas do dia – sem falar, claro, nos muitos cafes, restaurantes e lojinhas espalhados pelo parque.

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A gama de opcoes historicas eh enorme, se espalhando por milhares de anos, e ate fiz a piadinha no Instagram, que Atenas eh o tipo de lugar que voce pode se dar ao luxo de esnobar uma construcao ortodoxa, por ter apenas uns mil anos de historia…

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Entao aproveite pra fazer uma pausa – escolha um cafe Grego (se estiver calor, va de Frapuccino! A primeira vez que tomei na vida foi em Atenas anos atras, e fique viciada ate hoje!), uma rosquinha ou entao um Iogurte grego (aliais, vi varias “Iogurterias” por ali dessa vez! A base eh o iogurte Grego natural, e ai voce escolhe suas coberturas e acompanhamentos, tipo um sundae-bar! Delicia!), e reponha as energias (depois da descida e subida da Acropolis voce vai precisar!

Para fechar o circuito da Acropoles, va ate a Agora Antiga, passando pelas ruinas que a cercam (o equivalente Grego, do Forum Romano de Roma).

A Agora esta numa localizacao menos impactante que a Acropoles, entao acaba sendo deixada meio de lado, mas em compensacao eh o templo Grego mais bem conservado do mundo! Praticamente intacto apesar de sua historia milenar!

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Para fechar o circuito de templos Gregos, do outro lado da Avenida Andrea Siggrou fica o Templo do Zeus Olimpico e o Arco de Adriano. O templo, foi construido com a intencao de ser o maior do mundo, com colunas colossais e proporcoes dignas dos Deuses, mas so foi completado durante a ocupacao Romana, a comando do Imperador Adriano (que tambem tinha mania de grandeza pelos vistos!).

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Ah! E vale ressaltar que a rua que separa as duas areas de templos, a rua Dyonisiou Areopagitou eh uma outra otima opcao de pit stop por ali, com varias bares e restaurantes com opcoes rapidas e baratinhas de comida, bebidas, e lanchinhos (leia-se Iogurte Grego e rosquinhas) e muitos souvenirs (eh ali tambem que fica a saida da estacao “Acropolis” do metro de Atenas, entao eh facil de achar).

E ao seguir essa rua, paralela a colina da Acropoles, voce se deparar com o novo Museu da Acropolis!

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Eu sei que o museu nao eh novo, e ja esta aberto ha alguns anos, mas quando fui a Atenas da primeira vez, a estrutura ainda estava no comecinho das construcoes, e com muita expectativa ao seu redor, entao estava muito curiosa para ver como ficou por dentro!

Voce pode entao passar o resto da tarde toda no Museu, ou como no meu caso, deixar pra dar uma passadinha no dia seguinte, caso ainda tenha mais tempo.

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A arquitetura do museu eh incrivel, e faz um constraste antigo/moderno bem legal com tudo a sua volta.

E claro, sua estrutura de vidro e janeloes enormes, nao escondem a realidade de que na verdade a maior reliquia historica da Grecia nao esta no museu, e sim no alto da Acropoles, que nao por acaso, eh sua vizinha de frente!

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Mas ainda assim o museu eh bem interessante, dando uma baita aula sobre a historia e Mitologia Grega, ensinando os detalhes sobre os diferentes periodos, os diferentes Deuses, a importancia religiosa e comercial das diferentes Ilhas, e como essa evolucao foi moldando a cultura Helenica.

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E no terceiro andar, conforme prometido muitos anos atras esta a “vitrine” da Acropoles, uma caixa de vidro no topo do museu, com a vista do Partenon, com replicas de suas esculturas e o significado da construcao – e pasmem, nenhuma mencao ao Museu Britanico… apenas a mensagem de que os “marmores originais do partenon estao temporariamente sob tutela de outro governo”. Bem diplomatico.

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Para fechar o dia, nada mais merecido do que um tipico jantar Grego e de preferencia com a vista da Acropole! Afinal, tudo em Atenas gira a sua volta!

Eu jantei no otimo Dyonisius, que tambem fica ali na vizinhanca do Museu da Acropoles (vou fazer um post detalhado! Foi dica de varias leitoras e do concierge do hotel! Certeirissima!).

Pra quem ainda tiver mais tempo por Atenas (ou energia sobrando no fim do dia), pode tambem dar uma passadinha na Praca Syntagma, que marca o centro da cidade, e onde fica o Palacio Presidencial.

Ultimamente a praca so tem aparecido na midia acompanhanda de manifestacoes e brigas sangrentas por causa da crise, mas eh uma area bem legal, e os guardinhas (e a troca da Guarda) sao bem unicos, com seus sapatos de pom-pom e marcha esquisita milimetricamente alinhada!

Outras duas dicas finais, que nao fiz dessa vez, mas fui em minha primeira viagem a Atenas eh o restaurante/bar do hotel Hilton, que tambem tem uma vista linda da Acropoles, e um climinha bem badalado.

E se voce tiver ido ate a Praca Syntagma no fim do dia, aproveite o happy hour que sempre bomba no bar da cobertura do hotel Bretagne (e adivinhe? Tambem com a vista da Acropoles!).

 

Atenas na Pratica:

- Metro e Taxis

O sistema de metro de Atenas eh bem simplezinho se comparado com outras capitais Europeias, mas ainda assim eh uma das melhores opcoes pra quem vai turistar na cidade.

As estacoes passam pelos principais pontos turisticos, as passagens sao baratas (coisa de 1 Euro) os trens limpos, as estacoes de facil navegacao e afins.

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Alem disso, como muita gente se preocupa com a lingua na Grecia, pelo menos de metro eh uma garantia de que vc nao vai ser enrolado pelo taxista, nem vai se perder tentando pegar um onibus. Todas as estacoes tem traducoes de Grego para Ingles (que na verdade apenas significa que sao traduzidas do alfabeto Grego para uma lingua que ocnseguimos ler e entender), os anuncios e avisos sao feitos em Ingles e tal.

Nao tem erro, mesmo!

Mas isso nao quer dizer que egar taxi em Atenas eh furada, muito pelo contrario.

Justamente por nao ter uma malha de cobertura gigante, o sistema de metro pode deixar a desejar, e nesse caso os taxis sao a melhor opcao.

A realidade eh que hoje em dia a Grecia vive praticamente so de turismo (quase todas as outras industrias e linhas de negocio falidos) e portanto, quem trabalha nesse meio esta sempre bem preparado. TODOS, digo, todos os taxistas que peguei por la falavam Ingles perfeito, e a comunicacao nao chegou a ser um problema.

Mas temos que ficar de olho, porque volta e meia rolam uns “golpes”, nos arredores dos pontos turisticos em sempre os taxistas querem usar taximetro etc. Resultado, nenhuma das corridas que fiz por la custaram a mesma coisa, mesmo quando envolviam o mesmo trajeto.

Nada que seja o fim do mundo, e nao cheguei a me sentir insegura, mas uma situacao frustrante no minimo! (nada como se sentir injusticada no papel de “gringa” no pais dos outros pra nos lembrar o quanto eh importante tratar bem os visitantes de nosso pais e cidade!). Por exemplo, no dia que fui a Acropole, a corrida na ida custy 5€, ja na volta o preco foi “fixo” de 8€.

 

- Seguranca

Isso foi uma coisa que me impressionou bastante quando fui a Atenas pela primeira vez em 2007.

Eu ja estava morando na Europa ha uns anos, e apesar de existir inseguranca e violencia em outras cidades (afinal, fui furtada em Madrid, ja assisti incontaveis golpes em Paris, etc), tinha me desacostumado totalmente com a sensacao de nao poder andar de carro com as janelas abertas, tem que ficar vigilante com a bolsa, nao andar na rua a noite, e ver tantos pedintes e moradores de rua.

Infelizmente, quase 7 anos depois e uma crise ainda pior destruindo a economia do pais, a situacao nao melhorou em nada. O escritorio da filial Grega da empresa onde trabalho por exemplo, tem porta blindada e seguranca armado na porta, o hotel 5 estrelas onde estava hospedada nao me aconselhou a sair sozinha a noite; e na saida da reuniao, a colega de RH me deu o aviso “segura bem a bolsa”.

Nao sei se a cidade eh realmente “perigosa”, principalmente para padroes de quem mora nas grandes cidades Brasileiras (que triste ter que escrever isso sobre meu proprio pais!), mas a situacao da cidade destoa em comparacao a outras capitais Europeias. Entao eh sempre bom ficar alerta durante a passagem pela cidade, e nao deixar que a situacao criada pela crise atual (que esperamos que seja passageira!) atrapalhe as ferias de ninguem!

Categorias: Atenas, Grecia, Viagens
10
08
Jul
2014
Roteiro de viagem Toquio (4 ou 5 dias)
Escrito por Adriana Miller

Montar um roteiro de viagem pra Tóquio não foi exatamente fácil – afinal a cidade não tem ícones nem nenhum “tem que visitar” que geralmente são os pontos turísticos que guiam um planejamento de roteiro/visita.

Mas ao mesmo tempo eh uma cidade incrivelmente única, e cada região/bairro tem sua característica e personalidade, então Tóquio eh um daqueles lugares que em vez de visitar pontos A,B,C num roteiro qualquer, o legal eh justamente ir gastando suas horas passeando pelos bairros, descobrindo as ruas, entrando e saindo de lojas, restaurantes, parques e templos…

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E foi exatamente isso que fizemos!

Infelizmente nos so tivemos 5 dias por la, que foram super corridos, mas ao mesmo tempo conseguimos fazer tudo que queriamos pela cidade. Mas sei muito bem que poderia passar meses e ate anos em Toquio e ainda assim nao conheceria tudo que a cidade (e arredores) tem a oferecer! (porque sempre tem aquela turma do “Ah, nao fez isso?! Mas eh imperdivel!”…).

Nao seguimos nenhuma ordem especifica, e fomos decidindo que area da cidade explorar a cada dia, dependendo do horario que acordamos, disposicao, linhas de metro (porque eh confuso mesmo e demanda tempo, entao tinhamos que simplificar os roteiros e areas da cidade a serem exploradas a cada dia pra nao perder muito tempo com locomocao dentro da cidade) etc.

E ainda gastamos um dia praticamente inteiro para ir a Hakone ver o Monte Fuji (que da pra perceber pelo meu post que eu nao recomendo mesmo, a nao ser que voce ja conheca bem Toquio e esteja catando coisas diferentes pra se fazer por la).

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Mas acabamos dividindo nossos dias assim:

1) Ebisu (nos arredores do nosso hotel) e Harajuku

2) Palacio Imperial, Parque Ueno e Ginza

3) Shibuya, Templo Asakusa e Akihabara

4) Hakone e Shinjuku (a noite)

5) Rapoongi e Ginza novamente

Nosso primeiro dia foi “café com leite”, pois não queríamos fazer nada muito corrido com a Isabella por causa do fuso horário e cansaço do voo.

E no ultimo dia, pegamos o trem bala de Tóquio para Kyoto as 5 da tarde, então não tivemos o dia todo a nossa disposição, mas ainda conseguimos aproveitar bem o dia ate umas 3 da tarde.

Tokyo realmente tem muita coisa pra fazer, e sai de la com a sensacao que poderia ter fico mais uns 5 dias e nao teria visto e feito tudo que queria fazer – nossos dias foram corridos (na medida do possivel, com uma bebe de 15 meses!) e sem muito lenga-lenga. Entao quanto mais tempo disponivel na cidade, melhor!

E as cenas dos próximos capítulos são… Kyoto!

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
5
06
Jul
2014
Bate e volta a partir de Tóquio: Hakone e o Monte Fuji
Escrito por Adriana Miller

Eu fiquei na duvida se fazia ou nao um post sobre esse bate-volta que fizemos a partir de Toquio para ver o Monte Fuji… Pelo simples motivo de que eu nao gostei da experiencia.

Mas por outro lado, nao queria sair falando que foi pessimo, “nao facam” etc, pois cada um tem suas preferencias, suas vontades, e sei de gente que foi e gostou.

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O engracado eh que quando planejei nosso roteiro, nao tinha incluido nenhuma viagem bate e volta a partir de Toquio, e ja tinha lido e ouvido tanta gente que foi ate la (e outras areas por ali que visualizam a montanha) e simplesmente nao consegui ver nem a sombra do monte Fuji. Enfim, como tinhamos pouco tempo, achei que seria um desperdicio de nosso tempo no Japao, e nem inclui na lista.

Mas para o Aaron isso foi muito diferente, e ele quis porque quis ver e fotografar o Monte Fuji, mesmo sabendo que era arriscado, e que provavelmente nao veriamos nada.

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Mas como pegamos uma semana de clima otimo no Japao, com dias ensolarados, ceu limpo e sem nuvens, decidimos ir e pagar pra ver.

O engracado eh que quando estavamos la, eu postei algums fotos no Instagram dizendo o quanto nao tinha gostado da experiencia, e alguns comentarios foram “Ah, porque voces deram azar e nao viram o Fuji! Eu vi e adorei”.

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Mas muito pelo contrario, nos vimos o Monte Fuji muito bem, nem nenhuma nuvenzinha bloqueando nossa vista, bem ao lado dquele laguinho lindo!

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As fotos nao ficaram tao boas, pois a distancia dos “pontos de visualizacao” e a montanha, somado ao contraste de cores (o ceu azul palido de meio dia, contra a montanha branquissima de neve) e uma certa nevoa de humidade no ar, deixou as imagens meio “foggy”, mas ao vivo, a coisa realmente foi linda.

Mas entao porque eu nao gostei da experiencia?

Simples.

A mao de obra (e custo, pra quem nao tem o JR Pass) nao compensa o tempo que voce vai ficar por la, as 5 fotos que vai tirar antes de ter que correr de volta pra Toquio.

Maaaaaas, se voce tiver todo tempo de mundo, e puder ficar uns dois dias por Hakone, se hospedar nos hoteizinhos Riokan fofos que eles tem por la, ir nas termas naturais, no parque de sei la o que etc, etc…. ai talvez ja valha mais a pena.

Entao nossa saga foi assim:

Saimos de Toquio e pegamos o trem da “Rota Romantica” ate Hakone, que supostamente eh uma viagem super legal. Mas nao eh. Eh um trem como outro qualquer (nem sequer eh um trem bala dos mais modernos).

A viagem demora mais de 1 hora (quase 1 hora e meia), cruzando cidades e parques industriais – nao que seja feio, mas tambem nao eh aquele tipo de viagem “fofa” cruzando cidadezinhas pacatas nem nada.

Mas o pior foi quando finalmente chegamos em Hakone e descobrimos que na verdade ainda tinhamos que pegar um outro onibus (urbano “normal”, minimo, lotado, desconfortavel) por mais 45 minutos – numa estradinha de zilhoes de curvas – ate chegar na beira do laguinho de onde se ve o Monte Fuji.

Ok, ne? Anda ate o ponto, espera o onibus, se espreme com todo mundo (por sorte, como estavamos com a Isabella, tivemos preferencia pra embarcar e lugar pra sentar!). E uma hora depois chegamos no lago (lindo!) e vimos o Monte Fuji (tambem lindo!).

A areas de visualizacao se limita ao ponto final do onibus, um supermercado “7-11″, e a doca onde o barquinho que faz a tour pelo lago para pra pegar mais turistas.

Andamos pra cima e pra baixo, tiramos muitas fotos, tentamos ver se tinha mais alguma coisa pra ver do outro lado do parquinho…. mas nao.

Entao ta, ne? Vamos voltar pro ponto de onibus, esperar o proximo que volte pra estacao, mata 45 minutos entre curvas e buzinadas, espera o trem pra voltar pra Toquio, e pronto.

Quase 5 horas desperdicadas do nosso dia, para ter passado menos de 1 hora cara a cara com o Monte Fuji.

E olha que nos ainda demos MUITA sorte de ter conseguido ver o Fuji-Sam em todo seu esplendor…. mas e quem arrisca e chega la e da de cara com uma monte de nuvens?!

Por isso achei esse passeio a maior roubada EEEEEVAH, e quer saber? Nao recomendo!

 

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Categorias: Japão, Toquio, Viagens
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