KIlimanjaro – Rotas e Trilhas
Uma das coisas mais importantes durante a pesquisa sobre o Kilimanjaro é conhecer as diferentes trilhas que existem pra chager lá em cima. Algumas são consideradas bem faceis, com acomodação fixa (tipo umas cabaninhas comunitarias), bares e maquinas de coca-cola, enquanto outras são bem mais longas, ou mais ingremes, mais lotadas de turistas ou mais isoladas…
No total são seis rotas pre estabelecidas, e por ser um parque nacional e protegido, visitantes não podem subir a esmo e fazer qualquer caminho que queiram (até porque pode vir a ser muito perigoso), e as trilhas são: Marangu, Mechame, Lemosho, Shira, Rongai e Umbwe – e tem tambem a Mweka, que é usada apenas para descidas.
As trilhas Marangu, Mechame e Umbwe sobre o Kilimajaro pelo sul, e são as rotas mais comuns e com mais infraestrutura turistica. As trilhas Shira e Lemosho sobrem o Kili pelo Oeste e são mais curtas, pois começam numa elevação maior, e a Rongai é a unica trilha que sobre pelo lado norte e é tambem a mais vazia e seca (a unica que pode/deve ser escalada nos periodos de chuva).
- Trilha Marangu: A trilha “Coca-Cola”:
A rota Marangu é conhecida como a “trilha Coca-Cola” por ser a mais bem estabelecida e com mais infraestrutura turistica (inclusive com maquinas que vendem coca-cola!) – é tambem a trilha mais antiga e por isso oferece trilhas bem demarcadas e acomodação fixa, em cabanas (huts) e dormitorios.
A grande maioria das agencias “cool” (ou seja, menos turistas e mais “aventureiras” ou profissionais) não recomendam essa rota, justamente por ser turistica demais, geralmente lotadas e por oferecerem poucas “vistas” da area, já que a trilha sobre e desce pelo memso caminho.
- Trilha Mechame: a Trilha “Whiskey”:
A rota de subida Mechame tem se popularizado cada vez mais nos ultimos anos, e por isso ganhou o apelido de “Whiskey” – é popular, mas não é qualquer um que aguenta.
Essa trilha é considerada mais dificil que a Marangu, apelsar de ter uma estrutura parecida, mas os dias são mais longos (=mais horas de caminhada por dia) e a trilha é mais ingreme. Por isso tambem os programas de subida são mais longos, e o recomendado é no minimo 6 dias, sendo que 7 seriam o ideal, pois a aclimatização nessa rota não é das melhores.
As avaliações da “vista” durante essa trilha são otimas, mas por ser tão lotada, acabou perdendo parte de sua beleza natural e “selvagem”.
- Trilha Lemosho:
A trilha Lemosho é uma das mais recomendadas, apesar de ser bem longa. Por subir o Kilimajaro pelo lado Oeste, ela ainda é relativamente vazia e oferece vistas priviegiadas.
O period0 recomendado para subida é de 8 dias, no minimo, pra agarantir uma boa climatização, e também porque essa trilha é mais longa que as outras.
- Trilha Shira:
A trilha Shira também sobe pelo lado Oeste, e apesar de ser uma das rotas originais do Kili, é uma das menos recomendadas.
Pra começar que essa trilha é mais curta que as outras, pois só começa numa altitude bem elevada (3.600 metros de altitude), oque significa que de cara a maioria das pessoas não conseguem passar mais que um dia por lá, pois os efeitos da altitude são imediatos desde o primeiro dia (em todas as outras trilhas se leva pelos menos uns 3 dias até chegar nessa altitude, oque dá bastante tempo pro organismo ir se acostumando aos poucos com a falta de O2).
Depois disso, a rota Shira se junta na mesma trilha que a Lemosho, mas muitas agencias classificam essa trilha como a rota dos “preguiçosos”, pois metade do caminho foi feita de jipe.
Essa rota tambem é usada por agencias que querem oferecer uma “amostra” do Kilimajaro pra turistas que estão viajando pela reginao (fazendo Safari, por exemplo) e querem experimentar um pouco da experiencia Kili – então é só dirigir até o Portao Shira e babar com as vistas!
- Trilha Rongai:
A trilha Rongai é a unica que sobre a montanha pelo lado Norte da montanha, perto da fronteira com o Kenia.
Essa trilha é a mais remota e “selvagem” de todas, e a unica que passa pelo maior numero de “ambientes” diferentes ao longo da subida. Apesar da subida não ser tao bonita e diversificada quanto o lado Oeste da montanha, por ser tão mais vazia que as outras promete uma experiencia mais “autentica”.
Essa também é a trilha mais recomendada pra quem quer escalar o Kili durante as epoca de chuva, pois é a rota mais “seca” e que recebe menos chuva ao longo do ano.
O lado negativo da nossa agencia é que eles não oferecem uma grande variedade de pacotes com as diferentes trilhas. Pra quem tem uma prefrencia bem especifica por uma determinada rota deve procurar agencias mais especializadas no KIlimanjaro.
No nosso caso, na verdade não tinhamos nenhuma preferncia especifica, e por causa do pacote e datas oferecidas para o passeio Kilimajaro + Safari acabamos fechando a viagem que sobe a montanha pela rota Rongai, apesar de que durante nossas pesquisas eu estava mais inclinada pelas descrições da rota Lemosho.
Mas na verdade isso não faz muita diferença, e oque importa mesmo é o tempo que se passa na subida, pois o corpo precisa de um bom periodo de aclimatação, e ir aos pouco, se acostumando com a falta de oxigenio no ar.
A filosofia dessa escalada/trilha, seja qual for sua rota escolhida, e subir pouco a pouco por dia, sem grandes esforços, e evitar areas muito ingremes (que cansam mais), e o programa do dia, todos os dias é “climb high, sleep low”, ou seja, escale alto, mas durma baixo, entao todos os dias vamos subir, subir, subir, passar o dia numa altitude alta, e depois descer mais algumas centenas de metros e dormi num acampamento que fica num lugar mais baixo – e é essa oscilaçnao na quantidade de oxigenio no ar que ajuda o corpo a se adaptar.
P.S. Esse post foi agendado, pois nesse momento já estou lá em cima!
Jimbo! Chegamos na Tanzania!
Finalmente chegamos na Tanzania, mas soh comecamos a subir o Kilimajaro amanha de manha bem cedo.
O voo foi bem ruim, apesar de que o avisao da Kenya Airways foi bem razoavel… mas acabei ficando acordada a noite toda, minha TV nao funcionava, um bebezinho nao parava de berrar (soh os Ingleses mesmo pra trazer bebe de colo num safari!).
Nossas apostas sobre o grupo da nossa escalada nao poderia ser mais errado! Nao adivinhamos ninguem! Mas estamos com um grupo de 9 pessoas (nos e mais 7) que sao muito gente boa, e sei que isso vai fazer a maior diferenca na viagem.
Quando finalmente chegamos no Hotel (que superou todas as minhas expectativas! O hotel eh otimo!), depois de fazer conexao em Nairobi e mais 3 horas de jeep em estrada de barro, sentar na beira da piscina e beber uma coca cola gelada foi um presente dos deuses!
Entao hoje o dia foi bem relax, tivemos o primeiro briefing da viagem, onde o guia veio nos conhecer e explicar tudo passo a passo, oque esperar, oque vai acontecer, oque fazer, e as regras gerais da viagem. Foi super interessante!
E passamos o resto do dia passeando pelo jardim do hotel, dormindo a tarde toda, e comendo super bem.
O unico probleminha eh que esta bem mais frio que eu imaginava! Nao que esteja um gelo, mas eu achei que esses primeiros dias, ainda na “base” da montanha estariam bem quentes, num esquema bem tropical… mas muito pelo contrario! Tah um ventinho frio, e estou dando gracas a deus por todas as camadas extras de roupa e todo dinheiro que gastei comprando equipamento de qualidade!
Amanha as 6 da manha comecamos nossa subida! Temos mais 2 horas de carro ateh a entrada do parque florestal, fazer nosso registro com a policia local, e pronto!
Uhuru peak, aqui vamos nos!
Mama Africa!
Falta pouco mais de 1 hora pro nosso voo para Tanzania – via Kenia – decolar de Londres e já estamos a postos no portão de embarque!
Na verdade já estamos prontos desde ontem! Eu jurava que nosso voo saia sábado a noite, e já estávamos com tudo prontíssimo e malas prontas, e só quando fomos verificar o terminal na hora de reservar um taxi eh que nos demos conta – ops! Estamos 24 horas adiantados!!
Isso me deixou TAO nervosa! Demos sorte que erramos pra mais, mas já pensou se erro significasse que perdemos o voo?!?
Mas tudo bem, estamo embarcando e tudo deu certo!
Na fila do embarque tem uma mistureba de pessoas bem interessante, mas muito mais gente com pinta de ferias de luxo doque o pessoal com perfil mais aventureiro. E nosso passatempo na fila eh tentar adivinhar quem serão nossos companheiros de escalada: o casal super sarado, ou o casal cinqüentão?! Ou o carinha com-ple-ta-men-te fantasiado de Indiana Jones!?!
Só saberemos depois da cenexao em Nairobi e finalmente juntarmos todo o grupo no aeroporto do Kilimanjaro.
Tecnologia – e acesso a civilização – permitindo, darei notícias via blog e provavelmente pelo twitter (http://twitter.com/drimiller).
E o emprego novo, como vai?
Vai bem obrigada!
Essa eh a pergunta que mais tenho ouvido nas ultimas 4 semanas… da familia no Brasil, dos amigos, do marido, no blog, no Facebook…
Comecar um emprego novo sempre eh difcil, eh muita coisa pra aprender ao mesmo tempo, pessoas pra conhecer, nomes pra aprender. Os novos processos, so novos sistemas. Algumas coisas sao bem mais faceis, outras sao incrivelmente mais dificieis, e sempre demora um tempinho para que tudo comece a fazer sentido e que me sinta de fato “trabalhando”.
Eu jah troquei de emprego varias outras vezes antes, e sinceramente nao acho o menor bicho de sete cabecas, mas dessa vez foi espcialmente dificil, pois eu gostava DEMAIS da empresa que estava antes. A empresa era otima, o emprego era bom e o time que trabalhava comigo simplesmente maravilhoso. Nos 3 anos que fiquei na MoneyGram fiz otimos amigos! No primeiro dia de trabalho novo ate fiz o caminho errado do metro, e sai de casa na direcao contraria, indo pro emprego “velho”, e quando me dei conta e dei meia volta, me deu aquele aperto no peito da ficha caindo, e a realizacao de que nao ia tomar cafe da manha com minhas amigas naquela segunda feira…
Mas a vida eh assim, e dar uma chacoalhada de vez em quando eh otimo, e agora, 4 semanas depois, me pergunto porque nao fiz isso antes!
O cargo novo eh bem mais “gente grande”, com muito mais responsabilidade, e com um alcance internacional bem maior, gerenciando paises que tive muito pouco contato (profissional) antes (como Japao, Arabia Saudita e Turquia, entre outros), oque faz com que tudo seja infinitamente mais interessante (adoro trabalhar em ambientes Internacionais!) mas tambem com muita mais coisa nova pra aprender.
E dessa vez tambem tenho um time bem maior pra gerenciar, com 5 pessoas espalhadas em 2 paises e mais 5 pessoas com reporte indireto, espalhadas por outros 5 paises! Oque significa que meu tempo “util” de trabalhao esta bem reduzido, pois passo meus dias contantemente em reunioes e conference calls.
Mas na verdade nao poderia estar mais satisfeita! Por um lado relutei um pouco antes de decidir se essa vaga seria ideal pra mim ou nao, pois estou votlando um pouco a minhas origens de Financas, mas por outro lado me permitiu ser mais valorizada e mais experiente, ao valorizar uma experiencia que pouca gente no meu meio (RH) tem, oque me permitiu um grande salto na carreira.
E pra falar a verdade to amando ser chefona! Eh tao mais facil e natural pra mim conseguir me concentrar na “big picture” e na coordenacao do trabalho doque de fato ser a pessoa que poe a mao na massa. Eu sei que eh muito mais trabalho, mais decisoes e mais responsabilidade ainda vem por ai, mas eu sinceramente esperava que essas primeiras semans de adaptacao fossem ser muito mais dificies doque estao sendo. O dia a dia, o trabalho e a tomada de decisoes esta sendo muito mais natural pra mim doque jamais imaginei.
Na verdade a principal diferenca tem sido na minha rotina, porque outra coisa que me fazia gostar demais de meu emprego antigo eh que o escritorio era muito pertinho de casa, e ia e voltava andando todo dia! Era uma moleza… as vezes ia almocar em casa, se esquecesse alguma cosia, era soh dar uma pasadinha em casa no meio da tarde… Saia do escritorio as 5:30 e as 5:40 jah estava no sefa com os peh em cima da mesa!

O trem vazio na volta pra casa
Agora tudo mudou, e tenho uma jornada de 30 min de trem. Na verdade essa jornada eh infinitamente melhor doque se tivesse que pegar o metro todos os dias, pois a linha que pego eh suer alto nivel, e como vou na direcao contraria do rush, esta sempre super vazio, quando ta calor tem ar condicionado, quanto tah frio tem aquecimento… entao todas as manhas tenho meia horinha pra ler meus e-mails, ler o jornal, um livro ou dormir mais um pouco…
Mas, em comparacao com a moleza de antes, ainda estou passando por um periodo de adaptacao!
E por fim, outra pergunta que tem aprecido bem frenquentemente: Mas mal comecou e jah vai sair de ferias?!
Minha gente, cada pais tem leis trabalhistas diferentes – no Brasil todo mundo tem que esperar as ferias “vencerem” depois de 1 ano de trabalho, aqui na Inglaterra nao.
Na Inglaterra cada funcionario acumula cerca de 2 dias e meio de ferias por mes trabalhado (somando um minimo de 25 dias uteis por ano), que pode ser tirado quando o funcionario bem quiser e entender.
Em nenhuma das empresas que jah trabalhei por aqui, ou as empresas que meus amigos trabalham, nunca vi nenhuma das situacoes tao comuns no Brasil e nos EUA onde o chefe “nao deixou sair de ferias” ou as ferias nao foram aprovadas, ou pessoas que simplesmente passam anos sem sair de ferias e ainda se orgulham disso.
Por sorte, os Europeus valorizam DEMAIS suas ferias, seu verao e suas viagens, pra jamais permitir que isso virasse norma. Entao em termos de ferias, cada um faz oque quer (salvo as devidas excessoes, claro).
No meu caso, apesar de ter comecado na empresa em Agosto, eu teria direito a cerca de 11 dias de ferias a serem usadas ateh Dezembro, entao ainda na primeira entrevista que fiz avisei que jah tinha ferias marcadas para Setembro e Outubro, e essa negociacao jah fez parte da minha oferta. Se meu chefe ou a empresa tivesse alguma coisa contra, eu nem sequer teria sido selecionada.
E a mesma situacao jah acoteceu comigo em outras empresas, pois 3 semanas depois de ter comecado na Avaya, tirei 1 semana de ferias pra viajar com minha irma, e 2 semanas depois de ter comecado no Barclays tirei 3 semanas pra ir pro Brasil.
Concordo que nao eh o ideal, nem pra empresa nem pro funcionario – depois de 4 semanas de trabalho, sinto que as coisas estao comecando a esquentar, e o ideal seria estar presente, participando de reunioes e tals, ininterruptamente pelos proximos meses, mas como nesse caso a viagem jah estava marcada ha meses, nao sair de ferias nao eh exatamente uma opcao. Entao todos jah estao avisados desde o comeco que nao estaria aqui nas 2 primeiras semansa de Setembro, e pra falar a verdade ninguem esta nem ai!
Slumber Party!
Alem de todos os preparativos pra viagem, adaptação no emprego novo, ainda estamos enrroladissomos com nossa mudança.
Nos mudamos daqui a duas semanas… exatamente no dia seguinte que voltamos da Tanzania!
Então durante essas ultimas duas semanas, se não bastasse aquela correria costumeira pre ferias, de deixar tuo pronto e adiantado no trabalho, fazer mala e cuidadr dos ultimos detalhes, tambem estamos empacotando todas as nossas coisas, (tentando) transferindo endereço da TV a cabo, da internet, da conta de banco, etc, etc.
E pra completar, dessa vez resolvemos vender muitas das nossas coisas. Nada doque temos é muito valioso ou tampoco custou os olhos da cara (já que montamos nossa casa praticamente inteira na Ikea), mas como vamos pra um apartamento que já esta todo mobiliado, resolvemos que em vez de jogar muitas cosias fora iriamos dar pra caridade ou vender.
O problema é que mesmo que voce queria doar um sofa bom e novinho em folha pra uma ong eles fazem um zilhão de exigencias, teriamos que alugar uma van pra levar tudo no deposito deles e varios outros detalhes. Então fizemos um teste – tiramos fotos dos nosso moveis e colocamos anuncios de venda no Gumtree e no Craigslist.
Foi um furacão! Colocamos os anuncios on line num dia tipo 11 da noite, e no dia seguinte quando acordamos já tinhamos varios e-mials de pessoas interessadas, e no dia seguinte já vendemos o sofá, a estante da sala e a comoda do quarto!
Entao, como perdemos nosso sofa, todos os pratos e panelas estao empacotados, resolvemos “fazer uma limonada” com o caos que esta nossa vida e transferimos nosso colchão pra sala (porque a estrutura da cama tb foi desmontada pra ser vendida)!
Nossa, como é divertido! Não lembro a ultima vez que tive um “slumber party”l domrir num colchão na sala, comer porcaria todo dia, ver tv até tarde…
Até esqueço que estamos rodeados de caixas por todos os lados! (e vou me acostumando com o clima precario de acampamento!).
Kilimanjaro – Farmacia de emergencia e banho portatil
Eu ja comentei aqui sobre a farmacia que sempre levo comigo em viagens mais “exoticas”, e eh o tipo da coisa considerada desnecesario por muitos, e tirando uma unica vez que passei muito mal numa viagem (em Marrocos, e o Aaron passou muito mal no Camboja), sempre, sempre minha farmacinha volta intacta.
Mas eh aquela coisa neh, e eh melhor prevenir doque remediar, e o tipo de coisa que voce gasta dinheiro torceeeendo para ser dinheiro jogado fora e voce nao precisar usar nada doque esta levando.
Entao para a viagem pro Kilimanjaro nao poderia ser diferente.
E alem das vacinas que jah tomamos e dos remedios especializados que ja compramos (Diamox para Altitude e anti-Malaria), entraram na minha lista todos os meus itens normais que jah contei aquí e mais (muitos) outros.
Para comecar que essa vai ser a primeira viagem, mesmo, totalmente remota e no meio do nada. A primeira viagem em que passarei dias e mais dias no meio do nada. Sabe aquelas dicas basicas de bom senso do viajante, de evitar beber agua que nao seja mineral engarrafada, lavar bem as maos, evitar comer em lugares nao muito confiaveis, etc e tal?
Pois eh, nao teremos esse luxo.

Toda nossa comida sera fornecida e cozinhada localmente pelos guias, com ingredientes locais, agua local, panelas locais e afins. E imagino que nada muito fresquinho, pois vamos ficar uma total de 6/7 dias na montanha e nao imagino que o guia vai subir e descer todo dia para ir na feira comprar morangos e pao fresquinho pro nosso café da manha.
A comida eh (supostamente) boa, saudavel e balanceada, com padroes de aceitacao “internacional”, ja que eles estao acostumados com turistas Europeus e nao vao dar mole de deixar o grupo todo doente, que alem de dar o maior preju, ainda vai queimar o nome da empresa deles!
Mas mesmo assim…. Sei lah, neh?! Entao reestoquei os comprimidos para dor de barriga e de esterilizacao de agua.

Kit Farmacia
Alem disso entraram alguns itens extraordinarios na nossa lista tambem, para ajudar nossa vida lah no alto – sem O2, sem dormir direito, carregando mochila pesada o dia todo e andando muitas horas por dia usando botas de caminha desconfortaveis. Entao dessa vez nossa farmacia tem quantidades extra de band-aids, fitas anti-calo, fitas anti-bolha, bastao anti atrito, gel de arnica, muitas variantes de paracetamol e Ibuprofeno (maxima potencia e ultra velicidade de acao) jah que um dos principias e piores efeitos da falta de oxigenio sao as dores de cabeca cavalares; compressas quentes para dores nas costas e nos ombros, anti-histaminico e MUITO repelente e filtro solar.
O filtro solar eh muito importante jah que boa parte do hikking sera acima do nivel das nuvens, onde a radiacao solar alem de mais constante tambem eh mais intensa; e claro, litros e litros de repelente para “floresta tropical” (como descrito na embalagem! Hahahaha) recomendado para ser usado em areas com alto risco de malaria (porque o remdio e o complexo B ajudam, mas nao sao infaliveis!).
E tem o outro Kit-Medico que tambem estamos levando, que nos foi recomendado pela agencia, e todo mundo que conhecemos que jah foram ao Kilimajaro (e Africa Sub-Saariana) tambem levou, e todos dao gracas a deus de nao terem usado!

Kit Medico
O “Kit Medico” vem com agulhas, seringas, lamina de bisturí, linha e agulha para pontos, luva de latex descartavel, gaze, e mais varios outros produtos hospitalares descartaveis.
Um exagero? SIM!
Mas vai que acontece alguma desgraca, e vamos parar num hospital ou posto de saude no meio da reserva do Serengueti, com o hospital (e cidade grande) mais proximo a horas de distancia? Entao, porque o seguro morreu de velho, caso aconteca alguma desgraca, poderemos ir pro hospital sem ficar com medo de usar o parco material medico disponivel na África central. Uma triste realidade, mas verdade. Entao dos males o menor, e prefiro usar meu proprio bisturí!
E por fim, o kit-banho! Que para mim eh o componente mais importante de tudo!

Banho portatil
Minha lista tem tudo que considero essencial para me manter “humana” por 6 dias sem acesso a um banheiro: lencos humedecidos de varios tipos, texturas e fragrancias, alcohol em gel e lenco humedecido desinfetante, desodorante ultra potente (eu sempre morria de rir das propagandas de desodorantes que prometiam “protecao 48 horas” ou “protecao” X dias”, porque convenhamos, neh? Vai tomar banho! Mas agora entendi! Desodorante 48hrs eh para quem vai escalar o Kilimanjaro!), spray de agua termal (que sera meu “chuveiro”) e shampoo a seco!

Banho opcional
E seja o que Deus quiser!
Oque elas estão lendo
Essa semana eu estou participando da campanha “ler é fashion” do blog “Oque elas estão lendo” da Flavia Mariano.
O blog sempre tem dicas otimas de livros, revisado pela blogueira e por leitoras, e é um prato cheio pra quem gosta de ler.
Então elas lançaram uma campanha que atravez de outros blogs (que são as blogueiras fazendo suas reviews) querem desmistificar que se cuidar e ter vaidade não pode ser conjugado com cultura e livros. Então juntamos varias blogueiras que falam de moda, beleza e afins, contando um pouco mais sobre seus livros preferidos.
A campanha já teve participação da Jessica e da Luciana Leal. E agora é minha vez, falando do meu livro preferido! (que agora virou mini serio nos EUA!)
Roteiro de viagens Madrid
Depois de muito tempo de enrrolação, finalmente saiu o roteiro de viagens de Madrid.
Dicas de viagens sobre a Espanha é um dos principais motivos que tras muita gente até aqui, e pra mim, as dicas até que estão todas aqui, mas esta tudo tão espalhado, com posts aleatorios de quando eu morei lá e mais uns outros posts das viagens que fiz pra Madrid nos ultimos anos, e realmente faltava um guia completo e objetivo pra quem quer encaixar uma viagem a Madrid em seu roteiro.
Pra começar, quantos dias ficar em Madrid? Na verdade isso é o mais dificil de definir, pois “turisticamente” falando, Madrid é pequena, e tem relativamente poucas coisas pra ver, então teoricamente uns 2 ou 3 dias são mais que suficientes.
Mas por outro lado Madrid tem muita coisa pra fazer, e como já disse outras vezes, Madrid é uma cidade pra ser vivida e nao apenas “visitada”. Então mais importante que quantos dias ficar por lá, eu recomendaria quantas noites ficar por lá – mesmo que voce não tenha a menor intenção de cair na gandaia, aidna sim Madrid oferece uma inifnidade de otimos restaurantes, bares de tapas, lojas que ficam abertas até tarde noite e ruas sempre lotadas de pessoas passeando pra cima e pra baixo!

Mas independente doque tem pra fazer de noite pela cidade (que é tão imperdivel quanto qualquer outra coisa), eu organizaria uma viagem de 2 ou 3 dias pela acidade assim (lembrando que tudo isso pode ser espalhado por mais dias, numa viagem mais tranquila se voce quiser passar mais tempo por Madrid).
DIA 1:
Todo e qualquer roteiro por Madrid deve começar pela Puerta de Sol, que é a praça principal da cidade e que de lá voce poderá chegar a qualqer outro canto da cidade. E a Puerta del Sol tambem representa o centro da Espanha, e na calçada em frente a prefeitura esta a placa que marca o “ponto zero”, de onde todas as demais estradas Espanholas começam.

A nova estação de metro na Puerta del Sol

Puerta del Sol
A partir da Puerta del Sol, siga em direção da Calle Mayor que leva diretamente as ruelas da Plaza Mayor que é outra praça muito conhecida em Madrid, e uma das areas mais fotogenicas da cidade! Apesar de ser uma area ultra turistica, a praça é rodeada de bons restaurantes, e esta sempre lotada (de turistas E locais) nas noites de verão e tardes ensolaradas durante o ano todo!

Plaza Mayor

Tapas na Plaza Mayor
Depois da Plaza Mayor, ainda seguindo pela Calle Mayor, a rua termina bem em frente da Catedral de la Almudena que é uma das principais Igrejas de Madrid, que por sua vez fica exatamente em frente ao Palacio Real – é nessa igreja que acontecem todos os eventos reais, como por exemplo o casamento do Principe Felipe a Leticia Ortiz em 2005.

Catedral de La Almudena
E em frente da catedral esta o Palacio Real Espanhol, normalmente conhecido como Palacio del Oriente, e apesar de ser a residencia oficial da familia real Espanhola, o Palacio só é usado para eventos oficiais e visitas de Estado – o Palacio é aberto ao Publico e algumas de suas alas estão abertos a visitação o ano todo, inclusive a sala do trono e a sala das armaduras; e o jardin do Oriente que se estende por tras do Palacio e é lindo!

Entrada principal do Palacio Real

Palacio Real visto da parte de tras
De lá, siga pela Calle Bellen em direção a Plaza de España, que é outra das principais praças de Madrid, e é cercada por predios lindos, com alguns dos melhores exemplos de arquitetura Espanhola – e bem no centro da praça esta um enorme monumento a Miguel de Cervantes, o escritor e poeta Espanhol que escreveu Don Quijote de la Mancha.

Predios em volta da Plaza de Espanha
Nesse ponto, dependendo do seu ritmo e energia, aproveite pra dar um pulinho no Parque del Oeste, onde esta o Templo de Debod que é um templo Egipcio, original de 4 BC contruido na regiao de Answan – em 1960 durante a construção da represa de Answan o Governo Espanhol doou uma quantia consideraval que financiou o projeto de deslocamento do templo de Anbu Simbel, e como forma de pagamento e agradecimento o governo Egipcio doou o templo de Debod a cidade de Madrid.

Templo de Debod

Templo de Debod
A Plaza de España marca o final/inicio da Gran Via, uma das principais avenidas da cidade – e igualmente mais comercial, com mais teatros, hoteis, bares e muitas das inumeras lojas flagship das marcas Espanholas.

Gran Via
Mais ou menos no meio da Gran Via esta a Plaza Callao, de onde saem outras ruas que conectam a Gran Via e a Puerta del Sol – e essas ruas (Calle del Carmen e Calle Preciados) são tambem duas das principais ruas comerciais de Madrid.

Gran Via
Mas subindo a Gran Via até o fim ela se conecta com a Calle de Alcalá e termina na Plaza Cibeles e Puerta de Alcalá que é a entrada principal do Parque del Buen Retiro.

Puerta de Alcalá

Plaza Cibeles
Dependendo de que horas são (e epoca do ano, já que no inverno escure cedo), aproveite pra entrar no Parque del Retiro e descansar das andanças sentado na beira lago central e Glorieta, que fica lotado no fim da tarde e por do sol (principalmente no verão ou nas tardes ensolaradas de Domingo).

O Lago e a Glorieta do Retiro

Por do sol no lago do Retiro
DIA 2:
No segundo dia da viagem, aproveite que voce já viu praticamente a cidade inteira, pra se concentrar na pate mais cultural de Madrid, que é a região leste da cidade, entre o Parque do Retiro e a estação Atocha, também conhecida como “Triangulo Dourado”.
Então comece o dia pelo Parque Del Retiro onde estao não só o lago e a Glorieta, mas tambem o Palacio de Cristal, o Zoologico e Jardin Botanico.

Palacio de Cristal
O Museu del Prado esta diretamente proporcional ao Parque, e se voce tiver que escolher um unico museu pra ir em Madrid, sem duvidas recomendo o Prado. Lá estão as principais obras dos artistas classicos Espanhois, como Velazquez, Goya e El Greco, entre uma inifnidade de outros artistas Europeus renassentistas.

Museu del Prado

Museu del Prado
Os tres museus principais da cidade são o Museu del Prado, o Museu Reina Sofia e o MuseuThyssen-Bornemisza. Claro que voce pode acabar passando dias e mais dias em cada um desses museus, que estão entre os melhores da Europa, ou pode apenas escolher um deles pra se concentrar e passar parte de seu dia, ou então aproveitar o tempo e ir conhecer um pouquinho de cada um deles.

Triangulo dourado
Porem o Museu Reina Sofia, que é o museu de arte moderna de Madrid, e lá estão expostas algumas das obras mais conhecidas dos artistas modernos Espanhois tambem mais conhecidos do mundo, como Salvador Dali, Picasso e Miró – é indescritivel a sensaçnaod e estar cara a cara com a gigantesga Guernica de Picasso, original!
O Museu Thyssen-Bornemisza é um museu privado, que expoe a coleção particular da familia Thyssen-Bornemisza e fica praticamente na esquina do museu Del Prado (e em frente aos hoteis Villa Real e Westin Palace) e é considerado o melhor museu Impressionista e Expessionista da Europa.
Pra fechar o dia (se tiver sobrado algum tempo depois dos museus!) ainda vale a pena passar na estação Atocha, que apesar de ser apenas uma estação, é com certeza uma das maiores e mais impressionantes do mundo!
A Atocha foi a estação que sofreu atentados terroristas em 2004, e durante muito tempo virou um lugar onde as pessoas iam pra relembrar a guerra anti-terrorismo, mas foi recentemente renovada e ganhou uma gigantasta praça “tropical” dentro da estação.
Mas em hipotese alguma deixe de sair pra jantar, ir numa bar de tapas, e simplesmente parar numa praça ou parque qualquer no meio do dia, pedir um tinto de verano e ver a cidade passar… Porque essa é a melhor parte de Madrid!
Kilimanjaro – Detalhes praticos
Com poucos dias faltando pra grande viagem (9 dias!) estamos cuidadndo de todos os detalhes finais e então esse post é sobre as dicas praticas que alguns me perguntaram.
- Visto:
A Republica da Tanzania exige visto para todas as nacionalidades nao-vizinhas, mas o processo é bem relax. A opção mais facil, opção da grande maioria dos turistas é simplesmente pegar o visto no porto de entrada: é só preencher um formulario com os dados da sua viagem, pagar uma taxa e pronto, visto de turistas por 90 dias.
Porém lemos tantas opiniões diferentes pela internet, livros e afins, e muita gente contando historias desastrosas de corrupção, subornos e vistos negados (e turistas deportados) que preferimos não arriscar! Como a embaixada da Tanzania fica aqui no centro de Londres, achamos que seria mais facil fazer logo tudo por aqui e viajar sem preocupação. Baixamos o formulario no site da embaixada, 2 fotos 3×4 e pagamento da taxa em dinheiro – em menos de 24 horas nosso visto estava prontinho nos esperando e valido por 90 dias!
- Vacinas:
Já fiz um post sobre vacinas, e acabamos tomando quase todas recomendadas pela clinica de viagens que fomos, mas o certificado internacional de Febre Amarela é exigido e obrigatorio para turistas de varias nacionalidades, incluindo Brasil.
- Agencia e pacotes:
Desde que começamos a pensar na possibilidade de fazer essa viagem sabiamos que não seria boa ideia fazer esse tipo de viagem por conta propria.
Ai foram meses pesquisando preços opções de roteiros e rotas. mas bate aquele medo, né? Pagar uma grana, passar meses se preparando e tal e acabar caindo numa furada?
Até que por acaso recebi duas recomendações da mesma agencia: uma amiga que fe safari no Kenya com eles e um menino do escritorio que escalou o KIlimanjaro com a mesma agencia!
Então de cara fechamos com a Exodus!
A Exodus é uma agencia especializada em “aventura” pelo mundo todo, e tudo que li e ouvi falar foram otimas recomendações. Eles organizam safaris, escaladas, viagens de barco e qualquer outra coisa “exotica” que voce queria fazer.
E pra melhorar ainda mais, são uma agencia Inglesa e nos deram to-das as informações mastigadinhas (coisa que de fato não estamos acostumados a fazer em viagens)!
O mesmo pacote inclui o voo direto Londres – Nairobi (Kenya) e a conexão pra Kilimajaro, com todo nosso grupo junto, pra não corrermos o risco de perder o voo, ter problemas na imigração e afins. Um guia estará esperando todo o grupo e passamos o primeiro dia num hotel bem legalzinho na entrada do parque nacional do Kilimanjaro, onde vamos conhecer todos os guias e porters e receber instruções finais sobre a escalada.
Sem falar é claro em todo suporte durante o hikking, o material de “base”, alimentação, primeiros socorros etc.
E no fim da escalada já seguimos direto pro Safari, tambem tudo com a mesma agencia.
O unico problema é que a Exodus, por não ser uma agencia especializada em Kilimanjaro (como existem muitas!) oferece poucas opções de rotas e trilhas pra subir a montanha, e acabamos fechando uma trilha que não era nossa opção inicial – mas como era a unica opção com o pacote que queriamos, ficou por isso mesmo.
- Fotografia:
Além de todo equipamento que precisamos pra viagem, não podia negar que sonhar com fotos de cair o queixo foi um dos principais atrativos da viagem!
E pra não perder nenhum momento, comprei baterias extras pra minha camera (afinal serão dias e mais dias sem acesso a eletricidade), cartões de memoria e um monopod. O monopé foi dica de uma amiga que fez safari e disse ter feita toda diferença do mundo pra conseguir tirar boas fotos durante o safari, de dentro do jipe.
E pra completar, porque eu tenho problemas, tambem comprei um carregador portatil, desses mil e uma utilidades, que podem ser usados pra recarregar celular, ipod, camera fotografica e afins varias vezes, sem energia eletrica.
Mas ainda não decidi que livros levar na viagem… Alguma sugestão (vou levar o “Lost Symbol” do Dan Brown, mas queria levar uma segunda opção tambem…).
Kilimanjaro – Lista de equipamento
Uma das coisas mais importantes a saber sobre a viagem para o Kilimanjaro é saber oque e como se vestir. E infelizmente, esse post não tem nada a ver com a ultima tendencinha fashion…
A vantagem de viajar com uma agencia especializada é que eles fornecem todo material de apoio (e carregam tudo montanha acima): barracas, tendas, saco de dormir e colchoes de ar, panelas, comida, agua potevel, etc. Mas em compensação, tudo que é relacionado a uso pessoal deve seguir especificações bem precisas: de tecnologia, de material, de camadas, de conforto e segurança.
A primeira vez que vi a lista fiquei impressionada! Pra começar que é impressionante como detalhes do tipo “qual material da sua cueca” podem fazer toda diferença não só no seu conforto, mas tambem da sua saude e probabilidade de sucesso na escalada.
O Aaron já tinha literalmente tudo que ele iria precisar, mas eu tive que começar do zero, então a listinha fornecida pela agencia foi super essencial!
Eu fiquei enrrolando, enrrolando pra finalmente comprar tudo que precisaria e gastar uma pequena fortuna em peças de roupa que provavelmente nunca mais vou usar… Por sorte o Aaron tinha algumas coisas em dobro (ou triplo) e mesmo não sendo sob medida pro meu tamanho, dão pro gasto…!
E agora estou totalmente familiarizada com termos como Gore-Tex, lã Merino, lite pack, os mais diferentes grados de polyester, materiais a prova d’agua, a prova de vento, que absorvem agua, que repelem agua e mais uma inifnidade de detalhes!
A lição numero um foi que “cotton kills” (algodão mata), pois vamos passar por situações tao extremas, que realmente a tecnologia dos tecidos podem separar um aspirante a alpinista entre conquistar a montanha ou correr um serio risco de vida!
Então a listinha é a seguinte:
Roupas tecnicas:
- Jaqueta corta vento a prova d’agua (também conhecida como “shell” pois é oque vai por cima de tudo)
- Jaqueta termica de pena de ganso
- Jaqueta mais leve, de fleece (que siva como a camada intermediaria)
- Camisetas (de maga curta e longa) feitas de material esportivo, que repele agua e suor (evitando que o suor fique em contato com a pele)
- Calça a prova d’agua e corta vento (que tambem vai por cima de tudo)
- Calça para caminhada (cargo)
- Lingerie/roupa de baixo para esporte (com material anti umidade e suor)
Para proteger a cabeça:
- Chapeu de abas e/ou bone (boa parte da escalada será acima das nuvens, então o sol será constante e impiedavel)
- Gorro que cubra as orelhas
- Balaclava (aquele gorro que cobre parte do rosto)
- Gola “role” de fleece (para proteger e esquentar o pescoço)
- Lanterna de cabeça (alguns dias começamos a caminhada antes do sol nascer – e pra achar o “banheiro” no meio da noite!)
Mãos:
- Luva tipo Mitts para neve (daquelas que não tem dedo e sao acolchoadas)
- Luva fina (de dedos) de fleece ou lã Merino de grado medio
Pés:
- Botas de caminhada, a prova d’agua
- Meias de lã de espessuras diferentes (media e grossa)
- Meia de seda pra usar por baixo da meia de lã (pro proteger a pele da textura grossa das meias de lã)
- Gaiters (uma proteção que vai por cima da bota e da calça, pra evitar que agua/neve entre na bota)
- Chinelo / sapatos extras pra descansar os pés depoisda caminhada
Acessorios:
- Mochilona (que será nossa bagagem)
- Mochila menor pra carregar suas coisas durante o dia (agua, barra de cereais, casaco extra, camera fotografica, etc) de cerca de 30 a 40 litros
- Oculos de sol
- Garrafa de agua de metal (as de plastico acumulas bacterias e deixam a agua com mal gosto)
- Camel back (compartimento de agua – 1 ou 2 litros – que vai atras da mochila com o estoque de agua do dia)
- Toalha de viagem (daquelas fininhas que secam mega rapido)
- Lençol para o saco de dormir (já que o nosso será alugado)
- Sacos platico Zip pra separar as roupas e proteger de sugeira/chuva/roupa suja
- “Bengala” de caminhada
Uma das situações mais engraçada de nossos preparativos pra viagem foi a primeira vez que fomos a uma loja de esportes dar uma olhada nos equipamentos e o vendedor estava me explicando as novas tecnologias e as vantagens de alguns tecidos (como o lite pack, Capilene e a lã Merino, por exemplo), e na maior naturalidade ele foi me mostrar as calcinhas feitas de lã Merino; e assim, como se fosse a coisa mais natural do mundo ele recomendou que eu comprasse aquele tipo de material em vez do outro, pois assim gastaria mais pra comprar aquela peça especifica, mas economizaria nos gastos totais, pois poderia usar a mesma calcinha por 7 dias sem ficar fedorenta! HEIM?!?!?!
Eu não sabia se morria de rir, de morria de vergonha, se ficava chocada (foi quando caiu a ficha de que de fato passarei uma semana inteira sem tomar banho!) ou ofendida por ele tem sub-entendido que vou ficar fedorenta!! HAHAHA!
Mas posso sobreviver varios dias sem tomar banho, mas trocar meia, sutiã e calcinha faço questao todos os dias!!
Durante a viagem farei algumas fotos com o equipamento completo, passo a passo a medida que os dias forem passando.



















