28
Apr
2011
Annapurna – Treinamento
Escrito por Adriana Miller

Nos meses que antecederam a viagem ao Kilimanjaro, uma das minhas principais preocupações era meu preparo fisico.

Não que eu fosse um saco de batatas, mas sei lá né? Nunca tinha feito nada naquele nivel, nunca tinha estado em altitude elevada, e tudo que eu lia a respeito era que seria a coisa mais dificil de se fazer na vida.

E realmente foi! Conseguir chegar em Uhuru Peak foi o maior desafio da minha vida, e acho dificil qualquer outra coisa conseguir se comparar. Mas no geral, a viagem foi bem tranquila fisicamente.

Logico que fiquei exausta todos os dias, afinal passar de 6 a 9 horas subindo ladeira todos os dias não é exatamente facil, mas eu imaginava que seria muuuuuito pior doque foi!

Na minha cabeça eu passaria os dias em sofrimento, com caibras fatais, falta de ar e enjoos de me virar do avesso. Mas nada disso aconteceu. Não sofri nenhum efeito com a altitude, não sofri com grandes dores (tudo doía, mas não o suficiente pra me impedir de seguir em frente) e o mais importante, consegui respirar bem, mesmo a 5.895 metros de altitude!

Então quando comecei a planejar como seria meu treinamento pro Nepal, pelo menos eu já sabia mais ou menos oque esperar.

Mas tive alguns problemas. Primeiro que tive muito menos disciplina, posi sabia que sobreviveria sem grandes dificuldades.

Mas o grande problema mesmo foi que na descida do Kilimanjaro eu machuquei meus joelhos, e apssei os ultimos meses fasendo fisioterapia e exercicios de fortalecimento muscular.

Por sorte a lesão não foi tão grave a ponto de me impedir de escalar mais nada, mas me impediu de fazer o exercico que mais gosto, que é correr.

Então toda aquela rotina pre-Kili de acordar 6 da manha pra correr na beira do Tamisa foi por agua abaixo, e o maximo que fiz foi tentar encaixar a academia na hora do almoço umas 3 vezes por semana (isso quando eu estava no escritorio, né, porque nos ultimos meses viajei bastante a trabalho).

Meu foco continuou sendo as subidas/ladeiras, então subia na esteira com meu iPod e ficava andando rapido com inclinação alta na esteira até a hora de voltar pro meu escritorio.

E claro, muitos exercicios de fisioteriapia e alongamento.

Se isso tudo vai ser suficiente eu não sei, mas acho que só a diferença de altitude (o ponto maximo que chegaremos no Annapurna é de 3.500 metros de altitude, um pouco mais que a metade da dificuldade do Kili) já vai ajudar bastante e exigir menos de mus musculos e pulmão.

Mas só vou poder confirmar isso na volta!

Postado em: Annapurna Nepal Viagens
5
25
Apr
2011
Aqui não teve coelinho da pascoa…
Escrito por Adriana Miller

… Mas teve a vaca sagrada, serve??!?!!

Feliz Pascoa!!

 

 

Postado em: India Viagens
6
25
Apr
2011
Annapurna: Lista de equipamentos (e oque levar na viagem)
Escrito por Adriana Miller

Toda preparacao pra esse viagem tem um gostinho de nostalgia, pois agora ja me sintomais “experiente” do que era antes do Kilimanjaro (impossivel nao ficar comparando os dois o tempo todo!).

Sem falar que dessa vez, eu ja sei oque esperar, oque vou realmente usar ou nao, oque eh frescura e o que eh essencial. E ainda bem! Porque os trekkings no Nepal (pelo menos do jeito que estamos fazendo) eh bem mais independente, e nao recebemos tantas informacoes sobre o clima, oque usar etc, como foi na Tanzania.

Mas por outro lado, teoricamente voce nem precisa levar nada pra escalar no Nepal. Aparentemente Kathamandu eh lotada de lojas de aluguel de equipamento – ja li alguns comentario sque basta chegar la com sua escova de dentes e botas e pronto! Todos o resto por der alugado por la a preco de banana!

Esse nao eh nosso caso ja que ja tinhamos tuod que precisavamos pra viagem (eu tive que comprar mais alguma coisas ja que levei varias coisas emprestasdas na viagem do Kili).

Mas recaptulando, TUDO que estou levando para esses 17 dias de viagem (incluindo os 10 dias na montanha) sao:

Roupas tecnicas:

- Jaqueta corta vento a prova d’agua (também conhecida como “shell” pois é oque vai por cima de tudo)

- Jaqueta termica de pena de ganso

- Jaqueta mais leve, de fleece (que siva como a camada intermediaria)

- Camisetas (de maga curta e longa) feitas de material esportivo, que repele agua e suor (evitando que o suor fique em contato com a pele)

- Calça a prova d’agua e corta vento (que tambem vai por cima de tudo)

- Calça para caminhada (cargo)

- Calça de fleece ou de lã

- Lingerie/roupa de baixo para esporte (com material anti umidade e suor)

Para proteger a cabeça:

- Chapeu de abas e/ou bone (boa parte da escalada será acima das nuvens, então o sol será constante e impiedoso)

- Gorro que cubra as orelhas

- Gola “role” de fleece (para proteger e esquentar o pescoço)

- Lanterna de cabeça (alguns dias começamos a caminhada antes do sol nascer – e pra achar o “banheiro” no meio da noite!)

Mãos:

- Luva fina (de dedos) de fleece ou lã Merino de grado medio

Pés:

- Botas de caminhada, a prova d’agua

- Meias de lã de espessuras diferentes (media e grossa)

- Meia de seda pra usar por baixo da meia de lã (pro proteger a pele da textura grossa das meias de lã)

- Chinelo / sapatos extras pra descansar os pés depois da caminhada

Acessorios:

- Mochilona (que será a bagagem)

- Mochila menor pra carregar suas coisas durante o dia (agua, barra de cereais, casaco extra, camera fotografica, etc) de cerca de 30 a 40 litros

- Pochete: Nao sei se sobreviveria sem ela! Foi muito bom ter tudo que precisava sempre a mao, sem ter que ficar tirando e recolocando a mochila 500 vezes ao longo do dia na chuva.

- Oculos de sol

- Garrafa de agua de metal (as de plastico acumulam bacterias e deixam a agua com mal gosto)

- Toalha de viagem (daquelas fininhas que secam mega rapido)

- Lençol para o saco de dormir (já que o nosso será alugado)

- Sacos platico Zip pra separar as roupas e proteger de sugeira/chuva/roupa suja

As coisas que eu retirei da minha lista pois sei que nao vou usar ou precisar foram:

- “Bengala” de caminhada – Nao consegui pegar o jeito da coisa… achei que ter que cordenar os passos, com a respiracao, mochila, camera e afins e ainda ter que segurar duas bengalas, tava atrapalhando meu style

- Camel back (compartimento de agua – 1 ou 2 litros – que vai atras da mochila com o estoque de agua do dia) – Achei de deu um gosto horrivel de plastico na agua, e nao consegui me adaptar a beber por aquele canudinho.

- Gaiters (uma proteção que vai por cima da bota e da calça, pra evitar que agua/neve entre na bota) – foi super util no Kilimanjaro, mas nao vamos ter que caminhar em terreno solto nem em nevel alta, entao dessa vez os Gaiters sao dispensaveis.

- Luva tipo Mitts para neve (daquelas que não tem dedo e sao acolchoadas) – achei mais util ficar com as maos nos bolsos e colocar os “hand warmers” dentro das luvas doque ficar andando e tentando segurar minhas coisas, tirar fotos, abrir a carrafa de agua e etc usando essas luvonas enormes!

- Balaclava (aquele gorro que cobre parte do rosto) – Um bom gorro de la ou fleece que cubra bem a cabeca e as orelhas eh mais que suficiente. Acho que a Balaclava talvez seja mais util pra homens, mas pra mulheres de cabelo comprido, soh atrapalha (e deixa uns nos fabulosos na parte de tras da cabeca!)

E pra completar, alem disso tudo ainda estou levando algumas outras mudas de roupa pra usar nos dias que estaremos na India e no Sri Lanka.

A principal diferenca vai ser a temperatura – a previsao media para esse fim de semana em Delhi e Jaipur eh de 40 graus, e o Sri Lanka vai estar um pouco mais fresquinho, uns 35 graus, mas com chuva forte todas as tardes (pegamos o comecinha da temporada de moncoes)

Por causa das diferencas culturais e religiosas desses paises, foi facil escolher oque vestir: saias e vestidos longos, com camisetas/blusas que cubram os ombros.

Reparem que nao to levando nenhuma calca jeans! Totalmente inutil e dispensavel numa viagem dessas.

Entao estarei bem coberta, mas um pouco fresquinha pelo menos…

E pra completar o pacote, nao posso esquecer, CLARO da parafernalia nerd, incluindo minhas duas cameras fotograficas, meu laptop, o Kindle (com 4 novos livros!), o Pebble, o mini tripe, baterias extras para as cameras (eu tenho 3 baterias pra camera grandona, e 2 para a pequena), e todos os cabos do laptop, carregador das cameras, etc.

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Postado em: Annapurna Nepal Viagens
6
24
Apr
2011
India ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Bem, ao vivo mais ou menos, porque ja estamos de partida pro Nepal amanha de manha!

Internet tem sido um bem muito mais escasso doque eu imaginei… a maior parte do tempo nem sequer termos cobertura de celular, quanto mais internet que funcione ou que seja rapida suficiente pra mandar um misero e-mail…

Mas estamos adorando e aproveitando demais a viagem ate agora, apesar dos 356.926 graus centigrados que tem feito todos os dias…

Postado em: India Viagens
15
21
Apr
2011
Trekking nos Himalaias – Por onde começar?
Escrito por Adriana Miller

O Aaron tinha o sonho de escalar os Himalaias. Com os anos passando, a idade avançando e o fisico de atleta de outrora ficando pra tras, ele desistiu de tentar de fato escalar qualquer coisa entre a cadeia de montanhas mais altas do mundo. Mas ainda assim, sempre manteve a região na sua bucket list.

Mas mesmo que voce não tenha 6 meses a sua disposição e um preparo fisico de tri-atleta, oque não faltam são opções de roteiros e circuitos pelos Himalaias (Indiano, Nepales, Butão e Tibet) – e ai começa a duvida…

São literalmente centenas de opções, então qual escolher??

Quando finalmente decidimos fazer essa viagem, marcamos passagem e afins, então começamos a quebrar a cabeça pra decidir e pesquisar onde ir e oque fazer exatamente.

Imediatamente desconsideramos os roteiros desconhecidos, areas de conflito politico (Tibet) ou que dificultariam demais nossa vida e nossos custos (como é o caso do Butão! Chegamos a considerar ir pra lá mais o pais tem um dos turismos menos acessiveis do mundo – e de proposito!). Então a decisão foi tomada e iriamos pro Nepal!

Pesquisas on line ajudam, mas precisávamos de uma ajuda mais “profissional” então consultamos guias especializados, como por exemplo o “Trekking in the Nepal Himalaya” do Lonely Planet, e começamos o processo de escolha por eliminação. Escolher nossa trilha no Kilimanjaro foi facil, afinal sao apenas 6 opcoes, mas no Nepla sao literalmente centenas!!!

As duas regiões mais populares são a região ao redor do Everest e da montanha Annapurna. Pra minha surpresa, o Aaron descartou qualquer coisa na região do Everest (eu jurava que todo alpinista que se preze tem loucura pelo Everest, não?!), pois achava que era comercial e “batido” demais. Então tomamos a decisão de ir pra região do Annapurna e ver quais opções teriamos por lá.

Primeiro passo era determinar nosso tempo disponivel: Queriamos uma viagem relativamente rapida (de 2 semanas a 20 dias incluindo tudo), e eu principalmente não queria ficar quase um mes inteiro sem poder tomar banho nem usar um banheiro decente, então de cara sabiamos que não seria possivel fazer nenhum circuito completo.

O Circuito do Annapurna completo demora no minimo entre 20 e 30 dias (sem escalada do pico propriamente dito, que precisa de meses de tentativa e erro. Esse periodo todo é só pra chegar no acampamento base!), e o circuito do Everest demora entre 15 e 20 dias (pois é mais turistico, e portanto melhor infra estrutura pra ajudar na adaptação – e também é apenas pra chegar no acampamento base, sem escalar pico nenhum), então sabiamos que não ia dar pra fazer nenhum dos dois circuitos completos.

Mas como o Nepal tem uma estrutura de trekking bem desenvolvida, com trilhas bem marcadas e infra estrutura turistica, também existem inumeras opções de semi-circuitos pra fazer na região, e mini trekkings entre vilarejos, que podem variar entre uma simples caminhada entre duas cidades em algumas horas durante o dia, ou semi-circuitos mais completos, entre 6 e 15 dias.

Um coisa que eu fui prestando muita atenção nas pesquisas sobre as diferentes opções de semi-circuitos era a classificação da “paisagem” – e entao bati o martelo na opção classificada como “cenario excelente”, que nos proporcionaria as melhores vistas.

Então vamos fazer o semi-circuito Ghorepani-Poon Hill, que é uma das opções começando o circuito no lado esquerdo do Annapurna, e que é a area que tem as melhores vistas do Annapurna e do Machapuchare (eu só penso “naquilo” – as fotos!).

No total serão 8 dias na montanha (10 no total, pois temos que chegar de Kathmandu a Pokara – 1 dia na ida e um dia na volta) e escolhemos o metodo de “tea house”, que aparenta ser um pouquinho (bem pouquinho mesmo!) mais confortavel que acampar. Alem disso,  acampamento é fortemente desincorajado nos Himalaias por causa dos residuos de lixo e impactos no meio ambiente.

As “Tea Houses” são huts ou chalés comunitarios que são criados, organizados e gerenciados pelo população local de um determinado vilarejo, e que representam a principal fonte de renda daquele lugar. Então além de ser mais ecologicamente correto que acampar, também ajuda a economia local, pois eles fornecem hospedagem e alimentaçnao durante todo circuito.

Eu não sei muito bem oque esperar dessa experiencia. Por um lado sei que vai ser muito mais facil que o Kilimanjaro, mas por outro lado teremos outros tipos de dificuldades, pois será uma viagem menos “paparicada” (eu sei que é dificil de acreditar que fomos paparicados no Kili depois de ler posts como esse, mas realmente fomos muito bem tratados o tempo todo!), e apesar de termos contratado um guia e um carregador para nos acompanhar, vamos estar relativamente independente, sem fazer parte de um grupo e sem ter uma agencia que vai cuidar de todos os minimos detalhes e “tomar conta” de nós dois.

Sem duvida alguma vai ser uma experiencia unica e mal posso acreditar que o dia esta chegando!!

Postado em: Annapurna Nepal Viagens
11
20
Apr
2011
SCI – Os detalhes praticos: vistos, vacinas, autorizacoes
Escrito por Adriana Miller

Um dos principais motivos que eu enrrolei tanto pra falar sobre essa viagem foi o suspense (ate o ultimo segundo!!!) sobre se a viagem ia rolar de maneira planejada ou nao, e tudo isso por simples motivos burocraticos (e o pessoal do Twitter teve que me aturar fazendo drama!)

E admito que cometi um erro fatal no planejamento de uma viagem complexa: eu simplesmente “achei” que seria facil e nem me preocupei em averiguar os detalhes ate umas semanas antes. Achei que visto pra India a partir de Londres seria a coisa maaaaais facil do mundo, afinal nos temos praticamente mais descendentes de indianos por aqui doque Ingleses!

Entao tava crente que bastava preencher um formulario, ir la no consulado, pagar uma taxa (que na minha cabeca seria bem baixinha, quase que simbolica) e pronto.

Ate que ha mais ou menos 1 mes atras, conversando com um amigo que tambem estara na India na mesma epoca, ele lanca “Nossa, mas e o visto heim? Dor de cabeca!”. HEIM?!?!

Ai pronto. Mi fu, e o Aaron me olhando com aquela cara de “nao olha pra mim porque eu sou casado com uma viciada em viagens e quem planeja tudo eh voce!”…

Entao toca a catar as informacoes na internet e me dei conta de que simplesmente nao teria tempo de pedir o visto pelas vias “normais”! Nos ultimos 2 meses eu nao tive mais que 1 ou 2 semanas de tempo “livre” em que nao precisasse de meu passaporte!

Entao tivemos que cronometrar minha volta da Africa do Sul com o servico express de uma agencia-despachante pra nos ajudar a agilizar o processo.

E realmente o visto pra India nem eh tao complicado assim nao, o problema eh que eles sao cheios de regras, pedem um moooonte de papelada, que soh piorou com o fato de que nos dois somos estrangeiros morando na Inglaterra, e pra piorar a situacao ainda trocamos de endereco umas quantas vezes nos ultimos anos e eu ainda fui inventar de casar e trocar de nome!

Quando liguei pro despachante ele foi categorico que na minha situacao, provavelmente o visto nao seria concedido, e me “aconselhou” a fazer outros planos (e com tao pouco tempo! Tivemos que pagar todas as taxas mega extras pra fazer o processo “urgente” de visto em 3 dias!!!).

Mas enfim, mandamos toda nossa documentacao para a TLCS Visas (agencia super boa aqui em Londres e otima fonte de informacao mesmo pra quem nao mora aqui – no site deles basta selecionar qual seu passaporte e pra onde vc vai viajar e eles te dao todas as informacoes que voce precisa pro tirar qualquer visto do mundo) e dai pra frente foi esperar sentados!

Ah! E falei que nesse meio tempo teve um feriado na India e o consulado ficou fechado um dia???

Entao na ultima semana, enquanto fechava os detalhes da viagem “plano A” tambem ia planejando as opcoes de um possivel “plano B” e “plano C” caso nao pudessemos entrar na India (que nossa porta de entrada e Delhi).

Mas finalmente na terca feira na hora do almoco o Aaron me ligou pra avisar que nossos passaportes chegaram e…. tcharam! Com visto entradas multiplas pra India!

Eu nao sei se os requerimentos pra visto mudam de pais pra pais, passaporte pra passaporte, mas coisas a ter em consideracao antes de planejar sua viagem pra India:

- A India nao concede vistos “multiplos”. Voce pode transitar pelo pais (em escalas de voos) varias vezes (como eh o nosso caso), mas se oficialmente entrar no pais, voce nao pode sair e entrar de novo por 2 meses. No nosso caso isso nao atrapalhou nosso planos pois apenas vamos entrar por Nova Delhi e fazer uma conecao final entre o Sri Lanka e Londres, mas muita gente que planeja viagens longas pela regiao acaba encontrando problemas, pois ao entrar e sair da India, vc nao pode mais pedir vistos/entrar no pais por 2 meses corridos

- Eles nos pediram um monte de documentacao pra provar que o Aaron morava na Inglaterra legalmente e que ambos moravamos na Inglaterra ha mais de 2 anos. O problema eh que eles pediram comprovamentes de residencia de 24 meses, 12 meses e mes corrente e que fosse no mesmo endereco e do mesmo provedor (conta de luz, gaz, etc). Isso eh uma cosia simples, menos para nos! Nesses ultimos 24 meses mudamos de apartamento 2 vezes e em cada endereco tinhamos provedores diferentes… Acho que acabamos enviando umas 100 paginas de “provas” (incluindo contrato de aluguel, contrato de trabalho, todas as contas de luz, gaz, telefone, etc), e no final deu certo, mas nao entendi ate agora qual o criterio deles.

- Poderiamos simplesmente ter aplicado para vistos de nao-residentes, mas esse processo demorar entre 3 semanas e 1 mes, e por causa de viagens a trabalho nenhum de nos dois poderiamos ficar tanto tempo sem nossos passaportes.

- Quem viaja com passaporte Brasileiro precisa apresentar carteirinha de vacinacao da febre amarela (e eles tambem recomendam febre tifoide e outras coisas medonhas). Passaporte Europeu/Americano/Canadense e afins nao precisam. mas comvem levar sua carteirinha assim mesmo e sempre estar com as vacinas em dia!

- Eles pedem uma foto muito esquisita, que tem que ter exatos 5x5cm e foi um saaaaco achar um lugar em Londres que tirasse fotos nesse tamanho! (a quem interessar possa, a Snappy Snaps foi o unico lugar que consegui achar)

Mas em compensacao para o Nepal nao precisamos nos preocupar com nada!

Voce ate pode pedir o visto com antecedencia na embaixada, mas o normal eh que o visto seja concedido no porto de entrada (nosso caso, no Aeroporto de Kathmandu), e por precaucao, imprimi os formularios de visto e ja vou levar tudo prontinho pra nao enfrentar muita fila!

A unica burocracia no Nepal foram nossas “autorizacoes” para entrar nos parques e reservas naturais dos Himalaias como parte da nossa escalada – mas como vamos fazer tudo com uma agencia, eles cuidaram desses detalhes pra gente (depois falo disso em mais detalhes).

Alem disso, o Nepal nao eh zona de risco de febre amarela, malaria e outras doencas “tropicais” por causa da alta elevacao nas montanhas.

 

 

 

E no Sri Lanka eh uma belezura! Eh soh chegar la com passaporte valido por 6 meses e pronto! Sem custos, sem fichas, nem nada.

Poreeeeeem… infelizmente o Brasil nao faz parte da lista de paises “livres” e Brasileiros tem que pedir visto diretamente na Embaixada/Consulado do Sri Lanka.

 

 

 

Postado em: India Nepal Perrengues Sri Lanka Viagens
15
20
Apr
2011
TV Everywhere: Cidade do Cabo
Escrito por Adriana Miller

Mais um video ficou pronto!

Sabe que apesar de adorar fotografia eu nunca tive paciencia pra editar fotos. Não sou nenhuma fotografa super profissional, mas acho que uma boa foto é aquela que sai de uma ideia na cabeça, pra lente da camera e pro papel (ou tela do computador) pronta, feita. Nada contra quem passa horas editando fotos (O Aaron por exemplo passa DIAS no photoshop), mas sou “das antigas” e acho que se a foto precisar de muito “trabalho” pra ficar bonita, então não era uma boa foto desde o principio…

Mas sem enrrolar muito, descobri que tudo que não tenho paciencia pra editar fotos, to amando na edição de videos!

Adicionar efeitos, musica, mapas, cenas, etc e contar uma historia “ao vivo”!

E da pra perceber né? Cada video publicado to me empolgado mais e mais!

Ainda tenho bastante pra aprender (já que estou me auto-ensinando iMovies na marra!), como por exemplo, nesse video da Cidade do Cabo, não entendo porque sairam “creditos” (Tem uns “staring: Adriana Miller”) nada a ver no meio das montagens!

Mas o resultado final ficou bem divertido! Espero que gotem!

(Ficou gigante – uns 9 minutos! – mas fiz muitos videos por lá e fiquei com dó de não incluir todos!)

 

Postado em: Africa do Sul Cidade do Cabo T.V. EveryWhere Viagens
23
19
Apr
2011
SCI – Sub Continente Indiano
Escrito por Adriana Miller

A primeira vez que eu ouvi a sigla “SCI” (na verdade foi ISC – Indian Sub Continent) eu fiquei meio perdida sem saber oque era, mas parando pra pensar, classificar essa regiao como um “sub continente” faz todo sentido.

Geograficamente os cinco paises que ocupam a regiao (India, Nepal, Paquistao, Bangladeshi, Sri Lanka e Madivas) estao entre a Europa (Eurasia) e a Asia, porem sao etinicamente distitos dessas duas outras regioes.

Sem falar que sozinhos, eles possuem mais de 2 Bilhoes de habitantes (ou seja, 1/3 da populacao mundial vive nesses 6 paises!), praticamente dominam o oceano Indico e dominam a cadeia de montanhas mais altas do mundo!

Entao nada mais justo que ganhem um (sub) continente pra chamar se “seu”.

A ideia de viajar praquelas bandas eh antiga, desde que fomos convidados pra um casamento na India em 2007, que acabamos nao conseguindo ir.

Depois veio a viagem ao Kilimanjaro, e passado o trauma da escalada, gostei do gostinho da superacao, e aceitei o desafio proposto pelo Aaron e decidimos entao que queriamos fazer umas escaladas/caminhadas nos Himalaias.

O roteiro final India – Nepal – Sri Lanka foi entao facil de decidir.

Eu sempre tive muita vontade de conhecer a India, mas ao mesmo tempo, morro de medo. Por mais que ja tenha viajado meio mundo, sei muito bem que nada, nem ninguem, pode preparar um ocidental para o choque cultural que eh aquele pais! Entao a ideia sempre foi fazer uma viagem rapida pra India, carimbar presenca no pontos principais e seguir viagem.

Consegui juntar a fome com a vontade de comer quando descobri que os voos pro Nepal que fazem escala na India sao muito mais baratos que os voos direto pra Kathmandu.

Entao ficou decidio que voariamos num voo com uma escala de 3/4 dias na India e depois ficariamos bastante tempo nos Himalaias do Nepal.

Oque o Sri Lanka tem a ver com isso?

Bem, essa eh outra longa historia, mas quando estavamos planejando a viagem ao Kilimajnaro, minha “exigencia” era que no final de tudo, passariamos uns dias relaxando na praia. Mas infelizmente uma viagem pra Zanzibar, por miseros 3 dias, ia praticamente dobrar os custos da viagem, entao pra minha frustracao, engavetamos o plano de ir pra essa ilha paradisiaca no final da escalada. Mas o tempo todo (antes, durante e – principalmente! – depois) eu ficava pensando como seria bom poder ficar uns dias de molho na agua do mar depois daquela escalada de matar!

Entao, como eu sou a Ninja dos planejamentos de viagem, logo logo consegui achar uma combinacao magica de passagens que nos deixaria viajar pro Nepal, mas fazendo escala da India na ida, e escala no Sri Lanka na volta, com um aumento de custo minimo.

Entao vamos fazer exatamente isso. Depois de 4 dias turistando na India, mais 10 dias fazendo hikking no Nepal, vamos passar mais 3 dias fazendo NADA na beira da praia no oceano Indico no Sri Lanka (talvez um passeiozinho aqui ou ali, porque ninguem eh de ferro!).

Eu to meio atrasada com as postagens sobre a viagem, mas outros posts virao por ai, dando mais detalhes da nossa viagem e do planejamento que fizemos nos ultimos 5 meses!

Postado em: India Nepal Sri Lanka Viagens
14
19
Apr
2011
T.V. Everywhere: Penisula do Cabo
Escrito por Adriana Miller

Ficou pronto o video que fiz no dia que fui a Penisula do Cabo!

Eu me empolguei um pouco nos efeitos especiais, e to adorando me aventurar no iMovie! mas já aviso que o audio ficou meio ruim, por dois simples motivos: pra começar que eu estava com a voz de gripe mais esquisita do mundo, e segundo porque o vento estava forte demais e afetou o audio do filme.

Postado em: Africa do Sul Penisula do Cabo T.V. EveryWhere Viagens
23
17
Apr
2011
Cidade do Cabo – Cape Town
Escrito por Adriana Miller

A primeira coisa que eu fiz quando acordei foi espiar pra for a da janela e conferir o tempo: na Cidade do Cabo o clima é temperamental, e nunca dea pra planejar muito quais atrações estarão abertas, já que muita coisa é condicional ao clima e “ferocidade” do vento.

Mas conforme previsto, o ceu estava impossivelmente azul e sem uma unica nuvem!

Eu queria tirar o dia pra conhecer a Cidade do Cabo, mas depois de todas as historias de horror sobre a inseguranca e violencia na cidade que ouvi no albergue e do pessoal do passeio a Penisula, resolvi ficar quieta no meu canto e não inventar de andar sozinha pela cidade – por recomendação da recepcionista do albergue, comprei pela primeira vez na vida um passe daqueles onibus vermelinhos de hop on – hop off, que tinha um ponto exatamente em frente ao albergue (e o segurança me levou até o ponto e ficou esperando o onibus chegar bem do meu lado!).

A primeira parada do dia foi a majestosa Table Mountain (existe nome em Portugues? “Montanha da Mesa”?), que assim como no Rio temos o Pão de Açucar, Cape Town tem a Table Mountain dominando a paisagem.

La de cima fica bem mais facil de entender a dinamica da cidade – a parte central, o porto, as praias, as montanhas, e deu pra entender bem porque o Rio e Cape Town sao tão frequentemente comparadas – ambas sao cidades lindas que cresceram espremidas entre o mar e a montanha.

Alguns turistas (e locais) mais corajosos sobem a montanha pelas trilhas (que leva em media de 2 a 4 horas), mas eu optei pelo metodo preguiçoso e subi de bondinho!

O bondinho da Table Mountain eh bem menorzinho que o do Pão de Açucar, mas bem mais eficiente – a fila é organizada e passa rapidnho, e o bondinho em si tem uma sacada brilhante: o chão roda 360 graus, então todo mundo consegue ver bem a paisagem e ficar bem perto da janela!

O topo da montanha é bem diferente doque eu imaginava, porque é apenas…. um super pedaço de pedra! Tirando a estação do bondinho e uma lojinha lá em cima, não tem mais nada, só pedras, e mais pedras, e mais pedras e plantas rasteiras.

Então enquanto estava lá em cima não consegui evitar ficar filosofando sobre esses dois paises e duas cidades tão diferentes, mas tão parecidas!

Confesso que fiquei com ciumes de tanto ouvir as pessoas compararem Cidade do Cabo com o Rio de Janeiro! Ciumes sim, porque sou Carioca e não acho que lugar nenhum no mundo consegue ser tão maravilhso quanto ao Rio! Mas por outro lado, com ciumes por ver que muita gente tinha razão, e pra piorar, o fato de que apesar dos pesares (da violencia muito acima dos niveis esperados, da separação ainda bem obvia de raças, das diferencas sociais, etc) Cape Town conseguia ser tão limpa, organizada e bonita de uma maneira não-natural que o Rio de Janeiro (mesmo nas entranhas do Leblon de Manuel Carlos) nunca conseguirá ser!

Então permitam-me filosofar um pouco…
Enquanto estava lá em cima da Table Mountain, sozinha tirando fotos e admirando a paisagem eu cheguei a conclusão que a Cidade do Cabo é na verdade a irmã mais nova do Rio.

A aparencia limpa, calma, arborizada com jardins bem cuidados (que realmente dao uma otima falsa impressao de seguranca e desenvolvimento, um ar assim meio Europeu que o rio não tem), mostra uma versão de Rio de janeiro que ainda não cresceu e não virou “gente grande”.

Primeiro porque as proporções são, bem, desproporcionais. O Rio é nada menos que 5 vezes maior que a Cidade do Cabo, e portanto, enquanto eles tem casinhas (com muros de arame farpado eletrocutados, mas tudo bem) nós temos predios cada vez mais alto. Onde os Capetonians tem jardins floridos, os Cariocas tem carros estacionados em fila dupla.

Mas o principal efeito “cosmetico” que engana os turistas desavisados em Cape Town, é a ausência de pobreza pelas ruas. Cidade do Cabo não tem favelas aparentes, e assim como em Johanesburgo, praticamente ninguem anda a pé pelas ruas da cidade.

E tudo isso tem um motivo muito simples, que graças a Deus nunca afetou nenhuma cidade do brasil: Apartheid.

Durante as muitas decadas onde a separação de raças era oficial na Africa do Sul, morar numa cidade como Cape Town era privilegio apenas para brancos e ricos.

Então oque vemos na Cidade do Cabo de hoje em dia? Casas enormes, rua limpas, jardins floridos e Capetonians descendentes de Holandeses, Ingleses e Portugueses – em sua esmagadora maioria, loiros de olhos azuis.

Ali de cima da Table Mountain, no ponto mais alto da cidade, Cape Town não tem pobreza nem violencia, e é uma cidade de primeiro mundo, meramente separada geograficamente de seus antigos colonizadores.

Já no Rio de Janeiro, não há separação (oficial, pelo menos), e pra onde olhamos vemos muitos ricos, mas tambem muitos pobres. Alguns brancos, mas muito mais negros, mulatos e todas as cores pelo meio. Casarões milhonarios, e casabres de telhado de zinco.

Então é justo comprar as duas cidades? Talvez sim, talvez não. Mas por mais que tenha gostado bastante da Cidade do Cabo, os Capetonians que me desculpem, mas o Rio de Janeiro é insubstituivel e muito mais autentico!

Mas voltando ao passeio pela Cidade do Cabo, voltei ao onibus vermelho e segui em direção a Camps Bay, que é a principal e mais bonita praia da cidade.

E realmente Camps Bay é linda!

O cenário é simplesmente perfeito: A montanha “cabeça de Leão” de um lado, e os “12 Apostolos” do outro, e uma avenida cercada de palmeiras e com casinhas enfileiradas (que hoje em dia são hoteis, lojas, restaurantes, caf´s, etc) em estilo Cape Dutch, e a olho nu, um clima de praia num domingo de sol como outro qualquer.

Mas observando Camps Bay com calma notei algumas coisas estranhas: Pra começar, ninguem na agua, e os poucos corajosos, estavam usando long johns.

Os motivos são simples: primeiro porque a tempratura media da agua é de 10 graus (!!!), e por mais que o sol esteja forte, o vento é tanto o tempo todo, que realmente voce não sente tanto calor assim. Mas principalmente, porque as aguas são infestadas de tubarões!!!

Eu achei muito bizarro que ao longo da areia e “calçadão” das praias tem varios avisos sobre tubarões, como “ficar esperto” sobre os perigos dos tubarões, e oque fazer em caso de ataque.

E por acaso, no dia que estava lá, a bandeira de “segurança” da praia era vermelha, oque significa que a agua estava turva, e que portanto os salva-vidas não conseguiriam avistar os tubarões a tempo, caso algum chegasse perto da praia.

Pra fechar o dia, segui minha viagem em direção ao Victoria & Albert Waterfront, que é uma região LINDA da cidade! Uma parte do cais do porto, que foi totalmente revitalizada e virou um centro de entretenimento a ceu aberto.

A vista de lá é linda demais, com visão privilegiada da Table Mountain e da Lions Head, perfeitamente complementada pelos barcos e iates que circulam pelo perto (é de lá que saem os barcos para Robben Island a Ilha presidio onde Nelson Mandela ficou preso durante duas decadas), as casinhas Cape Dutch com mesinhas na varanda, e infinitas opções de lojas, restaurantes, etc.

É lá tambem que fica o super shopping Victoria & Albert e Clock Tower, além do Aquario/Oceanário de Cape Town.

Eu aproveitei o dia lindo e a vista deslumbrante, e passeio o resto do dia sentada na varandinha de um restaurante, admirando a paisagem, relaxando (e matando a saudade de beber suco de frutas naturais!) até que chegou a hora de voltar pro Aeroporto.

Apenas um dia em Cape Town, definitivamente não foi suficiente pra ver tudo, até porque eu não estava muito bem, e fiz tudo com bastante calma, mas pelo menos consegui ver o principal e as partes mais bonitas da cidade.

Minha conclusão final foi que Cape Town ainda tem muito que “crescer” para merecer ser comparada com o Rio de Janeiro, mas por outro lado, o Rio podia aprender muitas coisas por lá!

 

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