04 Jul 2016
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Criando crianças bilíngues: minha experiência, aprendizados e dicas

Baby Everywhere, Dicas de Maternindade

Esse ano, eu e o Aaron comemoramos 10 anos juntos, e uma coisa que sempre fez parte do nosso relacionamento, foi justamente a “aceitação” 100% do fato de sermos multiculturais, multinacionais e multi-línguas, e uma futura família bilíngue sempre foi uma conversa séria, desde que o namoro ficou “sério”, ha uma década atrás.

Então ao longo dos anos o blog registrou por exemplo as tentativas do Aaron aprender Português, seus cursos e esforços, já se preparando para um futuro numa casa de uma família bilíngue, pois nunca, jamais, me imaginei falando outra língua com meus filhos, que não fosse o Português.

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Avançamos vários anos, várias visitas ao Brasil, casamento, e finalmente a Isabella chegou em nossas vidas.

Desde nosso primeiro contato mãe e filha, ainda na sala de parto, entre nós duas, nunca existiu outra língua que não fosse o Português.

Assim como eu não conseguia imaginar lhe dar seu primeiro “Oi seja bem vinda ao mundo, eu sou sua mamãe” em outra língua que não fosse a minha, também não consigo imaginar nossas brincadeiras e interações, ensinamentos, despedidas pela manhã ou conversas futuras sobre os dilemas da adolescência, sua vida adulta e seus próprios filhos, que não seja, única e exclusivamente, em Português.

Claro que ainda tem toda questão sobre interagir com minha família e amigos no Brasil, conhecer minha cultura, e simplesmente ser uma pessoa multi-cultural, cidadã do mundo e bilíngue, que por si só, já é um grande presente para seu futuro que nós estamos dando.

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Então eu sempre falo muito sobre isso, já postei ela falando Português (e Inglês) nas redes sociais, e recebo muitas, muitas perguntas, então finalmente resolvi escrever um post sobre minha experiência até agora criando uma criança bilíngue.

Eu pensei em gravar um vídeo para a TV Everywhere, mas acho que ia ficar tão aleatório e tagarela (e gigante!), que achei mais fácil organizar meus pensamentos e “técnicas” num post, mas se vocês tiverem mais dúvidas, porque favor deixem nos comentários e assim fica mais fácil de fazer um vídeo mais focado.

E claro, esse post será uma constante evolução. Hoje a Isabella tem 3 anos e pouco, já fala super bem as duas línguas (mas ainda não fala perfeito nenhuma das duas, óbvio, afinal ele só tem 3 anos), já já teremos um outro bebê na casa (que com certeza mudará mais uma vez a dinâmica da família), então eu tenho plena consciência de que criar crianças bilíngues é uma esforço pra vida toda, um ônus que fará parte da minha “maternidade” pra sempre – cada fase da vida trará seus desafios e mudanças, sempre ouvirei comentários do contra (que geralmente veem de famílias onde o bilinguismo falhou), e sei, por experiência própria que língua, seja ela bilíngue “de berço” ou do cursinho do bairro, ou que você aprendeu com fluência num intercâmbio, é um exercício constante, assim como um esporte ou tocar um instrumento – a partir do momento que você parar de usar e praticar, sua proficiência e expertise vai pelo ralo.

Ou seja, a maternagem bilíngue é trabalhosa, cansativa, as vezes enche o saco e dá vontade de jogar tudo pro alto, mas é um compromisso que fiz pra vida toda, e nada mais é como a maneira como escolhi criar meus filhos e minha família. Hoje em dia, falar tudo em dobro e misturado, faz parte de quem somos, e é o normal da vida “de casa” de nós 3 (quase 4!), e nunca mais vai mudar.

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  • Como foi o aprendizado da Bella? Você sempre falou em Português com ela? Quando começou a ensinar?

Como mencionei aí em cima o aprendizado dela foi desde de sempre. Durante toda a gravidez e a partir do segundo que ela nasceu, eu só falo em Português com ela. Mesmo. E só bem recentemente ela começou a reparar que eu também falo Inglês com outras pessoas, assim como outras pessoas também falam Português.

Eu quase caí pra trás quando estávamos em Barcelona uns meses atrás e ela me ouviu falando em Espanhol com a recepcionista do hotel e me deu “bronca”: “mamãe, você tem que falar em Português ou Inglês, se não eu não entendo!” – e foi a primeira vez que me dei conta que ela já sabe que eu também falo Inglês!

A criança demora cerca de 1 ano pra começar a balbuciar as primeiras palavras, e uns 2 anos pra começar a “falar”, mas eles aprendem e absorvem tudo, desde seu primeiro segundo de vida. Então não pode esperar até a criança começar a falar ou “entender” para só então começar a falar sua língua com ela. É todo dia, desde sempre, o tempo todo.

Lembro que durante minha licença maternidade, eu até achei que meu português melhorou (afinal já eram muitos anos vivendo numa ambiente em Inglês em casa e no trabalho todos os dias), pois pela primeira vez em anos eu voltei a falar Português em casa, todos os dias, me preocupar em falar corretamente e sem “traduções” toscas (sou mestra!) e muito menos misturar as palavras (erro comum à muitos expatriados).

E mesmo quando ela tinha dias e semanas de vida, “conversávamos” o dia todo: eu descrevia tudo que estava fazendo pra ela em Português, explicava tudo que ia fazer (“agora tá na hora de trocar de fralda”, “nossa, já esta com fome de novo?!”, “vou preparar seu banho, tá?” e todo e qualquer tipo de “conversa” que se possa ter com um bebê de colo). As vezes eu achava que ia enlouquecer… afinal passava o dia todo falando sozinha e com as paredes, mas acredito do fundo do meu coração que isso criou uma base de linguagem nela, uma costume a ouvir a língua, e não me surpreendi nem um pouco quando mais de um ano depois, suas primeiras palavras foram justamente em Português.

E teve um pouco de sacrifício social também. Eu não fiz nenhuma das aulinhas típicas de mamãe-bebê que rolam por aqui (músicas, estorinhas, play group, etc), pois queria, mesmo, limitar a exposição dela à língua inglesa tão cedo. Não queria que suas primeiras músicas fossem em Inglês, e não queria que ela passasse várias horas por semana me ouvindo conversando em Inglês com outras pessoas (além de claro, com o Aaron, pois isso não dava pra evitar mesmo).

Então eu mesma cantava musiquinhas, lia histórias e livros etc em Português, por mais que muitas vezes quisesse e precisasse conviver com outros seres humanos!

Hoje vejo que isso provavelmente foi um exagero da minha parte, mas na época foi o certo pra mim e pra ela, e não me arrependo nem um pouco.

 

  • E seu marido, fala Português? Como você se comunica com a Isabella quando ele está por perto?

Apesar de já estudar Inglês ha muitos anos, ele nunca ficou fluente. Consegue entender e acompanhar uns 80% de uma conversa em Português, e quando estamos no Brasil, se tiver que se virar, ele se vira em Português, mas não se sente confortável nem fluente.

E parte disso foi culpa minha. Por mais que eu sempre tenha apoiada mil % sua vontade de aprender Português, eu nunca consegui quebrar a barreira do Inglês sendo nossa língua-relacionamento.

Das vezes que tentamos “ok, daqui pra frente só falamos português em casa”, falhamos terrivelmente, pois o Português dele nunca chegou num nível avançado onde pudéssemos ter uma conversa normal e adulta que não fosse em Inglês.

Mas assim que a Isabella nasceu, o Português virou a língua da casa, e essa dinâmica começou a fluir mais facilmente; até porque eu e Isabella ainda não chegamos ao ponto de termos um debate sobre a crise política da Venezuela, ou as táticas econômicas da China em português, então nossos diálogos do dia a dia (entre eu e o Aaron) na presença da Bella eram bem mais simples, e fáceis pra ele acompanhar, o que foi uma grandíssima ajuda pra ele.

E quando ela começou a falar, suas frase eram tão, mais tão misturadas (ela usava a palavra/vocabulário que soubesse e conhecesse, sem distinção ou reconhecimento de qual língua aquela palavra pertencia) , que o Aaron foi forçado mais uma vez a adquirir e incorporar certas palavras em seu vocabulário e diálogos também.

Então até hoje, entre eles, as conversas e frases são uma misturada sem fim, principalmente em relação a cosias do dia a dia (“daddy, I want more leite, please.”, “Ok Bella, do you want your leite to be quente or frio?”, “I want my mamadeira quente, tá bom?”), e eu acho uma fofura eles dois conversando em PortuGLÊS! hehehehe

Até meus sogros incorporaram algumas palavras em Português nos diálogos deles com a Isabella, e acho isso o máximo! “Isabella, did you acabou your dinner? Do you want more suco?”).

 

  • E quando ela fala alguma coisa em Inglês pra você? Como você reage? “Meus filhos só falam a língua X comigo e não respondem em Português”

Bem, aí a coisa muda de figura.

Acho fofo ela misturar o Inglês e manter algumas palavras de seu vocabulário do dia a dia enraizados no Português, mas eu, de jeito nenhum, deixo ela misturar o Inglês quando fala comigo.

Não existe essa de “vem comer sua chicken porque esta yummy!”! Consistência e disciplina são cruciais nesse processo!

E essa é a maior dificuldade, a parte mais cansativa do bilinguismo. A insistência, a repetição constante, e as vezes até ignorar pedidos caso eles sejam feitos na língua “errada”.

“Mamãe, quero juice”

“Quer o que?”

“Juice por favor”

“Não to entendo o que você quer Bella”

“Juice mamãe”

“Não sei o que é isso… mas tem água, leite, suco… o que você quer?”

“Ah! Eu quero suco por favor”

Volta e meia algum “do contra” me fala: “ah, bilinguismo com criança pequena é fácil, o difícil é depois que eles vão pra escola”. Mas a Isabella vai pra creche desde os 9 meses de idade, então ela passa 3 dias por semana só falando/ouvindo/aprendendo em Inglês, e mais todas as noites e os fins de semana com o pai.

Então nós nunca tivemos esse choque cultural & linguístico de um criança que só fala a língua X em casa, e de repente, anos mais tarde começa a frequentar uma escolinha e se converte à língua Y, e passa a recusar ou esquecer a língua minoritária em casa.

A vida dela sempre foi bilíngue mesmo, e ela sempre conviveu e aprendeu tudo em dobro, nas duas línguas. Por um lado isso foi muito mais difícil (pra mim, que sou a “guardiã” da língua minoritária), mas acho que a longo prazo, vai ser melhor pra ela.

Mas eu escrevi isso tudo, simplesmente pra exemplificar que por mais que eu tenha martelado o Português na cabeça dela nos seus primeiros meses de vida, logo depois ela passou a conviver em ambientes em Inglês também, e não dá pre negar dos benefícios (sociais e educacionais) que as crianças adquirem ao frequentar creches/escolinhas, e é claro que por mais que eu me esforce muito, ela aprende (em) Inglês numa velocidade muito mais rápida e intensa do que em casa comigo.

Então apesar de ter falado suas primeira palavras em Português, logo que ela começou a “falar” de verdade o Inglês tomou conta, e eu tive que ser muito, mas MUITO disciplinada pra re-ensinar tudo que ela aprende na escola, em Português.

Então sempre, até hoje, que ela me fala ou me pede alguma coisa em Inglês, eu repito a palavra/frase em Português, falo que a mamãe só fala em Português, e se ela quiser a coisa tal, tem que pedir assim (e repito a palavra). As vezes, repito a mesma palavra/frase 50 vezes, e é nessas horas que entendo perfeitamente quem desiste do bilinguismo!!

É cansativo e é frustrante, pra nós duas, mas agora, 3 anos depois, ela já nem pestaneja, incorpora a nova palavra em Português e consegue “trocar o chip” rapidinho, assim que eu digo “em Português, por favor” – e se ela não sabe como falar a palavra tal em Português, ela me pergunta “mamãe, como você fala a palavra X?”, e eu ensino a nova palavra em Português.

As vezes temos uns diálogos assim: “a mamãe fala a palavra X (em Inglês) em Y (português)”. “Tá bom, mas na escola eu prefiro falar X (inglês”. “Tudo bem, mas com a mamãe você tem que falar Y, se não eu não entendo”.

E isso sem falar nas palavras que ela “traduz”! Acho TÃO fofo!!! Mas me policío pra sempre corrigir e traduzir, seguindo o raciocínio acima. (os mais fofos são “brokAR” ou “brokEI” quando ela quebra alguma coisa; “JumpAR” quando ela esta pulando, “PanÇA” as vezes é sua versão de “calça” (pants + calça) (“rápido mamãe, o xixi vai sair na minha pança!”), ou então likAR (lamber) alguma coisa (a massa do bolo, ou um sorvete). E meu preferido de todos os tempos (e que demorei muito tempo pra entender o que era), é “frigideira”, que é como ela chamava a geladeira (misturando “fridge” com “geladeira”!).

 

  • E quando são estranhos? Tenho vergonha/acho falta de educação falar Português na frente de outras pessoas.

Bem, minha filosofia é: vergonha eu teria de ter uma filha que não fala minha língua! E se alguém no meu círculo social se ofender ou achar falta de educação eu estar falando minha própria língua com minha filha, então essa pessoa não deveria fazer parte de nosso círculo social!

E ponto final.

Eu nunca, nunca falo em Inglês com a Isabella, e manter esse “vinculo” linguístico no nosso relacionamento é importantíssimo para a manutenção a longo prazo do português e bilinguismo na vida dela.

Então eu aplico o “language attachment” a ferro e fogo, e não me importo mesmo quem esteja por perto. As vezes até falo com as amiguinhas dela em Português! hahahaha! Funcionava melhor quando eram todas mais bebês e ninguém entendia nem respondia nada, hoje em dia ela ficam me olhando tipo “oi?!” e aí eu peço pra Isabella traduzir (“shiiii Bella, acho que a fulana não entendeu a brincadeira, explica pra ela em Inglês?”).

Mas o que é o language attachment? É quando se cria um vínculo entre um relacionamento e uma língua. Ou seja, é quando se torna “esquisito” falar na língua X com uma pessoa, quando vocês se conheceram e formaram o relacionamento numa outra língua.

Pra mim, o Aaron é um bom exemplo disso. Nosso relacionamento é em Inglês, e por mais que ele queira falar em Português as vezes, não é natural, é quase como se estivesse falando com outra pessoa.

E tenho algumas amigas aqui onde temos a mesma situação. Tenho uma amiga Portuguesa, mas que quando nos conhecemos eu não sabia que ela falava português (e vice e versa), pois ela é também Canadense. Então nos conhecemos numa ambiente de trabalho e por muito tempo só falávamos em Inglês. Então até hoje entre nós duas só falamos em Inglês, pois é o nosso “natural”, e se outra amiga Brasileira, ou seu marido (Português) estiver na conversa, aí sim, mudamos pro Português. mas é simplesmente, desconfortável

Uma outra amiga, que eu conheci quando morava na espanha, é Inglesa, e hoje em dia também mora na inglaterra. Mas apesar do Inglês ser a língua nativa dela, e hoje em dia meu Inglês ser bem melhor que meu Espanhol, até hoje quando nos encontramos, só conversamos em Espanhol, pois essa é a língua do nosso relacionamento.

Ou seja, os pais (avós, ou seja lá quem for), da língua minoritária tem que criar essa situação de “relacionamento” com a língua na criança, e a Isabella tem que crescer achando “estranho” falar comigo em Inglês, sempre preferindo o Português em primeiro lugar.

E para isso, eu não posso deixar que ela se acostume a me ouvir falando com ela e me dirigindo a ela em Inglês seja no dia a dia, no parquinho, na saída da escola e lendo livrinhos. Uma palavra aqui ou outra alí, podem parecer inofensivas, mas não são. As crianças absorvem tudo, e aos poucos são essas palavrinhas na lingua “errada” que vão quebrando esse vínculo linguístico tão importante.

Aliais isso é uma cosia que sempre me perguntam ou comentam, e já vi muitos pais “bilingues” cometendo esse erro. Sempre leia para seus filhos na sua língua!

Eu compro muitos livros pra Isabella em Português, mas é claro que ela também tem alguns preferidos em Inglês, que volta e meia ela pede pra eu ler pra ela. A solução? Traduzir a história e ler em Português. Ou seja, a história é a mesma, os personagens são os mesmos, mas quando sou eu quem leio, as palavras saem em Português!

E o mesmo vale para desenhos animados na TV. Ela adora a Turma da Mônica, Show da Luna, e Sítio do Pica Pau Amarelo, mas também tem seus desenhos preferidos em Inglês. A solução? Youtube!

Todos os desenhos que passam na TV aqui que ela adora, existem em versão Português no Youtube, então instalamos um Google Chrome e Apple TV na nossa TV, e sempre que ela pede pra assistir Peppa Pig, Bubble Guppies, Dora, e afins em casa, o que passa na TV está sempre em Português.

 

  • Você leu algum livro ou técnica específica para se basear?

Pra falar a verdade não cheguei a ler nenhum livro não, mas pesquisei e li bastante a respeito da técnica OPOL (One parent, one language) que é o mais recomendado para famílias cujo cada pais/mãe fala uma lingua diferente (e ajuda a criar essa coisa do “Language attachment” que falei acima).

E esse é um assunto que eu sempre gostei muito e sempre soube que queria aplicar quando tivesse uma família, então sempre li e pesquisei a respeito, mas nada muito formal não.

Além disso, pra mim o bilinguismo e falar em Português com meus filhos é simplesmente instintivo. Não me imagino, nem nunca imaginei me comunicando com eles numa língua que não fosse a minha, a da minha família e do meu coração.

 

  • O Bilinguismo não atrasou a fala dela? Você não ficou com medo dela não se desenvolver direito?

Isso é outra coisa que sempre me perguntam e comentavam bastante, principalmente quando a Bella era mais novinha.

Quer saber? Sim, atrasa sim.

E não, não tem o menor problema!

Tecnicamente, se você ler a respeito, as pesquisas indicam que não atrasa em nada, e aprender 2 ou mais línguas não prejudica as crianças, muito pelo contrário. Os benefícios para o desenvolvimento cognitivo e cerebral de crianças bilíngues é incrível. Mas essas pesquisas olham para o lado físico/morfológico e fonoaudiólogo da fala das crianças. Então não.

Não atrasa nem prejudica. E se seu pediatra, pedagogo da escola, ou bisbilhoteiro da vizinhança te disser o contrário, procure outro profissional na mesma hora! Essa pessoa obviamente não é capacitada pra cuidar de uma família como a sua!

Mas a realidade é que sim, atrasa. Porque pensa só: tudo, TUDO que a Bella aprende, ela aprende em dobro.

Pensa na quantidade de palavras, conjugações e vocabulários uma criança aprende em seus primeiros 2 ou 3 ou 4 anos de vida. Agora duplica. Cada palavrinha. Cada expressão. Cada frase. Cada brincadeira. Cada música.

É muita coisa gente!

Então sim, lá pelos 2 anos e pouquinho, quando ela finalmente deslanchou a falar e montar frases, tanto seu Inglês quanto seu Português eram menos “perfeitos” do que seus coleguinhas de mesma idade (mono-línguas).

Mas em compensação ela sempre conseguiu se comunicar e se expressar em duas línguas, e com o tempo, ambas as línguas se encaixaram ao considerado “normal” para sua idade, sem problemas, sem traumas, nem tratamento de fono nem nada disso.

O português dela, que é e sempre será sua língua minoritária, ainda é menos desenvolvido que o Inglês, por motivos óbvios, mas ela consegue se comunicar e se expressar 100% em Português, e continuarei trabalhando pra sempre (literalmente!) em enriquecer seus vocabulário, melhorar sua gramática e afins. É um trabalho em progresso para o resto de minha vida!

 

 

Bem, essas são as dúvidas mais comuns, e as perguntas que mais recebo sobre esse assunto.

Eu acho o assunto fascinante e adoro trocar ideias e dicas com outras famílias! Então podem deixar mais dúvidas e sugestões e da próxima vez eu gravo um vídeo também!

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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07 Jun 2016
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TV Everywhere: Viajar de avião com crianças “grandes” – dicas para antes, durante e depois do vôo!

Avião, Baby Everywhere, Dicas (Praticas!) de Viagem, Dicas de Maternindade, Fazendo as Malas, T.V. EveryWhere, Viajando com crianças

Viajar de avião com crianças é sempre uma aventura… Há quem prefira quando eles são bem pequenos, e há quem prefira os mais grandinhos… E há quem prefira deixa-los em casa!

Pra mim na verdade não tem pior nem melhor, apenas diferentes: cada fase tem suas vantagens e seus desafios, e por isso mesmo quis capturar os detalhes que fazem diferença ao longo dos nossos 3 anos e pouco de viagens em família.

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Muitas cosias já fazemos no automático sem nem pensar mais. Outras, não são tão diferentes assim de como lidamos com a Isabella no dia a dia. Mas aproveitei uma viagem ao Brasil recentemente para reavaliar e colocar em prática algumas outras coisas.

E pra completar, essa viagem foi “solo”: só eu e a Isabella (com 3 anos e 4 meses de idade)  num voo diurno de 12 horas! Então senti que precisava me preparar mais ainda – qualquer viagem com criança complica mais ainda quando não temos um outro par de mãos pra ajudar (ou outra cabeça pensante pra lembrar de detalhes!).

 

– ANTES DO VÔO:

*A escolha do vôo, poltronas e refeições:

A partir dos 2 anos a criança já paga pelo voo e tem direito a sua própria poltrona, franquia de bagagem etc o que já ajuda demais! Não pagar o voo dos pequenos é uma beleza, mas a realidade é que depois de uns 6/8 meses de idade, qualquer voo com um bebê no colo é bem desconfortável. Claro que na maioria das vezes a economia compensa, mas aquele primeiro voo com eles em sua própria poltrona é um alívio!!

Como nós somos uma família de 3, sempre prefiro marcar assentos na janela; a maioria das aeronaves sentam 3 pessoas de cada vez, e assim não precisamos dividir a fileira com ninguém!

Para uma família mais numerosa, as fileiras do meio são melhores, pois assim não é necessário dividir a família e os pais podem dividir sua atenção e revezar tarefas igualmente entre si e o numero de crianças.

Além disso, nos vôos noturnos, as crianças podem deitar “atravessado” no colo dos pais, o que pra eles é um super conforto!

Dessa vez eu optei por voo na categoria “Premium” da British Airways (é uma classe entre a econômica e a Executiva, que nem todas as cias tem). O preço é mais salgado do que um voo normal de econômica, mas valeu a pena por estar viajando sozinha com a Bella e ela já estar grandinha (quando fui sozinha com ela para o Brasil no Natal, voamos na mesma classe).

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A vantagem de voar de Premium é que as poltronas são beeeeeem mais confortáveis: mais largas, com maior inclinação, com descanso para pernas e pés, ajuste na lombar, carregador elétrico em USB etc. O menu é o mesmo da executiva, e o serviço como um todo é bem melhor. A única desvantagem é que por serem poltronas individuais os braços das poltronas não levantam – ou seja, se o Aaron estivesse com a gente, teríamos mais “espaço útil” pra Isabella deitar entre nós dois, com as 3 poltronas da classe econômica (com braços levantados), e conseqüentemente teríamos tido mais conforto, apesar da classe mais barata.

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Mas como estava só eu, as poltronas da Premium já bastam: entre a reclinação maior, descanso de pernas e poltronas mais largas, ela conseguiu dormir suuuper confortável, inclusive no voo noturno de volta, e teve mais espaço pra ela (e pra mim!) deitar e se acomodar do que se estivéssemos na econômica.

Outra coisa em relação a escolha do vôo, o que sempre me perguntam é: porque voo diurno, se esses acabam sendo tão mais cansativos com/para crianças mais velhas? (que já não dormem durante o dia) – e principalmente para os pais, que ficam no ritmo não-para-não-para-não-para-não entretendo crianças durante horas e horas a fio! (ja falei nessa questao do voo diurno vs noturno nesse post aqui).

Simples: vôo direto! Conexões = complicações! Ter que ficar carregando tudo entre um voo e outro, troca de terminais etc, mais o risco de uma criança fazendo birra, cansada/com sono/fome etc enquanto você corre contra o tempo pra pegar o próximo vôo não é uma combinação legal!

Ah! E outra coisa: a partir do momento que as crianças passam a pagar por seus vôos, elas tem direito a refeição especial, que deve ser pedida on line até 48 horas antes do voo. Claro que não espere que seja aquela coisa super nutritiva-balanceada que vai garantir uma saúde e inteligência superior ao seu filho (alô Harvard!), mas já aumenta as chances de ter opções mais amigáveis para paladares infantis (mas principalmente eles servem as refeiçoes infantis/especiais antes de começar a server o almoço/jantar do resto da cabine, então ela não precisou esperar horas depois da decolagem para comer, e quando finalmente serviram a minha comida, ela já estava alimentada e pude comer numa boa).

Mas voltando ao preparativos pré-vôo:

Além da escolha do voo e poltrona, nós começamos a preparação “piscológica” vários dias antes.

A Isabella já viajou bastante, adora e já entende muito bem todo processo de viagem. Mas se é sua primeira viagem, ou se você viaja pouco (e seu filho provavelmente não lembra do último voo que fez) isso é ainda mais importante. Então já começamos a falar do avião, da viagem, quais brinquedos ela quer levar, quais desenhos quer assistir etc. Quando passar um avião sobrevoando o céu, mostre e fale que “daqui a pouco/amanha/semana que vem seremos nos”, mostre fotos e/ou videos de outras viagens etc. Ou seja, qualquer cosia que refresque a memoria ou ajuda a criança a se familiarizar com a ideia do avião, evitando estranhamentos, medos e afins.

Sempre deixo ela escolher umas besteirinhas para levar no voo (revistinhas de colorir, adesivos, carrinhos, bonequinhos pequenos etc), levo os brinquedos preferidos do momento e geralmente também compro alguma besteirinha “surpresa” para dar de presente durante  voo, ou entre conexões e momentos de tédio e espera (só tome cuidado para que não seja nada com muitas pecinhas pequenas que possam sair rolando e se perder no avião, nem nada que faca barulho e incomode os outros passageiros!).

 

*Bolsa de mão:

A Bella não usa mais fralda ha tempos, mas nunca deixamos de carregar sua “bolsa de fralda” pra cima e pra baixo – principalmente em viagens!

Sério, pra mim estar preparado para qualquer – QUALQUER – imprevisto não compensa nenhum minimalismo! Quando as pessoas comentam como ela se comporta bem em viagens (avião, carro, trem, etc) restaurantes, museus, etc, etc como se fosse uma coisa extraordinária, a minha resposta é sempre a mesma: esteja preparada!

Crianças são imprevisíveis: pode ser o mau humor do dia (desenhos, revistinhas, livros e brinquedinhos novos geralmente resolvem o problema), pode ficar doente (mimi farmacinha sempre!), pode não querer nem olhar pra comida do avião (lanches e coisas rápidas para alimentar + distrair!), podem entornar um copo de suco inteiro no colo, pode passar mal, pode ficar entediada…. a lista de coisas que podem dar errado é infinita!

Mas claro, sejamos práticos! Não precisa exagerar e querer levar a casa nas costas, e principalmente, seja flexível e abra exceções: deixa a criança comer besteira se for preciso, deixe passar horas com o nariz enfiado no tablet se isso vai impedir um chilique, deixa rolar no chão se isso evitar que eles fiquem atazanando o vizinho de poltrona, e seja lá o que for que você considere impensável no dia a dia.

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E por fim: deixe a criança cansada! Deixe eles correrem, esticarem as pernas, brincarem e pode deixar tocar o terror no aeroporto! Uma salve de palmas para aeroportos que tem playgrounds e áreas para crianças! (na Europa e Asia, 99% dos aeroportos tem alguma área kids! Amem!). Mas se no seu aeroporto não tem uma área dedicada a crianças, não eh nada que uma sessão de “pique esconde” ou “mini gincana” não resolva!

Play área do Heathrow (todos s terminais tem um!)

 

– DURANTE O VOO:

Bem, além de tudo que já falei acima eu aproveitei o último vôo e fiz um vídeo mostrando o que levo na bolsa da Isabella, e mais algumas dicas gerais dessa preparação pré e durante o voo.

Então digamos que sua bolsa de bordo/mão é sua vida!

Sempre evite exageros (afinal, você terá que carregar isso tudo!), mas a preparação, paciência e energia serão seus maiores aliados.

Sim, energia! Afinal não existe tablet, livrinho ou brinquedo que dure pra sempre, e sua criança vai querer mesmo é a sua atenção! Então o nosso dia de viagem (afinal foram 12 horas!) foi um intercalado de “novidades” e “surpresas” que a distraiam e me davam uma folguinha, com interações intensas de brincadeiras, jogos, passeios pela aeronave, competição de careta no espelho do banheiro e sei lá mais o que eu consegui inventar!

Se cansa?! Ô!!! Cheguei um bagaço!

Mas o que importa ‘e que pra ela, o vôo foi pura diversão e horas de qualidade comigo. Sem trauma, sem medo de avião, sem medo do desconhecido da viagem. Não tenho a menor dúvida que ela vai crescer amando viajar tanto quanto eu! (que também aprendi desde bem pequena!).

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Uma outra coisa que mudou na nossa rotina desde a última vez que escrevi sobre dicas de viagem com criança foi que agora a Isabella esta desfraldada (ha quase 1 ano) e também não usa mais chupeta.

Em relação ao desfralde, não corremos mais riscos de acidentes, pois agora ela já esta bem treinada e acostumada (se vocês quiserem eu posso falar com mais detalhes sobre isso, já que o desfralde aconteceu mais ou menos na época que o blog deu uma pausa em postagens de viagens…), mas é uma dinâmica bem diferente!

Por um lado, já não preciso mais ficar preocupada em levar fraldas, e quantas fraldas, e se lá vai ter fralda, e se a fralda vai vazar, etc, etc.

Mas por outro lado, tem sempre a preocupação de achar um banheiro que seja limpo, se se quer vai ter banheiro por perto etc. Em aviões, claro que sempre terá banheiros, mas é todo um ritual de perguntar mil vezes se ela quer ir ao banheiro antes de embarcar, e depois perguntar de novo se ela quer ir ao banheiro antes do voo decolar – não esqueçam que existe o período de taxiamento e decolagem/pouso onde ninguém pode ficar em pé nem usar o lavatórios do avião. As vezes esse período por demorar 1 hora ou mais… e aí se seu filho quiser fazer xixi bem na hora que o sinal de afivelar os cintos ascende?! E ainda tem que segurar o xixi por mais 1 hora?!?! Complexo!

A Isabella é dessas crianças que só quer parar de fazer o que estiver fazendo e pede pra fazer xixi quando a bexiga já esta explodindo, então tenho que usar várias técnicas de convencimento e negociação para convence-la de ir ao banheiro antes de embarcar: seja ler uma história, assistir o ipad, ou ganhar uma bala ou surpresa de prêmio! Use todas as armas!

E comigo eu sempre levo lencinhos  e sprays anti sépticos para limpar o vaso, protetores de assento em embalagem mini pra viagem, e lenço de papel (para fazer a vez de papel higiênico) e alcool em gel/spray para as mãos.

Outra coisa que mudou na nossa rotina foi a retirada da chupeta. Na verdade, esse vôo pro Brasil foi a primeira vez que ela voou sem chupeta (esperamos até a volta da viagem pra Ásia para fazer essa transição!), então eu não sabia como ela ia reagir no vôo, se ia sentir dor de ouvido, se ia enjoar… E não deu outra! Assim que entramos no avião ela lembrou da chupeta! Mas eu falei que não tinha mais, e ela aceitou numa boa, mas só por precaução, levei uma sacola enorme com balas e pirulitos que poderiam a distrair, além de aliviar os ouvidos.

O resultado final foi que ela ficou super bem no voo, não reclamou dos ouvidos nem nada e no vôo da volta já nem perguntou da chupeta!

P.S. A lista de produtos que mostrei no vídeo esta no final do post. E tenho também esse post AQUI com dicas e sugestões de apetrechos para crianças!

PS2: essa mesma bolsa de viagem já apareceu nesse post aqui, ha uns 2 anos atras. Esta durando bastante e usamos bastante!

 

– DEPOIS DO VÔO:

Uma das maiores dificuldades de viajar com crianças maiores é que eles não são mais tão “portáteis”.

Por um lado eles já andam e até ajudam a carregar as coisas etc, mas com uns 2,3, 4 ou até uns 5 anos, ainda são bem pequenininhos e frágeis, cansam a toa (física e mentalmente) e não dá pra garantir que só porque seu filho já anda, que ele de fato vai querer andar bem naquela momento crucial que você esta atrasado pro próximo voo!

Esse era meu maior medo! Apesar da escolha do voo direto, para justamente evitar conexões (por esse mesmo motivo!), eu sabia que depois de um longo dia no avião, nós chegaríamos no Rio super tarde da noite, ambas estaríamos exaustas, eu ia ter um monte de coisa pra carregar e potencialmente ainda ter que carregar ela no colo! (sem falar que eu estava grávida de 5 pra 6 meses!).

Normalmente eu sempre peço pra despachar o carrinho na porta do avião, e retirar de novo na porta da aeronave; fácil e prático. Então, em situações assim, basta desembarcar e esperar seu carrinho bem ali na porta.

Mas sempre, sempre pergunte se essa opção estará disponível no aeroporto de chegada! E principalmente muito cuidado em voos com conexões! Verifique se seu carrinho vai ser levado até a porta no seu vôo de conexão, e cuidado com o tempo disponível! Se a conexão for apertada, ou seu voo atrasar etc, você pode acabar perdendo o voo! (eu sempre acho que demora horrores para trazerem o carrinho de volta ao desembarque!).

Nesse caso, peça para despachar o carrinho até o destino final e não corra riscos.

Mas e se o aeroporto não puder levar o carrinho até a porta no desembarque ou em conexões (por exemplo, no Rio de janeiro não pode, e se entendi bem, isso é regra da alfândega Brasileira e da Infraero a todos os voos internacionais chegando no Brasil), oque fazer??

Bem, se você estiver viajando com mais alguém e a proporção de adultos por crianças estiver equilibrada, tudo bem. Mas caso contrario, peça “assistência”!

No que consistirá essa assistência, vai depender demais do aeroporto de chegada, mas pode ser que eles disponibilizem um carrinho de criança para você usar enquanto estiver no aeroporto, ou então alguém esteja te esperando com aqueles carrinho motorizados tipo golf, ou alguém pra te ajudar com as malas. Na chegada ao Rio de janeiro, depois de um voo de 12 horas, quase 1 da manha com uma criança de 3 anos exausta e uma barriga de 6 meses de gravidez, a opção de assistência foi uma cadeira de rodas!

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PS a assistência tem que ser requisitada antes do voo! On line no site da cia area (se disponível) ou no momento do check in.

Só quando chegamos no Rio é que me falaram que eu não poderia sentar na cadeira de rodas com a Bella no colo, por questões de seguro, mas ela pôde sentar na cadeira sozinha (a foto é de partir o coração, mas ela adorou o “carrinho grande”), e de quebra ainda pendurei minha mochila, além de ter tido ajuda na fila preferencial da imigração até finalmente recolher minha bagagem e o carrinho dela! (um rapaz ficou com a gente me ajudando com a bagagem e a Isabella pode ficar sentadinha na cadeira de rodas ate o final, ate eu já estar com tudo pronto pra passar pela alfandega e ir pra casa!)

Foi ótimo e nos salvou!!

Hoje em dia também existem essa nova geração de carrinhos de viagem portáteis, que dobram e fecham tao pequenininhos que você pode levar dentro do avião com você, como bagagem de mao!

Eu acho uma ideia maravilhosa, mas nao tenho um desses por alguns motivos:

O modelo pioneiro e mais conhecido eh o Babyzen Yoyo, porem alem de caro para um carrinho “para de vez em quando” (se você comprar com todos os extras necessários, ele custa o preço de uma Bugaboo Bee!) ele tem uma vida util super curta, e só serve para crianças entre 6 meses (ou depois que já sentam firmes sozinhas) ate mais ou menos 2 anos (ou cerca de 12 quilos), sendo que eu já vi bebes de 1 ano ou pouco mais pesado que isso! Ou seja, apesar de sua “fama”, para o proposito das dicas desse post ele já não serviria, pois a Isabella com menos de 3 anos já não cabia nele (e isso porque ela é peso pluma e bem magrinha! Uma criança de peso mais normal, já não poderia usar o Yoyo ha muito tempo).

Porem outras marcas estão entrando nesse mercado e com opções bem melhores que o Yoyo, com carrinhos mais duradouros e resistentes (e mais baratos!), como por exemplo o Mountain Buggy Nano (que serve ate os 4 anos, ou 20 quilos) ou o Qbit (que serve ate 4 ou 5 anos, ou 23 quilos). Eu estou pensando seriamente em comprar um desses dois antes da nossa próxima viagem!

Porem, outra coisa a atentar sobre esse tipo de carrinho é que como sua principal vantagem é justamente poder leva-lo dentro do avião, não esqueça que o carrinho será considerado sua bagagem de mão! Ou seja, você terá que abrir mão de alguma coisa (bolsa, mochila de câmera/laptop/bolsa de fralda, etc) para poder levar o carrinho com você (que apesar de fechar bem “pequeno”, eles fecham na mesma dimensão de uma mala de cabine, e portanto bem “grandes” como uma mala mesmo).

Ou seja, se você estiver viajando sozinho, ou em voos low cost etc e tiver um numero limitado de volumes que poderá levar com você no avião, esses carrinhos podem já não ser tao vantajosos, pois significa que você terá que sacrificar o precioso espaço no compartimento de mala de mão do avião, ou ate mesmo pagar para despachar uma mala a mais, só pra levar o carrinho no avião com você…

PS: nesse post aqui, dou algumas dicas e truques sobre viagem de low cost nesse post aqui.

 

E por fim, uma dica que dei pra uma amiga no outro dia, e que pra mim já era tão automático que nem pensei que talvez pudesse ajudar alguém: malas!

Essa é uma dica que poderia estar tanto na parte de “pré voo” quanto “pós voo”: as malas!

Não é porque a criança tem direito a franquia de bagagem, que você deve viajar cheia de malas gigantes e pesadas! Eu sempre falo que não sou nada minimalista no que diz respeito a viajar com a Isabella, mas por outro lado minha regra sempre é: nunca levar mais do que eu possa carregar sozinha! Duas mão, mais criança, mais carrinho e afins… geralmente é uma conta que não fecha!

Ou seja, você tem que conseguir carregar suas malas, e mais todo o resto, sem precisar de carrinho de bagagem. Afinal, como você pretende empurrar uma carrinho de bagagem cheio de malas pesadérrimas e ainda empurrar um carrinho de criança? Sim, você sempre pode pedir ajuda pra alguém, mas não conte com isso!

Então eu sempre levo no máximo duas malas, dessas com 4 rodinhas 360 graus, que eu possa e consiga carregar com 1 mão só (com as malas de “costas” uma pra outra, portanto não podem estar muito pesadas), ou que eu possa levar uma em cada mão, ao mesmo tempo que seguro o carrinho (que também não podem estar pesadas, pelo mesmo motivo).

Mais que isso, impossível. (claro, isso é uma “dica” pra quem viaja sozinha(o) né? Se você estiver com mais alguém viajando junto, tudo bem).

Se seu filho ainda for bebê, rola usar um canguru, enquanto que o carrinho da criança vai junto com as malas no carrinho de bagagem), ou se seu filho já é bem mais velho e aguenta o tranco e pode ir andando e não precisa de carrinho, mesmo em voos cansativos ou que cheguem tarde ao destino.

 

E por fim, a dica que dou sempre: relaxe e curta! E lembre-se que por pior que um voo possa ser, sao apenas algumas horas, e isso nao compensa desistir de viajar e privar seus filhos (e voce e sua familia!) dessa experiencia de vida maravilhosa que eh conhecer o mundo!

 

Lista de produtos:

Bolsa de fralda (ou na opcao mochila)

Fone de ouvido

Capa Ipad

Almofada de pescoco

 

Outros posts e dicas sobre viajar com criancas:

Viajando de aviao com bebes recem nascidos

Dicas praticas para viajar sozinha com um bebe pequeno

Outras dicas de viagem para criancas e bebes de qualquer idade

Como lidar com jetlag, rotinas e alimentacao em viagens

Dicas de viagens para criancas entre 1 e 2 anos

Dicas de viagem para criancas de 2 anos (e poucos)

As dicas e experiencias desse post sao baseadas na idade atual da minha filha, aos 3 anos e 4 meses.

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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30 Mar 2015
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Apetrechos e Acessorios de viagem – Viajando com criancas

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Apesar de ja ter feito alguns posts sobre os acessorios de viagem que costumo usar, quando escrevi a versao mais recente fui me dando conta que algumas coisas mudaram justamente por que agora quase sempre viajo com a Isabella, o que demanda toda uma nova leva de parafernalhas e quinquilharias que facilitam a nossa vida.

E acredite, quando falams de viajar com criancas pequenas, sao esses pequenos detalhes que fazem as grandes diferencas!

Apetrechos com criancas

  • iPad: Eu adoro usar meu iPad em viagens para ler meus livros, baixar revistas, asistir filmes e seriados… mas a realidade eh que hoje em dia quem usa mesmo meu iPad eh a Isabella! Apps, filmes, desenhos, joguinhos… qualquer coisa que a deixe entretida e sentadinha durante (algumas) horas de voo! E claro, sempre levo meu carregador Mophie tambem, porque Deus-me-livre-e-guarde se a batería do Ipad morrer no meio do voo!
  • Fone de ouvido infantil: Esse eh um apetrecho super recente, pois fones nao sao recomendaveis para criancas menores de 2 anos. A principio eu comprei um bem baratinho, na banca de jornal, so para testar e ver se a Isabella ia odiar completamente, ou se ia se adaptar e querer usar o fone numa boa. E nao eh que ela gostou! Entao troquei pelo modelo infantil da JVC que dizem por aquí ser um dos melhores e mais resistentes (afinal precisa sobreviver nas maozinhas destruidoras!), alem de ter controles de volume e fios mais resistentes que nao enrolam.

  • Organizadores de mala: Tambem ja falei deles aqui nesse post e em algumas dicas de viagem com criancas, mas vale relembrar o quao util esses “compartimentos” sao na hora de fazer a mala! Comecei a usa-los justamente para manter uma certa ordem entre as minhas roupas e as roupas da Isabella quando levamos a mesma mala, e continuo usando mesmo quando a mala eh so para ela, e eu tenho outra so para mim (como as roupinhas sao muito pequenas, ajuda a separar po pecas especificas, ou com combinacoes e “looks” ja prontos).

 

  • Sacola ultra light: Como contei no outro post sobre acessorios, eu acabei viciando nessa sacola por acidente e desde entao nao viajo mais sem ela, principalmente quando viajo com a Isabella! Super leve e muito util principalmente na hora de lidar com todas as coisas extras que um bebe/crianca precisam, mais montanhas de brinquedos, roupinhas sujas etc.

 

  • Sacola para carrinho: O nosso carrinho eh um Bugaboo Bee, e apesar de que comprei tambem a mala de viagem do Bugaboo, acabei nunca usando (ela eh pesada e grandona de carregar, nada pratica numa viagem!!). Entao por um tempo levavamos o carrinho sem protecao nenhuma mesmo, ou entao colocava aqueles plásticos de protecao ja no aeroporto. Mas ai acabei comprando a sacola “Gate Check” que eh baratinha, super leve, fecha numa bolsinha pequena, e protege o carrinho super bem! Nao espere a melhoooooor qualidade do mundo, afinal ela eh bem fina/leve e barata mesmo, mas ja estamos viajando com ela ha mais de 1 ano (e nos viajamos MUITO!) e apesar de uns furos aquí e ali, e estar bem surrada, ela ainda esta durando bastante! Outra vantagem eh que essa sacola eh bem “genérica” entao cabem varios modelos diferentes de carrinho (nao eh especifica para Bugaboo Bee). Entao ja usamos essa sacola para viajar com o McLaren por um tempo, e ja recomendei a mesma sacola para amigas que tem o Bogaboo Cameleon (grandao), Phil & Teds Duplos (super grandao) e outros modelos variados.

 

  • Bolsa de fralda para viagem: Ja falei bastante dessa bolsa aqui, e gosto de usa-la principalmente em voos longos, quando sei que tenho que levar muita coisa comigo no aviao. Mas tambem recomendei a compra a algumas amigas que tiveram os segundos ou terceiros filhos recentemente e todas elas dizem estar usando demais! A bolsa/mala eh bem espacosa e grande, mas sem ser um trambolhao, e cheia de compartimentos (ate alguns térmicos) entao perfeito para quem for viajar com uma crianca maiorzinha, mas tambem com um bebe pequeno por exemplo (e tiver que separar tamanhos de fraldas, roupas, mamadeiras e brinquedos, etc).

 

  • Babador emborrachado: Agora que a Isabella esta numa fase chata para comer e so aceita comer sozinha, a sujeirada na hora das refeicoes estao fora de controle! Uso muito esses babadores no dia a dia em casa, mas quando estamos na rua e viajando sao fundamentais! Pelo menos nao preciso trocar a roupa dela a cada refeicao e nem ficar carrgenando babador sujo e manchado por ai (eh so passar um pano ou lencinho umido e pronto!).

 

  • Cadeirao portátil: Esse “cinto de seguranca” eh uma invencao genial para criancas naquela idade nem la nem ca (sabe quando a crianca ja fica sentadinha numa boa, mas ai do nada resolve que quer ir pro chao e se joga longe?!). Quando estamos em hoteis e restaurantes que tem cadeirao para criancas isso nao eh um problema, mas esse protetor nao ocupa nada da bolsa de fraldas (eh de pano e dobra bem pequeno, ocupa menos espaco que uma fralda), entao nao custa nada levar. Eh uma otima opcao para quem vai viajar por lugares e destinos onde nem tudo eh “child friendly” e nem super preparado para receber familias, entao pelo menos voce nao precisa ficar se preocupar em so achar restaurantes que tenham cadeirao etc, pois seu filho vai poder sentar e usar qualquer cadeira com seguranca. Foi super uitl quando viajamos com a Isabella pelos Balkans e iamos parando pra comer em qualquer lugar, e ano passado na Franca, pois comemos em muitos restaurants pequenos, bistros e cafes nos vilarejos do Vale do Loire).

 

  • Coberta para amamentacao: Uma das principais renvindicacoes das maes que amamentam eh justamente poder alimentar seus filhos onde bem quiserem. Mas a realidade eh que quando eh o seu peito ao leu por ai, ou viajando para um lugar onde voce nao sabe como amamentacao sera recebida, essas “cabaninhas” sao uma super ajuda! Eu detestava usar um “paninho” pois alem de ser meio enrolado (entre o processo de preparer o pano, posicionar o bebe, colocar os peitos pra fora, ajeitar a pegada e afins… um pesadelo!) achava uma super sacanagem deixar o rosto da Isabella todo abafado na hora de mamar! Eu ia odiar ter que comer com uma fralda de pano na minha cara, entao nao queria fazer o mesmo com minha filha! Entao usei bastante minha tendinha, pois alem de ser super espacosa e confortavel, a dobra que amarra no pescoco da mae tem uma parte durinha, entao o bebe nao fica abafado, voce consegue manter o contato de olho no olho, alem de conseguir enxergar direitinho o bebe, a pegada, se ele(a) dormiu, etc. Tao facil, tao confortavel e tao pratico de usar (e por ser de pano, quando dobra nao ocupa nada na bolsa de fralda ou mala de mao).

 

Outros acessorios e apatrechos uteis que ja fui dando uma dica aquí e outra ali (tanto aquí no blog quanto no Instagram/Facebook) e sao super uteis tanto no nosso dia a dia em Londres, quanto em nossas viagens:

  • Trocador descartavel: Confesso que hoje em dia eu sou tao ninja na hora de trocar fralda que ja nem uso trocador nenhum com a Isabella, mas nos primeiros meses de vida, os trocadores portateis foram fundamentais! E usava muito tambem em nossos passeios perto de casa, justamente para nao ter que carregar aqueles trocadores de plástico dentro da bolsa (Acho esses trocadores portaveis uma invencao super “do mal”, porque e ai se vazar tudo e sujar o trocador, voce ainda vai ter o trabalho de limpar o trocador depois, num banheiro publico, alem de ter que limpar/trocar/cuidar de seu bebe! Aff!). Os trocdores descartaveis duram demais e a pesar de “descataveis” eu so jogo fora quando sujam, que gracas a deus nao acontece com tanta frequencia assim nao! Entao logo que a Isabella nasceu eu comprei um pacote “jumbo” na Amazon com 3 embalagens e ainda tenho 1 embalagem fechada no armario. Valeu a pena! Pra quem nao achar com facilidade essa versao propria pra bebe da Pampers, vale usar as versoes de “incontinencia” de adultos tambem (eh tudo a mesma coisa, so muda o branding). Ja aconteceu de ficarmos sem nenhum trocador descartavel em viagens e sempre foi super facil comprar protetores de incontinencia! (os vendedores devem ter me achado um pouco nova pra sofrer de incontinencia, ne?! mas e dai?! Hehehehe).

 

 

  • Esterilizador liquido/tabletes: Esse eh para as maes mais germo-fobicas (eu pessoalmente nao esterilizo nada. Apenas lavo tudo muito bem lavado e pronto. Anticorpos sao necessaries minha gente!) para nao acharem que tem que carregar o esterelizador eletrico toda vez que saem de casa!

 

  • “Segurador” de brinquedos/copos/potinhos: Nada mais eh do que uma “coleira” pros brinquedos e acessorios de seu filho, para que ele(a) possa segurar e brincar numa boa no carrinho ou na cadeira do carro, mas sem o risco de ficar deixando cair no chao o tempo todo. Eu uso todo dia, para tudo: para segurar o copo de agua, o potinho de frutas, o ursinho, a boneca, etc.

 

  • Mochila para carregar criancas grandes: O canguru (baby Bjorn afins) foi um dos acessorios que mais usamos quando a Bella era pequenininha! Eh tao pratico e ela adorava! Nas viagens entao, nada melhor pra deixar as maos livres pelo aeroporto, na hora do embarque, desembarque e qualquer outra situacao onde precisasse ficar com as maos livres. Porem os cangurus tem validade super curta, pois depois de uns meses o bebe fica gordinho demais pra caber confortavelmente. Mas a necessidade dos pais ficarem com as maos livres permance, entao quando a Isabella tinha uns 8 ou 9 meses compramos essa mochila para carrega-la, que dura ate hoje e usamos muito! Existem muitos modelos e marcas diferentes, mas eu gosto demais dessa da LittleLife justamente pois tem cara de mochilinha mesmo, eh super confortavel pra ela (ela ate dorme nela as vezes, apesar de nao ser a melhor opcao do mundo!) e ainda tem batante espaco pra guarder as coisas que ela precisa pra um passeio (substitui numa boa a bolsa de fraldas).

 

P.S. Alguns dos links desse post sao de empresas de afiliados e parceiros do blog, e a minha politica eh simples: nao me associo nem me afilio com empresas que nao utilize na minha “vida real”. Entao essas sao minhas dicas pessoais, mas ao reservar seu carro, ou hotel ou comprar seu acessorio ou seguro de saude/viagem pelos links e baners do blog eu ganho uma comissao. E voce nao tem custo a mais nenhum!

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