05 Jul 2017
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Vistos, caos e o tal do Trump…

Pessoal, Pittsburgh, USA, Washington DC

Esse blog já existe ha mais de 13 anos, e uma coisa nunca mudou: esse é meu diário digital onde registro os principais causos da vida.

Muita coisa mudou na vida inernetica nos últimos anos, e a realidade é que as mídias sociais hoje em dia ganham maior foco nos acontecimentos e interações do dia a dia.

Mas umas semanas atras eu passei por um sufoco, e apesar de ter relatado os acontecimentos nas mídias sociais (me acompanhe no Instagram e InstaStories), uma leitora das antigas me lembrou: “Não esqueça de escrever sobre isso no blog! mais uma historia de perrengue para ser registrada para a posteridade!“.

E não é que ela tem toda razão! Então lá vai!

Bem, pra começar pelo principio, como muitos de vocês sabem eu tenho dupla nacionalidade (Portuguesa), e como Europeia, não preciso de visto para viajar aos EUA – basta se registar no programa ESTA a cada dois anos, pagar a taxa (14 dólares), e tudo certo. Venho seguindo esse processo desde 2002, e nunca tive problemas.

Meu ultimo ESTA foi feito em Junho de 2015, uns dias antes de viajarmos para Las Vegas, então no fim de semana que estava em Paris, recebi uma mensagem automática avisando que meu ESTA tinha expirado – e ate ai tudo bem. Ainda faltavam mais duas semanas ate a próxima viagem aos EUA, então assim que cheguei em casa, logo na segunda feira de manha, entrei no site para renovar meu registro.

Porem, logo na última seção do ESTA reparei umas perguntas novas – e uma delas incluía a pergunta de se que já tinha visitado certos países do Oriente Médio (que coincidem com a lista do “Muslim Ban” do Trump), incluindo a Síria.

Bateu um certo panico, pois sim, eu já fui a Síria. Passei apenas 1 dia por la – mas tenho carimbos no passaporte, posts e fotos nas redes sociais e o escambau.

A parir dai foi aquela correria! Estava em casa com o Oliver e ligando e mandando mensagens freneticamente pro Aaron!

E a pergunta era bem especifica: Você já esteve na Síria depois de Março de 2011? Corre pra catar os posts no blog. Mas sera que eu postei na época da viagem? Ou só postei sobre a Síria bem depois?! E as fotos? E meu passaporte antigo? Ainda tenho ou tive que deixar no consulado?!

Acabou que sim. Estive na Síria no começo de março de 2011, então tive que ticar a caixinha da pergunta… Imediatamente apareceu uma mensagem de “ATENÇÃO” na tela, e aquilo não me soou a boa coisa.

Mas mesmo assim completei o formulário, paguei a taxa, e sabia que tinha ate 72 horas para saber se meu ESTA tinha sido aprovado ou nao.

Mas eu sabia que tinha caído na malha fina, e naquela altura, não tinha tempo útil suficiente para esperar o prazo inteiro… Então uma meia hora depois voltei ao site do ESTA para conferir o status, e la estava: ESTA negado. Sem mais nem menos.

Então imaginem a situação! Com marido e 2 filhos Americanos, com a família toda morando la, se eu não pudesse mais entrar nos EUA seria uma pequena tragedia para nossa família!

E toca a catar informações no Google, Aaron ligando para o suporte a Americanos da embaixada de Londres, e os dois desesperadamente tentando descobrir se eu realmente estava sendo banida do pais, ou se teria alguma outra solução. Ate que descobri que sim, eu perdi meu direito a isenção de visto do programa ESTA, mas poderia aplicar para um visto normal (tipo B).

Então preenchi o formulário on line, paguei a dolorosa taxa de 160 dólares e descobri que teria que ir a uma entrevista presencial na embaixada, antes que eles pudessem aprovar ou não meu pedido de visto.

Mas ai apareceu um outro problema: nossa viagem era no dia 13 de Junho, e a primeira entrevista disponível na Embaixada de Londres era no dia 20 de Junho!

E da-lha a clicar num link aqui, outro link acola, ligar pra embaixada Americana, Google, foruns e tudo mais que apareceu na minha frente. Ate que descobri que por ser residente do Reino Unido, poderia fazer a entrevista no consulado de Belfast, na Irlanda do Norte (que faz parte do reino).

Ótimo nê? O único problema é que o único horário disponível era no dia seguinte, as 8 e pouco da manha. Se perdesse aquele, ai só no final de Junho de novo (e perderia a viagem).

Para complicar mais ainda, o Aaron estava indisponível, numa reunião. Mas no reflexo, marquei assim mesmo e dane-se! A gente se vira!

Comprei um voo para Belfast e marquei um hotel em Belfast – mas ai começou a segunda maratona contra o tempo: com o Aaron trabalhando o dia todo, quem ficaria com o Oliver durante o dia?! (eu ainda estava de licença maternidade, e portanto ele ainda não estava indo a escolinha). A baba só podia num dia pela manha, a babysitter de backup não podia, a outra também não, e outra só podia na parte da tarde.

Eu sei que parece que eu estou fazendo uma tempestade em copo d’agua, mas gente, foi muita coisa pra fazer, pensar, planejar e coordenar em questões de minutos!

Mas ok, conseguimos organizar a logística das crianças, o Aaron cancelou umas coisas de trabalho para conseguir coordenar tudo em casa, e la fui eu pra Irlanda, assim, no susto!

Pedi ajuda no instagram e vários leitores me deram dicas sobre o que levar, quais documentações a embaixada costuma pedir, e quais perguntas geralmente fazem nas entrevistas de visto. Então cheguei no consulado Irlandês com bastante antecedência e levei minha pastinha recheada de coisas e documentos para provar que eu passei apenas 1 dia na Síria, não tenho nada a ver com a guerra, e estava na região a trabalho, que por acaso era para um empresa Americana com escritórios em todo Oriente Médio.

E olha, confesso que estava bem nervosa viu! Nunca tive problemas antes, mas sei la nê? Sempre acho que as autoridades Americanas são muito intimidantes, e no fundo, por mais que não quisesse perder a viagem que íamos fazer dai a alguns dias, meu medo maior era mesmo de cair numa malha fina qualquer, não conseguir provar que fuçinho de porco não é tomada, e não conseguir mais entrar no pais do meu marido e filhos!

Mas…. UFA!

A entrevista foi relativamente simples, mas me perguntaram MUITO sobre a Síria e o Oriente Médio, o que eu fazia, porque gerenciava aquela região do mundo, pediram pra ver e-mails corporativos que provassem as reuniões que eu disse que tinha ido participar (gracas a Deus consegui achar isso tudo, imprimi e levei!), e me perguntaram a mesma coisa varias vezes, de maneiras diferentes – bem para testar se eu estava mesmo dizendo a verdade ou não.

Mas correu tudo bem, e na mesma hora a atendente do consulado me disse que o visto tinha sido aprovado e que seria estampado no meu passaporte no dia seguinte.

Mas isso já era quarta feira, o visto ficaria pronto na quinta feira. Me deram a opção de pagar um upgrade na entrega (não em relação as datas de entrega, mas para ser entregue em casa, em vez de ter que ir buscar na embaixada em Londres).

Voltei pra casa e foi aquela tensão esperando o momento que iria receber a mensagem do frete avisando que meu passaporte tinha sido enviado – o que não aconteceu ate sexta feira a tarde! E nossa viagem era na terça feira seguinte as 9 da manha (ou seja, eu estava com menos de 2 dias uteis para receber o passaporte!).

Foi uma tal de dar refresh no site do frete para ver se tinha alguma atualização, e nada. Sábado de manha não me aguentei e liguei pra eles.

Mas ainda assim, meu tracking estava aparecendo no sistema, mas sem nenhum status nem update. Ou seja, já estava despachado com a empresa de entrega, mas o sistema ainda não estava indicando onde estaria meu passaporte.

Domingo acordei e primeira cosia que fiz foi ligar de novo – novo status no sistema: esta no depósito central, com entrega prevista para terça feira!

NÃAAAAOOOO Meu voo era na terça de manhã!!

Ligamos pro seguro, ligamos pra cia aérea, e não tínhamos como mudar o voo sem pagar uma bela multa e levar um belo prejuízo (basicamente teria que comprar um novo voo). Mas mesmo assim eu liguei para outro numero que achei no site da empresa do frete e consegui falar com uma menina muito prestativa: na verdade ela não tinha como me ajudar, mas disse que ia colocar um aviso no código de rastreamento do meu passaporte, e me deu o numero direto do deposito da região de Londres, e me aconselhou a ligar as 7 da manha na segunda feira, assim que eles abrem. Se meu passaporte tivesse sido transferido para o deposito de Londres durante a tarde de domingo, eu poderia ir la buscar, em vez de esperar pela entrega na terça feira.

Então na segunda feira as 7:01 da manha, eu já estava ouvindo a musiquinha de espera do call center da empresa!

E tcha-ram! Meu passaporte já estava com o motorista e a previsão de entrega era naquele mesmo dia (segunda feira!).

Ainda assim liguei para mais dois números diferentes da mesma empresa (obrigada Google!), só pra conferir que tinham me dado a informação certa, até que finalmente consegui convencer uma atendente a ligar para o motorista e confirmar que ele vinha entregar mesmo naquele dia (pois eu tinha um prazo para conseguir minimizar a multa do voo).

E olha, vou te dizer viu?! Quando eu quero ser chata e insistente, sai da minha frente! E não é que consegui falar com o motorista e ele confirmou que estaria na minha casa entre as 4 e 5 da tarde!

MARAVILHA!!!!!

O único problema é que eu tinha que levar a Isabella numa reunião na sua escolinha nova as 3:30 da tarde (não tinha como cancelar), e como moro numa casa, e não tenho mais porteiro, ele precisaria de alguém em casa para assinar o recebimento do pacote!

Então o Aaron cancelou suas reuniões na parte da tarde e veio pra casa mais cedo pra ficar no plantão passaporte, enquanto levei a Isabella na escola.

E finalmente as 4:30 da tarde meu passaporte chegou!! O Aaron tirou ate um selfie com o motorista e lhe deu uma bela gorjeta!! Hahahahaha

Geeeeente que estresse!!!

E ai corre pra fazer minha mala, ligar pra locadora do carro e trocar por um carro maior (pois a principio o Aaron ia viajar sozinho com as crianças, minha sogra ia encontrar com ele em Washington, e eles iam dirigir ate Pittsburgh; então ao adicionar mais um adulto, precisamos de um carro maior), e resolvemos reinstaurar um parte do plano original e passar duas noites em Washington DC, para minimizar as horas de viagem das criancas.

Mas quando começou essa confusão toda, na semana anterior, nos cancelamos as reservas de AirBnB que tínhamos feito, e claro que os mesmos apartamentos que pesquisei, não estavam mais disponíveis!

Mas o Booking.com nos salvou e consegui um outro apartamento de ultima hora!

Quando finalmente tudo ficou pronto, reservado, malas feitas etc e fomos dormir, ja passavam das 2 da manha! E as 5:30 tocou meu despertador, e as 6 o taxi chegou para nos legar ao aeroporto!!

Heim? Heim? Se essa não é a definição exata de “47 do segundo tempo”, então eu nem sei mais o que seria!!

E afinal, o que seria da vida sem um pouco de emoção, né?!

Mas ainda assim rolou o estresse da entrada no pais – afinal conseguir um visto na te da a garantia de que vao te deixar entrar em lugar nenhum!

Levei toooooooda documentação que me pediram na entrevista da embaixada separados numa pastinha, e ate tínhamos um “plano B” sobre o que o Aaron e minha sogra iam fazer com as crianças caso eu fosse levada para a salinha dos deportados para ser entrevistada separada deles!

Nunca se sabe, nê?!

E eu ainda fiz uma cena dramática na fila da imigração quando o pre-screening eletrônico deu negativo no meu passaporte e tivemos que entrar na fila especial (apesar de ser estrangeira e não ter green card nem nada disso pra entrar nos EUA, por ser casada com um Americano e mãe de dois Americanos, nós sempre entramos na fila de cidadãos mesmo, como “família” mesmo não sendo Americana, então geralmente passar na imigração na entrada dos EUA é super fácil e rápido pra mim).

Mas quando passamos na maquininha dos cidadãos e o meu passaporte não foi aprovado automaticamente, como sempre, o guardinha nos direcionou pra outra fila, e me bateu um pânico! Tirei o Oliver do carrinho e coloquei no canguru e entrei na fila de mão dada com a Isabella! Hhahahaha

Tá, foi uma dramalhão Mexicano (eu ficava falando pro Aaron que precisava estar “fisicamente” anexada a dois cidadãos! Que iam ter que arrancar meus filhos Americanos de mim! hahahah! E ele morria de rir da minha cara!), mas pelo menos a gente se divertiu na hora da tensão!

Mas foi tudo bem! O guardinha da policia federal/imigração só perguntou porque eu tinha um visto de turistas em vez de um ESTA, e quando eu respondi que meu ESTA foi negado por causa de uma viagem a Síria, ele só perguntou em que eu trabalhava e quanto tempo eu passei na Síria (mas isso tudo enquanto ele já estava tirando minhas impressões digitais e carimbando meu passaporte), e pronto. Mais nenhuma pergunta, nem nenhum estresse!

Eu ainda acho que se tivesse entrado sem eles, sem o resto da família, eu teria levado uma dura – mas sei la né? Por via das duvidas a “pastinha da Síria” já esta separada com meus documentos e pretendo levar em todas as viagens aos EUA!

Então agora tenho um visto de turista de 10 anos, então pelo menos não preciso me preocupar mais com isso por um bom tempo!

Se um dia poderei tirar o ESTA de novo?! Bem, não sei? Só se eles mudarem as regras novamente né?

Algumas perguntas que recebi no Instagram e InstaStories durante o processo:

  • Se você é casada com Americano, porque não tem o Green card?

Green Card é apenas o “apelido” do visto de residência. Como não sou nem nunca fui residente dos EUA, não pedi, nem quis, nem precisei de um Green Card. Casamento não me da acesso automático nenhum a visto nenhum.

  • Vocês são casados ha tanto tempo, porque não tem o passaporte Americano ainda?

Idem da resposta acima. Casamento não da acesso automático a visto nenhum e muito menos cidadania. Se um dia quisermos morar nos EUA, eu poderia pedir um visto de residencia (green card), e depois de (muitos) anos morando nos EUA poderia pedir a cidadania. É um processo longo e caro, e apenas ser casada não me da direito a nada automaticamente.

 

Obrigada pelo apoio moral e dicas que vocês me deram no Instagram durante esse sufoco!

E aqui está: mais um perrengue pra posteridade do blog!

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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Além de todas as dicas que eu posto aqui no blog, você também pode me acompanhar nas redes sociais para mais notícias “ao vivo”:

 

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22 Aug 2016
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Dicas de viagem ao Peru: Lima – hospedagem, restaurantes e como foi nosso ano novo por lá

Américas, Dicas de Viagens, Lima, Peru

Lima, a capital do Peru, definitivamente não recebeu a atenção merecida… Eu até tinha lido as muitas páginas dedicadas à cidade no nosso guia de viagem, e tínhamos mais ou menos um plano de ataque… mas desde que pousamos na cidade, e o trajeto até o hotel foi bem blá… Além de que já chegamos quase no meio da tarde, e a preguiça, cansaço da viagem e dos dias anteriores, uma cama macia e a piscina do hotel, falaram mais forte!

Nós ficamos hospedados no Sheraton Lima, bem no centro da cidade. Uma boa localização, e ótimo custo benefício – mas como acabamos não fazendo quase nada pela cidade, a não ser passear pela região de Miraflores, deveríamos ter ficado por lá.

LIma

Mas pra quem estiver indo a Lima com mais tempo e disposição e quiser turistar pela cidade e conhecer a parte histórica, o Sheraton é uma ótima opção!

E continuando a tendencia de Cusco, o que mais fizemos por Lima, foi flanar sem rumo e comer! E mais uma vez, comemos muitíssimo bem!

Logo na nossa primeira noite fomos jantar no La Rosa Náutica, um restaurante de comida Peruana e frutos do mar, construído num pier debruçado no oceano pacífico, bem no meio da praia de Miraflores!

Lima

Confesso que esse restaurante foi uma dos principais motivos que que fizeram querer conhecer Lima! Eu tinha visto uma foto dela ha muito tempo atrás e isso nunca mais saiu da minha cabeça!

O lugar é simplesmente maravilhoso, tanto por fora, no pier, quando por dentro, com uma decoração incrível! Mas a estrela é mesmo o mar à sua volta, não importa onde você sente no salão do restaurante, com o sol se pondo bem ali, no meio do Pacífico!

A comida gira em torno de peixes e frutos do mar, com muitas opções de Ceviche (um dos pratos mais típicos da culinária Peruana), massas e invenções maravilhosas!

Nós fomos num período de altísisma temporada, então a reserva antecipada foi crucial – fiz a reserva direto pelo site deles e foi super simples!

Como comentei no post do nosso roteiro de viagem pelo Peru, por causa da disponibilidade de voos e trens, nós acabamos passando 2 dias e 2 noites em Lima, sendo que uma delas foi o dia 31 de Dezembro.

Foi estranho estar no dia 31 numa cidade que não vive o ano novo tão intensamente, como o Rio de janeiro ou Londres…. E foi um dia como outro qualquer!

Passamos o dia quase todo em Miraflores, um bairro nobre de Lima, à beira da praia, e fomos direto pro shopping Larcomar, que era única referência que tínhamos do bairro.

Mas Larcomar é um shopping diferente, e sabíamos que seria um bom lugar pra dar umas voltinhas, mas também curtir a vista da cidade, e com boas opções de bares e restaurantes. Então o que dizer sobre o shopping?

Fomos praticamente direto para o Mango’s, escolhido única e exclusivamente por causa de sua localização no shopping e sua vista incrível da costa de Lima – e ali ficamos. Começamos com Pisco Souer e Chicha por volta das 11 da manhã, emendamos no almoço, e por ali ficamos boa parte do resto do dia!

No meio da tarde voltamos para o hotel para descansar e nos arrumarmos para o evento do dia! A virada do ano!

Um revellion em Lima nunca esteve no topo das minhas prioridades, mas sem planos para nada animadinho no Brasil, e com dificuldades de achar voos para voltar pro Brasil antes do dia 31 ($$$$), aproveitamos a oportunidade e curtimos da melhor maneira possível!

Mas uma coisa que sempre falo aqui no blog quando viajo no final do ano é: não existe revellion como o Brasileiro. Nenhum lugar no mundo comemora como nós comemoramos, então nunca espere o mesmo estilo de festas e balacobaco!

Mas pesquisei, rodei foruns e concluí que a melhor opção seria Miraflores.

Por ser um dos bairros mais bacanas da cidade, e bem na beira da praia, eles são uma das únicas regiões da cidade que sequer soltam fogos de artifício, e um (pequena) festa na rua. Mas como a praia por lá é meio estranha (a cidade/bairro fica lá em cima das falésias, enquanto que a praia fica láááá em baixo, sem uma comunicação direta fácil e simples), não queríamos fazer só isso e acabar passando horas sem nada pra fazer na rua por causa do fogos.

Revellion no Peru

Então a solução perfeita foi a festa e jantar de ano novo no Hotel JW Marriott, bem na beiradinha da falécia de Miraflores!

O jantar foi no restaurante “La Vista”, que como o nome indica, tem uma bela vista do mar e da praia, e de quebra, uma vista privilegiada dos fogos de artificio da virada!

O jantar foi em estilo buffett, mas com uma comida ótima, e uma decoração bem fofa e bem no clima. Além do champagne que rolava solto, ganhamos Panettone, mascaras, confete e serpentina, perucas e mais um monte de coisas legais!

Ano novo em Lima

Não foi exatamente um mega-festão, mas nos divertimos demais!!

Assistimos os fogos pelas janelas do restaurante, e logo depois fomos pra área do bar do hotel, onde aí sim estava rolando uma super festa!

DJ, malabares, mais fantasias e muita gente fantasiada, e um ótimo clima de festa e balada digna de revellion!

Ainda ficamos na festa bastante tempo, o quanto aguentamos, já pensando que no dia seguinte tínhamos que acordar cedo pra pegar um voo e enfrentar uma peregrinação de volta pro Rio de Janeiro!

Mas a festa foi bem legal, e realmente vale a pena pra quem estiver pensando em passar a virada de ano em Lima! E definitivamente nos arrependemos de não termos ficado hospedados no hotel também! Teria sido ainda melhor!

Nós reservamos o jantar especial de ano novo direto com a recepção do hotel, também com antecedência, e em Dezembro de 2015 custou 359 Soles por adulto (mais ou menos 100 USD na cotação da época).

 

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19 Aug 2016
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Dicas de viagem pelo Peru: Cusco

Américas, Cusco, Dicas de Viagens, Peru

Nós chegamos em Cusco ainda sob o efeito pós Machu Picchu – e sabíamos que depois de visitar o santuário Inca, todo o resto seria bônus. Não de uma maneira depreciativa, ou como se não déssemos importância a Cusco ou o resto do país, muito pelo contrário. Mas passado Machu Picchu, o resto da viagem teve gosto de “férias das férias”. Sem compromissos, sem pressão.

Cusco

No outro dia alguém me perguntou no Instagram quais foram os passeios inéditos e inusitados que fizemos em Cusco, para fugir do lugar comum. Minha resposta? Nenhum!

Tivemos apenas 2 dias e 1 noite em Cusco, e estávamos longe de querer encarar uma gincana! Foram dois dias  de apenas curtir e perambular pela cidade, aproveitando tudo que Cusco tem de mais óbvio: seu centro histórico, bares e culinária!

Nós ficamos hospedados no incrível Palácio del Inka, bem no centro da cidade, e de frente para a catedral/templo Koricancha, e a 5 minutos (andando) da praça central da cidade.

Cusco

O hotel foi construído no casarão de um antigo convento Espanhol, então tem uma arquitetura incrível e decoração “colônia”, que só contribuiu para a experiência de uma das cidades coloniais mais antigas da America do Sul.

Os pátios internos, escadas suntuosas, restaurantes e bares, e claro, os quartos, super confortáveis e cheios de carácter! Com todas as modernidades necessárias na medida certa, mas com móveis característicos, tecidos pesados e muito conforto!

O único problema desse tipo de hotel é justamente o dilema “ficamos aqui pra curtir o hotel, ou saímos pra explorar a cidade?”! – decisão difícil!

Pegamos todas as dicas sobre o que fazer e onde comer na cidade com o concierge do hotel – eles sempre são uma fonte inesgotável de conhecimento local!

Então logo no nosso primeiro dia, nossa primeira refeição foi a recomendação do hotel: o restaurante (relativamente) escondido na praça central “Limo“, no segundo andar de um sobrado, com a vista da praça e da catedral, com culinária Peruana tradicional, porém muito moderna.

A comida estava simplesmente sensacional, e a mistura perfeita de ingredientes e elementos Peruanos, com um toque bem moderno!

Acabamos ficando por lá bem mais tempo do que o planejado, mas sabe aqueles lugares perfeitos para um “almo-rave” (um almoço tão gostoso e relaxante que dura quase tanto quanto uma festa rave!).

Mas quando saímos de lá, já estávamos prontos e na cara do Gol para explorar a praça principal, a Plaza de Armas.

É ali o coração da cidade. Onde os primeiros exploradores construíram suas casas, igrejas e governo, e ao longo dos séculos foi se expandindo.

As duas atrações principais, são impossíveis de se perder: A Catedral de Cusco, e a Iglesia de la Compania.

Nós começamos pela Iglesia de Compania, menorzinha e bem no canto da praça, com uma vista privilegiada. E foi justamente isso que nos atraíu direto pra lá: vimos pessoas nas varandas das torres e imediatamente pensamos na vista!

Dicas de viagem Cusco

A Igreja é uma das mais antigas do Peru, construída em 1571, e tinha a intença de ser também a maior e mais imponente… Ela foi parcialmente destruída num terremoto no século 17, e logo depois reconstrída – mas seu interior parece que realmente viu a última mão de tinta mais ou menos nessa época!

Mas ao contrário do que pode soar, isso mantém o clima de “antigo” e carácter da Igreja – inclusive na escadinha que sobre até as torres, que é simplesmente apavorante! E se você mede mais que 1 metro e meio, cuidado com a cabeça!

Mas como imaginamos, a vista foi incrível! Então se você só tiver tempo de fazer uma única coisa em Cusco, suba na Torre da Iglesia de la Compania para ver a cidade lá de cima!

E logo na outra esquina, está a Catedral de Cusco, construída uns anos mais tarde (1560), mas que demorou mais de 100 anos para ficar pronta, e cada novo líder Espanhol que tomava a cidade, decidia acrescentar uma pouco mais e deixar sua marca.

Ambas as igrejas tem uma história controversa, pois foram construídas em cima de templos Incas, que foram destruídos como simbolismo da dominação Espanhola sobre os Incas, servindo de base a matéria prima para as novas construções.

Mas quando estávamos lá dentro ouvi uma bela explicação de um guia à uma família Espanhola, que comentaram justamente isso: que por serem Espanhóis, eles se sentiam “culpados” por tanta destruição, e em boa parte, pelo mundo não saber realmente quem foram os Incas.

E o guia respondeu que não – por mais que realmente isso seja uma página negra do passado Sul Americano e Espanhol, o Peru de hoje é o que é justamente por isso, por essa mistura, e pelas adversidades. Ninguém ali “culpa” os Espanhóis de hoje em dia, e muito menos os Espanhóis exploradores do século 16. Cada povo fez oq ue sabia fazer melhor, e a história de lá pra cá, conta a estória da vitória do mais forte.

Mas ainda assim, é impossível andar pela catedral sem reconhecer os elementos Incas e Peruanos nos detalhes e elementos da igreja, como por exemplo, o seu mais famoso mural, da Santa Ceia, onde Jesus e seus apóstolos ceiam porquinhos da índia assados (uma iguaria Peruana) e bebem “chicha”, uma bebida alcoólica tipica local, feita do milho vermelho.

De resto, tudo que fizemos em Cusco foi perambular e explorar as ruelas ao redor da Plaza de Armas, e os mercadinhos de artesanato e coisas típicas.

Fizemos também o circuito turistico da cidade antiga, que nada mais é do que um roteiro sugerido pela própria cidade, que passa por algumas ruas históricas, principais museus e galerias.

Tudo muito pitoresco e típico, e sempre com muitas mulheres em trajes típicos e coloridos! Muitas eram autênticas, indo e vindo em suas vidas, já outras estavam ali com suas Alpacas e Llamas justamente para chamar a atenção dos turistas.

Sei que essas coisas são de gosto debatível, mas foi impossível resistir às cores e aos sorrisos!

E no fundo, elas fazem parte da economia da cidade, esse é seu trabalho e famílias inteiras dependem disso.

Nossa última refeição em Cusco foi também uma recomendação do concierge do nosso hotel, e fomos jantar no “Chicha“, a versão Cusquenha e Peruana do aclamado chef Sul Americano Gastón Acurio (o mesmo do Astrid y Gastón que tem filiais em algumas cidades, e que nós conhecemos em nossa viagem ao Chile).

O Chicha não faz reservas, então tivemos que esperar um pouco antes de conseguir uma mesa, mas não foi nada terrível, principalmente por causa do belo bar de Pisco la dentro!

A comida foi muito mais tradicional e típica do que esperávamos, com muitos ingredientes que nem sequer sabíamos o que era! Mas igualmente deliciosos!

 

Adriana Miller
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