21 Feb 2011
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Anjaar

Anjaar, Dicas de Viagens, Libano

Depois do passeio pra Baalbek, o Hussein me levou pra ver Anjaar, que fica no caminho de volta a Beirute.

Anjaar é bem menos impressionante que seu vizinho, e também bem mais recente historicamente, mas é impressionante por sua extenção monumental – no total são mais de 114.000 metros quadrados, e ainda não terminaram de escavar tudo!

O diferencial de Anjaar em comparação com outras ruinas no Libano e Oriente Medio/Mediterraneo é que a cidade nunca passou pelo processo de contrstução, conquista, reconquista, destruicão e reconstrução que gerealmente vemos em outras areas.

A origem da cidade é Omíada, que foi a primeira dinastia Islamica estabelecida como seguidores do profeta Maomé e se estabeleceu como um importantissimo mercado na rota Oriental entre Damascus, Baalbek, Beirute e o Ocidente.

Entre suas ruinas já foram descobertas centenas de “lojas” e praças que carcterizam mercados, alem de banhos pre-Otomanos e palacios.

A dinastia reinou por cerca de 100 anos, e misteriosamente, abandonou a cidade.

Ao longo dos seculos (e das muitas guerras), Anjaar foi esquecida, destruida e soterrada até que na decada de 40 foi “redescoberta” e então começaram as escavações.

A primeira impressão de Anjaar é que o lugar é arquitetonicamente bem simples, principalmente em comparação com seus precedores Grego-Romanos e as dinasticas seguintes de Otomanos, Turcos e Muçulmanos em geral.

Mas a importancia de Anjaar é mais sublime, não só por ser uma das poucas ruinas Omíadas do mundo e contar um pouco sobre a origem Islamica, mas Anjaar (que em Arabe significa “Rio corrente” ou algo do tipo) tem estruturas super bem conservadas que mostra como os primeiros Muçulmanos armazenavam agua e supriam uma cidade inteira a partir das fontes nas montanhas do Libano.

Anjaar fica a mais ou menos 1 hora de Beirute, e foi uma otima opção pra fechar a viagem!

Mas uma vez o lugar estava inteiramente vazio, e pude perambular e fotografar cada detalhe das ruinas sem a presença e interrupção de massas de turistas, oque foi otimo!

 

Adriana Miller
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20 Feb 2011
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Baalbeck

Baalbek, Dicas de Viagens, Libano

Quando eu decidi esticar minha viagem ao Libano, eu sabia que queria conhecer alguma coisa por fora de Beirute, mas foi bem dificil escolher! O LIbano tem muita coisa legal pra ver, mas como eu só teria um dia, resolvi então que queria conhecer alguma coisa monumental!

Baalbeck foi a resposta certeira!

Baalbeck esta no norte do Libano (cerca de 2 horas a partir de Beirute), no vale Bekka, que fica entre as montanhas “alpinas” do Libano e a mini cadeia montanhosa que divide o Libano e a Siria geograficamente.

A viagem até Baalbeck foi bem interessante, pois o norte do pais, e principalmente a região de Bekka, é a sede do Hezbollah (um grupo militar e religioso de extremistas muçulmanos, e que vive em pé de guerra com Israel, e coleciona inimigos internacionais do calibre da Jordania, Arabia Saudita e inclusive são classificados como um grupo terrorista pelos EUA, UK e Canada).

O que faz do passeio interessante nessa região do pais é que por lá, o Hezbollah é respeitado e adorado pela população, que ao ser uma das areas mais empobrecidas e negligenciadas do pais, o Hezbollah constroi escolas, hospitais e um suporte social a população local.

Então tudo relacionado ao Hezbollah é praticamente uma atração turistica, e os caras tem posters, estatuas, outdoors e varios outros tipos de propaganda politica ao longo das estradas.

Mas o pessoal do sul do pais e Beirute são bem cuidadosos ao falar deles – o motorista que me levou pra lá evitava tocar no assunto, e só respondia minhas perguntas com “sim”, “nao” e “nao sei”, e como as estradas estavam vazias e eramos só nos dois no carro, ele me pediu pra não tirar fotos dos simbolos politicos – que são caracterizados pelas bandeirinhas amarelas na beira das estradas, e impossiveis de ignorar…

Mas o objetivo do passeio definitivamente nao era o Hezbollah e sim Baalbek – ou por seu nome Greco-Romano: Heliopolis, a cidade do Sol (em grego, Helio= Sol, Polis= cidade).

Baalbek hoje em dia é um cidade realtivamente grande, que se expandiu em volta da antiga cidade Greco-Romana, que foi fundada em cerca de 334a.c. quando o imperador Alexandre, o Grande conquistou o Oriente Medio.

A então Heliopolis, desenvolveu sua estrutura Fenicia já existente, e daí pra frente só cresceu, sob o comando de diferentes imperadores e conquistadores, até que se transformou na maior cidade do imperio Romano sob o comenado de Septimus Severus.

O complexo/cidade era sede dos templos dos Deuses Mitologicos Jupiter, Bacus e Venus, e é um lugar embasbacante!

E eu digo isso sendo a pessoa meio cinica que sou… Depois de ter tido o privilegio de conhecer lugares como a Grecia, Egito e Jordania, eu achava que seria bem dificil outros “templos” e impressionarem tanto…

Mas Baalbek foi como nada que eu jamais tenha visto na vida! Já na estrada que nos levou ao centro da cidade eu praticamente levei um susto quando vi o tamanho do lugar!

E lá dentro, nossa… Praticamente impossivel descrever um lugar tão gigantesco e imponente!

E pra aumentar ainda mais a sensação de espanto, o fato de que o Libano não é um lugar muito turistico (ainda) e o templo estava praticamente vazio, e a impressão que tive era que o lugar era todo só meu…

Nunca me senti tão pequena na vida! As colunas monumentais, os templos gigantescos, as esculturas, os tuneis, entradas e saidas… e eu lá no meio!

Baalbek/Heliopolis em seu auge, era uma cidade enorme, e as ruinas que vemos hoje em dia eram na verdade edificios complexos, com passagens subterraneas que conectavam as diferentes partes da cidade, andares diferentes (acho que no total, o “centro” da cidade tinha 5 andares), as escadarias, templos, banhos, aquedutos, marcados, praças, etc.

Eu sou uma pessoa muito, mas muito agradecida por tudo que tenho e sou na vida, e são lugares como Baalbek que me fazem sentir ainda mais humilde, e simplesmente mal acreditar que eu realmente estava lá!

E o cenario só contribuiu pra toda essa sensação de encontro com o alem… As inacretitaveis ruinas, o compexo praticamente desertico, silencioso, a neblina “misteriosa” e eu lá, sozinha, embasbacada em cada novo canto descoberto, cada detalhe esculpido no marmore, respirando o ar puro com o cheirinho de Cedros

Mas turisticamente falando, o impressionante é a conservação do lugar, que apesar dos terremotos, as guerras, as trocas de poder e de religião, ainda assim é cheio de detalhes que já não vemos nos templos de Tenas ou de Roma por exemplo, como o interior ainda super detalhado do gigantesco Templo de Bacus, e oque sobrou das colunas gigantescas do templo de Jupiter (só sobraram 6 colunas Corintians, e outras 8 colunas foram transferidas para Constantinopla, durante a construção da Hagia Sophia, em Instambul.

Como eu mencionei nos outros posts, a estrutura turistica no Libano ainda é bem precaria, e foi impossivel achar uma maneira mais independente de fazer qualquer passeio fora de Beirute, então seguia dica da Fe Costa e contratei o mesmo motorista que ela usou no Libano, o Hussein Abdallah, e que mais uma vez repasso a recomendação pra quem quiser viajar pelo Libano.

+96170809737 lebanon.tours@yahoo.com ou husseinabdull@yahoo.com

Adriana Miller
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10 Feb 2011
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Fui Assim: Libano

Beauty Everywhere, Libano

Apesar de ter rolado um bate papo no Twitter sobre a confusão que foi na hora de fazer minha mala pra viagem ao Libano, no final das contas foi bem simples, pois o Libano é um pais bem “ocidentalizado” e então usei minhas roupas normais, do dia a dia no escritorio de Londres, pra usar nos escritorio de Beirute tambem, sem problemas.

E no fim de semana aproveitei e dei uma esticadinha, e fui conhecer outras partes do país, e fui assim:

De baixo pra cima:

– Bota Biker: Zara

– Jeans: Gap

– Pullover cinza: Primark

– Jqueta de couro: Zara

– Oculos: Gucci

– Bolsa: LV Damier Neverfull

 

Adriana Miller
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