16
Jul
2013
Maternidade no UK: Durante e Depois
Escrito por Adriana Miller

Esse post est uns meses atrasado, mas eu queria mesmo esperar passar um pouco o rebulio de hormnios e emoes da gravidez e ps parto pra contar um pouco mais sobre a experincia de ficar grvida e ter um beb na Inglaterra, e responder algumas perguntas que recebi ao longo desse ltimo ano.

Mas antes de mais nada, vale reforar a ideia de que cada caso um caso, e a sua experincia (na Inglaterra ou qualquer outro lugar) ou a histria que voc ouviu da prima da vizinha do conhecido do seu amigo pode ter sido completamente diferente, o que no desmerece a experincia de ningum! E outra coisa que eu aprendi a duras penas foi o tanto que as pessoas gostam de dar palpite, opinio e sugestes na vida alheia – como se uma barrigona ou um beb no colo derrubasse todas as cortesias e a moral e bons costumes de respeito ao prximo (incrvel como ouvi barbaridades de estranhos nas ruas nas 3 semanas que passamos no Brasil! Aqui o pessoal se controla mais, mas volta e meia rola algum sem noo…).

Bem, comeaando pelo princpio, de maneira geral toda gravidez e parto no Reino Unido acompanhado e realizado pelo NHS (National Health System), que o sistema pblico de sade nacional.

As opinies positivas e negativas ao servio de sade varia o de 0 a 1000 – ha quem ame e ha quem odeie, o que depende demais de sua experincia nas mos deles. Mas o que interessa mesmo ressaltar que na Inglaterra todo mundo (que mora aqui legalmente) tem acesso a um sistema de sade de qualidade e totalmente de graa.

Claro que nada perfeito e a qualidade do servio geralmente esta atrelada a onde voc mora – se mora numa cidade/bairro bom, provavelmente o NHS local ser melhor. Se mora num bairro mais marginalizado, com muitos imigrantes e afins, as condies gerais do servio ser consideravelmente pior. Infelizmente.

Mas tambm existe um sistema privado de sade, que varia bastante de plano pra plano, mas que no geral no cobre maternidade e parto – eu tive a sorte de ter um timo plano de sade atravs da minha empresa que cobriu por inteiro meu pr-natal e parto, ento tive experincia nos dois lados.

Se voc fará seu pr natal e parto no NHS, o primeiro passo quando desconfiar que esta grávida, é ir no seu GP (seu médico de família da clínica do seu bairro) e fazer um exame de sangue. Esse exame é ultra básico, e apenas confirma o nível do hormônio Beta HCG, confirmando ou não a gravidez. Se o resultado for positivo, seu GP lhe encaminhará ao hospital (público) de seu bairro, onde você será acompanhada por midwives (enfermeiras obstetras, ou “parteiras”).

Na maioria das vezes, essa primeira consulta pode demorar semanas (que parecem ser eternas nesse comecinho de gravidez!), o que e extremamente frustrante, numa fase sensível onde tudo que queremos é a certeza que o bebê está bem!

Na pior das hipóteses a primeira consulta é marcada pra 12ª semana de gravidez – mas geralmente a primeira consulta com a midwife acontece entre a 8ª e 10ª semana, onde elas fazem um questionário geral sobre sua saúde (e avaliam a necessidade de mais exames), ouvem o batimento cardíaco do bebê, tiram pressão, peso etc.

Não espere nada muito sofisticado nem “personalizado”.

A primeira ultra sonografia acontece apenas na 12ª semana, quando fazem uma avaliação do desenvolvimento do bebê, e testam a possibilidade de doenças genéticas (síndrome de down e mais algumas outras).

Uma coisa que as vezes “choca” as mães Brasileiras de primeira viagem é que como na Inglaterra o aborto é 100% legalizado, rola todo um papo sobre suas “opções” caso o resultado dos exames não seja positivo – então cabe a cada mãe e cada pai a decisão sobre o que fazer daí pra frente.

Se tudo correr bem, a partir da 12ª semana de gestação você terá 1 consulta com a midwive por mês até a semana 36, quando as consultas passam a ser a cada 15 dias; e se sua gestação passar das 40 semanas, as consultas passam a ser semanais (e em alguns casos, a cada 2 ou 3 dias).

A sua única outra ultra sonografia será na semana 20, quando avaliam a formação física do bebê e onde os pais tem a opção de descobrir o sexo.

Aqui não existe exames de “sexagem fetal” nem nada do estilo, mesmo no sistema particular, e descobrir se o bebê é menino ou menina só mesmo na 20ª semana – e se o bebê cooperar (se o bebê estiver de pernas cruzadas ou numa posição onde não seja possivel ver o sexo, os pais tem que esperar até o nascimento do bebê pra descobrir, ou então fazer uma ultra num hospital particular. Mas o comum aqui é que ninguém descubra o sexo do bebê mesmo de qualquer maneira).

Ou seja, em uma gestação normal e saudável, a grávida não se consulta com um obstetra uma única vez, e é atendida pelo time de midwives de seu hospital (cada consulta será uma pessoa diferente, para que você se familiarize com toda equipe).

Quando você entrar em trabalho de parto, será atendia por uma das midwives (que provavelmente você já conheceu em alguma das consultas), que são também responsáveis pelo parto. Os Obstetras só entram em cena em casos de emergência.

E aqui na Inglaterra, parto é parto. Todos são normais, e de preferência o mais natural possível.

Cesáreas são consideradas “cirurgia de retirada de bebê”, e nunca chega a ser uma opção, a não ser que realmente exista um risco muito grande para a mãe e/ou bebê. Alguns fatores podem ser encarados como complicadores do parto normal, mas a decisão por uma cirurgia só acontece quando a mãe entre em trabalho de parto, ou nas semanas finais da estação (como por exemplo cordão umbilical enrolado no pescoço, bebê de cabeça pra cima, gêmeos, bebê grande, etc. Todos são vistos como “complicadores”, porém não são motivos suficientes para fazer a mulher passar por uma cirurgia abdominal).

Eu tive o privilégio de experimentar os dois lados do sistema de saúde na Inglaterra, e confesso que por ser mãe de primeira viagem e estar acostumada com os padrões Brasileiros (e o Aaron com padrões Americanos) de saúde, toda essa cosia de não ter obstetra, exames superficiais, não fazer ultras etc, me assustava um pouco, então fiz todo meu pré natal e parto pelo sistema privado.

E por aqui, pelo menos no meu plano de saúde, o sistema funciona igual ao Brasil: eu consultei meu ginecologista no inicio da gestação, fiz todos os exames necessários de sangue e hormonal, fiz a primeira ultra na 7ª semana para confirmar a gestação e batimentos cardíacos do bebê, e dai pra frente fiz uma ultra por mês.

Mais ou menos no 4ª mês, meu ginecologista me encaminhou para um Obstetra e prosseguimos com o pré natal normalmente.

Por sorte, meu Obstetra atende em vários hospitais particulares em Londres, então na reta final (7ª mês) eu resolvi trocar de hospital, para ficar mais perto de casa, então tive que refazer alguns exames e voltei a misturar um pouco o lado do NHS com o particular (a quem interessar possa: fiz meu pré natal no Portland Hospital, mas resolvi ter a Isabella na Lansdell Suite do St Thomas Hospital – uma ala particular dentro um hospital público – pois achei que a infra estrutura num caso de emergência seria mais completo).

Quando entrei em trabalho de parto, fui direto para o hospital, onde pude ficar relaxando com o Aaron enquanto esperava o parto progredir (no NHS a gestante só pode dar entrada no hospital quando já esta em trabalho de parto avançado, com contrações a cada 5 minutos pelo menos), com acompanhamento das midwives e do Obstetra.

De modo geral eu achei a experiência o máximo, e tanto no lado do NHS quando no particular fui muito bem cuidada, e gostei demais do estilo que os Britânicos (e Europeus em geral) encaram a maternidade e principalmente o parto.

A maioria das mulheres sonha e opta pelo parto normal sem anestesia (lembrando que a cesárea não faz parte do leque de “opções” e só acontece em casos muitos específicos), então o sistema é preparado pra isso.

Somos encorajadas a fazer um “birth plan” (“plano do parto”) onde é estabelecido seus desejos e prioridades, desde qual música você quer ouvir durante o trabalho de pato, a intensidade da luz, até decisões mais “sérias” como anestesia, episiotomia, opções de emergência (as mulheres aqui fogem MESMO da cesárea, então temos várias opções de intervenções e “ajudas” médicas para facilitar o parto normal), quem vai cortar o cordão umbilical, se o bebê vai ser examinado antes ou depois da primeira mamada etc, etc.

Eu optei pela anestesia peridural, mas ainda assim, a anestesia aplicada nos hospitais Ingleses é conhecida como “walking epidural”, ou a “peridural andante”, pois é aplicado apenas a dose mínima do anestésico, então elimina toda dor, mas sem eliminar a sensação do parto.

Então apesar de não ter sentido dor nenhuma em momento algum, eu pude andar pelo quarto, ir ao banheiro quantas vezes quis, usei a bola de pilates, as barras de apoio, etc e fiquei bastante ativa durante todo o parto, o que ajudou demais a passar o tempo e progredir com as contrações, dilatação etc. Mas ao mesmo tempo eu conseguia sentir tudo que estava acontecendo “dentro” da minha barriga – sabia quando estava tendo uma contração (sem dor, mas sentia a barriga ficando dura), sentia ela se mexer, quando a cabeça foi abaixando etc. E na hora de empurrar, também conseguia sentir cada contração, o que ajudou a focar meus esforços, saber quando respirar, quando empurrar, quando parar etc. O médico e as parteiras iam me guiando, mas foi sensacional conseguir participar “ativamente” do parto.

Não existe experiência igual!! Só tenho memórias maravilhosas daquele dia/noite e já mal posso esperar pelos próximos partos!

Foi cansativo, claro. No total, entre a bolsa romper e a Isabella nascer foram 21 horas de “trabalho”, sem comer ou dormir direito, mas foi o que meu corpo precisava para se preparar para aquilo tudo.

Eu também aceitei/optei por receber hormônios artificiais (oxitocina) para acelerar as contrações/dilatações, pois as horas estava passando rápido demais e o parto não estava progredindo de acordo. E como a regra aqui é que a mulher só pode ficar em trabalho de parto por 24 horas depois que a bolsa estoura, não quis arriscar ter que acabar numa mesa cirúrgica depois de passar tantas horas “trabalhando”. Mas gostei que no fim das contas, a opção foi minha. Poderia ter esperado mais algumas horas, e quem sabe, tudo teria progredido normalmente, sem intervenções nem hormônios artificiais. Mas naquele momento foi o melhor pra mim e minha filha, pois estava ficando cansada e não queria arriscar estragar o momento.

A fase de recuperação pós também é diferente entre o NHS e particular, pois a grandíssima maioria dos hospitais públicos, a mulher é transferida para uma ala pós parto, que são enfermarias divididas com outras mulheres e seus bebês (os hospitais Ingleses não tem berçários, e seja público ou particular o bebê SEMPRE fica com a mãe desde o primeiro segundo de vida). Portanto não há privacidade, as visitas são limitadas e o pai da criança ou parceiro(a) da mãe não podem ficar junto.

Se o parto não tiver complicações e o bebê nascer durante a manhã/dia, a família volta pra casa no mesmo dia (uma amiga voltou pra casa 6 horas depois que sua filha nasceu – sem anestesia e num parto na agua. Ela preferiu se recuperar em casa do que na enfermaria do hospital).

No nosso caso, como estávamos na ala particular eu pedi pra passar mais uma noite (estava muito cansada e com muito medo de voltar pra casa e ser responsável por um bebê! hahahahah), então eu e o Aaron passamos um total de 3 dias e 2 noites no hospital (o 1ª dia em trabalho de parto, e 2 dias e 1 noite já dividindo o quarto com a Bella!).

Mas o surpreendente mesmo é depois que o bebê nasce e achei o serviço prestado pelo NHS incrível!

Entre as primeiras 24 e 48 horas depois que a mãe e bebê voltam pra casa nós somos visitadas por uma midwife e/ou Health Visitor, que a cada 3 ou 4 dias vem visitar a mãe e o bebê para se assegurar que esta tudo bem na recuperação e adaptação da nova família.

Elas pesam o bebê, examinam a mãe, conferem amamentação, informam sobre alimentação, vacinação do bebê, depressão pós parto e o que mais mãe/pai/bebê precisem!

No nosso caso foi crucial pois a Isabella perdeu muito peso depois que nasceu, então a midwife vinha nos ver a cada dois dias (mesmo no dia que a cidade parou por causa de uma nevasca ela apareceu!), me orientou em relação a amamentação, como cuidar do umbigo, dar banho, colocar pra dormir, etc, etc, etc, até tudo estar 100% normal, o que só aconteceu com quase 3 semanas. E lembrando que a Isabella nasceu no auge do inverno, na semana mais fria do ano (na sua primeira semana de vida nevou 4 dias seguidos!), e só o fato de não ter que sair de casa com um bebê recém nascido abaixo do peso no frio foi uma alívio!

Esse apoio do sistema público de saúde foi fundamental para uma recuperação tranquila, amamentação bem sucedida e um bebê saudável!

Depois disso, na 6ª semana pós parto fizemos (eu e Isabella) um check up com o GP (General Practice, ou o clínico geral que é o médico de família de seu bairro) e eu também tive um check up com o Obstetra.

Daí pra frente, uma vez por semana (e agora que ela esta mais velha, uma vez por mês) vamos na “baby clinic” da clínica do bairro medir/pesar e fazer um check up geral e conversar com as Health Visitors.

Uma coisa estranha é não ser consultada por um pediatra, e sim um clínico geral ou enfermeira (a não ser que você tenha plano de saúde), mas eles fazem uma triagem inicial e se algo não estiver bem, seu bebê é encaminhado para a pediatria do hospital de seu bairro.

No sistema privado, funciona como no Brasil: você leva seu bebê uma vez por mês no pediatra, pode ligar de madrugada, fazer perguntas bobas sobre a cor do cocô e o que mais quiser :-)

 

Não sei se minha experiência teria sido tão positiva se meu pré natal e parto tivessem sido 100% pelo NHS, mas o pouco que vi, gostei bastante da filosofia “gestação-parto-pós parto” que eles tem aqui, em ambos os lados do sistema, e fico um pouco decepcionada com as estatísticas de parto no Brasil.

Agora só me resta esperar que minha próxima gestação seja tão saudável e tranquila quanto a primeira e que mais uma vez eu possa ter um parto normal, natural e sem complicações!

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Siga me!

Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
Siga me!

Latest posts by Adriana Miller (see all)

Categorias: Gravidez, Pessoal, Vida na Inglaterra, Vida no Exterior
72

72 Comentários em:
"Maternidade no UK: Durante e Depois"

  1. Luciana Misura - 16/07/2013

    Pois nos EUA o nosso sistema completamente privado é igual ao seu sistema público aí, é muito fraco mesmo!! E eu achei ótima essa história de peridural andante, aqui depois da peridural a gente não levanta mais da cama :-( Esse serviço depois que o bebê nasce é incrível mesmo, umas amigas que tiveram filho aí já tinham me contado que era assim, outro nível…

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Eu tinha meio medo do sistema público porque até então minha experiência com eles tinham sido muito ruim, mas me surpreendi!
      E realmente a walking epidural é outra vida! É a junção do melhor dos dois mundos: sem dor nem incômodos, mas podendo participar ativamente do parto (motivo pelo qual muitas mulheres optam um parto natural sem anestesia, ou uma cesárea e acabam sofrendo mais que o necessário).

  2. Yasmin - 16/07/2013

    Essa técnica de anestesia é falada nos cursos de medicina, é uma questão fisico-quimica bem simples (a bainha de gordura das fibras motoras é mais espessa que as sensitivas, então a anestesia penetra mais fácil nelas), acho uma vergonha essa falta de incentivo ao parto normal q rola no Brasil. Os próprios gineco/obstetras daqui dão uma preferência ampla a cesárea.
    E com certeza, se a sua saúde e a do bebê foram que nem as da Bellinha, próximo parto vai ser mais tranquilo ainda!! O primeiro parto (normal, cesárea não conta) é sempre mais complicado pra mãe, no segundo o organismo meio que já sabe o que fazer :-)

  3. Camilla Kafino - 16/07/2013

    Puxa Dri, que experiência incrível! fiquei realmente emocionada de ler o momento da chegada de sua princesinha. Arrepiante e delicioso. Como seria legal que aqui no Brasil existisse um pouco mais disso, da naturalidade do parto e do empoderamento da mãe nas decisões sobre o que está acontecendo e o que ela prefere. Parabéns pela família linda. Essa experiência positiva com certeza é o que garante que as mulheres queiram outros filhos. Penso em gravidez de vez em quando e morro de medo de pensar no parto. Não pelo parto em si, mas em como as coisas acontecem por aqui.
    Bom, um grande beijo para você e pra bela Bella!!

  4. Rhaniele - 16/07/2013

    Oi Dri! Estou fazendo o meu pé-natal no Chelsea & Westmister Hospital e tenho achado ótimo. É claro que dá um medinho de estar totalmente no serviço público, ainda mais para nós brasileiros acostumados a ter plano de saúde. Mas, por enquanto, tenho achado tudo bem organizado para funcionar para todos, sem perder a qualidade. Perde-se em hotelaria, mas acho que em cuidado estou me sentindo amparada. Bem, amanhã entro no último mês e só vou falar mesmo que foi um sucesso tudo depois que passar pelo grande dia e ficar tudo bem!!! Estou também gostando muito da visão deles sobre o parto; no Brasil, ele é tratado quase como doença e é muito medicalizado…aqui é vida normal, como deve ser!!!

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Oi Rhaniele!
      Tenho varias amigas que tiveram seus babies no Westminster & Chelsea! Eu tb quase fui pra lá (no nHS)!
      Todas elas adoraram suas experiências (inclusive essa menina que voltou pra casa depois de 6 horas que pariu teve sua filha lá no Westminster).

  5. Luísa Ferreira - 16/07/2013

    Adoro esse tipo de post, contando sobre aspectos práticos da vida aí :) E fico muito feliz por sua experiência com Bella ter sido/estar sendo tão linda :)

  6. Thais - 17/07/2013

    É incrível como seus relatos sobre parto/maternidade são totalmente diferentes dos das minhas amigas!!! Parto e maternidade são tratados como doença, atraso de vida aqui. Morro de curiosidade de saber do que vc ouviu e que te deixou tão horrorizada nessas 3 semanas aqui em comparação com o que é dito (ou não) por aí, pois pelo que leio nos comentários daqui e no instagram, tem que ter muita paciência. .. Bjs

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Ah… Ouvi muita besteirinha e intromissão. Nada demais obvio, mas so aquelas coisas de “oi? O que vc tem a ver com isso?!”

      Olha, claro que cada caso é um caso, e realmente mulheres podem ter experiências muito diferentes em suas gestações, e tem gente que realmente fica muito mal e “doente” durante a gravidez. Mas graças a deus essas sao as excessoes e nao a regra.
      Mas o que me surpreende é o choque que as pessoas tem ao ouvir que tive im parto normal (no Brasil): “meu deus! Coitada!! Doeu muito?!?!”
      Ham… Claro que nao!!
      So sente dor quem QUER, anestesia esta ai pra isso! (Em ambos os casos né?! Assim como ninguém faria uma cesárea sem anestesia, pra que fazer normal sem anestesia?!)
      E pra quem fala que querem cesárea porque tem “medo da dor”, que tal passar 6 semanas se recuperando de uma cirurgia abdominal enquanto voce tem que cuidar de um recen nascido?
      Troco qualquer dorzinha por algumas horas no dia do parto em troca de um pos parto tranquilo…
      Mas a mídia tem muuuuuuita culpa nisso!!
      É tudo muito exagerado, aquela coisa da mulher gritando, correria, suor e desespero! Hehehe
      Nao é assim nao gente!! :-) Isso so acontece em novela!

      • Thais - 17/07/2013

        Pois é o meu maior problema hj é ser a ‘louca’que prefere o parto normal a qualquer cirurgia! Me apavora o fato de cortarem a minha barriga por mera especulação financeira!!! E olha que as pessoas me olham como ET! Já falei ‘brincando’que vou para alemanha parir só para ter meu direito de escolha respeitado. Hehehehee
        Mas essa coisa de intromissão me incomoda muito também ainda mais essas lendas de que bebê não pode nada. Tenho amigas que têm filho de 2/3 anos que nunca viajaram. Se limitaram totalmente pelo fato de terem filho. Me deprime só de ver, imagina viver assim?

  7. Bete - 17/07/2013

    Olá Adri. Qual seu plano de saúde? Ele cobre os custos do parto? Caso a grávida queira optar por ficar num quarto particular, ela pode pagar? Acho mais confortável quando a grávida fica pelo menos uma noite no hospital depois do parto. Dá um pouco de medo, voltar pra casa depois de algumas horas. Obrigada.

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Oi Bete, meu plano é o “Allianz Worldwide” e cobre 70% dos custos relacionados a gravidez e parto.
      Mas mesmo sem plano, qualquer um pode optar pelo pre Natal + parto num hospital particular (basta pagar).
      Mas os quartos particulares apenas estão disponíveis nos hospitais particulares. Que eu saiba, ou os hospitais do NHS tem quartos particulares (para todas as mulheres pos parto), ou nao. Voce nao tem a opção de pagar separado por um quarto.

      • Fernanda - 17/07/2013

        Oi Adriana e Júlia,
        Só um comentário sobre isso. Acabei de ter meu filho pelo NHS e sobre essa questão dos quartos, funciona o seguinte. Os hospitais tem quartos que eles chamam de Amenity Rooms que vc pode pagar pra ficar sozinha. Mas eh importante ressaltar que vc nao fica sozinha na primeira noite (tem de dormir com as outras mulheres, porque eles dizem que assim vc fica mais bem assistida em caso de qq emergência) e você nao tem como reservar esse quarto. So na hora vc vai saber se tem ou não. E apesar de vc poder pagar por eles, a prioridade nao eh de quem paga. Por exemplo, uma mulher que teve gêmeos teria prioridade, mesmo nao pagando. E o mais importante: mesmo que vc fique no quarto sozinha, você dorme sozinha, sem acompanhante. Eu fiquei num desses e o custo foi de 100 pounds (varia em cada hospital). Pra mim foi melhor, pq consegui descansar mais (mesmo nao tendo ajuda com o baby, só acordava por causa do choro dele).

        Dri, só um comentario sobre a questão da anestesia, que so tem dor se vc quiser. Eu tentei parto normal por 18 horas e infelizmente nao tive dilatação maior que dois centímetros (mesmo tendo contrações a cada 2 min). Nao sei se isso eh uma determinação do NHS ou do hospital, mas eu nao pude tomar a anestesia pq segundo eles só poderia dar com dilatação maior que 5. Apesar de no fim ter tido uma cesárea, nao me arrependo nadinha de ter tentado. E uma coisa eu posso garantir. Mesmo cesariana, o parto aqui eh muito mais humanizado (tive minha primeira filha tb por cesárea no Rio, na melhor maternidade de lá). Aqui a prioridade eh a relação mãe e bebê.
        Bjs e parabéns pela filhota.
        Fernanda

        • Fernanda - 17/07/2013

          Júlia nao, Bete! Sorry!!!!

        • Adriana Miller - 17/07/2013

          Pois é, acho que isso foi mais uma balela do NHS (geralmente as historias negativas em relação a eles quase sempre envolve a questão da anestesia), pois eu tomei anestesia depois de 15 horas de trabalho de parto e com ZERO dilatação. O obstetra disse justamente que a anestesia ia me ajudar a relaxar e isso provavelmente ia acabar desencadeando a dilatação.
          E foi dito e feito?
          Tudo bem que ainda demorou mais 7 horas ate ter a dilatação completa, mas como estava anestesiada e recebendo Oxitocina numa boa, fomos deixando rolar e monitorando o bebe, pra garantir que estava tudo bem.

          • Fernanda - 17/07/2013

            Com certeza, Dri. E acho super importante mesmo vc contar sua história pra dismistificar isso. Eu era totalmente frustada por nao ter entrado em trabalho de parto da minha primeira filha, pela medica ter colocado milhões de empecilhos pra um parto normal. E, de novo, apesar de ter feito uma outra cesárea por aqui (necessária e nao eletiva como no Brasil), de ter ficado em quarto comunitário, sem acompanhante etc., preferi essa a minha primeira cesariana. No Brasil o parto eh um show e, por isso, acaba privilegiando quem foi assistir (tiram o bebe da mãe pra levar pra família conhecer etc). Ter meu filho no meu colo durante todos os momentos, mesmo enquanto estava sendo operada, foi maravilhoso e facilitou muito a questão da amamentação. Também tenho uma relação de amor e ódio com o NHS, mas nao posso reclamar nada do atendimento que tive. E o mais importante: nossos filhotes estão bem e saudáveis!
            Bjs

  8. PatriciaUk - 17/07/2013

    Sabe que eu nao quiz se chata e perguntar sobre os palpiteiros de plantao do Brasil! Qdo eu fui pela primeira vez com o Djem de 6 meses eu fiquei meio que overwhelmed com os palpites!! Mas aprendi a ignorar….

    Minhas 2 experiencias com partos foram 100% NHS e foram exelentes! No primiero tive a mesma anestesia mas no segundo foi tudo ao natural ja que durou apenas 4 hrs e tbem fui embora no mesmo dia. Os meninos agora com 9 e 7 anos nunca foram a um pediatra!! Minha mae sempre pergunta se eles nao vao fazer exame de sangue e ta, mas se stao saudaveis porque ne?

    Uns dos nossos melhores amigos, o filho mais novo dela foi diagnosticado com Leucemia ha 2 anos atraz, ele em mais 1 ano de tratamento que esta sendo feito no John Radcliff em Oxford e a Mel nao tem do que se queixar com os hospitais, medicos, etc. varias vezes a acompanhei e tudo de primeira e de Graca!!

    xx

  9. Thais - 17/07/2013

    Olá Adriana! adoro seu blog e adorei este post em especial. Moro na Alemanha, em 2-3 semanas deve nascer nossa menininha, parto normal, com uma assistencia incrivel como vc descreveu, se Deus quiser. Ler sua experiencia me deixa ainda mais tranquila. Suas dicas aqui no blog sao melhores para mim do que as dos livros que comprei :-) Parabens e muito obrigada por destinar seu tempo a este blog. Muitas felicidades para vc e sua familia linda!

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Boa sorte Thais!!! :-)

  10. Aline - 17/07/2013

    Oi Dri. Adorei seu relato. Eu também estou grávida, mas ainda com 5 meses. Penso muito em parto normal, já que minha mãe tb teve e me incentiva mas infelizmente além dela, ninguém me apoia nesta decisão. Quando falo para amigas e parentes todos ficam horrorizados e dizem: Não faça isso, vc vai sentir muita dor. Assim como vc, também queria participar do parto e ficar 100% depois que o bebê nascer. Eu sei o quanto a cesárea deve ser difícil depois que vi minha cunhada voltando toda dopada do centro cirúrgico, as enfermeiras virando ela de qualquer jeito…assustador. Meu maior medo é perder a consciência rsrs. Ainda não estou segura se vou ter parto normal pois ainda não conversei com a minha obstetra mas mesmo assim fico chateada com a visão que as pessoas tem do parto normal e o pré-julgamento que fazem das escolhas dos outros. Enfim, obrigada pelo “serviço” prestado às queridas leitoras deste incrível blog. Beijos.

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Sentir dor?!?!
      Bem, elas andam assistindo muita novela… e já viram alguem se recuperando de uma cirurgia de alto risco como a cesárea? Logo no momento que vc esta mais frágil, sem dormir, amamentando, etc, etc. Sem conseguir andar, se levantar, podendo ter infecções, tomando remédios, etc
      Sim, as contrações doem, mas anestesia esta ai pra isso. Só sente dor quem opta por um parto 100% natural. Eu optei pela anestesia e não senti dor alguma.
      Além disso, contração é uma dor que dá e passa. Não é aquela coisa constante de um corte, um osso quebrado ou até mesmo cólica menstrual (ou uma cirurgia, né). As contrações duram cerca de 1 minuto, começam de leve, vão aumentando, até o pico da dor/incômodo (que dura segundos), e já começa a aliviar de novo. E depois vc tem vários minutos entre uma e outra, e até esquece (eu dormia entre uma contração e outra).

  11. Juliana P. Galvao - 17/07/2013

    Nossa Dri, que diferença da realidade do Brasil!!! Primeiro que o nosso Sistema Público é super precário; e,
    segundo que os proprios obstétras nos incentivam a cesária.

    Mas, ao mesmo tempo, acho que ficaria receosa de não me consultar com um obstetra e sempre ter que se consultar com uma enfermeira diferente… Nao fica assim, meio impessoal???

    Também achei bacana essa anestesia que vc tomou (será que tem no Brasil???) e o seu atendimento pós-parto.

    Belinha só faz este acompanhamento com efermeiras ou ela vai a um pediatra?

    Ótimo post!

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Eu também acho que o serviço só com as parteiras fica meio impessoal (era um dos meus maiores “medos”, não ter uma relacionamento de confiança com a pessoa que iria fazer meu parto), mas acho que é uma questão de costume. Não estamos acostumadas com esse conceito, então nos parece estranho…
      Apesar de ter tido meu Obstetra comigo durante o parto, como fiquei no hospital muito tempo, acabei passando por 3 midwives diferentes, e olha, sinceramente? Não fez a nenhuma diferença nem me incomodou não.

  12. Liliana - 17/07/2013

    Tenho muita preguiça do drama que algumas mulheres fazem no Brasil em relação a maternidade, principalmnente ao parto. Isso tendo todo um acompanhamento e a família inteira por perto. Admiro a maneira realista e sem frescuras que você encara isso tudo, Dri. Não tenho filhos, mas pelo que minhas amigas contam, o pré natal daqui pelo NHS é realmente fraco. E pelo que converso também rola um drama na maioria dos partos, mais em relação a espera(volta para casa e só me apareça quando as contrações aumentarem), hora de dar a anestesia e hormonios para estimularem o parto, usar forceps e essas coisas. Algumas amigas minhas ficaram 2 dias em trabalho de parto e nesse vai e volta para hospital, para no final das contas ter que fazer cesárea. Sou a favor da falta de drama, mas acho que ter um parto normal com 2 dias em trabalho de parto não é muito normal e acaba estressando o corpo bastante. Mas confesso entre ter esse tipo de drama e já marcar o dia que meu filho vai nascer 2 meses antes sem uma razão séria, simplesmente porque eu não estou a fim de ter um parto normal, ainda prefiro o parto normal. Assim como você também sempre ouço elogios em relação ao pós parto. E em casos com risco, como aconteceu com minha prima, o atendimento é incrível.xx

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Tambem já ouvi muitas histórias de terror do NHS e por isso tive tanto preconceito e acabei indo pro privado. E nunca vou saber se minha experiência teria sido tão positiva se tivesse ficado 100% nas mãos do NHS, mas acho que sim.
      De maneira geral gostei bastante da filosofia que eles tem aqui em relação a parto, e não me senti alienada em momento algum.
      O momento era meu e do meu marido e nós comandamos o “show” – e isso não tem preço!

      E eu sei que soa piegas e meio “tree hugger”, mas de verdade me senti “empowered” pela experiência, assistir como meu corpo sabia o que estava fazendo e foi tudo muito “instinto animal” mesmo.
      Recomendo!
      Uma experiência sem igual! :-)

  13. Patrícia A. - 17/07/2013

    Oi Dri!
    Também adorei seu relato. Eu tive meu primeiro filho de cesárea (ele não desceu, mesmo depois de quase 24h de trabalho de parto) e o segundo de parto normal. Concordo com você: há uma cultura de cesárea aqui no Brasil que é, no mínimo, imoral. Meu segundo parto foi lindo, intimista, tranquilo – muito difrente do primeiro, em que fiquei imobilizada, morrendo de frio, com um mundo de gente na sala, mal acompanhando o que se passava. A recuperação então, nem se fala. Da segunda vez, no dia seguinte já pegava o mais velho no braço pra ver o caçula tomando banho, o inchaço foi bem menor, minha barriga desinchou mais rápido… Tudo de bom. Eu fico muito feliz de ver mais relatos tão positivos de parto normal. Aproveitando, vai estrear em breve o documentário “O renascimento do parto” (acho que é isso) – já tem trailer no YouTube. Quem sabe, aos poucos as mães brasileiras conseguem ser mais participativas em um momento tão marcante, mágico, inesquecível. Beijos

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Realmente, acho que mesmo se parto normal fosse todo esse dramalhão e sofrimento sem fim que as pessoas acham (erroneamente) que é, ainda assim seria MUITO melhor do que ter que se recuperar de uma cirurgia, e logo nesse momento do pós parto, de ter que amamentar, cuidar de um bebezinho que dependa da gente pra tudo!
      A Isabella nasceu as 11 da noite, as 3 da manha voltei pro quarto com ela e o Aaron. No dia seguinte acordamos cerca das 8 da manhã e eu já levantei sozinha, tomei banho, fui ao banheiro, etc, etc. Lógico que estava exausta, mas fisicamente muito bem, como se nada tivesse acontecido! :-)

  14. Rafaela - 17/07/2013

    Moro na Alemanha e tambem sou a favor do parto normal , mas sinceramente apenas em paises que dao suporte para isso, caso que nao acontece no Brasil, onde a maioria dos medicos nao querem ficar tipo 12 horas ( ou ate mais ou ate menos ) esperando o parto , e sinceramente ja vi relatos horroveis sobre medicos que nao tiveram paciencia e ficaram fazendo pressao na hora do parto para que a Mae fizesse uma cesaria. A realidade e’outra no Brasil , eu mesma aqui na Alemanha fiquei em uma sala sozinha com banheira, musica e tudo o mais que e’normal as pessoas que moram aqui ter mas se tivesse no Brasil nao sei se teria optado pelo normal, acho que nö final vai de cada um lembrando que apesar de preferir o parto normal, existe sim cesarias onde o pos operatorio e’ super normal e tambem parto normais com complicacoes, no final fica a experiencia de que cada caso e’ um caso.
    Parabens pelo Blog , pela filhota e sucesso sempre.
    Bjs

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Pois é, mas a realidade do Brasil nunca vai mudar se as mulheres não perderem o “medo do parto” e comecem a exigir que seus médicos as respeitem e respeitem suas vontades e desejos.
      Conheço poucas mulheres no Brasil que tiveram parto normal, mas todas elas concordam que a experiência foi muito boa e os profissionais envolvidos sempre muito bons – talvez seja essa a vantagem né? Já que são poucos os obstetras Brasileiros que fazem parto normal, os que fazem é porque acreditam mesmo na ideia e acabam caprichando pra muler ter uma boa experiência.

      • dani - 17/07/2013

        Engracado, estou lendo estes comentarios em choque aqui. Pelo menos no meu circulo de amigas, que nao e pequeno, nao vi ninguem dizer que nao queria ter o parto normal ou teria medo dele, pelo contrario. As pessoas que nao tiveram, foi porque nao puderam ter, e vou te falar que muita gente nao consegue ter. Acho que cada caso e um caso, nao da pra generalizar. Eu por exemplo desde o inicio sabia que nao seria normal pois tenho varios miomas inclusive alguns estavam na passagem do bebe e saberia que nao teria como. Meu pre natal aqui foi maravilhoso, minha cirurgia tranquila, o pos operatorio tambem tranquilo e minhas consultas com pediatra otimas. Nao tenho absolutamente nada para reclamar aqui no Brasil e nao conheco alguem que tenha. Inclusive tenho amigas que fizeram parto normal numa boa e tambem que fizeram cesaria tambem numa boa. Acho que gravidez e filhos sempre sera um assunto polemico, mas ninguem tera a formula perfeita, porque cada gravidez e uma e cada filho e um tambem. Tenho uma amiga que como voce, teve uma gravidez super tranquila e achava todas as outras frescas, desdenhava de todo mundo. Pois bem, a segunda gravidez dela foi um caos total, ela teve de tudo e mais um pouco e teve que ficar de boca calada.
        A frase que gravidez nao e doenca e que a mais me irrita. Eu tive 5 episodios no trabalho de pressao baixa e dois desmaios e meu chefe um dia veio com esse papo pra mim. Claro que gravidez nao e doenca, mas nosso corpo esta diferente. E cada uma reage de um jeito. Tive amigas com pressao alta, outras com diabetes, outras com enjoo interminavel, algumas engordaram mil quilos, outras mal conseguiam andar, outras ficaram de repouso a gravidez quase toda e algumas nao tiveram nada….E depois do filho algumas conseguiram amamentar lindamente e outras nao…Gente, nao tem regra, nao tem formula. Todas as MAES sabem o que fazem e tenho certeza que fazem o seu melhor. Entao acho que falar que as que sofreram mais fizeram um drama, e pegar pesado demais e praticamente cuspir pro alto, principalmente aquelas que querem mais filhos.
        bjs,
        Dani

        • Adriana Miller - 17/07/2013

          É isso ai. Cada caso é um caso, e cada gravidez/mulher tem sua experiência pessoal e intransferível!
          Sempre digo que com a gravidez/parto da Isabella foi tudo mil maravilhas, mas pode ser que a próxima seja muuuuuito diferente e mal consiga sair da cama. So o tempo dirá.

          Acho que a questão da “frescura” aqui é mais em relação a cultura de “fragilidade” que rola no Brasil, independente da situação física de cada mulher.
          O que eu ouvi de “ai, gravida nao pode fazer isso nao!” De amigos/parentes/bisbilhoteiros Brasileiros nao ta no gibi. Enquanto que aqui isso tudo é encarado com mais tranqüilidade.
          Tipo “ta gravida? Que otimo! Agora vai lá e segue com sua vida numa boa”.

          Mas realmente com gravidez nao se brinca e as transformações no corpo e mente da mulher sao tremendas. Cada uma é que sabe das dores e delicias de sua própria experiência.
          E assim como voce, tambem tenho amigas que tiveram cesárea numa boa, por opção própria e adoraram a experiência igualmente.
          Cada qual com seu cada um.
          Mas afinal, o post é sobre a minha experiência e minhas opiniões, certo?
          Há quem concorde e quem discorde.

          • Dani - 18/07/2013

            Claro, suas experiencias, sem duvida…mas estava lendo os comentarios e vi outras opinioes sobre o assunto e resolvi comentar. Mesmo sendo sobre o seu ponto de vista, como falei, o q hj vc achou uma frescura pois na sua gravidez foi tranquilo, numa proxima pode nao ser. Ja vi isso aos montes acontecer pois nao sabemos mesmo como o nosso corpo ira responder em uma determinada gestacao. Bjs

  15. Sophia - 17/07/2013

    Juliana Galvão, sim, essa anestesia também está disponível no Brasil. Na verdade, não é anestesia, é analgesia apenas. Diga já ao seu médico que você quer o parto normal com analgesia e ele vai entender perfeitamente. Se ele não entender (a.k.a. fingir que não entende), é porque não quer fazer. Pesquise e procure por outro médico, porque isso é sinal de que, na hora H, ele vai te pressionar para fazer cesárea.
    A analgesia do parto é igual a analsegia da dor de cabeça. Quando você está com dor de cabeça e toma um analgésico (seja oral ou injetado), você não deixa de sentir sua cabeça em cima do pescoço. Rsrsrs. Você apenas não sente mais a dor. No parto com analgesia, é igual: te ministram analgésicos injetáveis que farão com que você não sinta dor, mas que continue com controle muscular de todo seu corpo, sentindo a pressão das contrações e com capacidade de empurrar o bebê. Boa sorte para você e muita saúde para o seu bebezinho.

  16. Jackie - 17/07/2013

    Ai como adoro ler seus relatos sobre maternidade! Tao diferentes da maioria das mulheres que conheço pessoalmente… tanto parto qt o dia a dia. Já disse isso aqui varias vezes e repito. Qt a imagem de pato aqui no Brasil a midia ajuda muuuuito new Nossa, eu achava que qd rompesse a bolsa tinha que correr e pôr a mao embaixo senão o bebeb caia hahaha Tenho uma amiga que tem blog que é super informada e a favor do parto normal, e ela ta contando sobre o dela e estou “aprendendo” mais e já sei que isso nao é verdade rs
    Um problema é que no brasil cesárea é desvinculada da imagem de cirurgia, pq é isso, uma cirurgia. Qd alguem diz “vou fazer uma cirurgia” é normal sentir apreensao, saber que tem riscos, complicações etc. Mas cesarea aqui é sinonnimo de parto. Eu sou super contra qq cirurgia desnecessaria, pois tenho sequelas de uma cirurgia (necessaria), e sei o qt qq intervencao cirurgica tem riscos e pode complicar nossa vida. Nunca ia querer “entrar na faca” sem necessidade.
    Tenho acompanhado as fotos da Bella e ela esta lindona! Parabens pela filhota.
    Beijos,

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Hahahah!
      Quem dera que fosse assim! Rompeu a bolsa e o bebê já sai caindo pelas pernas! Seria Tãaaaaao mais fácil :-)

      Claro que cada mulher passa pelos estágios do parto de maneira diferente (algumas super rápido, outras – como eu – super demorado).
      Mas quando minha bolsa rompeu eu tomei banho, fiz escova no cabelo e fui pro hospital ANDANDO :-)
      Mas se a novela mostra isso, não vai dar Ibope né?
      Novela e filme tem que mostrar aquela correria, a mulher toda suada, gritando e se descabelando desesperada com seu “sofrimento”.

  17. julia - 17/07/2013

    Oi Adriana,
    Voce foi criada no brasil no meio da cultura do “horror” do parto normal. Mesmo assim vc sempre “sonhou” em ter o parto normal ou aceitou à medida que na Inglaterra nao teria outra opção? Teve algum choque inicial com a ideia? Pergunto, pois estou querendo muito engravidar, mas tenho pavor de pensar no parto

    • Adriana Miller - 17/07/2013

      Não, muito pelo contrário. Minha mãe teve dois partos normais e sempre falou maravilhas da experiência, então sempre soube que essa seria minha opção quando chegasse minha vez.
      E claro, como toda grávida de primeira viagem também tinha receios em relação ao parto, mas nunca cheguei a ter “medo” – e a medida que a gravidez foi passando e fui lendo e aprendendo sobre o processo, o receio foi embora! :-)

  18. Juliana - 18/07/2013

    Bom, eu acho que não são só as grávidas e mamães brasileiras que reclamam ou exageram, ou pintam as coisas de uma maneira que quem não tem filhos até desanima com a ideia. Isso é NORMAL em qualquer país !!!! Talvez os povos latinos, por serem mais abertos/falantes/espontaneos, pareçam um pouco mais exagerados, mas gente não tem como não sentir o FURACÃO que é a chegada de um bb na sua vida, por mais que sua gravidez tenha sido um oásis e o bb um anjo (o que é rarííiissimo).
    Cada um absorve do seu jeito as mudanças de vida que a gravidez e cuidar de um bb implicam, uns falam mais, outros menos sobre isso. Mas o IMPACTO é grande para TODOS e (sei que isso é cliche- mas a vida nunca mais é a mesma). Por isso, ao invés de julgarem, respeitem, pois como a disse a Dani lá em cima, quem cospe prá cima pode cair na testa. As novas mamães não precisam de alguém que lhes aponte o dedo e critique, mas alguém que as ajude, de uma mao, porque SIM, É MUITO DIFÍCIL, TRABALHOSO, FRUSTRANTE, CANSATIVO (apesar de ser também maravilhoso). Essa é a vida REAL.

    Eu adoro o jeito carinhoso com que o pessoal no BRASIL trata os bbs, sempre perguntam o nome, conversam. E viajar com bbs também é ótimo aqui, somos sempre muito bem tratados. Não é em todo país que é assim.

    Quanto as cesareas, realmente é um absurdo, mas, quem tem o mínimo de condições consegue um parto normal, é só querer e ir atrás. Eu tive o parto que sempre sonhei (normal, na banheira), com uma equipe médica maravilhosa, e amei a experiencia, que foi muito calma e respeitosa. Mas para isso pesquisei, li muito e fui atras dos profissionais que pensavam do mesmo jeito que eu!

  19. Maira Cavalcanti - 18/07/2013

    Muito legal esse seu depoimento dri! estudo medicina aqui em recife e adoro saber como funciona o sistema de saúde em outros paises( principalmente os mais desenvolvidos). Realidade muito diferente do brasil, infelizmente… sonho com a chance de poder trabalhar na Inglaterra, mas sei que arranjar emprego de medica em outro pais eh mt dificil! :(

  20. Maira Cavalcanti - 18/07/2013

    so um adendo: mt legal sua experiencia com o parto normal, realmente aqui no BR o indice de partos cesarianos eh um dos maiores do mundo! impressionante como a maioria das mulheres(nao to querendo generalizar) tem preferencia pelo parto cesaria. Minhas amigas mesmo, todas, sem excessao querem parto cesaria por medo da dor! Espero conseguir ter o meu normal, pq sei que a maioria dos obstetras preferem operar partos cesarios!

  21. Gabriela - 18/07/2013

    Sabia que esse post seria sensacional! Eu adoro acompanhar os comentários daqui, Dri, volta e meia rolam umas discussões muito, muito legais nesses teus posts sobre a vida que dividem opiniões!
    Na minha opinião, as taxas (altíssimas) de cesárea aqui no Brasil foram originadas pouco a pouco por vários fatores, nao sei o que veio antes e o que se seguiu. Primeiro tem essa questão da percepção de fragilidade, que acaba causando em muitas mulheres um medo enorme de que “qualquer passo em falso” possa resultar em complicações. As complicações existem sim, mas os países europeus tão aí pra mostrar que em uma gestação de baixo risco em que tudo esteja correndo bem, viajar, fazer isso, aquilo ou aquilo outro na gestação nao aumenta as taxas de complicação não. Algumas das complicações da passagem pelo canal do parto são sim minimizadas pela cesárea, mas não a ponto de justificar esse terrorismo que existe por aqui.
    Segundo, obstetrícia é sempre uma das top 3 especialidades mais processadas na Medicina. Sempre. Falta de oxigênio para o bebe no periparto é uma coisa muito grave e muito temida porque tem consequências enormes é não é fácil provar que você fez tudo como deveria ter feito – e mesmo que você consiga provar, isso vai acontecer depois de longos meses de processo se arrastando, noites sem dormir revivendo cada detalhe do parto e pensando se poderia ter feito algo diferente pra mudar o destino daquela criança. Além disso, os médicos tem sim uma parcela consideravel de culpa, porque é muito mais cômodo marcar com a paciente “dia tal, hora tal, te vejo la” do que ser acordado as 3 da manhã pela paciente que você acompanhou por 9 meses e (com razão) quer que seja você a conduzir o parto, e nao o outro obstetra que esta de plantão. Um outro problema é que, depois que se inicia esse ciclo vicioso de cesáreas, os obstetras não desenvolvem mais a mesma experiência em partos difíceis, uso do fórcipe, etc, simplesmente porque em vista de qualquer possível complicação, se indica cesárea. Apesar disso, como ja disseram aqui, os obstetras brasileiros que fazem parto normal acreditam tanto na filosofia que fazem de tudo pra que a experiência seja positiva, incluindo tudo o que for seguro para evoluir para um parto normal.
    Terceiro, que a mulher brasileira é muito, muito preocupada com o físico. Isso inclui desde mulheres que se maquiam e marcam cabelereiro e manicure logo antes de ir pra maternidade, até a preocupação com a genitália, como vai ficar depois, se volta ao normal ou nao, se o marido vai pensar isso ou aquilo ou vai perder o desejo, enfim. Aí pra isso existem exercícios pra fortalecer a musculatura do perineo (exercícios de Kegel). E na minha opinião, tem o lado psicológico do empowerment, de se sentir dona do mundo por saber o que é a emoção de ter participado ativamente do nascimento de um filho, torna uma mulher muito mais segura de si, que num relacionamento é mais saudável e mais positivo do que pensar em se submeter a uma cirurgia levando em conta o que o marido pode pensar.
    E enfim, tem muitos fatores mais. Hoje em dia, acho que existe sim um renascimento do parto normal, tanto no setor privado quanto no publico. Cada vez mais se faz analgesia de parto, cada vez mais mulheres resolvem exigir dos seus médicos que possam fazer as suas próprias escolhas no processo, então acho que há esperança sim!!!

    Sou medica também Maira, e muitas das minhas colegas querem cesáreas eletivas, mas muitas das amigas mais próximas, inclusive as medicas calejadas de verem complicações, querem parto normal por saberem que complicação é a exceção e nao a regra! Se Deus me permitir que corra tudo bem, quero ter um parto normal. Minha mãe teve dois partos e, como a Dri, cresci ouvindo os relatos dela de que sim, dói (os dela foram sem analgesia), mas é indescritível.

    Sobre a analgesia, sou residente de Anestesiologia e fiz esses dias minha primeira analgesia de parto. Olha, que negocio emocionante ver uma mulher no seu primeiro parto, há mais de 24 horas tendo seu parto induzido, exausta, com dor, pedindo arrego, “por favor me faz uma cesárea que nao agüento mais”, em 3 horas depois da analgesia evoluir pra dilatação total, fazendo força exatamente nos momentos em que era pra fazer, ajudando o bebe a descer, e depois vê-la segurando o filho no colo, chorando de alivio, de emoção, de felicidade!

    O que falaram no NHS pra Fernanda não é desculpa não, é que até pouco tempo atras existia muito medo em relação a analgesia, que ela por si só poderia causar redução dos batimentos cardíacos do bebê, ou que quando feita muito cedo poderia retardar/inibir a evolução do trabalho de parto, então a indicação era “parturiente com contrações efetivas e mais de 5cm de dilatação”. Hoje existem vários estudos científicos mostrando que a analgesia durante o trabalho de parto inicial não resulta em taxas maiores de cesárea, e que a questão dos efeitos sobre o bebê, ao que tudo indica, pode ser um viés (porque só se indicava analgesia em gestantes com muuuuita dor, que poderiam já ter esse nível tão maior de dor porque o trabalho de parto já estava evoluindo mal antes mesmo da analgesia). E aí hoje em dia os livros dizem que estando em trabalho de parto, a solicitação da paciente já é indicação suficiente (por isso foi feita na Dri, que ainda nao tinha os tais 5cm de dilatação).

    Existem alguns estudos também provando que a “psicoprofilaxia” é efetiva, ou seja, a preparação psicológica da mulher em relação ao parto tem efeitos sobre a evolução! As vezes, infelizmente, mesmo quem quer muito pode acabar precisando ir pra cesárea, mas que o bom e velho pensamento positivo ajuda, isso ajuda!!!

  22. Gabriela - 18/07/2013

    GENTE, fui escrevendo e nao notei que o comentário tinha ficado TÃO gigante!!!! :s

  23. Renata Gomes - 18/07/2013

    Adriana, mais um post maravilhoso seu. Primeiro, por me emocionar com vc contando de novo como foi o parto da Isabella. Como leitora, fiquei acompanhando ansiosa o dia do nascimento dela e chorei ao ler vc contando lá em janeiro sobre esse momento. Depois, ler sobre o sistema de saúde da Inglaterra, tanto no privado como no particular e toda a assistência que a mãe e a criança recebem mesmo depois de deixarem o hospital/maternidade. Por fim, o que eu acho mais importante, priorizar e fazer de tudo para que o parto seja o mais próximo do natural e a cesárea realizada SOMENTE em caso de risco para a mãe ou para o bebê, além do que vc já disse que a cesárea aí nem mesmo é considerada parto, mas um procedimento cirúrgico. Evito falar sobre isso perto de amigas que terão ou já tiveram filhos pq dizem que eu ainda não fui mãe e não tenho a ideia da dor que é etc. Respeito, mas não concordo mesmo. Todas com condições boas, tiveram filhos em ótimas maternidades, até no Einstein etc, DECIDIRAM fazer cesárea e os médicos concordam, incentivam. É a festa da cesárea! Eu não lembro de uma amiga que tenha feito parto normal. Sem contar as que esbravejam que a dor é horrível, que a medicina evoluiu, então pra que “sofrer” quando se pode fazer cesárea e o mais absurdo de tudo foi a minha ex chefe dizer que jamais faria parto normal, que é atraso e que a largura de uma criança é como uma garrafa pet passando pela mulher. Detalhe: ela e a criança tinham todas as condições para fazer parto normal. A própria disse isso. As mães frescas, os médicos que não querem ficar disponíveis horas e horas e que ganham com cesáreas, tornaram o parto normal coisa de outro mundo. O engraçado é que a minha mãe teve dois filhos de parto normal (eu e meu irmão), essas minhas amigas também nasceram de parto normal há trinta, trinta e quatro anos e hoje que é tudo mais fácil e melhor, optam por uma cirurgia? Eu já tenho uma vontade louca de morar em Londres e se um dia tiver um filho vou correr pra aí.

  24. Melina - 18/07/2013

    E’ isso ai, Dri! Parabens! Mais uma coisa: como a Isabela tem o passaporte ingles? Conheco alguns babies, filhos de estrangeiros, que nasceram aqui e nao tem direito. Tks!!

    • Adriana Miller - 18/07/2013

      É, nascer aqui não dá direito a cidadania mesmo não. Mas rola toda uma burocracia para filhos de Europeus possam ter o direito. (cidadão Europeu que more aqui pagando impostos a mais de 5 anos pode pedir um certificado de residência permanente, que é equivalente a cidadania Britânica e passa a dar direito a seus descendentes)

  25. Tatiana - 18/07/2013

    Dri, excelente post e excelentes comentários! Muito bom saber como funciona por ali e percebo que no Brasil ainda estamos longe de um sistema adequado.
    Moro em SP e tive minha filha aqui de parto normal. Fui tida como louca por todo mundo que ouvia eu dizer que ia optar por um parto normal! Como se isso fosse o anormal ou mesmo uma opção! Eu hein!
    Mas realmente tive que escolher com cuidado a minha médica e, sem o apoio dela, não teria sido fácil. Eu tive pré-eclampsia no fim da gravidez (pressão alta) e qualquer médico por aqui já iria logo me levar para cirurgia! Mas eu estava ótima, tive uma gravidez super tranquila e minha médica só pediu repouso, dieta e uma série de exames que eu tive que fazer a cada 3 dias (um saco) até minha filha nascer. Como eu não tinha dilatação quase nenhuma, tivemos que induzir o parto com quase 41 semanas, pois senão já seria um risco.
    Fiquei 12hs em trabalho de parto, mas como você, também não tive dor nenhuma!! Tomei uma combinação de raqui/epi com 3cm de dilatação e foi aplicada da mesma forma da “andante”, pois eu senti todas as contrações e a expulsão.
    Não tem nada mais maluco que essas sensações, recomendo fortemente passar pela experiência!! Eu sinto saudade desse dia, das emoções, das contrações!!! Juro! Os hormônios nos deixam feito bicho!!
    No dia seguinte, horas depois do parto, estava toda serelepe, andando, tomei banho, etc. Claro que cansada, mas sem dor.
    Só que tudo isso só foi possível porque eu pude escolher uma médica, ter um plano de saúde excelente que me reembolsasse e por eu ter bancado mesmo a idéia do parto normal, me informado, ido atrás da informação. Pois aqui no Brasil as pessoas tem pânico da dor, imaginam uma cena horrorosa… O que me choca é que são pessoas esclarecidos, com poder aquisitivo…
    E, pra piorar, agora o pessoal aqui faz festa na maternidade… Levam bebida, bem casados, fotógrafo. Acho que esquecem que tem um bebê recém nascido ali! Mas isso já é outro assunto…

  26. mari - 18/07/2013

    Post incrível Dri! adoro essas histórias e achei um máximo ver como um sistema publico de saúde realmente deveria funcionar. Tenho uma super amiga que mora em Belfast com uma verdadeira historia de terror pra contar sobre o parto feito pelo sistema publico de lá (nem sei se é o mesmo de Londres), e que infelizmente resultou no fato dela ter corrido sério risco de vida e hoje ela tem grandes chances de não poder mais engravidar. A gente escuta tanta história boa e tanta história ruim… e ainda mais por ser brasileira, parece que a gente sempre tem um ‘desconfiômetro’ bem ativo. com certeza eu faria o mesmo que vc.. o basico no NHS e na hora do vamovê, sistema privado. porque vamo combinar né? nunca se sabe o que vai dar!

  27. Josi - 18/07/2013

    Eu vou contar um pouquinho da minha experiência. Eu moro na Holanda e sempre soube que se eu engravidasse morando aqui teria que ter um parto normal e isso era fato! Que pra mim era algo IMENSO tao grande que se quer passava pela minha cabeça a possibilidade de ter um filho através do parto vaginal. Por inúmeras razoes. A primeira delas: Fui criada ouvindo estórias ESCABROSAS sobre o parto vaginal, fui torturada desde criança com as lembranças da minha mae (ele teve 3 partos naturais) e sempre ouvia ela contar como esses momentos foram traumatizantes e que ela nao queria que as filhas dela passassem por isso; segundo todas as minhas amigas, primas etc. fizeram cesáreas (nao tinha referencia positiva nenhuma) terceiro a cultura imposta no Brasil de que existe risco para o bebe (falta de oxigênio) bla bla bla

    Fiquei gravida e na minha cabeça eu ira explicar todo o meu MEDO eles iriam entender e fazer uma cesera (o nível era bem esse) quando fui na minha primeira consulta com a midwife, conversei com ela sobre o meu medo e ela nao deu ênfase nenhuma e nem credito pra minha conversa. Eu pensei Ah esta muito cedo, com tempo tudo vai se “ajeitar” eu vou ter a a cesaria.

    Nisso tudo o tempo foi passando e eu fui recebendo um apoio tremendo, informação, tudo que eu precisasse em relação a gravidez, parto e preparação. Eu comecei a ficar curiosa, e pensava mas perai se é um bicho desse tamanho porque todas as minhas amigas do trabalho Holandesas, vizinhas ou seja mulheres como eu, voce etc. conseguem ter o parto normal? Comecei a ficar curiosa e parti pra pesquisa, fiz um curso maravilhoso e tudo isso foi me mostrando um universo lindo! Onde a natureza é perfeita e nos somos sim como animais feitos para parir. Aquilo foi me fascinando eu li tudo, eu vi tudo que é documentário, pesquisei e resolvi que sim eu iria ter o parto normal! Nossa minha mae, irmas, brasileirada pirando o cabeção! Achando que eu iria morrer!

    Enfim tive meu filho de parto normal, sem anestesia, ele nasceu com 3500kg (eu optei por nao saber o sexo nem preciso falar oque os palpiteiros acharam disso) e NUNCA vou esquecer esse momento. Foi a coisa mais difícil que eu fiz na vida pelo oque eu contei acima (mindset). Mas eu sinto um orgulho tao grande de mim, eu sinto que eu passei por algo que é inigualável.. Vc. parir a sua cria que estava na sua barriga é muito animal.

    Ps. A Holanda é um pais nota 1000, temos até uma enfermeira conosco por até 10 dias!

  28. Patricia - 19/07/2013

    “Vc. parir a sua cria que estava na sua barriga é muito animal.”

    Falou tudo! :-) Tenho uma menina de 3 anos nascida na Suecia e uma de quatro meses nascida na Alemanha.Todas as duas de parto normal.A primeira com um pouco de epidural, o parto durou 10 horas.Jah a segunda, nao deu tempo pra nada, nasceu em menos de tres horas apos a primeira contracao.Cheguei no hospital e ela “pimba”, caiu, haha!

    Na Suecia NUNCA vi medico obstetra, ginecologista ou pediatra (apenas para os check-up dela de 6 meses e 1 ano).Apesar de eu ter feito o pre-natal em uma clinica particular, TUDO eh feito pelas enfermeiras, que em geral fazem um curso superior de 4 anos para atuarem na profissao.

    Aqui na Alemanha foi um pouco diferente, pois o pre-natal e o parto em si sao feitos por medicos (particulares, no meu caso), mas o trabalho de parto inteiro eh com o acompanhamento da parteira (tirando a hora “h”, mas pra mim nao deu tempo da medica chegar!)

    Sempre fui super focada na carreira, entao, esperei bastante e tive uma aos 39 e a outra aos 41 anos.Gestacoes “tranquilesimas”.Ambos os paises tem esse acompanhamento fantastico das enfermeiras e apesar da Alemanha ser legal com as maes, ainda nao vi nada como ter filho na Suecia! Eu voltei ao trabalho apos 7 meses e meu marido ficou mais sete em casa com ela.Escolinha garantida apos um ano, ajuda financeira do governo pra crianca, opcao de sair mais cedo do trabalho para buscar na escolinha (com desconto no salario), atestado valido para os PAIS se precisarem ficar em casa com filho doente…tudo adaptado para carrinhos,micros em todo canto pra esquentar comidinhas, elervador nos metros, onibus adaptados,salas de amamentacao e fraldario em todos os shoppings… o mundo que toda mae sonha! Na Alemanha eh um pouco mais dificil.A licenca-maternidade eh de tres anos mas apenas um pago. e o salario diminui bastante.Os pais nao sao muito fas em tirar a licenca como na Suecia.Eh super dificil achar creche/escolinha antes dos 6 anos,entao muitas maes tem que apelar para senhoras que cuidam das criancas ou trabalhar de casa, etc.Nao sei se os problemas sao os mesmos em lugares menores, porque moro numa cidade grande.Tambem recebemos ajuda do governo para as meninas.

    Experiencias lindas, que eu com certeza absoluta nao teria se morasse no Brasil. Entretanto,a infra-estrutura necessaria para tal tambem eh inexistente por lah.E essa parte cultural e social, entao, nem se fala.Entao, dificil julgar as escolhas das que, infelizmente, nao tem acesso ao modo de parir os filhos do primeiro mundo.A minha pergunta eh soh uma: essas mulheres tao instruidas nao ficam confusas ao ver TODO MUNDO tendo filho na Europa sem anestesia, sem cesarea, e as taxas de mortalidade materna e infantil num patramar baixissimo?? Serah que acham que o corpo da brasileira eh mesmo tao “problematico” que quase ninguem lah tem “condicao” de parir um filho? Estranho…

    • Fernanda K - 20/07/2013

      Putz Patricia, complicado até de formular uma resposta direta. Nao sou mãe, mas tenho pai, irmão e sogra obstetras e, este assunto gestação sempre fez parte do meu cotidiano. Acredito que a melhor forma de te responder e que a cesárea virou algo cultural simples assim, mesmo sabendo que normal e o parto natural. Acho que aqui no Brasil a escolha da mãe vem em primeiro lugar, falando do sistema particular. Ja no SUS eu sei que e por indicação. Meu irmão obstetra fez residência em um hospital publico por exemplo que a regra era parto natural, até as ultimas consequências, se o curso estava errado era corrigido e cesárea era uma exceção.

    • Bia Camacho - 23/07/2013

      Só uma correção: TODA enfermeira obrigatoriamente TEM curso superior. Não é “geralmente”. Você só é enfermeira se fez o curso superior. Se não o fez, é no máximo auxiliar/técnica de enfermagem. ;)

      • patricia - 24/07/2013

        Oi,Bia.Eu sei! Estava comentando sobre as enfermeiras /parteiras na Suecia.O curso que elas fazem eh de geralmente 4 anos, mas pode variar dependendo do curriculo ou especializacao. :-)

  29. Patricia - 19/07/2013

    Desculpem os erros, digitando com nenem no colo! :-)

  30. Amanda Roth - 19/07/2013

    Dri,

    sei que tu já respondeu um monte de comentários aqui, mas já faz um tempão que estou para te perguntar e não pergunto!
    Rola alguma financeira ajuda do governo para quem teve bebê aí no UK? Esses dias li em um outro blog que acompanho de uma jornalista aqui de POA que na Finlândia os bebês têm direito a receber uma maleta com boa parte do que um recém nascido vai precisar (roupinhas, fraldas, artigos de higiene, etc…) Tudo muito lindo diga-se de passagem!
    Fiquei curiosa com relação a outros países, pois sei que as despesas aumentam com um bebê.
    Bjks!!

    • Adriana Miller - 19/07/2013

      Rolar ate rola, mas bem menos generosas que nos países escandinavos, e limitada pela renda dos pais; ou seja, so recebe quem tem salários baixos.
      Mas para quem tem direito a receber p governo da uma ajuda de custo para creche e uma bolsa auxilio para as crianças (coisa de 80£ por mês, que nao da pra muita coisa).
      Quando a Bella nasceu e as enfermeiras vieram aqui em casa tb levaram umas sacolas de coisas para bebe, variando de mil folhetinhos e livros educativos, a fralda, lencinhos, detergente especial etc.

  31. Patricia - 19/07/2013

    @Amanda: Na Suecia cada crianca recebe cerca de 180 Euros (quase o mesmo na Alemanha)e assim que a gente chega no quarto da maternidade tem uma mala cheia de presentes: roupinhas, fraldas, lencinhos umedecidos, brinquedinhos, produtos de higiene,panfletos, livros etc.Algumas coisas sao amostras, a maioria tamanho natural.Sao presentes das empresas, claro, que querem “vender seu peixe”, mas eh lindo.Tem sempre um brinquedinho pra pendurar no carrinho, e a gente sabe pelo brinquedinho quem nasceu no mesmo ano que seu filho. :-)

  32. Patricia - 19/07/2013

    PS-Eh cerca de 180 Euros por mes.

  33. Sophia - 20/07/2013

    Josi, que bacana a sua experiência! Parabéns!

  34. Daniela - 21/07/2013

    Aqui no Brasil está cada vez mais difícil ter um parto normal. Três amigas minhas tiveram filhos recentemente, todas queriam parto normal, mas na hora H os médicos inventaram uma desculpa qualquer para fazer cesárea. Estou pensando em engravidar, sempre quis parto normal, comecei a pesquisar e descobri que em Salvador, se você quer um parto normal, prepare-se para pagar R$4.000. Porque até tem um ou outro Obstetra que seja partidário do parto normal, mas nenhum deles o faz pelo plano de saúde, TODOS cobram por fora.
    E culturalmente a coisa tá ficando tão enraizada que basta vc dizer que quer parto normal pra ouvir os piores absurdos. Desde médicos chamando seu marido pra dizer que não deixe pq a mulher dele vai ficar “folgada” (referindo-se à vagina) a zilhões de pessoas te chamando de ignorante por querer ir contra a “evolução” da medicina.
    Sempre respondo que se se trata mesmo de evolução, porque que só existe essa cultura em país de 3º mundo? Quer dizer que somos mais evoluídos do que os países de 1º mundo? Pelamor, né?
    Outra coisa é que não pretendo saber o sexo antes. Já me avisaram que independente do que eu queira, o Obstetra VAI revelar. Já imaginaram isso? Mulher não pode ter escolhas aqui? Absurdo!

  35. Amanda Roth - 22/07/2013

    Estou achando muito bacana toda essa troca de informações sobre gravidez, apesar de atualmente não estar previsto nos meus planos engravidar acho que essa troca de opiniões e informações só enriquece.
    Obrigada Patrícia pelo retorno!
    Daniela, tenho amigas que estão grávidas e os comentários são exatamente os mesmos que fizestes, já nem entro mais nessa discussão pq a impressão que tenho é que a “louca” sou eu, por ainda achar que o parto natural deva ser a primeira opção…
    Não sei como vai ser quando eu engravidar.
    Bjs,
    Amanda
    #tiaseverywhere

  36. Larissa - 23/07/2013

    Gente, acho que tô longe ainda de ser mãe, mas tenho uma dúvida, que as mamães de plantão podem solucionar: O que fazer pra evitar o mico do rompimento da bolsa em público?? Dá pra usar absorvente nas últimas semanas? ele resolveria??

    • PatriciaUk - 23/07/2013

      Larissa, engracado que isso raramente acontece, algumas lojas grandes de departamento aqui no Uk ate te dao um premio em diheiro se a sua bolsa romper na loja e nao conheco ninguem que passou por isso! A minha bolsa nunca estorou, a parteira teve que furar ela no final. As vezes so um pouquinho de liquido sai…. mas nao veja isso como mico, e natural!! Na minha ultima gravidez em estava em TP no parque e na livraria com meu marido e filho mais velho e isso era a minha ultima preocupacao!

  37. Larissa - 25/07/2013

    Obrigada pela resposta, Patricia. Eu conheço uma pessoa que passou por isso e a situação não me pareceu nada agradável. Ela estava num restaurante, jantando com o marido, quando a cena aconteceu. Natural é, de fato, como também é vazamento de leite, do fluxo menstrual, mas acho que eu iria ficar super constrangida de estar num teatro, num cinema, e uma coisa dessas acontecer. Não sei, talvez seja só preocupação boba de quem ainda não tem preocupações reais com um bebê… rsrsrs

    • Adriana Miller - 31/07/2013

      Larissa, pode acreditar, que de constrangimento não tem nada! Mesmo!
      Na verdade nos dias finais vocie fica na expextativa de imaginar se a bolsa vai estourar ou não e quando vai ser.
      É uma coisa legal, juro!
      Além disso, caso a bolsa estoure em público (ou seja, você estará acordada e andando, sentada em algum lugar) a cabeça do bebê age como um tampão, o que impede que a agua escorra pernas abaixo. Além disso, a natureza é sábia e o vazamento é super pequeno e gradual, se não o bebê ficaria seco lá dentro e morreria!
      NO meu caso, a bolsa estourou quando estava dormindo e foi acumulando por sabe-se lá quanto tempo, e por isso quando eu levantei saiu bastante agua de uma vez só. Mas ao longo do dia, o vazamento era tão pouquinho (mesmo com contrações e trabalho de parto avançado, e andando pra cima e pra baixo no hospital) só saia gotas de cada vez, que mal dava pra perceber no absorvente.
      Essa coisa de filme, onde a mulher esta de vestido, pernas abertas na calçada e cai um balde de agua no chão é coisa de filme só! Na vida real não é assim não :-)

  38. Viviane - 25/07/2013

    No geral eu nao acho legal nenhuma imposicao, do tipo “parto normal é bem melhor e todo mundo deveria fazer” ou “cesárea é o que há de melhor e mais moderno”. Gente cada mulher sabe o que faz! Acho que cada um conhece melhor o seu corpo, suas condicoes físicas e psicológicas e por isso só a mulher tem o direito de decidir que parto fazer.

    Tb moro na Alemanha e nao apoio essa imposicao do parto normal que tem aqui na Europa. Nao tenho filhos, mas gostaria de ter a certeza que quando tiver poderei opinar e decidir o que é melhor para mim! Nesse ponto acho a abordagem do Brasil mais democrática. Vivemos no ano 2013, e temos que concordar que hoje em dia simplesmente existem dois “métodos” para parto: normal ou cesárea, os dois possuem vantagens e desvantagens. Cabe a cada um decidir, quem quiser ter parto normal que tenha, quem prefere cesárea deve ter direito a fazer a operacao e pronto. É uma questao pessoal e tenho orgulho que no nosso país a preferencia da mulher é levada em consideracao.

    • Adriana Miller - 31/07/2013

      Ai é que você se engana. Basta conversar com mulheres que tiveram filhos recentemente no Brasil pra perceber que a escolha nunca é respeitada e a cesárea é sempre imposta.
      Além de que a cultura “cesarista” já esta tão impregnada que a maioria das mulheres no Brasil realmente acredita que parto normal é uma coisa “horrivel” e ultrapassada, como se apenas as mulheres Brasileiras (que vivem no Brasil e tem acesso a plano de saude privado, né?) tivesse uma mutação genética que as impedisse de ter um corpo feito para o parto – pois é isso que os médicos e a sociadade as faz acreditar.
      Graças a Deus o resto do mundo todo esta aí pra provar que isso é apenas um mito, e que infelizmente esse mito apenas existe no Brasil.

  39. Amanda Roth - 30/07/2013

    Li essa notícia na Folha hj, achei que tinha tudo a ver com a nossa “discussão” :-)
    http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/07/1317876-documentario-brasileiro-questiona-adocao-indiscriminada-da-cesariana.shtml

    • Juliana P. Galvao - 02/08/2013

      Dri, desculpa pela pergunta de cunho íntimo… Mas, vc teve que fazer algum corte na região do períneo? Se teve, como foi a sua recuperação?

      Eu nunca tive filhos e estou me planejando para daqui a um ano começar a tentar. Então, estou me informando e este post tem sido ótimo!

      Bjs

      • Adriana Miller - 02/08/2013

        OI Juliana, te entendo!! É realmente uma pergunta íntima, mas a gravidez tem mitos demais e quanto mais informação, melhor! :-(
        Eu fiz episiotomia sim, que acho que foi bem pequena.
        Meu médico me consultou (eu tinha colocado no “birth plan” que não queria de jeito nenhum) e pediu minha autorização antes de fazer qualquer coisa, e me explicou os motivos. A episiotomia geralmente é vista como vilã (principalmente aqui que é suuuuper recriminada e os médicos que fazem são vistos como “carniceiros”… heheheheh) mas pode vir a ser uma boa ajuda.
        No meu caso foi um corte bem pequeno, e graças a isso não tive nenhuma laceração e a fase de expulsão durou apenas 20 minutos :-)
        A recuperação obviamente é mais dolorida do que um parto 100% sem intervenções, mas não me impediu de sentar, andar, ir ao banheiro etc. E se eu tivesse deixado rolar sem intervenção nenhuma, de repente ela teria nascido numa boa sem lacerações, mas caso tivesse ocorrido a recuperação e reparo teria sido pior.
        Eu acho né?!
        Cada parto é um parto, e não dá muito pra ficar imaginando o que teria sido…
        Num próximo parto (que será normal de novo, se deus quiser!) vou mais uma vez “escolher” não fazer – mas se for preciso, por que não?

  40. Amanda Roth - 02/08/2013

    Dri / Juliana,
    essa mesma pergunta me veio à cabeça, mas acabei ficando meio sem jeito de perguntar…que bom que tu não te importaste em responder Dri. És sempre muito atenciosa :-)
    Bjs!

    • Adriana Miller - 03/08/2013

      Pois é, esse é mais um dos assuntos e mitos que cercam o parto normal, e que na verdade soa MUiTO mais assustador quando nao temos filhos ainda e ficamos “apavoradas” esperando o “grande dia”.
      Mas na hora H nos damos conta que nao é nada demais…
      Apenas uma ajudinha extra da medicina moderna (como a peridural, por exemplo) para ajudar nosso corpo a passar por esse momento de maneira mais fácil e agradável possível.
      (Sei que os apavorados, céticos e cesarianas de plantão vao torcer 0 nariz, mas nao é exagero quando digo que o parto da Isabella é uma das melhores memórias que da vida!)

  41. vanessa - 02/08/2013

    oi adriana ,eu tambem tive parto normal, meu filho ta com 10 anos, na epoca me acharam louca por ter so 20 anos e “passar por uma tortura dessa´´o meu medico queria tirar meu filho no dia do aniversario do meu marido ´´pra fazer uma homenagem´´com uma semana de antecedencia.quando falei pra ele de parto normal disse que nao podia me ajudar..mas eu sempre tive pavor da cesarea,entao procurei o hospital do meu plano,o medico da emergencia me consultou e marcou o dia e a hora , e foi a melhor coisa da minha vida, nem sabia que existia a peridural,no mesmo dia pude comer , tomar banho,sai do hospital de manha e a tarde em casa ja estava fazendo minha unha do pé, hauahuahau.estou tentando engravidar de novo..e sera normal se deus quiser….