16
Jul
2013
Maternidade no UK: Durante e Depois
Escrito por Adriana Miller

Esse post estŠ uns meses atrasado, mas eu queria mesmo esperar passar um pouco o rebuliÁo de hormŰnios e emoÁűes da gravidez e půs parto pra contar um pouco mais sobre a experiÍncia de ficar grŠvida e ter um bebÍ na Inglaterra, e responder algumas perguntas que recebi ao longo desse ķltimo ano.

Mas antes de mais nada, vale reforÁar a ideia de que cada caso ť um caso, e a sua experiÍncia (na Inglaterra ou qualquer outro lugar) ou a histůria que vocÍ ouviu da prima da vizinha do conhecido do seu amigo pode ter sido completamente diferente, o que n„o desmerece a experiÍncia de ninguťm! E outra coisa que eu aprendi a duras penas foi o tanto que as pessoas gostam de dar palpite, opini„o e sugestűes na vida alheia – como se uma barrigona ou um bebÍ no colo derrubasse todas as cortesias e a moral e bons costumes de respeito ao průximo (incrŪvel como ouvi barbaridades de estranhos nas ruas nas 3 semanas que passamos no Brasil! Aqui o pessoal se controla mais, mas volta e meia rola algum sem noÁ„o…).

Bem, comeÁaando pelo princŪpio, de maneira geral toda gravidez e parto no Reino Unido ť acompanhado e realizado pelo NHS (National Health System), que ť o sistema pķblico de saķde nacional.

As opiniűes positivas e negativas ao serviÁo de saķde varia o de 0 a 1000 – ha quem ame e ha quem odeie, o que depende demais de sua experiÍncia nas m„os deles. Mas o que interessa mesmo ressaltar ť que na Inglaterra todo mundo (que mora aqui legalmente) tem acesso a um sistema de saķde de qualidade e totalmente de graÁa.

Claro que nada ť perfeito e a qualidade do serviÁo geralmente esta atrelada a onde vocÍ mora – se mora numa cidade/bairro bom, provavelmente o NHS local serŠ melhor. Se mora num bairro mais marginalizado, com muitos imigrantes e afins, as condiÁűes gerais do serviÁo serŠ consideravelmente pior. Infelizmente.

Mas tambťm existe um sistema privado de saķde, que varia bastante de plano pra plano, mas que no geral n„o cobre maternidade e parto – eu tive a sorte de ter um ůtimo plano de saķde atravťs da minha empresa que cobriu por inteiro meu prť-natal e parto, ent„o tive experiÍncia nos dois lados.

Se vocÍ far√° seu prť natal e parto no NHS, o primeiro passo quando desconfiar que esta gr√°vida, √© ir no seu GP (seu m√©dico de fam√≠lia da cl√≠nica do seu bairro) e fazer um exame de sangue. Esse exame √© ultra b√°sico, e apenas confirma o n√≠vel do horm√īnio Beta HCG, confirmando ou n√£o a gravidez. Se o resultado for positivo, seu GP lhe encaminhar√° ao hospital (p√ļblico) de seu bairro, onde voc√™ ser√° acompanhada por midwives (enfermeiras obstetras, ou “parteiras”).

Na maioria das vezes, essa primeira consulta pode demorar semanas (que parecem ser eternas nesse comecinho de gravidez!), o que e extremamente frustrante, numa fase sensível onde tudo que queremos é a certeza que o bebê está bem!

Na pior das hip√≥teses a primeira consulta √© marcada pra 12¬™ semana de gravidez – mas geralmente a primeira consulta com a midwife acontece entre a 8¬™ e 10¬™ semana, onde elas fazem um question√°rio geral sobre sua sa√ļde (e avaliam a necessidade de mais exames), ouvem o batimento card√≠aco do beb√™, tiram press√£o, peso etc.

N√£o espere nada muito sofisticado nem “personalizado”.

A primeira ultra sonografia acontece apenas na 12ª semana, quando fazem uma avaliação do desenvolvimento do bebê, e testam a possibilidade de doenças genéticas (síndrome de down e mais algumas outras).

Uma coisa que as vezes “choca” as m√£es Brasileiras de primeira viagem √© que como na Inglaterra o aborto √© 100% legalizado, rola todo um papo sobre suas “op√ß√Ķes” caso o resultado dos exames n√£o seja positivo – ent√£o cabe a cada m√£e e cada pai a decis√£o sobre o que fazer da√≠ pra frente.

Se tudo correr bem, a partir da 12ª semana de gestação você terá 1 consulta com a midwive por mês até a semana 36, quando as consultas passam a ser a cada 15 dias; e se sua gestação passar das 40 semanas, as consultas passam a ser semanais (e em alguns casos, a cada 2 ou 3 dias).

A sua √ļnica outra ultra sonografia ser√° na semana 20, quando avaliam a forma√ß√£o f√≠sica do beb√™ e onde os pais tem a op√ß√£o de descobrir o sexo.

Aqui n√£o existe exames de “sexagem fetal” nem nada do estilo, mesmo no sistema particular, e descobrir se o beb√™ √© menino ou menina s√≥ mesmo na 20¬™ semana – e se o beb√™ cooperar (se o beb√™ estiver de pernas cruzadas ou numa posi√ß√£o onde n√£o seja possivel ver o sexo, os pais tem que esperar at√© o nascimento do beb√™ pra descobrir, ou ent√£o fazer uma ultra num hospital particular. Mas o comum aqui √© que ningu√©m descubra o sexo do beb√™ mesmo de qualquer maneira).

Ou seja, em uma gesta√ß√£o normal e saud√°vel, a gr√°vida n√£o se consulta com um obstetra uma √ļnica vez, e √© atendida pelo time de midwives de seu hospital (cada consulta ser√° uma pessoa diferente, para que voc√™ se familiarize com toda equipe).

Quando você entrar em trabalho de parto, será atendia por uma das midwives (que provavelmente você já conheceu em alguma das consultas), que são também responsáveis pelo parto. Os Obstetras só entram em cena em casos de emergência.

E aqui na Inglaterra, parto é parto. Todos são normais, e de preferência o mais natural possível.

Ces√°reas s√£o consideradas “cirurgia de retirada de beb√™”, e nunca chega a ser uma op√ß√£o, a n√£o ser que realmente exista um risco muito grande para a m√£e e/ou beb√™. Alguns fatores podem ser encarados como complicadores do parto normal, mas a decis√£o por uma cirurgia s√≥ acontece quando a m√£e entre em trabalho de parto, ou nas semanas finais da esta√ß√£o (como por exemplo cord√£o umbilical enrolado no pesco√ßo, beb√™ de cabe√ßa pra cima, g√™meos, beb√™ grande, etc. Todos s√£o vistos como “complicadores”, por√©m n√£o s√£o motivos suficientes para fazer a mulher passar por uma cirurgia abdominal).

Eu tive o privil√©gio de experimentar os dois lados do sistema de sa√ļde na Inglaterra, e confesso que por ser m√£e de primeira viagem e estar acostumada com os padr√Ķes Brasileiros (e o Aaron com padr√Ķes Americanos) de sa√ļde, toda essa cosia de n√£o ter obstetra, exames superficiais, n√£o fazer ultras etc, me assustava um pouco, ent√£o fiz todo meu pr√© natal e parto pelo sistema privado.

E por aqui, pelo menos no meu plano de sa√ļde, o sistema funciona igual ao Brasil: eu consultei meu ginecologista no inicio da gesta√ß√£o, fiz todos os exames necess√°rios de sangue e hormonal, fiz a primeira ultra na 7¬™ semana para confirmar a gesta√ß√£o e batimentos card√≠acos do beb√™, e dai pra frente fiz uma ultra por m√™s.

Mais ou menos no 4ª mês, meu ginecologista me encaminhou para um Obstetra e prosseguimos com o pré natal normalmente.

Por sorte, meu Obstetra atende em v√°rios hospitais particulares em Londres, ent√£o na reta final (7¬™ m√™s) eu resolvi trocar de hospital, para ficar mais perto de casa, ent√£o tive que refazer alguns exames e voltei a misturar um pouco o lado do NHS com o particular (a quem interessar possa: fiz meu pr√© natal no Portland Hospital, mas resolvi ter a Isabella na Lansdell Suite do St Thomas Hospital – uma ala particular dentro um hospital p√ļblico – pois achei que a infra estrutura num caso de emerg√™ncia seria mais completo).

Quando entrei em trabalho de parto, fui direto para o hospital, onde pude ficar relaxando com o Aaron enquanto esperava o parto progredir (no NHS a gestante s√≥ pode dar entrada no hospital quando j√° esta em trabalho de parto avan√ßado, com contra√ß√Ķes a cada 5 minutos pelo menos), com acompanhamento das midwives e do Obstetra.

De modo geral eu achei a experi√™ncia o m√°ximo, e tanto no lado do NHS quando no particular fui muito bem cuidada, e gostei demais do estilo que os Brit√Ęnicos (e Europeus em geral) encaram a maternidade e principalmente o parto.

A maioria das mulheres sonha e opta pelo parto normal sem anestesia (lembrando que a ces√°rea n√£o faz parte do leque de “op√ß√Ķes” e s√≥ acontece em casos muitos espec√≠ficos), ent√£o o sistema √© preparado pra isso.

Somos encorajadas a fazer um “birth plan” (“plano do parto”) onde √© estabelecido seus desejos e prioridades, desde qual m√ļsica voc√™ quer ouvir durante o trabalho de pato, a intensidade da luz, at√© decis√Ķes mais “s√©rias” como anestesia, episiotomia, op√ß√Ķes de emerg√™ncia (as mulheres aqui fogem MESMO da ces√°rea, ent√£o temos v√°rias op√ß√Ķes de interven√ß√Ķes e “ajudas” m√©dicas para facilitar o parto normal), quem vai cortar o cord√£o umbilical, se o beb√™ vai ser examinado antes ou depois da primeira mamada etc, etc.

Eu optei pela anestesia peridural, mas ainda assim, a anestesia aplicada nos hospitais Ingleses √© conhecida como “walking epidural”, ou a “peridural andante”, pois √© aplicado apenas a dose m√≠nima do anest√©sico, ent√£o elimina toda dor, mas sem eliminar a sensa√ß√£o do parto.

Ent√£o apesar de n√£o ter sentido dor nenhuma em momento algum, eu pude andar pelo quarto, ir ao banheiro quantas vezes quis, usei a bola de pilates, as barras de apoio, etc e fiquei bastante ativa durante todo o parto, o que ajudou demais a passar o tempo e progredir com as contra√ß√Ķes, dilata√ß√£o etc. Mas ao mesmo tempo eu conseguia sentir tudo que estava acontecendo “dentro” da minha barriga – sabia quando estava tendo uma contra√ß√£o (sem dor, mas sentia a barriga ficando dura), sentia ela se mexer, quando a cabe√ßa foi abaixando etc. E na hora de empurrar, tamb√©m conseguia sentir cada contra√ß√£o, o que ajudou a focar meus esfor√ßos, saber quando respirar, quando empurrar, quando parar etc. O m√©dico e as parteiras iam me guiando, mas foi sensacional conseguir participar “ativamente” do parto.

Não existe experiência igual!! Só tenho memórias maravilhosas daquele dia/noite e já mal posso esperar pelos próximos partos!

Foi cansativo, claro. No total, entre a bolsa romper e a Isabella nascer foram 21 horas de “trabalho”, sem comer ou dormir direito, mas foi o que meu corpo precisava para se preparar para aquilo tudo.

Eu tamb√©m aceitei/optei por receber horm√īnios artificiais (oxitocina) para acelerar as contra√ß√Ķes/dilata√ß√Ķes, pois as horas estava passando r√°pido demais e o parto n√£o estava progredindo de acordo. E como a regra aqui √© que a mulher s√≥ pode ficar em trabalho de parto por 24 horas depois que a bolsa estoura, n√£o quis arriscar ter que acabar numa mesa cir√ļrgica depois de passar tantas horas “trabalhando”. Mas gostei que no fim das contas, a op√ß√£o foi minha. Poderia ter esperado mais algumas horas, e quem sabe, tudo teria progredido normalmente, sem interven√ß√Ķes nem horm√īnios artificiais. Mas naquele momento foi o melhor pra mim e minha filha, pois estava ficando cansada e n√£o queria arriscar estragar o momento.

A fase de recupera√ß√£o p√≥s tamb√©m √© diferente entre o NHS e particular, pois a grand√≠ssima maioria dos hospitais p√ļblicos, a mulher √© transferida para uma ala p√≥s parto, que s√£o enfermarias divididas com outras mulheres e seus beb√™s (os hospitais Ingleses n√£o tem ber√ß√°rios, e seja p√ļblico ou particular o beb√™ SEMPRE fica com a m√£e desde o primeiro segundo de vida). Portanto n√£o h√° privacidade, as visitas s√£o limitadas e o pai da crian√ßa ou parceiro(a) da m√£e n√£o podem ficar junto.

Se o parto n√£o tiver complica√ß√Ķes e o beb√™ nascer durante a manh√£/dia, a fam√≠lia volta pra casa no mesmo dia (uma amiga voltou pra casa 6 horas depois que sua filha nasceu – sem anestesia e num parto na agua. Ela preferiu se recuperar em casa do que na enfermaria do hospital).

No nosso caso, como estávamos na ala particular eu pedi pra passar mais uma noite (estava muito cansada e com muito medo de voltar pra casa e ser responsável por um bebê! hahahahah), então eu e o Aaron passamos um total de 3 dias e 2 noites no hospital (o 1ª dia em trabalho de parto, e 2 dias e 1 noite já dividindo o quarto com a Bella!).

Mas o surpreendente mesmo é depois que o bebê nasce e achei o serviço prestado pelo NHS incrível!

Entre as primeiras 24 e 48 horas depois que a mãe e bebê voltam pra casa nós somos visitadas por uma midwife e/ou Health Visitor, que a cada 3 ou 4 dias vem visitar a mãe e o bebê para se assegurar que esta tudo bem na recuperação e adaptação da nova família.

Elas pesam o bebê, examinam a mãe, conferem amamentação, informam sobre alimentação, vacinação do bebê, depressão pós parto e o que mais mãe/pai/bebê precisem!

No nosso caso foi crucial pois a Isabella perdeu muito peso depois que nasceu, então a midwife vinha nos ver a cada dois dias (mesmo no dia que a cidade parou por causa de uma nevasca ela apareceu!), me orientou em relação a amamentação, como cuidar do umbigo, dar banho, colocar pra dormir, etc, etc, etc, até tudo estar 100% normal, o que só aconteceu com quase 3 semanas. E lembrando que a Isabella nasceu no auge do inverno, na semana mais fria do ano (na sua primeira semana de vida nevou 4 dias seguidos!), e só o fato de não ter que sair de casa com um bebê recém nascido abaixo do peso no frio foi uma alívio!

Esse apoio do sistema p√ļblico de sa√ļde foi fundamental para uma recupera√ß√£o tranquila, amamenta√ß√£o bem sucedida e um beb√™ saud√°vel!

Depois disso, na 6ª semana pós parto fizemos (eu e Isabella) um check up com o GP (General Practice, ou o clínico geral que é o médico de família de seu bairro) e eu também tive um check up com o Obstetra.

Da√≠ pra frente, uma vez por semana (e agora que ela esta mais velha, uma vez por m√™s) vamos na “baby clinic” da cl√≠nica do bairro medir/pesar e fazer um check up geral e conversar com as Health Visitors.

Uma coisa estranha √© n√£o ser consultada por um pediatra, e sim um cl√≠nico geral ou enfermeira (a n√£o ser que voc√™ tenha plano de sa√ļde), mas eles fazem uma triagem inicial e se algo n√£o estiver bem, seu beb√™ √© encaminhado para a pediatria do hospital de seu bairro.

No sistema privado, funciona como no Brasil: voc√™ leva seu beb√™ uma vez por m√™s no pediatra, pode ligar de madrugada, fazer perguntas bobas sobre a cor do coc√ī e o que mais quiser :-)

 

N√£o sei se minha experi√™ncia teria sido t√£o positiva se meu pr√© natal e parto tivessem sido 100% pelo NHS, mas o pouco que vi, gostei bastante da filosofia “gesta√ß√£o-parto-p√≥s parto” que eles tem aqui, em ambos os lados do sistema, e fico um pouco decepcionada com as estat√≠sticas de parto no Brasil.

Agora s√≥ me resta esperar que minha pr√≥xima gesta√ß√£o seja t√£o saud√°vel e tranquila quanto a primeira e que mais uma vez eu possa ter um parto normal, natural e sem complica√ß√Ķes!

 

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72 Coment√°rios em:
"Maternidade no UK: Durante e Depois"

  1. Luciana Misura - 16/07/2013

    Pois nos EUA o nosso sistema completamente privado √© igual ao seu sistema p√ļblico a√≠, √© muito fraco mesmo!! E eu achei √≥tima essa hist√≥ria de peridural andante, aqui depois da peridural a gente n√£o levanta mais da cama :-( Esse servi√ßo depois que o beb√™ nasce √© incr√≠vel mesmo, umas amigas que tiveram filho a√≠ j√° tinham me contado que era assim, outro n√≠vel…

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Eu tinha meio medo do sistema p√ļblico porque at√© ent√£o minha experi√™ncia com eles tinham sido muito ruim, mas me surpreendi!
      E realmente a walking epidural √© outra vida! √Č a jun√ß√£o do melhor dos dois mundos: sem dor nem inc√īmodos, mas podendo participar ativamente do parto (motivo pelo qual muitas mulheres optam um parto natural sem anestesia, ou uma ces√°rea e acabam sofrendo mais que o necess√°rio).

  2. Yasmin - 16/07/2013

    Essa técnica de anestesia é falada nos cursos de medicina, é uma questão fisico-quimica bem simples (a bainha de gordura das fibras motoras é mais espessa que as sensitivas, então a anestesia penetra mais fácil nelas), acho uma vergonha essa falta de incentivo ao parto normal q rola no Brasil. Os próprios gineco/obstetras daqui dão uma preferência ampla a cesárea.
    E com certeza, se a sua sa√ļde e a do beb√™ foram que nem as da Bellinha, pr√≥ximo parto vai ser mais tranquilo ainda!! O primeiro parto (normal, ces√°rea n√£o conta) √© sempre mais complicado pra m√£e, no segundo o organismo meio que j√° sabe o que fazer :-)

  3. Camilla Kafino - 16/07/2013

    Puxa Dri, que experi√™ncia incr√≠vel! fiquei realmente emocionada de ler o momento da chegada de sua princesinha. Arrepiante e delicioso. Como seria legal que aqui no Brasil existisse um pouco mais disso, da naturalidade do parto e do empoderamento da m√£e nas decis√Ķes sobre o que est√° acontecendo e o que ela prefere. Parab√©ns pela fam√≠lia linda. Essa experi√™ncia positiva com certeza √© o que garante que as mulheres queiram outros filhos. Penso em gravidez de vez em quando e morro de medo de pensar no parto. N√£o pelo parto em si, mas em como as coisas acontecem por aqui.
    Bom, um grande beijo para você e pra bela Bella!!

  4. Rhaniele - 16/07/2013

    Oi Dri! Estou fazendo o meu p√©-natal no Chelsea & Westmister Hospital e tenho achado √≥timo. √Č claro que d√° um medinho de estar totalmente no servi√ßo p√ļblico, ainda mais para n√≥s brasileiros acostumados a ter plano de sa√ļde. Mas, por enquanto, tenho achado tudo bem organizado para funcionar para todos, sem perder a qualidade. Perde-se em hotelaria, mas acho que em cuidado estou me sentindo amparada. Bem, amanh√£ entro no √ļltimo m√™s e s√≥ vou falar mesmo que foi um sucesso tudo depois que passar pelo grande dia e ficar tudo bem!!! Estou tamb√©m gostando muito da vis√£o deles sobre o parto; no Brasil, ele √© tratado quase como doen√ßa e √© muito medicalizado…aqui √© vida normal, como deve ser!!!

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Oi Rhaniele!
      Tenho varias amigas que tiveram seus babies no Westminster & Chelsea! Eu tb quase fui pra l√° (no nHS)!
      Todas elas adoraram suas experiências (inclusive essa menina que voltou pra casa depois de 6 horas que pariu teve sua filha lá no Westminster).

  5. Luísa Ferreira - 16/07/2013

    Adoro esse tipo de post, contando sobre aspectos práticos da vida aí :) E fico muito feliz por sua experiência com Bella ter sido/estar sendo tão linda :)

  6. Thais - 16/07/2013

    √Č incr√≠vel como seus relatos sobre parto/maternidade s√£o totalmente diferentes dos das minhas amigas!!! Parto e maternidade s√£o tratados como doen√ßa, atraso de vida aqui. Morro de curiosidade de saber do que vc ouviu e que te deixou t√£o horrorizada nessas 3 semanas aqui em compara√ß√£o com o que √© dito (ou n√£o) por a√≠, pois pelo que leio nos coment√°rios daqui e no instagram, tem que ter muita paci√™ncia. .. Bjs

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Ah… Ouvi muita besteirinha e intromiss√£o. Nada demais obvio, mas so aquelas coisas de “oi? O que vc tem a ver com isso?!”

      Olha, claro que cada caso √© um caso, e realmente mulheres podem ter experi√™ncias muito diferentes em suas gesta√ß√Ķes, e tem gente que realmente fica muito mal e “doente” durante a gravidez. Mas gra√ßas a deus essas sao as excessoes e nao a regra.
      Mas o que me surpreende √© o choque que as pessoas tem ao ouvir que tive im parto normal (no Brasil): “meu deus! Coitada!! Doeu muito?!?!”
      Ham… Claro que nao!!
      So sente dor quem QUER, anestesia esta ai pra isso! (Em ambos os casos né?! Assim como ninguém faria uma cesárea sem anestesia, pra que fazer normal sem anestesia?!)
      E pra quem fala que querem ces√°rea porque tem “medo da dor”, que tal passar 6 semanas se recuperando de uma cirurgia abdominal enquanto voce tem que cuidar de um recen nascido?
      Troco qualquer dorzinha por algumas horas no dia do parto em troca de um pos parto tranquilo…
      Mas a mídia tem muuuuuuita culpa nisso!!
      √Č tudo muito exagerado, aquela coisa da mulher gritando, correria, suor e desespero! Hehehe
      Nao é assim nao gente!! :-) Isso so acontece em novela!

      • Thais - 16/07/2013

        Pois √© o meu maior problema hj √© ser a ‘louca’que prefere o parto normal a qualquer cirurgia! Me apavora o fato de cortarem a minha barriga por mera especula√ß√£o financeira!!! E olha que as pessoas me olham como ET! J√° falei ‘brincando’que vou para alemanha parir s√≥ para ter meu direito de escolha respeitado. Hehehehee
        Mas essa coisa de intromissão me incomoda muito também ainda mais essas lendas de que bebê não pode nada. Tenho amigas que têm filho de 2/3 anos que nunca viajaram. Se limitaram totalmente pelo fato de terem filho. Me deprime só de ver, imagina viver assim?

  7. Bete - 16/07/2013

    Ol√° Adri. Qual seu plano de sa√ļde? Ele cobre os custos do parto? Caso a gr√°vida queira optar por ficar num quarto particular, ela pode pagar? Acho mais confort√°vel quando a gr√°vida fica pelo menos uma noite no hospital depois do parto. D√° um pouco de medo, voltar pra casa depois de algumas horas. Obrigada.

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Oi Bete, meu plano √© o “Allianz Worldwide” e cobre 70% dos custos relacionados a gravidez e parto.
      Mas mesmo sem plano, qualquer um pode optar pelo pre Natal + parto num hospital particular (basta pagar).
      Mas os quartos particulares apenas estão disponíveis nos hospitais particulares. Que eu saiba, ou os hospitais do NHS tem quartos particulares (para todas as mulheres pos parto), ou nao. Voce nao tem a opção de pagar separado por um quarto.

      • Fernanda - 16/07/2013

        Oi Adriana e J√ļlia,
        Só um comentário sobre isso. Acabei de ter meu filho pelo NHS e sobre essa questão dos quartos, funciona o seguinte. Os hospitais tem quartos que eles chamam de Amenity Rooms que vc pode pagar pra ficar sozinha. Mas eh importante ressaltar que vc nao fica sozinha na primeira noite (tem de dormir com as outras mulheres, porque eles dizem que assim vc fica mais bem assistida em caso de qq emergência) e você nao tem como reservar esse quarto. So na hora vc vai saber se tem ou não. E apesar de vc poder pagar por eles, a prioridade nao eh de quem paga. Por exemplo, uma mulher que teve gêmeos teria prioridade, mesmo nao pagando. E o mais importante: mesmo que vc fique no quarto sozinha, você dorme sozinha, sem acompanhante. Eu fiquei num desses e o custo foi de 100 pounds (varia em cada hospital). Pra mim foi melhor, pq consegui descansar mais (mesmo nao tendo ajuda com o baby, só acordava por causa do choro dele).

        Dri, s√≥ um comentario sobre a quest√£o da anestesia, que so tem dor se vc quiser. Eu tentei parto normal por 18 horas e infelizmente nao tive dilata√ß√£o maior que dois cent√≠metros (mesmo tendo contra√ß√Ķes a cada 2 min). Nao sei se isso eh uma determina√ß√£o do NHS ou do hospital, mas eu nao pude tomar a anestesia pq segundo eles s√≥ poderia dar com dilata√ß√£o maior que 5. Apesar de no fim ter tido uma ces√°rea, nao me arrependo nadinha de ter tentado. E uma coisa eu posso garantir. Mesmo cesariana, o parto aqui eh muito mais humanizado (tive minha primeira filha tb por ces√°rea no Rio, na melhor maternidade de l√°). Aqui a prioridade eh a rela√ß√£o m√£e e beb√™.
        Bjs e parabéns pela filhota.
        Fernanda

        • Fernanda - 16/07/2013

          J√ļlia nao, Bete! Sorry!!!!

        • Adriana Miller - 16/07/2013

          Pois é, acho que isso foi mais uma balela do NHS (geralmente as historias negativas em relação a eles quase sempre envolve a questão da anestesia), pois eu tomei anestesia depois de 15 horas de trabalho de parto e com ZERO dilatação. O obstetra disse justamente que a anestesia ia me ajudar a relaxar e isso provavelmente ia acabar desencadeando a dilatação.
          E foi dito e feito?
          Tudo bem que ainda demorou mais 7 horas ate ter a dilatação completa, mas como estava anestesiada e recebendo Oxitocina numa boa, fomos deixando rolar e monitorando o bebe, pra garantir que estava tudo bem.

          • Fernanda - 16/07/2013

            Com certeza, Dri. E acho super importante mesmo vc contar sua hist√≥ria pra dismistificar isso. Eu era totalmente frustada por nao ter entrado em trabalho de parto da minha primeira filha, pela medica ter colocado milh√Ķes de empecilhos pra um parto normal. E, de novo, apesar de ter feito uma outra ces√°rea por aqui (necess√°ria e nao eletiva como no Brasil), de ter ficado em quarto comunit√°rio, sem acompanhante etc., preferi essa a minha primeira cesariana. No Brasil o parto eh um show e, por isso, acaba privilegiando quem foi assistir (tiram o bebe da m√£e pra levar pra fam√≠lia conhecer etc). Ter meu filho no meu colo durante todos os momentos, mesmo enquanto estava sendo operada, foi maravilhoso e facilitou muito a quest√£o da amamenta√ß√£o. Tamb√©m tenho uma rela√ß√£o de amor e √≥dio com o NHS, mas nao posso reclamar nada do atendimento que tive. E o mais importante: nossos filhotes est√£o bem e saud√°veis!
            Bjs

  8. PatriciaUk - 16/07/2013

    Sabe que eu nao quiz se chata e perguntar sobre os palpiteiros de plantao do Brasil! Qdo eu fui pela primeira vez com o Djem de 6 meses eu fiquei meio que overwhelmed com os palpites!! Mas aprendi a ignorar….

    Minhas 2 experiencias com partos foram 100% NHS e foram exelentes! No primiero tive a mesma anestesia mas no segundo foi tudo ao natural ja que durou apenas 4 hrs e tbem fui embora no mesmo dia. Os meninos agora com 9 e 7 anos nunca foram a um pediatra!! Minha mae sempre pergunta se eles nao vao fazer exame de sangue e ta, mas se stao saudaveis porque ne?

    Uns dos nossos melhores amigos, o filho mais novo dela foi diagnosticado com Leucemia ha 2 anos atraz, ele em mais 1 ano de tratamento que esta sendo feito no John Radcliff em Oxford e a Mel nao tem do que se queixar com os hospitais, medicos, etc. varias vezes a acompanhei e tudo de primeira e de Graca!!

    xx

  9. Thais - 16/07/2013

    Ol√° Adriana! adoro seu blog e adorei este post em especial. Moro na Alemanha, em 2-3 semanas deve nascer nossa menininha, parto normal, com uma assistencia incrivel como vc descreveu, se Deus quiser. Ler sua experiencia me deixa ainda mais tranquila. Suas dicas aqui no blog sao melhores para mim do que as dos livros que comprei :-) Parabens e muito obrigada por destinar seu tempo a este blog. Muitas felicidades para vc e sua familia linda!

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Boa sorte Thais!!! :-)

  10. Aline - 16/07/2013

    Oi Dri. Adorei seu relato. Eu tamb√©m estou gr√°vida, mas ainda com 5 meses. Penso muito em parto normal, j√° que minha m√£e tb teve e me incentiva mas infelizmente al√©m dela, ningu√©m me apoia nesta decis√£o. Quando falo para amigas e parentes todos ficam horrorizados e dizem: N√£o fa√ßa isso, vc vai sentir muita dor. Assim como vc, tamb√©m queria participar do parto e ficar 100% depois que o beb√™ nascer. Eu sei o quanto a ces√°rea deve ser dif√≠cil depois que vi minha cunhada voltando toda dopada do centro cir√ļrgico, as enfermeiras virando ela de qualquer jeito…assustador. Meu maior medo √© perder a consci√™ncia rsrs. Ainda n√£o estou segura se vou ter parto normal pois ainda n√£o conversei com a minha obstetra mas mesmo assim fico chateada com a vis√£o que as pessoas tem do parto normal e o pr√©-julgamento que fazem das escolhas dos outros. Enfim, obrigada pelo “servi√ßo” prestado √†s queridas leitoras deste incr√≠vel blog. Beijos.

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Sentir dor?!?!
      Bem, elas andam assistindo muita novela… e j√° viram alguem se recuperando de uma cirurgia de alto risco como a ces√°rea? Logo no momento que vc esta mais fr√°gil, sem dormir, amamentando, etc, etc. Sem conseguir andar, se levantar, podendo ter infec√ß√Ķes, tomando rem√©dios, etc
      Sim, as contra√ß√Ķes doem, mas anestesia esta ai pra isso. S√≥ sente dor quem opta por um parto 100% natural. Eu optei pela anestesia e n√£o senti dor alguma.
      Al√©m disso, contra√ß√£o √© uma dor que d√° e passa. N√£o √© aquela coisa constante de um corte, um osso quebrado ou at√© mesmo c√≥lica menstrual (ou uma cirurgia, n√©). As contra√ß√Ķes duram cerca de 1 minuto, come√ßam de leve, v√£o aumentando, at√© o pico da dor/inc√īmodo (que dura segundos), e j√° come√ßa a aliviar de novo. E depois vc tem v√°rios minutos entre uma e outra, e at√© esquece (eu dormia entre uma contra√ß√£o e outra).

  11. Juliana P. Galvao - 16/07/2013

    Nossa Dri, que diferen√ßa da realidade do Brasil!!! Primeiro que o nosso Sistema P√ļblico √© super prec√°rio; e,
    segundo que os proprios obstétras nos incentivam a cesária.

    Mas, ao mesmo tempo, acho que ficaria receosa de n√£o me consultar com um obstetra e sempre ter que se consultar com uma enfermeira diferente… Nao fica assim, meio impessoal???

    Também achei bacana essa anestesia que vc tomou (será que tem no Brasil???) e o seu atendimento pós-parto.

    Belinha só faz este acompanhamento com efermeiras ou ela vai a um pediatra?

    √ďtimo post!

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Eu tamb√©m acho que o servi√ßo s√≥ com as parteiras fica meio impessoal (era um dos meus maiores “medos”, n√£o ter uma relacionamento de confian√ßa com a pessoa que iria fazer meu parto), mas acho que √© uma quest√£o de costume. N√£o estamos acostumadas com esse conceito, ent√£o nos parece estranho…
      Apesar de ter tido meu Obstetra comigo durante o parto, como fiquei no hospital muito tempo, acabei passando por 3 midwives diferentes, e olha, sinceramente? Não fez a nenhuma diferença nem me incomodou não.

  12. Liliana - 16/07/2013

    Tenho muita pregui√ßa do drama que algumas mulheres fazem no Brasil em rela√ß√£o a maternidade, principalmnente ao parto. Isso tendo todo um acompanhamento e a fam√≠lia inteira por perto. Admiro a maneira realista e sem frescuras que voc√™ encara isso tudo, Dri. N√£o tenho filhos, mas pelo que minhas amigas contam, o pr√© natal daqui pelo NHS √© realmente fraco. E pelo que converso tamb√©m rola um drama na maioria dos partos, mais em rela√ß√£o a espera(volta para casa e s√≥ me apare√ßa quando as contra√ß√Ķes aumentarem), hora de dar a anestesia e hormonios para estimularem o parto, usar forceps e essas coisas. Algumas amigas minhas ficaram 2 dias em trabalho de parto e nesse vai e volta para hospital, para no final das contas ter que fazer ces√°rea. Sou a favor da falta de drama, mas acho que ter um parto normal com 2 dias em trabalho de parto n√£o √© muito normal e acaba estressando o corpo bastante. Mas confesso entre ter esse tipo de drama e j√° marcar o dia que meu filho vai nascer 2 meses antes sem uma raz√£o s√©ria, simplesmente porque eu n√£o estou a fim de ter um parto normal, ainda prefiro o parto normal. Assim como voc√™ tamb√©m sempre ou√ßo elogios em rela√ß√£o ao p√≥s parto. E em casos com risco, como aconteceu com minha prima, o atendimento √© incr√≠vel.xx

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Tambem já ouvi muitas histórias de terror do NHS e por isso tive tanto preconceito e acabei indo pro privado. E nunca vou saber se minha experiência teria sido tão positiva se tivesse ficado 100% nas mãos do NHS, mas acho que sim.
      De maneira geral gostei bastante da filosofia que eles tem aqui em relação a parto, e não me senti alienada em momento algum.
      O momento era meu e do meu marido e n√≥s comandamos o “show” – e isso n√£o tem pre√ßo!

      E eu sei que soa piegas e meio “tree hugger”, mas de verdade me senti “empowered” pela experi√™ncia, assistir como meu corpo sabia o que estava fazendo e foi tudo muito “instinto animal” mesmo.
      Recomendo!
      Uma experiência sem igual! :-)

  13. Patrícia A. - 16/07/2013

    Oi Dri!
    Tamb√©m adorei seu relato. Eu tive meu primeiro filho de ces√°rea (ele n√£o desceu, mesmo depois de quase 24h de trabalho de parto) e o segundo de parto normal. Concordo com voc√™: h√° uma cultura de ces√°rea aqui no Brasil que √©, no m√≠nimo, imoral. Meu segundo parto foi lindo, intimista, tranquilo – muito difrente do primeiro, em que fiquei imobilizada, morrendo de frio, com um mundo de gente na sala, mal acompanhando o que se passava. A recupera√ß√£o ent√£o, nem se fala. Da segunda vez, no dia seguinte j√° pegava o mais velho no bra√ßo pra ver o ca√ßula tomando banho, o incha√ßo foi bem menor, minha barriga desinchou mais r√°pido… Tudo de bom. Eu fico muito feliz de ver mais relatos t√£o positivos de parto normal. Aproveitando, vai estrear em breve o document√°rio “O renascimento do parto” (acho que √© isso) – j√° tem trailer no YouTube. Quem sabe, aos poucos as m√£es brasileiras conseguem ser mais participativas em um momento t√£o marcante, m√°gico, inesquec√≠vel. Beijos

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Realmente, acho que mesmo se parto normal fosse todo esse dramalhão e sofrimento sem fim que as pessoas acham (erroneamente) que é, ainda assim seria MUITO melhor do que ter que se recuperar de uma cirurgia, e logo nesse momento do pós parto, de ter que amamentar, cuidar de um bebezinho que dependa da gente pra tudo!
      A Isabella nasceu as 11 da noite, as 3 da manha voltei pro quarto com ela e o Aaron. No dia seguinte acordamos cerca das 8 da manhã e eu já levantei sozinha, tomei banho, fui ao banheiro, etc, etc. Lógico que estava exausta, mas fisicamente muito bem, como se nada tivesse acontecido! :-)

  14. Rafaela - 16/07/2013

    Moro na Alemanha e tambem sou a favor do parto normal , mas sinceramente apenas em paises que dao suporte para isso, caso que nao acontece no Brasil, onde a maioria dos medicos nao querem ficar tipo 12 horas ( ou ate mais ou ate menos ) esperando o parto , e sinceramente ja vi relatos horroveis sobre medicos que nao tiveram paciencia e ficaram fazendo pressao na hora do parto para que a Mae fizesse uma cesaria. A realidade e’outra no Brasil , eu mesma aqui na Alemanha fiquei em uma sala sozinha com banheira, musica e tudo o mais que e’normal as pessoas que moram aqui ter mas se tivesse no Brasil nao sei se teria optado pelo normal, acho que n√∂ final vai de cada um lembrando que apesar de preferir o parto normal, existe sim cesarias onde o pos operatorio e’ super normal e tambem parto normais com complicacoes, no final fica a experiencia de que cada caso e’ um caso.
    Parabens pelo Blog , pela filhota e sucesso sempre.
    Bjs

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Pois √©, mas a realidade do Brasil nunca vai mudar se as mulheres n√£o perderem o “medo do parto” e comecem a exigir que seus m√©dicos as respeitem e respeitem suas vontades e desejos.
      Conheço poucas mulheres no Brasil que tiveram parto normal, mas todas elas concordam que a experiência foi muito boa e os profissionais envolvidos sempre muito bons Рtalvez seja essa a vantagem né? Já que são poucos os obstetras Brasileiros que fazem parto normal, os que fazem é porque acreditam mesmo na ideia e acabam caprichando pra muler ter uma boa experiência.

      • dani - 16/07/2013

        Engracado, estou lendo estes comentarios em choque aqui. Pelo menos no meu circulo de amigas, que nao e pequeno, nao vi ninguem dizer que nao queria ter o parto normal ou teria medo dele, pelo contrario. As pessoas que nao tiveram, foi porque nao puderam ter, e vou te falar que muita gente nao consegue ter. Acho que cada caso e um caso, nao da pra generalizar. Eu por exemplo desde o inicio sabia que nao seria normal pois tenho varios miomas inclusive alguns estavam na passagem do bebe e saberia que nao teria como. Meu pre natal aqui foi maravilhoso, minha cirurgia tranquila, o pos operatorio tambem tranquilo e minhas consultas com pediatra otimas. Nao tenho absolutamente nada para reclamar aqui no Brasil e nao conheco alguem que tenha. Inclusive tenho amigas que fizeram parto normal numa boa e tambem que fizeram cesaria tambem numa boa. Acho que gravidez e filhos sempre sera um assunto polemico, mas ninguem tera a formula perfeita, porque cada gravidez e uma e cada filho e um tambem. Tenho uma amiga que como voce, teve uma gravidez super tranquila e achava todas as outras frescas, desdenhava de todo mundo. Pois bem, a segunda gravidez dela foi um caos total, ela teve de tudo e mais um pouco e teve que ficar de boca calada.
        A frase que gravidez nao e doenca e que a mais me irrita. Eu tive 5 episodios no trabalho de pressao baixa e dois desmaios e meu chefe um dia veio com esse papo pra mim. Claro que gravidez nao e doenca, mas nosso corpo esta diferente. E cada uma reage de um jeito. Tive amigas com pressao alta, outras com diabetes, outras com enjoo interminavel, algumas engordaram mil quilos, outras mal conseguiam andar, outras ficaram de repouso a gravidez quase toda e algumas nao tiveram nada….E depois do filho algumas conseguiram amamentar lindamente e outras nao…Gente, nao tem regra, nao tem formula. Todas as MAES sabem o que fazem e tenho certeza que fazem o seu melhor. Entao acho que falar que as que sofreram mais fizeram um drama, e pegar pesado demais e praticamente cuspir pro alto, principalmente aquelas que querem mais filhos.
        bjs,
        Dani

        • Adriana Miller - 16/07/2013

          √Č isso ai. Cada caso √© um caso, e cada gravidez/mulher tem sua experi√™ncia pessoal e intransfer√≠vel!
          Sempre digo que com a gravidez/parto da Isabella foi tudo mil maravilhas, mas pode ser que a próxima seja muuuuuito diferente e mal consiga sair da cama. So o tempo dirá.

          Acho que a quest√£o da “frescura” aqui √© mais em rela√ß√£o a cultura de “fragilidade” que rola no Brasil, independente da situa√ß√£o f√≠sica de cada mulher.
          O que eu ouvi de “ai, gravida nao pode fazer isso nao!” De amigos/parentes/bisbilhoteiros Brasileiros nao ta no gibi. Enquanto que aqui isso tudo √© encarado com mais tranq√ľilidade.
          Tipo “ta gravida? Que otimo! Agora vai l√° e segue com sua vida numa boa”.

          Mas realmente com gravidez nao se brinca e as transforma√ß√Ķes no corpo e mente da mulher sao tremendas. Cada uma √© que sabe das dores e delicias de sua pr√≥pria experi√™ncia.
          E assim como voce, tambem tenho amigas que tiveram cesárea numa boa, por opção própria e adoraram a experiência igualmente.
          Cada qual com seu cada um.
          Mas afinal, o post √© sobre a minha experi√™ncia e minhas opini√Ķes, certo?
          H√° quem concorde e quem discorde.

          • Dani - 16/07/2013

            Claro, suas experiencias, sem duvida…mas estava lendo os comentarios e vi outras opinioes sobre o assunto e resolvi comentar. Mesmo sendo sobre o seu ponto de vista, como falei, o q hj vc achou uma frescura pois na sua gravidez foi tranquilo, numa proxima pode nao ser. Ja vi isso aos montes acontecer pois nao sabemos mesmo como o nosso corpo ira responder em uma determinada gestacao. Bjs

  15. Sophia - 16/07/2013

    Juliana Galvão, sim, essa anestesia também está disponível no Brasil. Na verdade, não é anestesia, é analgesia apenas. Diga já ao seu médico que você quer o parto normal com analgesia e ele vai entender perfeitamente. Se ele não entender (a.k.a. fingir que não entende), é porque não quer fazer. Pesquise e procure por outro médico, porque isso é sinal de que, na hora H, ele vai te pressionar para fazer cesárea.
    A analgesia do parto √© igual a analsegia da dor de cabe√ßa. Quando voc√™ est√° com dor de cabe√ßa e toma um analg√©sico (seja oral ou injetado), voc√™ n√£o deixa de sentir sua cabe√ßa em cima do pesco√ßo. Rsrsrs. Voc√™ apenas n√£o sente mais a dor. No parto com analgesia, √© igual: te ministram analg√©sicos injet√°veis que far√£o com que voc√™ n√£o sinta dor, mas que continue com controle muscular de todo seu corpo, sentindo a press√£o das contra√ß√Ķes e com capacidade de empurrar o beb√™. Boa sorte para voc√™ e muita sa√ļde para o seu bebezinho.

  16. Jackie - 16/07/2013

    Ai como adoro ler seus relatos sobre maternidade! Tao diferentes da maioria das mulheres que conhe√ßo pessoalmente… tanto parto qt o dia a dia. J√° disse isso aqui varias vezes e repito. Qt a imagem de pato aqui no Brasil a midia ajuda muuuuito new Nossa, eu achava que qd rompesse a bolsa tinha que correr e p√īr a mao embaixo sen√£o o bebeb caia hahaha Tenho uma amiga que tem blog que √© super informada e a favor do parto normal, e ela ta contando sobre o dela e estou “aprendendo” mais e j√° sei que isso nao √© verdade rs
    Um problema √© que no brasil ces√°rea √© desvinculada da imagem de cirurgia, pq √© isso, uma cirurgia. Qd alguem diz “vou fazer uma cirurgia” √© normal sentir apreensao, saber que tem riscos, complica√ß√Ķes etc. Mas cesarea aqui √© sinonnimo de parto. Eu sou super contra qq cirurgia desnecessaria, pois tenho sequelas de uma cirurgia (necessaria), e sei o qt qq intervencao cirurgica tem riscos e pode complicar nossa vida. Nunca ia querer “entrar na faca” sem necessidade.
    Tenho acompanhado as fotos da Bella e ela esta lindona! Parabens pela filhota.
    Beijos,

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Hahahah!
      Quem dera que fosse assim! Rompeu a bolsa e o bebê já sai caindo pelas pernas! Seria Tãaaaaao mais fácil :-)

      Claro que cada mulher passa pelos est√°gios do parto de maneira diferente (algumas super r√°pido, outras – como eu – super demorado).
      Mas quando minha bolsa rompeu eu tomei banho, fiz escova no cabelo e fui pro hospital ANDANDO :-)
      Mas se a novela mostra isso, não vai dar Ibope né?
      Novela e filme tem que mostrar aquela correria, a mulher toda suada, gritando e se descabelando desesperada com seu “sofrimento”.

  17. julia - 16/07/2013

    Oi Adriana,
    Voce foi criada no brasil no meio da cultura do “horror” do parto normal. Mesmo assim vc sempre “sonhou” em ter o parto normal ou aceitou √† medida que na Inglaterra nao teria outra op√ß√£o? Teve algum choque inicial com a ideia? Pergunto, pois estou querendo muito engravidar, mas tenho pavor de pensar no parto

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Não, muito pelo contrário. Minha mãe teve dois partos normais e sempre falou maravilhas da experiência, então sempre soube que essa seria minha opção quando chegasse minha vez.
      E claro, como toda gr√°vida de primeira viagem tamb√©m tinha receios em rela√ß√£o ao parto, mas nunca cheguei a ter “medo” – e a medida que a gravidez foi passando e fui lendo e aprendendo sobre o processo, o receio foi embora! :-)

  18. Juliana - 16/07/2013

    Bom, eu acho que não são só as grávidas e mamães brasileiras que reclamam ou exageram, ou pintam as coisas de uma maneira que quem não tem filhos até desanima com a ideia. Isso é NORMAL em qualquer país !!!! Talvez os povos latinos, por serem mais abertos/falantes/espontaneos, pareçam um pouco mais exagerados, mas gente não tem como não sentir o FURACÃO que é a chegada de um bb na sua vida, por mais que sua gravidez tenha sido um oásis e o bb um anjo (o que é rarííiissimo).
    Cada um absorve do seu jeito as mudan√ßas de vida que a gravidez e cuidar de um bb implicam, uns falam mais, outros menos sobre isso. Mas o IMPACTO √© grande para TODOS e (sei que isso √© cliche- mas a vida nunca mais √© a mesma). Por isso, ao inv√©s de julgarem, respeitem, pois como a disse a Dani l√° em cima, quem cospe pr√° cima pode cair na testa. As novas mam√£es n√£o precisam de algu√©m que lhes aponte o dedo e critique, mas algu√©m que as ajude, de uma mao, porque SIM, √Č MUITO DIF√ćCIL, TRABALHOSO, FRUSTRANTE, CANSATIVO (apesar de ser tamb√©m maravilhoso). Essa √© a vida REAL.

    Eu adoro o jeito carinhoso com que o pessoal no BRASIL trata os bbs, sempre perguntam o nome, conversam. E viajar com bbs também é ótimo aqui, somos sempre muito bem tratados. Não é em todo país que é assim.

    Quanto as cesareas, realmente √© um absurdo, mas, quem tem o m√≠nimo de condi√ß√Ķes consegue um parto normal, √© s√≥ querer e ir atr√°s. Eu tive o parto que sempre sonhei (normal, na banheira), com uma equipe m√©dica maravilhosa, e amei a experiencia, que foi muito calma e respeitosa. Mas para isso pesquisei, li muito e fui atras dos profissionais que pensavam do mesmo jeito que eu!

  19. Maira Cavalcanti - 16/07/2013

    Muito legal esse seu depoimento dri! estudo medicina aqui em recife e adoro saber como funciona o sistema de sa√ļde em outros paises( principalmente os mais desenvolvidos). Realidade muito diferente do brasil, infelizmente… sonho com a chance de poder trabalhar na Inglaterra, mas sei que arranjar emprego de medica em outro pais eh mt dificil! :(

  20. Maira Cavalcanti - 16/07/2013

    so um adendo: mt legal sua experiencia com o parto normal, realmente aqui no BR o indice de partos cesarianos eh um dos maiores do mundo! impressionante como a maioria das mulheres(nao to querendo generalizar) tem preferencia pelo parto cesaria. Minhas amigas mesmo, todas, sem excessao querem parto cesaria por medo da dor! Espero conseguir ter o meu normal, pq sei que a maioria dos obstetras preferem operar partos cesarios!

  21. Gabriela - 16/07/2013

    Sabia que esse post seria sensacional! Eu adoro acompanhar os coment√°rios daqui, Dri, volta e meia rolam umas discuss√Ķes muito, muito legais nesses teus posts sobre a vida que dividem opini√Ķes!
    Na minha opini√£o, as taxas (alt√≠ssimas) de ces√°rea aqui no Brasil foram originadas pouco a pouco por v√°rios fatores, nao sei o que veio antes e o que se seguiu. Primeiro tem essa quest√£o da percep√ß√£o de fragilidade, que acaba causando em muitas mulheres um medo enorme de que “qualquer passo em falso” possa resultar em complica√ß√Ķes. As complica√ß√Ķes existem sim, mas os pa√≠ses europeus t√£o a√≠ pra mostrar que em uma gesta√ß√£o de baixo risco em que tudo esteja correndo bem, viajar, fazer isso, aquilo ou aquilo outro na gesta√ß√£o nao aumenta as taxas de complica√ß√£o n√£o. Algumas das complica√ß√Ķes da passagem pelo canal do parto s√£o sim minimizadas pela ces√°rea, mas n√£o a ponto de justificar esse terrorismo que existe por aqui.
    Segundo, obstetr√≠cia √© sempre uma das top 3 especialidades mais processadas na Medicina. Sempre. Falta de oxig√™nio para o bebe no periparto √© uma coisa muito grave e muito temida porque tem consequ√™ncias enormes √© n√£o √© f√°cil provar que voc√™ fez tudo como deveria ter feito – e mesmo que voc√™ consiga provar, isso vai acontecer depois de longos meses de processo se arrastando, noites sem dormir revivendo cada detalhe do parto e pensando se poderia ter feito algo diferente pra mudar o destino daquela crian√ßa. Al√©m disso, os m√©dicos tem sim uma parcela consideravel de culpa, porque √© muito mais c√īmodo marcar com a paciente “dia tal, hora tal, te vejo la” do que ser acordado as 3 da manh√£ pela paciente que voc√™ acompanhou por 9 meses e (com raz√£o) quer que seja voc√™ a conduzir o parto, e nao o outro obstetra que esta de plant√£o. Um outro problema √© que, depois que se inicia esse ciclo vicioso de ces√°reas, os obstetras n√£o desenvolvem mais a mesma experi√™ncia em partos dif√≠ceis, uso do f√≥rcipe, etc, simplesmente porque em vista de qualquer poss√≠vel complica√ß√£o, se indica ces√°rea. Apesar disso, como ja disseram aqui, os obstetras brasileiros que fazem parto normal acreditam tanto na filosofia que fazem de tudo pra que a experi√™ncia seja positiva, incluindo tudo o que for seguro para evoluir para um parto normal.
    Terceiro, que a mulher brasileira é muito, muito preocupada com o físico. Isso inclui desde mulheres que se maquiam e marcam cabelereiro e manicure logo antes de ir pra maternidade, até a preocupação com a genitália, como vai ficar depois, se volta ao normal ou nao, se o marido vai pensar isso ou aquilo ou vai perder o desejo, enfim. Aí pra isso existem exercícios pra fortalecer a musculatura do perineo (exercícios de Kegel). E na minha opinião, tem o lado psicológico do empowerment, de se sentir dona do mundo por saber o que é a emoção de ter participado ativamente do nascimento de um filho, torna uma mulher muito mais segura de si, que num relacionamento é mais saudável e mais positivo do que pensar em se submeter a uma cirurgia levando em conta o que o marido pode pensar.
    E enfim, tem muitos fatores mais. Hoje em dia, acho que existe sim um renascimento do parto normal, tanto no setor privado quanto no publico. Cada vez mais se faz analgesia de parto, cada vez mais mulheres resolvem exigir dos seus médicos que possam fazer as suas próprias escolhas no processo, então acho que há esperança sim!!!

    Sou medica tamb√©m Maira, e muitas das minhas colegas querem ces√°reas eletivas, mas muitas das amigas mais pr√≥ximas, inclusive as medicas calejadas de verem complica√ß√Ķes, querem parto normal por saberem que complica√ß√£o √© a exce√ß√£o e nao a regra! Se Deus me permitir que corra tudo bem, quero ter um parto normal. Minha m√£e teve dois partos e, como a Dri, cresci ouvindo os relatos dela de que sim, d√≥i (os dela foram sem analgesia), mas √© indescrit√≠vel.

    Sobre a analgesia, sou residente de Anestesiologia e fiz esses dias minha primeira analgesia de parto. Olha, que negocio emocionante ver uma mulher no seu primeiro parto, h√° mais de 24 horas tendo seu parto induzido, exausta, com dor, pedindo arrego, “por favor me faz uma ces√°rea que nao ag√ľento mais”, em 3 horas depois da analgesia evoluir pra dilata√ß√£o total, fazendo for√ßa exatamente nos momentos em que era pra fazer, ajudando o bebe a descer, e depois v√™-la segurando o filho no colo, chorando de alivio, de emo√ß√£o, de felicidade!

    O que falaram no NHS pra Fernanda n√£o √© desculpa n√£o, √© que at√© pouco tempo atras existia muito medo em rela√ß√£o a analgesia, que ela por si s√≥ poderia causar redu√ß√£o dos batimentos card√≠acos do beb√™, ou que quando feita muito cedo poderia retardar/inibir a evolu√ß√£o do trabalho de parto, ent√£o a indica√ß√£o era “parturiente com contra√ß√Ķes efetivas e mais de 5cm de dilata√ß√£o”. Hoje existem v√°rios estudos cient√≠ficos mostrando que a analgesia durante o trabalho de parto inicial n√£o resulta em taxas maiores de ces√°rea, e que a quest√£o dos efeitos sobre o beb√™, ao que tudo indica, pode ser um vi√©s (porque s√≥ se indicava analgesia em gestantes com muuuuita dor, que poderiam j√° ter esse n√≠vel t√£o maior de dor porque o trabalho de parto j√° estava evoluindo mal antes mesmo da analgesia). E a√≠ hoje em dia os livros dizem que estando em trabalho de parto, a solicita√ß√£o da paciente j√° √© indica√ß√£o suficiente (por isso foi feita na Dri, que ainda nao tinha os tais 5cm de dilata√ß√£o).

    Existem alguns estudos tamb√©m provando que a “psicoprofilaxia” √© efetiva, ou seja, a prepara√ß√£o psicol√≥gica da mulher em rela√ß√£o ao parto tem efeitos sobre a evolu√ß√£o! As vezes, infelizmente, mesmo quem quer muito pode acabar precisando ir pra ces√°rea, mas que o bom e velho pensamento positivo ajuda, isso ajuda!!!

  22. Gabriela - 16/07/2013

    GENTE, fui escrevendo e nao notei que o comentário tinha ficado TÃO gigante!!!! :s

  23. Renata Gomes - 16/07/2013

    Adriana, mais um post maravilhoso seu. Primeiro, por me emocionar com vc contando de novo como foi o parto da Isabella. Como leitora, fiquei acompanhando ansiosa o dia do nascimento dela e chorei ao ler vc contando l√° em janeiro sobre esse momento. Depois, ler sobre o sistema de sa√ļde da Inglaterra, tanto no privado como no particular e toda a assist√™ncia que a m√£e e a crian√ßa recebem mesmo depois de deixarem o hospital/maternidade. Por fim, o que eu acho mais importante, priorizar e fazer de tudo para que o parto seja o mais pr√≥ximo do natural e a ces√°rea realizada SOMENTE em caso de risco para a m√£e ou para o beb√™, al√©m do que vc j√° disse que a ces√°rea a√≠ nem mesmo √© considerada parto, mas um procedimento cir√ļrgico. Evito falar sobre isso perto de amigas que ter√£o ou j√° tiveram filhos pq dizem que eu ainda n√£o fui m√£e e n√£o tenho a ideia da dor que √© etc. Respeito, mas n√£o concordo mesmo. Todas com condi√ß√Ķes boas, tiveram filhos em √≥timas maternidades, at√© no Einstein etc, DECIDIRAM fazer ces√°rea e os m√©dicos concordam, incentivam. √Č a festa da ces√°rea! Eu n√£o lembro de uma amiga que tenha feito parto normal. Sem contar as que esbravejam que a dor √© horr√≠vel, que a medicina evoluiu, ent√£o pra que “sofrer” quando se pode fazer ces√°rea e o mais absurdo de tudo foi a minha ex chefe dizer que jamais faria parto normal, que √© atraso e que a largura de uma crian√ßa √© como uma garrafa pet passando pela mulher. Detalhe: ela e a crian√ßa tinham todas as condi√ß√Ķes para fazer parto normal. A pr√≥pria disse isso. As m√£es frescas, os m√©dicos que n√£o querem ficar dispon√≠veis horas e horas e que ganham com ces√°reas, tornaram o parto normal coisa de outro mundo. O engra√ßado √© que a minha m√£e teve dois filhos de parto normal (eu e meu irm√£o), essas minhas amigas tamb√©m nasceram de parto normal h√° trinta, trinta e quatro anos e hoje que √© tudo mais f√°cil e melhor, optam por uma cirurgia? Eu j√° tenho uma vontade louca de morar em Londres e se um dia tiver um filho vou correr pra a√≠.

  24. Melina - 16/07/2013

    E’ isso ai, Dri! Parabens! Mais uma coisa: como a Isabela tem o passaporte ingles? Conheco alguns babies, filhos de estrangeiros, que nasceram aqui e nao tem direito. Tks!!

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      √Č, nascer aqui n√£o d√° direito a cidadania mesmo n√£o. Mas rola toda uma burocracia para filhos de Europeus possam ter o direito. (cidad√£o Europeu que more aqui pagando impostos a mais de 5 anos pode pedir um certificado de resid√™ncia permanente, que √© equivalente a cidadania Brit√Ęnica e passa a dar direito a seus descendentes)

  25. Tatiana - 16/07/2013

    Dri, excelente post e excelentes coment√°rios! Muito bom saber como funciona por ali e percebo que no Brasil ainda estamos longe de um sistema adequado.
    Moro em SP e tive minha filha aqui de parto normal. Fui tida como louca por todo mundo que ouvia eu dizer que ia optar por um parto normal! Como se isso fosse o anormal ou mesmo uma opção! Eu hein!
    Mas realmente tive que escolher com cuidado a minha médica e, sem o apoio dela, não teria sido fácil. Eu tive pré-eclampsia no fim da gravidez (pressão alta) e qualquer médico por aqui já iria logo me levar para cirurgia! Mas eu estava ótima, tive uma gravidez super tranquila e minha médica só pediu repouso, dieta e uma série de exames que eu tive que fazer a cada 3 dias (um saco) até minha filha nascer. Como eu não tinha dilatação quase nenhuma, tivemos que induzir o parto com quase 41 semanas, pois senão já seria um risco.
    Fiquei 12hs em trabalho de parto, mas como voc√™, tamb√©m n√£o tive dor nenhuma!! Tomei uma combina√ß√£o de raqui/epi com 3cm de dilata√ß√£o e foi aplicada da mesma forma da “andante”, pois eu senti todas as contra√ß√Ķes e a expuls√£o.
    N√£o tem nada mais maluco que essas sensa√ß√Ķes, recomendo fortemente passar pela experi√™ncia!! Eu sinto saudade desse dia, das emo√ß√Ķes, das contra√ß√Ķes!!! Juro! Os horm√īnios nos deixam feito bicho!!
    No dia seguinte, horas depois do parto, estava toda serelepe, andando, tomei banho, etc. Claro que cansada, mas sem dor.
    S√≥ que tudo isso s√≥ foi poss√≠vel porque eu pude escolher uma m√©dica, ter um plano de sa√ļde excelente que me reembolsasse e por eu ter bancado mesmo a id√©ia do parto normal, me informado, ido atr√°s da informa√ß√£o. Pois aqui no Brasil as pessoas tem p√Ęnico da dor, imaginam uma cena horrorosa… O que me choca √© que s√£o pessoas esclarecidos, com poder aquisitivo…
    E, pra piorar, agora o pessoal aqui faz festa na maternidade… Levam bebida, bem casados, fot√≥grafo. Acho que esquecem que tem um beb√™ rec√©m nascido ali! Mas isso j√° √© outro assunto…

  26. mari - 16/07/2013

    Post incr√≠vel Dri! adoro essas hist√≥rias e achei um m√°ximo ver como um sistema publico de sa√ļde realmente deveria funcionar. Tenho uma super amiga que mora em Belfast com uma verdadeira historia de terror pra contar sobre o parto feito pelo sistema publico de l√° (nem sei se √© o mesmo de Londres), e que infelizmente resultou no fato dela ter corrido s√©rio risco de vida e hoje ela tem grandes chances de n√£o poder mais engravidar. A gente escuta tanta hist√≥ria boa e tanta hist√≥ria ruim… e ainda mais por ser brasileira, parece que a gente sempre tem um ‘desconfi√īmetro’ bem ativo. com certeza eu faria o mesmo que vc.. o basico no NHS e na hora do vamov√™, sistema privado. porque vamo combinar n√©? nunca se sabe o que vai dar!

  27. Josi - 16/07/2013

    Eu vou contar um pouquinho da minha experi√™ncia. Eu moro na Holanda e sempre soube que se eu engravidasse morando aqui teria que ter um parto normal e isso era fato! Que pra mim era algo IMENSO tao grande que se quer passava pela minha cabe√ßa a possibilidade de ter um filho atrav√©s do parto vaginal. Por in√ļmeras razoes. A primeira delas: Fui criada ouvindo est√≥rias ESCABROSAS sobre o parto vaginal, fui torturada desde crian√ßa com as lembran√ßas da minha mae (ele teve 3 partos naturais) e sempre ouvia ela contar como esses momentos foram traumatizantes e que ela nao queria que as filhas dela passassem por isso; segundo todas as minhas amigas, primas etc. fizeram ces√°reas (nao tinha referencia positiva nenhuma) terceiro a cultura imposta no Brasil de que existe risco para o bebe (falta de oxig√™nio) bla bla bla

    Fiquei gravida e na minha cabe√ßa eu ira explicar todo o meu MEDO eles iriam entender e fazer uma cesera (o n√≠vel era bem esse) quando fui na minha primeira consulta com a midwife, conversei com ela sobre o meu medo e ela nao deu √™nfase nenhuma e nem credito pra minha conversa. Eu pensei Ah esta muito cedo, com tempo tudo vai se “ajeitar” eu vou ter a a cesaria.

    Nisso tudo o tempo foi passando e eu fui recebendo um apoio tremendo, informação, tudo que eu precisasse em relação a gravidez, parto e preparação. Eu comecei a ficar curiosa, e pensava mas perai se é um bicho desse tamanho porque todas as minhas amigas do trabalho Holandesas, vizinhas ou seja mulheres como eu, voce etc. conseguem ter o parto normal? Comecei a ficar curiosa e parti pra pesquisa, fiz um curso maravilhoso e tudo isso foi me mostrando um universo lindo! Onde a natureza é perfeita e nos somos sim como animais feitos para parir. Aquilo foi me fascinando eu li tudo, eu vi tudo que é documentário, pesquisei e resolvi que sim eu iria ter o parto normal! Nossa minha mae, irmas, brasileirada pirando o cabeção! Achando que eu iria morrer!

    Enfim tive meu filho de parto normal, sem anestesia, ele nasceu com 3500kg (eu optei por nao saber o sexo nem preciso falar oque os palpiteiros acharam disso) e NUNCA vou esquecer esse momento. Foi a coisa mais difícil que eu fiz na vida pelo oque eu contei acima (mindset). Mas eu sinto um orgulho tao grande de mim, eu sinto que eu passei por algo que é inigualável.. Vc. parir a sua cria que estava na sua barriga é muito animal.

    Ps. A Holanda é um pais nota 1000, temos até uma enfermeira conosco por até 10 dias!

  28. Patricia - 16/07/2013

    “Vc. parir a sua cria que estava na sua barriga √© muito animal.”

    Falou tudo! :-) Tenho uma menina de 3 anos nascida na Suecia e uma de quatro meses nascida na Alemanha.Todas as duas de parto normal.A primeira com um pouco de epidural, o parto durou 10 horas.Jah a segunda, nao deu tempo pra nada, nasceu em menos de tres horas apos a primeira contracao.Cheguei no hospital e ela “pimba”, caiu, haha!

    Na Suecia NUNCA vi medico obstetra, ginecologista ou pediatra (apenas para os check-up dela de 6 meses e 1 ano).Apesar de eu ter feito o pre-natal em uma clinica particular, TUDO eh feito pelas enfermeiras, que em geral fazem um curso superior de 4 anos para atuarem na profissao.

    Aqui na Alemanha foi um pouco diferente, pois o pre-natal e o parto em si sao feitos por medicos (particulares, no meu caso), mas o trabalho de parto inteiro eh com o acompanhamento da parteira (tirando a hora “h”, mas pra mim nao deu tempo da medica chegar!)

    Sempre fui super focada na carreira, entao, esperei bastante e tive uma aos 39 e a outra aos 41 anos.Gestacoes “tranquilesimas”.Ambos os paises tem esse acompanhamento fantastico das enfermeiras e apesar da Alemanha ser legal com as maes, ainda nao vi nada como ter filho na Suecia! Eu voltei ao trabalho apos 7 meses e meu marido ficou mais sete em casa com ela.Escolinha garantida apos um ano, ajuda financeira do governo pra crianca, opcao de sair mais cedo do trabalho para buscar na escolinha (com desconto no salario), atestado valido para os PAIS se precisarem ficar em casa com filho doente…tudo adaptado para carrinhos,micros em todo canto pra esquentar comidinhas, elervador nos metros, onibus adaptados,salas de amamentacao e fraldario em todos os shoppings… o mundo que toda mae sonha! Na Alemanha eh um pouco mais dificil.A licenca-maternidade eh de tres anos mas apenas um pago. e o salario diminui bastante.Os pais nao sao muito fas em tirar a licenca como na Suecia.Eh super dificil achar creche/escolinha antes dos 6 anos,entao muitas maes tem que apelar para senhoras que cuidam das criancas ou trabalhar de casa, etc.Nao sei se os problemas sao os mesmos em lugares menores, porque moro numa cidade grande.Tambem recebemos ajuda do governo para as meninas.

    Experiencias lindas, que eu com certeza absoluta nao teria se morasse no Brasil. Entretanto,a infra-estrutura necessaria para tal tambem eh inexistente por lah.E essa parte cultural e social, entao, nem se fala.Entao, dificil julgar as escolhas das que, infelizmente, nao tem acesso ao modo de parir os filhos do primeiro mundo.A minha pergunta eh soh uma: essas mulheres tao instruidas nao ficam confusas ao ver TODO MUNDO tendo filho na Europa sem anestesia, sem cesarea, e as taxas de mortalidade materna e infantil num patramar baixissimo?? Serah que acham que o corpo da brasileira eh mesmo tao “problematico” que quase ninguem lah tem “condicao” de parir um filho? Estranho…

    • Fernanda K - 16/07/2013

      Putz Patricia, complicado até de formular uma resposta direta. Nao sou mãe, mas tenho pai, irmão e sogra obstetras e, este assunto gestação sempre fez parte do meu cotidiano. Acredito que a melhor forma de te responder e que a cesárea virou algo cultural simples assim, mesmo sabendo que normal e o parto natural. Acho que aqui no Brasil a escolha da mãe vem em primeiro lugar, falando do sistema particular. Ja no SUS eu sei que e por indicação. Meu irmão obstetra fez residência em um hospital publico por exemplo que a regra era parto natural, até as ultimas consequências, se o curso estava errado era corrigido e cesárea era uma exceção.

    • Bia Camacho - 16/07/2013

      S√≥ uma corre√ß√£o: TODA enfermeira obrigatoriamente TEM curso superior. N√£o √© “geralmente”. Voc√™ s√≥ √© enfermeira se fez o curso superior. Se n√£o o fez, √© no m√°ximo auxiliar/t√©cnica de enfermagem. ;)

      • patricia - 16/07/2013

        Oi,Bia.Eu sei! Estava comentando sobre as enfermeiras /parteiras na Suecia.O curso que elas fazem eh de geralmente 4 anos, mas pode variar dependendo do curriculo ou especializacao. :-)

  29. Patricia - 16/07/2013

    Desculpem os erros, digitando com nenem no colo! :-)

  30. Amanda Roth - 16/07/2013

    Dri,

    sei que tu j√° respondeu um monte de coment√°rios aqui, mas j√° faz um temp√£o que estou para te perguntar e n√£o pergunto!
    Rola alguma financeira ajuda do governo para quem teve beb√™ a√≠ no UK? Esses dias li em um outro blog que acompanho de uma jornalista aqui de POA que na Finl√Ęndia os beb√™s t√™m direito a receber uma maleta com boa parte do que um rec√©m nascido vai precisar (roupinhas, fraldas, artigos de higiene, etc…) Tudo muito lindo diga-se de passagem!
    Fiquei curiosa com relação a outros países, pois sei que as despesas aumentam com um bebê.
    Bjks!!

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Rolar ate rola, mas bem menos generosas que nos países escandinavos, e limitada pela renda dos pais; ou seja, so recebe quem tem salários baixos.
      Mas para quem tem direito a receber p governo da uma ajuda de custo para creche e uma bolsa auxilio para as crianças (coisa de 80£ por mês, que nao da pra muita coisa).
      Quando a Bella nasceu e as enfermeiras vieram aqui em casa tb levaram umas sacolas de coisas para bebe, variando de mil folhetinhos e livros educativos, a fralda, lencinhos, detergente especial etc.

  31. Patricia - 16/07/2013

    @Amanda: Na Suecia cada crianca recebe cerca de 180 Euros (quase o mesmo na Alemanha)e assim que a gente chega no quarto da maternidade tem uma mala cheia de presentes: roupinhas, fraldas, lencinhos umedecidos, brinquedinhos, produtos de higiene,panfletos, livros etc.Algumas coisas sao amostras, a maioria tamanho natural.Sao presentes das empresas, claro, que querem “vender seu peixe”, mas eh lindo.Tem sempre um brinquedinho pra pendurar no carrinho, e a gente sabe pelo brinquedinho quem nasceu no mesmo ano que seu filho. :-)

  32. Patricia - 16/07/2013

    PS-Eh cerca de 180 Euros por mes.

  33. Sophia - 16/07/2013

    Josi, que bacana a sua experiência! Parabéns!

  34. Daniela - 16/07/2013

    Aqui no Brasil est√° cada vez mais dif√≠cil ter um parto normal. Tr√™s amigas minhas tiveram filhos recentemente, todas queriam parto normal, mas na hora H os m√©dicos inventaram uma desculpa qualquer para fazer ces√°rea. Estou pensando em engravidar, sempre quis parto normal, comecei a pesquisar e descobri que em Salvador, se voc√™ quer um parto normal, prepare-se para pagar R$4.000. Porque at√© tem um ou outro Obstetra que seja partid√°rio do parto normal, mas nenhum deles o faz pelo plano de sa√ļde, TODOS cobram por fora.
    E culturalmente a coisa t√° ficando t√£o enraizada que basta vc dizer que quer parto normal pra ouvir os piores absurdos. Desde m√©dicos chamando seu marido pra dizer que n√£o deixe pq a mulher dele vai ficar “folgada” (referindo-se √† vagina) a zilh√Ķes de pessoas te chamando de ignorante por querer ir contra a “evolu√ß√£o” da medicina.
    Sempre respondo que se se trata mesmo de evolu√ß√£o, porque que s√≥ existe essa cultura em pa√≠s de 3¬ļ mundo? Quer dizer que somos mais evolu√≠dos do que os pa√≠ses de 1¬ļ mundo? Pelamor, n√©?
    Outra coisa é que não pretendo saber o sexo antes. Já me avisaram que independente do que eu queira, o Obstetra VAI revelar. Já imaginaram isso? Mulher não pode ter escolhas aqui? Absurdo!

  35. Amanda Roth - 16/07/2013

    Estou achando muito bacana toda essa troca de informa√ß√Ķes sobre gravidez, apesar de atualmente n√£o estar previsto nos meus planos engravidar acho que essa troca de opini√Ķes e informa√ß√Ķes s√≥ enriquece.
    Obrigada Patrícia pelo retorno!
    Daniela, tenho amigas que est√£o gr√°vidas e os coment√°rios s√£o exatamente os mesmos que fizestes, j√° nem entro mais nessa discuss√£o pq a impress√£o que tenho √© que a “louca” sou eu, por ainda achar que o parto natural deva ser a primeira op√ß√£o…
    N√£o sei como vai ser quando eu engravidar.
    Bjs,
    Amanda
    #tiaseverywhere

  36. Larissa - 16/07/2013

    Gente, acho que t√ī longe ainda de ser m√£e, mas tenho uma d√ļvida, que as mam√£es de plant√£o podem solucionar: O que fazer pra evitar o mico do rompimento da bolsa em p√ļblico?? D√° pra usar absorvente nas √ļltimas semanas? ele resolveria??

    • PatriciaUk - 16/07/2013

      Larissa, engracado que isso raramente acontece, algumas lojas grandes de departamento aqui no Uk ate te dao um premio em diheiro se a sua bolsa romper na loja e nao conheco ninguem que passou por isso! A minha bolsa nunca estorou, a parteira teve que furar ela no final. As vezes so um pouquinho de liquido sai…. mas nao veja isso como mico, e natural!! Na minha ultima gravidez em estava em TP no parque e na livraria com meu marido e filho mais velho e isso era a minha ultima preocupacao!

  37. Larissa - 16/07/2013

    Obrigada pela resposta, Patricia. Eu conhe√ßo uma pessoa que passou por isso e a situa√ß√£o n√£o me pareceu nada agrad√°vel. Ela estava num restaurante, jantando com o marido, quando a cena aconteceu. Natural √©, de fato, como tamb√©m √© vazamento de leite, do fluxo menstrual, mas acho que eu iria ficar super constrangida de estar num teatro, num cinema, e uma coisa dessas acontecer. N√£o sei, talvez seja s√≥ preocupa√ß√£o boba de quem ainda n√£o tem preocupa√ß√Ķes reais com um beb√™… rsrsrs

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Larissa, pode acreditar, que de constrangimento n√£o tem nada! Mesmo!
      Na verdade nos dias finais vocie fica na expextativa de imaginar se a bolsa vai estourar ou n√£o e quando vai ser.
      √Č uma coisa legal, juro!
      Al√©m disso, caso a bolsa estoure em p√ļblico (ou seja, voc√™ estar√° acordada e andando, sentada em algum lugar) a cabe√ßa do beb√™ age como um tamp√£o, o que impede que a agua escorra pernas abaixo. Al√©m disso, a natureza √© s√°bia e o vazamento √© super pequeno e gradual, se n√£o o beb√™ ficaria seco l√° dentro e morreria!
      NO meu caso, a bolsa estourou quando estava dormindo e foi acumulando por sabe-se l√° quanto tempo, e por isso quando eu levantei saiu bastante agua de uma vez s√≥. Mas ao longo do dia, o vazamento era t√£o pouquinho (mesmo com contra√ß√Ķes e trabalho de parto avan√ßado, e andando pra cima e pra baixo no hospital) s√≥ saia gotas de cada vez, que mal dava pra perceber no absorvente.
      Essa coisa de filme, onde a mulher esta de vestido, pernas abertas na calçada e cai um balde de agua no chão é coisa de filme só! Na vida real não é assim não :-)

  38. Viviane - 16/07/2013

    No geral eu nao acho legal nenhuma imposicao, do tipo “parto normal √© bem melhor e todo mundo deveria fazer” ou “ces√°rea √© o que h√° de melhor e mais moderno”. Gente cada mulher sabe o que faz! Acho que cada um conhece melhor o seu corpo, suas condicoes f√≠sicas e psicol√≥gicas e por isso s√≥ a mulher tem o direito de decidir que parto fazer.

    Tb moro na Alemanha e nao apoio essa imposicao do parto normal que tem aqui na Europa. Nao tenho filhos, mas gostaria de ter a certeza que quando tiver poderei opinar e decidir o que √© melhor para mim! Nesse ponto acho a abordagem do Brasil mais democr√°tica. Vivemos no ano 2013, e temos que concordar que hoje em dia simplesmente existem dois “m√©todos” para parto: normal ou ces√°rea, os dois possuem vantagens e desvantagens. Cabe a cada um decidir, quem quiser ter parto normal que tenha, quem prefere ces√°rea deve ter direito a fazer a operacao e pronto. √Č uma questao pessoal e tenho orgulho que no nosso pa√≠s a preferencia da mulher √© levada em consideracao.

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Ai é que você se engana. Basta conversar com mulheres que tiveram filhos recentemente no Brasil pra perceber que a escolha nunca é respeitada e a cesárea é sempre imposta.
      Al√©m de que a cultura “cesarista” j√° esta t√£o impregnada que a maioria das mulheres no Brasil realmente acredita que parto normal √© uma coisa “horrivel” e ultrapassada, como se apenas as mulheres Brasileiras (que vivem no Brasil e tem acesso a plano de saude privado, n√©?) tivesse uma muta√ß√£o gen√©tica que as impedisse de ter um corpo feito para o parto – pois √© isso que os m√©dicos e a sociadade as faz acreditar.
      Graças a Deus o resto do mundo todo esta aí pra provar que isso é apenas um mito, e que infelizmente esse mito apenas existe no Brasil.

  39. Amanda Roth - 16/07/2013

    Li essa not√≠cia na Folha hj, achei que tinha tudo a ver com a nossa “discuss√£o” :-)
    http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/07/1317876-documentario-brasileiro-questiona-adocao-indiscriminada-da-cesariana.shtml

    • Juliana P. Galvao - 16/07/2013

      Dri, desculpa pela pergunta de cunho √≠ntimo… Mas, vc teve que fazer algum corte na regi√£o do per√≠neo? Se teve, como foi a sua recupera√ß√£o?

      Eu nunca tive filhos e estou me planejando para daqui a um ano começar a tentar. Então, estou me informando e este post tem sido ótimo!

      Bjs

      • Adriana Miller - 16/07/2013

        OI Juliana, te entendo!! √Č realmente uma pergunta √≠ntima, mas a gravidez tem mitos demais e quanto mais informa√ß√£o, melhor! :-(
        Eu fiz episiotomia sim, que acho que foi bem pequena.
        Meu m√©dico me consultou (eu tinha colocado no “birth plan” que n√£o queria de jeito nenhum) e pediu minha autoriza√ß√£o antes de fazer qualquer coisa, e me explicou os motivos. A episiotomia geralmente √© vista como vil√£ (principalmente aqui que √© suuuuper recriminada e os m√©dicos que fazem s√£o vistos como “carniceiros”… heheheheh) mas pode vir a ser uma boa ajuda.
        No meu caso foi um corte bem pequeno, e graças a isso não tive nenhuma laceração e a fase de expulsão durou apenas 20 minutos :-)
        A recupera√ß√£o obviamente √© mais dolorida do que um parto 100% sem interven√ß√Ķes, mas n√£o me impediu de sentar, andar, ir ao banheiro etc. E se eu tivesse deixado rolar sem interven√ß√£o nenhuma, de repente ela teria nascido numa boa sem lacera√ß√Ķes, mas caso tivesse ocorrido a recupera√ß√£o e reparo teria sido pior.
        Eu acho né?!
        Cada parto √© um parto, e n√£o d√° muito pra ficar imaginando o que teria sido…
        Num pr√≥ximo parto (que ser√° normal de novo, se deus quiser!) vou mais uma vez “escolher” n√£o fazer – mas se for preciso, por que n√£o?

  40. Amanda Roth - 16/07/2013

    Dri / Juliana,
    essa mesma pergunta me veio √† cabe√ßa, mas acabei ficando meio sem jeito de perguntar…que bom que tu n√£o te importaste em responder Dri. √Čs sempre muito atenciosa :-)
    Bjs!

    • Adriana Miller - 16/07/2013

      Pois √©, esse √© mais um dos assuntos e mitos que cercam o parto normal, e que na verdade soa MUiTO mais assustador quando nao temos filhos ainda e ficamos “apavoradas” esperando o “grande dia”.
      Mas na hora H nos damos conta que nao √© nada demais…
      Apenas uma ajudinha extra da medicina moderna (como a peridural, por exemplo) para ajudar nosso corpo a passar por esse momento de maneira mais fácil e agradável possível.
      (Sei que os apavorados, céticos e cesarianas de plantão vao torcer 0 nariz, mas nao é exagero quando digo que o parto da Isabella é uma das melhores memórias que da vida!)

  41. vanessa - 16/07/2013

    oi adriana ,eu tambem tive parto normal, meu filho ta com 10 anos, na epoca me acharam louca por ter so 20 anos e “passar por uma tortura dessa¬ī¬īo meu medico queria tirar meu filho no dia do aniversario do meu marido ¬ī¬īpra fazer uma homenagem¬ī¬īcom uma semana de antecedencia.quando falei pra ele de parto normal disse que nao podia me ajudar..mas eu sempre tive pavor da cesarea,entao procurei o hospital do meu plano,o medico da emergencia me consultou e marcou o dia e a hora , e foi a melhor coisa da minha vida, nem sabia que existia a peridural,no mesmo dia pude comer , tomar banho,sai do hospital de manha e a tarde em casa ja estava fazendo minha unha do p√©, hauahuahau.estou tentando engravidar de novo..e sera normal se deus quiser….