24
Mar
2013
Nice: Comptoir du Marche
Escrito por Adriana Miller

Como contei no post sobre Nice, nós fomos num restaurante muito bom na Vieux Nice (cidade antiga de Nice) numa de nossas noites na cidade – foi tão bom, que mereceu um post especial!

O Comptoir de Marché fica escondidinho numa rua da cidade antiga, que se não estivéssemos seguindo um amigo “local” teria sido difícil de encontrar – e talvez isso faça mesmo que o restaurante tenha um gostinho mais de “achado”!

O restaurante é, logicamente, de culinária Francesa, mas não tem nada a ver com aquele estilo frescurite-máxima-porção-minima típica da culinária Francesa. A especialidade deles é a comida caseira tradicional da região sul da Provence, com uma mistura de comida da avó, num estilo meio caipira, mas cheia de flair Francês.

Eles não tem um menu fixo, já que cada dia o menu é diferente, de acordo com a época do ano e os ingredientes disponíveis. E a medida que a noite vai passando e os ingredientes vão acabando, os pratos vnao sendo cortados do quadro negro onde as opções do dia são expostos.

Então a garçonete traz o quadro negro na sua mesa e vai explicando prato a prato os especiais da noite.

Além disso o restaurante em si é uma delicia! Bem pequeno e aconchegante, com uma decoração toda “vintage”, sendo que muitas das peças expostas são originais da estrutura da casa, que (se entendi bem) foi um frigorífico nos anos 50.

De lá, aproveitamos a localização central pra dar uma esticadinha num dos bares do Marche des Fleurs!

 

Categorias: França, Nice, Viagens
3
21
Mar
2013
Navegando na Cote D’Azur: Aluguel de barcos
Escrito por Adriana Miller

Que viajar pela Côte D’Azur é uma delícia e sonho turístico de muita gente, isso ninguém duvida. Já planejar uma viagem pela região passa a não ser tão fácil quando começamos a nos dar conta da logística da coisa.

Afinal, olhando no mapa da região, as cidades são todas bem pertinho umas das outras, relativamente pequenas e de visitação rápida. Então a tentação é sempre a mesma: tentar concentrar o maior número de cidadezinhas possíveis num espaço curto de tempo.

Porém, algumas das cidades mais cobiçadas se tornaram o que são, justamente por serem de difícil acesso, mantendo assim um nível de exclusividade e evitando a lotação do turismo de massa.

Um exemplo clássico é Saint Tropez e algumas das ilhas da Côte D’Azur.

Se você não estiver hospedada lá na cidade, chegar e sair de lá significa alugar carro e passar horas no trânsito, ou ter que enfrentar baldeações de trem mais conexões de ônibus entre Nice/Cannes e outras cidades vizinhas e afins – comprometendo boa pate do seu dia.

Outra opção inclui alguns dos ferries disponíveis na região, como por exemplo o serviços regulares (durante o verão apenas) da Trans Côte D’Azur. Aí o problema passa a ser o tempo disponível em cada lugar, já que esses ferries tem mais a função de transporte entre ponto A e B do que tours turisticos.

A solução? Alugue seu próprio barco!

As opções são infinitas, mas o problema é sempre o mesmo: preço!

Afinal a Côte D’Azur não é exatamente conhecida por ser uma pechincha, e a maioria do público alvo que aluga barcos esta a procura de iates com muitas dezenas de pés – o que não era exatamente nosso objetivo!

Então depois de muita pesquisa, e indicação de alguns amigos que conhecem bem a região, achamos a “Locarama“, baseada em Cannes e que também oferecem a opção de aluguel de barcos por períodos curtos ou aluguel diário.

Então escolhemos qual o barco queríamos para o dia, qual roteiro queríamos fazer, se queríamos um “motorista” Skipper ou não (se você tem licença para dirigir barcos, o skipper não é obrigatório), quando queríamos sair e quando voltar.

Nosso Skipper, Bruno, era uma figura e entrou totalmente no clima da despedida de solteira! Sabia exatamente onde parar ao longo do caminho, e os melhores lugares pra tirar fotos!

Todas as conversas foram por e-mail (eles falam Inglês super bem), pagamos o depósito on line, e no dia acertamos as contas e pagamos o resto, direto no escritório deles no porto de Cannes.

Não vou dizer que alugar uma lancha o dia todo foi a parte mais barata da viagem, porque obviamente não foi, mas como estavámos com um grupo grande (7 meninas) e era uma viagem especial (uma despedida de solteira), quando colocamos o custo das outras opções na ponta do lápis, a diferença não ficou tão escandalosa, então decidimos que essa realmente seria nossa melhor opção!

Então o roteiro que fizemos foi saindo de Cannes (como estvámos hospedadas em Nice seria fácil – e mais rápido – chegar ao porto de Cannes pela manhã do que fazer o mesmo trajeto de barco e desperdiçar horas preciosas do nosso dia), e por recomendação do nosso skipper fomos direto pra Saint Tropez, pra aproveitar a maré, e fazendo algumas paradas pelo caminho para ir refrescando!

Foi uma delícia!!

Tínhamos reserva pra almoçar em St Tropez, mas como sabíamos que íamos passar bastante tempo no barco também, aproveitamos as barraquinhas de frutas e as lojinhas de Cannes pra abastecer o barco com frutas, agua, sucos e champagne e vinho (local da Provênce, bien sur!).

E olha, chegar em Saint Tropez de barco é uma experiência indescritível por si só!

Como tínhamos reserva pra almoçar no Nikki Beach, nosso skipper ligou pra lá ainda no barco, e o restaurante mandou um barquinho pra nos buscar na nossa lancha e nos levar direto pra praia – e a mesma cosia na volta!

Mas por outro lado, é engraçado como não importa o quão legal (ou grande, ou caro, ou imponente) seja seu barco, na Côte D’Azur sempre vai ter alguém com um barco maior, mais poderoso, mais cheio de acessórios! Que lugar incrível!

Na volta, paramos nas ilhas “Illes de Lérin” para ver o sol descendo e curtir mais um mergulho – que é outra parte paradisíaca da região pouquíssimo explorada, já que só se chega lá de barco (e se não me engano não é possível se hospedar por lá, a não ser em barcos).

E nem precisa dizer que essa foi a melhor parte da viagem, né? Valeu cada centavo e cada sacolejada que levamos do Mediterrâneo! Com certeza absoluta a melhor maneira de explorar a Côte D’Azur!

 

 

Categorias: Cannes, França, Nice, St Tropez, Viagens
8
19
Mar
2013
Cote D’Azur: Nice
Escrito por Adriana Miller

Nice foi a cidade base durante o fim de semana que passei na Côte D’Azur, mas como todas já conhecíamos a cidade de outras viagens, acabamos não passando muito tempo por lá, e aproveitamos pra conhecer melhor outras cidades da região.

Mas ainda assim, entre uma manhã aqui, uma noite ali, acabamos andando bastante pela cidade, e como estávamos hospedadas na casa de uns amigos, eles sabiam exatamente onde nos levar.

Então, entre algumas das cosias que fizemos por lá, essas são as dicas que eu acho que valem a pena serem destacadas:

Promenada des Anglais: Essa é a “orla” de Nice – uma praia que se prolonga por quilômetros e mais quilômetros, rodeada de prédios imponentes, com o Mediterrâneo de um lado e os Alpes de outro.

Não perca o “Le Negresco” um dos prédios mais tradicionais da cidade, construído em 1913. Não satisfeito em ser o maior hotel da cidade, e praticamente um símbolo de Nice, ele ainda tem traços de arquitetura histórica, como a estrutura de aço no teto do salão principal, construída por Gustaf Eiffel!

Bem enfrente ao hotel Negresco estão os Beach Clubs Neptune (clássico e mais sóbrio) e o Hi Beach (mais jovem e trendy).

 

Beach Clubs: Nós ficamos no “Hi Beach”, que fica bem em frente ao hotel Negresco, e praticamente no meio da praia de Nice.

Apesar de que a praia de Nice não estar entre as melhores da Côte D’Azur, nós adoramos passar uma tarde no Hi Beach – acho que justamente porque foi lá!

Infelizmente Nice já não tem o glamour de Cannes nem a modinha de St Tropez – e pra piorar, a “areia” de pedrinhas não ajuda em nada!

Então o Hi Beach foi um oásis! Um decoração linda em azul e branco, bem clean, mas super aconchegante ao mesmo tempo.

Lá você pode alugar as cadeiras de praia e também cabanas com cadeiras e mesas, ou então apenas mesas no bar/restaurante.

Nós ficamos algumas horas nas chaise da praia pra curtir o sol e dar uns mergulhos, mas depois nos mudamos pra uma das cabanas pra almoçar.

Que aliais, merece ser mencionado, porque o Hi Beach tem um ótimo menu de praia, com muito frutos do mar, saladas incríveis e uma boa seleção de sushis!

Nice também tem areas de praia Publica, assim como Cannes, mas do que nunca achei que pagar por um beach club imprescindível!

Se a area das praias no Mediterrâneo já não são lá essas coisas, em Nice então, é pior ainda – a praia não tem areia mesmo, sendo pura pedra. Então pelo menos nas areas particulares ficamos mais confortáveis, sentados nas chaises e com passadeiras que protegem seus pés no caminha da agua!

Mas por outro lado, as areas abertas e publicas são maiores e mais bem sinalizadas do que em Cannes por exemplo, então pra quem não estiver na cidade pra fazer praia exclusivamente, de repente a praia publica é uma boa pedida.

 

Place Masséna & Fontaine du Soleil: Essa praça, que é a maior de Nice pode parecer bem moderna hoje em dia, mas ela data de 1832, quando a região de Nice ainda estava sob o poder do Rei da Sardinia-Piemonte, que queria expandir a cidade entre o mar, a cidade antiga medieval e o River Paillon.

Alguns séculos depois, em 2007 a praça foi restaurada ao que vemos hoje, com seu piso preto e branco e as esculturas esdrúxulas de Jaume Plensa.

Seja lá quais forem suas intenções turísticas em Nice, é praticamente impossível não passar pela Place Masséna, que é praticamente o coração da cidade!

 

Vieux Nice:Ao Leste da Place Masséna se expande a cidade antiga de Nice, com seu emaranhado de ruelas, praças e igrejas. O plano “urbano” da cidade antiga (ou a falta dele) deve-se ao crescimento da cidade nos pés da colina do castelo, que no século 13 e 14 foi crescendo pra fora das muralhas do castelo e se transformando na “cidade baixa” (Ville Basse).

Com o crescimento continuo da região, aos poucos a cidade foi se expandindo ainda mais, desenvolvendo uma nova area nos séculos 17 e 18, a cidade alta (Haute Ville), criando a necessidade de novos mercados, praças e igrejas que vemos até hoje.

Confesso que essa foi a parte que menos exploramos nessa viagem – o clima foi total verão-badalação e deixamos os passeios turísticos mais culturais pra lá. Mas fomos no centrinho histórico algumas vezes pra comer e sair, que depois dou mais dicas.

 

Marché aux fleurs:Seguindo mais a fundo na cidade antiga, chegamos na Place Gautier e o Cours Saleyva, também conhecido como Mercado das Flores.

Durante o dia essa pracinha (ao longo do Cours Saleyva) é super simpática, com lojinhas, cafés com suas mesinhas nas calçadas e familias passeando entre os jardins floridos.

Mas é a noite que a area se transforma! Ali estão os barzinhos mais animados da cidade, e as calçadas ficam absolutamente tomadas pelas mesinhas dos bares, restaurantes, bandas e muita gente passeando – é um lugar pra ver e ser visto!

Comemos numa restaurante típico Provençal por lá, que é tão bom que vai ganhar um post exclusivo!

 

Brunch (ou… Pettit Dejouner): E por falar em Marché aux Fleurs durante o dia, um dos meus programas preferidos foi tomar um brunch na pracinha no domingo de manha!

Eu AMO café da manhã (e brunch nada mais é que uma versão mais incrementada da minha refeição preferida!) – e ai somamos o café e a Patisserie Francesa, com frutas e sucos no vernao no sul da Europa e não tem pra mais ninguém!

Escolhemos o Le Pain Quitidien, que é uma rede de restaurantes/patisseries Belga (com filiais no mundo todo, incluindo Londres e São Paulo!) pois as mesinhas do lado de fora estavam irresistíveis!

Um programa perfeito pré-praia!

 

As dicas práticas:

Transporte: Nice tem um aeroporto relativamente grande, que serve toda região da Côte D’Azur, com voos frequentes vindos de várias partes da Europa. Saindo de Londres, tanto a British Airways quanto a EasyJet tem voos diretos pra Nice.

Chegando e saindo: Chegar no centro de Nice a partir do aeroporto é super fácil e bem barato – com um serviço especial de ônibus que sai do aerporto e cruza toda a Promenade des Anglais, oque é quase certeza absoluta de passar perto de seu hotel. Outra opção são os táxis, relativamente baratos (principalmente quando em grupo) já que as distâncias em Nice snao bem curtas.

Pra quem vem de outras regiões da França de trem, a estação de trem de Nice também é super central, bem no meio da cidade nova, ali pelos lados da Place Messéna. E é apartir dessa estação também que se pode pergar trens para explorar a região, com serviços diretos para Mônaco e Cannes, por exemplo.

Hospedagem: Dessa vez nós ficamos hospedadas no apartamento de uns amigos, bem ali atrás do Palais de la Mediterranée, que é uma localização perfeita, e acabou sendo a situação idal pra uma viagem em grupo.

Mas da ultima vez que estive na cidade, com outra amiga, nós ficamos hospedadas no Le Meridien, que é outra localização excelente, na esquina da Promenade des Anglais e a praça Jardin Albert 1er (que é o caminho para a Place Masséna e a cidade antiga).

O hotel está precisando de uma reforma urgente, mas ainda assim não desaponta, sendo uma opção muito boa tanto pra quem vai pra Nice pra curtir praia e explorar a região (já que fica tão pertinho da estação de trem), quanto pra quem quer ficar na cidade e turistar de verdade (já que esta a poucos metros da praia, da cidade antiga, da cidade nova e comércio, etc).

 

Categorias: França, Nice, Viagens
0
05
Aug
2012
Côte D’Azur ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Aproveitando que a mulherada ainda esta dormindo, vou registrar “ao vivo” esse fim de semana incrível que estou passando com minhas amigas no Sul da França!!

A desculpa e motivo principal da viagem é a despedida de solteira de uma amiga do grupo, e a medida que o tempo foi passando (durante os planejamentos), essa fim de semana prolongado acabou sendo o mais esperado do ano!

Nossa base esta sendo Nice, já que temos amigos que tem um apartamento por aqui, bem do ladinho da praia, mas estamos tirando um super proveito da localização privilegiada de Nice pra explorar a Côte D’Azur!

A viagem começou por Cannes, onde fomos almoçar e dar uma (rápida!) voltinha antes de nos rendermos as mordomias das praias particulares da cidade!

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O dia foi incrível, e a água azul do Mediterrâneo no impediu de fazer qualquer outra coisa que nao fosse conversar, nadar, conversar mais um pouco, pegar um sol, comer, beber, etc etc…

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Mais ainda nao tínhamos todas chegado na cidade, então decidimos ficar por Nice mesmo na sexta noite, sair pra jantar (dica IN-CRI-VEL de comida maravilhosa!!) e manter as energias pro reato do fim de semana!

Já sábado, com o grupo reunido, foi o auge da viagem – pra explorar a Côte D’Azur em grandíssimo estilo, alugamos um barco pra poder ir e vir sem estresse de trem, engarrafamentos e afins.

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Fomos aproveitando a “carona” pra ir parando e mergulhando ao longo da costa – sempre que nosso skipper via um cantinho legal, parávamos pra dar um mergulho!

Aproveitamos tambem pra abastecer a cozinha do barco – frutas, snacks e Champagne, afinal tínhamos muita coisa pra comemorar!! (um casamento e 3 bebes esse ano no grupo!).

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Nosso principal programa do dia era o almoço marcado em St Tropez, na mítica Nikki Beach!

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Comida sensacional, serviço de primeira, ambiente maravilhoso e uma piscina que foi o envio dos deuses pra relaxr depois do almoço!

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Já no fim do dia, depois de curtir a piscina e a praia, já “recuperadas” da comilança do almoço, seguimos em direção as ilhas “Lérins”, que é um conjunto de pequenas ilhas na costa da Côte que formam uma área de piscina, com uma água ridiculamente azul turquesa e cristalina, os barcos param pra dar aquele ultimo mergulho antes de voltar pra marina antes de escurecer…

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Hoje, pra fechar o fim de semana ainda nao decidimos se seguimos pra Mônaco ou se ficamos em Nice… Então os detalhes virão nas cenas dos próximos capítulos!

Categorias: Amigos, Cannes, França, Nice, St Tropez, Viagens
13
30
Mar
2011
T.V. Everywhere: Monaco e Nice!
Escrito por Adriana Miller

Esse foi o filimnho que fiz no fim de semana em Monaco (e o finzinho em Nice, só pra mostrar o tempo horroroso que estava fazendo… E minha revolta de não ter conseguido sair do hotel o dia todo!).

Sabe que eu to gostando dessa coisa de fazer videos?! E acho que usar a BFF como camera-girl ajudou a descontrair um pouco…

Tanto é que resolvi perder a vergonha e fiz uma aparição! Mas que vergonha, heim?! Me vendo no video me dei conta de duas coisas: que eu sou cheia de caras e bocas (vergoooonhaaaaa) e que minha voz e meus “trejeitos” são iguaizinhos a minha tia Rosane! hahahahah Coisas da vida…

Então lá vai!

No video dá pra ver bem o “layout” do país, a Opera de Monaco, e as MUITAS Ferraris (e afins) que vimos por lá!

(Será que com o tempo a vergonha passa?)

Categorias: Monaco, Nice, T.V. EveryWhere, Viagens
97
29
Mar
2011
Monaco e a Cote d’Azur
Escrito por Adriana Miller

A primavera é uma época ótima pra viajar pra Cote d’Azur, no sul da França. O clima já não esta frio, o sol é (quase) certeza de dar as graças e os jardins ficam impossivelmente floridos!

Por outro lado, ainda não rola nem praia nem as festas ultra badaladas – mas é por isso mesmo que a Primavera é também a época mais “em conta” de viajar por lá – com parte das vantagens da baixa temporada (principalmente preços) e as vantagens da alta temporada (clima).

Então esse fim de semana, fui com a Tati para Nice no sul da França, e aproveitamos pra dar uma esticadinha em Monaco.

 

Acabou que nossa viagem se concentrou apenas em Monaco, apesar de estarmos hospedadas em Nice, pois no domingo o tempo ficou tão horrível e choveu tanto, que não conseguimos fazer absolutamente NADA em NIce (nem saímos do hotel…).

Mas tudo bem, pois nossa intenção era mesmo viajar pra Monaco, e Nice seria o bônus (também tínhamos intenção de ir a Cannes, mas a chuva torrencial-tropical arrasou nossos planos).

Mas em compensação o dia que passamos em Monaco foi sensacional!!!

É até difícil de acreditar que Monaco é um pais autônomo, e apesar de não ser 100% uma Monarquia, esse principado, que é o segundo menor pais da Europa (só perde pro Vaticano) tem uma das famílias reais mais famosas e badaladas do mundo!

Quem não conhece (ou no meu caso, idolatra) a Princesa Grace Kelly de Monaco, e consequentemente, sua família polemica?

Monaco, apesar de minúsculo (de uma ponta do pais, você ve o final e a fronteira com a França… São apenas 2 quilômetros quadrados!) tem uma composição política, social e urbana “normal”, e me surpreendi em ver que mesmo num pais tão pequeno, Monaco ainda tem cidades semi-independentes e com características próprias.

A mais famosa das cidade de Monaco é Monte-Carlo, que é a epítome do glamour Europeu e tem e oferece tudo que todo milionário e aspirante a socialite gostaria de ser/ter.

Mas além de Monte-Carlo, Monaco ainda é dividida entre os destritos de Fonteville no extremo oeste do pais, o “centro” La Condamine, onde fica o principal porto do pais, a praia Larvotto, e a “cidade” original Monaco Ville, no alto da montanha, onde fica o palacio Real.

Mas a parte principal do pais realmente é Monte-Carlo, que apesar da “cidade” toda não passar de uma praça, é ali que fica o Casino de Monte-Carlo, um dos mais antigos do mundo (abriu suas portas pela primeira vez em 1860 e nunca mais fechou), e consegue por si só resumir tudo que eu sempre imaginei sobre Monaco!

O casino é um complexo de edifícios “arquiteturamente” divinos, e que são perfeitamente complementados pelos jardins floridos, as fontes e chafarizes dançantes e a multidão de pessoas cobertas de designer labels dos pés a cabeça, e a maior concentração de carros de luxo do mundo.

E isso merece uma descrição especial! Porque quando eu li no guia que Monaco tinha a maior concentração de Ferraris e carros de luxo, per capita, do planeta, eu realmente achei que fosse um exagero.

Mas acreditem, não é.

As ferraris estão em todos os cantos, e mesmo quando nos as vemos, é impossível não ouvir e reconhecer os motores explosivos!

Logo nos primeiros minutos do passeio já vimos dezenas de Ferraris, e chegamos num ponto ao longo do dia que perdemos a conta de quantas vimos (esse foi o “jogo” do dia… contar carros de luxo), e acho que depois da Ferrari numero 17, passamos a contar por cores: 3 Brancas, 5 vermelhas, 8 pretas, 2 prateadas, etc…

Sem contar nos Bentleys, Porches, Corvettes, Rolls-Royces e afins.

Afinal não é qualquer pais do mundo que tem o luxo de ter uma frota de taxis 100% composta por Mercedes e BMWs…

É um mundo totalmente paralelo, um outro universo onde eu, você, você e você não fazemos parte, e muito menos entendemos como funciona.

Mas num pais que tem o maior capital per capita do mundo, diferenças sociais virtualmente inexistentes e ainda atrai bilhardarios do mundo todo com suas promessas de vantagens fiscais e opulência, realmente não dava pra ser diferente.

E isso sem falar de ter algumas das melhores estradas do planeta: não esqueça que o pais todo é um dos principais circuitos de Formula 1 do mundo!

E até mesmo o casino de Monte-Carlo é um outro nível de todos os outros casino do mundo. Não importa o quanto Las Vegas tente, e quantos bilhões de dólares sejam gastos na Strip, nenhum deles é como Monte-Carlo.

O casino é pequeno e exclusivo, e apesar de ser “aberto” ao publico, os mínimos por aposta são altíssimos (nada dessa historia de passar a tarde toda apostando $5 por rodada no Blackjack!), e para sequer entrar no salão principal de apostas é necessário estar vestido formalmente: terno e gravata para homens e smart casual para mulheres!

Mas para entreter os turistas e pessoas “comuns”, um dos prédios que fazem parte do complexo, o Cafe de Paris, recentemente inaugurou o Casino de Paris, que tem uma vibre mais Las Vegas, com luzes de néon e joguinhos de slot com apostas começando nos poucos Euros.

Outra parte histórica do Casino é a Opera de Monaco (projetada por Charles Garnier, o mesmo arquiteto que construiu a Opera de Paris), que servem de pano de fundo perfeito para a área de compras mais badalada da cidade, com cada centímetro da calçada entre o Cafe de Paris e Hotel Hermitage disputadas centímetro a centímetro por designers e marcas internacionais como se não houvesse amanhã! (Fast fashion?! Só vimos uma única Zara, e mesmo assim bem diferente das outras lojas da rede que vemos pela Europa…).

Então não é atoa que apesar de ser um dos menores países do mundo, Monaco já foi escolhido como fundo cenografico de dezenas de filmes internacionais e Hollywoodianos que tentam canalizar essa aura de glamour e dinheiro tradicional. Na lista de blockbusters estão títulos como James Bond (tanto Golden Eye quanto Never Say Never Again), Rebecca de Hitchcock e How to Catch a Thief com a própria Grace Kelly, entre muitos outros.

Em termos mais práticos, o Euro é a moeda oficial de Monaco, mas não vimos um único caixa eletrônico na cidade (apenas filias de bancos de investimento e “Wealth Management”), e andar pela cidade é facílimo, como dá pra imaginar (afinal, são apenas 2km quadrados!). E mesmo sendo um pais tão pequenininho, o sistema de transporte publico é bem eficiente, e são uma mão na roda, pois apesar de pequeno, Monaco é um emaranhado de subidas, descidas e ruas/estradas com carros de luxo correndo e ultrapassando os limites de velocidade!

Então você pode comprar um passe unitário de ônibus por 1 Euro, ou o passe diário, que custa 4 Euros.

Pra chegar em Monaco também é igualmente facílimo! Apesar de nao ter um aeroporto próprio, Monaco fica a apenas meia hora do Aeroporto de Nice, e dá pra chegar na estação central de Monaco no ônibus que sai diretamente do aeroporto, ou de trem saindo de Nice (e demora apenas cerca de 20 minutos).

 

 

 

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