08 Apr 2014
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Bardonecchia – fora das pistas!

Bardonecchia, Dicas de Viagens, Italia, Viagens pela Italia

Apesar de ter a-do-ra-do o esqui em Bardonecchia, a verdade é que as pistas foram apenas um pretexto que nos levou até lá, e a cidade tem muito mais a oferecer além da neve.

Pra começar que por ser na Itália, comemos e bebemos muitíssimo bem, e por não ser uma estação de esqui ultra-mega turística, os preços eram ótimos, o que não da pra negar que ajudou bastante o nosso clima de “vamos experimentar de tudo” pela cidade e pistas!

Hospedagem:

Como cometei no post anterior, nossa melhor aposta do fim de semana foi o Hotel Rive, onde nos hospedamos. O serviço foi surpreendentemente ótimo, o que sempre vale a recomendação (fizemos a reserva pelo Booking.com, mas de ultima hora duas meninas não puderam ir, e outra teve que mudar a passagem, e íamos acabar pagando por quartos a mais, mas quando explicamos a situação para a gerente do hotel, na mesma hora ela se ofereceu pra ajudar, e ligar pro Booking para pedir um cancelamento sem custo, e nos mudou para 1 quarto maior onde cabíamos todas juntas. E no dia seguinte quando outra amiga chegou, ela nos deu outro quarto de novo, mas so cobrou pela ocupação única!).

Mas o principal ponto a favor do Hotel Rive é a localização imbatível no centrão de Campo Smith, a principal area de ski de Bardonecchia.

O hotel é ski-in ski-out (então você pode entrar e sair já esquiando, sem ter que carregar seu equipamento), tem armazém de botas e skis com secadores/aquecedores, além de ofereces descontos na muitas lojinhas e cursos de esqui do complexo.

No subsolo eles também tem um spa completíssimo, que apesar de não fazer parte do hotel, os hospedes tem acesso livre e desconto nos tratamentos.

 – Apres Ski, bares e baladas:

Não da pra negar que a melhor parte de qualquer viagem pras montanhas é o “apres ski” (nome Francês para os “happy hour” que acontecem nas pistas e bares espalhados nas estações de esqui), então esse foi um dos requisitos decisivos na escolha de nosso destino.

Apesar de que Bardonecchia é super fora do circuito fashionable das estações dos Alpes, a cidade tem um perfil bem interessante, pois atrai muita gente jovem da região de Turim e Milão, que sobem as montanhas nos fins de semana para esquiar e badalar.

Então isso significa que os fins de semana bombam por lá, com vários eventos e festas as sextas e sábados.

O destino mais falado da cidade eh o “Cipo’s”, um barzinho tipo chalé bem na base do teleférico de Campo Smith (e exatamente em frente ao nosso hotel! A gente tropeçava e já estava no Cipo’s!).

Durante o dia eles estão sempre movimentados, pois muita gente aproveita pra para por lá pra almoçar/lanchar/tomar café entre a descida da pista e a (re)subida no teleférico.

E eles também tem aquelas cadeirinhas “de praia” do lado de fora, bem de frente pra descida da pista, e é uma delicia pegar um solzinho no meio da neve!

Almoçamos lá todos os dias! O raviolli da casa e as bruschetas são incríveis!

Já a noite, a impressão que tivemos é que a cidade toda estava lá! Sexta feira rolou um showzinho de rock bem animado ate altas horas (a verdade é que nós só aguentamos até umas 2 da manhã, mas ainda tinha gente chegando quando fomos embora!).

No sábado a noite o Cipo’s também estava lotado e a musica animada, e quanto deu lá pra umas 2 da manha, todo mundo começou a migrar em direção ao “I Due Merli”, a balada de Bardinecchia, exatamente em frente ao Cipo’s (e no mesmo prédio/complexo que o nosso hotel!).

Dançamos muuuuuito, DJ arrasando nos hits/ pop/brega (hahahah)! Fomos praticamente as ultimas a ir embora, quase 5 da manha e ainda rolou uma galera tentando nos recrutar pra um after party, mas como no dia seguinte tínhamos mais esqui pra enfrentar, voltamos pro hotel mesmo!

Na pista Mezelet, eles também tem um bar/apres ski equivalente, o “Waikiki”, mas que só fomos durante o dia, então não sei o quão animado fica a noite.

Mas almoçamos lá um dia e eles fazem um “Tartiflete” de cair dura de tão bom!

– Restaurantes:

Impossível ir pra qualquer cidade na Itália e não comer bem, neh?!

Bardonecchia fica na região do Piedmonte no norte da Itália, então a culinária era bem especifica, com muitas opcoes típicas (o prato “regional” mais conhecido é a polenta, tanto com molho “ragú” (bolonhesa) quanto com queijo derretido – ambos incríveis!).

Durante o dia sempre acabamos comendo na saída das pistas mesmo (Cipo’s em Campo Smith, e Waikiki em Mezelet), mas a noite aproveitamos pra conhecer outros restaurantes da cidade.

O “Laghetto” fica bem pertinho do Hotel Rive, com uma comida bem típica Italiana, num estilo bem família (= porcões gigantes de comida muito boa!), com um preço inacreditável (tipo 5€ por um prato de massa que serve duas pessoas!), então não tivemos problemas em recuperar as calorias gastas esquiando!

Outra opção é o “I Cusini”, eleito pelo Tripadvisor não só o melhor de Bardonecchia, mas também um dos melhores da região Piedmontese, então não queríamos deixar de provar!

Ele fica mais afastado do hotel, bem no centrinho de Bardonecchia (perto da estação de trem e do comércio), mas como não queríamos ter que dirigir ate la, fomos andando mesmo e foi super fácil (e ate que bem rápido apesar da neve que nos pegou pelo caminho!).

Outra opção que deve ser o máximo eh jantar no “Chesal 1805”, que fica bem no alto da pista Mezelet!

Nos so paramos por la pra um cafezinho rapido entre as pistas, mas o lugar eh incrivel e tem uma vista lindissima!

E quando estavamos la eu reparei que eles tem varios “pacotes” para jantar la em cima, que incluiu subir a montanha num snowmobile com lanternas e ate mesmo esquiar no escuro na descida (para os mais coreajosos e profissas!).

Entao acho que seria uma otima opcao pra quem quiser fazer alguma coisa diferente e mais romantica/especial!

Lojas e compras:

Nessa area Bardonecchia fica devendo aos outros grandes resorts Europeus!

Apesar de que no complexo de Campo Smith onde ficamos hospedadas tinha de tudo um pouco, eles nao tinha lojinhas, farmacias e essas cosias que volta e meia podemos precisar.

Entao se voce nao tem sua propria roupa de esqui, tambem nao tem onde comprar nada la na hora (algumas lojinhas de aluguel de esqui vendiam uns acessorios, mas nada muito completo).

A unica opcao de comercio na cidade fica no centro de Bardonecchia, perto da estacao de trem.

La fica a rua principal da cidade, onde eh possivel achar farmacias, lojas de roupas de esqui e “normais”, supermercado etc – mas todas me pareciam bem pequenas (nada parecido com o festere consumista que eh Chamonix ou Kitzbhuel, por exemplo), e como so fomos pra la ja a noite, ja estava tudo fechado…

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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07 Apr 2014
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Bardonecchia – Esqui na Italia

Bardonecchia, Dicas de Viagens, Italia, Viagens pela Italia

Desde que eu fui esquiar pela primeira vez ha uns anos atras, eu fiquei totalmente viciada – nao so porque o esporte eh o maximo, mas porque eh uma viagem deliciosa de se fazer!

Os resorts/cidades sempre tem um clima delicioso, paisagens lindas, e uma otima energia, que mistura aquela coisa boa de muita gente se exercitanto, respirando ar puro das montanhas e de quebra comendo e bebendo muito bem e se divertindo demais. Nao tem erro!

Entao no final do ano passado quando um amiga ficou noiva e me pediu pra ajudar a organizar sua despedida de solteira, na mesma hora pensamos: porque nao juntamos um grupo de amigas e vamos esquiar todas juntas?!

A decisao foi unanime! Independente do seu nivel de esqui e aptidao atletica, as estacoes de esqui sempre agradam a todos os gostos e sempre sao uma diversao garantida!

Na Europa as opcoes de estacoes de esqui sao enormes, mas queriamos algum lugar que fosse facilmente acessivel (sem transfers complicados nem horas de trens e baldeacoes mil, ja que o tempo era limitado e o grupo viajaria em horarios diferentes), que fosse bem democratica aos diferentes niveis de esqui do grupo (algumas meninas esquiavam SUPER bem, enquanto outras eram mais iniciantes/intermediarias, e outra que nunca tinha esquiado na vida), que oferecesse um boa qualidade de neve mesmo ja no final da temporada (ja que fomos em Marco), que nao fosse muito caro (sempre um problemao nesse tipo de viagem), e principalmente, que fosse um lugar muito animado fora das pistas de esqui!

Resultado: Bardonecchia, na regiao de Piedmonte no Noroeste da Italia (fronteira com a Franca)!

– Transfer

A facilidade de acesso de Bardonecchia foi um dos fatores decisivos na viagem!

O resort esta a cerca de 1 hora do aeroporto de Turin, sendo facilmente acessivel por transfers, trem ou carro.

A partir de Londres, eh possivel chegar a Torino com voos diretos com a British Airways, Ryanair e Air Italia.

Chegando em Torino, a opcao mais barata para chegar ate Bardonecchia sem duvidas eh o trem, com passagens que custam 7€ a partir da estacao “Torino Porta Nuova” diretamente ate a estacao central de Bardonecchia! (a viagem demora cerca de 1 hora a 1 hora e meia, dependendo do trem).

Essa foi nossa opcao na ida, mas confesso que nos enrolamos demais pra chagr na estacao de trem, entao acabamos demorando demais! Mas ainda assim, foi facil e rapido, e a viagem muito agradavel, cruzando as montanhas no norte da Italia!

Na volta, como o grupo estava mais completo, resolvemos alugar um carro (reservamos pela internet, e uma das meninas que chegou depois recolheu o carro na locadora no aeroporto e foi dirigindo, entao o carro ja estava la na hora da volta), e foi incrivelmente facil!

Porta a porta demoramos menos de 1 hora, e a estrada sempre excelente!

– Pistas/Bairros

Bardonecchia tem um centrinho da cidade, bem do lado da estacao de trem e o posto de informacao turistica, mas para quem vai pra la esquiar, o que vale a pena mesmo eh escolher uma das pistas e se acomodar por la!

No total sao 4 “regioes” e pistas de esqui:

Jafferau eh a montanha mais alta, onde se cruza a fronteira com a Franca e que sediou parte das Olimpiadas de inverno de 2006 – e portanto tambem eh onde estao as pistas mais altas e mais dificeis.

Campo Smith foi a nossa escolha!

Por ali a hospedagem eh abundante, e tudo eh muito facil e acessivel – a “aterrisagem” das pistas de esqui me lembraram um pouco a “praia” de A-Basin no Colorado, com aquela expansao enorme de gelo e neve, onde tudo acontece, mas com mais infraestrutura: hoteis, spas, aulas de ski, restaurantes, bares, lojinhas, cafes, etc.

O carro acabou ficando na garagem o tempo todo e faziamos tudo a pe (e quase tudo de esquis nos pes tambem!).

Esquiar nao eh uma coisa facil (nao so pelo esporte em si, mas principalmente por causa de toda logistica envolvida!), entao eh imprencidivel que tudo ao seu redor seja o mais simples e agradavel possivel, e nisso Campo Smith foi absolutamente perfeito!!

(o principal motivo por termos optado por nao esquiar em Chamonix umas semanas atras – e nao ter gostado muito da cidade como um todo, como comentei aqui).

A estacao Colomion-Les Arnauds nao chegamos a conhecer, mas fomos um dia a Melezet e tambem gostamos bastante!

As pistas em Melezet sao mais altas que Campo Smith, mas nao muito mais dificeis, entao eh otima para principiantes, que querem ter uma experiencia mais “la em cima”, com aquela vista incrivel e tals, mas sem se arriscar nas pistas mais dificeis.

Aliais, isso vale a pena mencionar sobre Bardonecchia: apesar da cidade ter sediado parte das Olimpiadas de inverno de 2006 e ter boas opcoes de pistas “dificeis” para esquiadores e snowboarders mais profissionais, o resort, como um todo, eh super facil, tendo mais de 50% de suas pistas no nivel iniciante ou intermediario facil, com pistas beeeeem largas (nada pior que achar que voce nao vai conseguir virar os esquis a tempo de cair precipicio abaixo ou de cara nas arvores!) e com inclinacoes intercaladas (mentira: pior doque achar que voce vai se estabacar nas arvores, so mesmo o medo de altura e nao conseguir enxergar o que esta “embaixo” da pista!).

Entao foi um otimo resort pra me aventurar mais nas pistas e manobras, optando por slopes mais longos e mais altos, mas com a seguranca de que nao ia me apavorar pelo meio do caminho, e achei isso importantissimo (o principal impecilho pra quem esta aprendendo a esquiar eh esse medo do combo velocidade-altura-quedas!).

– Hospedagem

Nos ficamos hospedadas no Hotel Rive, que faz parte do complexo olimpico de Campo Smith (quem sem duvidas eh o “coracao” de Bardonecchia!), com hospedagem simples, porem muito completa e confortavel – e o principal: ski in, ski out, que significa que estavamos na cara da pista de esqui e podiamos entrar e sair do hotel ja de botas e esquis nos pes (ter que carregar os esquis e bastoes e ao mesmo tempo andar com aquela bota horrivel eh uma tortura!! Entao hoteis que oferecem acesso direto as pistas e telefericos sempre sao uma otima!).

O cafe da manha era completissimo, o hotel nos dava desconto em varios outros estebelecimentos do complexo (desconto no alguel de equipamento, desconto nas aulas de esqui, desconto no spa, etc), os quartos espacosos e confortaveis e os funcionarios super simpaticos, sempre dando altas dicas!

– Aulas e quipamento

Nos aproveitamos que estavamos por la mesmo e tiramos vantagem da facilidade da localizacao e dos descontos do hotel e nem pensamos muito: marcamos nossas aulas na “Spazio Neve” (com a instrutora Clara, uma coroa enxuterrima super engracada e simpatica!) e alugamos nossas botas/esquis no lojinha exatamente na porta ao lado (que tambem dava desconto de 15% a hospedes do Hotel Rive).

Como estavamos com um grupo grande e quase todas queriamos fazer aula, reservamos uma aula particular, que acabou saindo mais barata do que participar em grupo. A nossa instrutora, Clara era o maximo, e acabamos passando horas com ela na montanha no primeiro dia, e ainda pegamos mais umas horas de aula no dia seguinte!

Apesar de sermos um grupo com niveis bem diferentes de esqui, ela ia dando “aulas” e dicas e tecnicas especialmente para as necessidades de cada uma, melhorando a tecnica das meninas que ja esquiavam bem, e ao mesmo tempo ensinando e corrigindo as mais iniciantes/intermediarias. Valeu demais a pena!

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08 Feb 2014
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Dicas de viagem: Chamonix Mont Blanc

Chamonix, Dicas de Viagens, França

Nos últimos anos aprendi a gostar de um novo esporte: o esqui e esportes na neve em geral, e desde então, tentamos encaixar pelo menos uma viagem para as montanhas por temporada!

Dessa vez a viagem foi para Chamonix Mont Blanc, nos Alpes Franceses, e nossa escolha foi simples: queriamos esquiar, ou fazer algum outro esporte (como snowshoweing que fizemos no Colorado, ou as trilhas que fizemos na Suica) mas não sabíamos se isso seria possivel com a Isabella a tiracolo…

Então pelo menos Chamonix seria uma boa opção de viagem caso ficassemos só na cidade, pois é um resort bem grandinho, e com muitas opções de atrações e atividades mesmo pra quem não quer fazer nada e só turistar!

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O centro da cidade é um gracinha, com predios bem típicos “Alpinos” e muitas construções históricas, já que Chamonix foi uma das primeiras cidades “fundadas” nos Alpes Franceses, servindo de base para o Mont Blanc.

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Mas ao mesmo tempo me surpreendi como o centrinho é grande e bem equipado, com muitas opções de hoteis, restaurantes e lanchonetes, e uma inifnidade de lojas para todos os gostos!

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A maioria das lojas, pelo menos nessa temporada de inverno, sao marcas “esportistas” que vendam equipamento e roupas para esportes de inverno, mas ainda assim o leque de opções é bem ecletico, variando de Quechua e Super Dry (duas marcas baratinhas de roupas de frio/montanha) a NorthFace e Patagonia (outras duas marcas mais “profissionais” de equipamento de alpinismo e esporte) até lojas como Chanel e Moncler (que vendem roupas, acessórios e equipamentos de luxo).

A minha dica especial eh a farmácia “Farmacie du Mont Blanc”, bem no centro da cidade (quase esquina com o posto de informações turísticas, não tem como errar!) que além de enorme é super, super bem estocada com todas as marcas de beleza e cosméticos Franceses que podemos imaginar (e voces sabem que eu sou chegada numa farmacia Francesa!).

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A medida que a cidade foi crescendo outras areas foram se desenvolvendo, o que inclusive são ótimas opções de hospedagem, como é o caso de Chamonix-Sud, que é a região do centrinho da cidade que fica no lado sul do rio (que foi onde nos hospedamos e adoramos! Além de oferecer ótimas vistas da cidade!), com varias outras opcoes de hospedagem, lojas de aluguel de equipamento, restaurantes e bares, a poucos passos da rua principal da cidade.

Fora do centro, a região de Chamonix tem duas outras grandes atrações: o L’Aiguille du Midi e o Mer de Glace.

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O L’Aiguille du Midi é um bondinho (se não me engano o mais alto da Europa) que sobe entre os picos que cercam o Mont Blanc, de onde eh possivel ter uma vista incrível de todo o vale (Chamonix e suas cidades de “apoio”) e os Alpes Franceses/Italianos/Suíços que cercam a região.

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O bondinho, visto de longe é bem assustador, mas uma vez la dentro achei bem tranquilo e rápido – só é preciso ficar atento a pressão nos ouvidos (tipo super elevador de um prédio muito alto, muito rápido!), e uma vez lá em cima, por causa da altitude, o ar é bem rarefeito e muita gente sente tonteira e/ou dor de cabeça (incrível como a gente fica sem fôlego subindo e descendo as escadas!).

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E realmente a vista lá de cima eh única! Você se sente cara a cara com o Mont Blanc e fica com aquela sensação de “topo do mundo”, sabe?

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Adorei o passeio apesar dos -9 graus que estavam fazendo lá em cima e da falta de ar!

Outra opção de passeio – que não fizemos – é o Mer de Glace, ou o “mar de vidro”, que é (era) a maior geleria da Europa, posicionada num dos vales dos Alpes e que dava a impressão de ser um lago eternamente congelado, e já foi uma das principais atrações da região.

Infelizmente a geleira ja perdeu mais de 70% de seu tamanho riginal devido ao aquecimento global, e estima-se que em breve vai desaparecer… mas ainda é possivel visitar algumas “cavernas” de gelo e ver a geleira de perto.

Para chegar ate lá (que fica no arredores de Chamonix) é possível pegar um trenzinho turístico que faz a rota, ou caminhar (ou fazer snowshoe no inverno) nas trilhas que vão até lá (que foi o que fizemos, mas acabamos nao conseguindo ver nada porque o tempo virou!).

 

– Chamonix na prática:

– Chamonix fica numa posição privilegiada nos alpes, sendo facilmente acessível atravez de Genebra na Suiça, Torino na Italia ou Lyon na França. Genebra é o aeroporto internacional mais fácil e com mais voos para toda europa e mundo, e fica apenas a cerca de 1 hora de distância do centro da cidade.

– O translado entre o aeroporto de Genebra e o centro de Chamonix pode ser feito de trem (mas a maioria das opções requerem uma baldeação na estacao central de Genebra), de micro ônibus ou vans, ou de carro.

As vans shuttle são a opção mais comum e fácil – você pode deixar sua reserva já confirmada on line com antecedência (muito recomendado durante a alta temporada de esqui! Nós tentamos usar esse método na Austria e não encontramos nada disponível) ou ir direto no balcão do aeroporto reservar a sua, e custa cerca de 30 Euros por trajeto (60 Euros ida e volta).

No nosso caso, nós optamos por alugar um carro (da Budget, que pesquisei atravez do travelsupermerket.co.uk) pois como éramos 3 adultos, o preço valia mais a pena (pagamos 100 Euros pelo aluguel de 3 dias, incluindo pneus de inverno e seguro completo, versus 180€ que teríamos que pagar de van para 3 adultos), além de nos dar liberdade de ir e vir em qualquer horário preferido (no dia de voltar pro aeroporto amanhecemos debaixo de uma nevasca, então resolvemos voltar pra Genebra mais cedo, por precaução nas estradas cheia de neve, mas num shuttle teríamos que esperar o horário reservado, arriscando perder o voo).

O problema de alugar um carro na Suíça no inverno é justamente essa questão do frio/neve, pois a qualquer momento pode surgir uma nevasca que deixam as estradas um caos (apesar de que os Suíços são super eficientes com isso, e rapidinho as pistas estavam cobertas de sal e produtos anti-gelo), e mesmo com os pneus de inverno (que são obrigatórios nessa epoca do ano por lá), é necessário muita experiência para dirigir na neve e no gelo.

Ainda assim preferimos essa opcão, pois o Aaron morou no Colorado durante muitos anos, e tem experiência de sobra em dirigir na neve e no gelo.

Ski pass: Os “Ski Pass” te dão direito a usar as gôndolas, bondinhos e teleféricos que sobem as montanhas e dão acesso as pistas de esqui, e podem ser compradas por dia, por fim de semana, ou para uma semana inteira, e estão a venda em qualquer uma das gôndolas espalhadas pela cidade (ou on line se você quiser evitar as filas).

Pistas: Eu achei o esquema de esqui em Chamonix MUITO ruim (mas isso fica pra outro post), pois as pistas ficam muito espalhadas e afastadas da cidade (um dos principais motivos pelo qual decidimos não esquiar), mas realmente as opções sao muitas, para todos os níveis e habilidades nas pistas, e qualquer hotel terá mapinhas das pistas disponivel para os hospedes e poderão recomendar as melhores opções para seu caso. Para os iniciantes e/ou não muito audaciosos, as pistas La Flegere e La Tour concentram as melhores pistas “verdes” (nivel iniciante/fácil) e as pistas de treino, que são ótimas pra quem estiver se iniciando no esporte.

Equipamento: Você pode deixar pra alugar ou comprar o que precisar para esquiar por lá mesmo. Como disse acima, as opções de lojas oferecendo equipamento é enorme e não achei os preços inflacionados não (entramos em várias delas e os preços eram os mesmos praticados em Londres, por exemplo), e mesmo que você não queira investir em roupas de esqui/neve que vai usar poucas vezes na vida, é recomendável comprar pelo menos algumas pecas básicas, como por exemplo luvas, meias, e roupas de baixo térmicas (para mais dicas sobre como se vestir na neve e para esquiar, nesse post AQUI). De resto, tudo pode ser alugado! Esquis, botas, óculos, capacete ou gorro, calça & casaco de esqui etc. O aluguel só das botas+Skis (eles sempre tem que ser alugados juntos, pois um precisa ser regulado com o outro) custa cerca de 30 Euros por dia. Se você precisar alugar o equipamento completo (Bota + Skis, + roupas, capacete, óculos, luvas etc) o “pacotão” custa cerca de 100 Europs por dia.

Tanto em Kitzbuehl, na Austria, quanto em agora em Chamonix, nós alugamos nossos equipamentos (menos as roupas, que temos tudo) na InterSport, que é uma rede de lojas de venda & aluguel espalhada por todos os principais resorts da Europa.

E apesar da oferta ser abundante (até mesmo alguns hoteis oferecem aluguel de equipamento completo), gosto da InterSport pois a variedade de marcas/modelos/niveis de habilidade são bem maiores, então mesmo na alta temporada, você não corre o risco de não ter alguma coisa do seu tamanho ou pro seu nivel de habilidade.

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