26 Jul 2017
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O fim da licença Maternidade… Mais uma vez!

Baby Everywhere, Dicas de Maternindade, Oliver, Pessoal, Trabalho, Vida na Inglaterra, Vida no Exterior

Umas semanas atras encerrei mais um periodo na minha vida: depois de 10 meses, acabou minha licenca maternidade, e voltei a trabalhar.

Uns anos atras, eu escrevi alguns posts sobre como funciona a licenca maternidade no Reino Unido, e como foi a minha experiencia de voltar a trabalhar depois que a Isabella nasceu.

E 4 anos depois, aqui estou eu novamente!

Desde que comecei a escever sobre maternidade e minhas experiencias aqui na Inglaterra, esse tem sido um dos temas mais procurados aqui no blog – e nos ultimos meses, desde que o Oliver nasceu, isso so se intensificou!

Mas eu mesmo fui reler meus posts antigos sobre isso, e me surpreendi com o quao pouco minha posicao e sentimentos em relacao a isso mudaram.

E principalmente agora, mae de duas criancas, me sinto ainda mais segura do caminho escolhido e de como estamos criando nossa familia!

Dessa segunda vez confesso que as decisoes foram mais faceis de serem tomadas: os medos e insegurancas ja nao sao os mesmos, e acima de tudo, eu ja sabia do bem incrivel que voltar a trabalhar faria pra mim mesma. E nunca, nunca se esquecam: mae feliz = bebe feliz! Independente de qual escolha tal mae tenha feito em relacao a sua propria carreira.

Dessa vez, as duvidas e insegurancas foram mais nem relacao a  questoes praticas: horarios e creche/escolas, viagens a trabalho, custos a mais e como conjugar isso tudo. Enquanto que da primeira vez, era tudo mais sentimental, filosofico mesmo.

Sera que a maternidade me mudaria tanto assim mesmo? Sera que me transformaria em uma pessoa assim tao diferente da Adriana que sempre fui? Dos sonhos e aspiracoes que sempre tive?

Nao. Absolutamente nao. A maternidade apenas foi a realizacao de mais um sonho, mais uma etapa na vida, e mais uma adaptacao.

Na verdade, ter tido a Isabella, passado varios meses cuidando dela, depois voltado a trabalhar por alguns anos, ter tido o Oliver e ter passado varios meses em casa cuidando dele, reforcaram o que sempre achei da maternidade: ser mae em periodo integral eh uma carreira, uma profissao como outra qualquer. Algumas mulheres nasceram pra isso. Outras nao.

Algumas mulheres nasceram para serem medicas. Outras advogadas. Outras designers. Outras dentistas. Outras, mae.

E nao precisa ser polemico, nem rolar bafafa. Nao eh isso que quero dizer!

Eu nasci pra ser mae! Mas nao quer dizer que eu queria ser “apenas” a mae da Isabella e do Oliver – e tao pouco digo isso em tom pejorativo! Ser “soh” mae eh muitas vezes muito mais dificil do que qualquer profissao do mundo! E pior: sem reconhecimento social e financeiro.

Nenhum curso te prepara para ser mae. Nenhum livro tem todas as respostas. E nem mesmo ter tido outros filhos vai te dar respostas e solucoes! Eh um misterio da humanidade, e a unica solucao eh aprendendo na marra, dando a cara a tapa. Um filho atras do outro.

Mas pra mim, ser “eu mesma” sempre foi igualmente importante. Claro que a Adriana de 2017 eh diferente da Adriana de 2013 (quando a Isabella nasceu), que por sua vez eh muito diferente da Adriana pre-2012 (pre maternidade)!

Mas eu nunca quis escolher – pra mim nunca foi “ou um ou outro”! Entao adicionei o fator “mae” na equacao da minha vida, mas ela aida inclui “marido”, “familia”, “amigos”, “viajar”, “hobbies”, etc

A gente nao passa a vida toda aprendendo a se adaptar? A crescer, desenvolver e ir se adaptando aos poucos?

Da escola pra faculdade. Da casa dos pais pra morar sozinho. Casamento. Carreira. Filhos. Filhos crescidos fora de casa. Aposentadoria, etc, etc, etc

Entao pronto. Porque tanta polemica?

Eu lembro do choque que foi ter que estudar pro vestibular: Nao posso mais dormir a tarde toda e assistir Sessao da Tarde?! Tenho que estudar e fazer cursinho?! E ai depois que entrei na faculdade: O que?! Tenho que fazer estagio? Estudar de manha, trabalhar a tarde toda, e ainda fazer materias eletivas a noite? Estudar fim de semana?! E que horas eu vou pra praia com os amigos?! E depois me formei, comecei a trabalhar “de verdade” e pagar contas, mudei de pais varias vezes (tem choque maior que esse?!), fui morar sozinha, depois fui morar com o namorado, depois casei, fiz mestrado, bla bla bla…

E a cada nova etapa fui me adaptando. Algumas fases melhores, outras piores. As vezes olhava para as “vidas” anteriores e sentia saudades… Mas a fase seguinte no jogo da vida sempre touxe alguma coisa melhor, mais exitante! Uma Adriana melhor e mais completa do que a anterior.

E me tornar mae, foi exatamente igual!

Entao porque tudo tem uma conotacao tao negativa, ne? “Ter filhos eh cansativo”, “viajar com criancas da trabalho”, “nao ter ajuda todos os dias eh muito dificil”…

Ah gente!! Vamos reclamar menos!

E nao eh que ter filhos nao seja cansativo… mas bom mesmo era dormir depois da aula e assistir Sessao da Tarde comendo goiabada com requeijao na cama dos meus pais! O que nao quer dizer que eu quero voltar a ter essa vida!

Entao as vezes eu queria poder ficar no escritorio sem pressa pra voltar pra casa – mas ao mesmo tempo, por mais cansada que esteja, nao tem nada melhor na vida do que ser recebida em casa por sorrisos banguelas, gritinhos de “mamae chegou!!” e todas as suas variacoes!

No outro dia eu e o Aaron estavamos conversando sobre isso, como por mais cansativo que essa fase de filhos pequenos seja, esses sao os melhores e mais felizes anos de nossas vidas, e sao esses dias (e noites) que um dia vamos relembrar com saudades e lagrimas nos olhos, assistindo nossos filhos crescendo e ganhando o mundo e vivendo suas vidas sem depender da gente…

 

Mas voltando a volta a labuta propriamente dita…

O prazo e periodo para o retorno nao foi exatamente estrategico nao. Entrei de licenca ano passado sabendo que poderia ficar fora ate 13 meses sem problemas, e ia decidir aos poucos. Mas depois de fazer alguns dias de “KIT days” (que aqui no UK permite que a mae possa trabalhar alguns dias sem comprometer os beneficios da licenca), estar de volta no escritorio, conversar com meus colegas, reunioes sobre potenciais projetos e oportunidades, etc, aquilo me fez TAO bem, que resolvi ja me programar pra voltar mais cedo.

Alem disso, como trabalho com projetos de consultoria, volta e meia fico uns periodos sem “trabalhar”, entao achei que isso poderia acontecer, entao era melhor voltar antes mesmo e ter tempo de ir me re-adaptando.

Mas fiz muito bom proveito dos meus dias KITs, fiz otimos contatos e logo no primeiro dia de volta, fui alocada a um projeto muito legal, com uma equipe super legal e estou amando cada segundo – apesar de que sim, eh cansativo, ainda estamos nos adaptando com a nova rotina, e morro de saudades dos meus bebes todos os dias!

 

Mas apesar dos pesares, acho que o principal eh mesmo o fato de que tive a opcao e o provilegio da escolha, de sequer ter essa opcao.

O mundo paralelo da maternidade ja tem julgamento e palpites nao requisitados demais – e nao podemos esquecer que a maioria esmagadora das mulheres do mundo simplesmente nao tem essa opcao. Muitas adorariam poder parar de trabalhar e se dedicar aos filhos, mas nao podem, pois precisam trabalhar por questoes financeiras e sociais. Enquanto outras, adorariam poder voltar a trabalhar e estudar, desenvolver suas carreiras, mas nao conseguem – pelas circunstancias, os muitos preconceitos e machismos que as maes-trabalhadoras enfrentam no mercado de trabalho, ou ate mesmo por preconceitos sociais e religiosas.

Entao que tal? Da proxima vez que der aquela vontade avassaladora de “ensinar” outra mulher ou homem a como educar e criar seus filhos, pense duas vezes sobre o quanto voce nao sabe nem entende a realidade daquela familia – e logo, nao eh da sua conta! :-)

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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  1. ANA CRISTINA COSTA - 26/07/17 - 14h26

    Show!!! Eu comecei a ler seu blog por causa da sua viagem com os filhos, achei FANTÁSTICO e o máximo você viajar com os dois sozinha (risos), depois com eles e o marido pra Grécia etc e tal.
    Mâe de 1ª viagem às vésperas de completar 40 anos, tudo era novo pra mim. Hoje, aos 41 anos e com a filha com 1 ano e 3 meses me pergunto como você consegue “dar conta” (risos), você é minha inspiração Dri. Acredito que todos nós temos limites e o meu não é igual ao seu, mas é sempre bom procurar melhorar, me espelhar em alguém como você que mostra que nem tudo é complicado.

    Agora sigo você diariamente no Instagram e adoro suas conversas….
    Continue a nos inpisrar!

    Beijos
    Ana Cristina

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  2. Isadora - 26/07/17 - 18h13

    Ahhh que post delicioso de ler! Estava com saudades desses posts mais filosóficos sobre a vida que você faz :)

    Responder
  3. Elisa - 26/07/17 - 18h22

    As pessoas precisam aprender a serem felizes com as próprias escolhas! Você está certíssima e te admiro muito não só pela bela família, mas principalmente pela segurança em suas convicções! Se mais pessoas fizessem isso o mundo seria mais feliz e com menos julgamentos! Bjos

    Responder
  4. Vanessa - 26/07/17 - 18h40

    Dri, te acompanho muito antes de vc ser mãe da Isabella, e admiro demais a forma leve como vc leva a maternidade e sem dúvida nenhuma, vc é extremamente sensata, algo raro na internet hoje em dia.
    Adoro seus posts!

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  5. Luiza - 27/07/17 - 14h48

    Adoro seus posts!

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  6. Amanda - 27/07/17 - 15h51

    Que post lindo!
    Eu trabalhei fora a vida inteira, e qdo minha filha nasceu (hoje em dia ela tem 3 anos), eu decidi dá uma parada na vida profissional para me dedicar a ela. E hoje quero muito voltar para o mercado de trabalho, pra minha área de Recursos Humanos, mas emprego no Brasil está mto difícil. Às vezes me desanimo, mas a esperança é a ultima q morre…
    Não sei se me arrependo ou não de ter dado esse tempo na minha carreira, até mesmo pq curtir minha filha também é mto gostoso.
    Mas estou me esforçando, correndo atrás e na hora certa aparecerá meu emprego e vou conciliar a vida de Mãe com a vida profissional.
    Obrigada pelo post motivador!

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  7. Monica Zarth - 27/07/17 - 18h26

    Excelente texto Dri! Essa pra mim é a maior máxima, se eu estou feliz consquentemente meus filhos tb estarão. Tenho certeza que eu seria uma péssima mãe se ficasse em casa full time. Adoro trabalhar e amo meus filhos, sempre é possível conciliar, por mais difícil e cansativo que seja às vezes. E olha, meus filhos são muito bem resolvidos com o assunto tb, ainda são pequenos (6 e 9 anos), mas nunca rolou stress pq eu tenho que sair pra trabalhar, viajar, etc.

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    • Adriana Miller - 28/07/17 - 09h23

      Aqui em casa tambem nunca rolou stress por causa disso. A Isabella entende muito bem que ela vai pra escola enquanto a gente trabalha, e as vezes temos que viajar, ou chegamos tarde em casa, mas tudo bem.
      Uma coisa que eu sempre tenho muito cuidado quando converso sobre trabalho com ela, eh frisar que trabalho porque “gosto”, porque eh “legal” etc, em vezes de falar de dinheiro, que trabalhamos para ganhar dinheiro e “comprar” coisas.
      Quero que eles crescam sabendo que trabalhar nem sempre eh apenas o “fim que justifica os meios”, e sim um coisa que pode ser muito legal, que “enobrece a alma”, que eu aprendo coisas novas todos os dias, convivo com gente legal da minha idade etc, etc Tanto que as vezes ela fala que vai “trabalhar2 na creche, ou “trabalhar” com seus desenhos etc.
      Nao quero que eles crescam nos ouvindo reclamar sobre cansaco, trabalho, chefe mala…. nem que trocamos o tempo com eles por causa de dinheiro.
      Pode parecer bobeira, mas no fundo acho que eh esse tipo de mensagem que quero que eles recebam ao longo da vida, e que no futuro encarem sua vida profissional assim tambem!

      Responder
  8. Veronica - 27/07/17 - 19h36

    Dri, te acompanho desde 2014 mas tenho sido mais constante nos comentários ultimamente pq, sei lá, me sinto mais à vontade, mas principalmente porque esses assuntos (além das viagens maravilhosas!) muito me interessam. Acho que já comentei isso aqui em algum momento mas é tão bom ler sobre “leveza” na maternidade pq ou as pessoas me colocam muito medo ou falam daquele mar de flores sem fim, que sabemos que é irreal… Então, pra quem está nessa “serei mãe ou compro uma bicicleta?” (brincadeira… rs) é bom ler opiniões objetivas. A questão feminismo, maternidade x carreira e outras tantas nunca foram tão presentes para mim como agora.
    Então, obrigada por nos inspirar mostrando um dia dia de uma mulher real, que gosta de muitas coisas além de ser mãe, e que isso não significa jamas amar mais ou menos os filhos… Depoimentos sem julgamentos são sempre tão bem-vindos. E vc tem toda a razão, somos privilegiadas por ter escolhas e disso não podemos esquecer.
    Bjo grande!

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  9. Ana Paula Orsolin - 27/07/17 - 20h36

    Concordo 100%!!!!O comentário final foi perfeito! Como é irritante aguentar essas pessoas que julgam ou que se acham donas da verdade, principalmente no campo maternidade! As escolhas de uma família devem ser sempre respeitadas!!!

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  10. Carolina - 27/07/17 - 20h39

    Dri, esse post me emocionou muito! Como mae de primeira viagem e a preocupacao de ser mae perfeita, as vezes me esqueco de que essa e sempre sera a melhor etapa da minha vida, que preciso relaxar e curtir mais cada momento de pequenos struggles. Obrigada por dividir sua experiencia!

    Responder
  11. Cristiane - 28/07/17 - 03h48

    Adri, te sigo há alguns anos (tipo muito, quase jurássico). Te admiro cada vez mais, neste post , lendo você, me senti quando assistia Sex and the vitu, com a Carry Bradshaw digitando e a voz dela de fundo. Parabéns, vc tem uma forma de escrever bem gostosa, agradável. Posso não concordar com tudo, mas, adoro pensar! Parabéns

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  12. Jessica - 28/07/17 - 11h12

    OLa Dri!

    Gosto muito dos seus posts sobre a vida.
    Eu penso de uma forma diferente em relação a mostrar o trabalho como algo opcional. Acredito que não seja “pejorativo” ensinar os filhos que trabalho é uma responsabilidade e que na vida adulta teremos que realizar tarefas que nem sempre são opcionais. Criar o senso de ação/consequência é muito importante. Porque as crianças vão questionar cedo ou tarde o porquê de ter que realizar certas tarefas. Como por exemplo estudar. Se eu digo “Ah eu trabalho porque é algo que eu gosto, me divirto etc.” a criança pode relacionar obrigacao a opção. E não é verdade que trabalhar, estudar etc.. E opção, salvo algumas exceções. Por mais que digamos ah financeiramente eu posso ficar em casa, certo você gostaria que a sua filha/filho se preparasse para ficar em casa? Obvio que não! Então é importante sim, comunicar para os filhos que eles precisam estudar sim para terem a oportunidade de ter um trabalho bacana para terem consequentemente uma vida estruturada e quem sabe ai sim futuramente ter a opção de ficar em casa.
    Falar para os filhos que precisa trabalhar e por isso eles vão pra creche ou escolar não tem nada de “insensível” ou que precisa trabalhar para poder comprar aquela bicicleta legal para eles. Isso mostrar a vida real como ela é, onde existem escolhas e consequências.

    Responder
    • Adriana Miller - 28/07/17 - 11h50

      Sim, otima colocacao.
      Nao concordo nem discordo, ja que meu comentario para a Monica foi no senso da reacao das criancas em relacao aos pais nao passarem 100% do dia com eles, e essa perspectiva de “nao estou trocando passar tempo com voce, porque prefiro ganhar dinheiro” – entao acho que sua interpretacao nao captou bem isso, e distorceu um pouqo o que quis dizer.

      Mas nao quer dizer que ache que voc esta errada, muito pelo contrario, e tao pouco “vendo” a ideia de que meus filhos podem fazer apenas o que querem e o que gostam, muito pelo contrario. Minha filha tem varias obrigacoes em casa, inclusive ir a escola todos os dias, que nao sao opcionais, e acho que ter um senso de responsabilidade eh muito importante.

      Inclusive ja compartilhei algumas vezes que “pagamos” a Isabella por certas tarefas – arrumar os brinquedos, guardar sua roupa, colocar o prato na pia depois das refeicoes, etc, e ela guarda suas moedinhas num cofrinho de seu quarto e de vez em quando deixamos ela escolher um presentinho que “comprou” com o dinheiro de seu “trabalho” e sua contribuicao para a familia. Afinal nada nos vem de mao beijada, e quero que ela cresca sabendo que eh importante ter responsabilidades, se comprometer com as coisas, e que consequenemente sera recompensada por isso – assim como trabalhar todos os dias para ganhar dinheiro e ter uma vida confortavel como a que damos a ela e ao Oliver.

      Responder
  13. Glauce Corcioli e Silva - 28/07/17 - 14h09

    Nossa Adriana!! Que post de deixar queixo caído!!! Eu sou mãe de dois meninos e te juro, já ia te pedir: me adota?? Sou adotável!! Me leva junto com vocês por esse mundão afora?.
    Como eu admiro sua família e a forma como você conduz tudo!! Admiro demais!

    Responder
  14. Dani - 31/07/17 - 11h50

    Tive a experiência dos dois lados e pude comprovar que não importa o que você faça, vão te julgar. Isso no fundo me ajudou muito a ignorar totalmente qualquer opinião alheia e muitas vezes tb dar um belo fora em quem se arrisca a se intrometer.
    Quando meu filho nasceu fiquei muito ligada à ele e não me imaginava voltar a trabalhar. Enfim, larguei o emprego e fiquei com ele em casa por quase 4 anos. Foi uma fase deliciosa pra mim e como não tinha um prazo pra voltar, tudo era indefinido. Pronto, prato feito pra um monte de gente chata q me criticou ate não poder mais. Até de mulher dos anos 50 eu fui chamada, dondoca, dona de casa, tudo…Não ligava pra nada disso e me perguntava pq isso incomodava tanto os outros se eu estava tão feliz com meu momento.
    Até que 3 anos depois comecei a sentir vontade de voltar e acabei até arrumando rápido um emprego. Agora as críticas são outras. Sendo assim eu não me importo com nenhuma delas. Podem falar o que quiserem que eu faço o que quero, quando quero e do meu jeito. E tem funcionado muito bem obrigada.
    Uma amiga uma vez me falou algo na época em que eu não estava trabalhando que eu achei muito legal: antigamente ,para as mulheres , trabalhar depois da maternidade não era opção. Hj me dou ao luxo de escolher se quero ou não. Tenho essa liberdade da escolha. Sei que não é ainda a realidade de todas as mulheres, mas saber que isso já é possível no mundo é um grande avanço. Bjs

    Responder
  15. Natália Puga - 31/07/17 - 20h16

    Oi Dri
    Posso aproveitar o post e fazer uma pergunta off-topic? Pelo que entendi você trabalha com gerenciamento de projetos, é isso? Se for isso mesmo, você fez algum curso/pós sobre o assunto por ai que possa me indicar?

    Obrigada!

    Responder
    • Adriana Miller - 01/08/17 - 10h21

      Fiz um curso de Prince2 uns anos atras (nao lembro exatamente onde, foi organizado pela empresa que trabalhava na epoca), mas de resto fui aprendendo na pratica e fazendo cursos internos na firma

      Responder
  16. Georgia SP - 01/08/17 - 02h44

    Que otimo texto! Acho libertador poder voltar ao trabalho.. e só quando me questionaram se eu “queria voltar”, no fim da segunda licença maternidade, que parei para pensar que para mim não trabalhar nem tinha sido cogitado. E não, obrigada, não quero abandonar.. descobri que sou uma mãe bem melhor quando não me ocupo 100% das crianças.

    Responder
  17. Rosana - 01/08/17 - 13h36

    Fá faz alguns bons anos que “te descobri”, ao pesquisar algum roteiro para alguma viagem….e foi “amor à primeira leitura”.
    Virei fã das suas viagens, dos seus posts, da sua família, da forma que você encara sua vida e sua família!
    Engraçado como somos julgados por tudo né? Eu tenho sua idade, não quero ter filhos e todo dia é ouvir um comentário que ser mãe é tudo, que tem que ter filho, pq quem vai te cuidar na velhice e tantos outros blablablas….. ja ouvi também de amigas que tiveram o primeiro filho, sobre a pressão de ter um segundo…aí se tem um segundo alguém vai julgar que precisa ter um 3o e se tem um terceiro, meu Deus….como tem coragem, é muito filho! Escrevo isso porque adoro a forma polida com que você escreve sobre o “dar opinião na vida alheia”. Cada um que viva a sua vida e faça as suas escolhas, não é mesmo? Seu post,mais uma vez, foi sensacional!

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    • Amanda F. - 18/08/17 - 20h59

      Passo pelo mesmo problema por não querer te filhos e os maiores julgadores são as mulheres. Muitos homens entendem a opção de não ter filho, mas é difícil uma mulher aceitar. falam isso de quem vai cuidade de vc, que vc vai ficar sozinha e tals. teve até uma que falou que eu tinha q pensar bem pq meu marido podia um dia separar de mim e ter filho com outra! (oi?). é tanta falação que vc até se questiona se está fazendo o certo de não conhercer este amor infinito que todo mundo fala! mas tenho mantido minha opinião, nunca quis ter filho e o relógio biológico nunca bateu! rsrsrs
      Acho que seria bem mias interessante se as pessoas falassem a realidade mesmo e não colocarem só flores na maternidade tb. com certeza é lindo e maravilhoso, mas também tem seus perrenges e renuncioas sim e cada um deve analizar com cuidado oq é mais interessante para sim. tenho certeza que se todos parassem para pensar no assunto com cuidado, muito não teriam tido filhos e não teriamos tantas crianças largadas por ai!
      Mega desabafo, ufa! :)

      Responder
  18. REGINA CELIA SENISE JARDIM - 17/08/17 - 01h56

    Dri, obrigada por esse blog. Você resumiu exatamente o que penso sobre dupla jornada e tirar proveito de todas as coisas boas que ela oferece . Admiro você por ter essa paciência de manter um blog e dividir suas experiência. Só posso desejar muitas felicidades com essa familia linda que formou e sucesso em sua carreira. Seu canal do youtube é ótimo. beijos e PARABÉNS.

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  19. Maria Carolina - 22/08/17 - 04h03

    Tenho um filho de 2 anos e 5 meses e tive a oportunidade de ficar 11 meses de licença (sendo 2 meses antes de ele nascer e 9 meses com ele). Um privilégio considerando o que as brasileiras têm em geral, de apenas 4 meses. Mas sou servidora pública e minhas regras trabalhistas são diferentes. Até poderia ficar mais dois meses em casa, mas preferi voltar! Não aguentava mais ficar em casa, estava realmente entrando em depressão. Amo demais meu filho, é meu maior e melhor presente da vida, mas ficar em casa, sem assuntos adultos, nem ver a vida lá fora, me deixa péssima, e sei que não sou a melhor mãe do mundo que posso ser assim. Sou ótima mãe trabalhando e pagando as minhas contas. E, às mães que decidem ficar em casa full time, tiro o meu chapéu, pq realmente é mt difícil!

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  20. Livia - 24/08/17 - 22h54

    Ola Dri, muito legal seu post! Gosto de como você é perceptiva mas ao mesmo tempo racional e questionadora. Eu estou na fase de que todo mundo me pergunta quando terei filhos e sofrendo a pressão de que tem que ter. Porque? Tem que ter porque quer. A vida é isso, cada um tem que ter seus objetivos e propósitos. Cabe a gente respeitar. Parabéns pela linda familia, trajetoria de vida e viagens mil que são inspiração. Eu me inspiro em muitos dos seus post de tudo, keep the good work ;)

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