05 Jun 2014
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Japão e Coreia do Sul com crianças: as dicas práticas (Jetlag, rotinas, alimentacao, etc)

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Ja escrevi esse post aqui sobre minhas impressoes gerais sobre a viagem pelo Japao e Coreia do Sul, mas achei que teria tantos “adendos” e observacoes especificas sobre a Isabella, e recebi tantas perguntas de outras maes aflitas, que achei melhor colocar tudo num post separadinho.

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Afinal nao tem como negar que entre todos os medinhos e apreensoes que tinhamos em relacao a viagem, tudo que envolvia a Isabella elevava essa preocupacao e enesima potencia! 14060933327_c51ba92c81

Do medo de passar por alguma emergencia e nao conseguir nos comunicar, ao conforto e localizacao do hotel, ao planejamento do roteiro e ritmo da viagem e a adaptacao a comida. Coisas que antes seriam consideradas meros imprevistos, passam a ter status de calamidade publica quando envolvem criancas pequenas!

 

– Os voos

Nossos voos tanto de ida quanto de volta foram horriveis – ambos foram voos diurnos, o que significa que apesar de tirar uma soneca aqui ou ali, a Isabella ficou eletrica o tempo todo, querendo andar, brincar etc como se nao passasse nada.

Quer dizer, sejamos justos. O voo foi ótimo, a Isabella ficou numa boa – mas foi super cansativo pra mim e pro Aaron.

Assim como outros voos que fizemos com ela, pedimos pra sentar na primeira fileira do avião, mas dessa vez sabíamos que ela não caberia mais no bercinho. Mas como voamos de British Airways eles oferecem uma cadeirinha “bebe conforto” para bebes maiores que encaixa no mesmo lugar que o bercinho, então pelo menos enquanto ela dormir umas horinhas ao longo do dia, eu colocava ela na cadeirinha e ficava com os braços livres.

Bebê conforto/Cadeirinha no voo da British Airways (na verdade essa foto foi no voo Londres-NY que fizemos ano passo a caminho do Caribe)

Um dos principais problemas de viajar na fileira da frente com bebes maiores, é que os braços das poltronas nao levantam, entao se voce estiver num aviao que nao ofereca essa cadeirinha (de todas que ja viajei a British Airways eh a unica que tem isso) e seu bebe ja nao couber no bercinho, ele(a) vai acabar tendo que dormir sentado no seu colo, pois nao vai conseguir deitar “atravessado” no colo dos pai + mae (ou dois adultos, ou uma poltrona vazia).

Matando tempo no avião

Porem no caso dessa viagem pro Japao (e a volta pela Coreia), eu ja sabia que os dois voos seriam diurnos, entao ela nao domiria muito – entao tanto a cadeirinha da BA ou meu colo seriam suficientes.

Mas ainda assim optamos pela fileira frontal do aviao, pelo simples fato de termos mais espaco – tanto para nossas pernas e as tralhas da Isabella, quanto mais espaco pra ela sentar no chao e brincar, e poder ficar em pe e andar de um lado pro outro ali pertinho da gente. Nao eh que o espaco seja uma suite presidencial, mas ja faz uma diferenca enorme na hora de entreter uma crianca andante num voo de 11 horas durante o dia todo!

A British Airways distribui um kit-crianças (com joguinhos, livrinhos, etc) e ainda tira sarro da cara dos pais, prometendo incríveis 13 minutos e meio de tranquilidade! :-)

Uma outra coisa que eu sempre tento fazer – mas infelizmente nem sempre da certo – eh pedir por um assento livre. Criancas menores de 2 anos nao pagam passagem inteira, mas em compensacao tambem nao tem direito a poltrona propria. Quando ela era uma bebezinha de 4 quilos isso nunca foi um problema, mas quando viajei sozinha com ela, ou agora que ela esta mais grandinha (e pesadinha) e quer brincar, assistir desenho, ler livrinhos e tal, esse espaco extra faz toda diferenca do mundo.

Obviamente a cia aerea nao tem obrigacao nenhuma de te “dar” um assento de graca (ja que voce nao esta pagando pela passagem de seu filho), mas nao custa nada perguntar, e tirando um ou dois voos, eu sempre consegui uma poltrona pra Isabella (caso o voo nao esteja lotado). Entao sempre pergunto se o voo esta lotado ou nao, e caso nao esteja, se seria possivel bloquear um assento ao meu lado para ela.

Na ida para Toquio o voo nao estava lotado, mas as fileiras da frente ja tinham alguns assentos alocados, entao tivemos a opcao: poderiamos ter uma poltrona livre entre nos, mas sentar no fundo do aviao, ou ficar na fileira da frente em apenas 2 poltronas para nos 3. Nesse caso, como o voo era diurno, optamos pela fileira da frente pelos motivos que disse acima. (se o voo fosse noturno, teria optado por sentar na fileira no fundo e ter uma poltrona vazia, onde ela pudesse deitar e se esticar).

Ja na volta, no voo de Seoul para Londres, fiz o mesmo pedido, e como o voo estava praticamente vazio, tivemos a fileira da frente todinha so pra nos, com espaco extra para nossas pernas e uma poltrona so pra Isabella – que ela fez muito bom proveito!

(e ate mesmo no voo low cost que fizemos entre o Japao e Coreia eu perguntei se o voo estava lotado, e se poderiamos ter uma poltrona livre entre nos dois, e conseguimos sem problemas, pois o voo estava relativamente vazio)

(A Luciana Misura tem um post otimo sobre a escolha entre voo noturnos e diurnos com criancas e o que eh melhor para pais e criancas, e eu concordo totalmente com as opinioes dela!)

 

– Jetlag e adaptacoes

Acho que ja mencionei em outros posts sobre viagens com criancas que nessa idade ela ainda nao sofre muito com jetlag, mas a cada nova viagem e nova “idade”, os desafios e dificuldades mudam, entao nunca sabemos exatamente como cada crianca vai reagir.

Eu pessoalmente prefiro viajar com a Isabella em voos noturnos, pois a Isabella dorme super bem no aviao (e eu tambem!), entao ja chegamos no destino final super bem dispostas como se nada tivesse acontecido e ja entramos direto na rotina local, independente da diferenca de fuso horario. E ate hoje isso sempre deu super certo pra gente.

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Dessa vez, por causa da distancia entre Europa e Asia e disponibilidade de voos, nao tivemos opcao, e acabamos em dois voos diurnos, que eu sabia que seriam trevas.

Mas o mais dificil foi chegar em Toquio num domingo de manha (horario local) sendo que passamos o dia de sabado todo viajando, entao nao tivemos a noite de sabado – chegamos os 3″ virados” no Japao, o que fez com que o primeiro dia fosse muito dificil.

Entao tentei manter, na medida do possivel, a rotina dela no ritmo do horario local – mas percebendo que ela estava meio zumbi. Mas as criancas tem a vantagem de nao saber da existencia do fuso horario! Ou seja, obviamente o corpo dela estava muito mais cansado do que o normal, tomando cafe da manha de domingo no horario que deveria estar jantando sabado, mas eles nao tem essa coisa de “ah nao vou comer iogurte com cereal agora, porque em Londres sao X horas da noite”.

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Sabe essa coisa que nos sempre fazemos, de ficar “calculando” o horario de casa?! Pois eh, em relacao a fuso horario, quem converte nao se diverte! Ajuste seu relogio no ato, e esqueca completamente que horas sao em casa! Coma mesmo sem fome, e va pra cama de luzes apagadas mesmo sem sono.

Mas nao queriamos abusar da boa vontade da Isabella, entao nao programamos NADA para o nosso primeiro dia, ficamos brincando com ela nos jardins do hotel, amocamos (na hora de almoco do japao) e quando foi hora da soneca da tarde dela, subimos pro nosso quarto e deixei ela dormir bastante (mais do que seria seu normal em casa).

Depois de uma soneca de umas 3 horas (que ela obviamente poderia ter dormido mais umas 5 horas se deixasse!), abri as cortinas, dei o lanche da tarde e la fomos nos de novo pra rua, como se fosse um dia como outro qualquer.

Ela continuou mais cansada e reclamona que o normal quando fomos pra Harajuku, mas andou pra cima e pra baixo, se divertiu com o suco de caixinha e o canudo, e fomos encontrando coisas para mante-la distraida e de bom humor enquanto matavamos umas horas (ou seja, nao  adianta querer programar uma visita no museu de musica classica quando seu filho esta lutando contra uma fuso de 8 horas e com o dia e noite trocados!).

Fazendo amizades no Aquário de Seul

Na volta pra casa ela nao aguentou e a-pa-gou no carrinho! Nao acordou nem quando troquei sua roupa, nem trocando a fralda, nao jantou nem tomou banho (isso eram cerca de 7 da noite, horario Toquio). Ou seja, dormiu direto das 7 da noite ate 1 da manha, e ai acordou super acesa. Ate tentei fazer ela dormir de novo, mas achei melhor respeitar o ritmo dela, e acendi algumas luzes, dei jantar, brinquei, dei banho, li um livrinho e mamadeira – a rotina que ela teria a noite antes de dormir mesmo, e cerca de 1 hora e pouco depois ela dormiu de novo, ate quase 10 da manha do dia seguinte!

E pronto, dai pra frente, ela entrou totalmente no ritmo e rotina no horario normal, sem se sentir mais afetada pelo fuso horario.

(essa nao foi a primeira viagem com a Isabella que tivemos que lidar com o fuso horario, afinal ela ja enfrentou um outro fuso de 8 horas  – na direcao oposta do Japao – quando fomos para o Colorado nos EUA, e fusos de 4 ou 5 horas varias vezes tanto para o Brasil quanto para a costa leste dos EUA, entao aos poucos fomos aprendendo algumas tecnicas pra lidar com as mudancas na rotina)

 

– Roteiro e ritmo de viagem

Comecando pelo planejamento do nosso roteiro, meses antes de sequer confirmar se a viagem seria viavel ou nao, fui enfatica: nao queria ficar pulando de cidade em cidade, trocando de hotel todo dia, nem correndo de um lugar pro outro.

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Ou seja, seria uma viagem completamente diferente para nos, pois sempre tentamos fazer o maximo possivel, no menor periodo de tempo possivel. E eu sabia que assim, deixariamos de ver coisas incriveis e deixariamos de conhecer lugares imperdiveis, mas queriamos que a viagem fosse tao divertida e prazeirosa para a Isabella quanto para nos.

Entao tive que aceitar comigo mesma que o ritmo seria diferente, que nao veria 37 coisas no mesmo dia – com sorte veria umas 3, mas no meio do caminho poderiamos parar pra brincar com a Isabella, deixar ela brincar no parque e correr atras dos passaros, sair um pouco do carrinho, brincar num parquinho… ou seja la o que fosse.

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E a viagem tambem coincidiu com a fase que ela comecou a andar pra valer, ou seja, por mais que ela sempre tenha sido uma bebe tranquila de passar o dia todo saracutiando na rua sentadinha no carrinho, aos 15 meses de vida ela tinha outras vontades, e chega uma hora que ela precisava de espaco pra brincar, esticar as pernas e nao so ficar presa no carrinho o tempo todo. Coisa que ate bem pouco tempo atras ela faria numa otima.

Ainda assim conseguiamos passar boa parte do dia no nosso ritmo, andando pra cima e pra baixo com ela no carrinho – e enquanto estivessemos andando de um lado pro outro pela rua ela nao se incomodava (eram as viagens de metro, trem e onibus que deixaram ela sem paciencia e de saco cheio), mas sempre incluiamos um periodo pela manha, e outro pela tarde que era pra ela: tiravamos ela do carrinho e deixava ela andar pelas ruas, gramados e parques.

Brincando no templo em Toquio

Brincando no templo em Toquio

Quando dava, tentavamos encaixar um parque ou jardim naquela momento do dia, mas mesmo nos bairros mais loucos de Toquio, sempre encontravamos ruas mais escondidas e sem transito, ou lojas com brinquedos e area de bebe onde ela poderia ficar mais livre.

Andando pelas ruas de Kyoto

Andando pelas ruas de Kyoto

Entao eram esses os momentos em que eu e o Aaron nos dividiamos: enquanto um ficava com a Isabella brincando e tomando conta dela, o outro ia tirar fotos dos templos e ruas, ou ia fazer compras, ou seja la o que tivesse pra fazer naquela determinado lugar. Ai quando um voltava, la ia o outro. Nos tinhamos nosso tempo, e ela tinha o tempo dela.

Entao conseguimos fazer tudo que queriamos (no lado “adulto” da viagem), mas sem deixar de dar atencao pra Isabella nem deixar de dar um pouco de liberdade e espaco pra ela.

 

– Rotinas

Todo esse planejamento deu super certo, fazendo com que os 3 conseguissemos aproveitar bastante a viagem (pois nao queriamos deixar de fazer certas coisas “de gente grande” e apenas focar em parquinhos e “museu das criancas” e afins, mas tambem nao queria ignorar as necessidades dela, achando que ela teria que se adaptar por bem ou por mal, o que seria pessimo para nos tres!), entao organizamos nossos dias assim:

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Logo que ela acordasse pela manha, nos 3 nos arrumavamos – na pressa – pra ja sair do quarto. Os 3 tomavamos cafe da manha no hotel com (certa) calma, pra Isabella comer bem e ja dava um tempinho pra ela brincar e andar pelo hotel.

Entao la pelas 9 ou 10 da manha, comecava nosso dia, pegavamos metro ou trem ate alguma outra regiao de Toquio/Quioto/Seul e geralmente coincidia que quando nosso passeio de fato comecava, ela ja estava ficando meio cansada e sonolenta – entao reclinava o carrinho, dava a mamadeira, chupeta e pronto – durante a primeira soneca do dia (na parte da manha) conseguiamos passear bastante, com ela dormindo tranquilona no carrinho. Alguns dias, tambem aproveitamos pra almocar enquanto ela dormia, assim nos dando mais tempo para uma refeicao “adulta”, sem ter que nos preocupar com restaurantes que tem cadeirao de bebe, comida que ela fosse comer etc.

Soneca no metrô em Tóquio

Soneca no metrô em Tóquio

Assim que ela acordasse, ai nos dividiamos: enquanto um brincava com ela e dava espaco e liberdade pra ela brincar, correr e explorar um pouco, o outro ia andar por outras ruas, outras partes das lojas, tirar fotos dos templos etc – depende de onde estavamos naquele dia/momento. E assim iamos nos revesando o resto da tarde, enquanto ela estivesse acordada.

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Como ela nao aguenta andar e brincar por horas a fio, depois de um tempo ela cansava e comecava a pedir colo ou pra voltar pro carrinho – entao aproveitavamos pra voltar pro metro/trem/onibus/taxi e ir pra algum outro lugar da cidade, e passear mais um pouco com ela no carrinho.

(ja falei sobre nosso carrinho aqui, e ja dei minha opiniao sobre a importancia de uma bom carrinho para viajar e conseguir passar o dia todo na rua com as criancas aqui)

A Isabella ainda dorme duas vezes por dia, na maioria dos dias, entao essa rotina se repetia de tarde, e aproveitavamos quando ela estava dormindo no carrinho pra passear mais um pouco sem ter que nos preocupar com programacoes “infantis”.

Empurrar carrinho o dia todo é um saco, mas pelo menos o Bugaboo vira nosso “burro de carga” de sacolas e tralhas em geral o dia todo. Os braços e coluna agradecem!

E no fim do dia, ou iamos jantar os 3 juntos antes de voltar pro hotel e comecar a rotina noturna dela (banho, livro, leite e cama), ou se por acaso ela nao tivesse dormido a tarde ou estivesse mais reclamona e cansada que o normal, voltavamos pro hotel mais cedo, pra ela jantar no hotel e ir pra cama mais cedo – e nessas situacoes eu e o Aaron pediamos room service no hotel, ou no caminho de volta pra casa, compravamos alguma coisa pra fazer um picnic no quarto!

Para nos dois, esse foi o principal impacto da viagem com a Isabella – nos gostamos demais de sair pra jantar, barzinhos, e vida noturna dos lugares que visitamos, mas como a Isabella tem uma rotina noturna super certinha e dorme super cedo, no maximos as 7 ou 8 da noite tinhamos que estar de volta no hotel, para que ela pudesse ter uma noite interia de sono (ja durante o dia ela eh mais flexivel, mas como ela dorme MUITO bem  – amem! – prefiro manter ao maximo a rotina noturna dela, para que ela sempre consiga suas sagradas 11 ou 12 horas de sono).

 

– Comida

Bem, nao vou mentir e dizer que achava que uma viagem pra Asia seria suuuuuper tranquila em relacao a comida, por que ne?! Se adultos tem suas apreencoes e frescuras, imagina com uma crianca pequena no meio?!

Bem, pra comecar que como so passamos por cidades grandes no Japao e Coreia, a abundacia de comida ocidental foi assustadora! Tivemos que nos esforcar mesmo pra encontrar comida Asiatica! Principalmente em Toquio a maioria absoluta dos restaurantes sao de comida Internacional e/ou Europeia (principalmente Italianos e Franceses).

Entao essa coisa de “Ah, nao como peixe cru”, ou “Ah meus filhos sao frescos” ou seja la o que for, sao sem fundamento, pois nas cidades grandes do Japao e da Coreia do Sul, encontramos de tudo.

Claro que se voce/seus filhos sao dessas familias que SOH comem feijao e arroz todos os dias e so sabem ser feliz assim, entao uma viagem pra Asia (e qualquer outro lugar do mundo que nao seja Brasil ou Florida) sempre serao um problema.

Mas como somos desbravadores de comida local, e sem frescuras, e sempre adotamos uma “tecnica” de deixar a Isabella comer o que nos comemos, tentamos ao maximo (e na medida do possivel) sermos bem aventureiros na escolha de nossas refeicoes, e – com muito orgulho – nao comemos em restaurante italianos em nenhum dia! Hahahah

No café da manhã do hotel

Claro que isso tambem significou que alguns dias ela so provou – e nao gostou – o que ofereci, e entao completei a refeicao dela com papinhas de bebe.

Mas ela comeu/provou tofu (fez muita careta, mas comeu), noodles (amou!), arroz com curry (detestou!), sashimi (algumas vezes adorou, outras vezes nao quis) e os mais variados tipos de peixe. Alguns amou, outros odiou, mas nao deixei de oferecer nada pra ela provar achando que “ah, crianca nao gosta disso”, afinal o paladar eh dela, e ela tem o direito de escolher o que gosta e o que nao gosta. Por exemplo, ela adorou tofu e noodles, mas nao gostou do arroz, e comeu todos os peixes brancos, mas nao gostou do salmao (que em Londres ela sempre comeu sem problemas). E assim iamos testando e aprovando/reprovando certas coisas.

Frutas e iogurte serviam de lanche ao longo do dia

Maaaaaaaas, claro que a minha mala foi com um carregamento de toneladas de papinha de bebe, porque afinal e se isso tudo desse errado?!?!? E se ela ficasse doente? Ou passasse mal com a agua ou comida?! Preferi estar preparada para imprevistos!

Mas ainda asism nao levei variedade e quantidade suficiente pra todas as refeicoes nem todos os dias, e acabei comprando mais algumas papinhas em Toquio.

Prato infantil no restaurante Japonês em Tóquio

Adendofoi MUITO dificil achar papinhas de bebe, fraldas e produtos de bebe em geral no Japao, apesar de que sempre li que era super facil! Entao nem me preocupei muito e (quase) nos demos mal!

Eu pesquisei antes, catei em foruns de expatriados, etc, e achei que seria super facil, afinal na Europa, Brasil e EUA, qualquer farmacia ou supermercado tem uma opcao infinita de sabores e marcas. Se na Bosnia achei papinha sem a menor dificuldade, obvio que em Toquio seria facilimo!

Papinhas, cereais e biscoitos no supermercado em Tóquio

Mas bateu um desespero quando no 3 dia da viagem, e depois de entrar em praticamente TODAS as farmacias de Toquio e NENHUMA ter comida pra bebe eu tive um mini-ataque de panico, ate que tive a brilhante ideia de perguntar pra concierge do nosso hotel – que me indicou na mesma hora pro supermercado no subsolo da loja de departamento do outro lado da rua.

E ai desvendei o misterio – no Japao os produtos e comidas de bebes sao vendidas em lojas de departamento (na secao de roupas e brinquedos de bebe mesmo), e a paz voltou a reinar!

Papinhas orgânicas (doces e salgadas) na loja de departamento em Ginza, Tóquio

O problema eh que as marcas sao locais, entao eh meio um misterio saber exatamente o que eh oque. A maioria das embalagens tinha “desenhos” dos ingredientes (que foi mais que suficiente), mas quase todos tinham como base o arroz (e a Isabella detesta arroz), que nao deu muito certo pra gente, mas ela gostou das papinhas de frutas e das sopas.

Biscoitos e cereais mil!

Entao algumas papinhas ela amou e comeu numa boa, outras ela odiou com tamanha veemencia que voce jurava que o mundo ia acabar! hahahahah

Ou seja, resumo da opera: na duvida, tenha um bom estoque de papinhas ja testadas e aprovadas na sua mala!

Palitinhos Japoneses de “treinamento” para crianças

Alem disso, a unica coisa que eu sempre levo estoque mesmo e nao gosto de misturar ou trocar marca eh o leite formula que ela toma, entao levei 2 latas, so por via das duvidas (o unico lugar que nao levo de casa eh no Brasil, pois acho com facilidade a mesma marca, Aptamil. Entao apesar de no Brasil ser BEM MAIS CARO que em Londres, prefiro economizar no espaco da mala).

Entao com 1 ano e 3 meses as refeicoes dela eram assim:

– Cafe da manha no hotel: ovos mexidos ou cozido (ela AMA ovos e se deixar come uns 4 no cafe da manha!), iogurte, frutas, pao e/ou cereais.

– Lanche da manha eh leite, e as vezes algum biscoito ou cereal pra distrair (coloco cereal integral, tipos Cheerios e tals naqueles potinhos “snack catcher” que a crianca consegue comer sozinha sem derramar tudo)

– Almoco: sempre tentava oferecer o que estavamos almocando – pedacinhos de carne/peixe/frango, noodles, legumes. As vezes ela adorava e comia metade do meu prato, as vezes ela odiava e nao queria nem olhar. Nesse caso, complementava com alguma papinha salgada, e de sobremesa dava alguma papinha doce ou frutas (que levava do cafe da manha do hotel ou comprava no supermercado ao longo do dia – foi super facil achar frutas frescas, iogurtes, smoothies e sucos em todos os bairros)

– Lanche da tarde: frutas e sucos

– Jantar, mesma “tecnica” que o almoco

– Antes de domir ela toma outra mamadeira de leite

 

Fraldas, lencinhos, sabonetes, mamadeiras, etc na farmácia em Tóquio

Eu ja falei antes ne, que nao tenho essas frescuras de achar que minha filha so pode comer comida fresquissima organica colhida por fadas virgens e benzida pelo Papa – se tiver que comer papinha industrializada quando estamos viajando ou na rua, nao acho o fim do mundo.

Eu falo essas coisas brincando, mas o que acho eh que ferias sao ferias, e devem ser relaxantes pra todos – principalmente pra mae e pro pai, que ja vao ter trabalho suficiente de viajar com criancas, entao nao se torture com dilemas do tipo “onde vou fazer a papainha fresca toos os dias?”, “como vou triturar os legumes que comprar pra fazer no hotel?”. Sabe esse tipo de coisa?

Seu filho nao vai desenvolver um terceiro braco radioativo se passar uns dias (ate umas semanas) comendo papinhas industrializadas 1 ou 2 vezes por dia! Na volta pra casa o ritmo – da familia toda! – volta ao normal, e pode ter certeza que isso nao trara sequela nenhuma!

Pelo contrario, voce vai relaxar, nao vai ficar escrava da cozinha, de supermercados, nem tensoes de como preservar a papinha fresca, como preparar a papinha no hotel, como fazer isso, ou como fazer aquilo.

Viajar com uma crianca pequena ja tem complicacoes demais. Simplifique onde da pra simplificar! (e a alimentacao sem duvida eh a mais facil!)

E como sempre usamos a “tecnica” (Baby Led Weaning em Ingles) de deixar ela comer o que comemos, mesmo nos dias em que ela nao gostava das opcoes de almoco e jantar, ela ainda tinha opcoes suficientes de comida “de verdade” ao longo do dia (no cafe da manha, lanches, etc), tendo uma boa variedade de sabores e nutrientes.

 

– Infraestrutura em geral: elevadores, transporte publico, trocadores

Essa foi minha principal supresa (agradavel) da viagem: como tanto o Japao (Toquio e Kyoto) quanto a Coreia (Seoul) sao super bem preparados para receber familias e criancas pequenas.

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Todas as estacoes de metro e trem tem elevadores que conectam as ruas diretamente com as plataformas, todas as estacoes tem banheiros (limpos) e com trocadores de bebe, e principalmente as muitas lojas de departamento espalhadas pelas cidades, possuem areas infantis, banheiros “familiares” (entao os trocadores nao ficam limitados apenas aos banheiros femininos, e os pais tambem trocam fraldas!).

Entre todas as possiveis dificuldades que uma viagem pra Asia com criancas poderia apresentar, era essa questao de infraestrutura o que mais me deixava apreensiva.

Estava me imaginando subindo andares e mais andares de escadas nas estacoes de metro carregando o carrinho de bebe na mao, procurando cantinhos pra trocar a fraldas, e encontrar muita gente de nariz torcido simplesmente porque estava com um bebe a tiracolo.

Cabine de banheiro (numa loja em Ginza, Tóquio) com espaço extra para entrar com carrinho, e cadeirinha de segurança para sua mini-platéia)

Mas muito pelo contrario, e a viagem foi ultra civilizada e “facil”, e sem duvida alguma a Isabella apenas somou a nossa viagem, nos dando memorias ainda melhores e mal posso esperar pelas proximas aventuras com minha bonequinha!

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Claro que isso tudo deu certo pois somos (tanto a Isabella quanto eu e o Aaron), super tranquilos e flexiveis, a Isabella come de tudo (apesar de comer super pouquinho e me enlouqecer as vezes) e dorme em qualquer lugar.

Porem cada crianca eh diferente, e cabe a cada familia saber adaptar a nova rotina e o planejamento de viagem de acordo com seus filhos – as vezes tudo isso pode dar super certo, e as vezes super errado.

Entao se seu filho so consegue dormir no escurinho e no berco, planejar uma viagem pra uma cidade grande como Toquio (ou NY, Londres, Paris, etc) onde tudo eh longe e voce nao tem como votlar pro hotel varias vezes por dia, nao eh uma boa ideia!

Va curtir as ferias em outros lugares e deixe esses roteiros para daqui uns anos, quando a rotina e o ritmo mudar de novo.

Nao adianta achar que tem que forcar seu filho a fazer X ou Y so porque o filho do vizinho (ou da blogueira!) faz assim ou assado, pois isso so vai eh estragar suas ferias, e ninguem vai se divertir nem aproveitar direito!

Mas tambem nao se limite, achando que nao pode fazer isso ou aquilo, so porque agora tem filhos, ou porque acha que alguma coisa vai ser muito dificil com criancas.

A cada viagem e a cada experiencia vamos aprendendo um pouquinho mais sobre a Isabella e a dinamica e rotinas que dao certo – ou nao – para nossa familia. E nao deixe de acreditar no potencial de adaptacao das criancas! As vezes basta uma mudanca de areas para que eles mudem e levem numa boa uma situacao que voce achava que seria quase impossivel!

Como sempre digo pro Aaron: o pior que pode acontecer eh a gente querer voltar pra casa mais cedo!

E ate hoje, isso nunca aconteceu! :-)

 

 – O que levar na mala e como organizar as roupas das crianças

Já dei minhas dicas e “técnicas” nesse post AQUI.

 

– O que levar na mala de mão (bolsa de fralda) em uma viagem com crianças pequenas

Já dei outras dicas nesse post AQUI e esse AQUI.

 

 – Outras dicas praticas (lavanderia, como lavar mamadeiras e roupas, etc)

Dessa vez a viagem durou apenas 14 dias no total, entao achei mais facil levar roupas suficientes para a Isabella usar todos os dias, em vez de ter que ficar gastante tempo e energia procurando lavandeiras, ou mandando roupa pra lavandeira dos hoteis (mostrei a tecnica que uso pra fazer a mala dela no link acima).

E nesse post AQUI ja dei outras dicas praticas de quando ficamos em quarto de hotel (em vez de flats, villas ou studios ou casa de amigos e parentes – com cozinha e lavanderia).

 

Adriana Miller
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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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Adriana Miller
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30 May 2014
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Tóquio: Shinjuku e Rappongi

Dicas de Viagens, Japão, Toquio

Tanto Shinjuku quanto Rappongi são outros dois bairros de Tóquio que só visitamos super rápido, então não tivemos muito tempo de explorar a fundo. O engraçado é que ambos são conhecidos por seus “ícones” a serem visitados (que na verdade não são muitos em Tóquio, o legal da cidade eh mesmo ir visitando e conhecendo os bairros e as diferentes áreas da cidade).

Pelas ruas de Shinjuku

Pelas ruas de Shinjuku

Em Shinjuku estão as torres gêmeas do governo, que vimos de longe, mas acabamos não chegando muito perto por dois motivos simples: pra começar, que não foi uma visita planejada – estávamos voltando pro hotel no fim do dia e quando o metro passou por lá, pensamos: vamos descer aqui e dar uma voltinha?

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Porque não, né?

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Shinjuku é bem espalhada, dividida entre a região leste (mais antiga) e a oeste que eh bem nova e bem “business” com muitos prédios empresarias, sedes de empresa, e nós pegamos exatamente o contra-fluxo dos executivos saindo do trabalho e marchando em direção ao metro.

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Hora do rush em Shunjiku

O dia já estava escurecendo e esfriando, e enquanto tentávamos nos encontrar naquele bairro gigante nos demos conta de uma de suas principais características: eletrônicos e tecnologia de ponta!

Apesar de que Akihabara leva a fama de ser o bairro dos eletrônicos, as novidades e lançamentos estão mesmo em Shinjuku!

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Em Shinjuku estão 3 das maiores e melhores lojas de eletrônicos e fotografia da cidade, então entramos na primeira por curiosidade (a Yodobashi), começamos a ver as novidades, etc, e foi ai que descobrimos que no Japão o tax free eh dado no ato da compra (ao contrario da Europa que rola tda uma burocracia chata), e nos daria um belo desconto e vimos algumas câmeras que já tinham sido lancadas no Japao que nao vao chegar no ocidente, ou então teríamos que esperar muitos meses (foi lá que me encantei com a nova Camera Canon que comprei e postei no Instagram!), mas… estoque esgotado!

Então virou nossa missão achar as outras lojas, e acabamos gastando horas por Shinjuku só indo de loja em loja cacando as novidades da Canon!

Já Ripoongi é conhecida entre turistas por dois motivos: o mercado de peixes e sua vida noturna!

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E sinceramente, eu não tinha o menor interesse em visitar o mercado as 4 da manha, e por mais que adoramos uma badalação-noturna, não rolou nada muito animado nesse viagem por causa da Isabella.

Pelas ruas de Rappongi durante o dia

Pelas ruas de Rappongi durante o dia

Mas queríamos conhecer o bairro assim mesmo – é por lá que esta a “Tokyo Tower”, um dos símbolos da cidade, e que junto com a (recen inaugurada) Sky Tower (nas redondezas do templo Asakusa) oferece ótimas vistas da cidade a partir de suas plataformas de visitação.

Tokyo Tower

Outra area interessante de conhecer eh o Ripoongi Hills, um “parque” artificial que eh conectado com shoppings, predios e mil e uma coisas. Quando chegamos por la, demos de cara com uma grupo escolar mais ou menos da idade da Isabella e ela adorou brincar nos jardins com as criancas Japonesas e suas professoras! (as criancinhas eh que nao gostaram muito dela, porque ela abraca e beija todo mundo! Hahahaha).

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A avenida principal do bairro eh a Rappongi Dori, e eh ali (ou a partir dali) que estão espalhados as dezenas de bares, clubs, karaokes, e casinos que fazem a fama do bairro, mas encontramos um pequeno contratempo: fomos a Rappongi no meio da manha e estava tudo fechado e as moscas…

Os jardins suspensos de Rappongi Hills

Os jardins suspensos de Rappongi Hills

Então passeamos um pouquinho por lá, mas realmente não valeu muito a pena passar tempo demais. Queríamos muito ter voltado a noite, mas além dos horários da Isabella, acabamos deixando Rippongi pro ultimo dia, então não tivemos tempo mesmo de voltar por lá.

E ai ficamos pensando, pensando e debatendo se valeria a pena ou não subir a Tokyo Tower, e acabamos decidindo voltar e fazer outra coisa – afinal Tokyo não é o tipo de cidade que tem um skyline super marcante nem vistas espetaculares, então preferimos não gastar muito tempo por lá e fomos seguindo viagem…

 

Adriana Miller
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Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, Carioca. Profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mãe da Isabella e do Oliver.
Atualmente morando em Denver, Colorado, nos EUA, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incansável e apaixonada por fotografia e historia.
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28 May 2014
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Japão e Coreia do Sul: manual de instruções (transporte, comunicação, comidas e curiosidades)

Coreia do Sul, Dicas de Viagens, Japão, Kyoto, Seul, Toquio

Poucas viagens pelo mundo hoje em dia geram tantos comentarios conflituosos quanto viagens para a a Asia – a diferenca de cultura, a incompreencao dos costumes, o medo da lingua ou da comida. Cada viajante (ou aspirante a) tera sua lista de impecilhos a viajar para o outro lado do mundo.

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E a cada nova viagem para esse outro lado do mundo, fui descobrindo e desmistificando certas coisas e chegando as minhas proprias conclusoes: seja a comida na India ou o comportamento do Chineses. E claro, uma viagem ao Japao nao poderia ser diferente.

A expectativa era tao alta, que acabou nos fazendo adiar essa viagem por muitos anos – quantas e quantas vezes ja nao ouvi falar sobre o quanto o Japao era absurdamente caro, que os Japoneses nao falam nada de Ingles, ou que o sistema de transporte era impossivel de ser decifrado.

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Sera mesmo que seria tao dificil e tao impossivel assim?! E ate mesmo uns dias antes de embarcar, saimos pra jantar com um amigo do Aaron que passou a noite toda repetindo como era dificil andar por Toquio, e todas as dificuldades que enfrentariamos por la… Confesso que a apreensao era tao alta quanto a expectativa.

Sim, ja viajamos por inumeros paises na Asia, mas naquele lado do mundo, mais que qualquer outro lugar, cada pais eh completamente diferente do outro, e impossivel nao embarcar cheio de medos e duvidas – principalmente quando incluimos uma nova viajante de 1 ano e 3 meses nessa equacao!

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Ao longo da viagem tambem recebi muitas perguntas, tanto de amigos e familiares, quanto de leitores – entao vou tentar responder algumas das principais duvidas e dar minha opiniao sobre nossa experiencia tanto no Japao quanto na Coreia – e acreditem, na foi nada como esperavamos!

 

– Comunicacao: Lingua e as pessoas

Esse foi um dos comentarios que mais ouvi: no Japao ninguem fala Ingles!

Huuuum…. nao achei bem assim nao.

Pra comecar que o pais eh super bem preparado para receber turistas, entao praticamente todos os lugares por onde passamos encontramos alfabeto ocidental, traducoes em Ingles, fotos/imagens e o que mais fosse preciso para ajudar os nao-falantes de Japones a entender o que era necessario.

E no geral, achei o nivel de Ingles bem bom, um padrao bem “Asia”, equiparavel com a China ou Tailandia por exemplo. Ou seja, quase todo mundo sabe o basico, responder perguntas basicas e dar informacoes basicas. Mas se voce quiser comecar a filosofar sobre a crise da Venezuela e a guerra na Siria, ai a coisa complica.

Informações e mapas em Inglês pelas ruas de Tóquio

Tudo bem que nos so passamos por lugares super turisticos, e nao fizemos uma viagem nada “desbravadora” nos cantinhos secretos do Japao, entao todas as pessoas que tinhamos que lidar ao longo dos dias ja tinha um scrip de perguntas e respostas na ponta da lingua, e o resultado eh que sempre conseguimos as informacoes que precisavamos.

Em Seoul, na Coreia do Sul, o nivel de Ingles foi ainda mais alto, e ate rolaram alguns papos mais profundos com pessoas aleatorias no metro, restaurantes e lojas – ate porque a curiosidade era maior, ja que a Coreia eh bem menos turistica que o Japao, e acabamos chamando bem mais atencao por onde passamos.

Informações em Inglês e Japonês nas estações de Tóquio

Algumas tecnicas que fomos aprendendo ao longo de varias viagens pela Asia tambem ajudaram:

Sempre levar o nome/endereco dos lugares em Japones ou Coreano, pois assim ficava mais facil se comunicar com mimica ou apontando no mapa onde queriamos ir (os hoteis te darao um cartao de visita com o endereco e instrucoes na lingua local, que voce pode mostrar pro motorista ou pessoas na rua por exemplo. Ou no minimo, vale a pena baixar na internet o endereco de seu primeiro destino antes mesmo de embarcar).

Placas de ruas em Inglês e Japonês

Isso foi importantissimo principalmente na Coreia, pois achamos o Coreano impossivel de ser pronunciado (e nem to falando do alfabeto deles nao, a propria “traducao” cheia de consoantes, Gs e Ns dava muitos nos na lingua). Entao mesmo com o nome de certos lugares escritos em “Ingles”, nao conseguiamos pronunciar corretamente o suficiente para nos comunicar. Ja no Japao isso foi mais facil, pois achei que o Japones “se fala como se le”, entao pronunciar nomes e enderecos nao foi dificil.

Placas de rua em Inglês e Japonês

Eu sempre carrego um guia de viagens comigo (gosto da versao em papel pra planejar a viagem, alem de sempre carregar comigo no dia a dia da viagem, e porque gosto de colecionar!), que geralmente trazem as informacoes principais (como enderecos chafe, nomos dos principais pontos turisticos etc) na lingua local – entao na hora do perto que vc nao consegue achar o templo X de jeito nenhum, eh so parar alguem na rua, apontar pro nome  (na lingua local) no seu guia e pronto!

 

– Navegando e se locomovendo pela cidade e transportes

Como disse acima, as 3 cidades por onde passamos (Toquio, Quioto e Seul) sao super bem preparadas para recber turistas internacionais, e portanto nao tivemos dificuldade alguma em nos achar e nos locomover.

No metrô de Tóquio

No metrô de Tóquio

Em Toquio, os sistema de transporte eh incomparavel – tao completo quando assustador, mas bastou algumas horas para nos acostumarmos rapidinho com os esquemas.

A parte turistica de Toquio eh servida por dois tipos de servico: O Metro de Toquio e os trens urbanos do JR (Japan Rail).

Muitas das estacoes se sobrepoem, mas o unico problema eh que os dois servicos utilizam bilhetes diferentes, e muitas vezes as entradas da estacoes eram diferentes, entao para fazer baldeacao entre uma linha e outra, era preciso sair e entrar de novo na mesma estacao (mais detalhes no topico abaixo).

Mas por outro lado, as estacoes de toquio e de Seoul sao completissimas! Modernas, limpas, bem organizadas e com muitas informacoes em Ingles. Impossivel mesmo se perder.

Tanto em Toquio quanto em Seul todas as estacoes tem um mapinha na plataforma indicando onde estao as saidas, onde estao os banheiros, elevadores e escada rolante (todas as estacoes e todas as plataformas tem acesso a elevadores e banheiros – limpos! – que foi essencial com uma crianca pequena), saida de emergencia e e pontos de evacuacao em caso de emergencia (terremotos, tsunamis e afins).

Informações sobre a estação de metrô em Tóquio (na telinha dentro do trem)

As vezes significava que acabavamos pegando a saida mais longe da plataforma, so pra usar o elevador, mas como estavamos com a Isabella, carrinho e afins, valia a pena gastar uns minutos a mais procurando o elevador, do que ter que subir varios andares de escada (ainda que rolante) carregando ela.

E em ambas as capitais todas as linhas e estacoes de metro tem mapas em Ingles, anuncios em Ingles e informacoes em Ingles. Fomos preparados pra ter que rebolar e memorizar alguns caracteres Japoneses (como foi na Russia, por exemplo), mas nao foi o caso, mesmo! Mais facil impossivel!

E pelas ruas – pelo menos nas areas turisticas por onde passamos – tambem tinhamos sempre opcoes de mapas de localizacao e placas das ruas em Ingles, entao nao nos sentimos perdidos em situacao nenhuma! Foi facilimos navegar por Toquio, Quioto e Seul!

 

– Transportes internos (e o tal do JR Pass)

Apesar de ja ter falado um pouquinho do metro de Toquio acima, uma coisa que demoramos pra decifrar foram as passagens de metro e de JR urbano.

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No Metro de Toquio, o preco da passagem eh determinado de acordo com a distancia que voce vai percorrer, entao a cada nova viagem era preciso voltar na maquininha da estacao e decidir onde voce queria saltar – e assim era determinado seu custo.

Máquina de venda automática no metrô de Tóquio

E como precisamos de metro todos os dias, com muitas viagens pra cima e pra baixo, acabava sempre valendo a pena comprar o passe diario, que da acesso a viagens ilimitadas por todas as estacoes e zonas da cidade. Alem de compensar no preco, o passe diario garantia que economizamos no tempo que levava ter que ficar decifrando quanto ia custar cada perna da viagem e ter que enfrentar filas nas estacoes e re-comprar os bilhetes a cada novo destino.

Passagem de metrô em Tóquio: passe diário em cima, e viagem unitária em baixo

Nas linhas de trem urbano JR, o esquema dos bilhetes funcionava da mesma maneira: precos individuais determinado de acordo com a estacao de origem e estacao de destino, ou um passe diario de preco unico.

Mas com a vantagem de que quem compra o passe de trem JR tem acesso total e ilimitado as linhas e servicos JR dentro de Toquio!

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Muita gente compra seus passos JR pensando em trens bala e viagens longa entre as varias cidades do pais, e realmente essa eh a principal intencao do passe, mas mesmo para quem vai passar uns dias em Toquio, basta apresentar o JR pass na guarita da estacao e vc tem entrada livre em todas as linhas! Facilimo!

Mas entao vale a pena comprar o passe JR (Japan Rail) mas para quem vai ficar pouco tempo, ou passar por poucas cidades?

Bem, sim e nao.

Na verdade nos acabamos so comprando nossos JR Pass nas vesperas da viagem, pois realmente ficamos na duvida ate o finalzinho, mas acabamos decidindo pela praticidade do passe.

JRpass

A verdade eh que como passamos apenas por Toquio e Quioto e nunca foi nossa intencao fazer uma gazilhao de bate e voltas, na ponta do lapis o custo do JR nao valia a pena. Fizemos uma estimativa de custo e vimos que se comprassemos cada viagem avulsa, economizariamos cerca de 30 dolares cada um (sem contar transporte urbano em Toquio).

Mas ao mesmo tempo isso significaria que teriamos que comprar passes para usar o JR em Toquio todos os dias, teriamos que gastar nosso tempo para comprar passagens das viagens avulsas, entao acabamos decidindo que o custo-beneficio de gastar um pouquinho a mais e ter o passe em maos durante toda a viagem, valia a pena pela economia na mao de obra.

Guichês de reservas e compra de passagens de trens JR

E realmente foi facilimo e acabamos usando os passes JR muito mais que imaginamos, tanto em Toquio quanto em Kyoto – em toquio usamos nos trens urbanos e para passar o dia em Hakone, e em Kyoto usamos para visitar alguns templos fora do centro da cidade, usando os trens urbanos JR.

Os unicos detalhes que devemos prestar atencao em relacao ao JR Pass sao:

Esse passe eh exclusivo para extrangeiros visitando o Japao e portanto so estao a venda FORA do japao. Se deixar pra decidir depois que voce estiver por la, ja era.

Posto de atendimento do JR no aeroporto em Tóquio

No proprio site do Japan Rail voce pode procurar as agencias de viagem autorizadas mais proximas de voce e efetuar a compra pela internet – aqui em Londres nos compramos pela Japan Travel Centre e recebemos nosso passe no dia seguinte (que foi a vespera de nossa viagem!).

Ao chegar no Japao, para comecar a utilizar o passe, eh necessario validar seu JR Pass nos postos de atendimento do aeroporto, e la mesmo voce decide qual dia quer comecar a usar seu passe (no nosso caso compramos o passe para 7 dias, mas passamos 8 dias no Japao – entao como queriamos usar o passe para ir de Kyoto ao aeroporto de Osaka, optamos por nao usar o passe no primeiro dia em Toquio, e utiliza-lo nos outros 7 dias da viagem).

 

Ja em Quioto nao existe metro, mas o sistema de onibus eh otimo e serve muito bem a cidade. Assim como o metro de Toquio, tudo vem escrito em Ingles, com muitas informacoes, mapinhas e anuncios de autofalante.

Logo na nossa chegada em Quioto, fomos no ponto de informacoes da estacao central (a estacao de Obinus eh exatamente em frente a estacao central de trens) e pegamos mapinhas das linhas de onibus (super util – o mapa ja mostra todos os templos e pontos turisticos e quais linhas de onibus vao de um ponto ao outro).

ônibus em Kyoto

ônibus em Kyoto

Os onibus de Quioto tambem operam com sistema de passe diario, que custa exatamente o preco de uma viagem de ida e volta – entao acaba saindo mais barato comprar o passe diario todos os dias, pois em Quioto dependemos 100% dos onibus.

Outra vantagem de comprar o passe diario eh que os onibus em Kyoto apenas aceitam moedas na quantidade exata do custo da passagem, sem aceitar notas, nem dar troco – nada pratico para turistas!

Mas uma coisa vale ressaltar: Quito eh MUITO grande, e MUITO espalhada, e os mapas da cidade e das linhas de onibus nao fazem jus ao tempo descomunal que se leva de um lugar a outro! Entao acabamos vendo bem menos da cidade do que tinhamos originalmente planejado, simplesmente porque gastavamos horas do nosso dia no onibus indo de uma ponta a outra da cidade.

Em relacao a acessibilidade, todos os onibus de Quioto sao de 1 andar apenas, com entrada pela traseira e centro do onibus, com acesso e espaco reservado para cadeiras de roda e carrinhos de bebe – entao foi tranquilissimo viajar de onibus pela cidade com a Isabella a tira colo (o dificil mesmo era entrete-la durante tanto tempo nas viagens de onibus pela cidade!).

Em Seoul nos aconselharam a apenas pegar metro, pois o sistema de onibus da cidade nao eh muito bom, e nada amigavel a turistas nao-falantes de Coreano. Mas em compensacao, o metro eh otimo, tao bom quanto em Toquio!

As estacoes sao limpas, acessiveis por escada rolante e elevador sempre, com muitas informacoes em Ingles.

 

Uma outra coisa que adorei nos sistemas de metro tanto em Toquio quanto em Seoul eh a organizacao e limpeza!

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Claro que a gente sempre ouve falar e assiste no Fantastico aquelas cenas de funcionarios de luva branca literalmente empurrando as pessoas dentro do metro no horario de rush – mas isso so acontece em lugares, estacoes e horarios muito especificos, e nao passamos por nenhum aperto (literalmente!) em momento algum (memso tendo pego metro algumas vezes durante horario de rush)!

Muito pelo contrario – os funcionarios das estacoes e plataformas sao super solicitos, os trens sao espacosos, e os passageiros sempre educados! Cada um concentrado em seu livro/Smart-phone numa boa sem incomodar o outro.

Máquinas de venda automática no metrô de Seul

E o principal: limpos! Claro que eu nao ia lamber o chao da parada, mas estou tao acostumada com o fedor impregnado do metro de Londres (eu e minhas amigas temos apelidos a cada linhda o Tube Londrino de acordo com seu fedor caracteristico! hahahah), que fiquei chocada com aquele chao limpinho sem um fio de cabelo ou uma migalha fora do lugar! A ponto de ficar nervosa catando as migalhas da Isabella pelo chao pra nao chamar a atencao nem incomodar os outros passageiros!

 

– Aeroportos

Toquio eh a principal porta de entrada do Japao, e seu aeroporto numero 1 eh o “Narita”, o maior do pais e um dos mais movimentados do mundo.

O problema de Narita (apesar de nao termos passado por la para poder dar minha opiniao em primeira pessoa) eh ser muito afastado da cidade – mas ainda assim ele eh bem servido por transportes publicos e pela linha JR, o que leva muita gente a se decidir pelo passe JR (que mencionei acima) justamente para poder economizar tempo e dinheiro ja na chegada a Toquio no translado entre o aeroporto e a cidade.

Porem Toquio tambem tem outro aeroporto internacional, o Heneda, que tem um perfil mais business e fica praticamente no centro da cidade!

Nem todos os luagres do mundo que voa para Toquio tem opcoes de voo a Haneda, mas como a “ponte aerea” Londres-Toquio eh uma linha bem movimentada de negocios, a British Airways tambem tem voos direto entre Londres e Haneda, entao foi esse que escolhemos!

Entrada para a linha JR no aeroporto Haneda em Tóquio

Resultado, alem de tambem ser servido pelas linhas de trem urbano JR conectando Haneda ao centro de toquio, tivemos tambem a opcao de pegar um taxi direto ao nosso hotel, que claro que foi um pouco mais caro, mas em compensacao foi bem mais rapido e pratico – principalmente com o fuso horario, noite virada e uma bebe jetlag-enta! Custou cerca de 30 dolares (mais barato que o trem, pra quem nao tem o JR Pass) e pouco menos de meia hora para ir de Taxi de Haneda ao Westin Toquio! Super confortavel!

Ja na saida do Japao, como passamos pela Coreia no caminho pra casa, nao valia apena voltar de Kyoto para Toquio so para pegar outro voo para Seoul, entao optamos voar de la mesmo, pelo aeroporto de Osaka Kansai.

Na verdade Kyoto nao tem um aeroporto proprio, sendo que o aeroporto internacional mais proximo esta em Osaka, a cerca de 1 hora (de trem) da estacao central de Kyoto. O trajeto entre Kyoto e Osaka dura cerca de 1 hora e tambem esta coberta pelas linhas do JR Pass, entao foi facilimo (e como tinhamos o passe – de graca), e acabamos economizando um dia de viagem por nao ter que voltar a Toquio pra voltar pra casa (ou no nosso caso, ir pra Coreia).

 

– Comida e alimentacao

Eu ja falei aqui outras vezes o quanto AMO comida Asiatica (esse post, esse post e esse post sao boas provas disso!), e sem duvida alguma, a comida Japonesa eh minha preferida no mundo.

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Entao estava imaginando dias a fio apenas comendo o melhor e mais fresco sashimi do mundo, os mais variados sabores de naguiris e afins, e sempre que via alguem comentado que nao tinha vontade de viajar pro Japao pois nao gostavam de peixe cru eu pensava com meus botoes: “nossa, eu vou amar esse paraiso culinario!”.

Ahhhhhhhhh Decepcao!!!!

Quer dizer, calma. Amei a comida no Japao, e comi muito bem todos os dias… mas cade o peixe cru que estava aqui?!?! Godzilla comeu!!

Gente, como era dificil (impossivel!) achar um restaurante de “comida Japonesa” por Toquio e Kyoto!

Eu fiquei lembrando de como quando fomos pra China ouvi tanto falar de como a comida era diferente, que a comida Chinesa na China era tao diferente da comida Chinesa que temos no Ocidente… e acabei nao achando nada disso – comi na China extamente as mesmas coisas que como na Chinatown de Londres ou de Nova Iorque, por exemplo.

Mas em compensacao, no Japao, isso nao poderia ser mais verdadeiro! Aqui estamos nos achando que os Japoneses passam a vida comendo peixe cru, quando na verdade o que eles comem mesmo sao muitas variedades de noodles, muito arroz com molhos de curry, sopas (com noodles ou arroz) ou comida internacional, igualzinha a que eu e voce comemos em Londres, Sao Paulo ou Nova Iorque (mas juro que Londres, Sao Paulo e Nova Iorque com certeza tem mais restaurantes “japoneses” que Toquio!).

Pastelarias Francesas em Tóquio

E ainda tem isso da comida internacional, a verdade eh que tinhamos que fazer um esforco pra fazer questao de comer em restaurantes “locais” com comida Asiatica, e nao nos rendermos as muitas redes de restaurantes internacionais, as infinitas opcoes de restaurantes Italianos e pra fugir da obcessao que os Japoneses tem pelas padarias Francesas!

Na verdade, dos 8 dias que passamos no Japao so comemos “peixe cru” na nossa primeira noite em Toquio, justamente no restaurante do nosso hotel – e varias das outras recomendacoes que recebi de amigos de “restaurantes Japoneses” tambem estavam dentro de outros hoteis internacionais, o que nos levou a achar que “sushi & sushimi” eh comida japonesa-ocidental! Hahahah!

Menus “visuais”

Eu sei que eles tambem comem isso por la, mas definitivamente ja nao tenho mais aquele imagem de familias inteiras comendo peixe cru todos os dias de suas vidas…

Mas a verdade seja dita, que realmente comemos muito bem no Japao, apesar de ter sido “diferente” do que esperava.

Um corredor inteiro só de noodles e miojos no supermercado em Kyoto

Nosso tipo de restaurante preferido acabou sendo os “fast food” tipicos japoneses – eles servem pratos a base de noodles e arroz, e voce escolhe seu prato no “cardapio” do lado de fora (que sao figuras de plastico imitando os pratos servidos), ai vai na maquininha de fazer o pedido (que tambem fica do lado de fora do restaurante e parece aquelas maquinas antigas que vendiam cigarro), coloca seu dinheiro e pega um ticket.

Peça pelo número!

Quando voce entra no restaurante (quase sempre minusculo!) eh soh entregar o ticket pro tiozinho no balcao, e segundos depois seu prato eh servido na sua frente no balcao!

Dentro dos restaurantes fast-food Japas!

Molhos de soja ou chili sao a vontade, assim como agua e chas, que ficam em jarras espalhadas pelos balcoes do restaurantes, e cada um vai se servindo. Simples, rapido, pratico e delicioso – alem de muito divertido!!

Outra opcao popular de comida “fast food” por la, sao os restaurantes onde os pratinhos sao servidos numa esteira rolante – esse eh um estilo de restaurante Japones super comum aqui em Londres, e achamos que seria a opcao perfeita pra comer sushi rapidinho e baratinho, mas a maioria deles tambem servia mini pratinhos de noodles e arroz (e como ja temos muitas opcoes desse tipo em Londres, preferimos conhecer outros tipos de restaurantes).

Alem disso, como a viagem foi corrida, e tivemos que nos manter (mais ou menos) na rotina de horarios da Isabella, raramente tivemos tempo e oportunidade de sentar com toda calma do mundo em restaurantes e pedir o menu degustacao com 10 pratos – entao tambem fizemos muito bom proveito das “Bento Box” disponiveis nas lojinhas de todas as estacoes de trem/metro pra levar no hotel, ou almocar nos parques. As Bento Box sao aquelas caixinhas de refeicao ja montada, tipo um marmitex Japa!

Bento Box para picnic no quarto do hotel!

E por fim, vale ressaltar que quase todos os restaurantes por onde passamos tinham opcoes de menu em Ingles, e mesmo os mais escondidos e que nao tinham nem uma letra em Ingles (como eh o caso dos fast food das maquininhas!), TODOS, dos mais bacanas aos mais chumbregas, sempre tinham as maquetes e modelos das comidas servidas, feitas de plastico e borracha, com os precos na vitrine do local, entao era sempre facil escolher o que queriamos comer, e gracas a Deus nao tivemos nenhuma surpresa desagradavel!

 

– Custos e compras

Eu ja falei sobre isso com mais detalhes nesse post aqui.

 

– Choque cultural

Bem, deixei esse topico pro final proque achei dificil racionalizar entre as minhas impressoes e a realidade.

Me explico: viajar pra Asia eh sempre um choque cultural pra quem vem do Ocidente, mas depois de ja ter passado por uma dezena de outros paises por la, alem de morar numa cidade tao cosmopolita quanto Londres, eh dificil pensar numa coisa ou num aspecto de determinadas culturas que seriam de fato, um choque pra mim hoje em dia.

Me encomoda muito quando leio em blogs ou comentarios de amigos sobre determinado povo ser “sujo”, ou “porcos”, ou “frios”, ou “grossos” ou isso ou aquilo – pois geralmente essas sao apenas impressoes baseadas em estigmas e estereotipos que certos povos formam em relacao a outras culturas as quais nao sao familiares.

Entao certas coisas que me chocaram na primeira viagem a Asia, ja nao foram tao “estranhas” assim na segunda viagem, e na terceira ja nem reparava.

Mas ainda assim, mesmo ja tendo esse “filtro” e uma tolerancia bem alta, eu esperava certos comportamentos e situacoes que achei que encontraria no Japao (todos temos nossos preconceitos e estereotipos, nao tem como negar!).

Bem, a primeira surpresa – agradavel – foi a ausencia de muvuca! Depois te ter passado por paises como India e China, por exemplo (mas tambem Vietnam, Tailandia, Indonesia…), e sempre ter visto aquelas imagens dos metros lotados, os cruzamentos loucos em Toquio etc, imaginava que o Japao fosse muito mais “lotado” de gente do que realmente eh.

Pelas ruas de Tóquio

Pelas ruas de Tóquio

Entao alem de ser menos “populoso” do que eu imaginava, achei que no geraol os Japoneses e Coreanos sao mais na’deles. Entao mesmo no metro lotado, ninguem fica te encoxando nem bisbilhotando por cima do seu ombro, que ja melhora a sensacao gerenalizada de “espaco”, mesmo quando o espaco eh pouco.

Mas em compensacao eu esperava que eles fossem um povo super timido, super na’deles, mas que nada! Claro que sao reservados, e nao viram seu melhor amigo instanteneamente, mas batemos muitos papos com totais estranhos que simplesmente queriam saber de onde eramos, qual nosso nome, se gostamos do Japao.

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E isso ia aumentando proporcionalmente a medida que a idade do “curioso” fosse diminuindo – grupos escolares e adolescentes, eram um prato cheio! Ah, e uma nova modalidade de curiosos: maes e avos! Nossa familia virou ima de outras familias Japoneses (e Coreanas tambem) que queriam ver a isabella, perguntar quantos anos ela tinha, se podiam tirar fotos, nos contavam tudo dos filhos deles, etc.

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E pra tirar fotos?! Nossa! Nao eh a primeira vez que alcalcamos status de superstar em nossas viagens (mas nada se compara ao sucesso que fizemos no Egito ou na India!), mas sempre fico meio com vergonha de tirar fotos dos locais, pois nao quero dar a impressao que estou tratando alguem como um bicho “exotico” ou algo do tipo – mas no Japao nao so as pessoas vinham tirar nosso foto na cara de pau (muitas vezes sem pedir), ainda se ofereciam pra posar pras nossas fotos, pediram pra tirar fotos com a gente (principalmente a Isabella! Ela chegou num ponto de ja andar pelo jardim de um templo na Coreia dando tchauzinho pras pessoas!), queriam pegar a Isabella no colo (puro pavor, isso nao deixei de jeito nenhum!), enfim, uma loucura!

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De timidos eles nao sao nada!

E na Coreia do Sul isso foi ainda mais aparente, pois nao so o nivel de Ingles era um pouquinho maior que no japao, como Seoul nao eh tao turistico quanto Toquio ou Kyoto, as pessoas tinham mais curiosidade de saber quem eramos, de onde vinhamos, se estavamos gostando da Coreia, e coisas do tipo.

De chegar num ponto que quando estavamos passeando pelos fundos do jardim do Palacio Imperial de Seoul (que estava bem vazio) a gente se escondia atras das pilastras cada vez que vinhamos um grupo de turistas vindo em nossa direcao! hahahahaha! Era comico!

Atraindo multidões na Coreia do Sul

E as velinhas Coreanas que fazem speed walking e exercicios nos parques?! Corre delas ou suas bochechas ficarao roxas e seus olhos cegos de tanto flash!

Sempre que nos dividiamos em algum momento do dia (tipo, um de nos entrava no templo pra tirar fotos, enquanto o outro ficava do lado de fora brincando com a Isabella), era certeiro que na volta o outro estaria inundado de pessoas e flashes tirando fotos nossas!

E ainda teve a situacao do Aaron ser  – bem literalmente – encurralado por um grupo de coroas num parque em Seul que egavam, encostavam e abracavam ele, e ainda formaram fila pra tirar foto com o Aaron, e quanto ele tentou dar uma desculpa falando que a esposa estava esperando, elas ainda fizeram um barreira pra me bloquear e nao atrapalhar a tietagem! (e logo em seguida vieram atras de mim e da Isabella pra tirar mais fotos!)

Mas foi bem divertido, pois significou que tiramos muitas fotos e filmes dos locais, batemos papos inesperados com pessoas simpaticissimas nas ruas, e voltamos de la ainda ainda mais fascinados pela cultura!

 

– Curiosidades:

* Por causa dos riscos de terremoto constantes, os postos de gasolina no Japao nao tem bombas de combustivel no chao – todas as penduradas no teto do posto. Achei tao futuristico!

* Os banheiros públicos são incrivelmente limpos e todos muito complexos – as privadas são mil e uma utilidade, cheias de botões e geringonças!

* Os Japoneses nao tem o habito de dar gorjetas, que na verdade sao muito mal vistas e considerada falta de respeito. Quanto a conta chegar, deixe o dinheiro exato, e caso contrario, espere por seu troco. Esse comportamenteo foi muito dificil principalmente pro Aaron, que eh Americano e esta acostumado a ser generoso com gorjetas em qualquer lugar que vamos!

* Muitos dos restaurantes e bares locais nao tem cadeiras em volta das mesas, apenas tatames, e portanto sapatos nao entram de jeito nenhum! Os sapatos ficam te esperando do lado de fora, e voce entra de meias ou descalco e senta no chao (nao, ninguem vai roubar seus sapatos, mas na duvida, voce pode coloca-los dentro da bolsa…).

* Obrigada, por favor, de nada, ate logo, boa noite e bom dia… Nao sabe como falar nada disso em Japones nem Coreano? Basta fazer uma “reverencia” de frente pra outra pessoa, abaixando o tronco e a cabeca. Quanto mais “abaixada” for sua reverencia, mas sincera e profunda eh seu agradecimento.

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