04
Jun
2014
Budapeste: Széchenyi Spa Termal
Escrito por Adriana Miller

Budapeste se auto intitula como a capital dos spas da Europa: não sei se o titulo é oficial, mas acho difícil alguém bater as estatísticas.

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No total são 118 fontes de aguas termais em Budapeste, com temperaturas que variam entre 21 e 78 graus e o mais variado leque de minerais e propriedades. Historicamente, além do beneficio óbvio da agua limpa e quentinha amplamente disponível, as propriedades medicinais das aguas se espalharam pela Europa, e Budapeste se tornou um grande centro medicinal durante a ocupação Romana no centro-leste Europeu.

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Mas foi no século 16, durante a ocupação Ottomana que a cultura dos spas realmente se propagou entre os Húngaros: afinal juntaram a abundância de aguas medicinais disponíveis, com a cultura dos Hammans (banho turco) dos Turcos, e pronto. Receita de sucesso duradouro!

Hoje em dia, Budapeste tem mais de 15 Spas termais (não incluindo spas “normais” de hotéis e estética), alguns de construção e estrutura centenária (como é o caso do Rudas Bath, que existe desde 1500), que mantém o ritual super presente na cultura local.

Na verdade eu só passei a dar atenção mesmo aos Spas Húngaros quando comecei a trabalhar com uma menina de Budapeste, uns 2 anos atrás. Segundo ela (que tem trinta e pouquinhos anos) é isso que fazia sua família quando era criança, depois passou a fazer com seus amigos quando era adolescente e na faculdade, e agora é seu programa preferido quando volta pra Budapeste.

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Sabe essa coisa de carioca marcar uma praia & barzinho? Em Budapeste a programação é ficar pulando de piscina em piscina, batendo papo com os amigos, ou confraternizando com a família. Ela vai do aeroporto direto pro Spa, encontra todo mundo na piscina X e lá mesmo já se arrumam e caem na balada.

Achei isso o máximo! Entoa não queria deixar de experimentar de jeito nenhum!

Nos escolhemos o Széchenyi Furlo pra passar o domingo a tarde, por ser o maior e mais conveniente para nosso roteiro (pois ele fica dentro do Parque da Cidade, no coração de Peste), mas também tínhamos considerado o Gellért, que apesar de menor (fica no lado Buda), é mais histórico e (aparentemente) mais bonito por dentro, sendo uma boa opção para o inverno.

Mas achei o esquema das piscinas externas do Széchenyi incríveis, além das muitas piscinas internas (mas achei o interior meio caidinho – mas não esqueçamos que esse spa eé do século 18, e muita coisa ainda eé original e “histórica”), além da localização e de ser o maior complexo de aguas naturais da Hungria e da Europa.

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Na verdade ele me lembrou um pouco a “Blue Lagoon” na Islândia – aquela abundância de agua quentinha e azul a céu aberto. A diferença é que em Budapeste, as fontes e “laguinhos” termais foram transformados em piscinas e com todo um complexo de suporte (na Islândia é mais “ao leu” e natural).

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Eu e a Monica aproveitamos também pra curtir os pacotes de Spa que eles oferecem (você pode pagar pra entrar e apenas usar as – muitas – piscinas, ou pode fazer massagens e tratamentos de spa também), então passamos boa parte do nosso tempo na PalmaHaz, um jardim de inverno climatizado, e com uma decoração toda meio “tropical”, com lounges, redes, sofás e espreguiçadeiras, bares de chás e sucos de frutas, e claro, salinhas de tratamentos.

Foi difícil ir embora, mas ainda queríamos curtir o restinho das piscinas e do spa antes de ter que voltar pro aeroporto!

Para entrar e usar as instalações do Széchenyi, basta comprar sua entrada lá mesmo, direto na bilheteria, ou on line ou através de vouchers no seu hotel (foi o que fizemos). Como fomos num domingo, nos aconselharam não deixar pra comprar na hora, pois como a capacidade é limitada, as vezes formam umas filas enormes (principalmente na alta temporada – auge do verão, ou auge do inverno, e nos fins de semana), então já chegamos lá com vouchers na mão e entramos direto.

 

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incánsavel e apaixonada por fotografia e historia.
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9
03
Jun
2014
Four Seasons Hotel Gresham Palace Budapest
Escrito por Adriana Miller

Se tem uma coisa que eu realmente noto que mudou em minhas viagens nos últimos anos, sem duvida alguma são as opções de hotéis. Por um lado, sem duvida alguma é a idade. Aos 23/24 anos quando comecei a escrever esse blog, qualquer viagem era viagem, mesmo que embarcasse sem a menor ideia de onde iria dormir. Critérios como “limpeza” e “conforto” eram absolutamente supérfluos, quando na verdade o que me interessava mesmo era o combo preço (baixo) e localização (boa). Então já me meti em altos muquifos pelo mundo afora, e não me arrependo de nenhum!

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Por outro lado, não dá para negar que viajar a trabalho abre portas a todo um novo mundo de mordomias que até uns anos atrás eu não valorizava, mas depois que você começa a perceber a diferença no conforto, no nível de serviço e em todos os detalhes oferecidos por hotéis superiores, não da para negar que nosso nível de exigência muda, e ai finalmente passei a dar valor a pequenos extras, que são apenas isso – extras e supérfluos – mas que fazem uma diferença enorme! Um de meus principais motivos para sempre ter acho que não valia a pena pagar muito pela hospedagem era aquele clássico de que “quase não vou ficar no hotel mesmo” – mas com a Isabella isso mudou, e acabamos passando bem mais tempo no hotel e dependendo mais de sua infraestrutura por causa dela.

E por fim vem as “desculpas” – se estou viajando com o Aaron e a Isabella, queremos um lugar confortável, com bom serviço e luxo por causa dela. Se estou sem ela, é porque quero aproveitar a “liberdade” e poder curtir os extras um pouco mais (seja uma cama super macia, seja o spa ou um bar badalado no hotel).

Então ao planejar uma viagem com minha irmã e uma amiga, queríamos ficar hospedadas com conforto, boa localização, e sem dúvida alguma, luxo! Afinal, era uma ocasião especial estarmos em Budapeste juntas e como só nos vemos 1 ou 2 vezes por ano hoje em dia, então passar perrengue estava fora de cogitação!

O Four Seasons é um hotel dos sonhos, em qualquer lugar do mundo, mas o de Budapeste é especial! Então quando a equipe de RP nos convidou a conhecer o hotel, nem tive que pensar duas vezes.

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Primeiro porque ele faz parte da historia e da paisagem da cidade – o Gresham Palace foi construido em 1827 como um complexo de apartamentos de luxo, mas cerca de 1 século depois foi inteiramente abandonado durante as guerras. Apenas em 1991, com a queda do socialismo, o prédio foi comprado com uma rede hoteleira, e após a aquisição do Four Seasons, o Gresham Palace ficou 9 anos sendo reformado, para garantir que sua arquitetura original Neo-Classica seria preservada.

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E em segundo – e principal – lugar é sua localização. Nem da para discutir que o Four Seasons é o hotel mais bem localizado de Budapeste – você abre a porta (ou a janela do quarto) e da de cara com a Ponte das Correntes, o principal símbolo da cidade, o que nos deixou a poucos metros de distancia de Buda, mas também de outras das principais atrações do lado Peste, como o Parlamento Húngaro a 3 quarteirões de um lado, e a Andrassy Ut a poucos quarteirões do outro lado.

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E eles se superaram na atenção aos detalhes: da cesta de frutas nos esperando no quarto, as sugestões de restaurantes do concierge, e ate mesmo uma coisa bem bobinha, mas tão legal (e que nunca vi nenhum outro hotel fazer – seja 5 estrelas ou não: na véspera do nosso check out, a camareira deixou saquinhos de plástico no banheiro juntos com as miniaturas de amenidades (da L’Occitane!) já prontas para serem levadas para casa no avião.

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Posso dizer o quanto achei isso legal?! Porque convenhamos, todo mundo adora levar as miniaturas dos hotéis para casa (eu AMO!), e tem capricho maior do que ser simpático ao ponto de dizer, ainda que indiretamente: “nos sabemos que nossas miniaturas são muito boas, então toma. Leva para casa, e coloca nesse saquinho, para não confiscarem no aeroporto!”.

Ahhhhh! Achei muito fofo!

E foi um festival de simpatia e detalhes, que nos fazem sentir especiais o tempo todo – outra coisa que eu adorei foi poder reservar nosso pacote nas termas Széchenyi direto com eles, e de quebra ainda nos deram um “kit spa”, com toalha e roupão de banho do Four Seasons, além de chinelinho, touca de banho e miniaturas L’Occitane, dentro de uma bolsinha de tecido que acabamos carregando pela cidade toda no domingo!

Com certeza deu um toque especial a mais no nosso fim de semana – não foi a primeira e definitivamente não será a ultima vez num Four Seasons pelo mundo!

 P.S: Política de parceria: todo conteúdo desse blog reflete a minha opinião e experiência pessoal. A rede Four Seasons de hotéis construiu uma política de muita cordialidade e parcerias com blogueiros mundo a fora, porem minha hospedagem em Budapeste não foi cortesia e esse post não foi pago.

 

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7
02
Jun
2014
Roteiro de fim de semana em Budapeste
Escrito por Adriana Miller

Viajar e conhecer lugares novos eh sempre uma delicia, mas as vezes nada se compara a sensação de poder voltar a alguma lugar maravilhoso e rever suas impressões.

E digo rever com um duplo sentido: re-visitar, re-tirar fotos, re-curtir o lugar. Mas também rever seus conceitos, o que gostou ou não em determinado destino e quais serão suas novas impressões. As vezes o lugar mudou muito (lembram da transformação da Malasia?!), e outras vezes, foi você quem mudou – mudou de opinião, de perspectiva do mundo e de expectativa (como por exemplo mina re-visita a Veneza uns anos atrás).

E Budapeste foi exatamente isso.

Por um lado tinha muita vontade de voltar – nunca tive nenhuma impressão negativa da cidade, mas confesso que me surpreendi quando re-li meu post sobre mina primeira viagem a cidade, quase 7 anos atrás. A pesar de ter sido uma viagem muito legal, e uma cidade incrível, eu ressaltei muitas coisas negativas também, que com o passar dos anos, evaporaram completamente da minha memória.

Mas o que importa é que sempre quis voltar! Eu tenho um fascínio pelo Leste Europeu – sua cultura, historia, arquitetura, culinária… É sempre o tipo de lugar que me sinto “na Europa”, muito mais que outras áreas do continente. Sim a Espanha é super legal, o Sul da Franca incrível, e a Itália riquíssima, mas nada se compara a sensação de “velho mundo” que sinto nessa região central-leste Europeu!

Então quando mina irmã estava planejando sua visita a Londres, queríamos fazer algum programa so nos duas, ela queria conhecer algum país/cidade novo pela Europa, e imediatamente pensamos em Budapeste!

E lá fomos nós, de sexta a noite a domingo de tarde para Budapeste, eu, Mônica e Carol (uma amiga da Monica que estava dando um rolé pela Europa na mesma época), que já conhecendo a cidade, eu sabia que seria mais que suficiente.

Nosso voo chegou relativamente tarde na sexta feira, então ficamos apenas curtindo o hotel e planejando o dia seguinte.

Mas nosso sábado começou cedo! Ficamos hospedadas no – incrível! – Four Seasons (um post sobre o hotel já já!), que tem uma localização imbatível, exatamente em frente a “Ponte das Correntes”, então nem gastamos tempo nenhum pra chegar nos pontos turísticos!

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Fomos direto em direção a ponte, atravessamos o rio Danúbio, e cruzamos para o lado de Buda, que eh a area mais “nobre” e histórica da cidade.

A cidade eh dividida em duas, o lado Buda fica no alto da colina, no lado norte do rio Danúbio, sendo uma região mais nobre, histórica e artística. Enquanto Peste, no lado sul e lado “baixo” da cidade, eh mais residencial, porem também sedia a administração do governo (o parlamento fica no lado Peste) e o comercio da cidade.

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Chegando em Buda tínhamos a opção de enfrentar a fila e subir Buda usando o serviço do funicular, mas como a fila estava muito grande, fomos andando mesmo e valeu a pena!

Além de ter sido super rapidinho, de quebra a subida pelo parque ainda oferece vistas incríveis da cidade!

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Lá em cima, nossa primeira parada foi o Palácio Magyar Nemzeti, que hoje em dia sedia o Museu de História Húngara, e a pesar de que optamos não entrar, não pode ser ignorado – a construção domina totalmente a vista da cidade, e eh a imagem mais marcante de Buda!

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Sua posição privilegiada e construção imponente, garantiram que além de não ter sido destruído durante a guerra, ainda foi eleito para sediar o “governo” nazista (e posteriormente, Soviético) durante as guerras e ocupações da Hungria.

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Mas estando lá em cima não sabemos se tiramos fotos do palácio ou da vista da cidade! Realmente Budapeste é muito harmônica e muito fotogênica, principalmente a vista de Buda para Peste.

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Nos fundos do palácio temu m outro jardinzinho, com as esculturas, fontes e um mercadinho bem fofo, cheio de souvenirs e produtos típicos da cidade (os linhos bordados e caixinhas de madeira são lindos! Ótimo para quem gosta de jogos de mesa mais elaborados e delicados).

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Bem do lado do museu esta o palácio presidencial Sandor, que a pesar de que arquiteturalmente fica meio escondido entre seus vizinhos, de hora em hora eles fazem um (mini) troca da guarda, e todos os dias ao meio dia em Ponto, os guardinhas fazem uma aprensentação de troca da guarda e “malabarismos” de suas armas!

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Por acaso chegamos lá em ponto e conseguimos assistir a apresentação, que foi super interessante!

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Por fim o ponto alto de qualquer visita a Buda eh a Igreja Sao Matias com seu interior dourado e seu telhado coloridíssimo!

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Além de claro, a estrutura do Halászbástya, que é tipo uma varandinha, meio castelinho que debruça na colina de Buda, bem de frente ao Parlamento Húngaro, e a eh a cena mais típica da cidade!

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Na parte da tarde, voltamos ao lado Peste da cidade e fomos direto ao Parlamento!

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O edifício é aberto a visitação, mas dividido em duas áreas: a Biblioteca do parlamento, que deve ser reservada com antecedência e apenas disponível por telefone ou pela internet, ou uma tour mais geral, que também pode ser comprada on line ou no próprio dia da visita (mas nao vendem ingressos com antecedência lá na bilheteria).

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Não reservamos nada com antecedência pois achei que seria difícil programar exatamente onde estaríamos a que horas, mas ainda assim conseguimos ingresso para aquela tarde.

Infelizmente tivemos a brilhante ideia de então parar para almoçar e descansar um pouco e fomos andando em direção a Catedral de São Estevão.

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A verdade eh a ideia realmente foi ótima, e a comida muito, muito boa! Maaaaaas… relaxamos tanto com nossos Goulash que perdemos totalmente a hora da visita ao Parlamento!

Nao consegui lembrar exatamente o nome do lugar onde almoçamos, mas fui numa birosquinha bem com cara de pega-turista, na rua principal da Catedral – mas nos surpreendemos o quanto a comida estava maravilhosa! (pedimos Goulash de entrada, que eh a sopa típica da Hungria – com carne, paprika e muito temperadinha!), e de prato principal, algumas opcoes típicas, como a carne de cozimento lento no molho de paprika e mini dumplings caseiros e picles, e o frango assado com uma massinha tipo gnochi e molho de ricota defumada.

Realmente era de se esperar que perdemos totalmente a hora!

Então como economizamos o tempo da visita no Parlamento, fomos seguindo em direção a Andrassy Ut, a rua principal da cidade, e também uma das mais comerciais, e onde estão as principais lojas high-end da cidade e muitos de seus museus históricos.

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Logo no começo da rua esta a Opera de Budapeste, considerada uma das mais bonitas da Europa, e a pesar de que a Hungria não é exatamente conhecida internacionalmente por sua música clássica, os Húngaros são um povo muito musical, e portanto dão um prestigio enorme a sua Opera!

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A Opera de Budapeste pode ser visitada por dentro (além de que as performances sao vendida ao publico, então você pode comprar seu ingresso para assistir uma Opera em Budapeste la mesmo! Deve ser o máximo!), mas apenas com visitação guiada e que acontece todos os dias, apenas as 3 e as 4 da tarde. A compra e reserva dos ingressos para visitacao devem ser feitas diretamente la na Opera (na lojinha de souvenirs).

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Ah! Outra area comercial que vale a pena mencionar ali nos arredores da Andrassy Ut e a Ponte das Correntes em Peste é a Vati Utca, que é uma outra região comercial mais “normal” (leia-se: menus Gucci e Louis Vuitton, e mais Zara e H&M).

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Mesmo para quem não pretende fazer compras, vale a visita, pois a Vaci Utca é uma das ruas principais do bairro Judeu de Budapeste, que após ter sido dizimado durante a segunda Guerra, foi parcialmente construido e possui Sinagogas e edifícios lindíssimos!

E a noite, é por ali que estão os barzinhos, clubs e restaurantes que atraem os muitos grupos de amigos e despedidas de solteiro(a) a cidade! (que eh um dos top destinos para festerês e despedidas de solteiro(a) na Europa!).

Nos jantamos ali perto, no Kiosk que é muito legal e vale demais a dica!

No dia seguinte, domingo, acordamos com um dia bem cheio e chuvoso, o que atrapalhou nossos planos, mas ainda assim tentamos continuar passeando pela cidade.

Então logo de manha, voltamos no parlamento para tentar comprar novas entradas para fazer o tour – mas acabamos desistindo, pois nao queríamos esperar demais…

Aproveitamos também que estávamos por aqueles lados de Peste e demos uma passadinha na Estação de trem de Budapeste, na Praça Eiffel – pois como o nome sugere, a construção foi desenvolvida pelo arquiteto Francês Gustave Eiffel.

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Então voltamos para a Andassy Ut, para tentar ver o resto da avenida, que não tinha dado tempo no sábado.

Uma das atrações mais interessantes da avenida eh o “Museu do Terror”, que eu preferi não ir dessa vez, mas passei algumas horas por la na mina outra visita a Budapeste e realmente é um museu que vale a pena demais!

Confesso que ele é bem pesado, saímos de lá de estômago embrulhado (mesmo não conseguindo entender muita coisa, já que o museu quase todo esta apenas em Húngaro!), mas é um prato cheio para os amantes de historia e do passado conturbado do Leste Europeu no ultimo século.

Então dessa vez, em vez de irmos ao Museu do Terror, fomos direto para a Praça dos Heróis, que marca o final da Andrassy Ut, e homenageia todos os veteranos e vitimas das muitas guerras em que a Hungria fez parte (e foi vitima).

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A praça, além da pilastra central e suas estátuas em semi circulo, a praça também é cercada por outros dois museus: o Museus de Finas Artes e o Kunsthalle “Palácio das Artes”, que para quem for fã de arte e tiver mais tempo na cidade, vale a pena.

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Bem atrás do Praça dos Heróis esta o Parque da Cidade, o principal parque de Budapeste, e que foi sendo construido ao longo dos séculos, por encomenda de vários nobres que comandavam a cidade, ou para comemorar determinados momentos da historia do país.

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Como eh o caso do Vajdahunyad Castle, um castelinho cercado pelo lago no centro do parque, que foi construido em 1896 para a comemoração do Festival do Milênio, que comemorou os mil anos de história Húngara.

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Além da linda vista do lago, o que faz dessa construção tão única eh sua mistura de estilos arquitetônicos, como se fosse um “calendário” de todos os estilos e todas as misturas disponíveis na cidade.

E claro, também é lá no Parque da cidade que fica as principais termas e Spa de Budapeste, a Széchenyi!

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Já que o dia estava feio mesmo, desistimos da turistagem e fomos passar o resto da dia relaxando nas piscinas termais! 9que claro, vai merecer um post exclusivo, pois foi uma experiência única e muito divertida!)

Antes de voltar pro aeroporto, almocamos na varandinha do hotel Mirage que servem uns sanduíches bons demais! (e de quebra com a vista da Praça dos Heróis!).

 

Budapeste na Pratica:

 

-          Brasileiros não precisam de visto para visitar a Hungria, e a cidade pode ser acessada por voos diretos vindos de todo o mundo, ou com escalas em outras capitais Europeias. Saindo de Londres, nos voamos Wizz Air (que eh um empresa Low cost dedicada aos destinos no Leste Europeu), mas a EasyJet e Ryanair tambem voam para Budapeste, assim como as cias mais tradicionais, como British Airways, Air France, Alitalia, KLM, etc.

-          O aeroporto internacional é conectado ao centro da cidade por transporte publico – trens e ônibus, circulam frequentemente entre os dois ate tarde da noite. Algumas empresas de low cost também fazem seu proprio translado e voce pode comprar sua passagem de onibus direto com eles (no site quando voce compra sua passagem, ou direto durante o voo). Tanto a Wizz Air, quanto a Easyjet tem ese esquema. Mas se seu voo chega tarde, ou sai cedo, uma corrida de taxi demora apenas cerca de meia hora e custa uns 30 euros. Mas tencao! Os taxistas sao meio golpistas e se nao ficar atento, volta e meia alguem tenta tirar vantagem dos turistas! (quase caimos num golpe logo na nossa chegada, e o cara quería nos cobrar 90€ em vez de 30€! Como a moeda local eh meio confusa, demorei um tempinho tentando fazer a conta e entender o que estaba acontecendo e me neguei a pagar! No fial ele disse que foi “um erro” no taxímetro e eu estaba certo, a corrida era so 30 Euros mesmo…)

-          A moeda local eh o Florint Hungaro, que tme uma conversao Ingrata e muito complexa… hehhhehe Na época da viagem a taxa era de 1 US$ para cada 223 Florints.

-          Budapeste eh um destino perfeito para ser conjugado com outras ciudades ali na regiao central do Leste Europeu, e ja vi muito roteiros que combinam Viena na Austria, com Praga na Republica Checa e Berlin, na Alemanha, por exemplo – seria um roteiro SHOW a ser feito de trem ou carro!

-          Na hora da hospedagem, tanto Buda quanto Peste sao boas opcoes e com muitos atrativos em volta, e seja onde voce se hospedar, com certeza vaia cavar atravesando alguma das muitas pontes da cidade para conhecer o outro lado tambem. Mas nas duas viagen suqe fiz a Budapeste, fiquei hospedada em Peste, e tenho a impressao que alem de ter mais opcoes de hospedagem, Peste eh mais “central”, com mais opcoes de transporte (de dia e de noite), lojas, restaurantes, cafes… enfim, a hospedagem em Peste facilita a “logística” da viagem.

-          Uma das coisas que me lembrava da mina primeira viagem a Budapeste em 2006 eram os precos, e como tudo por la era tao barato. Entao dessa vez me surpreendi com o quanto achei tudo tao caro! Hoje em dia os precos de Budapeste se equiparam com qualquer outra capital Europeia, e ja deixaram de ser um destino super em conta. Os hoteis custam o mesmo que custariam na Espanha e Italia por exemplo (mas continuam mais baratos que Paris e Londres, sem duvidas), e a comida, atracoes e ate mesmo taxis custam um preco bem padrao Europa.

-          Mas em compensacao, outra coisa que me lembro da mina primeira viagem a Budapeste era o contraste da pobreza e as marcas do passado soviético ainda recente. Bem, isso tambem mudou! Nada que um banho de loja estilo “agora fazemos parte da comunidade Europeia” nao resolva! A cidade esta mais limpa, os predios antigos recuperados e restaurados, e os contrastes estao menos evidentes. Por um lado, isso tras o aumento dos precos, e o fim das “pexinxas” do Leste Europeu, mas em compensacao tras mais empregos para os locais, melhores infraestruturas e uma sensacao de uma cidade bem mais segura e agradavel.

 

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33
30
May
2014
Tóquio: Shinjuku e Rappongi
Escrito por Adriana Miller

Tanto Shinjuku quanto Rappongi são outros dois bairros de Tóquio que só visitamos super rápido, então não tivemos muito tempo de explorar a fundo. O engraçado é que ambos são conhecidos por seus “ícones” a serem visitados (que na verdade não são muitos em Tóquio, o legal da cidade eh mesmo ir visitando e conhecendo os bairros e as diferentes áreas da cidade).

Pelas ruas de Shinjuku

Pelas ruas de Shinjuku

Em Shinjuku estão as torres gêmeas do governo, que vimos de longe, mas acabamos não chegando muito perto por dois motivos simples: pra começar, que não foi uma visita planejada – estávamos voltando pro hotel no fim do dia e quando o metro passou por lá, pensamos: vamos descer aqui e dar uma voltinha?

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Porque não, né?

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Shinjuku é bem espalhada, dividida entre a região leste (mais antiga) e a oeste que eh bem nova e bem “business” com muitos prédios empresarias, sedes de empresa, e nós pegamos exatamente o contra-fluxo dos executivos saindo do trabalho e marchando em direção ao metro.

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Hora do rush em Shunjiku

O dia já estava escurecendo e esfriando, e enquanto tentávamos nos encontrar naquele bairro gigante nos demos conta de uma de suas principais características: eletrônicos e tecnologia de ponta!

Apesar de que Akihabara leva a fama de ser o bairro dos eletrônicos, as novidades e lançamentos estão mesmo em Shinjuku!

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Em Shinjuku estão 3 das maiores e melhores lojas de eletrônicos e fotografia da cidade, então entramos na primeira por curiosidade (a Yodobashi), começamos a ver as novidades, etc, e foi ai que descobrimos que no Japão o tax free eh dado no ato da compra (ao contrario da Europa que rola tda uma burocracia chata), e nos daria um belo desconto e vimos algumas câmeras que já tinham sido lancadas no Japao que nao vao chegar no ocidente, ou então teríamos que esperar muitos meses (foi lá que me encantei com a nova Camera Canon que comprei e postei no Instagram!), mas… estoque esgotado!

Então virou nossa missão achar as outras lojas, e acabamos gastando horas por Shinjuku só indo de loja em loja cacando as novidades da Canon!

Já Ripoongi é conhecida entre turistas por dois motivos: o mercado de peixes e sua vida noturna!

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E sinceramente, eu não tinha o menor interesse em visitar o mercado as 4 da manha, e por mais que adoramos uma badalação-noturna, não rolou nada muito animado nesse viagem por causa da Isabella.

Pelas ruas de Rappongi durante o dia

Pelas ruas de Rappongi durante o dia

Mas queríamos conhecer o bairro assim mesmo – é por lá que esta a “Tokyo Tower”, um dos símbolos da cidade, e que junto com a (recen inaugurada) Sky Tower (nas redondezas do templo Asakusa) oferece ótimas vistas da cidade a partir de suas plataformas de visitação.

Tokyo Tower

Outra area interessante de conhecer eh o Ripoongi Hills, um “parque” artificial que eh conectado com shoppings, predios e mil e uma coisas. Quando chegamos por la, demos de cara com uma grupo escolar mais ou menos da idade da Isabella e ela adorou brincar nos jardins com as criancas Japonesas e suas professoras! (as criancinhas eh que nao gostaram muito dela, porque ela abraca e beija todo mundo! Hahahaha).

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A avenida principal do bairro eh a Rappongi Dori, e eh ali (ou a partir dali) que estão espalhados as dezenas de bares, clubs, karaokes, e casinos que fazem a fama do bairro, mas encontramos um pequeno contratempo: fomos a Rappongi no meio da manha e estava tudo fechado e as moscas…

Os jardins suspensos de Rappongi Hills

Os jardins suspensos de Rappongi Hills

Então passeamos um pouquinho por lá, mas realmente não valeu muito a pena passar tempo demais. Queríamos muito ter voltado a noite, mas além dos horários da Isabella, acabamos deixando Rippongi pro ultimo dia, então não tivemos tempo mesmo de voltar por lá.

E ai ficamos pensando, pensando e debatendo se valeria a pena ou não subir a Tokyo Tower, e acabamos decidindo voltar e fazer outra coisa – afinal Tokyo não é o tipo de cidade que tem um skyline super marcante nem vistas espetaculares, então preferimos não gastar muito tempo por lá e fomos seguindo viagem…

 

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4
29
May
2014
#CorreTatiCorre
Escrito por Adriana Miller

Quem me acompanha ha um tempinho aqui no blog e nas redes sociais, já ouviu falar da minha amiga e BFF (Best Friends Forever! LOL) Tati-brow.

E nossa amizade sempre gera curiosidade: nos conhecemos aqui em Londres mesmo, através de uma amiga em comum (que por sinal, é a mesma amiga que me convenceu a criar o blog, ha 10 anos atrás! Valeu Dedéia!), e sabe quando o santo bate?! Pois é, paixão a primeira vista.

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E por que ela virou Tati-brow? Porque a Tati é brow…. mór bróder…. (puxaaaando no sotaque Carioca, já que ela é super Paulistana!).

Somos muito diferentes, mas ao mesmo tempo, super iguais. Uma sacaneia a outra e rimos de nós mesmas o tempo todo. Sabe aquela coisa de irmã? Eu sacaneio as frescuras dela e ela reclama que minha casa é zoneada demais. Desse tipo.

Mas quem conhece essa menina alegre, atenciosa e amorosa hoje em dia não sabe o quão vencedora ela é! A Tati tem um passado triste, uma infância lutando contra a leucemia e a sombra do câncer ao longo de toda sua vida.

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Mas o universo é ixxxxperto e guardou ela pra gente, e a Tati é a uma das pessoas mais fortes, disciplinada e correta que conheço!

Ano passado ela levou outro susto do câncer (que foi só um susto1 Ufa!) e resolveu cuidar melhor de si mesma e retribuir um pouco todas as bênçãos que teve na vida, e mudou de uma vida sedentária a corredora levada a sério, e resolveu se juntar a milhares de pessoas aqui na Inglaterra e ajudar a patrocinar as pesquisas anti câncer da organização “Cancer Research UK” – afinal, infelizmente o câncer afeta todos nós (eu mesma já perdi um avô, uma avó e uma tia avó pra essa doença maldita!), e infelizmente nem todos tem a mesma sorte de dar a volta por cima como a Tati teve!

A corrida do “Race for Life” (“corrida pela vida”) é esse sábado aqui em Londres, e eu e a Isabella vamos nos juntar ao Team Tati com algumas outras amigas, e mais milhares de outras pessoas num parque para correr 5 quilômetros pela cidade.

Quem quiser contribuir para a causa, pode ajudar o “Time Tati” a patrocinar as pesquisar da organização, doando (qualquer coisa ajuda!) nesse link aqui.

E sábado, eu, Isabella e Tati estaremos cobrindo tudo ao vivo, e torcendo para que cada vez mais o mundo possa ser presentado com almas lutadoras e vencedoras como a Tati!

 

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incánsavel e apaixonada por fotografia e historia.
Siga me!
Categorias: Amigos, Corrida e Esportes, Pessoal
25
28
May
2014
Japão e Coreia do Sul: manual de instruções (transporte, comunicação, comidas e curiosidades)
Escrito por Adriana Miller

Poucas viagens pelo mundo hoje em dia geram tantos comentarios conflituosos quanto viagens para a a Asia – a diferenca de cultura, a incompreencao dos costumes, o medo da lingua ou da comida. Cada viajante (ou aspirante a) tera sua lista de impecilhos a viajar para o outro lado do mundo.

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E a cada nova viagem para esse outro lado do mundo, fui descobrindo e desmistificando certas coisas e chegando as minhas proprias conclusoes: seja a comida na India ou o comportamento do Chineses. E claro, uma viagem ao Japao nao poderia ser diferente.

A expectativa era tao alta, que acabou nos fazendo adiar essa viagem por muitos anos – quantas e quantas vezes ja nao ouvi falar sobre o quanto o Japao era absurdamente caro, que os Japoneses nao falam nada de Ingles, ou que o sistema de transporte era impossivel de ser decifrado.

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Sera mesmo que seria tao dificil e tao impossivel assim?! E ate mesmo uns dias antes de embarcar, saimos pra jantar com um amigo do Aaron que passou a noite toda repetindo como era dificil andar por Toquio, e todas as dificuldades que enfrentariamos por la… Confesso que a apreensao era tao alta quanto a expectativa.

Sim, ja viajamos por inumeros paises na Asia, mas naquele lado do mundo, mais que qualquer outro lugar, cada pais eh completamente diferente do outro, e impossivel nao embarcar cheio de medos e duvidas – principalmente quando incluimos uma nova viajante de 1 ano e 3 meses nessa equacao!

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Ao longo da viagem tambem recebi muitas perguntas, tanto de amigos e familiares, quanto de leitores – entao vou tentar responder algumas das principais duvidas e dar minha opiniao sobre nossa experiencia tanto no Japao quanto na Coreia – e acreditem, na foi nada como esperavamos!

 

- Comunicacao: Lingua e as pessoas

Esse foi um dos comentarios que mais ouvi: no Japao ninguem fala Ingles!

Huuuum…. nao achei bem assim nao.

Pra comecar que o pais eh super bem preparado para receber turistas, entao praticamente todos os lugares por onde passamos encontramos alfabeto ocidental, traducoes em Ingles, fotos/imagens e o que mais fosse preciso para ajudar os nao-falantes de Japones a entender o que era necessario.

E no geral, achei o nivel de Ingles bem bom, um padrao bem “Asia”, equiparavel com a China ou Tailandia por exemplo. Ou seja, quase todo mundo sabe o basico, responder perguntas basicas e dar informacoes basicas. Mas se voce quiser comecar a filosofar sobre a crise da Venezuela e a guerra na Siria, ai a coisa complica.

Informações e mapas em Inglês pelas ruas de Tóquio

Tudo bem que nos so passamos por lugares super turisticos, e nao fizemos uma viagem nada “desbravadora” nos cantinhos secretos do Japao, entao todas as pessoas que tinhamos que lidar ao longo dos dias ja tinha um scrip de perguntas e respostas na ponta da lingua, e o resultado eh que sempre conseguimos as informacoes que precisavamos.

Em Seoul, na Coreia do Sul, o nivel de Ingles foi ainda mais alto, e ate rolaram alguns papos mais profundos com pessoas aleatorias no metro, restaurantes e lojas – ate porque a curiosidade era maior, ja que a Coreia eh bem menos turistica que o Japao, e acabamos chamando bem mais atencao por onde passamos.

Informações em Inglês e Japonês nas estações de Tóquio

Algumas tecnicas que fomos aprendendo ao longo de varias viagens pela Asia tambem ajudaram:

Sempre levar o nome/endereco dos lugares em Japones ou Coreano, pois assim ficava mais facil se comunicar com mimica ou apontando no mapa onde queriamos ir (os hoteis te darao um cartao de visita com o endereco e instrucoes na lingua local, que voce pode mostrar pro motorista ou pessoas na rua por exemplo. Ou no minimo, vale a pena baixar na internet o endereco de seu primeiro destino antes mesmo de embarcar).

Placas de ruas em Inglês e Japonês

Isso foi importantissimo principalmente na Coreia, pois achamos o Coreano impossivel de ser pronunciado (e nem to falando do alfabeto deles nao, a propria “traducao” cheia de consoantes, Gs e Ns dava muitos nos na lingua). Entao mesmo com o nome de certos lugares escritos em “Ingles”, nao conseguiamos pronunciar corretamente o suficiente para nos comunicar. Ja no Japao isso foi mais facil, pois achei que o Japones “se fala como se le”, entao pronunciar nomes e enderecos nao foi dificil.

Placas de rua em Inglês e Japonês

Eu sempre carrego um guia de viagens comigo (gosto da versao em papel pra planejar a viagem, alem de sempre carregar comigo no dia a dia da viagem, e porque gosto de colecionar!), que geralmente trazem as informacoes principais (como enderecos chafe, nomos dos principais pontos turisticos etc) na lingua local – entao na hora do perto que vc nao consegue achar o templo X de jeito nenhum, eh so parar alguem na rua, apontar pro nome  (na lingua local) no seu guia e pronto!

 

- Navegando e se locomovendo pela cidade e transportes

Como disse acima, as 3 cidades por onde passamos (Toquio, Quioto e Seul) sao super bem preparadas para recber turistas internacionais, e portanto nao tivemos dificuldade alguma em nos achar e nos locomover.

No metrô de Tóquio

No metrô de Tóquio

Em Toquio, os sistema de transporte eh incomparavel – tao completo quando assustador, mas bastou algumas horas para nos acostumarmos rapidinho com os esquemas.

A parte turistica de Toquio eh servida por dois tipos de servico: O Metro de Toquio e os trens urbanos do JR (Japan Rail).

Muitas das estacoes se sobrepoem, mas o unico problema eh que os dois servicos utilizam bilhetes diferentes, e muitas vezes as entradas da estacoes eram diferentes, entao para fazer baldeacao entre uma linha e outra, era preciso sair e entrar de novo na mesma estacao (mais detalhes no topico abaixo).

Mas por outro lado, as estacoes de toquio e de Seoul sao completissimas! Modernas, limpas, bem organizadas e com muitas informacoes em Ingles. Impossivel mesmo se perder.

Tanto em Toquio quanto em Seul todas as estacoes tem um mapinha na plataforma indicando onde estao as saidas, onde estao os banheiros, elevadores e escada rolante (todas as estacoes e todas as plataformas tem acesso a elevadores e banheiros – limpos! – que foi essencial com uma crianca pequena), saida de emergencia e e pontos de evacuacao em caso de emergencia (terremotos, tsunamis e afins).

Informações sobre a estação de metrô em Tóquio (na telinha dentro do trem)

As vezes significava que acabavamos pegando a saida mais longe da plataforma, so pra usar o elevador, mas como estavamos com a Isabella, carrinho e afins, valia a pena gastar uns minutos a mais procurando o elevador, do que ter que subir varios andares de escada (ainda que rolante) carregando ela.

E em ambas as capitais todas as linhas e estacoes de metro tem mapas em Ingles, anuncios em Ingles e informacoes em Ingles. Fomos preparados pra ter que rebolar e memorizar alguns caracteres Japoneses (como foi na Russia, por exemplo), mas nao foi o caso, mesmo! Mais facil impossivel!

E pelas ruas – pelo menos nas areas turisticas por onde passamos – tambem tinhamos sempre opcoes de mapas de localizacao e placas das ruas em Ingles, entao nao nos sentimos perdidos em situacao nenhuma! Foi facilimos navegar por Toquio, Quioto e Seul!

 

- Transportes internos (e o tal do JR Pass)

Apesar de ja ter falado um pouquinho do metro de Toquio acima, uma coisa que demoramos pra decifrar foram as passagens de metro e de JR urbano.

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No Metro de Toquio, o preco da passagem eh determinado de acordo com a distancia que voce vai percorrer, entao a cada nova viagem era preciso voltar na maquininha da estacao e decidir onde voce queria saltar – e assim era determinado seu custo.

Máquina de venda automática no metrô de Tóquio

E como precisamos de metro todos os dias, com muitas viagens pra cima e pra baixo, acabava sempre valendo a pena comprar o passe diario, que da acesso a viagens ilimitadas por todas as estacoes e zonas da cidade. Alem de compensar no preco, o passe diario garantia que economizamos no tempo que levava ter que ficar decifrando quanto ia custar cada perna da viagem e ter que enfrentar filas nas estacoes e re-comprar os bilhetes a cada novo destino.

Passagem de metrô em Tóquio: passe diário em cima, e viagem unitária em baixo

Nas linhas de trem urbano JR, o esquema dos bilhetes funcionava da mesma maneira: precos individuais determinado de acordo com a estacao de origem e estacao de destino, ou um passe diario de preco unico.

Mas com a vantagem de que quem compra o passe de trem JR tem acesso total e ilimitado as linhas e servicos JR dentro de Toquio!

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Muita gente compra seus passos JR pensando em trens bala e viagens longa entre as varias cidades do pais, e realmente essa eh a principal intencao do passe, mas mesmo para quem vai passar uns dias em Toquio, basta apresentar o JR pass na guarita da estacao e vc tem entrada livre em todas as linhas! Facilimo!

Mas entao vale a pena comprar o passe JR (Japan Rail) mas para quem vai ficar pouco tempo, ou passar por poucas cidades?

Bem, sim e nao.

Na verdade nos acabamos so comprando nossos JR Pass nas vesperas da viagem, pois realmente ficamos na duvida ate o finalzinho, mas acabamos decidindo pela praticidade do passe.

JRpass

A verdade eh que como passamos apenas por Toquio e Quioto e nunca foi nossa intencao fazer uma gazilhao de bate e voltas, na ponta do lapis o custo do JR nao valia a pena. Fizemos uma estimativa de custo e vimos que se comprassemos cada viagem avulsa, economizariamos cerca de 30 dolares cada um (sem contar transporte urbano em Toquio).

Mas ao mesmo tempo isso significaria que teriamos que comprar passes para usar o JR em Toquio todos os dias, teriamos que gastar nosso tempo para comprar passagens das viagens avulsas, entao acabamos decidindo que o custo-beneficio de gastar um pouquinho a mais e ter o passe em maos durante toda a viagem, valia a pena pela economia na mao de obra.

Guichês de reservas e compra de passagens de trens JR

E realmente foi facilimo e acabamos usando os passes JR muito mais que imaginamos, tanto em Toquio quanto em Kyoto – em toquio usamos nos trens urbanos e para passar o dia em Hakone, e em Kyoto usamos para visitar alguns templos fora do centro da cidade, usando os trens urbanos JR.

Os unicos detalhes que devemos prestar atencao em relacao ao JR Pass sao:

Esse passe eh exclusivo para extrangeiros visitando o Japao e portanto so estao a venda FORA do japao. Se deixar pra decidir depois que voce estiver por la, ja era.

Posto de atendimento do JR no aeroporto em Tóquio

No proprio site do Japan Rail voce pode procurar as agencias de viagem autorizadas mais proximas de voce e efetuar a compra pela internet – aqui em Londres nos compramos pela Japan Travel Centre e recebemos nosso passe no dia seguinte (que foi a vespera de nossa viagem!).

Ao chegar no Japao, para comecar a utilizar o passe, eh necessario validar seu JR Pass nos postos de atendimento do aeroporto, e la mesmo voce decide qual dia quer comecar a usar seu passe (no nosso caso compramos o passe para 7 dias, mas passamos 8 dias no Japao – entao como queriamos usar o passe para ir de Kyoto ao aeroporto de Osaka, optamos por nao usar o passe no primeiro dia em Toquio, e utiliza-lo nos outros 7 dias da viagem).

 

Ja em Quioto nao existe metro, mas o sistema de onibus eh otimo e serve muito bem a cidade. Assim como o metro de Toquio, tudo vem escrito em Ingles, com muitas informacoes, mapinhas e anuncios de autofalante.

Logo na nossa chegada em Quioto, fomos no ponto de informacoes da estacao central (a estacao de Obinus eh exatamente em frente a estacao central de trens) e pegamos mapinhas das linhas de onibus (super util – o mapa ja mostra todos os templos e pontos turisticos e quais linhas de onibus vao de um ponto ao outro).

ônibus em Kyoto

ônibus em Kyoto

Os onibus de Quioto tambem operam com sistema de passe diario, que custa exatamente o preco de uma viagem de ida e volta – entao acaba saindo mais barato comprar o passe diario todos os dias, pois em Quioto dependemos 100% dos onibus.

Outra vantagem de comprar o passe diario eh que os onibus em Kyoto apenas aceitam moedas na quantidade exata do custo da passagem, sem aceitar notas, nem dar troco – nada pratico para turistas!

Mas uma coisa vale ressaltar: Quito eh MUITO grande, e MUITO espalhada, e os mapas da cidade e das linhas de onibus nao fazem jus ao tempo descomunal que se leva de um lugar a outro! Entao acabamos vendo bem menos da cidade do que tinhamos originalmente planejado, simplesmente porque gastavamos horas do nosso dia no onibus indo de uma ponta a outra da cidade.

Em relacao a acessibilidade, todos os onibus de Quioto sao de 1 andar apenas, com entrada pela traseira e centro do onibus, com acesso e espaco reservado para cadeiras de roda e carrinhos de bebe – entao foi tranquilissimo viajar de onibus pela cidade com a Isabella a tira colo (o dificil mesmo era entrete-la durante tanto tempo nas viagens de onibus pela cidade!).

Em Seoul nos aconselharam a apenas pegar metro, pois o sistema de onibus da cidade nao eh muito bom, e nada amigavel a turistas nao-falantes de Coreano. Mas em compensacao, o metro eh otimo, tao bom quanto em Toquio!

As estacoes sao limpas, acessiveis por escada rolante e elevador sempre, com muitas informacoes em Ingles.

 

Uma outra coisa que adorei nos sistemas de metro tanto em Toquio quanto em Seoul eh a organizacao e limpeza!

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Claro que a gente sempre ouve falar e assiste no Fantastico aquelas cenas de funcionarios de luva branca literalmente empurrando as pessoas dentro do metro no horario de rush – mas isso so acontece em lugares, estacoes e horarios muito especificos, e nao passamos por nenhum aperto (literalmente!) em momento algum (memso tendo pego metro algumas vezes durante horario de rush)!

Muito pelo contrario – os funcionarios das estacoes e plataformas sao super solicitos, os trens sao espacosos, e os passageiros sempre educados! Cada um concentrado em seu livro/Smart-phone numa boa sem incomodar o outro.

Máquinas de venda automática no metrô de Seul

E o principal: limpos! Claro que eu nao ia lamber o chao da parada, mas estou tao acostumada com o fedor impregnado do metro de Londres (eu e minhas amigas temos apelidos a cada linhda o Tube Londrino de acordo com seu fedor caracteristico! hahahah), que fiquei chocada com aquele chao limpinho sem um fio de cabelo ou uma migalha fora do lugar! A ponto de ficar nervosa catando as migalhas da Isabella pelo chao pra nao chamar a atencao nem incomodar os outros passageiros!

 

- Aeroportos

Toquio eh a principal porta de entrada do Japao, e seu aeroporto numero 1 eh o “Narita”, o maior do pais e um dos mais movimentados do mundo.

O problema de Narita (apesar de nao termos passado por la para poder dar minha opiniao em primeira pessoa) eh ser muito afastado da cidade – mas ainda assim ele eh bem servido por transportes publicos e pela linha JR, o que leva muita gente a se decidir pelo passe JR (que mencionei acima) justamente para poder economizar tempo e dinheiro ja na chegada a Toquio no translado entre o aeroporto e a cidade.

Porem Toquio tambem tem outro aeroporto internacional, o Heneda, que tem um perfil mais business e fica praticamente no centro da cidade!

Nem todos os luagres do mundo que voa para Toquio tem opcoes de voo a Haneda, mas como a “ponte aerea” Londres-Toquio eh uma linha bem movimentada de negocios, a British Airways tambem tem voos direto entre Londres e Haneda, entao foi esse que escolhemos!

Entrada para a linha JR no aeroporto Haneda em Tóquio

Resultado, alem de tambem ser servido pelas linhas de trem urbano JR conectando Haneda ao centro de toquio, tivemos tambem a opcao de pegar um taxi direto ao nosso hotel, que claro que foi um pouco mais caro, mas em compensacao foi bem mais rapido e pratico – principalmente com o fuso horario, noite virada e uma bebe jetlag-enta! Custou cerca de 30 dolares (mais barato que o trem, pra quem nao tem o JR Pass) e pouco menos de meia hora para ir de Taxi de Haneda ao Westin Toquio! Super confortavel!

Ja na saida do Japao, como passamos pela Coreia no caminho pra casa, nao valia apena voltar de Kyoto para Toquio so para pegar outro voo para Seoul, entao optamos voar de la mesmo, pelo aeroporto de Osaka Kansai.

Na verdade Kyoto nao tem um aeroporto proprio, sendo que o aeroporto internacional mais proximo esta em Osaka, a cerca de 1 hora (de trem) da estacao central de Kyoto. O trajeto entre Kyoto e Osaka dura cerca de 1 hora e tambem esta coberta pelas linhas do JR Pass, entao foi facilimo (e como tinhamos o passe – de graca), e acabamos economizando um dia de viagem por nao ter que voltar a Toquio pra voltar pra casa (ou no nosso caso, ir pra Coreia).

 

- Comida e alimentacao

Eu ja falei aqui outras vezes o quanto AMO comida Asiatica (esse post, esse post e esse post sao boas provas disso!), e sem duvida alguma, a comida Japonesa eh minha preferida no mundo.

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Entao estava imaginando dias a fio apenas comendo o melhor e mais fresco sashimi do mundo, os mais variados sabores de naguiris e afins, e sempre que via alguem comentado que nao tinha vontade de viajar pro Japao pois nao gostavam de peixe cru eu pensava com meus botoes: “nossa, eu vou amar esse paraiso culinario!”.

Ahhhhhhhhh Decepcao!!!!

Quer dizer, calma. Amei a comida no Japao, e comi muito bem todos os dias… mas cade o peixe cru que estava aqui?!?! Godzilla comeu!!

Gente, como era dificil (impossivel!) achar um restaurante de “comida Japonesa” por Toquio e Kyoto!

Eu fiquei lembrando de como quando fomos pra China ouvi tanto falar de como a comida era diferente, que a comida Chinesa na China era tao diferente da comida Chinesa que temos no Ocidente… e acabei nao achando nada disso – comi na China extamente as mesmas coisas que como na Chinatown de Londres ou de Nova Iorque, por exemplo.

Mas em compensacao, no Japao, isso nao poderia ser mais verdadeiro! Aqui estamos nos achando que os Japoneses passam a vida comendo peixe cru, quando na verdade o que eles comem mesmo sao muitas variedades de noodles, muito arroz com molhos de curry, sopas (com noodles ou arroz) ou comida internacional, igualzinha a que eu e voce comemos em Londres, Sao Paulo ou Nova Iorque (mas juro que Londres, Sao Paulo e Nova Iorque com certeza tem mais restaurantes “japoneses” que Toquio!).

Pastelarias Francesas em Tóquio

E ainda tem isso da comida internacional, a verdade eh que tinhamos que fazer um esforco pra fazer questao de comer em restaurantes “locais” com comida Asiatica, e nao nos rendermos as muitas redes de restaurantes internacionais, as infinitas opcoes de restaurantes Italianos e pra fugir da obcessao que os Japoneses tem pelas padarias Francesas!

Na verdade, dos 8 dias que passamos no Japao so comemos “peixe cru” na nossa primeira noite em Toquio, justamente no restaurante do nosso hotel – e varias das outras recomendacoes que recebi de amigos de “restaurantes Japoneses” tambem estavam dentro de outros hoteis internacionais, o que nos levou a achar que “sushi & sushimi” eh comida japonesa-ocidental! Hahahah!

Menus “visuais”

Eu sei que eles tambem comem isso por la, mas definitivamente ja nao tenho mais aquele imagem de familias inteiras comendo peixe cru todos os dias de suas vidas…

Mas a verdade seja dita, que realmente comemos muito bem no Japao, apesar de ter sido “diferente” do que esperava.

Um corredor inteiro só de noodles e miojos no supermercado em Kyoto

Nosso tipo de restaurante preferido acabou sendo os “fast food” tipicos japoneses – eles servem pratos a base de noodles e arroz, e voce escolhe seu prato no “cardapio” do lado de fora (que sao figuras de plastico imitando os pratos servidos), ai vai na maquininha de fazer o pedido (que tambem fica do lado de fora do restaurante e parece aquelas maquinas antigas que vendiam cigarro), coloca seu dinheiro e pega um ticket.

Peça pelo número!

Quando voce entra no restaurante (quase sempre minusculo!) eh soh entregar o ticket pro tiozinho no balcao, e segundos depois seu prato eh servido na sua frente no balcao!

Dentro dos restaurantes fast-food Japas!

Molhos de soja ou chili sao a vontade, assim como agua e chas, que ficam em jarras espalhadas pelos balcoes do restaurantes, e cada um vai se servindo. Simples, rapido, pratico e delicioso – alem de muito divertido!!

Outra opcao popular de comida “fast food” por la, sao os restaurantes onde os pratinhos sao servidos numa esteira rolante – esse eh um estilo de restaurante Japones super comum aqui em Londres, e achamos que seria a opcao perfeita pra comer sushi rapidinho e baratinho, mas a maioria deles tambem servia mini pratinhos de noodles e arroz (e como ja temos muitas opcoes desse tipo em Londres, preferimos conhecer outros tipos de restaurantes).

Alem disso, como a viagem foi corrida, e tivemos que nos manter (mais ou menos) na rotina de horarios da Isabella, raramente tivemos tempo e oportunidade de sentar com toda calma do mundo em restaurantes e pedir o menu degustacao com 10 pratos – entao tambem fizemos muito bom proveito das “Bento Box” disponiveis nas lojinhas de todas as estacoes de trem/metro pra levar no hotel, ou almocar nos parques. As Bento Box sao aquelas caixinhas de refeicao ja montada, tipo um marmitex Japa!

Bento Box para picnic no quarto do hotel!

E por fim, vale ressaltar que quase todos os restaurantes por onde passamos tinham opcoes de menu em Ingles, e mesmo os mais escondidos e que nao tinham nem uma letra em Ingles (como eh o caso dos fast food das maquininhas!), TODOS, dos mais bacanas aos mais chumbregas, sempre tinham as maquetes e modelos das comidas servidas, feitas de plastico e borracha, com os precos na vitrine do local, entao era sempre facil escolher o que queriamos comer, e gracas a Deus nao tivemos nenhuma surpresa desagradavel!

 

- Custos e compras

Eu ja falei sobre isso com mais detalhes nesse post aqui.

 

- Choque cultural

Bem, deixei esse topico pro final proque achei dificil racionalizar entre as minhas impressoes e a realidade.

Me explico: viajar pra Asia eh sempre um choque cultural pra quem vem do Ocidente, mas depois de ja ter passado por uma dezena de outros paises por la, alem de morar numa cidade tao cosmopolita quanto Londres, eh dificil pensar numa coisa ou num aspecto de determinadas culturas que seriam de fato, um choque pra mim hoje em dia.

Me encomoda muito quando leio em blogs ou comentarios de amigos sobre determinado povo ser “sujo”, ou “porcos”, ou “frios”, ou “grossos” ou isso ou aquilo – pois geralmente essas sao apenas impressoes baseadas em estigmas e estereotipos que certos povos formam em relacao a outras culturas as quais nao sao familiares.

Entao certas coisas que me chocaram na primeira viagem a Asia, ja nao foram tao “estranhas” assim na segunda viagem, e na terceira ja nem reparava.

Mas ainda assim, mesmo ja tendo esse “filtro” e uma tolerancia bem alta, eu esperava certos comportamentos e situacoes que achei que encontraria no Japao (todos temos nossos preconceitos e estereotipos, nao tem como negar!).

Bem, a primeira surpresa – agradavel – foi a ausencia de muvuca! Depois te ter passado por paises como India e China, por exemplo (mas tambem Vietnam, Tailandia, Indonesia…), e sempre ter visto aquelas imagens dos metros lotados, os cruzamentos loucos em Toquio etc, imaginava que o Japao fosse muito mais “lotado” de gente do que realmente eh.

Pelas ruas de Tóquio

Pelas ruas de Tóquio

Entao alem de ser menos “populoso” do que eu imaginava, achei que no geraol os Japoneses e Coreanos sao mais na’deles. Entao mesmo no metro lotado, ninguem fica te encoxando nem bisbilhotando por cima do seu ombro, que ja melhora a sensacao gerenalizada de “espaco”, mesmo quando o espaco eh pouco.

Mas em compensacao eu esperava que eles fossem um povo super timido, super na’deles, mas que nada! Claro que sao reservados, e nao viram seu melhor amigo instanteneamente, mas batemos muitos papos com totais estranhos que simplesmente queriam saber de onde eramos, qual nosso nome, se gostamos do Japao.

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E isso ia aumentando proporcionalmente a medida que a idade do “curioso” fosse diminuindo – grupos escolares e adolescentes, eram um prato cheio! Ah, e uma nova modalidade de curiosos: maes e avos! Nossa familia virou ima de outras familias Japoneses (e Coreanas tambem) que queriam ver a isabella, perguntar quantos anos ela tinha, se podiam tirar fotos, nos contavam tudo dos filhos deles, etc.

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E pra tirar fotos?! Nossa! Nao eh a primeira vez que alcalcamos status de superstar em nossas viagens (mas nada se compara ao sucesso que fizemos no Egito ou na India!), mas sempre fico meio com vergonha de tirar fotos dos locais, pois nao quero dar a impressao que estou tratando alguem como um bicho “exotico” ou algo do tipo – mas no Japao nao so as pessoas vinham tirar nosso foto na cara de pau (muitas vezes sem pedir), ainda se ofereciam pra posar pras nossas fotos, pediram pra tirar fotos com a gente (principalmente a Isabella! Ela chegou num ponto de ja andar pelo jardim de um templo na Coreia dando tchauzinho pras pessoas!), queriam pegar a Isabella no colo (puro pavor, isso nao deixei de jeito nenhum!), enfim, uma loucura!

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De timidos eles nao sao nada!

E na Coreia do Sul isso foi ainda mais aparente, pois nao so o nivel de Ingles era um pouquinho maior que no japao, como Seoul nao eh tao turistico quanto Toquio ou Kyoto, as pessoas tinham mais curiosidade de saber quem eramos, de onde vinhamos, se estavamos gostando da Coreia, e coisas do tipo.

De chegar num ponto que quando estavamos passeando pelos fundos do jardim do Palacio Imperial de Seoul (que estava bem vazio) a gente se escondia atras das pilastras cada vez que vinhamos um grupo de turistas vindo em nossa direcao! hahahahaha! Era comico!

Atraindo multidões na Coreia do Sul

E as velinhas Coreanas que fazem speed walking e exercicios nos parques?! Corre delas ou suas bochechas ficarao roxas e seus olhos cegos de tanto flash!

Sempre que nos dividiamos em algum momento do dia (tipo, um de nos entrava no templo pra tirar fotos, enquanto o outro ficava do lado de fora brincando com a Isabella), era certeiro que na volta o outro estaria inundado de pessoas e flashes tirando fotos nossas!

E ainda teve a situacao do Aaron ser  – bem literalmente – encurralado por um grupo de coroas num parque em Seul que egavam, encostavam e abracavam ele, e ainda formaram fila pra tirar foto com o Aaron, e quanto ele tentou dar uma desculpa falando que a esposa estava esperando, elas ainda fizeram um barreira pra me bloquear e nao atrapalhar a tietagem! (e logo em seguida vieram atras de mim e da Isabella pra tirar mais fotos!)

Mas foi bem divertido, pois significou que tiramos muitas fotos e filmes dos locais, batemos papos inesperados com pessoas simpaticissimas nas ruas, e voltamos de la ainda ainda mais fascinados pela cultura!

 

- Curiosidades:

* Por causa dos riscos de terremoto constantes, os postos de gasolina no Japao nao tem bombas de combustivel no chao – todas as penduradas no teto do posto. Achei tao futuristico!

* Os banheiros públicos são incrivelmente limpos e todos muito complexos – as privadas são mil e uma utilidade, cheias de botões e geringonças!

* Os Japoneses nao tem o habito de dar gorjetas, que na verdade sao muito mal vistas e considerada falta de respeito. Quanto a conta chegar, deixe o dinheiro exato, e caso contrario, espere por seu troco. Esse comportamenteo foi muito dificil principalmente pro Aaron, que eh Americano e esta acostumado a ser generoso com gorjetas em qualquer lugar que vamos!

* Muitos dos restaurantes e bares locais nao tem cadeiras em volta das mesas, apenas tatames, e portanto sapatos nao entram de jeito nenhum! Os sapatos ficam te esperando do lado de fora, e voce entra de meias ou descalco e senta no chao (nao, ninguem vai roubar seus sapatos, mas na duvida, voce pode coloca-los dentro da bolsa…).

* Obrigada, por favor, de nada, ate logo, boa noite e bom dia… Nao sabe como falar nada disso em Japones nem Coreano? Basta fazer uma “reverencia” de frente pra outra pessoa, abaixando o tronco e a cabeca. Quanto mais “abaixada” for sua reverencia, mas sincera e profunda eh seu agradecimento.

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17
26
May
2014
Bodrum: a costa esmeralda da Turquia
Escrito por Adriana Miller

Bodrum é um daqueles lugares que ninguém nunca tinha ouvido falar. E ai de repente, como que num passe de mágica, a cidade caiu na boca do povo e virou o mais novo balneário sensação do verão Europeu!

Linhas áreas de toda Europa passaram a oferecer voo direto (ate mesmo as low cost, como a Easyjet!), linhas de cruzeiros passaram a incluir a cidade em seus roteiros, e celebridades de toda Europa lotam a marina da cidade com seus mega-iates de Maio a Agosto.

Esse ano um de nossos objetivos de viagem era fazer algumas opcoes mais tranquilas, relax mesmo, levar a Isabella pra brincar na beira da praia e tal, e de quebra aproveitar pra voltar a países que já visitamos a muitos anos atrás e sempre quisemos voltar.

E fui numa dessas andanças por sites de busca de passagem e hotéis que me deparei mais uma vez com Bodrum! E não é que apesar de toda badalação dos últimos verões, uma viagem ao balneario-desejo-Turco seria muito mais fácil do que imaginei?!

Ok, feriado prolongado, clima primaveril e passagens compradas!

Primeira dificuldade: a maioria dos hotéis que tem se instalado na costa de Bodrum e arredores tem um clima super badalacao, quase todos oferecem pacotes all inclusive, e a esmagadora maioria nao aceitam criancas! Mas ainda assim conseguimos achar opcoes simpáticas, que apesar de não ser nossa opção numero 1, atendiam alguns requisitos básicos, como quartos espacosos, piscina e na beira da praia!

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Ah, e esse foi outro ponto a levar em consideração na escolha da hospedagem: Bodum, assim como a maioria das praias Mediterrâneas nao faz muito estilo “aerai-branca-palmeiras-paradisiaca”, e uma das marcas registradas dos resorts de Bodrum na verdade são os decks na beira do mar, formando piscinas naturais e dando fácil acesso a agua do mar mesmo nas (muitas) áreas que não tem areia.

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Mas como estaríamos com uma bebe de 16 meses, e muito ativa, andando pra tudo quanto é canto, achamos que por mais bonito e unico que  esse estilo de hotéis sejam, não seria uma boa ideia para nossa viagem.

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Mas ainda assim a viagem foi muito mais familia e turistica do que as celebrity-gossip demonstaram, e a cidade alem de oferecer otimas opcoes de passeios eh lotada de parquinhos e playgrounds sempre lotados de criancas.

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A região conhecida como “Bodrum” na verdade eh formada por varias cidades/bairros, e Bodrum propriamente dito eh o centrinho historico, onde fica a marina e o Iate club, o mercado árabe, o castelo de São José que eh um dos símbolos da cidade e maioria das lojas e restaurantes da região.

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No entanto, apesar de ter alguns hoteis ali no centro de Bodrum, nao acho que seja um bom local pra se hospedar. Primeiro o mais obvio: apesar de estar na beira do mar, o centro de Bodrum nao tem praia, e seus hoteis não tem acesso ao mar (que na verdade eh tomado pela marina e seus muitos barcos).BudapestGreece (177 of 555)

 

Então a melhor opção é mesmo se hospedar nas praias nos arredores de Bodrum. Sabe o que me lembrou muito? Búzios!

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Bodrum seria o equivalente a Rua das Pedras, e com suas varias praias e estilos diferentes nos arredores (mas tudo sempre bem pertinho e de facil acesso).

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Mas acabamos indo para Bodrum quase todos os dias, as vezes só pra passear e fazer compras, as vezes pra almoçar, ou jantar.

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A experiência de fazer compras em Bodrum é bem diferente de Instanbul, por exemplo (apesar de que a agressividade dos vendedores é a mesma!), pois eles não tem um mercado “antigo” especifico, e sim um emaranhado de ruelas que se espalham aos pes do castelo no centro antigo.

 

No geral nao achei nada assim super irresistível não, e fiquei chocada com a quantidade absurda (e descarada!) de produtos falsificados!!! Tudo falso, e confesso que fiquei morrendo de medo de comprar qualquer coisa por la!

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Então acabei apenas prestando mais atenção nas lojinhas de artesanato e galerias de arte (as cerâmicas Turcas e daquela região são lindas!), os joalherias vendendo prata (principalmente os anéis de prata Turcos tem um design bem especifico e lindos!) e tapetes, ja que a região de Bodrum, mais especificamente a cidade Milas (que eh onde fica o aeroporto) eh uma das regiões originais e mais tradicionais na confecção de tapetes “persas”. Quem se interessa por esse estilo de tapetes já ouviu falar no estilo de design e nos conhecido como “Mila”, que eh um dos mais antigos, de original Persa e Otomana, e que eh originário de la, e ainda existem muitas famílias que confeccionam os tapetes no estilo Milas passando de geração em geração!

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Quanto a restaurantes, na nossa primeira noite na cidade queríamos comer o que a região tem de melhor: frutos do mar! Então fomos para a Marina, e escolhemos um dos restaurantes bem de frente, o Eflés, onde pudemos escolher qual peixe (e camarões, mexilhões, etc) queríamos comer, que vinham diretamente dos pescadores ancorados na marina do outro lado da rua.

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A comida estava in-cri-vel, o serviço ótimo, e mesmo sendo um lugar bem bacana, eles tinham uma boa infraestrutura pra criancas, com cadeirao, fizeram comida especial pra Isabella, suco etc.

E como demos um pouco de azar com o clima, e pegamos um dia de tempo muito nublado e vento, voltamos pra Bodrum pra almoçar, mas dessa vez a vontade era de comer outra especialidade Turca: Kebab!

Esse sanduíche Turco que faz a felicidade fast-food de viajantes e habitantes Europa afora, foi ainda mais gostosa sendo servida in-loco!

Nós ficamos hospedados em Gumbet, que é a praia que divide a baia com Bodrum, mas divididos pelo morrinho com os moinhos de vento (outro símbolo da cidade).

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Pra mim as vantagens de ficar hospedado em Gumbet foram muitas: a praia tem areia de verdade, e cada hotel tem acesso direto a “sua” praia (apesar de que as praias não são particulares). Estávamos a apenas 10 minutos de taxi do centro de Bodrum, onde acabamos indo quase todos os dias pra passear, fazer compras, almoçar ou jantar.

Os hotéis são menos badalados e nenhum deles faz parte de grandes redes de hotéis, o que significou que nao tivemos problemas para encontrar hospedagem que aceitasse crianças (e fornecessem berço, cadeirão, etc), mas ao mesmo tempo Gumbet é onde fica a famosa “Bar Street” de Bodrum, que durante o dia nos dava varias opcoes de lojinhas, mercadinhos e restaurantes, e a noite atrai muita gente para seus bares e baladas.

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Nos nos hospedamos no Nagi Beach Hotel, que nos surpreendeu por ser tão bonitinho e barato! O hotel em si era uma gracinha, todo branquinho com as “casinhas” típicas dessa região da Turquia, muitas flores e pergolas por cima das varandas dos hotéis, um jardim ótimo, duas piscinas (um bem grande, e outra menorzinha para crianças), e o principal, bem de frente para a praia e com acesso direto para a areia. Alem de ter um restaurante (que também servia peixe fresquinho!) e dois bares, servindo a piscina e a praia.

O hotel eh simples, mas achei os quartos confortáveis e o serviço ótimo (todos os funcionários muitos simpáticos e solícitos), e foi a escolha perfeita pra nossa viagem.

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As outras duas áreas que chegamos a considerar, mas não encontrei hospedagem que tivesse todos os nossos critérios foram Turkbuku e Torba, mas valem a pena serem exploradas.

Outra dica me me deram são os Beach Clubs que muitos hotéis maiores oferecem, e permitem que mesmo quem não esta hospedado neles, possa comprar um passe de “uso diário” e usar parte de sua estrutura. Isso eh uma boa principalmente pra quem se hospedar nos hotéis sem praia ou sem acesso a “areia”, e os dois mais recomendados foram o Kempinski (que tem praia de areia, e aceita crianças durante o dia) e o Maça Kizi (que tem para de “decks” e tem um perfil mais badalado). (mas nos acabamos não indo a nenhum outro Beach Club, pois achamos nosso hotel super gostosinho e que já nos oferecia isso tudo, então ficamos por lá mesmo!).

 

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Adriana Miller

Sobre a Autora at Dri EveryWhere
Adriana Miller, 34 anos, Carioca. Economista e profissional de Recursos Humanos Internacional, casada e mae da Isabella.
Atualmente morando em Londres na Inglaterra, mas sempre dando umas voltinhas por ai.
Viajante incánsavel e apaixonada por fotografia e historia.
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Categorias: Bodrum, Turquia, Viagens
7
22
May
2014
Tóquio: Shibuya
Escrito por Adriana Miller

Depois de passar por Ginza na primeira vez que fomos, eu não imaginava como Shibuya poderia ser ainda mais impressionante: mas palavras não conseguem descrever a sensação de sair do metro na estação de Shibuya e dar de cara com aquele cruzamento em pleno sinal vermelho!

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Na é a toa que eles levam o titulo de cruzamento mais movimentado do mundo! São umas mega-avenidas que vão se juntando e se amontoando, com sinais de transito milimetricamente cronometrados e faixas de pedestres que se cruzam e se sobrepõem em todas as direções possíveis!

Para apreciar esse caos de formigueiro moderno em todo seu esplendor, o melhor é procurar um lugar mais alto: como o segundo piso do Starbucks que fica bem de frente pro cruzamento, ou melhor ainda, a passarela que conecta a loja Tokyu a plataforma da linha Ginza na estação de metro!

Mas nem só de um cruzamento louco se faz o bairro, que é conhecido por seus bares e restaurantes de Karaoke e lojinhas (na verdade mini casinos!) de jogos.

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São ruas e mais ruas repletas de casas de jogos: bingo, vídeo games variados, vídeo poker, e ate aqueles “jogos” onde você tem que “pescar” um brinde, sabe? (existe um nome especifico pra isso?!).

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Como pode uma loja in-tei-ra so com esses joguinhos de pescar brinde?!

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Em Shibuya tem!

Em relação a compras, o bairro não é tão bem fornido quanto Ginza, mas as lojas de departamento mega-store “Tokyu” vale a visita (mas são bem mais lotadas e confusas que as lojas de Ginza).

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Mas o que eu gostei mesmo em Shibuya foi de ir entrando no emaranhado de ruelas – que eventualmente se conectam com Harajuku – em sua maioria bem estreitas e sem muitos carros, o que é um alivio depois de sobreviver o cruzamento!

 

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2
20
May
2014
Toquio: Akihabara
Escrito por Adriana Miller

Antes de mais nada: meeeeeeeeu que lugar louco!!! (saiu até meio Paulista, heim?!)

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Akihabara é conhecido por ser o bairro dos eletrônicos de Tóquio – mas não necessariamente lojas de novidades tecnológicas e coisas super bacanas que vimos em outros bairros, e sim muita quinquilharia!

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É por lá que rola um mercadinho de eletrônicos onde rola de tudo: de extenção de tomada, fiação elétrica pra consertar uma lâmpada ate equipamentos de CCTV e espionagem! Se você quiser comprar umas paradas tipo James Bond style de espionagem, Akihabara é o seu lugar!!

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São barracas e mais barracas de objetos com câmera escondida, equipamento pra colocar um bug na linha telefônica de alguém, nanny cam… enfim, loucura! O quanto daquilo tudo é legal e dentro da lei eu não sei, mas que foi muito louco passear por lá, isso foi.

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Mas a verdade meeeeesmo é que hoje em dia Akihabara esta mais conhecido por causa de seus Otakus, que nada mais são do que lojas e “estabelecimentos” de entretenimento adulto-explicito com um festival de fantasias, lojas de gibi, lojas de figuras animadas e desenhos animados “picantes”.

Welcome to Akihabara!  (1 of 1)

Noooossa, a gente não conseguia se segurar de rir e imaginar o que devia rolar por trás daquelas portas (tentamos entrar em algumas lojas pra ver como eram por dentro, mas como estávamos com a Isabella, não podíamos entrar), com as vitrines nerd-safada e o entra e sai de meninas e meninos fantasiados de desenho em quadrinhos-safadinhos.

Gente, quem precisa de uma sex-shop de 7 andares?! Eu nem sabia que existia tanta sem-vergonhice no mundo!

Não lembro exatamente que dia de semana era exatamente (mas acho que era fim de semana) então Akihabara estava uma super lotação e um rebuliço de gente pra cima e pra baixo, e com o cair da noite as luzes dos prédios ficou o máximo – e os painéis de neon GIGA e muito coloridos são um dos símbolos do bairro!

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10
16
May
2014
Templos e palácios em Tóquio: Palácio Imperial, Parque Ueno e Templo Asakusa
Escrito por Adriana Miller

Ao longo dos anos, sempre que eu começava a planejar uma viagem pro Japão e saia lendo guias e blogs por ai, volta e meia eu lia alguma “dica” em relação e sempre começar a viagem por Tóquio em vez de Kyoto, e deixava isso meio de lado pensando “que diferença faz?”, certo?

Acabou que nossa viagem deu mais certo chegando via Tóquio por causa dos voos internacionais e saindo via Quioto por causa dos voos regionais, mas não tinha pensado muito sobre isso ate me sentir profundamente decepcionada com os templos de Tóquio, e uns dias depois me sentir maravilhada com os templos de Kyoto!

Então aqui fica minha dica reforçada: sempre comece sua viagem por Tóquio, e assim o impacto de chegar nos templos milenares de Kyoto será bem melhor!

Nossa primeira parada “histórica” em Tóquio foi o Palácio Imperial, no bairro Hybia, que fica bem no meio de um imponente parque, cercado por um lago artificial, e onde a família Imperial do Japão ainda mora.

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Chegamos la junto com um grupo de estudantes uniformizados, tiramos muitas fotos enquanto dávamos voltas e mais voltas no parque sem entender onde ficava a entrada? Onde está a bilheteria?

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Olha, demorou um bom tempo pra cair a ficha e finalmente encontrarmos a infomracao de que nao verdade o Palacio Imperial nao eh aberto a visitacao, e teriamos que nos contentar com com a mini vista disponivel em uma das pontes…

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Já num outro dia fomos em direção ao norte da cidade, para o parque Ueno, que hospeda o zoológico de Tóquio (ótimo para quem vai com crianças maiorzinhas!) e alguns templos e pagodas.

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Passamos um bom tempo pelo parque que eh bem bonitinho e estava super florido com as Sakuras, e aproveitamos pra visitar alguns dos templos la dentro: Tosho-Gu (o dourado e mais bonito), Gojo (que tem algumas “portas” vermelhas), Kiyomizu e a Pagoda.

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Nenhum deles eh de cair o queixo, mas achei o Tosho-Gu bem bonito, principalmente por estar bem ao lado do jardim de Peonias e a Pagoda, que cria uma “cenário” bem peculiar!

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Outro templo interessante no parque Ueno eh o templo Gojo e seus “portões” vermelhos!

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Por fim, ja no nosso ultimo dia em Tóquio fomos ate o templo Asakura, que segundo nosso guia de viagem era o mais bonito de Tóquio, e realmente não decepcionou!

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Mas não sei se ameeeei ir até lá não, pois achei tão fora de mão do resto da cidade, que apesar de bonitinho e tal, o tempo que gastamos pra achar e chegar até lá foi muito maior do que o tempo que passamos por lá…

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Apesar de bem pequeno – e lotado! – tanto o templo, quanto a pagoda e o imponente portão de entrada sao bem bonitos – mas confesso que gostei mesmo foi do mercadinho na entrada!

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E eu gostei justamente porque foi o único lugar em Tóquio que vi esse tipo de lojinhas/mercadinhos muvucados, vendendo souveniers e tranqueiras que são tão comuns na Ásia, mas que ate então eu não tinha visto em lugar nenhum em Tóquio!

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Então foi ótimo pois visitamos o templo correndo, fizemos algumas fotos e voltamos pra bater perna no mercado, comprar souveniers e presentinhos etc.

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Mas eh claro que a cidade tem muitos outros templos, e provavelmente outros ate bem mais interessantes e bonitos, mas não da pra negar que a “sede” histórica do Japão é mesmo Quioto, então se tivesse que repetir a viagem eu pouparia meu tempo e energia e simplesmente não teria ido a nenhum desses templos, e teria aproveitado Tóquio pra curtir o que Tóquio tem de melhor: seus bairros mega loucos, as luzes de neon, as mega lojas, os restaurantes, e as ruas movimentadíssimas!

 

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