08
Apr
2014
Bardonecchia – fora das pistas!
Escrito por Adriana Miller

Apesar de ter a-do-ra-do o esqui em Bardonecchia, a verdade é que as pistas foram apenas um pretexto que nos levou até lá, e a cidade tem muito mais a oferecer além da neve.

Pra começar que por ser na Itália, comemos e bebemos muitíssimo bem, e por não ser uma estação de esqui ultra-mega turística, os preços eram ótimos, o que não da pra negar que ajudou bastante o nosso clima de “vamos experimentar de tudo” pela cidade e pistas!

- Hospedagem:

Como cometei no post anterior, nossa melhor aposta do fim de semana foi o Hotel Rive, onde nos hospedamos. O serviço foi surpreendentemente ótimo, o que sempre vale a recomendação (fizemos a reserva pelo Booking.com, mas de ultima hora duas meninas não puderam ir, e outra teve que mudar a passagem, e íamos acabar pagando por quartos a mais, mas quando explicamos a situação para a gerente do hotel, na mesma hora ela se ofereceu pra ajudar, e ligar pro Booking para pedir um cancelamento sem custo, e nos mudou para 1 quarto maior onde cabíamos todas juntas. E no dia seguinte quando outra amiga chegou, ela nos deu outro quarto de novo, mas so cobrou pela ocupação única!).

Mas o principal ponto a favor do Hotel Rive é a localização imbatível no centrão de Campo Smith, a principal area de ski de Bardonecchia.

O hotel é ski-in ski-out (então você pode entrar e sair já esquiando, sem ter que carregar seu equipamento), tem armazém de botas e skis com secadores/aquecedores, além de ofereces descontos na muitas lojinhas e cursos de esqui do complexo.

No subsolo eles também tem um spa completíssimo, que apesar de não fazer parte do hotel, os hospedes tem acesso livre e desconto nos tratamentos.

 - Apres Ski, bares e baladas:

Não da pra negar que a melhor parte de qualquer viagem pras montanhas é o “apres ski” (nome Francês para os “happy hour” que acontecem nas pistas e bares espalhados nas estações de esqui), então esse foi um dos requisitos decisivos na escolha de nosso destino.

Apesar de que Bardonecchia é super fora do circuito fashionable das estações dos Alpes, a cidade tem um perfil bem interessante, pois atrai muita gente jovem da região de Turim e Milão, que sobem as montanhas nos fins de semana para esquiar e badalar.

Então isso significa que os fins de semana bombam por lá, com vários eventos e festas as sextas e sábados.

O destino mais falado da cidade eh o “Cipo’s”, um barzinho tipo chalé bem na base do teleférico de Campo Smith (e exatamente em frente ao nosso hotel! A gente tropeçava e já estava no Cipo’s!).

Durante o dia eles estão sempre movimentados, pois muita gente aproveita pra para por lá pra almoçar/lanchar/tomar café entre a descida da pista e a (re)subida no teleférico.

E eles também tem aquelas cadeirinhas “de praia” do lado de fora, bem de frente pra descida da pista, e é uma delicia pegar um solzinho no meio da neve!

Almoçamos lá todos os dias! O raviolli da casa e as bruschetas são incríveis!

Já a noite, a impressão que tivemos é que a cidade toda estava lá! Sexta feira rolou um showzinho de rock bem animado ate altas horas (a verdade é que nós só aguentamos até umas 2 da manhã, mas ainda tinha gente chegando quando fomos embora!).

No sábado a noite o Cipo’s também estava lotado e a musica animada, e quanto deu lá pra umas 2 da manha, todo mundo começou a migrar em direção ao “I Due Merli”, a balada de Bardinecchia, exatamente em frente ao Cipo’s (e no mesmo prédio/complexo que o nosso hotel!).

Dançamos muuuuuito, DJ arrasando nos hits/ pop/brega (hahahah)! Fomos praticamente as ultimas a ir embora, quase 5 da manha e ainda rolou uma galera tentando nos recrutar pra um after party, mas como no dia seguinte tínhamos mais esqui pra enfrentar, voltamos pro hotel mesmo!

Na pista Mezelet, eles também tem um bar/apres ski equivalente, o “Waikiki”, mas que só fomos durante o dia, então não sei o quão animado fica a noite.

Mas almoçamos lá um dia e eles fazem um “Tartiflete” de cair dura de tão bom!

- Restaurantes:

Impossível ir pra qualquer cidade na Itália e não comer bem, neh?!

Bardonecchia fica na região do Piedmonte no norte da Itália, então a culinária era bem especifica, com muitas opcoes típicas (o prato “regional” mais conhecido é a polenta, tanto com molho “ragú” (bolonhesa) quanto com queijo derretido – ambos incríveis!).

Durante o dia sempre acabamos comendo na saída das pistas mesmo (Cipo’s em Campo Smith, e Waikiki em Mezelet), mas a noite aproveitamos pra conhecer outros restaurantes da cidade.

O “Laghetto” fica bem pertinho do Hotel Rive, com uma comida bem típica Italiana, num estilo bem família (= porcões gigantes de comida muito boa!), com um preço inacreditável (tipo 5€ por um prato de massa que serve duas pessoas!), então não tivemos problemas em recuperar as calorias gastas esquiando!

Outra opção é o “I Cusini”, eleito pelo Tripadvisor não só o melhor de Bardonecchia, mas também um dos melhores da região Piedmontese, então não queríamos deixar de provar!

Ele fica mais afastado do hotel, bem no centrinho de Bardonecchia (perto da estação de trem e do comércio), mas como não queríamos ter que dirigir ate la, fomos andando mesmo e foi super fácil (e ate que bem rápido apesar da neve que nos pegou pelo caminho!).

Outra opção que deve ser o máximo eh jantar no “Chesal 1805″, que fica bem no alto da pista Mezelet!

Nos so paramos por la pra um cafezinho rapido entre as pistas, mas o lugar eh incrivel e tem uma vista lindissima!

E quando estavamos la eu reparei que eles tem varios “pacotes” para jantar la em cima, que incluiu subir a montanha num snowmobile com lanternas e ate mesmo esquiar no escuro na descida (para os mais coreajosos e profissas!).

Entao acho que seria uma otima opcao pra quem quiser fazer alguma coisa diferente e mais romantica/especial!

- Lojas e compras:

Nessa area Bardonecchia fica devendo aos outros grandes resorts Europeus!

Apesar de que no complexo de Campo Smith onde ficamos hospedadas tinha de tudo um pouco, eles nao tinha lojinhas, farmacias e essas cosias que volta e meia podemos precisar.

Entao se voce nao tem sua propria roupa de esqui, tambem nao tem onde comprar nada la na hora (algumas lojinhas de aluguel de esqui vendiam uns acessorios, mas nada muito completo).

A unica opcao de comercio na cidade fica no centro de Bardonecchia, perto da estacao de trem.

La fica a rua principal da cidade, onde eh possivel achar farmacias, lojas de roupas de esqui e “normais”, supermercado etc – mas todas me pareciam bem pequenas (nada parecido com o festere consumista que eh Chamonix ou Kitzbhuel, por exemplo), e como so fomos pra la ja a noite, ja estava tudo fechado…

 

Categorias: Bardonecchia, Italia, Viagens, Viagens pela Italia
0
07
Apr
2014
Bardonecchia – Esqui na Italia
Escrito por Adriana Miller

Desde que eu fui esquiar pela primeira vez ha uns anos atras, eu fiquei totalmente viciada – nao so porque o esporte eh o maximo, mas porque eh uma viagem deliciosa de se fazer!

Os resorts/cidades sempre tem um clima delicioso, paisagens lindas, e uma otima energia, que mistura aquela coisa boa de muita gente se exercitanto, respirando ar puro das montanhas e de quebra comendo e bebendo muito bem e se divertindo demais. Nao tem erro!

Entao no final do ano passado quando um amiga ficou noiva e me pediu pra ajudar a organizar sua despedida de solteira, na mesma hora pensamos: porque nao juntamos um grupo de amigas e vamos esquiar todas juntas?!

A decisao foi unanime! Independente do seu nivel de esqui e aptidao atletica, as estacoes de esqui sempre agradam a todos os gostos e sempre sao uma diversao garantida!

Na Europa as opcoes de estacoes de esqui sao enormes, mas queriamos algum lugar que fosse facilmente acessivel (sem transfers complicados nem horas de trens e baldeacoes mil, ja que o tempo era limitado e o grupo viajaria em horarios diferentes), que fosse bem democratica aos diferentes niveis de esqui do grupo (algumas meninas esquiavam SUPER bem, enquanto outras eram mais iniciantes/intermediarias, e outra que nunca tinha esquiado na vida), que oferecesse um boa qualidade de neve mesmo ja no final da temporada (ja que fomos em Marco), que nao fosse muito caro (sempre um problemao nesse tipo de viagem), e principalmente, que fosse um lugar muito animado fora das pistas de esqui!

Resultado: Bardonecchia, na regiao de Piedmonte no Noroeste da Italia (fronteira com a Franca)!

- Transfer

A facilidade de acesso de Bardonecchia foi um dos fatores decisivos na viagem!

O resort esta a cerca de 1 hora do aeroporto de Turin, sendo facilmente acessivel por transfers, trem ou carro.

A partir de Londres, eh possivel chegar a Torino com voos diretos com a British Airways, Ryanair e Air Italia.

Chegando em Torino, a opcao mais barata para chegar ate Bardonecchia sem duvidas eh o trem, com passagens que custam 7€ a partir da estacao “Torino Porta Nuova” diretamente ate a estacao central de Bardonecchia! (a viagem demora cerca de 1 hora a 1 hora e meia, dependendo do trem).

Essa foi nossa opcao na ida, mas confesso que nos enrolamos demais pra chagr na estacao de trem, entao acabamos demorando demais! Mas ainda assim, foi facil e rapido, e a viagem muito agradavel, cruzando as montanhas no norte da Italia!

Na volta, como o grupo estava mais completo, resolvemos alugar um carro (reservamos pela internet, e uma das meninas que chegou depois recolheu o carro na locadora no aeroporto e foi dirigindo, entao o carro ja estava la na hora da volta), e foi incrivelmente facil!

Porta a porta demoramos menos de 1 hora, e a estrada sempre excelente!

- Pistas/Bairros

Bardonecchia tem um centrinho da cidade, bem do lado da estacao de trem e o posto de informacao turistica, mas para quem vai pra la esquiar, o que vale a pena mesmo eh escolher uma das pistas e se acomodar por la!

No total sao 4 “regioes” e pistas de esqui:

Jafferau eh a montanha mais alta, onde se cruza a fronteira com a Franca e que sediou parte das Olimpiadas de inverno de 2006 – e portanto tambem eh onde estao as pistas mais altas e mais dificeis.

Campo Smith foi a nossa escolha!

Por ali a hospedagem eh abundante, e tudo eh muito facil e acessivel – a “aterrisagem” das pistas de esqui me lembraram um pouco a “praia” de A-Basin no Colorado, com aquela expansao enorme de gelo e neve, onde tudo acontece, mas com mais infraestrutura: hoteis, spas, aulas de ski, restaurantes, bares, lojinhas, cafes, etc.

O carro acabou ficando na garagem o tempo todo e faziamos tudo a pe (e quase tudo de esquis nos pes tambem!).

Esquiar nao eh uma coisa facil (nao so pelo esporte em si, mas principalmente por causa de toda logistica envolvida!), entao eh imprencidivel que tudo ao seu redor seja o mais simples e agradavel possivel, e nisso Campo Smith foi absolutamente perfeito!!

(o principal motivo por termos optado por nao esquiar em Chamonix umas semanas atras - e nao ter gostado muito da cidade como um todo, como comentei aqui).

A estacao Colomion-Les Arnauds nao chegamos a conhecer, mas fomos um dia a Melezet e tambem gostamos bastante!

As pistas em Melezet sao mais altas que Campo Smith, mas nao muito mais dificeis, entao eh otima para principiantes, que querem ter uma experiencia mais “la em cima”, com aquela vista incrivel e tals, mas sem se arriscar nas pistas mais dificeis.

Aliais, isso vale a pena mencionar sobre Bardonecchia: apesar da cidade ter sediado parte das Olimpiadas de inverno de 2006 e ter boas opcoes de pistas “dificeis” para esquiadores e snowboarders mais profissionais, o resort, como um todo, eh super facil, tendo mais de 50% de suas pistas no nivel iniciante ou intermediario facil, com pistas beeeeem largas (nada pior que achar que voce nao vai conseguir virar os esquis a tempo de cair precipicio abaixo ou de cara nas arvores!) e com inclinacoes intercaladas (mentira: pior doque achar que voce vai se estabacar nas arvores, so mesmo o medo de altura e nao conseguir enxergar o que esta “embaixo” da pista!).

Entao foi um otimo resort pra me aventurar mais nas pistas e manobras, optando por slopes mais longos e mais altos, mas com a seguranca de que nao ia me apavorar pelo meio do caminho, e achei isso importantissimo (o principal impecilho pra quem esta aprendendo a esquiar eh esse medo do combo velocidade-altura-quedas!).

- Hospedagem

Nos ficamos hospedadas no Hotel Rive, que faz parte do complexo olimpico de Campo Smith (quem sem duvidas eh o “coracao” de Bardonecchia!), com hospedagem simples, porem muito completa e confortavel – e o principal: ski in, ski out, que significa que estavamos na cara da pista de esqui e podiamos entrar e sair do hotel ja de botas e esquis nos pes (ter que carregar os esquis e bastoes e ao mesmo tempo andar com aquela bota horrivel eh uma tortura!! Entao hoteis que oferecem acesso direto as pistas e telefericos sempre sao uma otima!).

O cafe da manha era completissimo, o hotel nos dava desconto em varios outros estebelecimentos do complexo (desconto no alguel de equipamento, desconto nas aulas de esqui, desconto no spa, etc), os quartos espacosos e confortaveis e os funcionarios super simpaticos, sempre dando altas dicas!

- Aulas e quipamento

Nos aproveitamos que estavamos por la mesmo e tiramos vantagem da facilidade da localizacao e dos descontos do hotel e nem pensamos muito: marcamos nossas aulas na “Spazio Neve” (com a instrutora Clara, uma coroa enxuterrima super engracada e simpatica!) e alugamos nossas botas/esquis no lojinha exatamente na porta ao lado (que tambem dava desconto de 15% a hospedes do Hotel Rive).

Como estavamos com um grupo grande e quase todas queriamos fazer aula, reservamos uma aula particular, que acabou saindo mais barata do que participar em grupo. A nossa instrutora, Clara era o maximo, e acabamos passando horas com ela na montanha no primeiro dia, e ainda pegamos mais umas horas de aula no dia seguinte!

Apesar de sermos um grupo com niveis bem diferentes de esqui, ela ia dando “aulas” e dicas e tecnicas especialmente para as necessidades de cada uma, melhorando a tecnica das meninas que ja esquiavam bem, e ao mesmo tempo ensinando e corrigindo as mais iniciantes/intermediarias. Valeu demais a pena!

 

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16
03
Apr
2014
Kusmi Tea – para os fãns de chá!
Escrito por Adriana Miller

Eu nunca pensei que ia escrever um post sobre chás, mas quem já lê o blog a bastante tempo, sabe que eu adoro um chá, todos os seus rituais e cerimonias ao redor do mundo e estou sempre a procura de novos sabores e misturas.

E para os fans de chá como eu, o Kusmi Tea é um ícone!

A marca (e tradição) é Russa, mas eles se relocaram para Franca durante a revolução Russa e se estabeleceram como produtores de chás finos e com blends raros (principalmente para a época).

Hoje em dia, eles são famosos principalmente por causa de suas embalagens foférrimas (sonho: um cozinha toda branca com uma prateleira inteira decorada com as latas dos chás Kusmi!) e seus sabores “diferentes”.

Os chás Kusmi estão a venda no mundo todo, sempre em lojas especializadas ou delicatessen (em Londres é possivel encontra-los no food hall da Harrods, por exemplo), mas em Paris faço a festa!

Só em Paris são 13 lojas/pontos de venda, mas uma que vale a pena a visita fica na Avenue de L’Opera (que também já falei sobre aqui nesse post), pois além de vender todos os tipos de chás, eles ainda tem um cofee shop lá dentro, então antes de decidir qual sabor você quer comprar, você pode escolher qualquer sabor pra tomar na hora e levar pra ir tomando pela rua (3€ por um copão de quase 500ml!!), e de quebra ainda comer uns croissants ou bolinhos madeleine de lá mesmo (ou dar uma passadinha na Pierre Herme para comer macaroons, que foi minha escolha!).

E foi assim que descobri um dos novos sabores desenvolvidos: “Boost“, a base de chá verde, mas com aroma de laranja e especiarias (cravo, canela, e afins), que fiquei viciada, e além de passar lá todos os dias pra tomar meu chazinho de manha e de tarde (antes de depois do trabalho!), e também comprei o “Kashmir Tchai” (meu “sabor” preferido de chá é sempre o Chai!), e o “Detox” (uma das marcas registradas do Kusmi) que eh super refrescante (quente ou gelado).

Kusmi Tea

Avenue de L’Opera, 33 – Paris

 

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11
02
Apr
2014
Paris: La Maison de la Truffe
Escrito por Adriana Miller

Outro restaurante imperdível em Paris é o “Maison de la Truffe”, que como o nome denuncia, se especializa em pratos “enriquecidos” com trufas!

São dois endereços em Paris, mas o original e histórico fica numa portinha escondida na praça da igreja Madelleine.

O menu é bem eclético, com muitas opcoes de massas, carnes, peixes e saladas, mas todos tem 3 opcoes a escolher: “normal” (sem trufa), com trufas brancas ou trufas negras.

Uma das meninas do escritório que estava comigo nunca tinha comido trufas, e foi difícil explicar o efeito que elas tem na comida: seria como explicar “o que eh alho?” – você ate pode explicar o que de fato é um alho, mas é difícil explicar o efeito aromático, no sabor e no tempero das comidas que eles tem!

P.S. Trufas sao fungos “subterraneos”, encontrados enterrados no solo e sao rarissimas, geralmente provenientes do norte da Italia ou sudeste da França. A colheita é feita atravez de caes ou porcos de olfato treinados, e sao encontradas a cerca de 20 a 40 centimetros da superficie. O aroma e sabor das trufas são super potentes, e basta um pouquinho pra ja transformar um prato, e isso somado a sua raridade e dificuldade de cultivo, faz com que as trufas (tanto as brancas quanto as negras) sejam comodities culinarias rarissimas, e geralmente sao ingredientes caríssimos.

Mas realmente é incrível como qualquer prato se transforma com umas (poucas) lascas de trufas por cima, ou com um pouco de azeite ou manteiga trufado… o tempero e aroma fica incrível!!

E é justamente esse um dos principais atrativos da Maison de la Truffe em Paris: mesmo que não puder almoçar/jantar por la, pode passar na lojinha e fazer um estoque de produtos! (ótima opção de lembrancinhas e presentes de Paris! E eles também estão a venda no free shop do aeroporto Roissy Charles de Gaulle, com um (pequeno) desconto).

La Maison de la Truffe

19 Place de la Madeleine, Paris

+33 1 42 65 53 22

 

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7
01
Apr
2014
Paris: 9º Arrondissement – Opera Garnier, Saint Honore e arredores
Escrito por Adriana Miller

Apesar de que Paris é uma cidade muito fácil de ser “navegada” e fazer muita coisa a pé, assim como em qualquer outra grande metrópole, o local de sua hospedagem influencia bastante sua viagem.

Então dessa vez eu fiquei mais uma vez hospedada da região da Opera Garnier, que eh super central, bonitinha e “funcional”, com facílimo acesso as áreas turísticas da cidade, mas também boas conexões de transporte publico, e muitas opcoes de lojinhas, restaurantes, cafés, supermercados e afins.

Toda essa região do “9 Arrondissement” eh uma ótima opção de hospedagem e passeios, sendo uma ótima opção de “passeio” por si própria, com algumas das melhoras ruas de compras da cidade, algumas das melhores e maiores lojas de departamento, muitos opcoes de hotéis pra todos os bolsos e muitas atrações turísticas!

- Hotéis:

Nessa ultima viagem eu fiquei hospedada no Hotel Musee du Louvre, que faz parte do grupo Hyatt, e como o nome indica, fica aos pés do museu do Louvre, com uma localização imbatível, exatamente no comecinho da Avenida Opera, e nas esquinas da Rue de Saint Honore e Rue de Rivoli!

O hotel fica num prédio histórico e imponente, e os quartos são bem no estilo “palácio” Parisiense! A infraestrutura não é de impressionar não, mas achei tudo bem confortável e bem imponente, e os serviços ótimos (sou dessas que acha que na França tudo eh mais bonito quando tem pinta de palácio da Marie Antoinette!)

Como me hospedei por lá bem na época da semana de moda de Paris, o bar do térreo do hotel estava sempre lotaaaado de fashionistas e a happy hour era bem animada (a entrada do hotel fica praticamente em frente ao “Carrossel du Louvre”, onde acontecem vários desfiles, e ainda tinham alguns showrooms no hotel).

Outro hotel que já me hospedei na area, no lado oposto da Avenue de L’Opera, é o Hotel W Paris, também ótima opção,  com um estilo totalmente diferente!

- Restaurantes:

O bom de se hospedar por ali no Hotel du Louvre, eh que ele fica praticamente na esquina entre a Rue du Rivoli, Rue de Saint Honore e a Avenue de L’Opera, onde praticamente temos um café/restaurante do lado do outro, dos mais simples aos mais sofisticados e badalados da cidade, quase sempre a poucos passos de distancia.

Durante essa estadia em Paris, conheci o Le Grand Colbert, mas uma outra ótima opção também ali por perto eh o Hotel des Costes (principalmente na primavera/verão, quando o pátio interno esta aberto), e para o café da manha, lanche ou chá da tarde, o Cafe Angelina também é imperdível!

Entre as opcoes mais informais, subindo a Avenue de L’Opera outros dois endereços imperdíveis são os macaroons do Pierre Herme (que foi eleito um dos melhores da Franca! Fuja da fila de turistas na Laduree!) e os chás Kusmi!

- Lojas e Compras:

Seja qual for seu estilo e orçamento, não tem como errar nesse quadrilatero da moda Parisiense!

Se dinheiro não for problema, não pense duas vezes e vá direto para a Rue de Saint Honore! La estão TO-DAS as principais maisons da moda Francesa e internacional, incluindo as flagships da Balenciaga e Chanel, alem de enderecos raros e exclusivos como a Goyard ou a super multi-marcas Colette.

Ja a Rue de Rivoli é endereço de marcas mais “gente como a gente”, com varias fast fashion uma do lado da outra, e todas (um pouco) menos lotadas do que as vizinhas da Champs Elysees.

Por la você encontra as “internacionais” Zara e H&M, por exemplo, mas também lojas Francesas como a Promod (vale a pena a visita, a Promod eh a H&M made in Farnce), além de muuuuuuitas lojas de quinquilharias e souvenirs!

A Avenue de L’Opera ja tem um perfil bem diferente, reunindo algumas das principais lojas de departamento Francesas, como a icônica Gallerie Lafayette (vale a visita nem que seja so pra ver aquela cúpula de vitrais coloridos!) e a Printemps.

E logo na esquina estao tambem a loja flagship Francesa da Apple, uma mega Uniqlo (aquela marca Japonesa que faz roupas termicas e tecnologicas otimas) e uma Sephora bem grandinha, e relativamente vazia (nao eh tao gigante quanto a Sephora da Champs Elysees, mas em compensacao nao eh tao lotada!).

Outros achados na Avenue de L’Opera eh a farmacia/loja de beleza “Parashop” que eh impressionantemente bem abastecida e tem TODAS as marcas Francesas de farmacia mais incriveis, e muito bem abastecida! Fiquei horas la dentro!

E para as maes e pais de plantao, eu adorei conhecer a loja da marca Francesa Beaba, que faz produtos e acessorios para criancas e bebes de design super fofo e mega funconais e eficientes!

Eu ja conhecia seu produto carro-chefe, o “Babycook” que uso praticamente diariamente com a Isabella, mas eles tem uma infinidade de produtos incríveis, e da vontade de refazer todo enxoval e só comprar produtos Béaba!

Outra “atração” de compras (e passeio turístico também!) ali na area eh a Galerie Vivienne (na mesma rua que o Le Grand Colbert! Duas tacadas em uma!), uma galeria histórica, escondidinha entre o Palais Royal e a Avenue de L’Opera, e é como cruzar um museu – com seus arcos de pé direito alto e as cúpulas de vitrais no teto (me lembrou bastante a Leadenhal Market em Londres!).

Ou seja, dali eu conseguia chegar facílimo a qualquer canto da cidade, mas principalmente nessa região mais “noroeste” da cidade, no “River Droite” (lado direito do rio Senna), inclusive Montmatre e o Marais.

Então aproveitei bastante a posição privilegiada pra explorar o “bairro”, tendo tanto a Avenue de L’Opera quanto a Rue de Saint Honore como base, facilitando o acesso ao Palais Royal, Museu do Louvre, Opera Garnier, Place Vendome, a Igreja Madelleine, Hotel de Ville etc.

 

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5
25
Mar
2014
Paris: Le Grand Colbert
Escrito por Adriana Miller

Nessa ultima viagem a Paris eu fiquei hospedad na regiao da Opera Garnier (otima por sinal, depois falo mais sobre o hotel que fiquei e os arredores), e no domingo a noite, quando o resto do pessoal do trabalho chegou em Paris, pedimos pro concierge do hotel nos indicar um bom “bistro” ali por perto.

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Podia ate ser super turistico e “caricato”, nao nos importamos, mas queriamos algum lugar bem “Parisiense” – decoracao fofa, comida tipica e boa, e que nao fosse muito longe do hotel (o clima esta uma delicia e preferimos andar).

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A dica entao foi o bistro “Le Grand Colbert“, bem ali pertinho, e que foi a sugestao perfeita para nosso “desejo” de uma noite Parisiense.

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Por dentro ele parece mesmo que parou no tempo, com a decoracao interior que parece nao ter sido modificada em nada, desde que abriu suas portas pela primeira vez na decada de 30 – o chao de azulejo, os lustres enormes, os vitrais e o enorme bar de madeira macica.

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No menu, opcoes tao tipicamente Francesas que chegam a beirar um cliche gastronomico – entao pra entrar no clima eu pedi sopa de cebola gratinada de entrada e carne com batatas fritas (steak et frites) de prato principal. Sobremesa? Creme brulee, claro!

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Eu postei uma foto de la ainda enquanto estavamos jantando e uma leitora comentou no INstagram que esse eh o restaurante que aparece no filme “Something’s gotta Give” com a Diane Keaton e Jack Nicholson (que infelizmente eu nao assisti) e realmente comecei a notar que eles tinham varias referencias sobre o filme espalhados nos cantos…

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Entao, para os fans do filme, um motivo a mais pra visitar o Le Grand Colbert!

Le Grand Colbert

2 Rue Vivienne, 75002 Paris, France

+33 1 42 86 87 88

O restaurante eh bastante lotado nos fins de semana, e portanto eh imperativo fazer reserva com antecedencia (principalmente pra jantar), mas ele nao aceitam reservas por e-mail nem pela internet, apenas por telefone. Eu achei que o nivel de Ingles era bem bom, mas se voce nao se garante no Frances nem no Ingles, peca pro concierge ou recepcao do seu hotel em Paris reservar pra voce!

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12
20
Mar
2014
Paris: La Defense
Escrito por Adriana Miller

Sempre que eu vou a Paris, aproveito para tentar conhecer um pouco mais as diferentes regioes e bairros da cidade.

Paris

As vezes eh uma revisita a alguma bairro preferido, ou exploro os arredores de onde estou hospedada, ou se por acaso estiver trabalhando am algum bairro diferente.

Entao nessa ultima viagem tive uma reuniao no bairro futurista La Defense. Eu ja tinha passado por la outra vezes, em outras reunioes com essa mesma empresa, mas dessa vez aproveitei que tive tempo livre no domingo e fui ate la simplesmente para passear.20140320-153206.jpg

Minha principal comparacao seria que a La Defense esta para Paris, como Canary Wharf esta para Londres – sao bairros modernos e planejados, com foco muito mais pro business do que pro turistico, mas que aos poucos foram tomando conta da paisagem da cidade, foram crescendo e criando “personalidade”!

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A construcao e desenvolvimento da La Defense comecou nos anos 50, tendo como principal objetico desenvolver o lado noroeste da cidade, aproveitando as avenidas e ruas que completam os axis que conectam diferentes “arrondissements” da cidade com o Arco do Triunfo.

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A Avenida de la Defense se estica em linha reta, perfeitamente projetada, para espelhar o historico Arco do Triunfo, e entao nao eh surpresa que seu principal atrativo 0 e simbolo – eh o “Grand Arche”, uma construcao moderna e enorme, em formato de arco retangular que se encaixa perfeitamente nos angulos do Arco do Triunfo.

Esteja voce de um lado ou do outro da cidade, eh impossivel ignorar a simetria perfeita entre as duas areas, que nada mais eh do que um detalhe que une esses dois lados tao opostos de Paris.

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Uma visita a La Defense vale a pena nem que seja soh por isso, para ver essa imagem futuristica de uma Paris moderna – com a vista da Paris “tradicional” perfeitamente encaixada a distancia.

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Uma vez la, pouco mais temos pra conhecer ou visitar do que a praca central (onde esta o Arco, e de onde se tem a vista do centro historico da cidade la do outro lado da avenida), ja que a La Defense eh cercada de predios espelhados e torres empresariais de arquitetura moderna.

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Mas ao redor da praca, existem 3 shoppings, com muitas opcoes de restaurantes e lojas (praticamente as mesmas que voce encontraria no centro de Paris), que sao uma boa opcao para quem quiser explorar as araras sem ter que enfrentar multidoes de turistas, araras baguncadas e estoques desfalcados…

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A La Defense tambem eh uma boa opcao de hospedagem para quem for a Paris nos fins de semana – como o bairro so fica cheio de segunda a sexta (pois tem um perfil praticamente 100% business), quase todos os hoteis de redes internacionais tem filiais por la, porem ficam quase sempre vazios nos ins de semana, e portanto oferecendo muitas otimas promocoes e precos.

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Pra chegar la eh super facil – a mesma linha de metro 1que conecta o Louvre (Estacoes Rue de Rivoli e Concorde) ao Arco do Triunfo, segue ate o final da linha para La Defense, sendo que o ponto final da linha eh a estacao bem embaixo do Arco. A viagem de metro entre os dois pontos da cidade nao demora mais que 15/20 minutos, e eh muito facil!

Categorias: França, Paris, Roteiros & Passeios, Viagens
12
04
Mar
2014
Paris ao vivo!
Escrito por Adriana Miller

Essa semana estive uns dias em Paris a trabalho, e já que tinha que estar lá cedinho na segunda-feira, aproveitei pra ir no domingo de manha e ter um dia livre por lá!

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A viagem foi meio enrolada, e entre vários cancelamentos e remarcações em cima da hora, acabou não dando pra emendar o fim de semana com a familia toda… Mas consegui aproveitar assim mesmo!

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No domingo, quando cheguei, dei bastante sorte com o clima – apesar de que esse inverno não tem sido muito frio, a chuva esta impiedosa e com muitas áreas no Sul da Inglaterra e Norte da França se do inundadas, a Paris tem sido particularmente chuvosa ultimamente…

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Mas São Pedro deve ter adivinhado que eu só tinha um diazinho livre, e tão peguei um dia lindo e ensolarado!

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Aproveitei pra rever a cidade sem rumo, e explorar áreas que ainda não conhecia muito bem…

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E como sempre, comi e bebi bem demais!
Ainda bem que em Paris não paro de andar nem um segundo, por muitas horas a fio, porque a ingestão de calorias sempre é descomunal!

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Na segunda-feira ainda consegui dar uma escapadinha no fim do dia e passear mais um pouco – bem a tempo do temporal quem pegou pelo caminho…

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Mas que em compensação gerou paisagens e fotos incríveis!!!

(Que me acompanha no Instagram ou Facebook sofreram um certo flood, mas faz parte!)

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Mas é sempre uma pena ter que gastar tanto tempo em Paris trabalhando :-)

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E meu tempo por lá sempre acaba rápido demais!

Categorias: França, Paris, Viagens
29
27
Feb
2014
Teatro The Old Vic (e seus túneis!)
Escrito por Adriana Miller

Quem passar pela estação de trem Waterloo em Londres é impossível não reparar no teatro “The Old Vic” – a casa ocupa um quarteirão inteiro, bem na esquina de duas das principais ruas da região: a Waterloo Road e a The Cut.

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Ele ocupa esse espaço desde 1818, quando abriu as portas pela primeira vez, com o principal propósito de exibir pecas baseadas nas obras de Shakespeare, já que o “Shakespeare Globe” na época ainda não tinha sido reformado e retomado seus espetáculos (na verdade isso so aconteceu quase 200 anos depois, em 1997!).

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Ao longo de suas existência, o The Old Vic teve diferentes nomes, esteve sob inúmeras direções, e também foi parcialmente destruído pela Blitz durante a Segunda Guerra Mundial, finalmente recebendo seu atual nome e recuperando seu prestigio na década de 70.

O The Old Vic se destaca principalmente por uma característica: ao contrario das outras centenas de casas de espetáculos em Londres, ele nunca foi ocupado por musicais nem pecas de “massa”, mantendo sua reputação na area de artes literárias e teatro tradicional, sempre com espetáculos de altíssima qualidade e aclame critico.

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Outro destaque do Old Vic é seu papel nas artes cênicas Britânica, sendo um dos principais palcos de formação teatral para todos os tipos de artistas, de atores a produtores, roteiristas, cinegrafistas e todas as diversas áreas envolvidas numa produção teatral, e muito frequentemente eles oferecem cursos ou abrem concursos que “descobrem” novos talentos em Londres e em todo Reino Unido.

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Em 2003 o ator Kevin Spacey “adotou” o teatro e ate hoje ocupa o cargo de Diretor Artístico, o que sempre atrai bastante atenção da mídia, colocando o Old Vic ainda mais em evidencia, e por sua vez atraindo mais nomes de peso a seus palcos, e conferindo mais qualidade e melhor reputação a suas obras.

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E nem adianta tentar dar “dicas” de pecas, pois a cada temporada (mais ou menos a cada 6 meses) o The Old Vic apresenta uma nova produção – mantendo seus salões sempre cheios e o críticos de teatro sempre favoráveis!

E além do teatro propriamente dito, a fundação The Old Vic também comanda os “tuneis” Old Vic Tunnels, que eh o espaço escondido em baixo dos trilhos da ferrovia de Waterloo, com centenas de galerias, tuneis e galpões que se expandem em mais uma infinidade de ações culturais.

A maioria deles é fechado a eventos privados, atraindo grandes nomes como uma exposição de Banksky e festas fundraising comandadas por Bill Clinton a Gwyneth Paltrow, desfiles da London Fashion Week e restaurantes pop up de chefs estrelados.

Porem um dos tuneis esta sempre aberto a visitação, e eh um espaço único em Londres, cedendo suas paredes livremente para artistas de ruas, onde podem pintar e grafitar livremente e legalmente.

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O túnel fica meio escondidinho entre Waterloo e o London Eye, e do lado de fora pode ate parecer um pouco assustar para os turistas desavisados – mas vale a pena se desviar um pouquinho do caminho e passar pelo túnel.

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E sempre que passo por lá vejo uma “atração” diferente – além de que as pinturas mudam praticamente todos os dias, sempre vemos muitas gravações e sessões fotográficas (de vídeo clipes e sessões fotográficas de altíssima produção, a infinitas sessões de “look do dia”), além de que os próprios artistas são um caso a parte! Acho fascinante suas pinturas e métodos, e “assistir” um dos painéis sendo elaborado!

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Teatro / Musicais, Viagens
3
24
Feb
2014
Dicas práticas para viajar com bebê (e ainda em processo de aprendizado!)
Escrito por Adriana Miller

Nos últimos anos pré-Isabella, nada me irritava mais do que comentários do tipo “aproveita mesmo, porque depois que os filhos vierem essa vida de viajar toda hora vai acabar…!”.

Ok que não da pra negar que a vida muda, mas daí a achar que a vida acaba depois que temos filhos nunca foi minha praça. E no quesito viagens, se eu sempre viajei com meus pais desde bebê, por que não faria o mesmo quando tivesse meus filhos?!

Os benefícios e delícias de se viajar em família são inúmeros (e o que não falta por ai hoje em dia são blogs sobre viagem com crianças e em família exemplificando isso!), mas também nunca me iludi e sempre soube que teríamos que fazer algumas mudanças e adaptações no nosso estilo de viajar para acomodar as necessidades de uma nova pessoinha!

E na verdade quando digo “viajar”, não necessariamente significa entrar num avião e ficar semanas a fio longe de casa… muitas das “dicas” a baixo são na verdade muito mais utilizadas no nosso dia a dia em Londres, e fins de semana passeando por ai, do que necessariamente “estar de ferias”.

Bons costumes e uma boa rotina no dia a dia da criança podem ser replicados em qualquer lugar do mundo, e sempre facilitam a vida dos pais, sem prejudicar a criança, e eh isso que importa!

Então logo que descobrimos a existência de um terceiro tripulante a bordo que já começamos a nos empolgar a mostrar o mundo pra nossa família, e nunca me passou pela cabeça que isso significaria o fim das viagens!

Com isso em mente, já nos planejamos para que de certa maneira pudéssemos criar um bebê que adore viajar como nós, e que ela viesse apenas para somar, e não atrapalhar. Tanto eu quanto o Aaron já somos pessoas naturalmente tranquilonas, e nunca me imaginei sendo uma mãe neurótica nem cheia de frescuras e medos – no dia a dia, e muito menos mundo afora.

Então esse post nada mais é do que alguns tópicos e pequenos detalhes que fizemos com a Isabella desde seus primeiros dias de vida, já pensando em como facilitar nossa vida lá na frente, quando começássemos a viajar com ela.

Muitas dessas “dicas” foram resultado de assistir amigas e conhecidas no dia a dia da “vida real”,  lidando com seus filhos, muito antes da Isabella nascer ou quando ela era bem pequena, e situações que me fizeram refletir comigo mesma e decidir: “Nunca quero ser assim”!

Não quero dizer que determinado comportamento seja certo e o outro errado, apenas foram detalhes e situações que eu sabia que não dariam certo pra mim.

Mas sei que nem sempre o que da certo (ou errado) pra uma família vai funcionar com outra criança, outra mãe ou outro pai… Então cada um tem que saber reconhecer o que pode ou não ser usado, separar o joio do trigo e não necessariamente fazer alguma coisa só porque todo mundo faz (ou não faz) ou porque leu num livro ou num blog.

Esse post esta no rascunho a muito tempo, mas fiquei na duvida se publicava ou não… geralmente não gosto desses posts “mommy blog” ditando regras, que dão a impressão de “olha como meu bebe e minha família são perfeitos e se você fizer diferente, será tudo errado”, sabe?

Mas ao mesmo tempo essas são as perguntas pais-e-filhos mais frequentes aqui no blog e no Instagram, que já respondi em outros comentários e posts, então achei mais pratico colocar tudo junto num lugar so.

Mas reforço que não estou ditando regras, nem profecias sobre o que é certo ou errado, e muito menos o que faz de alguém uma boa mãe ou não – são apenas as dicas que usamos em nosso dia a dia e em viagens, e que realmente fazem nossa vida tão mais fácil e leve!

 

- Alimentação:

Eu me preparei pra amamentar por o maior tempo possível. Afinal nada é mais prático do que amamentar um bebê – já esta tudo esterilizado, na temperatura certa, embalagem certa e prontinho para ser servido em qualquer lugar do mundo! Mas também nunca tive a pretensão de amamentar exclusivamente por anos a fio (afinal isso é uma escolha individual de cada mãe/bebê), então desde que introduzimos mamadeiras e fórmula na dieta da Isabella, eu ja tinha algumas ideias em mente.

Pesquisei bastante e escolhi mamadeiras que não demandassem muito tempo/esforço para serem limpas, esterilizadas e afins. Muitas pecinhas, tubinhos e mecanismos de promessas impossíveis?! Tô fora!

O mercado está cheio de mamadeiras que prometem mundos e fundos (imitar a sucção do peito, evitar cólicas, etc), mas depois de pesquisar bem e de conversar com um pediatra e as Health Visitors do NHS, cheguei a conclusão que nada poderia garantir promessa nenhuma… Então me decidi pelas mamadeiras da MAM, que são apenas 3 peças pra desmontar/lavar – e o principal – auto esterilizáveis (bastam 3 minutinhos no microondas com um pouquinho de agua e pronto! Nunca nem comprei aquelas esterilizadoras super trambolhão!).

Se já é chato ter que lavar mamadeiras nas férias, imagina ter que carregar um esterilizador?!

Estoque de papinhas e leite no cruzeiro pelo Caribe

O segundo detalhe foi: leite artificial, sempre na temperatura ambiente!

Nunca acostumamos a Isabella a tomar leite morno, desde o primeiro dia de leite em pó! Isso significa que a qualquer momento do dia ou da noite, seja lá onde estivermos, se ela estiver com fome, sua mamadeira estará pronta em questão de segundos!

(Isso foi uma dica de uma amiga aqui em Londres, enquanto tentava lidar com seu filho de uns 3 anos dando um verdadeiro escândalo porque o leite não estava morno… na época a Isabella ainda só amamentava, e ao ver a situação dela, fiquei com a “dica” na cabeça, e deu super certo pra gente!)

Não ter que carregar garrafa térmica com agua morna, ou ficar catando um lugar pra esquentar mamadeira ou agua pra preparar leite. Nunca tive que pedir pra comissaria de voo ou garçon de restaurante esquentar agua/leite pra Isabella, e isso facilita TANTO no dia a dia!

Depois que ela passou a comer papinhas e comida normal, uma outra “técnica/filosofia” muito popular aqui na Inglaterra e que deu muito certo com a Isabella eh o “Baby Led Weaning”, que basicamente dita que o bebe deve – na medida do possivel – sempre comer sozinho, e comer comida “normal”, e não apenas papinhas insossas, sem sabor nem texturas.

Não fui nem sou muito xiita em relação a isso não, e o fato de que a creche da Isabella usa a mesma filosofia também ajuda bastante.

Seção de leites e papinhas na farmácia do aeroporto em Londres

Além de todas as vantagens didáticas da “teoria” (pois estimula o senso de independência da criança, estimula o gosto por comida “de verdade” e não apenas um paladar infantil, estimula um ambiente de refeições em família e dá a criança um senso de “participação” em vez de sempre comer algo diferente, num horário e momento separado dos pais ou irmãos mais velhos), a verdade é que no dia a dia, e principalmente quando estamos fora de casa, também tem sido uma mão na roda.

Quando digo que não sou xiita, é porque na rapidez e praticidade do dia a dia, de segunda a sexta, eu também faço papinhas especiais pra ela, e durante a semana ela geralmente janta mais cedo que a gente mesmo, mas em compensação isso também significa que sempre que comemos fora ou viajamos não preciso ficar neurótica sobre como levar comida, onde esquentar comida, se os legumes são orgânicos, se agua foi benzida ou sei lá mais o que, e sempre da pra achar alguma coisa no cardápio que ela vai gostar e vai comer numa boa (mesmo sem dentes!).

Siiiiiim, faz uma sujeirada, mas nada que uma muda extra de roupa e uns lencinhos umedecidos na bolsa não resolvam!

Curtir as refeições em família e ver a Isabella comendo bem provando novos sabores compensa a bagunça!

Outra coisa que facilita bastante é que hoje em dia existem papinhas de bebê de ótima qualidade e variedade e fáceis de encontrar no mundo todo.

Papinha orgânica na Bósnia

Concordo que em viagens longas não é bom que a criança só como comidas artificiais várias vezes por dia, por muitos dias a fio, mas não vejo mal nenhum fazer um revezamento entre comida “de verdade” e comidas prontas.

Então geralmente o café da manhã dela é no hotel/apartamento (sempre que possivel tenho dado preferência a ficar hospedada em apartamentos ou flats com cozinha e tals), com frutas, cereais e iogurte, na hora do almoço dou alguma papinha pronta com alguma fruta (mas se formos comer em algum lugar que dê pra pedir alguma coisa pra ela, melhor ainda), e a noite tento dar mais alguma papinha feita em casa, ou sopa de legumes em algum restaurante e algumas variações do mesmo tema.

A Isabella não é muito de fazer lanchinhos não, e se ficar com fome entre as refeições, o que ela gosta mesmo é de leite (que é fácil, pois como ela não toma leite quente/morno, é facílimo preparar o leite dela a qualquer momento).

 

- Dormir:

Tivemos bastante sorte de ter um bebê que dorme super bem (e por MUITAS horas seguidas a noite) desde bem novinha, mas sempre evitamos criar um ambiente onde tudo no mundo tem que parar só porque ela esta dormindo.

Claro que ha limites, e é óbvio que um bebê de meses não tem a mesma disposição que um adulto (nem essa nunca foi a intenção), mas aos poucos fomos acostumando ela a dormir em qualquer lugar – no carrinho enquanto passeamos a tarde, ou no canguru pelos corredores de um museu ou aeroporto ou no bebe conforto no banco de trás do carro.

Ela tem uma rotina super regradinha (isso não adianta lutar contra! Toda criança precisa de uma estrutura), mas desde que mantemos esses horários e costumes, ela fica numa boa, seja onde for.

Na medida do possivel, sempre tentei criar um ambiente de “sonecas” que fosse confortável e aconchegante, mas que nao dependesse do quarto escuro, a musica X, a temperatura Y, que acaba deixando maes e criancas escravas de um custume dificil de quebrar.

(essa foi outra dica resultante de um trauma de ver uma outra amiga aqui em Londres que não podia fazer NADA fora de casa entre 12:00 e 15:00 porque se o filho não dormisse no seu berço, ouvindo a musica tal, com o bichinho Y, no escurinho, etc ele dava altos escândalos. Ele não ficava com ninguém, não se adaptou na creche etc por causa disso)

Outro “truque” que deu super certo com a Isabella é a base do carrinho que compramos pra ela (o Bugaboo Bee), que se chama “Cocoon”. Nada mais é que uma base macia e maleável e que faz as vezes de um Moisés pra recém nascidos. Só que esse “Cocoon” parece um mini saco de dormir, e é suuuuper aconchegante!! Então desde os primeiros dias de vida usamos esse “Cocoon” como a base de sua cestinha moisés que ficava no meu quarto nas primeira semanas, depois se mudou com ela para seu berço no seu quarto, e ia com ela onde for!

O “Cocoon” dentro do berço do hotel em Vail

Já serviu de base pra caminha na casa das avós nos EUA e no Brasil, serviu de cama improvisada no lounge do aeroporto, também fez as vezes de lençol/forro nos berços de hotéis de Vail a Búzios, e na cama do quarto de hóspedes na casa de amigos durante uma festa.

Hoje em dia, depois que ela ficou muito grande para o Cocoon, ela dorme num “baby grow”, que eh outro tipo de saco de dormir quentinho e confortável, próprio pra crianças mais velhas.

Ou seja, ela dorme numa boa, em qualquer lugar, porque pra ela, ela esta dormindo sempre no mesmo lugar! Tem a mesma textura, cheiro, maciez, etc

 

 - Banho

Essa dica eh simples e fácil!

Em casa a Isabella sempre tomou banho em sua banheirinha de bebe usando um daqueles “reclinadores” (que deixa a mãe com as duas mãos livres e sem medo de deixar o bebe escorregar, e por sua vez o bebe fica bem mais confortável!), mas ao mesmo tempo nunca passou pela minha cabeça levar aquele trambolhão pra lugar nenhum!

Hora do banho no hotel em Búzios

Então o que fizemos foi comprar uma daquelas piscininhas infláveis de bebe – são super baratinhas, leves e fácil de carregar na mala, e fáceis de encher e esvaziar.

Levamos em quase todas as nossas viagens, sem ocupar nenhum espaço na mala, mas mantendo ela confortável (e facilitando nossa vida na hora do banho).

É só encher com agua do chuveiro e voila!

Hoje em dia, depois que ela ficou muito grande pra banheirinha, passei a dar banho nas banheiras de hotel ou no chuveiro mesmo (quando não tem banheira), usando um copo de plástico ou canequinha pra faciliar!

- “Mãos livres”: Canguru, wraps e mochilas

Imediatamente depois que a Isabella nasceu, eu fui adepta dos cangurus e wraps.

Na verdade, tentei alguns wraps mais elaborados (acho liiiiindo aqueles bebes todos enroladinhos com as mães), mas a Isabella NUNCA se adaptou a nenhum deles (altos berreiros!) - mas em compensação ela adorava o Baby Bjorn (marca do nosso canguru), então eu fazia tudo com ela pertinho de mim! E de quebra, ainda ficava com as mãos livres!

Prestes a embarcar pro Brasil com o canguru

Eu saia de casa sem fralda extra, mas nunca saia de casa sem o canguru a mão!

Se ela estava com dificuldade pra pegar no sono: canguru. Se estava irritada ou manhosa: canguru. Acordou bem na hora que comecei a almoçar: canguru. Etc, Etc, Etc.

E claro, na hora de viajar, estar com as mãos livres é a melhor coisa que existe! Afinal seja qual for seu meio de transporte, você terá que carregar mala, passagens, passar por lugares apertados, montar e desmontar o carrinho e afins.

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Depois que ela ficou gorducha demais pro canguru, fizemos o upgrade para uma mochilinha, dessas próprias de carregar crianças.

Pra começar que ela A-DO-RA ver o mundo lá de cima, fica olho no olho com a gente e o resto das pessoas em volta, sem deixar de ficar confortável.

Na mochilinha a caminho dos EUA

O modelo que escolhemos foi a Little Life, pois é bem versátil, mas sem ser um trambolhão (não queria nenhuma daquelas mochilas de trilha nem acampamento não, sabe? Queria algo mais portátil e menos horrenda!).

Quando esta fechada e sem a Isabella dentro, essa mochila tem cara de mochila “normal”, e ainda tem um compartimento extra onde colocamos as coisas dela (que iriam na bolsa de fralda), como mudas de roupa, fraldas extras, mamadeiras, brinquedos , etc (mas tem que ter cuidado pra não exagerar porque isso tudo estará nas suas costas também!), e quando abre, ela tem uma cadeirinha acolchoada, apoio pros pés, almofadinha pro rosto (se bem que não acho que ela fique muito confortável pra dormir bem não, então sempre tenho um “plano B” pra hora da soneca mais longa do dia).

Eu sei que existem alguns modelos de canguru que “duram” mais tempo, e podem ser usados com bebes/crianças mais pesadas, mas ainda assim preferimos usar a mochila, pois achei que tanto a Isabella quanto eu ou o Aaron (quem estiver carregando ela) ficaríamos mais confortável, pois assim como uma mochila de acampamento, a Little Life tem um suporte de alumínio nas costas, apoio pro quadril, etc facilitando o nosso uso por períodos longos. Além de poder ser usada por crianças ate uns 20 quilos (ou uns 3 anos, depende da criança).

 

- Carrinho 

Entre as famílias viajantes, existe muito debate sobre qual o melhor carrinho escolher.

Antes do bebe nascer, todo mundo quer o mais potente, mais vistoso, mas cheio de perecotecos e fashion. Ai logo depois que bebe nasce a realidade bate a porta, e acabamos nos dando conta que o modelo X é muito pesado, o Y não cabe na mala do carro nem passa na escada rolante do shopping, ou que desmontar a marca Z na porta do avião (ou no estacionamento no shopping, antes de entrar no taxi, ou seja onde for)é muito difícil, etc, etc.

Então quem não conhece famílias que tem 2, 3 ou mais carrinhos encostados em casa? Haja dinheiro desperdiçado pra isso tudo heim?! E haja espaço de sobra nos micro apartamentos de hoje dia pra guardar isso tudo!

Pelas ruas de Les Baux, na Provence Francesa

Isso foi uma coisa que pensamos muito antes de decidir qual carrinho comprar, e queríamos um modelo resistente e confortável, porem compacto, de peca única, que fosse fácil de abrir e fechar e que fosse versátil, podendo ser usado de recém nascido ate uns 3 anos. Acabamos escolhendo o Bugaboo Bee e sem duvida alguma foi a melhor decisão feita no mundo paralelo do enxoval de bebe! (varias outras dicas, opiniões e duvidas sobre o Bugaboo nesse tópico aqui no fórum).

Dormindo no Bugaboo numa conexão em Nova Iorque

Ha quem defenda os carrinhos “guarda chuva” a ferro e fogo, e realmente deve ser bem mais fácil lidar com um carrinho desse estilo em comparação com modelos mais monstrengos (tipo Stokke, Silver Cross, alguns Quinny, etc), mas no nosso caso (por todos os motivos que nos levaram a escolher o Bugaboo Bee desde o inicio) não tenho a menor necessidade de um carrinho “pra viagem”.

Mas meu principal motivo por não gostar dos modelos gurda chuva eh o conforto pra criança. Afinal, se eu quero passar o dia todo batendo perna por ai, o mínimo que posso fazer pela minha filha é garantir que ela estará confortável e vai conseguir dormir numa boa, e tals, e a maioria dos guarda-chuva não oferecem isso.

Pois acho que trambolho por trambolho, eles também são, e no fim das contas são os pais carregando e empurrando o carrinho o dia todo de qualquer maneira.

Pelas ruas de San Juan, Puerto Rico

O meu carrinho (Bugaboo Bee) é bem compacto e prático (e fecha em uma peça só, que acho essencial), mas super confortável pra Isabella e isso que acho importante em viagens (porque ela consegue dormir tranquilamente durante horas no carrinho, enquanto passeamos com tranquilidade).

Talvez quando ela for maiorzinha, tipo uns 2 ou 3 anos pode ser que eu mude de ideia, mas o que vejo acontecendo com mães amigas é que elas compram um carrinho guarda chuva achando que vai ser mais pratico, só que nessa idade as crianças querem andar no chão e explorar as coisas e lugares (principalmente em viagens), então a mãe/pai acaba passando o dia todo carregando o trambolho do carrinho, e na hora que a criança cansa e quer voltar pro carrinho, não conseguem descansar nem dormir direito porque o carrinho não é confortável suficiente…

Bem, pode ser que ao longo do próximo ano eu mude de ideia, mas acho que a vantagem do carrinho que escolhi eh justamente essa, e não tenho planos de ter que comprar outro carrinho (nem tenho vontade, nem teria lugar pra guardar).

Carrinho sobrecarregado de tralhas no aeroporto

Viajamos com a Isabella pra tudo quanto é canto levando nosso carrinho normal mesmo e nunca tivemos problema (nem no dia a dia da viagem, nem na hora de embarcar, nem nada disso).

E afinal, não ha maior prova de fogo pra portabilidade e durabilidade de um carrinho do que nosso dia a dia em Londres!

Claro que ha modelos E modelos de carrinho guarda-chuva, e alguns atá bastante confortáveis, mas ai por outro lado eles perdem as vantagens de serem leves e compactos… (alguns modelos McLaren por exemplo, são mais pesados e maiores – quando fechados – do que o Bugaboo Bee, por exemplo).

 

- Germes e esterelização

Atenção mães com fobia de germes e sujeiras: melhor fechar seu browser agora mesmo!

Taí uma frescura que não tenho de jeito nenhum! Acho que criança tem mais é que se sujar, colocar tudo na boca, rolar no chão! Como já diria minha avo, criança precisa de “vitamina S” pra crescer (“S”  de sujeira!).

Claro que tudo tem seu limite, e lencinhos umedecidos e álcool em gel estão ai pra isso, e prefiro deixar ela ficar rolando por ai enquanto eu vou atrás dela limpando suas mãos o tempo todo, do que não deixar ela brincar livremente ou explorar os lugares so por medo de “estar sujo”.

Rolando pelo chão do aeroporto em Houston, Texas

Rolando pelo chão do aeroporto em Houston, Texas

Outra mania que nunca tive com a Isabella é a esterelizacao de tudo que ela encosta.

Segui as recomendações do pediatra nas primeiras semanas de vida, mas já com uns 2/3 meses ele nos “liberou” e imediatamente parei de me preocupar com isso. Afinal essa eh a idade que os bebes começam a colocar tudo na boca de qualquer maneira, então de que adianta fica esterelizando todas as mamadeiras se seu bebe esta mordendo e chupando  a alça do carrinho ou do canguru?!

"Chão gostoso!" (sou dessas que primeiro tira a foto e depois sai correndo gritando não!)

“Chão gostoso!” (sou dessas que primeiro tira a foto e depois sai correndo gritando não!)

Além disso o próprio ato de tirar as coisas de dentro do esterelizador já dês-esterilisa tudo, a não ser que você mantenha os armários de sua cozinha e as prateleiras da sua casa sempre embalados a vácuo! Ninguém consegue criar crianças numa bolha o tempo todo (e nem deveria…!).

Lá em casa acho que facilita bastante o fato de termos uma maquina de lavar louca, que por lavar tudo com agua super quente, já meio que da uma esterilizada, mas quando viajamos, eu apenas levo detergente de louca e a escovinha de mamadeira e lavo tudo muito bem com agua quente, e voila!

Kit “lava mamadeira” de viagens

Então já me perguntaram como eu fiz pra esterilizar mamadeiras no cruzeiro, no hotel tal, no avião… Oi?

Mas ainda assim, para famílias menos “relax”, hoje em dia existem produtos (em liquido, tabletes, etc) portáteis que podem ser usados pra esterilizar os equipamentos de bebes sem necessidade de carregar esterilizador pra tudo quanto eh canto.

(continua sendo um estorvo na vida ma mae&pai da crianca ne? Afinal onde voce vai deixar a mamadeira de molho durante um voo?)

Ou simplesmente comprar marcas auto esterilizaveis e mais praticas (como mencionei as mamadeiras da MAM ai em cima)

(esse foi outro “trauma” ao vivo depois que assisti – horrorizada – uma amiga que esterilizava cada mamadeira, cada gota de agua, cada bico, cada chupeta mil vezes por dia, segundos antes de serem tocados por seu filho, que na épocajá tinha uns 6 meses. O menino tava lá, lambendo o sofá e mordendo o dedo de todo mundo, mas assim que ela tinha que dar uma mamadeira pra ele, lá ia ela esterilizar e ferver tudo freneticamente, enquanto a criança berrava de fome)

 

Enfim, como o proprio titulo do post indica, esse eh um process eterno de aprendizado, e cada nova fase da Isabella traz novos desafios e novas adaptacoes, a cada ano mais novidades surgem no mercado, e nunca ninguem tera todas as respostas e dicas infaliveis sobre como criar cirancas.

Entao pode ser que daqui a uns meses eu mude de ideia sobre todos os pontos acima, ou quem sabe, resolva fazer tudo completamente diferente com um proximo filho – mas ate hoje estamos satisfeitos com as escolhas e decisoes que tomamos ao longo do primeiro ano de vida da Isabella, e temos uma dinamica familiar muito facil de ser administrada, e acho que isso eh que eh o moral da historia! :-)

 

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