26
Dec
2013
Natal 2013!
Escrito por Adriana Miller

Um feliz Natal rodeados por quem a gente ama são nossos votos para todos os leitores do DriEverywhere!

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Nós 3 viemos para o Rio de Janeiro celebrar o primeiro Natal da Isabella com a minha família, e esse foi o maior presente que eu jamais poderia imaginar!

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Nossos dias tem sido movimentados de passeios, visitas e celebrações, mas não poderia deixar de desejar muitas felicidades a minha “família virtual”!

Muitos beijos!

Adriana & Aaron & Isabella

Categorias: Brasil, Natal, Pessoal
35
19
Dec
2013
Balkãns: explorando a costa do Adriático de carro (Croácia, Montenegro e Bósnia)
Escrito por Adriana Miller

Como prometido, aqui esta o post detalhando o lado pratico de nossa viagem pela costa do Adriatico em Agosto.

Passamos pela Croacia (Dubrovnik), Bosnia (Mostar) e Montenegro (Baia de Kotor).

Nao tinhamos muito tempo disponivel, entao as escolhas foram objetivas. Alem disso, por estarmos com a Isabella (que na epoca estava com 7 pra 8 meses de idade), nao queriamos passar muito tempo no carro (estabelecemos um limite de 2 horas dirigindo de cada vez), nem queriamos trocar de hotel todas as noites.

Entao estabelecemos nossa base de operacao em Dubrovnik, ficamos num hotel com garagem e alugamos um carro la mesmo no aeroporto.

- Aluguel de carro:

Ja dei essa dica aqui outras vezes, mas vale mencionar de novo: eu sempre verifico tarifas de aluguel de carro no site travelsupermarket.co.uk, que faz uma busca em outros grandes sites e portais de viagem, assim como empresas e agencias locais, que geralmente tem precos melhores, mas que quem vem de fora nao conhece.

A transacao eh toda feita on line, algumas vezes eh necessario pagar o valor todo no ato da reserva, outras vezes pagamos na retirada do veiculo, e tambem eh possivel escolher acessorios, como GPS, cadeira de carro pra bebe ou para criancas, etc.

Ultimamente nao temos alugado GPS, pois acho que o Google Maps do iPhone funciona melhor (eu tenho um plano de celular da Vodafone UK que me da internet ilimitada na Europa, entao vale a pena).

E quanto ao bebe conforto da Isabella, depende do lugar onde vamos e o custo beneficio do aluguel (acho um saco ter que viajar com o bebe conforto!), pois muitas vezes o valor do aluguel da cadeirinha sai mais caro que o proprio aluguel do carro! (sempre optamos por um economico “medio”: com 5 portas, ar condicionado e bagageiro decente – lembrando que os carros na Europa tendem a ser minusculos!).

- Estrada e Mapas:

Como comentei acima, jamais alugo carro sem GPS ou Google Maps na mao, mas ainda asism sempre pedimos na concercionaria um mapa de estradas (ou compramos num jornaleiro), so pra garantir que a tecnologia nao vai nos deixar na mao, e para podermos ter uma nocao de direcao, distancias etc.

E como sou fa de guias de viagem de papel, tambem aproveito para ir procurando no mapa e nos guias potenciais paradas estrategicas pelo caminho, e o que mais poderiamos visitar e aproveitar para esticar as pernas, brincar com a Isabella etc.

As estradas sao otimas!! Principalmente na Croacia, alem da vista sensacional bordeando a costa com a vista de suas milhares de ilhas (de babar! Um dia vou me aposentar e virar pescadora numa ilha da Croacia! Hahahahah), o asfalto eh um verdadeiro tapete.

Alguns trechos sao em mao dupla, com acostamento, mas tambem tem bastante secoes com pista dupla nos dois lados. E sinalizacao eh clara e muito facil de seguir.

Em Montenegro, na regiao da Baia de Kotor, a estrada tambem eh boa, mas praticamente o tempo todo em mao dupla (um saco quando voce fica empacado atras de um caminhao).

A vista da estrada de Kotor faz parte da viagem, entao eh sem duvidas um daquelas lugares pra dirigir sem muita pressa de chegar do ponto A ao ponto B, e fomos dirigingo, parando, fotografando, dirigindo, parando para um sorvete, outra foto, dirigindo mais um pouco etc… e assim por diante.

Na Bosnia tambem nos surpreendemos como, de maneira geral, as estrdas tambem eram igualmente boas.

Porem a sinalizacao deixou a desejar (nao sei se teriamos achado Mostar sem um GPS na mao! Ou no minimo teria sido uma viagem muito tensa!), e nao sentimos tanta confianca pra simplesmente parar onde queriamos ao longo da viagem. Mas ainda assim foi super agradavel.

- Fronteiras:

Os 3 paises tem policas de fronteiras bem restritas, entao nao esqueca seu passaporte no hotel!

Eh preciso apresentar a documentacao do carro com informacoes de seguro internacional (se o carro for seu) ou autorizacao da concercionaria para viajar para aquelas paises (a nossa, por exemplo, nao permitia que o carro passasse pela fronteira da Albania nem da Macedonia), alem de passaportes.

Dubrovnik esta apenas a 30 minutos da fronteira com Montenegro, mas demoramos mais de 1 hora parados na fila da fronteira!

Entao quando fomos para Bosnia, estavamos esperando o pior, e fronteiras ainda mais rigidas, mas acabou sendo mais facil – principalmente por as fronteiras estavam vazias, entao praticamente passamos direto.

Eles fazem toda inspecao da documentacao, mas nao fizeram perguntas nem encasquetaram com nada (alguns carros estavam sendo parados e inspecionados).

Porem nesse viagem de Dubovnik a Bosnia eh preciso ficar atento a fronteira “dupla” entre os dois paises, pois a estrada passa pela area onde a Bosnia desce ate a costa, entao entramos na Bosnia (fronteira), dirigimos meia hora, passamos pela fronteira de novo e votlamos pra Coracia, ate que dai a mais uns 40 minutos entramos definitivamente na Bosnia.

Foi confuso, mas nada complicado!

- Roteiro:

No total ficamos 4 dias por la, o primeiro e o ultimo em Dubrovnik, e mais um dia inteiro em Montenegro e outr dia inteiro na Bosnia.

Sim, teria sido bem melhor ter mais tempo para explorar cada pais, nao viajar com tanta correria, etc, etc, mas como o tempo era limitado de qualquer maneira, e nao queriamos ter que trocar de hotel por causa da Isabella, adaptamos o roteiro da maneira que deu.

 

- Uma das perguntas que me fizeram foi se seria possivel fazer essa mesma viagem de maneira independente, pra que nao gosta de alugar carro em viagens.

A resposta eh sim e nao.

Nao, por que nao da pra fazer totalmente independente. A regiao nao eh servida por trens, e as conecoes de onibus sao pessimas.

Se me lembro bem, existe uma linha de onibus que conecta o aeroporto de Dubrovnik a Kotor 1 ou 2 vezes por dia (em horarios meio esdruxulos que nao deram pro nosso roteiro), e tem um outro servico de onibus que conecta Dubrovnik a Mostar, que ale de demorar quase 6 horas (de carro, demoramos 2 horas), as reviews que li dizem ser um onibus pessimo e desconfortavel, entao nem consideramos.

Porem, existem muitas opcoes de empresas de turismo que fazem excursoes as duas cidades a partir de Dubovnik!

Ainda assim optamos por alugar um carro, pois alem de nos dar mais liberdade de fazer e parar onde queriamos, acabou saindo mais barato alugar um carro do que pagar excursao para 2 adulto + 1 crianca (sem falar no conforto).

Categorias: Bósnia, Croacia, Montenegro, Viagens
15
16
Dec
2013
SAL: Carreira Internacional, como fazer “valer a pena”?
Escrito por Adriana Miller

A leitora Mariana me mandou um e-mail outro dia sobre carreira internacional, e achei que valia um post de “Servico de Atendimento ao Leitor”, que andava desaparecido aqui no blog!

Eu ja fiz varios posts sobre dicas de recursos humanos, e alguns outros esclarecendo duvidas sobre seguir uma carreira internacional, mas o que me chamou a atencao na pergunta da Mariana foi justamente o equivoco, ou a percepcao (errada) que as pessoas geralmente tem sobre a carreira.

Como conseguir uma carreira internacional de fato atualmente?

O ponto é que, com a tecnologia e a economia atuais, as empresas têm cortado cada vez mais os custos relacionados a tudo, especialmente com relação à “luxos” como viagens para funcionários. Tudo o que pode ser resolvido via skype, e-mail, telefone, etc. é de fato feito.

Aí vem a minha dúvida: aonde de fato pode-se conseguir cargos internacionais que valham a pena, em empresas que parecem mesmo estar dispostas a deslocar funcionários?

O banco em que você trabalha parece ser uma empresa nesse sentido. Não que alguém vá trabalhar em uma empresa só para ficar se hospedando em bons hotéis, afinal, o propósito é trabalhar, mas acho que você entende o que quero dizer. Na sua opinião, uma carreira internacional depende mais da própria empresa? Do cargo? E como procurar o cargo e a empresa certa? Porque pelo que vejo, como falei, não são todas as empresas que oferecem esse tipo de oportunidade.”

A duvida da Mariana tocou no principal equivoco de quem sonha com uma carreira internacional, seja la em qual area ela for. Aquele mundo de glamour, viagem mundo a fora, hoteis de luxo, reunioes high-profile em locais exoticos.

Mas claro, a realidade nao eh bem assim.

Ela tocou num ponto importantissimo: a realidade eh que no mundo de hoje, sao rarissimas as situacoes que realmente valem a pena uma empresa deslocar fisicamente um funcionario de ponto A ao ponto B.

Muito pelo contrario! Cada vez mais as empresas estao investindo fortunas em conectividade, tecnologia “remota” e afins, que diminuem o mundo, sem envolver viagens. Pois alem do custo obvio de uma viagem de funcionario, ainda existe o custo “nao contabilizado” de horas longe do escritorio, dificuldades de acessar sistemas, e todas as outras coisas “praticas” que atrapalham que um determinado trabalho seja feito no dia a dia de um funcionario “viajante”.

Entao se voce esta estudando e lutando por uma carreira internacional, pode ter certeza absoluta que voce passara seus dias sentado na sua mesa/cubiculo, logando em video-conferencias, participando em conference calls em horarios desumanos (sempre tem um lado do globo que sofre mais com o fuso horario alheio), correndo atras de prazos e deadlines que involvam diferentes horarios de trabalho mundo afora, e lidando com diferencas e conflitos culturais (que soam ainda mais exagerados quando todo mundo esta tentando se comunicar em sua segunda ou terceira lingua!).

Ou seja, o dia a dia de uma “carreira internacional” eh exatamente igual ao dia a dia de qualquer outra carreira domestica – e provavelmente ainda mais dificil, pois voce tera que lidar com dificuldades multi-culturais que seus colegas nao terao.

Eu por exemplo, que viajo bastante a trabalho, ainda assim faco 80% de meu trabalho remotamente, via e-mail, video, Blackberry, web conference, e o que mais estiver disponivel entre um pais pro outro, sem sair de minha mesa.

Mas e esses 20%? Como consegui estar na posicao onde estou hoje em dia, e ser  – literalmente – paga para viajar?

Bem, vamos dar um passo pra tras.

Tecnicamente eu ja trabalho “internacionalmente” a mais de 10 anos – por acaso ou nao, isso foi acontecendo aos poucos e eu fui agarrando as oportunidades, pois realmente sempre foi uma coisa que quis fazer e uma area que quis me especializar (ja contei mais sobre isso nesse post aqui).

E pensando bem, os primeiros 6 ou 7 anos dessa carreira internacional foram passados sentada atras de uma mesa, sem nunca colocar os pes pra fora da cidade (no maximo uma ou outra viagem – bem chatas! - a SP ou Rio Grande do Sul quando ainda trabalhava no departamento de exportacao de uma multinacional no Rio).

Mas indo direto ao ponto, sobre o que realmente fez a diferenca e transformar uma carreira internacional em de fato, internacional?

No meu caso, projetos.

Mais uma vez foi por acaso, nao tao acaso assim. Eu tenho uma base em economia e matematica (uma grande vantagem em relacao a meus colegas de RH que geralmente sao de humanas), e um “dom” com sistemas (#nerd).

Me da uma planilha de Excell e estou no paraiso! Se a planilha for extracao de um sistema, entao, melhor ainda! :-)

E sou organizada, adoro projetos. Adoro listas, e timelines, e tudo explicadinho passo a passo. Ah! E apresentacoes! Treinamento, reunioes, o que for. Nao tenho a menor vergonha de falar em publico.

E aos poucos isso foi me dando um “destaque” na area, e fui me envolvendo em projetos dentro de RH - e como ja trabalhava numa area internacional, dentro de RH,  muitos desses projetos acabavam envolvendo outros paises.

E assim comecou. E assim permaneci.

Ou seja, como disse acima, 80% do meu trabalho eh feito sentada na minha mesa, de cara pro meu computador, como todo mundo. Os outros 20% sao projetos.

Mas ai, o fato de viajar ou nao viajar entram varios outros fatores, mencionados pelo e-mail da Mariana.

Em primeiro lugar, porque projetos geralmente tem orcamentos especificos, que tendem a ser mais generosos que orcamentos de dia a dia. Entao quando o “projeto” demanda que eu esteja num determinado pais para uma determinada reuniao (ainda que a mesma possa ser feita por video conferencia, por exemplo), geralmente dinheiro nao eh um impecilho, pois o objetivo final eh o resultado do projeto (e quem trabalha com projetos sabe que muitas vezes – principalmente no inicio – o orcamento disponivel eh meio terra de ninguem, e se nao usar, perde!)

Todo o resto que eh BAU (“Business as Usual” em Ingles, ou dia a dia em bom portugues), nao paga nem o onibus ate a esquina.

Outro fator eh a senioridade e nivel corporativo. Hoje em dia eu ocupo uma posicao senior, de “tomada de decisoes”, entao se torna muito mais importante que eu esteja presente nessas reunioes em outras cidades e paises.

Os outros 10 funcionarios que trabalham pra mim em minha equipe, rarissimamente viajam, pois nao so o que fazem eh gerealmente mais pro dia a dia, eles nao tem um poder de decisao na empresa, e portanto sua presenca nao eh tao necessaria. Ja aconteceu varias vezes de alguns deles viajarem comigo, ou em meu lugar, mas isso eh raro, e requer muito mais aprovacoes de custo.

Ou seja, todos eles tem anos de experiencia em RH Internacional, mas raramente saem do escritorio.

(E acreditem, eles nao gostam de viajar! Eh um sacrificio arrastar alguem comigo numa viagem!)

E tem tambem essa coisa do “contato humano” que eh tao importante e valorizado em Recursos Humanos, mas nao tao importante em outras areas. Alguem que tenha mais ou menos o mesmo cargo que eu em Financas ou Tecnologia na minha empresa, por exemplo, provavelmente nunca colocara os pes no aeroporto, pois nao sao areas onde o “cara a cara” faz diferenca. Ja em RH isso eh beeeem diferente, e muitas coisas que poderiam ser facilmente resolvidas por e-mail, nao sao, simplesmente porque nao podem ser.

E claro, a empresa em si tambem influencia bastante nesse ponto.

Empresas multinacionais tendem a ter orcamentos de viagem,  e politicas corporativas de viagem muito mais “generosas” que empresas menores. Mas obviamente que o banco onde eu trabalho nao selcionou o Ritz de Paris, ou o Armani de Milao pensando nos pobres coitados de Recursos Humanos!! A politica de viagem corporativa foi desenvolvida pensando nos banqueiros, e executivos que geram muitos bilhoes de dolares pra empresa – e como nao podem descriminar internamente, a partir de um certo nivel corporativo, todos passam a ter direito de usufruir da mesma politica (mas ainda assim, dentro dessa politica existe uma “segrecacao” corporativa, que limita gastos diarios com alimentacao, acomodacao, e ate mesmo quem pode viajar de classe executiva ou quem vai na economica).

E ainda assim nem tudo sao flores. Por exemplo, na minha equipe de projeto, tenho um gerente de projeto que eh contratado (ou seja, ele nao eh funcionario permanente do banco), e apesar de estar presente em 95% das viagens que faco, ele nao tem direito a mesma politica de viagens, e portanto viaja de Easyjet e Ryanair, e fica hospedado no Ibis, enquanto o resto da equipe esta no Ritz.

Injusto? Sim! Mas eh a realidade!

Ou seja, ele esta no cargo certo, trabalhando pra empresa certa, mas ainda assim nao se beneficia das mesmas regalias.

Ou seja, viajar ele viaja, e adora, afinal essa eh a carreira que ele construiu. Mas nao da pra negar que o nivel de conforto eh bem diferente, e nao da pra negar que isso tem um grande impacto quando estamos trabalhando longe de casa!

Ah e outra coisa: eu me tornei uma especilista em EMEA (Europe, Middle East & Africa) e moro em Londres, o que torna facílimo (e relativamente barato, corporativamente falando) viajar dentro da região. Se eu estivesse lá do outro lado do mundo, viajar pra Milão pra participar de uma manhã de reuniões, ou decidir ir pra Paris de um dia pro outro seria super raro (assim como nesses anos todos eu fui pouquissimas vezes pro Oriente Médio e Africa do Sul – apenas quando foi estritamente necessário).

Todo o relacionamento que tenho com a America Latina e Asia, sao 100% por telefone, e-mail, video e afins – o custo benefício de me mandar pro outro lado do mundo (infelizmente!) ainda não compensou. Apesar de ser o mesmo cargo, mesmo projeto, mesma empresa e mesmo orçamento. A dinâmica simplesmente não é a mesma, então não rola. E isso também é importantíssimo! Meus equivalentes (e até superiores) baseados nos EUA ou na Asia também não viajam tanto quanto eu, por exemplo.

 

Entao voltando ao meu ponto inicial, o maior equivoco de quem quer seguir esse tipo de carreira eh achar que de cara a vida vai ser repleta de viagens, hoteis e restaurantes bacanas.

Quando acontece, eh otimo – nao vou negar, e voces NUNCA, nunca vao me ver reclamando!

Mas nunca, jamais, deveria ser o “objetivo” final de quem quer trabalhar internacionalmente, pois a decepcao sera grande!

Para trabalhar nessa area (seja Recursos Humanos, Projetos, Financas, Marketing, ou o que for) voce tem que gostar de linguas, de culturas, das diferencas do mundo.

De achar fascinante um relatorio de imposto de renda do Libano, ao mesmo tempo que acha super interessante o genio explosivo do Gregos, a bagunca dos Italianos e os alemaes certinhos – e melhor ainda quando estao todos na mesma linha telefonica tentando chegar a um concenso!

Ter oportunidade de presenciar tudo isso ao vivo atravez do meu emprego nao tem preco, mas ainda assim eu adoro demais meu dia a dia no escritorio, aprender sobre diferentes culturas e saber me moldar a cada uma delas, sendo verdadeiramente uma profissional internacional.

 

Categorias: Trabalho
32
16
Dec
2013
Dicas rápidas de Milão!
Escrito por Adriana Miller

 Semana passada eu fui a Milao para uma reuniao vapt-vupt, e acabei passando mais tempo no aeroporto esperando o voo atrasado (nada mais nada menos que 7 horas e meia de atraso devido ao nevoeiro em Milao E em Londres!).

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Mas como a reuniao foi na quarta feira cedinho, fui com a equipe do projeto pra Milao na terca a noite, o que rendeu algumas boas dicas!

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P.S. Milao estava lindissima toda decorada pro Natal!!

 

- Restaurante Giacomo All’Arengario

Descoberta preciosissima totalmente ao acaso… enquanto debatiamos onde jantar naquela noite, fomos dar uma voltinha no micro mercado de natal que esta rolando em volta da Catedral, e quando chegamos do outro lado vimos uma movimentacao numa das janelas do “Museo del Novecento” – entao resolvemos perguntar na recepcao se aquela varanda era um bar ou uma festa privada, e fomos encaminhados ao terceiro andar!

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Esperavamos um bar meio mequetrefe pega-turista, mas nao!

O restaurante eh pequeno, super charmoso, e apesar de nao termos reserva, o Maitre’D nos deu uma mesa bem na varanda pois chegamos cedo (com a promessa de devolver a mesa dai a 1 hora e meia).

(P.S. Inprescindivel fazer reserva para jantar!)

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A comida estava sensacional – eu comi um Ossobuco com Risotto Milanese de chorar de tao bom! – e a carta de vinhos igualmente boa!

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Nao diria que o lugar eh dos mais turisticos nao, apesar da localizacao, pois acho que fica escondido o suficiente, e eh bem pequeno. Entao quando saimos de la, o lugar estava lo-ta-do, mas 100% de clientes italianos.

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Mas claro, apesar da otima comida e carta de vinhos e de drinks, paga-se um plus a mais pela vista, indiscutivelmente a melhor da cidade, portanto nao eh um restaurante barato nao (mas ainda assim na media de preco de restaurantes do mesmo nivel em Milao e outras capitais Europeias – pagamos cerca de 80€ por pessoa, incluindo vinho, entrada e prato principal).

 

- Grand Hotel Et de Milano:

Escolhido pela otima localizacao (apenas a 1 quarteirao do Armani), outra otima opcao de hospedagem na cidade!

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O Grand Hotel, assim como o Principe di Savoia, faz parte da colecao de hoteis historicos da cidade, e devido a sua proximidade ao Teatro La Scala, foi eleito como residencia oficial do compositor Guiseppe Verdi.

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Ja no seculo 19, o hotel ja era pupolar entre homens de negocio por ser o unico da Italia que oferecia servicos de telegrafo e correios aos seus hospedes, e na decada de 30 passou por uma reforma que incluiu agua corrente e eletricidade em todos os quartos.

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E entao na decada de 60 e 70 passou a ser o hotel queridinho do mundo fashion quando serviu de anfitriao aos primeiros shows da semana de moda de Milao, quando a mesma foi criada.

 

Categorias: Italia, Milão, Viagens, Viagens pela Italia
1
15
Dec
2013
Montenegro: a baia de Kotor
Escrito por Adriana Miller

Quando optei incluir Montenegro no roteiro da viagem pra Coracia (que incluiu Dubrovnik e Mostar, na Bosnia) a intencao era fazer um daqueles passeios onde a viagem em si eh a atracao, e nao um destino final.

E por isso mesmo escolhemos a baia de Kotor, que fica bem pertinho do sul da Croacia, e uma das principais areas turisticas do pais – uma baia que mais parece um Fjorde (praticamente uma versao Adriatica da Noruega!), de agua verde escura profunda (porem incrivelmente transparente!), cercada de cidadezinhas incriveis por todos os lados!

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Algumas das pesquisas que fiz focavam em Kotor, a cidade principal da baia, e principal atracao de Montenegro, mas quanto mais olhava pro mapa da baia, mais descobria lugares que davam vontade de  ”de repente a gente da uma paradinha aqui, bem rapidinho…”!

Entao saimos de Dubrovnik bem cedinho, rumo a fronteira (que fica a cerca de meia hora do centro da cidade, mas a imigracao entre os dois paises demorarou seculos! Os detalhes praticos da viagem virao em outro post!), pra seguir nosso dia dirigindo por Montenegro sem eira nem beira…

Mas demos um pequenos azar… logo depois que paramos na primeira cidade, a Herecg Novi, mais da metade do dia passamos dirigindo embaixo de chuva forte, com nuvens carregadas e um nevoeiro Londrino (!!!) encobrindo as montanhas da baia!! Argh!

Mas nada, que um bom guia de viagens e o Google Maps no celular nao resolva, e imdiatamente fomos refazendo nosso planos e parando para fotos sempre que o temporal permitia!

Logo depois que cruzamos a fronteira, nossa primeira parada foi a cidade Herceg Novi, um dos principais polos da regiao da baia.

Herceg Novi eh dividida em duas partes: a regiao de “praia” na beirada da baia, e a cidade antiga, la no topo da colina.

A praia estava fervendo (literalmente e metaforicamente!), afinal era um sabado calorento no final de Agosto!

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Tudo bem que o conceito de praia na Croacia eh muito diferente de minha va capacidade Carioca de compreensao (cade a areia? Ondas? Bixxxxxcoito Globo com mate leao e as redes de futivolei?!), mas tem seu appeal… Uma coisa assim meio piscina-lagoa-mar com muitas atividades aquaticas!

Ja a cidade antiga, assim como tantas outras na Europa, tem como atracao principal o castelo/fortaleza que desafia as leis da gravidade se debrucando sobre o mar. E o motivo eh simples: a cidade, que durante muitos seculos foi conhecida como “Castelnuovo” fica bem na curva da entrada da baia, e ja foi ocupada por Albaneses e Italianos durante suas dominacoes – e em termos praticos, quem comandasse a entrada da baia, comandava o pais.

Mas o mesmo passado conturbado que cronstruiu a historia da cidade, tambem foi responsavel pelo pouco que restou da antiga Herceg Novi – entao paramos pra almocar na cidade antiga, demos um passeio rapidinho e seguimos viagem.

Foi mais ou menos nessa hora que a chuva nos pegou de jeito, mas nem deu pra reclamar, ja que a propria estrada que conecta todas as cidade da Baia de Kotor eh uma das principais atracoes turisticas do pais!

Mas o timing de Sao Pedro foi imecavel e o sol voltou a brilhar logo que chegamos em Perast, outra cidadezinha incrivel da regiao!

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Eh ali tambem que ficam as duas ilhas-monasterio “Sao Jorge” e “Nossa Senhora”.

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Perast era uma das principais cidades da Baia durante a ocupacao Veneziana (pre unificacao da Italia), atraindo familias Venezianas abastadas a construir seus palacios na beira do mar.

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E por isso mesmo, alguns seculos depois, Perast acabou virando cidade de veraneio mais luxuosa dos aristocratas do Imperio Austro-Hungaro (que dominaram toda essa regiao dos Balkans no seculo 19 ate a 1a guerra mundial), e foi construida em estilo Veneziano.

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As estatisticas da cidade sao impressionantes: a cidade inteira tem apenas 2 ruas e nada menos que 16 palazzos e 17 Igrejas!

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Quase todos os Palazzos ainda estao de pe e bem conservados – alguns viraram museus, outros hoteis ou restaurantes, todos se debrucando no mar (bem no estilo Veneza de ser!).

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De la fomos direto pra cidade-joia-da-coroa: Kotor!

Não só Kotor doa seu nome a toda região, ela ainda é o maior e principal atrativo do país, sendo recentemente elevada a “realeza” do verão Europeu como as ilhas Gregas, Croacia, Chipre e outros up-and-comers do Adriático!

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A cidade preserva sua muralha medieval perfeitamente conservada, e ainda cercada por um fosso como se tivesse acabado de sair de um livro de conto de fadas!

E a principal responsável por colocar Montenegro no mapa do turismo mundial, atraindo cruzeiros (que entram baia a dentro e ancoram nas proximidades de Kotor), realeza, celebridades, ricos e famosos e todo o glitz&glam que só o verão Europeu sabe proporcionar!

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Lá dentro da muralha a cidade mantém o estilo típico da região, com muitas construções em pedras, e as venezianas verdinhas, mas seu principal diferencial são as igrejas Ortodoxas, que enfeitam a paisagem da cidade.

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E por ser a cidade “final” da baía, Kotor – assim como todas as grandes cidades da história mundial – era constante cobiça de seus aliados e inimigos, que viam a região como uma porta de entrada para os minérios de Montenegro, Macedônia e Albânia.

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Então é claro, a cada nova conquista a cidade ia sendo reforçada e incrementada, e hoje conta com a impressionante muralha que vai subindo as paredes da montanha que cerca a cidade, quase que invisível aos olhos desavisados, de tão bem “integrada” que é na paisagem!

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Nós infelizmente não subimos a muralha, que é uma das principais atrações da cidade (a igreja ortodoxa “Nossa Senhora da Saúde” fica lá em cima!) mas que era impraticável em pleno sol de Agosto + carrinho + bebê pequeno!

 

Então só nos restou passear pela cidade, tirar fotos e admirar a muralha de longe…

Categorias: Montenegro, Viagens
8
12
Dec
2013
Hyde Park Winter Wonderland 2013!
Escrito por Adriana Miller

A uns anos atrás uma amiga veio me visitar em Londres e foi minha deixa pra conhecer o parque de diversões e mercado de Natal “Winter Wonderland” no Hyde Park.

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A atração acontece todos os anos e vai do final de Novembro até os primeiros dias de Janeiro (o calendário muda todos os anos) e domina todo o parque, bem no centrão da cidade.

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Desde então nunca mais tinha voltado.

Eu adoro um mercado de natal, e todos os anos viajamos pra alguma lugar da Europa (de preferência germânico!) pra visitar os mercados, mas nunca mais tinha me animado a voltar ao Winter Wonderland.

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Mas dessa vez foi diferente: acordam com um domingo lindíssimo de sol, e estávamos procurando algum lugar por aqui pra tirar fotos da Isabella com o Papai Noel que precisasse de reservas – e pronto, desculpa perfeita pra voltar!

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Logo de cara eu me surpreendi!

Bem maior, mais bonito, mais organizado e mais impressionante de uma maneira geral! Uma verdadeira “maravilha invernal”!!

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Sim, continua sendo mais pra um parque de diversões, do que um verdadeiro mercado de natal, mas eles não tem poupado esforços pra transformar o parque numa das principais atrações da temporada de festas Européias!

Agora o parque também uma seção totalmente dedicada a crianças menores (o Santa Land, onde fica o “Grotto” com o papai Noel), o “Artic Circle” que eh um “mundo de gelo”, todo decorado em tons de azul e branco, com direito a pista de patinação no gelo, boccia no gelo e até mesmo neve artificial constantemente caindo nos turistas!

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Tem também a (expandida) área do mercado de natal com muitas barraquinhas vendendo souvenirs natalinos, presentinhos e besteirinhas, e a “Bavarian Village”, com cervejarias “típicas” Alemãs, e muitas opções de comidas e bebidas invernais e natalinas!

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Não sei dizer se foi o dia maravilhoso de céu azul, o clima de Natal e festas no ar, e estar lá com minha família, mas simplesmente fiquei apaixonada pelo Winter Wonderland!

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Eu não sou de fazer esse tipo de afirmação “ditatorial”, mas com certeza é uma das atrações imperdíveis no final de ano Londrino e Europeu, e voltarei com certeza absoluta todos os anos!

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E digo mais, assim como viajo pela Europa a procura de mercados, se por acaso não morasse em Londres, eu planejaria uma viagem pra cá só pra ir no Winter Wonderland com certeza!!

(E se o propósito é um fim de semana Londrino-Natalício, eu dedicaria um dia todinho ao Winter Wonderland, e depois ainda tiraria o outro dia do fim de semana pra visitar o mercado de natal do SouthBank e uma visita aos departamentos de natal das grandes lojas, como a Harrods e Selfridges!)

 

Categorias: Conhecendo Londres, Inglaterra, Mercados de Natal, Natal, Parques
12
12
Dec
2013
Meu Peru não morreu na véspera! (Edição “perdi a conta!”)
Escrito por Adriana Miller

Quem acompanha o blog a muitos anos já ouviu essa história: a muitos anos atrás eu meus flatmates decidimos fazer uma festa do-balaco-baco em nosso apartamento pra celebrar o natal com nossos amigos e “família longe de casa” (éramos 4 estrangeiros dividindo um flat).

A festa foi um tremendo sucesso, eu acabei me mudando do apartamento mas a amizade e a tradição continuou. Chegou no ponto que lá pra outubro alguns amigos já começavam a me ligar e escrever perguntando quando seria a festa de natal daquele ano, pois queriam planejar seu fim de ano de maneira que não perdessem a festa!

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Mas em Londres as pessoas vão e vem, a vida muda, e aos poucos a festa foi ficando mais “adulta”, muitos casais, uma ou outra criança, e em vez de shots e vizinhos reclamando da algazarra, passamos a ter trilha sonora de Natal e conversas sobre o mercado imobiliario.

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Confesso que cheguei a desanimar, até que ano passado, com uma barrigona de grávida maior do que qualquer peru do supermercado, resolvi deixar pra lá e não fazer a festa, pela primeira vez em uns 6 anos! Alguns amigos reclamaram, mas entenderam, obviamente.

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Então esse ano eu e o Aaron debatemos: festa ou não festa? Eis a questão!

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O convite acabou saindo atrasado (já em Novembro!), e em Londres isso é pecado mortal (principalmente nas festas de fim de ano), então sabiamos que muita gente não poderia participar.

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Então a festa do balacobaco de outrora finalmente evoluiu para um almo-janta entre amigos, e foi o MÁXIMO! E depois que todos foram embora ficamos conversando sobre como essa foi uma das melhores festas dos últimos tempos, e serviu o propósito da ideia por trás do “Meu Peru não morreu na véspera” (gente, não faço a menor ideia porque comecei a chamar essa festa disso, até porque não faz o menor sentido em Inglês, mas abafa!): comemorar o Natal e o fim de mais um ano com nossos amigos longe de casa!

Como éramos poucos casais e seus rebentos (acho que o fato de que esse ano fizemos uma festa a tarde para ser baby-friendly, assustou e espantou muitos amigos que não tem filhos!), conseguimos conversar numa ótima, a comida finalmente foi coordenada (e finalmente tivemos um menu de verdade!), muitas gargalhadas, planos pro futuro, relembramos o passado.

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E pra completar a cara de “natal” da festa, ainda tivemos as crianças! Fazendo barulho, fazendo bagunça, admirando a arvore! Como era o natal antes disso mesmo?!

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Lógico, como sempre, a árvore de natal foi a atração principal da festa, atraindo curiosidade de dedinhos pequenos, tema central de muitos papos (sobre viagem, eba!) e o jogo “quem adivinha quais são os novos enfeites do ano?” que só eu ganho! (nem o Aaron lembra de todos!).

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E ficou uma certeza: ano que vem faremos de novo!

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A festa nunca mais será o oba-oba ressaquento de outrora, mas como um bom vinho, nossas comemorações de natal só estão melhorando com os anos!

 

Categorias: Amigos, Lar doce lar, Natal
5
09
Dec
2013
Árvore de Natal 2013!
Escrito por Adriana Miller

Meu post preferido do ano! Todos os anos!

Esse ano a montagem da arvore foi meio conturbada, e feita em “etapas”, pois acabamos viajando muito nas semanas (e fins de semana) anteriores, e nao tivemos um dia livre so pra isso, como geralmente gosto de fazer.

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Mas apesar dos pesares, e apesar de que nao passaremos o natal em Londres esse ano, nao poderia deixar de montar a arvore, rever meus enfeites queridos – e claro, eh a primeira arvore da Isabella, e a primeira vez que montamos a arvore em familia!

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Entao como nao podia deixar de ser, esse eh o enfeite especialissimo do ano!

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Nosso primeiro natal como familia de 3!

Muita felicidade :-)

Eu postei algumas fotos da montagem da arvore no Instagram e me peguntaram de nao da muito trabalho… Sim, claro que da, mas essa eh justamente a vantagem (e a ideia por tras) da minha colecao: ser um evento anual, poder rever todos os enfeites, relembrar onde cada um foi comprado, o que significa, se sao enfeites “natalinos” mesmo ou se tive que me dessdobrar pra achar alguma coisa peduravel.

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Esse ano a trabalheira foi caprichada, gracas a minha mini ajudante-atrapalhante! Tudo que eu tirava da caixa ela colocava de volta, e tudo que eu colocava na caixa ela tirava… heheheh

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Mas quer saber? Quando eu comecei a minha colecao la em 2003/2004 esse era justamente o sonho “pro futuro” – um dia montar uma arvore enorme, cheia de recordacoes do mundo todo, rodeada pela minha familia.

Sim, eventualmente teremos casualidades, e apesar de que a Isabella nao esta mostrando grandes interesses pela arvore esse ano, tenho certeza que nos proximo anos isso sera diferente e alguns enfeites seram danificados ou perdidos no processo… mas tambem faz parte!

Mas entao vamos la! Quais os novos enfeites desse ano?

Bem, pra comecar um enfeite comemorativo do primeiro voo de aviao da Isabella!

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De Londres para Denver, no dia 20 de Marco de 2013! Gracas a Deus foi o primeiro de muitos, mas o primeiro voo com um bebe de colo a gente nunca esquece!

E nessa mesma viagem ao Colorado, subimos as montanhas em busca de neve e esqui – que resultou em um enfeite de Vail!

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Depois fizemos mais uma longa viagem ao Brasil e aproveitamos bastante minha licenca maternidade pra visitar a familia e garantir que todos pudessem conhecer a Bella.

Mas quando a primavera chegou fomos para o sul da Franca com um grupo de amigos, na regiao de Provence.

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E apesar de que ja tenho outros enfeites da Franca na arvore, eu fiquei intrigada que todas as casas e lojas nos volarejos que visitamos tinham uma cigarra de porcelana pindurada na porta – entao entrei numa lojinha e perguntei qual o significado – o canto da cigarra significa uma boa primavera/verao e boas colheitas, entao as casas usam as cigarras como “amuleto” de sorte nessa epoca do ano.

Adorei, entao trouxe um “amuleto da sorte” pra gente tambem!

Depois veio a Irlanda do Norte - ja conhecia (e ja tinha enfeites) da Republica da Irlanda, que ja visitei algumas vezes, mas nunca tinha conhecido o lado Britanico da Ilha, entao nao resisti a uma lojinha repleta de enfeites de natal em pleno Junho!

Mas a grande viagem do ano foi nosso cruzeiro pelo Caribe - nossa primeira vez em um navio, nossa primeira vez nessa parte do mundo, e a comemoracao dos nossos 5 anos de casados!

Entao claro que temos um enfeite comemorativo para o “Cruzeiro”

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(que aqui aparece com o mapa da Africa que comprei na Africa do Sul, um papai noel da Russia, o mapa da Suica, um globo terrestre da Dinamarca, um enfeite de Barbados – da mesma viagem! – e nosso bolo de casamento!)

E um enfeite com o mapa das ilhas do Caribe na regiao sul (West Indies), onde fomos.

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Que aqui esta ao lado do enfeite de Montenegro, outra viagem que fizemos esse ano!

No Caribe nos passamos por:

St Thomas nas Ilhas Virgens Americanas.

 

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Philipsburgh em St Marteen (que aqui esta ao lado do enfeite com a pintura do Duomo de Milao).

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St Lucia (que esta com os enfeites da Eslovaquia de um lado e Dubai do outro, e a Namibia escondidinho ali em baixo)

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E o farol del Moro em San Juan, Porto Rico.

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E por fim, St Kitts and Nevis, com seu Papai Noel “Pirata do Caribe”

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Pra fechar o verao desse ano ainda fomos curtir a costa do Adriatico nos Balkans, e trouxe o enfeite de Montenegro que ja apareceu ai em cima e outro de Mostar, na Bosnia:

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Que esta junto dos enfeites de Monaco e Las Vegas!

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E ainda conhecemos dois mini-paises Europeus, Lichtenstein acima (com o enfeite da Irlanda do Norte que mencionei acima, e de Nova Iorque)

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E o lindissimo enfeite de San Marino - uma bolo transparente com as 3 torres simbolo do pais dentro!

 

 

 

 

 

 

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E por fim um enfeite que ganhamos de presente do pai do Aaron mas que achei fofissimo: o passaporte dos EUA, que eh uma das nacionalidades da Isabella (que esta o lado da Guirlanda de flores da Tailandia e o castelo de Neuschanstein na Alemanha!).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Categorias: Decoração, Natal
19
06
Dec
2013
Bósnia: Mostar
Escrito por Adriana Miller

Todos que viveram os anos 90 provavelmente tem a mesma imagem da Bósnia que eu tinha ate uns meses atrás.

Eu me lembro vividamente dos noticiários de 1991/1992 comentando sobre a guerra, e nomes como Bósnia, Kosovo, Iugoslava imediatamente remetiam a imagens de guerra, destruição, devastação no sul da Europa.

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Só a uns 3 ou 4 anos atrás quando comecei a trabalhar em contato com essa região eh que minha imagem foi mudando, e a fascinação pelas culturas dos Balkans foi crescendo e aumentando – desde então já visitei quase todos os países da região, e foi justamente depois da primeira viagem a Croácia em 2010 que me dei conta de como seria fácil viajar pela area.

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Mas não adianta, “Bósnia” ainda é um pais de nome forte, e não é exatamente um destino tradicional pra ferias em família… E confesso que a vontade de conhecer o pais foi por puro fruto de curiosidade mesmo, pois minha imagem não era exatamente das melhores!

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Sei lá, me considero bem mente aberta pra essas coisas, e destinos não-convencionais são comigo mesmo, mas imaginava que a Bósnia seria um misto de Romênia com Albânia – muito rica culturalmente e muita coisa legal pra oferecer, mas ainda descuidada, sem grandes estruturas turísticas.

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E foi difícil pensar em argumentos convincentes para os comentários: “Vão fazer o que por lá?!”,  ”Nossa, vocês vão levar a Isabella pra Bósnia?! Iraque não estava disponível?!”, e afins, ou ate mesmo amigos e leitores que nos alertaram sobre problemas, golpes e furadas no pais.

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Então tentei ser sucinta: estávamos baseados na Croácia, mas alugamos um carro e passaríamos apenas 1 dia na Bósnia, sem nos prolongar muito (por exemplo, queria ir a Sarajevo, mas a viagem seria longa demais) e nos mantendo nas areas turísticas.

Então Mostar foi nossa escolha!

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E mais uma vez tive uma agradável surpresa! (que graças a deus surpresas agradáveis em viagens acontecem com muito mais frequência do que surpresas desagradáveis!)

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A viagem foi tranquila, a estrada boa e passar pela imigração foi fácil (esse detalhes mais práticos da viagem vou escrever em outro post) e Mostar excedeu todas as nossas expectativas!

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Mostar foi uma das cidades que mais sofreu durante a guerra da Iuguslavia na década de 90, justamente pagando o preço por sempre ter sido um dos principais centros culturais e com mais diversidade da região.

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Os Balkans como um todo, sempre foram um caldeirão fervente de etnias, culturas, línguas e religiões, sendo que a Bósnia sempre foi o pais mais controverso nesse sentido – eles ja foram divididos, repartidos, separados e unificados por uma infinidade de países e impérios dominadores, e nunca se deram muito bem com toda essa mistureba.

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Com exceção de Mostar, que além de histórico e cultural, ainda por cima era uma cidade onde muçulmanos (Herança dos Otomanos) e cristãos (herança dos Austro-Hungaros) convivam pacificamente.

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E o principal ícone da cidade, a ponte Otomana do século 14 (que tambem era o principal símbolo do pais) também servia de icone por essa luta cultural-religiosa que fervia na Iuguslavia: a ponte de Pedra “Stari Most” unia os dois lados da cidade, cruzando o principal rio do pais e se tornou a principal rota que unia o litoral do Adriatico com os minerios do interior dos Balkans.

E foi justamente esse o alvo escolhido pelas forcas inimigas a ser destruida em 1993 – um bombardeio comandado pelo exercito separatista Bosnio destruiu em minutos toda a historia e simbologia da cidade.

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Especula-se que o impacto moral foi tao grande na populacao da Bosnia e de toda regiao, que foi esse ataque que marcou o comeco do fim da guerra.

E se avancarmos quase 2 decadas, a regiao como um todo voltou a se reerguer e se recuperar da guerra – alguns paises se recontruiram rapido, outros ainda estao lutando por sua independencia, mas finalmente em 2004, com um projeto financiado pela ONU e com apoio internacional, Mostar se reabriu para o mundo (e para o turismo) ao inaugurar com toda pompa que teem direito a nova (velha) ponte, que foi restaurada e reconstruida exatamente como a original de 1400 e poucos.

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Entao, como mencionei ai em cima, foi uma surpresa ir descendo as ruas de paralelepipedo de Mostar e entrar na cidade na beira do rio!

Porque tinhamos mesmo aquela imagem de “Bosnia”, que seria interessante, mas um feinho-arrumadinho, sabe? Ate porque os arredores da cidade, e as ruas que permeiam a estrada que chega ate la nao sao das mais amigaveis…

Ah! Como eu adoro estar errada nessas horas!

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Sim, a cidade ainda tem algumas partes pra restaurar e dar uma ajeitadinha, mas a reconstrucao das areas principais ficou uma gracinha!

As pedrinhas das ruas principais parecem mesmo paradas no tempo (P.S. Impossivel andar por la com carrinho de bebe! Ainda bem que o canguru estava a tiracolo!), as casinhas coloridas, e as ruas que se afunilam mercado a dentro!

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E claro, a piece de resistance eh a ponte! Todos os olhos (e cameras fotograficas!) estao sempre apontadas na mesma direcao, com aquele tipo de paisagem que foi feito pra morar num cartao postal!

A cor clarinha do marmore da ponte arqueada sobre a agua verdinha do rio Neretva, e os dois lados da cidade, com seu mercado, lojas e restaurantes se debrucando nas beiradas.

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Nos escolhemos a sombrinha da varanda do restaurante Babilon para almocar – e o prato escolhido foram as tradicionais Trutas de agua doce do rio Neretva!

 

 

Categorias: Bósnia, Viagens
13
05
Dec
2013
De volta a Dubrovnik!
Escrito por Adriana Miller

Desde que fui a Dubrovnik pela primeira vez, sabia que iria voltar em breve. E nao foi so uma daquelas coisas de “ah um dia eu volto” (que acontece com praticamente todas as cidades que visito na vida) e com minha listinha eterna de lugares a (re)visitar.

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Nao, com Dubrovnik foi diferente, e o planejamento de uma segunda viagem começou praticamente de imediato!

Por um lado porque eu AMEI a cidade, o clima, as pessoas… e como fui com uma amiga, eu tambem sabia que que Aaon ia adorar, entao queria voltar um dia com ele.

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Entao logo que a Isabella nasceu e comecamos a pensar em possiveis viagens, e oque fazer “em familia” no verao, finalmente coloquei meus planos em pratica: voltar a Dubrovnik com o Aaron e de quebra ainda explorar um pouco mais essa regiao do Adriatico e dos Balkans.

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Do aeroporto fomos direto pra cidade antiga – almocamos na pracinha com a vista da muralha e as aguas cristalinas do Adriatico… Sim! Isso eh Croacia!

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E ao entrar pelo portao principal da cidade antiga nao da pra negar que a imagem eh impactante! As casas de pedra com persianas verdinhas, e chao de marmore polido ao longo dos seculos brilhando no sol, que se estende ate a torre do relogio!

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Parafraseando a reacao boquiaberta do Aaron: a cidade eh tao perfeitinha que nem parece de verdade! A cada esquina voce acha que esta passeando por uma cidade cenografica do Epcot Center na Disney! (a gente tira o menino dos EUA, mas nao tira os EUA do menino! Hahahaha)

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Mas eh por ai mesmo. E cada esquina eh uma surpresa!

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Por “sorte” dessa vez, como estavamos com a Isabella acabamos ficando com preguica de subir na muralha (depois acabamos subindo, a tempo do por do sol porque nao deu mesmo pra resistir!) entao fomos apontando nossas cameras e se enveredando cidade a dentro.

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E digo “sorte” porque a maioria dos roteiros da cidade focam na regiao central da rua Placa e a muralha, que por si soh ja toma boa parte de seu dia. Entao, com esse “buraco” em nosso tour, resolvemos explorar com mais calma o “interior” da cidade, suas pracinhas, igrejas escondidas e ruelinhas.

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E sem contar que no calor massacrante de Agosto na Croacia, as ruas estreitas bordeadas por casas de pedra fresquinha foram uma delicia (as bochechas rosadas da Isabella agradeceram!) e na verdade mesmo se a area nao fosse tao interessante, nao queriamos sair de la!

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O bairro judeu de Dubrovnik foi uma area de “gueto” durante muitos seculos, sendo posteriormente praticamente aniquilada pelos Nazistas, e por fim pela guerra da antiga Iugoslavia – mas na verdade eh ali em Dubrovnik que estao as ruinas da mais antiga sinagoga da Europa!

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A sinagoga fica pertinho do Portao Pile e hoje em dia funciona apenas como ponto turistico, com servicos ocasionais, apenas quando o rabino de Zagreb visita a cidade – e alem disso, apos o holocausto apenas 27 judeus ainda sao registrados na “paroquia” (existe um nome equivalente para sinagogas?) sendo que varios deles receberam asilo nos EUA durante a guerra e nunca mais voltaram.

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E por ali tambem pudemos ver o trabalho maravilhoso de conservacao que o governo atual tem feito na Croacia, reconstruindo a cidade pos-guerra, e em varias esquinas no interior da cidade existem “exposicoes” de fotos mostrando o mesmo lugar durante/depois da guerra, completamente destruidos, e como estao agora, de volta ao seu esplendor!

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No fim do dia, nao resistimos e subimos a muralha – sim foi um mega perrengue subir as escadarias (no sol!) com a Isabella no canguru e carregando o carrinho… mas ah como valeu a pena!

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A vista la de cima eh incrivel,  e conseguimos pegar uma luz linda no por do sol!

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Entao consegui cumprir minha meta e voltar a Dubrovinik (e explorar a regiao, ja que nos dias seguintes de nossa viagem fomos para Montenegro e Bosnia) mas agora adicionei outra meta: conhecer o resto do pais (na mira? Split e Hvar!)

Nessa viagem, assim como da primeira vez que fui a Dubrovnik, optamos for ficar hospedados nos arredores da cidade, e dessa vez ficamos em Lapad, a 10 minutos do centro antigo de Dubrovnik, no Hotel Sumratin.

Infelizmente, o hotel que fiquei da outra vez (e amei) estava lotado por ser alta temporada, então escolhemos o Sumratin por ficar pertinho da praia (que acabamos não indo) e ficar bem no “centrinho” de Lapad, então tínhamos muitas opções de bares e restaurantes bem pertinho, e foi fácil sair pra comer e jantar fora ou curtir os bares mesmo com a Isabella no carrinho (sabendo que se as coisas não corressem bem e ela começasse a chorar ou algo do tipo, era fácil voltar pro hotel), e conseguimos curtir bem nossos dias e noites em Lapad sem problemas.

O hotel fica bem na meiuca da “rua dos restaurantes” da Lapad, com varias opcoes de bares e lugares pra comer ao ar livre, com mesinhas espalhadas pelas calcadas, musica ao vivo e boa comida!

 

 

 

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Categorias: Croacia, Viagens
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