29
May
2014
#CorreTatiCorre
Escrito por Adriana Miller

Quem me acompanha ha um tempinho aqui no blog e nas redes sociais, já ouviu falar da minha amiga e BFF (Best Friends Forever! LOL) Tati-brow.

E nossa amizade sempre gera curiosidade: nos conhecemos aqui em Londres mesmo, através de uma amiga em comum (que por sinal, é a mesma amiga que me convenceu a criar o blog, ha 10 anos atrás! Valeu Dedéia!), e sabe quando o santo bate?! Pois é, paixão a primeira vista.

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E por que ela virou Tati-brow? Porque a Tati é brow…. mór bróder…. (puxaaaando no sotaque Carioca, já que ela é super Paulistana!).

Somos muito diferentes, mas ao mesmo tempo, super iguais. Uma sacaneia a outra e rimos de nós mesmas o tempo todo. Sabe aquela coisa de irmã? Eu sacaneio as frescuras dela e ela reclama que minha casa é zoneada demais. Desse tipo.

Mas quem conhece essa menina alegre, atenciosa e amorosa hoje em dia não sabe o quão vencedora ela é! A Tati tem um passado triste, uma infância lutando contra a leucemia e a sombra do câncer ao longo de toda sua vida.

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Mas o universo é ixxxxperto e guardou ela pra gente, e a Tati é a uma das pessoas mais fortes, disciplinada e correta que conheço!

Ano passado ela levou outro susto do câncer (que foi só um susto1 Ufa!) e resolveu cuidar melhor de si mesma e retribuir um pouco todas as bênçãos que teve na vida, e mudou de uma vida sedentária a corredora levada a sério, e resolveu se juntar a milhares de pessoas aqui na Inglaterra e ajudar a patrocinar as pesquisas anti câncer da organização “Cancer Research UK” – afinal, infelizmente o câncer afeta todos nós (eu mesma já perdi um avô, uma avó e uma tia avó pra essa doença maldita!), e infelizmente nem todos tem a mesma sorte de dar a volta por cima como a Tati teve!

A corrida do “Race for Life” (“corrida pela vida”) é esse sábado aqui em Londres, e eu e a Isabella vamos nos juntar ao Team Tati com algumas outras amigas, e mais milhares de outras pessoas num parque para correr 5 quilômetros pela cidade.

Quem quiser contribuir para a causa, pode ajudar o “Time Tati” a patrocinar as pesquisar da organização, doando (qualquer coisa ajuda!) nesse link aqui.

E sábado, eu, Isabella e Tati estaremos cobrindo tudo ao vivo, e torcendo para que cada vez mais o mundo possa ser presentado com almas lutadoras e vencedoras como a Tati!

 

Categorias: Amigos, Corrida e Esportes, Pessoal
25
28
May
2014
Japão e Coreia do Sul: manual de instruções (transporte, comunicação, comidas e curiosidades)
Escrito por Adriana Miller

Poucas viagens pelo mundo hoje em dia geram tantos comentarios conflituosos quanto viagens para a a Asia – a diferenca de cultura, a incompreencao dos costumes, o medo da lingua ou da comida. Cada viajante (ou aspirante a) tera sua lista de impecilhos a viajar para o outro lado do mundo.

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E a cada nova viagem para esse outro lado do mundo, fui descobrindo e desmistificando certas coisas e chegando as minhas proprias conclusoes: seja a comida na India ou o comportamento do Chineses. E claro, uma viagem ao Japao nao poderia ser diferente.

A expectativa era tao alta, que acabou nos fazendo adiar essa viagem por muitos anos – quantas e quantas vezes ja nao ouvi falar sobre o quanto o Japao era absurdamente caro, que os Japoneses nao falam nada de Ingles, ou que o sistema de transporte era impossivel de ser decifrado.

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Sera mesmo que seria tao dificil e tao impossivel assim?! E ate mesmo uns dias antes de embarcar, saimos pra jantar com um amigo do Aaron que passou a noite toda repetindo como era dificil andar por Toquio, e todas as dificuldades que enfrentariamos por la… Confesso que a apreensao era tao alta quanto a expectativa.

Sim, ja viajamos por inumeros paises na Asia, mas naquele lado do mundo, mais que qualquer outro lugar, cada pais eh completamente diferente do outro, e impossivel nao embarcar cheio de medos e duvidas – principalmente quando incluimos uma nova viajante de 1 ano e 3 meses nessa equacao!

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Ao longo da viagem tambem recebi muitas perguntas, tanto de amigos e familiares, quanto de leitores – entao vou tentar responder algumas das principais duvidas e dar minha opiniao sobre nossa experiencia tanto no Japao quanto na Coreia – e acreditem, na foi nada como esperavamos!

 

- Comunicacao: Lingua e as pessoas

Esse foi um dos comentarios que mais ouvi: no Japao ninguem fala Ingles!

Huuuum…. nao achei bem assim nao.

Pra comecar que o pais eh super bem preparado para receber turistas, entao praticamente todos os lugares por onde passamos encontramos alfabeto ocidental, traducoes em Ingles, fotos/imagens e o que mais fosse preciso para ajudar os nao-falantes de Japones a entender o que era necessario.

E no geral, achei o nivel de Ingles bem bom, um padrao bem “Asia”, equiparavel com a China ou Tailandia por exemplo. Ou seja, quase todo mundo sabe o basico, responder perguntas basicas e dar informacoes basicas. Mas se voce quiser comecar a filosofar sobre a crise da Venezuela e a guerra na Siria, ai a coisa complica.

Informações e mapas em Inglês pelas ruas de Tóquio

Tudo bem que nos so passamos por lugares super turisticos, e nao fizemos uma viagem nada “desbravadora” nos cantinhos secretos do Japao, entao todas as pessoas que tinhamos que lidar ao longo dos dias ja tinha um scrip de perguntas e respostas na ponta da lingua, e o resultado eh que sempre conseguimos as informacoes que precisavamos.

Em Seoul, na Coreia do Sul, o nivel de Ingles foi ainda mais alto, e ate rolaram alguns papos mais profundos com pessoas aleatorias no metro, restaurantes e lojas – ate porque a curiosidade era maior, ja que a Coreia eh bem menos turistica que o Japao, e acabamos chamando bem mais atencao por onde passamos.

Informações em Inglês e Japonês nas estações de Tóquio

Algumas tecnicas que fomos aprendendo ao longo de varias viagens pela Asia tambem ajudaram:

Sempre levar o nome/endereco dos lugares em Japones ou Coreano, pois assim ficava mais facil se comunicar com mimica ou apontando no mapa onde queriamos ir (os hoteis te darao um cartao de visita com o endereco e instrucoes na lingua local, que voce pode mostrar pro motorista ou pessoas na rua por exemplo. Ou no minimo, vale a pena baixar na internet o endereco de seu primeiro destino antes mesmo de embarcar).

Placas de ruas em Inglês e Japonês

Isso foi importantissimo principalmente na Coreia, pois achamos o Coreano impossivel de ser pronunciado (e nem to falando do alfabeto deles nao, a propria “traducao” cheia de consoantes, Gs e Ns dava muitos nos na lingua). Entao mesmo com o nome de certos lugares escritos em “Ingles”, nao conseguiamos pronunciar corretamente o suficiente para nos comunicar. Ja no Japao isso foi mais facil, pois achei que o Japones “se fala como se le”, entao pronunciar nomes e enderecos nao foi dificil.

Placas de rua em Inglês e Japonês

Eu sempre carrego um guia de viagens comigo (gosto da versao em papel pra planejar a viagem, alem de sempre carregar comigo no dia a dia da viagem, e porque gosto de colecionar!), que geralmente trazem as informacoes principais (como enderecos chafe, nomos dos principais pontos turisticos etc) na lingua local – entao na hora do perto que vc nao consegue achar o templo X de jeito nenhum, eh so parar alguem na rua, apontar pro nome  (na lingua local) no seu guia e pronto!

 

- Navegando e se locomovendo pela cidade e transportes

Como disse acima, as 3 cidades por onde passamos (Toquio, Quioto e Seul) sao super bem preparadas para recber turistas internacionais, e portanto nao tivemos dificuldade alguma em nos achar e nos locomover.

No metrô de Tóquio

No metrô de Tóquio

Em Toquio, os sistema de transporte eh incomparavel – tao completo quando assustador, mas bastou algumas horas para nos acostumarmos rapidinho com os esquemas.

A parte turistica de Toquio eh servida por dois tipos de servico: O Metro de Toquio e os trens urbanos do JR (Japan Rail).

Muitas das estacoes se sobrepoem, mas o unico problema eh que os dois servicos utilizam bilhetes diferentes, e muitas vezes as entradas da estacoes eram diferentes, entao para fazer baldeacao entre uma linha e outra, era preciso sair e entrar de novo na mesma estacao (mais detalhes no topico abaixo).

Mas por outro lado, as estacoes de toquio e de Seoul sao completissimas! Modernas, limpas, bem organizadas e com muitas informacoes em Ingles. Impossivel mesmo se perder.

Tanto em Toquio quanto em Seul todas as estacoes tem um mapinha na plataforma indicando onde estao as saidas, onde estao os banheiros, elevadores e escada rolante (todas as estacoes e todas as plataformas tem acesso a elevadores e banheiros – limpos! – que foi essencial com uma crianca pequena), saida de emergencia e e pontos de evacuacao em caso de emergencia (terremotos, tsunamis e afins).

Informações sobre a estação de metrô em Tóquio (na telinha dentro do trem)

As vezes significava que acabavamos pegando a saida mais longe da plataforma, so pra usar o elevador, mas como estavamos com a Isabella, carrinho e afins, valia a pena gastar uns minutos a mais procurando o elevador, do que ter que subir varios andares de escada (ainda que rolante) carregando ela.

E em ambas as capitais todas as linhas e estacoes de metro tem mapas em Ingles, anuncios em Ingles e informacoes em Ingles. Fomos preparados pra ter que rebolar e memorizar alguns caracteres Japoneses (como foi na Russia, por exemplo), mas nao foi o caso, mesmo! Mais facil impossivel!

E pelas ruas – pelo menos nas areas turisticas por onde passamos – tambem tinhamos sempre opcoes de mapas de localizacao e placas das ruas em Ingles, entao nao nos sentimos perdidos em situacao nenhuma! Foi facilimos navegar por Toquio, Quioto e Seul!

 

- Transportes internos (e o tal do JR Pass)

Apesar de ja ter falado um pouquinho do metro de Toquio acima, uma coisa que demoramos pra decifrar foram as passagens de metro e de JR urbano.

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No Metro de Toquio, o preco da passagem eh determinado de acordo com a distancia que voce vai percorrer, entao a cada nova viagem era preciso voltar na maquininha da estacao e decidir onde voce queria saltar – e assim era determinado seu custo.

Máquina de venda automática no metrô de Tóquio

E como precisamos de metro todos os dias, com muitas viagens pra cima e pra baixo, acabava sempre valendo a pena comprar o passe diario, que da acesso a viagens ilimitadas por todas as estacoes e zonas da cidade. Alem de compensar no preco, o passe diario garantia que economizamos no tempo que levava ter que ficar decifrando quanto ia custar cada perna da viagem e ter que enfrentar filas nas estacoes e re-comprar os bilhetes a cada novo destino.

Passagem de metrô em Tóquio: passe diário em cima, e viagem unitária em baixo

Nas linhas de trem urbano JR, o esquema dos bilhetes funcionava da mesma maneira: precos individuais determinado de acordo com a estacao de origem e estacao de destino, ou um passe diario de preco unico.

Mas com a vantagem de que quem compra o passe de trem JR tem acesso total e ilimitado as linhas e servicos JR dentro de Toquio!

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Muita gente compra seus passos JR pensando em trens bala e viagens longa entre as varias cidades do pais, e realmente essa eh a principal intencao do passe, mas mesmo para quem vai passar uns dias em Toquio, basta apresentar o JR pass na guarita da estacao e vc tem entrada livre em todas as linhas! Facilimo!

Mas entao vale a pena comprar o passe JR (Japan Rail) mas para quem vai ficar pouco tempo, ou passar por poucas cidades?

Bem, sim e nao.

Na verdade nos acabamos so comprando nossos JR Pass nas vesperas da viagem, pois realmente ficamos na duvida ate o finalzinho, mas acabamos decidindo pela praticidade do passe.

JRpass

A verdade eh que como passamos apenas por Toquio e Quioto e nunca foi nossa intencao fazer uma gazilhao de bate e voltas, na ponta do lapis o custo do JR nao valia a pena. Fizemos uma estimativa de custo e vimos que se comprassemos cada viagem avulsa, economizariamos cerca de 30 dolares cada um (sem contar transporte urbano em Toquio).

Mas ao mesmo tempo isso significaria que teriamos que comprar passes para usar o JR em Toquio todos os dias, teriamos que gastar nosso tempo para comprar passagens das viagens avulsas, entao acabamos decidindo que o custo-beneficio de gastar um pouquinho a mais e ter o passe em maos durante toda a viagem, valia a pena pela economia na mao de obra.

Guichês de reservas e compra de passagens de trens JR

E realmente foi facilimo e acabamos usando os passes JR muito mais que imaginamos, tanto em Toquio quanto em Kyoto – em toquio usamos nos trens urbanos e para passar o dia em Hakone, e em Kyoto usamos para visitar alguns templos fora do centro da cidade, usando os trens urbanos JR.

Os unicos detalhes que devemos prestar atencao em relacao ao JR Pass sao:

Esse passe eh exclusivo para extrangeiros visitando o Japao e portanto so estao a venda FORA do japao. Se deixar pra decidir depois que voce estiver por la, ja era.

Posto de atendimento do JR no aeroporto em Tóquio

No proprio site do Japan Rail voce pode procurar as agencias de viagem autorizadas mais proximas de voce e efetuar a compra pela internet – aqui em Londres nos compramos pela Japan Travel Centre e recebemos nosso passe no dia seguinte (que foi a vespera de nossa viagem!).

Ao chegar no Japao, para comecar a utilizar o passe, eh necessario validar seu JR Pass nos postos de atendimento do aeroporto, e la mesmo voce decide qual dia quer comecar a usar seu passe (no nosso caso compramos o passe para 7 dias, mas passamos 8 dias no Japao – entao como queriamos usar o passe para ir de Kyoto ao aeroporto de Osaka, optamos por nao usar o passe no primeiro dia em Toquio, e utiliza-lo nos outros 7 dias da viagem).

 

Ja em Quioto nao existe metro, mas o sistema de onibus eh otimo e serve muito bem a cidade. Assim como o metro de Toquio, tudo vem escrito em Ingles, com muitas informacoes, mapinhas e anuncios de autofalante.

Logo na nossa chegada em Quioto, fomos no ponto de informacoes da estacao central (a estacao de Obinus eh exatamente em frente a estacao central de trens) e pegamos mapinhas das linhas de onibus (super util – o mapa ja mostra todos os templos e pontos turisticos e quais linhas de onibus vao de um ponto ao outro).

ônibus em Kyoto

ônibus em Kyoto

Os onibus de Quioto tambem operam com sistema de passe diario, que custa exatamente o preco de uma viagem de ida e volta – entao acaba saindo mais barato comprar o passe diario todos os dias, pois em Quioto dependemos 100% dos onibus.

Outra vantagem de comprar o passe diario eh que os onibus em Kyoto apenas aceitam moedas na quantidade exata do custo da passagem, sem aceitar notas, nem dar troco – nada pratico para turistas!

Mas uma coisa vale ressaltar: Quito eh MUITO grande, e MUITO espalhada, e os mapas da cidade e das linhas de onibus nao fazem jus ao tempo descomunal que se leva de um lugar a outro! Entao acabamos vendo bem menos da cidade do que tinhamos originalmente planejado, simplesmente porque gastavamos horas do nosso dia no onibus indo de uma ponta a outra da cidade.

Em relacao a acessibilidade, todos os onibus de Quioto sao de 1 andar apenas, com entrada pela traseira e centro do onibus, com acesso e espaco reservado para cadeiras de roda e carrinhos de bebe – entao foi tranquilissimo viajar de onibus pela cidade com a Isabella a tira colo (o dificil mesmo era entrete-la durante tanto tempo nas viagens de onibus pela cidade!).

Em Seoul nos aconselharam a apenas pegar metro, pois o sistema de onibus da cidade nao eh muito bom, e nada amigavel a turistas nao-falantes de Coreano. Mas em compensacao, o metro eh otimo, tao bom quanto em Toquio!

As estacoes sao limpas, acessiveis por escada rolante e elevador sempre, com muitas informacoes em Ingles.

 

Uma outra coisa que adorei nos sistemas de metro tanto em Toquio quanto em Seoul eh a organizacao e limpeza!

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Organização e limpeza no metrô em Tóquio

Claro que a gente sempre ouve falar e assiste no Fantastico aquelas cenas de funcionarios de luva branca literalmente empurrando as pessoas dentro do metro no horario de rush – mas isso so acontece em lugares, estacoes e horarios muito especificos, e nao passamos por nenhum aperto (literalmente!) em momento algum (memso tendo pego metro algumas vezes durante horario de rush)!

Muito pelo contrario – os funcionarios das estacoes e plataformas sao super solicitos, os trens sao espacosos, e os passageiros sempre educados! Cada um concentrado em seu livro/Smart-phone numa boa sem incomodar o outro.

Máquinas de venda automática no metrô de Seul

E o principal: limpos! Claro que eu nao ia lamber o chao da parada, mas estou tao acostumada com o fedor impregnado do metro de Londres (eu e minhas amigas temos apelidos a cada linhda o Tube Londrino de acordo com seu fedor caracteristico! hahahah), que fiquei chocada com aquele chao limpinho sem um fio de cabelo ou uma migalha fora do lugar! A ponto de ficar nervosa catando as migalhas da Isabella pelo chao pra nao chamar a atencao nem incomodar os outros passageiros!

 

- Aeroportos

Toquio eh a principal porta de entrada do Japao, e seu aeroporto numero 1 eh o “Narita”, o maior do pais e um dos mais movimentados do mundo.

O problema de Narita (apesar de nao termos passado por la para poder dar minha opiniao em primeira pessoa) eh ser muito afastado da cidade – mas ainda assim ele eh bem servido por transportes publicos e pela linha JR, o que leva muita gente a se decidir pelo passe JR (que mencionei acima) justamente para poder economizar tempo e dinheiro ja na chegada a Toquio no translado entre o aeroporto e a cidade.

Porem Toquio tambem tem outro aeroporto internacional, o Heneda, que tem um perfil mais business e fica praticamente no centro da cidade!

Nem todos os luagres do mundo que voa para Toquio tem opcoes de voo a Haneda, mas como a “ponte aerea” Londres-Toquio eh uma linha bem movimentada de negocios, a British Airways tambem tem voos direto entre Londres e Haneda, entao foi esse que escolhemos!

Entrada para a linha JR no aeroporto Haneda em Tóquio

Resultado, alem de tambem ser servido pelas linhas de trem urbano JR conectando Haneda ao centro de toquio, tivemos tambem a opcao de pegar um taxi direto ao nosso hotel, que claro que foi um pouco mais caro, mas em compensacao foi bem mais rapido e pratico – principalmente com o fuso horario, noite virada e uma bebe jetlag-enta! Custou cerca de 30 dolares (mais barato que o trem, pra quem nao tem o JR Pass) e pouco menos de meia hora para ir de Taxi de Haneda ao Westin Toquio! Super confortavel!

Ja na saida do Japao, como passamos pela Coreia no caminho pra casa, nao valia apena voltar de Kyoto para Toquio so para pegar outro voo para Seoul, entao optamos voar de la mesmo, pelo aeroporto de Osaka Kansai.

Na verdade Kyoto nao tem um aeroporto proprio, sendo que o aeroporto internacional mais proximo esta em Osaka, a cerca de 1 hora (de trem) da estacao central de Kyoto. O trajeto entre Kyoto e Osaka dura cerca de 1 hora e tambem esta coberta pelas linhas do JR Pass, entao foi facilimo (e como tinhamos o passe – de graca), e acabamos economizando um dia de viagem por nao ter que voltar a Toquio pra voltar pra casa (ou no nosso caso, ir pra Coreia).

 

- Comida e alimentacao

Eu ja falei aqui outras vezes o quanto AMO comida Asiatica (esse post, esse post e esse post sao boas provas disso!), e sem duvida alguma, a comida Japonesa eh minha preferida no mundo.

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Entao estava imaginando dias a fio apenas comendo o melhor e mais fresco sashimi do mundo, os mais variados sabores de naguiris e afins, e sempre que via alguem comentado que nao tinha vontade de viajar pro Japao pois nao gostavam de peixe cru eu pensava com meus botoes: “nossa, eu vou amar esse paraiso culinario!”.

Ahhhhhhhhh Decepcao!!!!

Quer dizer, calma. Amei a comida no Japao, e comi muito bem todos os dias… mas cade o peixe cru que estava aqui?!?! Godzilla comeu!!

Gente, como era dificil (impossivel!) achar um restaurante de “comida Japonesa” por Toquio e Kyoto!

Eu fiquei lembrando de como quando fomos pra China ouvi tanto falar de como a comida era diferente, que a comida Chinesa na China era tao diferente da comida Chinesa que temos no Ocidente… e acabei nao achando nada disso – comi na China extamente as mesmas coisas que como na Chinatown de Londres ou de Nova Iorque, por exemplo.

Mas em compensacao, no Japao, isso nao poderia ser mais verdadeiro! Aqui estamos nos achando que os Japoneses passam a vida comendo peixe cru, quando na verdade o que eles comem mesmo sao muitas variedades de noodles, muito arroz com molhos de curry, sopas (com noodles ou arroz) ou comida internacional, igualzinha a que eu e voce comemos em Londres, Sao Paulo ou Nova Iorque (mas juro que Londres, Sao Paulo e Nova Iorque com certeza tem mais restaurantes “japoneses” que Toquio!).

Pastelarias Francesas em Tóquio

E ainda tem isso da comida internacional, a verdade eh que tinhamos que fazer um esforco pra fazer questao de comer em restaurantes “locais” com comida Asiatica, e nao nos rendermos as muitas redes de restaurantes internacionais, as infinitas opcoes de restaurantes Italianos e pra fugir da obcessao que os Japoneses tem pelas padarias Francesas!

Na verdade, dos 8 dias que passamos no Japao so comemos “peixe cru” na nossa primeira noite em Toquio, justamente no restaurante do nosso hotel – e varias das outras recomendacoes que recebi de amigos de “restaurantes Japoneses” tambem estavam dentro de outros hoteis internacionais, o que nos levou a achar que “sushi & sushimi” eh comida japonesa-ocidental! Hahahah!

Menus “visuais”

Eu sei que eles tambem comem isso por la, mas definitivamente ja nao tenho mais aquele imagem de familias inteiras comendo peixe cru todos os dias de suas vidas…

Mas a verdade seja dita, que realmente comemos muito bem no Japao, apesar de ter sido “diferente” do que esperava.

Um corredor inteiro só de noodles e miojos no supermercado em Kyoto

Nosso tipo de restaurante preferido acabou sendo os “fast food” tipicos japoneses – eles servem pratos a base de noodles e arroz, e voce escolhe seu prato no “cardapio” do lado de fora (que sao figuras de plastico imitando os pratos servidos), ai vai na maquininha de fazer o pedido (que tambem fica do lado de fora do restaurante e parece aquelas maquinas antigas que vendiam cigarro), coloca seu dinheiro e pega um ticket.

Peça pelo número!

Quando voce entra no restaurante (quase sempre minusculo!) eh soh entregar o ticket pro tiozinho no balcao, e segundos depois seu prato eh servido na sua frente no balcao!

Dentro dos restaurantes fast-food Japas!

Molhos de soja ou chili sao a vontade, assim como agua e chas, que ficam em jarras espalhadas pelos balcoes do restaurantes, e cada um vai se servindo. Simples, rapido, pratico e delicioso – alem de muito divertido!!

Outra opcao popular de comida “fast food” por la, sao os restaurantes onde os pratinhos sao servidos numa esteira rolante – esse eh um estilo de restaurante Japones super comum aqui em Londres, e achamos que seria a opcao perfeita pra comer sushi rapidinho e baratinho, mas a maioria deles tambem servia mini pratinhos de noodles e arroz (e como ja temos muitas opcoes desse tipo em Londres, preferimos conhecer outros tipos de restaurantes).

Alem disso, como a viagem foi corrida, e tivemos que nos manter (mais ou menos) na rotina de horarios da Isabella, raramente tivemos tempo e oportunidade de sentar com toda calma do mundo em restaurantes e pedir o menu degustacao com 10 pratos – entao tambem fizemos muito bom proveito das “Bento Box” disponiveis nas lojinhas de todas as estacoes de trem/metro pra levar no hotel, ou almocar nos parques. As Bento Box sao aquelas caixinhas de refeicao ja montada, tipo um marmitex Japa!

Bento Box para picnic no quarto do hotel!

E por fim, vale ressaltar que quase todos os restaurantes por onde passamos tinham opcoes de menu em Ingles, e mesmo os mais escondidos e que nao tinham nem uma letra em Ingles (como eh o caso dos fast food das maquininhas!), TODOS, dos mais bacanas aos mais chumbregas, sempre tinham as maquetes e modelos das comidas servidas, feitas de plastico e borracha, com os precos na vitrine do local, entao era sempre facil escolher o que queriamos comer, e gracas a Deus nao tivemos nenhuma surpresa desagradavel!

 

- Custos e compras

Eu ja falei sobre isso com mais detalhes nesse post aqui.

 

- Choque cultural

Bem, deixei esse topico pro final proque achei dificil racionalizar entre as minhas impressoes e a realidade.

Me explico: viajar pra Asia eh sempre um choque cultural pra quem vem do Ocidente, mas depois de ja ter passado por uma dezena de outros paises por la, alem de morar numa cidade tao cosmopolita quanto Londres, eh dificil pensar numa coisa ou num aspecto de determinadas culturas que seriam de fato, um choque pra mim hoje em dia.

Me encomoda muito quando leio em blogs ou comentarios de amigos sobre determinado povo ser “sujo”, ou “porcos”, ou “frios”, ou “grossos” ou isso ou aquilo – pois geralmente essas sao apenas impressoes baseadas em estigmas e estereotipos que certos povos formam em relacao a outras culturas as quais nao sao familiares.

Entao certas coisas que me chocaram na primeira viagem a Asia, ja nao foram tao “estranhas” assim na segunda viagem, e na terceira ja nem reparava.

Mas ainda assim, mesmo ja tendo esse “filtro” e uma tolerancia bem alta, eu esperava certos comportamentos e situacoes que achei que encontraria no Japao (todos temos nossos preconceitos e estereotipos, nao tem como negar!).

Bem, a primeira surpresa – agradavel – foi a ausencia de muvuca! Depois te ter passado por paises como India e China, por exemplo (mas tambem Vietnam, Tailandia, Indonesia…), e sempre ter visto aquelas imagens dos metros lotados, os cruzamentos loucos em Toquio etc, imaginava que o Japao fosse muito mais “lotado” de gente do que realmente eh.

Pelas ruas de Tóquio

Pelas ruas de Tóquio

Entao alem de ser menos “populoso” do que eu imaginava, achei que no geraol os Japoneses e Coreanos sao mais na’deles. Entao mesmo no metro lotado, ninguem fica te encoxando nem bisbilhotando por cima do seu ombro, que ja melhora a sensacao gerenalizada de “espaco”, mesmo quando o espaco eh pouco.

Mas em compensacao eu esperava que eles fossem um povo super timido, super na’deles, mas que nada! Claro que sao reservados, e nao viram seu melhor amigo instanteneamente, mas batemos muitos papos com totais estranhos que simplesmente queriam saber de onde eramos, qual nosso nome, se gostamos do Japao.

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E isso ia aumentando proporcionalmente a medida que a idade do “curioso” fosse diminuindo – grupos escolares e adolescentes, eram um prato cheio! Ah, e uma nova modalidade de curiosos: maes e avos! Nossa familia virou ima de outras familias Japoneses (e Coreanas tambem) que queriam ver a isabella, perguntar quantos anos ela tinha, se podiam tirar fotos, nos contavam tudo dos filhos deles, etc.

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E pra tirar fotos?! Nossa! Nao eh a primeira vez que alcalcamos status de superstar em nossas viagens (mas nada se compara ao sucesso que fizemos no Egito ou na India!), mas sempre fico meio com vergonha de tirar fotos dos locais, pois nao quero dar a impressao que estou tratando alguem como um bicho “exotico” ou algo do tipo – mas no Japao nao so as pessoas vinham tirar nosso foto na cara de pau (muitas vezes sem pedir), ainda se ofereciam pra posar pras nossas fotos, pediram pra tirar fotos com a gente (principalmente a Isabella! Ela chegou num ponto de ja andar pelo jardim de um templo na Coreia dando tchauzinho pras pessoas!), queriam pegar a Isabella no colo (puro pavor, isso nao deixei de jeito nenhum!), enfim, uma loucura!

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De timidos eles nao sao nada!

E na Coreia do Sul isso foi ainda mais aparente, pois nao so o nivel de Ingles era um pouquinho maior que no japao, como Seoul nao eh tao turistico quanto Toquio ou Kyoto, as pessoas tinham mais curiosidade de saber quem eramos, de onde vinhamos, se estavamos gostando da Coreia, e coisas do tipo.

De chegar num ponto que quando estavamos passeando pelos fundos do jardim do Palacio Imperial de Seoul (que estava bem vazio) a gente se escondia atras das pilastras cada vez que vinhamos um grupo de turistas vindo em nossa direcao! hahahahaha! Era comico!

Atraindo multidões na Coreia do Sul

E as velinhas Coreanas que fazem speed walking e exercicios nos parques?! Corre delas ou suas bochechas ficarao roxas e seus olhos cegos de tanto flash!

Sempre que nos dividiamos em algum momento do dia (tipo, um de nos entrava no templo pra tirar fotos, enquanto o outro ficava do lado de fora brincando com a Isabella), era certeiro que na volta o outro estaria inundado de pessoas e flashes tirando fotos nossas!

E ainda teve a situacao do Aaron ser  – bem literalmente – encurralado por um grupo de coroas num parque em Seul que egavam, encostavam e abracavam ele, e ainda formaram fila pra tirar foto com o Aaron, e quanto ele tentou dar uma desculpa falando que a esposa estava esperando, elas ainda fizeram um barreira pra me bloquear e nao atrapalhar a tietagem! (e logo em seguida vieram atras de mim e da Isabella pra tirar mais fotos!)

Mas foi bem divertido, pois significou que tiramos muitas fotos e filmes dos locais, batemos papos inesperados com pessoas simpaticissimas nas ruas, e voltamos de la ainda ainda mais fascinados pela cultura!

 

- Curiosidades:

* Por causa dos riscos de terremoto constantes, os postos de gasolina no Japao nao tem bombas de combustivel no chao – todas as penduradas no teto do posto. Achei tao futuristico!

* Os banheiros públicos são incrivelmente limpos e todos muito complexos – as privadas são mil e uma utilidade, cheias de botões e geringonças!

* Os Japoneses nao tem o habito de dar gorjetas, que na verdade sao muito mal vistas e considerada falta de respeito. Quanto a conta chegar, deixe o dinheiro exato, e caso contrario, espere por seu troco. Esse comportamenteo foi muito dificil principalmente pro Aaron, que eh Americano e esta acostumado a ser generoso com gorjetas em qualquer lugar que vamos!

* Muitos dos restaurantes e bares locais nao tem cadeiras em volta das mesas, apenas tatames, e portanto sapatos nao entram de jeito nenhum! Os sapatos ficam te esperando do lado de fora, e voce entra de meias ou descalco e senta no chao (nao, ninguem vai roubar seus sapatos, mas na duvida, voce pode coloca-los dentro da bolsa…).

* Obrigada, por favor, de nada, ate logo, boa noite e bom dia… Nao sabe como falar nada disso em Japones nem Coreano? Basta fazer uma “reverencia” de frente pra outra pessoa, abaixando o tronco e a cabeca. Quanto mais “abaixada” for sua reverencia, mas sincera e profunda eh seu agradecimento.

 

 

 

Categorias: Coreia do Sul, Japão, Kyoto, Seul, Toquio, Viagens
17
26
May
2014
Bodrum: a costa esmeralda da Turquia
Escrito por Adriana Miller

Bodrum é um daqueles lugares que ninguém nunca tinha ouvido falar. E ai de repente, como que num passe de mágica, a cidade caiu na boca do povo e virou o mais novo balneário sensação do verão Europeu!

Linhas áreas de toda Europa passaram a oferecer voo direto (ate mesmo as low cost, como a Easyjet!), linhas de cruzeiros passaram a incluir a cidade em seus roteiros, e celebridades de toda Europa lotam a marina da cidade com seus mega-iates de Maio a Agosto.

Esse ano um de nossos objetivos de viagem era fazer algumas opcoes mais tranquilas, relax mesmo, levar a Isabella pra brincar na beira da praia e tal, e de quebra aproveitar pra voltar a países que já visitamos a muitos anos atrás e sempre quisemos voltar.

E fui numa dessas andanças por sites de busca de passagem e hotéis que me deparei mais uma vez com Bodrum! E não é que apesar de toda badalação dos últimos verões, uma viagem ao balneario-desejo-Turco seria muito mais fácil do que imaginei?!

Ok, feriado prolongado, clima primaveril e passagens compradas!

Primeira dificuldade: a maioria dos hotéis que tem se instalado na costa de Bodrum e arredores tem um clima super badalacao, quase todos oferecem pacotes all inclusive, e a esmagadora maioria nao aceitam criancas! Mas ainda assim conseguimos achar opcoes simpáticas, que apesar de não ser nossa opção numero 1, atendiam alguns requisitos básicos, como quartos espacosos, piscina e na beira da praia!

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Ah, e esse foi outro ponto a levar em consideração na escolha da hospedagem: Bodum, assim como a maioria das praias Mediterrâneas nao faz muito estilo “aerai-branca-palmeiras-paradisiaca”, e uma das marcas registradas dos resorts de Bodrum na verdade são os decks na beira do mar, formando piscinas naturais e dando fácil acesso a agua do mar mesmo nas (muitas) áreas que não tem areia.

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Mas como estaríamos com uma bebe de 16 meses, e muito ativa, andando pra tudo quanto é canto, achamos que por mais bonito e unico que  esse estilo de hotéis sejam, não seria uma boa ideia para nossa viagem.

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Mas ainda assim a viagem foi muito mais familia e turistica do que as celebrity-gossip demonstaram, e a cidade alem de oferecer otimas opcoes de passeios eh lotada de parquinhos e playgrounds sempre lotados de criancas.

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A região conhecida como “Bodrum” na verdade eh formada por varias cidades/bairros, e Bodrum propriamente dito eh o centrinho historico, onde fica a marina e o Iate club, o mercado árabe, o castelo de São José que eh um dos símbolos da cidade e maioria das lojas e restaurantes da região.

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No entanto, apesar de ter alguns hoteis ali no centro de Bodrum, nao acho que seja um bom local pra se hospedar. Primeiro o mais obvio: apesar de estar na beira do mar, o centro de Bodrum nao tem praia, e seus hoteis não tem acesso ao mar (que na verdade eh tomado pela marina e seus muitos barcos).BudapestGreece (177 of 555)

 

Então a melhor opção é mesmo se hospedar nas praias nos arredores de Bodrum. Sabe o que me lembrou muito? Búzios!

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Bodrum seria o equivalente a Rua das Pedras, e com suas varias praias e estilos diferentes nos arredores (mas tudo sempre bem pertinho e de facil acesso).

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Mas acabamos indo para Bodrum quase todos os dias, as vezes só pra passear e fazer compras, as vezes pra almoçar, ou jantar.

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A experiência de fazer compras em Bodrum é bem diferente de Instanbul, por exemplo (apesar de que a agressividade dos vendedores é a mesma!), pois eles não tem um mercado “antigo” especifico, e sim um emaranhado de ruelas que se espalham aos pes do castelo no centro antigo.

 

No geral nao achei nada assim super irresistível não, e fiquei chocada com a quantidade absurda (e descarada!) de produtos falsificados!!! Tudo falso, e confesso que fiquei morrendo de medo de comprar qualquer coisa por la!

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Então acabei apenas prestando mais atenção nas lojinhas de artesanato e galerias de arte (as cerâmicas Turcas e daquela região são lindas!), os joalherias vendendo prata (principalmente os anéis de prata Turcos tem um design bem especifico e lindos!) e tapetes, ja que a região de Bodrum, mais especificamente a cidade Milas (que eh onde fica o aeroporto) eh uma das regiões originais e mais tradicionais na confecção de tapetes “persas”. Quem se interessa por esse estilo de tapetes já ouviu falar no estilo de design e nos conhecido como “Mila”, que eh um dos mais antigos, de original Persa e Otomana, e que eh originário de la, e ainda existem muitas famílias que confeccionam os tapetes no estilo Milas passando de geração em geração!

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Quanto a restaurantes, na nossa primeira noite na cidade queríamos comer o que a região tem de melhor: frutos do mar! Então fomos para a Marina, e escolhemos um dos restaurantes bem de frente, o Eflés, onde pudemos escolher qual peixe (e camarões, mexilhões, etc) queríamos comer, que vinham diretamente dos pescadores ancorados na marina do outro lado da rua.

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A comida estava in-cri-vel, o serviço ótimo, e mesmo sendo um lugar bem bacana, eles tinham uma boa infraestrutura pra criancas, com cadeirao, fizeram comida especial pra Isabella, suco etc.

E como demos um pouco de azar com o clima, e pegamos um dia de tempo muito nublado e vento, voltamos pra Bodrum pra almoçar, mas dessa vez a vontade era de comer outra especialidade Turca: Kebab!

Esse sanduíche Turco que faz a felicidade fast-food de viajantes e habitantes Europa afora, foi ainda mais gostosa sendo servida in-loco!

Nós ficamos hospedados em Gumbet, que é a praia que divide a baia com Bodrum, mas divididos pelo morrinho com os moinhos de vento (outro símbolo da cidade).

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Pra mim as vantagens de ficar hospedado em Gumbet foram muitas: a praia tem areia de verdade, e cada hotel tem acesso direto a “sua” praia (apesar de que as praias não são particulares). Estávamos a apenas 10 minutos de taxi do centro de Bodrum, onde acabamos indo quase todos os dias pra passear, fazer compras, almoçar ou jantar.

Os hotéis são menos badalados e nenhum deles faz parte de grandes redes de hotéis, o que significou que nao tivemos problemas para encontrar hospedagem que aceitasse crianças (e fornecessem berço, cadeirão, etc), mas ao mesmo tempo Gumbet é onde fica a famosa “Bar Street” de Bodrum, que durante o dia nos dava varias opcoes de lojinhas, mercadinhos e restaurantes, e a noite atrai muita gente para seus bares e baladas.

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Nos nos hospedamos no Nagi Beach Hotel, que nos surpreendeu por ser tão bonitinho e barato! O hotel em si era uma gracinha, todo branquinho com as “casinhas” típicas dessa região da Turquia, muitas flores e pergolas por cima das varandas dos hotéis, um jardim ótimo, duas piscinas (um bem grande, e outra menorzinha para crianças), e o principal, bem de frente para a praia e com acesso direto para a areia. Alem de ter um restaurante (que também servia peixe fresquinho!) e dois bares, servindo a piscina e a praia.

O hotel eh simples, mas achei os quartos confortáveis e o serviço ótimo (todos os funcionários muitos simpáticos e solícitos), e foi a escolha perfeita pra nossa viagem.

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As outras duas áreas que chegamos a considerar, mas não encontrei hospedagem que tivesse todos os nossos critérios foram Turkbuku e Torba, mas valem a pena serem exploradas.

Outra dica me me deram são os Beach Clubs que muitos hotéis maiores oferecem, e permitem que mesmo quem não esta hospedado neles, possa comprar um passe de “uso diário” e usar parte de sua estrutura. Isso eh uma boa principalmente pra quem se hospedar nos hotéis sem praia ou sem acesso a “areia”, e os dois mais recomendados foram o Kempinski (que tem praia de areia, e aceita crianças durante o dia) e o Maça Kizi (que tem para de “decks” e tem um perfil mais badalado). (mas nos acabamos não indo a nenhum outro Beach Club, pois achamos nosso hotel super gostosinho e que já nos oferecia isso tudo, então ficamos por lá mesmo!).

 

Categorias: Bodrum, Turquia, Viagens
7
22
May
2014
Tóquio: Shibuya
Escrito por Adriana Miller

Depois de passar por Ginza na primeira vez que fomos, eu não imaginava como Shibuya poderia ser ainda mais impressionante: mas palavras não conseguem descrever a sensação de sair do metro na estação de Shibuya e dar de cara com aquele cruzamento em pleno sinal vermelho!

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Na é a toa que eles levam o titulo de cruzamento mais movimentado do mundo! São umas mega-avenidas que vão se juntando e se amontoando, com sinais de transito milimetricamente cronometrados e faixas de pedestres que se cruzam e se sobrepõem em todas as direções possíveis!

Para apreciar esse caos de formigueiro moderno em todo seu esplendor, o melhor é procurar um lugar mais alto: como o segundo piso do Starbucks que fica bem de frente pro cruzamento, ou melhor ainda, a passarela que conecta a loja Tokyu a plataforma da linha Ginza na estação de metro!

Mas nem só de um cruzamento louco se faz o bairro, que é conhecido por seus bares e restaurantes de Karaoke e lojinhas (na verdade mini casinos!) de jogos.

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São ruas e mais ruas repletas de casas de jogos: bingo, vídeo games variados, vídeo poker, e ate aqueles “jogos” onde você tem que “pescar” um brinde, sabe? (existe um nome especifico pra isso?!).

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Como pode uma loja in-tei-ra so com esses joguinhos de pescar brinde?!

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Em Shibuya tem!

Em relação a compras, o bairro não é tão bem fornido quanto Ginza, mas as lojas de departamento mega-store “Tokyu” vale a visita (mas são bem mais lotadas e confusas que as lojas de Ginza).

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Mas o que eu gostei mesmo em Shibuya foi de ir entrando no emaranhado de ruelas – que eventualmente se conectam com Harajuku – em sua maioria bem estreitas e sem muitos carros, o que é um alivio depois de sobreviver o cruzamento!

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
2
20
May
2014
Toquio: Akihabara
Escrito por Adriana Miller

Antes de mais nada: meeeeeeeeu que lugar louco!!! (saiu até meio Paulista, heim?!)

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Akihabara é conhecido por ser o bairro dos eletrônicos de Tóquio – mas não necessariamente lojas de novidades tecnológicas e coisas super bacanas que vimos em outros bairros, e sim muita quinquilharia!

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É por lá que rola um mercadinho de eletrônicos onde rola de tudo: de extenção de tomada, fiação elétrica pra consertar uma lâmpada ate equipamentos de CCTV e espionagem! Se você quiser comprar umas paradas tipo James Bond style de espionagem, Akihabara é o seu lugar!!

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São barracas e mais barracas de objetos com câmera escondida, equipamento pra colocar um bug na linha telefônica de alguém, nanny cam… enfim, loucura! O quanto daquilo tudo é legal e dentro da lei eu não sei, mas que foi muito louco passear por lá, isso foi.

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Mas a verdade meeeeesmo é que hoje em dia Akihabara esta mais conhecido por causa de seus Otakus, que nada mais são do que lojas e “estabelecimentos” de entretenimento adulto-explicito com um festival de fantasias, lojas de gibi, lojas de figuras animadas e desenhos animados “picantes”.

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Noooossa, a gente não conseguia se segurar de rir e imaginar o que devia rolar por trás daquelas portas (tentamos entrar em algumas lojas pra ver como eram por dentro, mas como estávamos com a Isabella, não podíamos entrar), com as vitrines nerd-safada e o entra e sai de meninas e meninos fantasiados de desenho em quadrinhos-safadinhos.

Gente, quem precisa de uma sex-shop de 7 andares?! Eu nem sabia que existia tanta sem-vergonhice no mundo!

Não lembro exatamente que dia de semana era exatamente (mas acho que era fim de semana) então Akihabara estava uma super lotação e um rebuliço de gente pra cima e pra baixo, e com o cair da noite as luzes dos prédios ficou o máximo – e os painéis de neon GIGA e muito coloridos são um dos símbolos do bairro!

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
10
16
May
2014
Templos e palácios em Tóquio: Palácio Imperial, Parque Ueno e Templo Asakusa
Escrito por Adriana Miller

Ao longo dos anos, sempre que eu começava a planejar uma viagem pro Japão e saia lendo guias e blogs por ai, volta e meia eu lia alguma “dica” em relação e sempre começar a viagem por Tóquio em vez de Kyoto, e deixava isso meio de lado pensando “que diferença faz?”, certo?

Acabou que nossa viagem deu mais certo chegando via Tóquio por causa dos voos internacionais e saindo via Quioto por causa dos voos regionais, mas não tinha pensado muito sobre isso ate me sentir profundamente decepcionada com os templos de Tóquio, e uns dias depois me sentir maravilhada com os templos de Kyoto!

Então aqui fica minha dica reforçada: sempre comece sua viagem por Tóquio, e assim o impacto de chegar nos templos milenares de Kyoto será bem melhor!

Nossa primeira parada “histórica” em Tóquio foi o Palácio Imperial, no bairro Hybia, que fica bem no meio de um imponente parque, cercado por um lago artificial, e onde a família Imperial do Japão ainda mora.

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Chegamos la junto com um grupo de estudantes uniformizados, tiramos muitas fotos enquanto dávamos voltas e mais voltas no parque sem entender onde ficava a entrada? Onde está a bilheteria?

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Olha, demorou um bom tempo pra cair a ficha e finalmente encontrarmos a infomracao de que nao verdade o Palacio Imperial nao eh aberto a visitacao, e teriamos que nos contentar com com a mini vista disponivel em uma das pontes…

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Já num outro dia fomos em direção ao norte da cidade, para o parque Ueno, que hospeda o zoológico de Tóquio (ótimo para quem vai com crianças maiorzinhas!) e alguns templos e pagodas.

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Passamos um bom tempo pelo parque que eh bem bonitinho e estava super florido com as Sakuras, e aproveitamos pra visitar alguns dos templos la dentro: Tosho-Gu (o dourado e mais bonito), Gojo (que tem algumas “portas” vermelhas), Kiyomizu e a Pagoda.

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Nenhum deles eh de cair o queixo, mas achei o Tosho-Gu bem bonito, principalmente por estar bem ao lado do jardim de Peonias e a Pagoda, que cria uma “cenário” bem peculiar!

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Outro templo interessante no parque Ueno eh o templo Gojo e seus “portões” vermelhos!

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Por fim, ja no nosso ultimo dia em Tóquio fomos ate o templo Asakura, que segundo nosso guia de viagem era o mais bonito de Tóquio, e realmente não decepcionou!

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Mas não sei se ameeeei ir até lá não, pois achei tão fora de mão do resto da cidade, que apesar de bonitinho e tal, o tempo que gastamos pra achar e chegar até lá foi muito maior do que o tempo que passamos por lá…

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Apesar de bem pequeno – e lotado! – tanto o templo, quanto a pagoda e o imponente portão de entrada sao bem bonitos – mas confesso que gostei mesmo foi do mercadinho na entrada!

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E eu gostei justamente porque foi o único lugar em Tóquio que vi esse tipo de lojinhas/mercadinhos muvucados, vendendo souveniers e tranqueiras que são tão comuns na Ásia, mas que ate então eu não tinha visto em lugar nenhum em Tóquio!

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Então foi ótimo pois visitamos o templo correndo, fizemos algumas fotos e voltamos pra bater perna no mercado, comprar souveniers e presentinhos etc.

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Mas eh claro que a cidade tem muitos outros templos, e provavelmente outros ate bem mais interessantes e bonitos, mas não da pra negar que a “sede” histórica do Japão é mesmo Quioto, então se tivesse que repetir a viagem eu pouparia meu tempo e energia e simplesmente não teria ido a nenhum desses templos, e teria aproveitado Tóquio pra curtir o que Tóquio tem de melhor: seus bairros mega loucos, as luzes de neon, as mega lojas, os restaurantes, e as ruas movimentadíssimas!

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
9
15
May
2014
Compras no Japão: o que vale a pena e o que não vale (seja por questão de preço ou nível de interessância!)
Escrito por Adriana Miller

Olha, eu não sou uma pessoa que já viaja com compras em mente. Não sou mesmo.

Geralmente minhas viagens tem outro foco, e gosto de gastar meu tempo e meus travel-dollars de outras maneiras e não enfurnada em Zaras, H&M, shoppings e outlets mundo afora.

Mas pro Japão isso foi beeeeem diferente!

Por um lado, o Aaron estava mega eufórico com as novidades e nerdices eletrônicas que só o Japoneses sabem fazer – e eu também né? Apesar de que meu nível de nerdice esta alguns patamares abaixo do dele, não resisto a uma geringonça tech!

E eu estava praticamente enlouquecida nas bugigangas e produtos de beleza e cosméticos Japoneses!

Mas sejamos sinceros: Japão é um lugar caro, e ponto final. Bem, quer dizer. Não achei nada super caro não, e na verdade achei os preços bem equivalentes e tabelados com os preços na Inglaterra e Europa, por exemplo (leia-se: mais caro que os EUA, mais barato que o Brasil).

Ou seja, não é o tipo de lugar que você viaja SÓ pra fazer compras, mas também não significa que tudo é tão proibitivo que você não pode nem olhar as vitrines…

Então de maneira geral, eu diria que apesar de não ser aquela perdição-capitalista-selvagem de um Outlet na Florida, a maioria das coisas ainda são bem mais baratas que no Brasil, por exemplo. Então valer a pena, vale.

Para nós, muita coisa não valeu a pena simplesmente porque temos as mesmas marcas & preços na Europa, então não prestei muita atenção para lojas de roupa, por exemplo.

Por um lado, como disse, as marcas e preços são os mesmos que encontro em Londres, mas o principal “impecilho-consumista” na area das roupas e sapatos é que as lojas tem um foco muito especifico para o mercado local, então mesmo em marcas Europeias como Zara e H&M, por exemplo, tem modelos, estilos, modelagens e tamanhos muuuuuito diferentes dos disponíveis no Ocidente, e sinceramente não achei nada irresistível demais (e como sou uma media de 3 palmos mais alta que a população Japonesa e calço sapatos que fariam o Bozo se sentir um gueixa, deixei pra lá, e não gastei minhas energias com isso).

Maaaaas… Não consegui passar pela porta de uma farmácia ou loja de departamento sequer, sem querer entrar e analisar produto por produto!

Então o que valeu a pena comprar no Japão (e Coreia do Sul também!)?

 

- Eletrônicos:

Como disse acima, a maioria dos preços de eletrônicos e equipamentos fotográficos no Japão são bem tabelados com o que vemos na Europa, mas esse é um ” departamento” de compras que vale a pena prestar atenção numa viagem ao Japão e Coreia do Sul por dois motivos bem simples:

O primeiro e mais fácil, eh o Tax Free – qualquer turista nao-residente no Japão tem direito a 10% ou 8% de tax free em determinados produtos e lojas. E ao contrario do processo de tax free na Europa, que é bem chatinho, no Japão é super simples: basta apresentar seu passaporte (mostrando seu visto de turista) na hora do pagamento, e o desconto eh aplicado na hora! E por mais que 10% não seja asssssssim-o-que-diferença-no-preço-final, porque não né?

Mas o principal mesmo, são as novidades!

Afinal as principais e maiores marcas de tecnologia do mundo hoje em dia são de lá: Canon, Nikon, Sony, Panasonic, LG, Samsung (que eh Coreana e não Japonesa), etc que são as marcas “produto nacional”, então muitas vezes só por não terem passado pelo processo de exportação, já passam a ter preços mais competitivos do que no resto do mundo.

E também porque TUDO é lançado primeiro no mercado nacional (deles) antes de ser exportado para o resto do mundo.

Então principalmente em relação a produtos de tecnologia de ponta (principalmente Câmeras fotográficas e celulares/tablets), algumas novidades são lançadas no Japão ate 6 meses antes do resto do mundo! E como o Aaron (e meu pai também tinha me dado uma listinha de modelos!) esta sempre super antenado nessas coisas, ele já sabia mais ou menos quais câmeras/acessórios provavelmente já estariam disponíveis no mercado Japonês, e que ainda demorariam vários meses pra chegar na Europa/EUA.

E foi numa dessas que virei a casaca e me rendi aos poderes de uma câmera Canon (que me acompanha a bastante tempo sabe que sempre fui fã das câmeras Sony). Demos de cara com o novíssimo modelo Canon G1X numa loja em Shinjuku e de cara fiquei encantada. Não sabia se o preço valia tão a pena assim ou não, então resolvi fazer o dever de casa no hotel.

Assim descobri que a câmera só estará disponível no mercado Europeu e Americano em Julho de 2014, com preço sugerido de 900£ ou 1000US$, e as resenhas e feedbacks eram todos ótimos! Em compensação, no Japão, além de já estar disponível nas lojas, o preço estava mais de 30% mais barato, e como ainda tínhamos direito ao tax free, a câmera sairia por quase 50% de desconto! Então continuamos procurando a nova Canon pelas mega lojas de Tóquio (era novidade fresquinha então estava esgotada em varias delas), e acabei comprando pelo equivalente a uns 420£ (Libras Esterlinas), então valeu demais a pena e realmente não deu pra resistir!

(Muitos leitores estão me pedindo uma resenha sobre a nova Canon G1X, e vou pedir pro Aaron me ajudar a escrever sobre ela… Mas pra quem lê em Inglês, o Aaron tem um ótimo – porem meio abandonado – blog de fotografia, o Postcard Intellect com dicas e tutoriais incríveis sobre fotografia de viagem e equipamentos)

 

- Cosméticos e Maquiagens:

E agora a parte mulherzinha das compras (minha parte preferida!)!

Todas as vezes que viajei pra Ásia eu adorei conhecer as novidades (como os ingredientes exóticos na Tailândia ou as novidades de mercado no Oriente Médio - muito antes de chegarem no resto do mundo!). Mas principalmente porque tanto o Japão quanto a Coreia do Sul são mercados super nicho e super poderosos no mundo da beleza, onde as mulheres dos dois países são notoriamente ultra vaidosas, exigentes e excêntricas!

Então por um lado tem todo o lado lúdico de (tentar) descobrir o significado e o uso de todas as geringoncas-da-parafuseta nas farmácias e supermercados Japoneses!

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Palitinho de limprar cravos do nariz? Check! Massageador facial pra fazer sua maca do rosto ficar mais saltada? Check! Escova para limpar o couro cabeludo? Check! Ferramentas assustadoras-indecifraveis para afinar o nariz e arredondar os olhos?! Check! Check! Check!

Incrível! Um tudo de esquisito, excêntrico, supérfluo (e deliciosos de descobrir) que podia imaginar, existe por lá!

Não comprei mais coisas estranhas por simplesmente a grande maioria delas eu não consegui decifrar pra que serviam!! (as instruções são todas em Japonês, mas a maioria das embalagens tem também instruções em “desenho em quadrinho” explicando passo a passo como usar tal produto, o que facilitou bastante).

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E por outro lado, tem essa coisa do mercado Asiático ser tão nicho e exigente, então TODAS as grandes marcas de cosméticos e maquiagem tem linhas exclusivas que só vendem por lá. Quase todas essas linhas exclusivas seguem a mesma tendência: proteger do sol, apagar manchas e deixar a pela mais clara/iluminada (e foram eles que inventaram os BB e CC Creams que agora dominam o mundo da beleza no mundo todo!).

Principalmente as Japonesas e Coreanas são absolutamente aversas ao sol, e apesar de quase todas são morenas (e mesmo as mais branquinhas tem um sub-tom de pele amarelado, que é o mesmo caso da pele Latina), o padrão de beleza delas é totalmente anti-bronzeado.

Mas o que eu gosto dos produtos Asiáticos, é que – como mencionei acima – a pele Asiática e Latina tem muitas semelhanças, sempre com tons e sub-tons de pele mais amarelado (mesmo as Brasileiras/Portuguesas/Espanholas/Italianas mais branquinhas raramente tem aquele tom de pele “rosa” dos nórdicos e loiros de verdade), então os produtos para proteção da pele, produtos para apagar manchas, e principalmente os tons de maquiagem são super compatíveis pra gente!

E além disso, o clima deles eh parecido com o Brasil, com verões muito úmidos e quentes, então eles tem produtos super eficazes anti oleosidade e brilho, que sempre eh o inimigo das Brasileiras!).

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E por fim, as marcas. Assim como para os eletrônicos, algumas das melhores marcas de beleza “nicho” hoje em dia são Japoneses e/ou Coreanas: SK II, Cle de Peau, Shu Uemura, Shiseido etc são Japonesas, e a Amore Pacifc e Misha sao Coreanas.

Então além de serem marcas que nao estao disponíveis em muitos outros paises do mundo, alem ainda tem linhas de produtos que so existem la (como a linha – maravilhosa – de produtos de cabelos da Shiseido, que no Japao vende em qualquer Farmacia por 7 dolares, e na Inglaterra so vende on line por 40 Libras!), e os lançamentos que saem no mercado “local” bem antes de chegar no resto do mundo, e consequentemente os precos tambem sao bem melhores (pois nao sao “exportados”).

Outro bom exemplo de precos (que voces sempre pedem) eh o corretivo Cle de Peau que na Europa e EUA eh considerado o Holy Grail das maquiagens de luxo. Nao eh que seja a preco de banana no Japao, mas por exemplo, em Londres esse corretivo so vende na Harrods e custa mais de 80 Libras. E eu comprei o mesmo produto (sendo que na Asia eles tem muito mais opcoes de cores!) tanto na viagem que fiz a Pequim uns anos atras quanto agora em Toquio por cerca de 30 Libras.

 

Ou seja, apesar de que o Japao de maneira geral nao eh um lugar super barato, muita coisa vale a pena ser comprada por la, caso voce esteja de viagem marcada pra’quelas bandas!

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(e para as meninas me pedindo resenhas e dicas dos produtos que comprei nessa viagem, vou começar a postar sobre todos – a medida que for usando e testando – lá no Beauty!)

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
17
13
May
2014
Toquio: The Westin Hotel
Escrito por Adriana Miller

Essa viagem para o Japao e Coreia foi nossa terceira grande viagem para a Asia (4a, se contarmos o Sub Continente Indiano), sendo o 12 e 13 paises visitados, e uma coisa que eu aprendi nessas viagens foi respeitar o que eh diferente, e reconehcer onde consigo me adaptar, e onde prefiro manter as cosias mais “familiares”.

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E nisso, a opcao de hospedagem sempre eh minha preocupacao numero um! Entao fizemos questao de ficar hospedados em hoteis internacionais, com servico e qualidade ocidentalizadas, onde saberiamos que teriamos aquela sencacao de “voltar pra casa” no fim do dia.

E ai eh que esta o pulo do gato – nao eh uma questao de se o servico ocidental/oriental eh melhor ou pior, apenas um detalhe de minhas viagens que aprendi a reconhecer que prefiro manter em territorio familiar, principalmente depois da chegada da Isabella.

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Entao em Toquio ficamos no hotel Westin (por acaso a mesma rede de hoteis que ficamos hospedados em Xangai, na China – e nao por acaso, meu hotel preferidissimo em Madrid, na Espanha), que ofereceu exatamente tudo que buscavamos: servico impecavel, otimo nivel de Ingles de todos os funcionarios, varias opcoes de restaurantes e quartos espacosos.

Desde nossa chegada o hotel teve todo cuidado de – na medida do possivel – atender a todas as nossas necessidades, incluindo nos dando um check in ligeiramente mais cedo que o normal, quando chegamos no quarto o bercinho da Isabella ja estava pronto esperando por ela, a concierge nos ajudou a planejar nossos dias e ate me deu fraldas extras e dicas de onde comprar comida de bebe ali por perto!

E por falar nisso, o Westin de Toquio fica no bairro Eibisu, que apesar de nao ser super central nao, eh um bairro residencial super gracinha e tranquilo, e o hotel fica extamente em frente ao badalado restaurante do Joel Rebouchon de Toquio (que acabamos nao tendo tempo de ir, mas ja fomos no do Londres e Las Vegas), do lado a cervejaria Japonesa Sapporo (com direito a visitas a fabrica e um restaurante/beer garden bem bonito), uma enooooorme loja de departamentos Mitsukoshi do outro lado da rua (que no subsolo tme um supermercado incrivel), e muitas opcoes de cafes, restaurantes, farmacias, Starbucks, Dean & Deluca, etc, etc a poucos metros de distancia.

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A estacao Eibisu tambem fica a pouco minutos andando do hotel, onde tinhamos nao so algumas linhas do Metro de Toquio, mas tambem uma estacao de trens JR (otimo pra quem comprar o passe de trens e otimas conexoes com os dois aeroportos!), e na prorpia estacao a loja de departamentos Atre (que esta presente em quase todas as grandes estacoes da cidade) era praticamente um shopping de opcoes de cafes, restaurantes e lojinhas. O maximo, e tiramos muito proveito de nossa vizinhanca!

Dentro do hotel o buffet do cafe da manha era excelente, alem do bar e “atrium” que tambem serve bebidas e comidinhas rapidas, e mais dois restaurantes mais bacanas, um Chines e outro Japones (que milagrosamente foi o unico lugar no Japao que conseguimos comeer Sashimi! Mas isso eh papo pra outro dia!)

The Westin Toquio

 

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
6
12
May
2014
Toquio: Ginza
Escrito por Adriana Miller

Ginza é outro bairro de Tóquio que é uma ótima opção “estereotipa” da cidade, e na verdade um dos bairros preferidos entre turistas.

Pra quem conhece Londres, a primeira sensacao que tive ao chegar la foi que eu estava numa espécie de Piccadilly Circus Asiática (ou seria a Times Square?!), com seus cruzamentos, luzes de neon e mega-lojas para todos os lados!

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E em Ginza encontramos de tudo: desde as lojas flagship Asiáticas das marcas mais exclusivas (e caras!) do mundo, as enormes lojas de departamento onde encontramos de um tudo, e principalmente varias flagships e showrooms de marcas tipicamente Japonesas, como os eletrônicos da Sony (a sede da empresa fica em Ginza, e uns 3 andares do prédio são abertos a visitação, onde esta o showroom da marca) aos cosméticos da Shiseido, além de muitas outras marcas internacionais.

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Apesar de que não seja uma area com nenhum ícone a “ser visitado”, o bairro tem alguns marcos que valem a pena prestar mais atenção, como é o caso da loja de departamentos Wako, que ocupa a principal esquina de Ginza, com seu relógio Seiko no topo da torre, e a loja mais histórica e antiga de Tóquio.

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Tanto a fachada quanto o interior fazem um estilo mais “Europa”, e seus corredores exibem produtos de marcas selecionadíssimos e super fora do lugar comum (coisas do tipo: quer mandar fazer uma bota de montaria sob medida? Encomendar um enxoval todo de prata para seu bebe? A Wako é seu lugar!).

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Bem do outro lado da rua, na outra esquina esta a gigante Mitsukoshi, que apesar de também estar presente em outros bairros de Tóquio, a loja de Ginza é seu carro chefe, com nada mais nada menos que 11 andares recheadissimos de todas as marcas e departamentos possíveis e imagináveis!

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A surpresa, no entanto, esta no 9 andar, onde fica seus “oásis urbano” – um jardim a céu aberto em plano centro de Tóquio!

Com direito a gramado, playground para crianças e vários restaurantes foferrimos! Passamos uma manha inteira por lá com a Isabella, brincamos, compramos e almoçamos e nem vimos o tempo passar!

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Outros nomes & endereços para saciar a sede de compras em Ginza? (além das lojas da Sony e da Shiseido que já falei acima).

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Outra loja de departamentos, a Matsuya – com uma seleção de marcas e produtos um pouco mais premium (no andar térreo, logo na entrada fica o departamento de cosméticos e beleza, e achei essa loja ótima pra achar aquelas coleções e linhas exclusivas da Ásia que as marcas só vendem lá! Tem de tu-do!)DSC00055

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A loja de eletrônicos Big Camera, que também tem andares e mais andares de todas as opcoes de eletrônicos e cacarecos que se possa imaginar. Começando pelo andar térreo inteiro dedicado a celulares e acessórios (imagina um supermercado inteiro só de capinhas, protetores, cabos, penduricalhos e afins), passando por eletrodomésticos, TVs e videos, etc, etc e claro, câmeras fotográficas!14160623252_463c51f56b

(Ainda vou fazer um post mais detalhado sobre compras no Japão, mas foi na Big Camera de Ginza que achamos a câmera nova que trouxe da viagem que tanta gente me perguntou n Instagram!).

 

Categorias: Japão, Toquio, Viagens
4
11
May
2014
Japão e Coreia: como planejei minha mala (e looks! Meus e da Isabella!)
Escrito por Adriana Miller

Eu já fiz incontáveis posts sobre como faço minhas malas, mas a cada grande viagem o perfil de minhas preferências mudam, as necessidades de cada destino também mudam (minhas viagens a trabalho ou de fim de semana pela Europa não contam… são rápidas e geralmente levo umas 2 ou 3 mudas de roupa numa mala de mão, e as viagens mais longas para o Brasil eu relaxo, pois sei que posso atacar o armário da mãe e irmã quando estiver la!).

Mas na verdade planejar o que levar na mala para essa viagem não foi difícil – passaremos por apenas 3 cidades grandes, sem grandes “exotismos” de atividades (não faremos nenhum esporte nem caminhadas, não faremos nenhum programa mais arrumadinho nem nada fora do básico), então sabia que minha mala seria composta por pecas e “looks” que uso no dia a dia em Londres, ou usaria em qualquer outra viagem pela Europa, ou Rio de Janeiro, EUA e afins.

O que mudou dessa vez foi a metodologia – resolvi testar uma maneira diferente de arrumar e organizar as roupas na minha mala, por três simples motivos: em primeiro lugar, porque minha mala seria dividida com a Isabella, e apesar de que as roupas dela são minúsculas, bebes são ímãs de tralhas e como ela esta na fase de anda-engatinha-se-arrasta-pelo-chao e querendo comer sozinha e tals, precisamos de vaaaarias mudas de roupa por dia.

E em segundo lugar porque acho que achei que alguns hotéis no Japão seriam bem pequenos, então queria manter a mala o mais pratica e objetiva possível, sem precisar espalhar demais minha zona cada vez que quisesse achar um par de meias (sou zoneira assumida).

E por fim, porque íamos viajar de trem bala entre Tokyo e Kyoto (e assim como nos trens na Europa, apesar de não ter limite de peso, o espaço para guardar bagagem eh bem limitado) e um voo de low cost entre Kyoto e Seoul (e a pesar de que eu paguei a mais para levar bagagem despachada, não sabia o quão restrito eles seriam em relação a tamanho e peso das malas).

Comecei o processo de “planejar” o que queria levar da mesma maneira que faço em TODAS as minhas viagens: de olho na previsão de tempo.

Sim, o clima é imprevisível, e um dia pode estar sol e calor e no dia seguinte cair uma nevasca (#TraumasDeLondres), então não basta olhar a previsão na véspera da viagem – tem que acompanhar de perto mesmo!

Sei que isso eh um pouco TOC meu, mas assim que marco minhas passagens para algum lugar, ja vou logo adicionando a cidade em questão no meu iPhone (naquela App de meteorologia), e assim passo semanas e meses acompanhando a quantas esta a temperatura, se oscila muito, se tem chovido muito, etc, etc.

Então tanto no Japão quanto na Coreia eu sabia que as temperaturas estavam estáveis, na casa dos 15/20 graus e dificilmente teríamos grandes surpresas meteorológicas, o que é sempre ótimo e evita certos dilemas de “vou levar essa saída de praia caso faca 40 graus e esse sobretudo caso caia para -15”, sabe?

Então fiz mina listinha de itens, sempre tendo em mente que as pecas podem ser sobrepostas e combinadas entre si, seguindo uma certa paleta de cores (eu sempre falo sobre isso nos posts sobre fazer a mala, mas ajuda tanto ao longo da viagem, ter pecas que combinem entre si, e assim mesmo com um mala pequena conseguimos combinações mil, e temos a sensação de ter com uma roupa e “look” diferente todos os dias, mesmo tendo na verdade poucas opcoes de pecas!).

As pecas chave foram: camisetas, malhas finas, jaquetas de meia estação (couro, sarja, blazer), jeans, sapatos confortáveis e acessórios.

Então mina nova estratégia de organização copiou um pouco o que sempre fiz para Isabella (e nas poucas vezes que não arrumei a mala dela assim, sempre tivemos problemas!), usando compartimentos e nécessaires especificas para cada tipo de roupa e ate mesmo looks já montados.

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No caso da mala da Isabella eu coloco as montagens já prontas (calca + blusa, ou saia + body, ou vestido + blusa + meia calca, por exemplo) já separados em saquinhos plásticos (desses tipo Ziploc), por que ela raramente usa a mesma peca/combinação mais de uma vez (porque criança se suja mesmo e não tem como evitar), e assim fica mais fácil pela manha já pegar um look montadinho para ela, colocar outro extra na bolsa de fraldas e pronto, em vez de fica pensando qual calca combina com qual blusa e com qual sei lá o que. E assim também reaproveito os sacos plástico para guardar as pecas sujas que vamos trocando ao longo do dia.

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Já no meu lado da mala, a coisa eh um pouco diferente, pois não levo um look/combinação especifica para cada dia – prefiro fazer essa analise combinatória de pecas que mencionei ai em cima.

Então comprei esses compartimentos/nécessaires na Amazon, que são quadradas/retangulares, de nylon e tela (assim fica mais fácil ver o que tem em cada uma), e na maior coloquei camisetas, regatas, camisas e malhas, e nas outras separei calcas, jaquetas, roupas intimas e acessórios (lenços e cintos).

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Assim também ficou fácil “encaixar” os nécessaires dentro da mala, e ir montando um quebra cabeça com o resto: sapatos no fundo (levei dois pares de sapatilhas na mala e um tênis ja no pe), necessaires com cosméticos, etc.

Ficou TÃO mais fácil achar tudo que precisava ao longo da viagem, principalmente a medida que fomos trocando de cidade e hotel a cada 3 ou 4 noites.

E para matar a curiosidade, aqui estão algumas fotos dos nossos “Looks” – meus e da Isabella!

 

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